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  • O problema da velhice
    Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
    • O problema da velhice

      NINGUÉM realmente deseja ficar velho. Na verdade, talvez desejemos a experiência e a sabedoria que podem advir de se viver muitos anos; mas não desejamos as graves limitações que a velhice pode trazer ao corpo e à mente. Nem desejamos o que se segue — a morte. Se pudéssemos escolher, é provável que combinaríamos a sabedoria da idade com a vitalidade da juventude. É isso que Ponce de León tinha presente quando buscava a “Fonte da Juventude” na Flórida, há séculos atrás

      Pode ser parado, invertido, o processo de envelhecimento? Poderá a sabedoria da idade algum dia ser combinada com a vitalidade da juventude, e durar indefinidamente? Confiantemente respondemos: SIM! Quando? Muito mais cedo do que talvez imagine, como explicaremos mais adiante nesta revista.

      Mas, antes de a velhice ser invertida, seus problemas continuam conosco. E estes têm de ser confrontados.

      “Anos Dourados” ou não?

      Alguns chamam o período da velhice de “anos dourados” Quando a pessoa não está assolada por muitas doenças, pesares ou temores, os anos avançados podem, deveras, ser um período de graciosa tranqüilidade similar à que o patriarca Abraão evidentemente gozava, pois a Bíblia diz que ele “morreu numa boa velhice, idoso e satisfeito”. — Gên. 25:8.

      No entanto, outros chamariam a velhice, não de “dourada”, mas de “desastrosa”. Perguntou-se a certa pessoa de destaque, ao alcançar os 70 anos de idade, como ela encarava a velhice. Ela respondeu: “Como o naufrágio.” Comparou seu envelhecimento a um navio encalhado na praia e espatifado pelo vento e pelas ondas. Ou, como declarou a psicóloga de Boston, EUA, Dra. Rebecca Black:

      “As pessoas são levadas a crer que, quando se aposentarem, viverão sempre felizes depois disso, mas faz-se muitíssimo pouco em preparar as pessoas para a realidade da aposentadoria — e não raro é um desastre.”

      Assim, a idéia da velhice traz consigo um conflito de imagens. Há a imagem da juventude perdida, da força declinante, e, por fim, da possibilidade duma morte solitária. A outra imagem é a de se ter conseguido alcançar algo na vida e de se gozar de respeito e de honra.

      Tal conflito foi comentado num editorial de Daniel Calahan, do Instituto de Sociedade, de Étnica e das Ciências da Vida, quando passou dos 46 anos. Declarou ele:

      “Para alguém que recentemente atingiu a idade avançada de quarenta e seis anos, a perspectiva rapidamente aproximada da velhice é tanto fascinante como aterrorizante.

      “Meus filhos estarão crescidos, minha vida mais uma vez será só minha. Isso é fascinante.

      “Mas não me sinto completamente reassegurado por alguns dos idosos que vejo ao meu redor, que gastam uma boa parte de seu tempo extra de lazer visitando hospitais, indo aos enterros de velhos amigos, e inquietamente procurando algo que fazer com seu tempo vago. . ..

      “Muitos dos idosos acham-se em casas de repouso, essas engenhosas instituições criadas para certificar-se de que os idosos não fiquem atrapalhando outros pela casa. A perspectiva de que eu possa terminar meus dias em um de tais lugares — contemplando as paredes ou televisores sempre fulgentes — aterroriza-me, mas apenas ligeiramente mais do que a própria perspectiva de envelhecer.”

      Mais Idosos

      Em alguns sentidos, a ciência moderna complicou o problema dos que são idosos e vivem em circunstâncias pobres. Como assim? No sentido de que a ciência médica prolongou a vida, mas não fez muito quanto à espécie de vida que os idosos levam. Por exemplo, nos EUA, a criança que nasce hoje tem uma expectativa média de vida de 24 anos mais do que a da criança nascida em 1900. Mas se os idosos tiverem de passar muitos desses anos extras na miséria, o que se ganhou com isso?

      Visto que mais pessoas vivem até se tornarem idosas, aumentam os problemas relacionados à velhice. Apenas nos Estados Unidos, há agora mais de 24 milhões de pessoas com 65 anos ou mais. Praticamente toda família é influenciada pela velhice, visto que é rara exceção a família que não possui pelo menos um de seus membros com mais de 65 anos. O departamento do recenseamento relata que, dentre os estadunidenses com mais de 65 anos, bem mais de cinco milhões de mulheres vivem sozinhas. Cerca de um milhão e meio de homens também vivem sós.

      Visto que, em muitos países, os idosos vivem mais, e há mais deles, é real o problema do que devem fazer com sua vida. Muitos longevos gastam grande parte do seu tempo, depois dos 65 anos, vivendo como viviam antes de se tornarem adultos. O que podem fazer com todo esse tempo?

