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  • O problema da velhice
    Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
    • O problema da velhice

      NINGUÉM realmente deseja ficar velho. Na verdade, talvez desejemos a experiência e a sabedoria que podem advir de se viver muitos anos; mas não desejamos as graves limitações que a velhice pode trazer ao corpo e à mente. Nem desejamos o que se segue — a morte. Se pudéssemos escolher, é provável que combinaríamos a sabedoria da idade com a vitalidade da juventude. É isso que Ponce de León tinha presente quando buscava a “Fonte da Juventude” na Flórida, há séculos atrás

      Pode ser parado, invertido, o processo de envelhecimento? Poderá a sabedoria da idade algum dia ser combinada com a vitalidade da juventude, e durar indefinidamente? Confiantemente respondemos: SIM! Quando? Muito mais cedo do que talvez imagine, como explicaremos mais adiante nesta revista.

      Mas, antes de a velhice ser invertida, seus problemas continuam conosco. E estes têm de ser confrontados.

      “Anos Dourados” ou não?

      Alguns chamam o período da velhice de “anos dourados” Quando a pessoa não está assolada por muitas doenças, pesares ou temores, os anos avançados podem, deveras, ser um período de graciosa tranqüilidade similar à que o patriarca Abraão evidentemente gozava, pois a Bíblia diz que ele “morreu numa boa velhice, idoso e satisfeito”. — Gên. 25:8.

      No entanto, outros chamariam a velhice, não de “dourada”, mas de “desastrosa”. Perguntou-se a certa pessoa de destaque, ao alcançar os 70 anos de idade, como ela encarava a velhice. Ela respondeu: “Como o naufrágio.” Comparou seu envelhecimento a um navio encalhado na praia e espatifado pelo vento e pelas ondas. Ou, como declarou a psicóloga de Boston, EUA, Dra. Rebecca Black:

      “As pessoas são levadas a crer que, quando se aposentarem, viverão sempre felizes depois disso, mas faz-se muitíssimo pouco em preparar as pessoas para a realidade da aposentadoria — e não raro é um desastre.”

      Assim, a idéia da velhice traz consigo um conflito de imagens. Há a imagem da juventude perdida, da força declinante, e, por fim, da possibilidade duma morte solitária. A outra imagem é a de se ter conseguido alcançar algo na vida e de se gozar de respeito e de honra.

      Tal conflito foi comentado num editorial de Daniel Calahan, do Instituto de Sociedade, de Étnica e das Ciências da Vida, quando passou dos 46 anos. Declarou ele:

      “Para alguém que recentemente atingiu a idade avançada de quarenta e seis anos, a perspectiva rapidamente aproximada da velhice é tanto fascinante como aterrorizante.

      “Meus filhos estarão crescidos, minha vida mais uma vez será só minha. Isso é fascinante.

      “Mas não me sinto completamente reassegurado por alguns dos idosos que vejo ao meu redor, que gastam uma boa parte de seu tempo extra de lazer visitando hospitais, indo aos enterros de velhos amigos, e inquietamente procurando algo que fazer com seu tempo vago. . ..

      “Muitos dos idosos acham-se em casas de repouso, essas engenhosas instituições criadas para certificar-se de que os idosos não fiquem atrapalhando outros pela casa. A perspectiva de que eu possa terminar meus dias em um de tais lugares — contemplando as paredes ou televisores sempre fulgentes — aterroriza-me, mas apenas ligeiramente mais do que a própria perspectiva de envelhecer.”

      Mais Idosos

      Em alguns sentidos, a ciência moderna complicou o problema dos que são idosos e vivem em circunstâncias pobres. Como assim? No sentido de que a ciência médica prolongou a vida, mas não fez muito quanto à espécie de vida que os idosos levam. Por exemplo, nos EUA, a criança que nasce hoje tem uma expectativa média de vida de 24 anos mais do que a da criança nascida em 1900. Mas se os idosos tiverem de passar muitos desses anos extras na miséria, o que se ganhou com isso?

      Visto que mais pessoas vivem até se tornarem idosas, aumentam os problemas relacionados à velhice. Apenas nos Estados Unidos, há agora mais de 24 milhões de pessoas com 65 anos ou mais. Praticamente toda família é influenciada pela velhice, visto que é rara exceção a família que não possui pelo menos um de seus membros com mais de 65 anos. O departamento do recenseamento relata que, dentre os estadunidenses com mais de 65 anos, bem mais de cinco milhões de mulheres vivem sozinhas. Cerca de um milhão e meio de homens também vivem sós.

      Visto que, em muitos países, os idosos vivem mais, e há mais deles, é real o problema do que devem fazer com sua vida. Muitos longevos gastam grande parte do seu tempo, depois dos 65 anos, vivendo como viviam antes de se tornarem adultos. O que podem fazer com todo esse tempo?

      O que complica mais esse problema é o fato de que a mente não reduz seus poderes tão rápido quanto o corpo. Certo grupo de psicólogos declara que a mente atinge o máximo de seus poderes com cerca de 60 anos de idade, e depois disso declina apenas mui lentamente. Por isso, agrava-se o problema de como ocupar a mente na mesma ocasião em que o corpo não mais corresponde como costumava fazê-lo.

      Problemas Para Outros

      Os problemas dos gerontinos, naturalmente, não são confrontados apenas pelos próprios gerontinos; os membros mais jovens da família também se confrontam com os problemas deles. Por exemplo, a revista Business Week afirma:

      “Em seguida à criação dos adolescentes e ao financiamento de sua educação universitária, o mais duro problema familiar confrontado pelos executivos de mais de 35 anos é cuidar dos pais idosos.

      “Afirma certo executivo de seguros, de Nova Iorque: ‘Cuidar de minha mãe de 91 anos virou-nos de cabeça para baixo — emocional e financeiramente.’ Sua reação é por demais típica.”

