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Por que tal diferença?Despertai! — 1971 | 22 de abril
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morrer antes das coisas que lhe são inferiores.
Abandonar a crença num Criador em prol da teoria da evolução nada soluciona. Em realidade, deixa-nos confrontados com um enigma. Essa teoria apresenta o homem como produto último dum processo evolutivo. Permanece, contudo, a pergunta: Por que tal processo seria tão dadivoso para com as árvores e tartarugas e tão parcimonioso para com os humanos na questão vital da duração da vida?
A resposta satisfatória a todas essas perguntas é do que trata este número de Despertai! Quer seja jovem ou idoso, valerá a pena lê-lo. Certa vez disse Andrew Carnegie, que envelhecia: “Daria todos os meus milhões [de dólares], se pudesse ter juventude e saúde. . . . De bom grado venderia tudo para dispor de minha vida de novo.” Sem dúvida ama a vida e estaria disposto a pagar alto preço para ver sua vida estendida além da atual média. Ao custo de apenas algum tempo e esforço, poderá aprender a razão pela qual há uma esperança razoável, solidamente fundamentada e exeqüível de ver satisfeito este desejo.
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Obtém o que deseja da vida?Despertai! — 1971 | 22 de abril
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Obtém o que deseja da vida?
DENTRE todas as coisas vivas terrestres, apenas o homem é planejador. A vegetação irracional e cega não planeja. Os animais são governados pelo instinto. Se constroem ninhos ou covis para seus filhotes nascerem neles é só por que o instinto os move a fazê-lo. Apenas o homem pensa seriamente no futuro, preocupa-se com ele, trabalha com as vistas voltadas para ele.
E apenas o homem tem propósitos muito acima e além da simples manutenção da vida e da procriação. Dispõe de idéias, alvos que procura alcançar. As habilidades e o potencial do homem ultrapassam mil vezes ou mais os dos animais. Para atingir seus propósitos, o homem precisa de tempo, e é por isso que ele unicamente, dentre as coisas vivas da terra, preocupa-se convenientemente com o tempo. As tartarugas e as árvores não têm interesse algum em relógios ou calendários.
Até que ponto no futuro vão seus planos? O que espera realizar durante sua vida? Acha pessoalmente que suas capacidades estão sendo usadas em sentido pleno ou chegarão a sê-lo alguma vez? Quantas coisas há que gostaria de fazer, que acha que é capaz de fazer — se tivesse tempo?
Talvez apreciasse cultivar algum talento, na música, nas artes, na literatura ou em línguas, ou aprender algo sobre trabalhar com madeira, mecânica, desenho ou arquitetura, ou empenhar-se em estudos de história, biologia, astronomia ou matemática, ou cultivar certas plantas ou criar animais, aves ou peixes. Ou, possivelmente, gostaria de viajar, ver novas terras, chegar a conhecer pessoas de muitos lugares, criar novas amizades, novos conceitos. Muitos gostariam de fazer não só uma destas coisas, mas várias delas. Todavia, por ser tão curta a vida, o que fazem em realidade é muito limitado. Existe o desejo, contudo. Apenas falta-lhes o tempo.
A Habilidade de Aprender e a Criatividade Duram mais que o Corpo do Homem
São tantas as razões para se desejar uma vida mais longa. Todavia, tem-se comumente a idéia de que a habilidade humana de realizar coisas dignas começa naturalmente a chegar ao fim depois de certa idade, tornando assim, de qualquer modo, de pouco valor ou propósito uma vida mais longa. Mas, é um fato que a capacidade de aprender, a faculdade de raciocínio e o talento criativo se esvaem todos depois de certo ponto? Não, a evidência atesta o contrário.
Com noventa e nove anos, Ticiano, o renomado pintor, ainda produzia esplêndidas obras de arte com “incomparável firmeza na mão”. O Ministro Holmes, do Supremo Tribunal dos EUA, começou a estudar grego com noventa anos. Com oitenta e cinco, o maestro Arturo Toscanini ainda podia decorar a partitura duma ópera completa. Será que tais homens estavam “acabados”, “prontos para morrer”, em tal idade avançada? Se estivessem, certamente não seria por não mais poderem produzir o que trazia satisfação a si mesmos e benefício e prazer a outros.
Mostrando o potencial da aprendizagem humana, Joseph C. Buckley, escrevendo em The Retirement Handbook (Manual da Aposentadoria), afirma: “A diminuição da capacidade de aprender é tão gradual que, com oitenta anos, ainda temos a capacidade de aprender que tínhamos com doze anos.”
Apoiando isto, há os resultados da pesquisa dos efeitos da idade sobre a capacidade mental conforme publicados no artigo “Sua Mente Melhora com a Idade”, condensado de The American Weekly e impresso em Reader’s Digest de janeiro de 1959. Um grupo de 127 pessoas que, como calouros universitários haviam feito um teste de inteligência em 1919 fizeram o mesmo teste mais de trinta anos depois. Suas notas nestes últimos testes foram mais altas, não só nas provas de informações gerais e de juízo prático, mas também em testes que exigiam lógica e clareza de pensamento. Em testes de “maestria de conceitos”, pessoas de inteligência mediana continuaram a conseguir notas mais elevadas em seus setenta e oitenta anos. Certo estudo feito pela Universidade de Michigan mostrou que a memória e a habilidade de aprender não declinam constante e uniformemente com a idade, assim como tampouco o faz a inteligência geral.
É claro, então, que os homens poderiam fazer muito mais, muito mais mesmo, se as fraquezas e enfermidades físicas não impedissem sua produtividade, e a morte não a fizesse cessar tão cedo, como se dá. Não raro a morte ceifa os homens exatamente quando realmente começaram a desenvolver certo talento ou começaram a adquirir real visão dum assunto.
Mesmo que seu interesse na consecução pessoal — em desenvolver certo talento ou habilidade — não seja tão grande, o que dizer de seu interesse em outros, aqueles a quem ama, a família, os amigos, ou seu semelhante em geral? Acha que conseguirá fazer tudo que desejava fazer por eles por volta do tempo em que seus anos de vida chegarem a um fim?
Realmente, quem de nós poderia
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