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O que sabemos sobre a duração da vida humana?Despertai! — 1971 | 22 de abril
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médicos se voltam para o século 21, quando muitos dos problemas hodiernos talvez sejam resolvidos. Todavia, a maioria dos especialistas duvidam que a duração média da vida seja estendida muito além dos proverbiais setenta.”
Na verdade, de vez em quando são feitas pelos jornais ou revistas algumas predições um tanto sensacionais de grandes progressos esperados por algum cientista. Mas, não existe evidência sólida de qualquer progresso no sentido dum aumento dramático da duração da vida humana que provenha de tais fontes. Como declarou a revista Scientific American de março de 1968:
“Mesmo se as causas principais de morte na idade avançada — doença cardíaca, apoplexia e câncer — fossem eliminadas, a duração da vida média não seria prolongada por muito mais de 10 anos. Seria, então, de cerca de 80 anos, ao invés da duração de cerca de 70 anos que agora prevalece nos países adiantados.”
Significa isso que não há nenhuma esperança real de uma vida mais longa? que as gerações dos homens e das mulheres continuarão a morrer, enquanto as faias, os carvalhos e as sequóias continuam vivas? Haverá qualquer fonte de informações que forneça uma base fidedigna para se crer de forma diferente?
Fonte Fidedigna de Esperança
Há, sim. E trata-se duma fonte que não só especifica a causa fundamental do envelhecimento e da morte, mas também mostra como a vida humana pode ultrapassar e realmente ultrapassará à de qualquer das plantas e animais vivos da terra. É a mesma fonte que fornece o algarismo “proverbial” da perspectiva de vida do homem a que os cientistas se referem. Acha-se na Bíblia, que diz, no Salmo 90:10: “Os dias dos nossos anos são em si mesmos setenta anos; e, se por motivo de potência especial são oitenta anos, mesmo assim a sua insistência é em desgraça e em coisas prejudiciais, pois tem de passar depressa, e lá saímos voando.
Talvez diga: ‘‘Mas isso simplesmente confirma a brevidade da vida do homem.” Na verdade, esse salmo, escrito a milhares de anos atrás, mostra que o quadro não mudou muito, no que tange à perspectiva de vida humana. Mas, não diz que este sempre devia ser o caso, que os homens jamais tiveram uma perspectiva de vida superior a setenta ou oitenta anos, ou que jamais venham a ter. Com efeito, é a Bíblia que fornece o registro de nove homens que viveram antes do dilúvio global dos dias de Noé e tal registro mostra uma duração média de vida de 847 anos. — Gên. 5:1-31.
Os cientistas em geral admitem sua ‘mistificação’ quanto à razão de o homem envelhecer. A Bíblia expila isso em termos simples. Mostra que o homem envelhece e morre por causa do pecado herdado e da imperfeição que lhe foi transmitida pelos seus primeiros pais, Adão e Eva. Por esta razão, escreveu o apóstolo Paulo: “Por intermédio de um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Rom. 5:12.
O Criador do homem fez o homem de modo que sua vida dependesse de certas coisas. Ele tinha de respirar ar, beber água, comer alimento. Sem estas coisas, o homem morreria. Mas, não estavam envolvidas apenas estas coisas materiais. A vida do homem também dependia de sua relação correta com seu Criador. O Filho de Deus citou as Escrituras Hebraicas, ao dizer: “O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.” (Mat. 4:4) O primeiro homem dispunha da lei expressa de Deus, mas a violou e, destarte, prejudicou a relação do gênero humano com Deus. Esta ação errada resultou na imperfeição, e a imperfeição trouxe por fim a morte. Quando o primeiro casal começou a procriar, a lei da hereditariedade fez que sua descendência herdasse sua natureza pecaminosa e a imperfeição resultante. — Sal. 51:5.
Os cientistas admitem que não podem ‘cientificamente’ fixar qualquer limite à duração máxima possível da vida dos humanos. A Bíblia mostra que tal duração era originalmente ilimitada, que Deus informou ao primeiro casal humano que, enquanto obedecessem, não morreriam. (Gên. 2:16, 17) Foi o rompimento de sua relação correta com Deus, por meio da desobediência, que trouxe a doença, o sofrimento, o envelhecimento e a morte a toda a humanidade, inclusive a nós. Desde aquele tempo, o gênero humano tem enfraquecido de contínuo e a duração da vida se reduziu de uma média de centenas de anos, antes do Dilúvio, à atual duração de setenta ou oitenta anos.
A explicação da Bíblia significa que, sem pecado, o homem não provaria o processo de envelhecimento, não se enfraqueceria e nem sofreria doenças que produzem a morte. A remoção do pecado e a restauração das relações corretas com Deus, por conseguinte, resultariam em vida interminável. Com efeito, a Bíblia oferece exatamente isso, a “esperança de vida eterna que Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos de longa duração”, como o apóstolo Paulo escreveu em Tito 1:2. Jesus Cristo, quando na terra, disse: “Vim para que tivessem vida e a tivessem em abundância.” (João 10:10) Não restringiu essa esperança de vida abundante ao céu, pois ensinou seus seguidores a orar a seu Pai: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:10.
Parece irreal ao leitor tal coisa, esta perspectiva de vida interminável na terra? Todavia, dentro de seu próprio corpo dispõe da evidência de que os humanos foram feitos para viver sem sofrer os processos do envelhecimento e da morte. Considere tal evidência agora e veja como confirma mais a razoabilidade da esperança que a Bíblia lhe oferece.
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Projetado para durar para sempreDespertai! — 1971 | 22 de abril
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Projetado para durar para sempre
SE O homem foi criado para viver para sempre, devíamos esperar encontrar evidência de tal projeto em seu corpo e em seu cérebro. Dispõe ele do equipamento mental e físico que mostre um projeto para viver, com a ajuda de Deus, não apenas centenas ou até mesmo milhares de anos, mas, para sempre?
Para que a vida eterna valha a pena e seja desejável, o homem precisaria dum cérebro que pudesse servir a ele para sempre. Teria de ser um cérebro que pudesse assimilar virtualmente quantidades ilimitadas de informações. Tinha de ser um cérebro que o habilitasse a edificar de contínuo sobre o conhecimento
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