      O que complica mais esse problema é o fato de que a mente não reduz seus poderes tão rápido quanto o corpo. Certo grupo de psicólogos declara que a mente atinge o máximo de seus poderes com cerca de 60 anos de idade, e depois disso declina apenas mui lentamente. Por isso, agrava-se o problema de como ocupar a mente na mesma ocasião em que o corpo não mais corresponde como costumava fazê-lo.

      Problemas Para Outros

      Os problemas dos gerontinos, naturalmente, não são confrontados apenas pelos próprios gerontinos; os membros mais jovens da família também se confrontam com os problemas deles. Por exemplo, a revista Business Week afirma:

      “Em seguida à criação dos adolescentes e ao financiamento de sua educação universitária, o mais duro problema familiar confrontado pelos executivos de mais de 35 anos é cuidar dos pais idosos.

      “Afirma certo executivo de seguros, de Nova Iorque: ‘Cuidar de minha mãe de 91 anos virou-nos de cabeça para baixo — emocional e financeiramente.’ Sua reação é por demais típica.”

      A velhice, então, certamente é um problema. E cada vez mais gente tem de encará-la. Como podem fazê-lo e ficar ‘satisfeitos’, como ficou Abraão? O que podem fazer? O que podem os jovens adultos fazer quanto a seus pais que envelhecem?

      E, a pergunta mais vital é: Pode a velhice ser invertida?

  • O que incomoda os idosos
    Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
    • O que incomoda os idosos

      O QUE os próprios idosos reputam ser seus problemas mais graves? Os mais mencionados são: não ter dinheiro suficiente; cuidados médicos ruins; medo do crime; solidão; ser considerados inúteis; a enorme mudança em seu estilo de vida.

      Muitos idosos ficam afligidos pela mudança drástica no ritmo de sua vida, especialmente depois da aposentaria. Sua falta duma rotina diária lhes causa problema. Preencher as horas vagas torna-se um peso, especialmente se seus interesses não foram suficientemente variados durante a parte inicial de sua vida.

      Também, quando um homem casado se aposenta, isso pode ter profundo efeito sobre sua esposa. Com o marido em casa todo dia, dando comentários, fazendo críticas, querendo atenção, isso pode gerar tensão entre eles. Tem-se verificado que cerca de um terço de todos os casamentos se deterioram após a aposentadoria

      Em muitos países, uma idade compulsória de aposentadoria incomoda grande número de idosos. Eles podem trabalhar e querem trabalhar. Mas não conseguem obter empregos. No ano de 1900, plenamente 70 por cento dos homens estadunidenses com mais de 65 anos estavam trabalhando. Agora, apenas 20 por cento trabalham. Todavia, um terço dos que passaram da idade de aposentadoria afirmam que trabalhariam, se pudessem conseguir um emprego.

      Certo professor mostra o que pode acontecer:

      “Minha mente está fervendo com idéias mas ninguém as deseja. Não quero ficar enchendo o tempo antes de morrer. Quero usar o tempo. Preciso trabalhar, não de um pretenso trabalho, não de um passatempo . . .

      “Ser considerado desqualificado para ó próprio trabalho para o qual recebi treinamento, no qual tenho muitos anos de experiência, é o tipo mais cruel de rejeição que existe.”

      Mas, ao passo que os problemas, tais como os estilos de vida mudados e a ociosidade forçada, são mui reais, não raro são eclipsados por outros mais urgentes. O principal deles é o problema financeiro.

      Problemas Financeiros

      O que amiúde traz imediata carga financeira é a aposentadoria. A renda subitamente cai, talvez para apenas a metade do que era antes Agora, os aposentados têm de viver com uma pensão da firma ou ajuda governamental, tal como pensão ou aposentadoria. Mas esta não chega nem longe de sua renda anterior. Isto, além da inflação, talvez gere problemas financeiros.

      Por exemplo, nos Estados Unidos, a revista U. S. News & World Report revela que, na cidade de Nova Orleães, 69 por cento dos com mais de 65 anos possuem renda abaixo da linha de pobreza (todos que recebem menos que certa renda são considerados pobres). Em muitas outras cidades, também, de um quarto à metade dos idosos vivem desse modo.

      Um caso típico acha-se no ‘gueto grisalho’ de São Francisco, EUA, onde um senhor de 72 anos imaginou dispor de ampla pensão, quando se aposentou. Mas a inflação reduziu seu poder de compra. Assim, agora, ele diz: “Quando chega o fim do mês, usualmente só disponho de meus últimos e poucos dólares. Quando isso acontece, às vezes deixo de jantar.” Na mesma cidade, uma senhora idosa afirmou:

      “Há gente ali na rua passando fome. Há gente comendo o que tiram das latas de lixo. Crê nisso? O que tiram da lata de lixo!”

      Trata-se dum exagero, ou dum caso isolado? Uma carta dirigida ao editor do Times de Nova Iorque declarava:

      “Sem renda adicional, como é o caso de muitos dos idosos da Cidade de Nova Iorque não se pode continuar a viver. . . .