      A velhice, então, certamente é um problema. E cada vez mais gente tem de encará-la. Como podem fazê-lo e ficar ‘satisfeitos’, como ficou Abraão? O que podem fazer? O que podem os jovens adultos fazer quanto a seus pais que envelhecem?

      E, a pergunta mais vital é: Pode a velhice ser invertida?

  • O que incomoda os idosos
    Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
    • O que incomoda os idosos

      O QUE os próprios idosos reputam ser seus problemas mais graves? Os mais mencionados são: não ter dinheiro suficiente; cuidados médicos ruins; medo do crime; solidão; ser considerados inúteis; a enorme mudança em seu estilo de vida.

      Muitos idosos ficam afligidos pela mudança drástica no ritmo de sua vida, especialmente depois da aposentaria. Sua falta duma rotina diária lhes causa problema. Preencher as horas vagas torna-se um peso, especialmente se seus interesses não foram suficientemente variados durante a parte inicial de sua vida.

      Também, quando um homem casado se aposenta, isso pode ter profundo efeito sobre sua esposa. Com o marido em casa todo dia, dando comentários, fazendo críticas, querendo atenção, isso pode gerar tensão entre eles. Tem-se verificado que cerca de um terço de todos os casamentos se deterioram após a aposentadoria

      Em muitos países, uma idade compulsória de aposentadoria incomoda grande número de idosos. Eles podem trabalhar e querem trabalhar. Mas não conseguem obter empregos. No ano de 1900, plenamente 70 por cento dos homens estadunidenses com mais de 65 anos estavam trabalhando. Agora, apenas 20 por cento trabalham. Todavia, um terço dos que passaram da idade de aposentadoria afirmam que trabalhariam, se pudessem conseguir um emprego.

      Certo professor mostra o que pode acontecer:

      “Minha mente está fervendo com idéias mas ninguém as deseja. Não quero ficar enchendo o tempo antes de morrer. Quero usar o tempo. Preciso trabalhar, não de um pretenso trabalho, não de um passatempo . . .

      “Ser considerado desqualificado para ó próprio trabalho para o qual recebi treinamento, no qual tenho muitos anos de experiência, é o tipo mais cruel de rejeição que existe.”

      Mas, ao passo que os problemas, tais como os estilos de vida mudados e a ociosidade forçada, são mui reais, não raro são eclipsados por outros mais urgentes. O principal deles é o problema financeiro.

      Problemas Financeiros

      O que amiúde traz imediata carga financeira é a aposentadoria. A renda subitamente cai, talvez para apenas a metade do que era antes Agora, os aposentados têm de viver com uma pensão da firma ou ajuda governamental, tal como pensão ou aposentadoria. Mas esta não chega nem longe de sua renda anterior. Isto, além da inflação, talvez gere problemas financeiros.

      Por exemplo, nos Estados Unidos, a revista U. S. News & World Report revela que, na cidade de Nova Orleães, 69 por cento dos com mais de 65 anos possuem renda abaixo da linha de pobreza (todos que recebem menos que certa renda são considerados pobres). Em muitas outras cidades, também, de um quarto à metade dos idosos vivem desse modo.

      Um caso típico acha-se no ‘gueto grisalho’ de São Francisco, EUA, onde um senhor de 72 anos imaginou dispor de ampla pensão, quando se aposentou. Mas a inflação reduziu seu poder de compra. Assim, agora, ele diz: “Quando chega o fim do mês, usualmente só disponho de meus últimos e poucos dólares. Quando isso acontece, às vezes deixo de jantar.” Na mesma cidade, uma senhora idosa afirmou:

      “Há gente ali na rua passando fome. Há gente comendo o que tiram das latas de lixo. Crê nisso? O que tiram da lata de lixo!”

      Trata-se dum exagero, ou dum caso isolado? Uma carta dirigida ao editor do Times de Nova Iorque declarava:

      “Sem renda adicional, como é o caso de muitos dos idosos da Cidade de Nova Iorque não se pode continuar a viver. . . .

      “Exige-se ajuda imediata para impedir que haja fome real entre os idosos pobres.”

      Daí, há a senhora de 80 anos de São Petersborgo, Flórida, EUA; como viúva, tinha de viver com pequena pensão. Ela deixava de tomar refeições, vivendo com cada vez menos. Por fim, desmaiou em seu aposento em ruínas, e, ao morrer, pesava apenas 34 quilos. Uma autópsia não revelou vestígios de comida no estômago dela. “Desnutrição”, foi o veredicto do médico legista. Um amigo idoso, porém, chamou isso de “Rendição.” Disse ele: “Ela deixou de crer que o amanhã seria melhor.”

      Saúde Atingida

      Ao passo que a hereditariedade desempenha uma parte em se ter saúde na velhice, importante fator é como a pessoa viveu nos seus anos mais jovens. Caso fumasse, então o preço na vida posterior pode ser câncer pulmonar, câncer da bexiga, doença crônica do coração ou enfisema. Beber em excesso produz a morte prematura das células cerebrais, bem como males do fígado. Comer demais pode contribuir para afecções cardíacas, diabetes e outras moléstias.

      A nutrição deficiente é importante causa da saúde ruim dos idosos. Isto se dá, especialmente, porque muitos não dispõem dos meios para alimentar-se de forma adequada. Todavia, mesmo quando podem, alguns idosos ainda negligenciam sua dieta, em especial quando vivem sós. Isto os torna muito mais vulneráveis à doença.

      Quanto à senilidade, certo estudo da Universidade de Duke, EUA, indica que só cerca de 15 por cento dos idosos se tornam senis. E alguns concluem que não se trata do resultado direto da velhice, e sim de doença.

      Tragicamente, o agravamento da saúde, o enfado, o medo e a depressão levam a crescente problema entre os idosos: o alcoolismo. Cerca de 10 por cento dos longevos, nos EUA, são agora alcoólicos.

      Medo do Crime

      Em muitos lugares, tais como nas grandes cidades, mais pessoas idosas do que em qualquer outra faixa etária são agora vítimas do crime. São menos capazes de proteger-se.

      Uma autoridade contra o crime, de Nova Iorque, disse sobre os 1,3 milhão de idosos daquela cidade: “A maioria tem medo e considera o crime como um dos problemas mais graves que o confronta.” Os crimes comuns contra os idosos incluem roubos de bolsas, assaltos pelas costas, fraudes, entrada forçada para roubar ou até mesmo estuprar. Assim, um morador de São Francisco disse: “A gente não consegue proteger-se. A maioria dos idosos fica fora das ruas depois das 15 horas.”

      Solidão

      Um dos problemas mais graves dos idosos é a solidão. São muitíssimos os que se sentem desamados, indesejáveis. Isto pode tornar-se cruciante quando morre o cônjuge da pessoa, especialmente quando o casal manteve bom relacionamento.

      Nos “velhos tempos”, os pais idosos usualmente moravam em companhia de seus filhos crescidos, fornecendo-lhes companheirismo. Em vários países, tais como na África, Ásia e América Latina, isto ainda se dá. Mas até mesmo nesses lugares a mudança é evidente. Para exemplificar, no Japão, o número de pessoas idosas que moram sós aumentou para mais de um milhão, 20 por cento mais do que no ano anterior. Sobre elas, o Daily Yomiuri, de Tóquio, disse:

      “O Japão claramente se torna, de modo contínuo, uma sociedade cheia de gente velha, mas tanto as habitações públicas como particulares estão mormente fechadas para elas, de modo que muitos têm dificuldades em encontrar um lugar para viver. . . .

      “Embora o Japão esteja, supostamente tentando tornar-se um país do bem-estar social, dificilmente se faz algo para fornecer aos idosos o que eles mais necessitam, a saber, a habitação.”

      Nas sociedades ocidentais, mais idosos do que nunca antes estão vivendo sós, ou são colocados em asilos para os velhos. E uma tendência paralela é que mais filhos adultos não conseguem cuidar de seus pais que envelhecem, ou não desejam fazê-lo.

      O que pensa de tais tendências no mundo atual? Deveras, qual é seu conceito sobre os idosos? E qual é o conceito de Deus?

  • Como encara os idosos?
    Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
    • Como encara os idosos?

      NOSSA era moderna tem visto muitas mudanças rápidas. Entre estas acha-se a do modo como as pessoas encaram os idosos. Houve época em que o respeito pelos idosos era quase que universal. Mas isso não se dá mais hoje em dia. Em muitos países, desenvolve-se uma atitude bem ao contrário. Neste sentido, comentou certo professor universitário mais idoso:

      “A velhice é uma doença nos Estados Unidos. A pessoa longeva se torna um leproso, a ser colocado longe, numa instituição, ou, se tiver sorte, e for afluente, numa colônia cara, separada do resto da humanidade.“

      Um estudo de crianças em idade escolar, feito pelo Centro Geriátrico da Universidade de Maryland, verificou que os jovens usualmente consideravam os idosos como “doentes, tristes, cansados, sujos e feios”. É uma tragédia dos nossos tempos que os longevos sejam cada vez menos respeitados pelos mais jovens. Ainda mais trágico é que maior número de filhos não consideram ser uma obrigação cuidar de seus pais que envelhecem.

      No entanto, esta atitude não é inesperada, pelo menos não por parte dos que se mantêm a par dos eventos, em nossos dias, à luz da profecia bíblica. Ela predisse que, em nossos dias, estes “últimos dias” do atual sistema iníquo de coisas, muitos seriam “amantes de si mesmos, . . . desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural”. — 2 Tim. 3:2-5.

      Conceito de Deus Sobre os Idosos

      É de grande interesse e importância ver como Deus considera os idosos.

      Quando o povo do antigo Israel estava numa relação pactuada com Deus, ordenou-se-lhes: “Deves levantar-te diante do cabelo grisalho e tens de mostrar consideração para com a pessoa dum homem idoso, e tens de ter temor de teu Deus.” (Lev. 19:32) Assim, o respeito pelos idosos era um dever sagrado, ligado a se estar sujeito a Deus. Similarmente, disse o apóstolo Paulo: “Não critiques severamente um ancião [mesmo quando errado]. Ao contrário, suplica-lhe como a um pai, . . . as mulheres mais idosas, como a mães.” — 1 Tim. 5:1, 2.

      A devida consideração para com os pais da pessoa foi incluída como um dos Dez Mandamentos, o quinto, que declarava: “Honra a teu pai e a tua mãe, a fim de que os teus dias se prolonguem sobre o solo que Jeová, teu Deus, te dá.” (Êxo. 20:12) Observe, também, os seguintes versículos da Bíblia, que refletem o modo de pensar de Deus sobre a relação dos filhos para com seus pais:

      “Escuta teu pai que causou o teu nascimento e não desprezes a tua mãe só porque ela envelheceu.” — Pro. 23:22.

      “Aquele que maltrata o pai e que põe em fuga a mãe é filho que age de modo vergonhoso e ignominioso.” — Pro. 19:26.

      “O olho que caçoa do pai e que despreza a obediência à mãe — os corvos do vale da torrente o picarão e os filhotes da águia o devorarão.” — Pro. 30:17.

      “E quem golpear seu pai e sua mãe, sem falta deve ser morto. E quem invocar o mal sobre seu pai e sua mãe, sem falta deve ser morto.” — Êxo. 21:15, 17.

      Atualmente não estamos sob a lei mosaica, com tais sanções. (Rom. 6:14; Col. 2:13, 14) No entanto, certamente nos ensinam quão importante Deus considera este assunto.