      “Exige-se ajuda imediata para impedir que haja fome real entre os idosos pobres.”

      Daí, há a senhora de 80 anos de São Petersborgo, Flórida, EUA; como viúva, tinha de viver com pequena pensão. Ela deixava de tomar refeições, vivendo com cada vez menos. Por fim, desmaiou em seu aposento em ruínas, e, ao morrer, pesava apenas 34 quilos. Uma autópsia não revelou vestígios de comida no estômago dela. “Desnutrição”, foi o veredicto do médico legista. Um amigo idoso, porém, chamou isso de “Rendição.” Disse ele: “Ela deixou de crer que o amanhã seria melhor.”

      Saúde Atingida

      Ao passo que a hereditariedade desempenha uma parte em se ter saúde na velhice, importante fator é como a pessoa viveu nos seus anos mais jovens. Caso fumasse, então o preço na vida posterior pode ser câncer pulmonar, câncer da bexiga, doença crônica do coração ou enfisema. Beber em excesso produz a morte prematura das células cerebrais, bem como males do fígado. Comer demais pode contribuir para afecções cardíacas, diabetes e outras moléstias.

      A nutrição deficiente é importante causa da saúde ruim dos idosos. Isto se dá, especialmente, porque muitos não dispõem dos meios para alimentar-se de forma adequada. Todavia, mesmo quando podem, alguns idosos ainda negligenciam sua dieta, em especial quando vivem sós. Isto os torna muito mais vulneráveis à doença.

      Quanto à senilidade, certo estudo da Universidade de Duke, EUA, indica que só cerca de 15 por cento dos idosos se tornam senis. E alguns concluem que não se trata do resultado direto da velhice, e sim de doença.

      Tragicamente, o agravamento da saúde, o enfado, o medo e a depressão levam a crescente problema entre os idosos: o alcoolismo. Cerca de 10 por cento dos longevos, nos EUA, são agora alcoólicos.

      Medo do Crime

      Em muitos lugares, tais como nas grandes cidades, mais pessoas idosas do que em qualquer outra faixa etária são agora vítimas do crime. São menos capazes de proteger-se.

      Uma autoridade contra o crime, de Nova Iorque, disse sobre os 1,3 milhão de idosos daquela cidade: “A maioria tem medo e considera o crime como um dos problemas mais graves que o confronta.” Os crimes comuns contra os idosos incluem roubos de bolsas, assaltos pelas costas, fraudes, entrada forçada para roubar ou até mesmo estuprar. Assim, um morador de São Francisco disse: “A gente não consegue proteger-se. A maioria dos idosos fica fora das ruas depois das 15 horas.”

      Solidão

      Um dos problemas mais graves dos idosos é a solidão. São muitíssimos os que se sentem desamados, indesejáveis. Isto pode tornar-se cruciante quando morre o cônjuge da pessoa, especialmente quando o casal manteve bom relacionamento.

      Nos “velhos tempos”, os pais idosos usualmente moravam em companhia de seus filhos crescidos, fornecendo-lhes companheirismo. Em vários países, tais como na África, Ásia e América Latina, isto ainda se dá. Mas até mesmo nesses lugares a mudança é evidente. Para exemplificar, no Japão, o número de pessoas idosas que moram sós aumentou para mais de um milhão, 20 por cento mais do que no ano anterior. Sobre elas, o Daily Yomiuri, de Tóquio, disse:

      “O Japão claramente se torna, de modo contínuo, uma sociedade cheia de gente velha, mas tanto as habitações públicas como particulares estão mormente fechadas para elas, de modo que muitos têm dificuldades em encontrar um lugar para viver. . . .

      “Embora o Japão esteja, supostamente tentando tornar-se um país do bem-estar social, dificilmente se faz algo para fornecer aos idosos o que eles mais necessitam, a saber, a habitação.”

      Nas sociedades ocidentais, mais idosos do que nunca antes estão vivendo sós, ou são colocados em asilos para os velhos. E uma tendência paralela é que mais filhos adultos não conseguem cuidar de seus pais que envelhecem, ou não desejam fazê-lo.

      O que pensa de tais tendências no mundo atual? Deveras, qual é seu conceito sobre os idosos? E qual é o conceito de Deus?

  • Como encara os idosos?
    Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
    • Como encara os idosos?

      NOSSA era moderna tem visto muitas mudanças rápidas. Entre estas acha-se a do modo como as pessoas encaram os idosos. Houve época em que o respeito pelos idosos era quase que universal. Mas isso não se dá mais hoje em dia. Em muitos países, desenvolve-se uma atitude bem ao contrário. Neste sentido, comentou certo professor universitário mais idoso:

      “A velhice é uma doença nos Estados Unidos. A pessoa longeva se torna um leproso, a ser colocado longe, numa instituição, ou, se tiver sorte, e for afluente, numa colônia cara, separada do resto da humanidade.“

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