      Respeito em Outras Culturas

      Até mesmo entre muitas nações antigas, não governadas pelas leis de Deus, concedia-se aos idosos o devido respeito. Ensinava-se os jovens do antigo Egito a levantar-se diante de seus anciãos, como sinal de honra, cedendo-lhes o primeiro lugar. Aos jovens da antiga Grécia ensinou-se que ficassem em silêncio respeitoso diante de pessoas mais velhas.

      Em algumas partes do mundo atual as pessoas mais idosas ainda são muito estimadas. Numa área da União Soviética, em que muitos vivem mais de 100 anos, diz-se que um fator contribuinte para sua longevidade é o respeito que se lhes tem. Deixa-se-lhes que se sintam úteis e desejados, mantendo um lugar dignificante na sociedade.

      Inicialmente, na história dos Estados Unidos, as pessoas longevas eram usualmente respeitadas e obedecidas. Os pais cuidavam de seus filhos, e, quando os filhos tinham crescido, entendia-se que cuidariam de seus pais.

      A respeito das atitudes atuais para com os idosos em uma cidade, o Daily News de Nova Iorque fez a seguinte observação:

      “Curiosamente, é uma vantagem, neste estágio da vida [o de ser idoso], ser negro ou hispânico em Nova Iorque. Os negros e os hispânicos cuidam de seus idosos.

      “Os brancos geralmente não cuidam deles e seus números são responsáveis por muitas das calculadamente 300.000 pessoas de mais de 65 anos que vivem sós em apartamentos de aluguel controlado, ou em hóteis e casas de cômodos em ruínas.”

      Por certo, os idosos necessitam sentir-se desejados, amados. Caso não o sejam, talvez simplesmente desistam de viver. O Dr. Amos Johnson, da Academia Americana de Médicos de Família, disse:

      “Tenho visto pessoas velhas numa condição razoavelmente saudável que, quando colocadas no isolamento de instituições de custódia, perdem totalmente o interesse pela vida.

      “Recusam comunicar-se, recusam-se a comer, tornam-se totalmente acamadas, definham e morrem. Este é um processo de doença chamada ‘isolamento’ e deveria ser assim indicado no atestado de óbito.”

      Tesouro Escondido

      As pessoas mais jovens que se interessam pelos mais velhos não raro verificam que tal experiência é enriquecedora. Certo senhor de meia-idade observou que algumas das horas mais interessantes, proveitosas, “douradas” de sua vida foram as gastas na companhia de gente mais idosa.

      Por que isto pode acontecer? As pessoas mais idosas viveram mais, usualmente experimentaram muito mais coisas na vida. Seus conceitos e recordações podem ser mui valiosos. E isto é de especial proveito quando uma pessoa mais idosa viveu sua vida em harmonia com as leis e os princípios de Deus. Sobre tais, a Bíblia diz: “As cãs são uma coroa de beleza quando se acham no caminho da justiça.” — Pro. 16:31.

      Podem ser como um tesouro escondido. Mas um tesouro, para ser útil, tem de ser descoberto e usado. A rica mina de informações, de sabedoria e de conceitos das pessoas mais velhas precisa ser explorada Assim, crianças, adolescentes, jovens adultos e adultos de meia-idade fariam bem em trocar conceitos com os mais idosos. E, se os mais velhos relutarem em oferecer seus comentários, peça-lhes com jeito suas opiniões. Poderá ficar surpreso de quão recompensador isto pode ser. Por sua vez, prover-lhes-á encorajamento e reanimação.

      Não são apenas bons conselhos e informações que os mais velhos podem dar; muitos jovens transtornados encontraram grande paz mental na companhia de pessoas mais idosas, que amiúde dispõem de cativante calor humano, afeição e compreensão. Uma palavra bondosa de tal pessoa pode ajudar a amainar os problemas do dia. É por isso que os avós usualmente constituem excelentes babás.

      Isto não significa que toda pessoa idosa fale constantemente palavras de sabedoria e reanimação. (Ecl. 4:13) Ninguém faz isso. Amiúde os idosos podem ter conceitos errôneos; mas também os outros os têm. Talvez também tenham suas peculiaridades, como os demais. Todavia, não importa quais sejam suas imperfeições, muitas das quais são ampliadas pela velhice, o conceito de Deus é de que merecem nossa consideração e nosso respeito.

      Como Poderá Ajudá-los

      Duas senhoras idosas, amigas, moravam em casas separadas, na mesma cidade. Certo dia, houve forte nevasca. Na manhã seguinte, quando uma das senhoras olhou para fora, ficou surpresa de ver que sua calçada estava limpa de neve.

      A senhora ficou imaginando quem poderia ter feito esta ação bondosa sem nem mesmo deixar que soubesse disso ou solicitar pagamento. Ela telefonou para sua amiga para lhe contar isso. Mas, sua amiga lhe disse, com igual surpresa, que sua calçada também tinha sido limpa.

      Semanas depois, houve outra forte nevasca. Na manhã seguinte, ambas verificaram que suas calçadas tinham sido limpas. Mais tarde, previu-se outra nevasca, e veio mesmo. Nessa noite, uma das senhoras foi dormir cedo e levantou-se às 6 horas da manhã seguinte. Quando olhou pela janela, lá estava um garoto de 12 anos retirando a neve com uma pá.

      Quão feliz ficaram, ela e sua amiga, em pensar que alguém se preocupava com elas o bastante para realizar tal serviço. E por que foi feito tão cedo de manhã? De modo que as senhoras idosas não o vissem, assim não se sentindo obrigadas a pagar o trabalho dele! Esse menino realizou um serviço de grande ajuda prática. É um exemplo das muitas coisas que podem ser feitas pelos outros, a fim de aliviar as cargas que vêm junto com a idade avançada.

      Ajuda Jeitosa

      Ao mesmo tempo, contudo, o equilíbrio e o tato são necessários. A pessoa não deve ser por demais impositiva ou chefona ao oferecer ajuda, nem irascível. É mister, sempre que possível, que a pessoa idosa ainda sinta que controla sua vida.

      Como exemplo, certo dia um senhor viu uma mulher mais idosa carregando pesado pacote. Ele perguntou, com polidez: “Posso ajudar a senhora a carregar isso?” Ela sorriu, expressou gratidão pela oferta, mas declinou-a, dizendo: “Não, obrigada, eu ainda posso carregá-lo eu mesma.”

      Por outro lado, um senhor estava prestes a atravessar um cruzamento movimentado duma cidade em pleno inverno. Viu uma senhora idosa que estava em pé, no meio-fio, com uma expressão apreensiva no rosto. Daí, notou o monte de neve e gelo que ela precisava atravessar. Voltando-se para ela, perguntou-lhe: “Posso ajudá-la?” Ela rapidamente respondeu: “Oh, sim, por favor!”

      Visitas Significam Muito

      Visitas às pessoas idosas significam muito para elas. Conforme disse uma pessoa idosa sobre aqueles que a visitam: “Não podem imaginar a alegria que trazem a uma pessoa cujos filhos e netos estão longe.” Poderá ter alguma experiência interessante a lhes contar, ou ter alguns itens das notícias que lhes possam ser de valor. No entanto, muitas vezes, o simples fato de ser bom ouvinte é o serviço mais importante que lhes pode prestar.

      Outra coisa que muitas pessoas idosas apreciariam quando sua vista não é mais o que costumava ser é ler em voz alta para elas Talvez tenha um item edificante duma carta que recebeu. Ou talvez tenham alguma matéria que gostariam que lesse para elas. Poderiam ler e considerar juntos um trecho da Bíblia. Muitos verificam que a variedade de informações publicadas na revista Despertai!, e também na revista bíblica A Sentinela’ é interessante e edificante para se ler em voz alta.

      Às vezes, pequena mostra de seu interesse pode também ser trazido em forma dum presente. Poderá ser comida, uma planta, ou talvez algo que tenha feito. Sim, poderá até mesmo trazer uma oferta de dinheiro, se notar uma necessidade. Daí, também, poderia oferecer-se para lhes preparar uma refeição, ou, talvez, oferecer-se para levá-las para comer fora, se puderem ir. Ou talvez apreciem ser convidadas a outras casas ou reuniões. Ofereça-se a acompanhá-las até lá. E, quando isto for feito, verifique se estão sendo cuidadas em tal reunião.

      Às vezes o processo de envelhecimento resulta em doenças ou enfermidades que impedem a pessoa de sair para cuidar dos assuntos necessários, tais como fazer compras. Seria real bondade oferecer-se para isto, ou certificar-se de que seja feito.

      Sim, existem muitos modos de outros poderem ajudar a tornar a vida mais deleitosa para os idosos. Fazer isso mostra o espírito piedoso do dar. Ajuda também o dador, trazendo mais satisfação à sua vida, por saber que se fez o que era certo. E usualmente são mais amados por parte do recebedor. Jesus disse: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” — Atos 20:35.

      Esse é o espírito por trás das boas ações que o menino de 12 anos realizou em prol das duas senhoras idosas, quando limpou a neve de suas calçadas. Tinha aprendido tal atitude piedosa pelo treinamento que recebera nos princípios bíblicos, como filho de uma Testemunha de Jeová. Seu pai lhe ensinara que ser um servo de Deus inclui boas obras, bem como a crença em Deus. — Tia. 2:26.

      Ajuda Financeira

      Em muitos países, há várias agências governamentais que podem oferecer ajuda financeira, e seria apropriado usá-las.

      Às vezes, porém, as formas de ajuda financeira de fora não bastam, ou não existem. Daí, que obrigação financeira, em especial, têm os próprios filhos já crescidos para com seus pais idosos, e até mesmo os avós? Sobre este assunto importante, a Palavra de Deus diz:

      “Se alguma viúva tiver filhos ou netos, que estes aprendam primeiro a praticar a devoção piedosa na sua própria família e a estar pagando a devida compensação aos seus pais e avôs, pois isto é aceitável à vista de Deus.

      “Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família [tais como pais ou avós idosos], tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé.” — 1 Tim. 5:4, 8.

      Afirmar que a pessoa não deveria ter de aceitar a carga de pais idosos realmente não faz sentido. Os pais cuidaram dos filhos de muitos modos. Durante 18 a 20 anos, ou mais, os filhos dependeram dos pais para alimento, abrigo, roupa, educação, dinheiro e outras coisas. Isto incluía receberem cuidados, quando eram bebês indefesos, bem como quando ficavam doentes. Por que, então, deveria parecer errado que os filhos, quando crescidos, assumam a responsabilidade de cuidar dos pais idosos?

      Naturalmente, poderá chegar a época em que não mais é possível fornecer, pessoalmente, os cuidados que alguém em idade avançada necessite, caso tal pessoa se torne deficiente. Poderá acontecer que os pais recebam melhores cuidados numa casa de repouso que se especialize nisto. Se tal coisa se tornar necessária, devem ser visitados com freqüência. Passar os últimos dias num asilo ou casa de repouso não é nada agradável.

      Será que o quinhão da humanidade sempre incluirá o envelhecimento, talvez, por fim, a pessoa ficando acamada e não conseguindo empenhar-se em atividades que outrora apreciava, sendo sempre a morte o resultado final?

  • Como se dará a inversão da velhice
    Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
    • Como se dará a inversão da velhice

      O FATO de que não desejamos realmente envelhecer e morrer é revelador. Enquanto for possível, desejamos reter a vitalidade que vem da juventude.

      Este anseio fundamental se harmoniza com outro fato básico: Não fomos feitos para envelhecer e morrer A velhice e a morte não só são indesejáveis, mas também desnaturais.

      Mas, não foi assim que Deus nos criou, isto é, para viver por curto tempo, e então envelhecer e morrer? Não proveu o processo de envelhecimento, e a morte que se segue, como a condição normal das coisas para os humanos?

      A resposta que provém da Palavra inspirada do próprio Deus é: NÃO! Os humanos não foram criados para morrer. Não foram criados nem mesmo para envelhecer, no sentido que agora provamos. A velhice e a morte eram completamente estranhas à família humana em seu começo.

      Queira ler o relato da criação do homem e da mulher por parte de Deus, que se encontra nos primeiros três capítulos da Bíblia, em Gênesis. Em parte alguma afirma que os humanos foram criados para envelhecer e morrer como seqüência natural da vida.

      Ao invés, a Bíblia revela claramente que a velhice e a morte foram conseqüências da violação da lei de Deus, da rebelião contra Deus. (Gên. 2:15-17; 3:1-5, 17-19) Caso nossos primeiros pais tivessem continuado obedientes às leis de Deus, caso tivessem continuado sujeitos a Ele, eles ainda estariam vivos hoje. Seriam humanos perfeitos que não envelheceriam nem morreriam, embora tivessem vivido milhares de anos.

      Sensacional Avanço Está Próximo

      O propósito de Deus em criar os humanos na terra era de ter uma raça perfeita de pessoas que a habitassem, vivendo no meio de condições paradísicas, e isso para sempre. Este ainda é Seu propósito, sendo por isso que Jesus prometeu a um moribundo que expressou fé: “Estarás comigo no Paraíso.” (Luc. 23:43) Jesus tinha presente o tempo que viria, em que a velhice e a morte novamente seriam coisas estranhas para a humanidade. Sabia que, por fim, toda pessoa vivente na terra gozaria de saúde perfeita, vibrante, e jamais seria novamente atormentada pelos problemas da velhice e da morte.

      Felizmente, estamo-nos aproximando rapidamente do tempo em que se dará dramático avanço, o qual assinalará o início do fim da velhice e da morte. Esse sensacional avanço pavimentará o caminho para que tais pragas sejam anuladas de uma vez para sempre. Daí, até mesmo sem a “Fonte da Juventude” de Ponce de León, todos que viverem conseguirão gozar de boa saúde e vitalidade que advirão dum corpo perfeito, combinado com a experiência e a sabedoria que resultarão de se viver por muitos, sim, por infindável número de anos

      Também, tudo isto será usufruído num mundo em que não mais prevalecerão as condições desagradáveis de hoje. Elas terão sido removidas do caminho. Ao invés, haverá tamanha paz e prosperidade que “não haverá quem os faça tremer”. (Miq. 4:4) “Deveras se deleitarão na abundância de paz.” (Sal. 37:11) Por quanto tempo? “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Sal. 37:29.

      Estamos considerando algum fantástico avanço científico que está prestes a ocorrer? Não, trata-se de algo muito mais profundo e duradouro Os avanços científicos podem ajudar em alguns sentidos, mas provocam muitos problemas em outros. E nenhum cientista jamais descobrirá a fórmula para acabar com a velhice e a morte. Nem podem quaisquer cientistas unir pessoas de todas as nacionalidades num vínculo mundial de paz, felicidade e amor genuíno.

      Às Mãos de Quem?

      A vindoura mudança da atual condição deplorável da humanidade não estará nas mãos de simples mortais (Dan. 2:44) Os humanos já dispuseram de bastante tempo para mostrar o que podem fazer por si sós. Quando recapitulamos o registro passado dos ódios, das guerras, do egoísmo, do crime, da hipocrisia e dos preconceitos do homem, temos de reconhecer que tal registro dificilmente inspira confiança. Na verdade, o registro é inteiramente lamentável. Não, não podemos voltar-nos para os humanos em busca dum avanço significativo, no que tange à velhice e à morte.

      Existe somente Um que é capaz de trazer tal sensacional avanço. Trata-se de Aquele que conhece o mecanismo humano, o corpo e a mente, mais intimamente do que qualquer outro. Trata-se do Criador da humanidade, o Todo-poderoso, Jeová. É Ele quem está em posição de fazer as mudanças necessárias. Ele dispõe da sabedoria, do poder, do amor e da vontade de fazer cessar o envelhecimento e a morte.

      Aproximou-se o tempo de Deus para que isto ocorra? Sim! Os que se mantêm em dia com a profecia bíblica e seu cumprimento nos tempos modernos sabem que vivemos na geração final da história humana, em que a velhice e a morte prevalecerão. Em breve, a tolerância e o limite de tempo de Deus para este mundo insatisfatório da atualidade se esgotarão e Ele fará que deixe de existir. Que isso se daria “nesta geração”, em nosso tempo, Jesus comentou em sua profecia sobre “a terminação do sistema de coisas”. Assim, quando o atual sistema mundano de coisas acabar, o envelhecimento e a morte começarão a acabar também. — Mat. 24:3, 34.

      O fim deste sistema abrirá caminho para “uma nova terra”. Isto foi predito nos escritos inspirados do apóstolo Pedro. (2 Ped. 3:13) A “nova terra” significará uma nova sociedade humana sob a regência de Deus. Os benefícios que então fluirão para os que viverem na terra serão como os concedidos ao primeiro homem e mulher no paraíso do Éden. — Gên. 2:8.

      Bênçãos Terrestres

      Muitas profecias bíblicas, direta ou indiretamente, revelam o emocionante soerguimento que está em reserva para a humanidade, na “nova terra” de Deus. Observe alguns deles:

      “Naquele tempo abrir-se-ão os olhos dos cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos surdos. Naquele tempo o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo.” — Isa. 35:5, 6.

      “E nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’O povo que mora na terra serão os a quem se perdoa seu erro.” — Isa. 33:24.

      “Torne-se a sua carne mais fresca do que na infância; volte ele aos dias do seu vigor juvenil.” — Jó 33:25.

      É a perspectiva da volta à juventude e do usufruto da boa saúde boa demais para ser verdadeira? De jeito nenhum. Não se esqueça do que ocorreu no primeiro século de nossa Era Comum Isso foi quando Jesus, por meio do poder de Deus, demonstrou que tal cura e restauração faziam parte do propósito de Deus para a humanidade.

      A Bíblia conta o que Jesus fez: “Aproximaram-se [de Jesus] então grandes multidões, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, e quase que os lançavam aos seus pés, e ele os curava; de modo que a multidão ficou pasmada de ver os mudos falar, e os coxos andar, e os cegos ver.” — Mat. 15:30, 31.

      Jesus fez ainda mais. Ele não só realizou curas maravilhosas em favor dos doentes e debilitados, mas também mostrou que, na “nova terra” de Deus, haveria consideração para com os mortos A Bíblia relata vários casos de Jesus trazer os mortos de volta ávida na terra. Lázaro foi um deles. Ele estivera morto quatro dias, mas Jesus o ressuscitou. — João 11:38-44,

      Em outra ocasião, Jesus disse: “Todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.” (João 5:28, 29) Mais tarde, o apóstolo Paulo declarou de modo similar: “Há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” — Atos 24:15.

      A restauração dos mortos à vida não representa nenhum problema para o Criador, visto que ele criou o homem e a mulher, em primeiro lugar. Recriar pessoas à base de Sua memória divina será, para Deus, uma tarefa simples Por certo, visto que simples humanos podem até mesmo agora recriar, em certo grau, a aparência, as ações, a voz e a personalidade duma pessoa, por meio de filmes e gravações da sua voz, não pode o Criador do homem, dotado de infinitamente maior poder e sabedoria, fazer melhor?

      De forma linda, a Palavra de Deus descreve a conquista sobre a morte e a velhice Observe alguns dos textos que têm que ver com isto:

      “Ele realmente tragará a morte para sempre, e o Soberano Senhor Jeová certamente enxugará as lágrimas de todas as faces.” — Isa. 25:8.

      “E [Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” — Rev. 21:4.

      “Como último inimigo, a morte há de ser reduzida a nada.” — 1 Cor. 15:26.

      “‘A morte foi tragada para sempre.’ ‘Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?’” — 1 Cor. 15:54, 55.

      Que dia maravilhoso será quando os entes queridos mortos forem acolhidos de volta ávida, de modo que eles, também, possam ser beneficiados pelo grande programa de cura e restauração de Deus!

      Esta grandiosa esperança de libertação das garras da velhice e da morte provê grande encorajamento as pessoas idosas, nestes tempos provadores. Por exemplo, uma senhora na Flórida, EUA, que começou a examinar as promessas da Bíblia, depois da morte do marido, disse que a esperança da ressurreição do seu marido fora o que realmente a interessara na nova ordem de Deus. Essa esperança confortadora ajudou a sustentá-la em seu pesar, e lhe forneceu a melhor razão para viver.

      Pense só nisso! Amanhece o dia em que os mais idosos verão o processo de envelhecimento ser invertido, havendo cada vez menos rugas à medida que o tempo passa. A vista será restaurada, de modo que possam jogar fora seus óculos. A audição melhorará, também, de modo que possam livrar-se dos aparelhos auditivos. As debilidades serão eliminadas, de modo que possam andar sem bengala. E, acima de tudo isso, poderão acolher de volta à vida seus entes queridos falecidos.

      Tão emocionante e satisfatório será esse tempo que a Palavra de Deus afirma: “Não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração.” (Isa 65:17) Na nova ordem de Deus, haverá tamanho dilúvio de coisas boas que acontecerão que a vida tristonha, dolorosa e frustradora que se leva agora será apenas tênue recordação, de forma alguma interferindo nos deleites de cada novo dia de vida então.

      Confie em Deus

      Podemos confiar em tais promessas? Bem, em quem prefere confiar — nos humanos que já demonstraram sua falta de fidedignidade, ou em Deus, que, como a Bíblia diz, “não pode mentir”? — Tito 1:2.

      A resposta dada pelo líder israelita Josué, que presenciou algumas das maravilhosas obras de Deus, foi: “Vós bem sabeis, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, que não falhou nem uma única de todas as boas palavras que Jeová, vosso Deus, vos falou. Todas elas se cumpriram para convosco. Nem uma única palavra delas falhou.” — Jos. 23:14.

      Se conhecesse um médico que pudesse curar a doença cardíaca, o câncer, e toda outra moléstia, será que o procuraria em busca de tratamento? Se também pudesse inverter o processo de envelhecimento e eliminar a morte, voltar-se-ia para ele? E se, ao mesmo tempo, tivesse o poder de criar um paraíso deleitoso para que vivesse nele, quanto daria por seus serviços? Será que diria: “Não tenho tempo, estou muito ocupado”? Ou objetaria: “Não estou interessado”?

      Jeová Deus possui poderes muito maiores de curar e restaurar pessoas do que qualquer médico. E pode-se confiar nele, de que fará o serviço corretamente. O que ele pede em retribuição? Que nos voltemos para Ele com fé, e trabalhemos a favor de Seus interesses, pois “aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:17

      Vida Melhor Agora

      Esta sólida esperança se prova uma ‘rocha de Gibralta r’na vida de muitas pessoas idosas, atualmente. Fornece-lhes motivação, reanimação e objetivo na atualidade, bem como esperança quanto ao futuro, e, em adição, traz-lhes confortadora associação com muitos outros de esperanças similares.

      A esperança da nova ordem de Deus “não conduz ao desapontamento”. (Rom. 5:5) Muito contribui para dissipar a depressão e a insegurança. E vir a associar-se com outros que nutrem a mesma esperança forja um vinculo de amor que dissipa a solidão e a sensação de não ter nenhum valor. Também, fornece à pessoa a oportunidade de realizar atividade muito digna, visto que a esperança de uma nova ordem é uma esperança que pode ser compartilhada com outros.

      Uma senhora idosa dum país das Antilhas se aposentou duma escola principalmente por causa da idade, mas também por ter dificuldades com a voz. Ao aprender as verdades bíblicas sobre a nova ordem, e o grande programa de restauração de Deus, começou a ensinar outros Durante muitos anos, depois disso, ela ‘não estava aposentada’, gastando diariamente tanto tempo, e muitas vezes mais, em ensinar as verdades de Deus a outros, do que anteriormente gastava ensinando na sua escola.

      Na Espanha, um senhor de 74 anos queria gastar seu tempo integral em falar a outros sobre a nova ordem de Deus. Quando começou, disse que gostaria de servir nessa obra edificante enquanto suas faculdades físicas o permitissem. Sete anos depois, com 81 anos, ainda continuava forte. Verificou que não poderia haver trabalho mais edificante e satisfatório do que partilhar as boas novas da vindoura “nova terra” de Deus com outros. Não, não havia nenhuma inatividade enfadonha, nem solidão, nem o sentimento de não ter valor que perturbassem sua velhice.

      Uma senhora de 96 anos, na África do Sul, quando indagada se pretendia aposentar-se como instrutora da Bíblia, respondeu que jamais poderia fazer isso. Declarou ela: “Enquanto tiver poder de falar e a mão firme, continuarei a pregar as ‘boas novas’. Com a ajuda de Jeová, continuarei a falar às pessoas sobre as bênçãos maravilhosas que serão usufruídas sob o Seu reino.” Embora sofresse constante dor devida à artrite, e não conseguisse sair de casa com muita freqüência, escrevia muitas cartas para confortar outros, considerando um assunto bíblico edificante e incluindo no envelope mais informações em forma impressa. Gastava muito tempo proveitosamente na preparação de tópicos interessantes para considerar em suas cartas, o que a ajudava a fortalecer sua mente contra a depressão. Também, regularmente assistia às reuniões, junto com os que tinham a mesma esperança. Ali, ela era grandemente encorajada por ouvir as expressões de fé dos outros, e por associar-se com tantos “irmãos” e “irmãs” de igual fé. Por sua vez, sua própria presença nessas reuniões era um exemplo encorajador para todos.

      Também incentivador para os idosos é a cooperação que obtêm dos mais jovens que foram treinados nas leis e nos princípios de Deus. Após um congresso das Testemunhas de Jeová em Fresno, Califórnia, EUA, escreveu uma senhora idosa:

      “Penso que são os mais jovens e a cooperação da organização, todos trabalhando juntos, que me ajudam a continuar servindo e perseverando.

      “Tive uma experiência com duas Testemunhas mais jovens nesta assembléia. É difícil para mim subir e descer as escadas, e eu tentava descer os degraus quando dois rapazinhos, em duas ocasiões diferentes, vieram até mim. Eu não sabia quem eram, mas eles me disseram: ‘Irmã, podemos ajudá-la a descer os degraus?’ É maravilhoso que os mais jovens estejam cuidando dos nossos mais velhos.”

      A esperança viva da nova ordem de Deus, a associação com outros que têm a mesma esperança, o amor e a união compartilhados com milhões de “irmãos” e “irmãs” em todo o mundo, são testemunho de que a vida pode ser, e deveras é, digna de ser vivida pelos idosos.

      Sim, conhecer os propósitos de Deus pode fazer com que os anos mais avançados sejam “dourados”. E mesmo que a morte pareça ser temporariamente vitoriosa, a vida na nova ordem de Deus ainda é garantida, por meio da ressurreição. Ali, nesse novo sistema, todos ficarão completa e permanentemente livres das calamidades atuais, inclusive da velhice e da morte.

      [Foto na página 13]

      “Torne-se a sua carne mais fresca do que na infância; volte ele aos dias do seu vigor juvenil.” — Jó 33:25.

  • Existe base científica para a hidroscopia?
    Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
    • Existe base científica para a hidroscopia?

      PARECE não haver nenhuma base científica para algumas das respostas pretendidas por alguns dos hidróscopos ou rabdomantes. Em alguns casos, a vara bifurcada balança loucamente dum lado para o outro, em outros, o puxão é tão forte que a vara quebra. Outros hidróscopos afirmam poderem localizar água simplesmente por trabalharem sobre um mapa da área. Tais relatórios suscitam suspeitas de que estejam envolvidas algumas forças demoníacas. A revista A Sentinela, de 1.º de abril de 1963, estampava interessante artigo sobre o assunto dos espíritos iníquos e suas atividades. Assumia a posição de que forças demoníacas bem que poderiam estar envolvidas em tais experiências.

      No entanto, o artigo também dizia: “Embora a pesquisa científica até o presente não concorde que procurar água com a ajuda de um ramo fendido se baseie na operação das leis naturais, isto não significa que tais pesquisadores estejam absolutamente certos. Talvez estejam envolvidas certas leis básicas da natureza.”

      Neste sentido, 16 anos depois, interessante artigo foi publicado na conceituada revista New Scientist. (8 de fevereiro de 1979) Sob o título “Hidroscopia Obtém Novo Crédito”, o subtítulo rezava: “Relatórios da União Soviética, sobre bem sucedidas experiências científicas nas artes antigas da adivinhação da existência de água e minerais, forçaram novo enfoque da possível aplicação prática dessa técnica.” Os geólogos soviéticos envolvidos “sublinharam

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