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É um costume cristão?Despertai! — 1978 | 8 de abril
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homenagem a ele. Nem sempre o corpo está num caixão. Às vezes pode ser deixado em seu leito de morte. Objetos religiosos e velas acesas usualmente cercam o cadáver. Vez por outra, o velório inclui a queima de ervas ou de incenso, bem como a colocação de flores ao redor do caixão. Como no caso do velório observado, com freqüência a família fornece alimentos e bebidas para os pranteadores.
Descobrimos que os costumes seguidos em velórios variam conforme a localidade. Para exemplificar, em alguns países latino-americanos, a criança morta é colocada numa cadeira, e vestida de anjo. Faz-se isto na crença de que a “alma imortal” da criança vá direto para o céu. No mesmo sentido, lemos no diário de El Salvador, El Diario de Hoy:
“Em algumas comunidades de El Salvador e da América Central, quando alguém morre, especialmente se for uma criança, soltam-se fogos de artifício e entoam-se músicas alegres ao som de violões e violinos. Tamales (pamonha com carne picada e pimenta) são preparadas junto com pastéis, e estes são servidos junto com bebidas alcoólicas. . . . As pessoas dessas comunidades crêem que as crianças voam imediatamente para o céu e se transformam em ‘anjinhos de Deus’. Segundo os entendidos, este costume de cantar num velório ou enterro é uma rara mistura de cristianismo com as tradições nativas [indígenas] desconhecidas.”
Origem Não-Cristã
Essa última expressão, “uma rara mistura de cristianismo com as tradições nativas [indígenas] desconhecidas”, sublinhava importante ponto. Os velórios não têm origem cristã. Confirmando isto, há um item na Encyclopœdia Britannica a respeito dos velórios na Inglaterra:
“O costume, no que tange à Inglaterra, parece ser mais antigo que o cristianismo, e ter sido, de início, essencialmente celta. Sem dúvida, tinha origem supersticiosa, o medo de que os maus espíritos prejudicassem ou até mesmo removessem o corpo, auxiliado, quiçá, pelo desejo prático de manter afastados os ratos e outros vermes. . . . Com a introdução do cristianismo, adicionou-se a oração à simples vigília, que até então tinha sido caraterizada pelo mero entoar de endechas e repetições da história da vida do falecido. Via de regra, o cadáver, com uma placa de sal no peito, era colocado sob a mesa, em que havia bebida alcoólica para os veladores. Estes velórios particulares logo tenderam a tornar-se orgias de bebedeiras.”
Além da origem não-cristã dos velórios, as cerimônias que os acompanhavam, tais como o uso de coroas de flores e de velas acesas, bem como o estranho costume de vestir as crianças falecidas de “anjos”, opõem-se ao cristianismo. Como assim? Porque tais coisas sugerem a muitos que as pessoas têm uma alma imortal que continua a viver após a morte.
A Bíblia, contudo, apresenta a morte em uma luz inteiramente diferente. São reveladoras as palavras de Jesus a respeito de um de seus amigos que morrera. Lemos: “Lázaro, nosso amigo, foi descansar, mas eu viajo para lá para o despertar do sono.’ Os discípulos disseram-lhe, portanto: ‘Senhor, se ele foi descansar, ficará bom.’ Jesus falara, porém, da morte dele. Mas, eles imaginavam que estivesse falando do descanso no sono. Nessa ocasião, portanto, Jesus disse-lhes francamente: ‘Lázaro morreu.’” — João 11:11-14.
Jesus assemelhou a morte ao sono. Assim como as pessoas ficam inconscientes quando dormem, assim a Bíblia garante: “Os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.” — Ecl. 9:5; Jó 3:11-13; Sal. 146:3, 4.
Significa isto que jamais poderemos ver de novo os nossos entes queridos já falecidos? Pelo contrário, Jesus prometeu: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” (João 5:28, 29) Durante seu ministério terrestre, Jesus demonstrou seu poder neste sentido. A Bíblia registra três ressurreições feitas por ele. (Luc. 7:11-17; 8:41, 42, 49-56; João 11:1-44) Interessante é que, quando ressuscitadas, tais pessoas antes mortas retornaram à vida quais humanos. Jesus demonstrava assim a certeza da esperança da ressurreição, ao invés de a sobrevivência duma alma imortal para algum domínio invisível.
Nossa pesquisa foi deveras reveladora. Em suma, aprendemos que os velórios dos mortos originaram-se da religião pré-cristã, não-bíblica. Também, tal costume promove a crença falsa de que, na morte, uma alma imortal passa a viver num domínio invisível. Os princípios bíblicos, também, são violados nos velórios, devido à bebedeira e conduta desenfreada que amiúde ocorre. — Rom. 13:13, 14; 1 Ped. 4:3.
Naturalmente, visitar pessoas enlutadas para lhes oferecer conforto e ajuda é algo excelente. Quer alguém faça isto nas horas de visita numa capela funerária ou de alguma outra forma, é uma questão de decisão pessoal. No entanto, observar períodos extensos de pranto e velórios por toda a noite não são um costume cristão.
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Observando o MundoDespertai! — 1978 | 8 de abril
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Observando o Mundo
Apelo em Prol dos Direitos Humanos
◆ Numa reunião do Conselho da Europa, fez-se um apelo a favor das Testemunhas de Jeová, na Grécia, por parte de vários representantes preocupados. Devido à sua objeção de consciência ao serviço militar, as Testemunhas de Jeová têm sido submetidas a repetidas sentenças de prisão ali. Os termos totais de encarceramento não raro eram várias vezes mais extensos do que o período de serviço militar, que é de dois anos e meio. O apelo indagava da Comissão de Ministros do Conselho “se tais punições não deveriam ser consideradas como violações do Artigo 3 da Convenção Européia dos Direitos Humanos, visto que o tempo servido na prisão não é proporcional ao termo fixado para o serviço militar . . . o que é contrário aos princípios de justiça moral, que gozam de aceitação geral, pelos quais o crime e o castigo são proporcionais”.
Ambiente Influi no Cérebro
◆ Numa série de nove estudos feitos durante um período de oito anos, verificou-se que os ratos colocados num ambiente “enriquecido” gozavam de maior desenvolvimento físico do cérebro do que os colocados num ambiente pobre. Os colocados em condições enriquecidas foram postos em grandes gaiolas, em grupos de seis a doze ratos, e todos receberam uma variedade de objetos destinados a estimulá-los mentalmente. Outros ratos foram isolados em gaiolas pequenas, simples, individuais. Cuidadosa análise, depois de períodos de testes, revelava que os cérebros dos ratos que tiveram maior intercâmbio social e estímulo mental tinham-se desenvolvido melhor. Os cientistas envolvidos nos testes acham que há grupos de células cerebrais — os neurônios — que só se desenvolverão plenamente na presença de doses certas de estímulos. Pensa-se que o desenvolvimento do cérebro humano poderá sofrer similar influência.
Droga Antiviral Bem Sucedida
◆ Os pesquisadores afirmam que conseguiram a primeira utilização bem sucedida de uma droga antiviral contra uma doença fatal. Até agora, fracassaram as tentativas de cura de outras infecções virais, inclusive do resfriado comum, por meio de drogas. A nova droga, chamada adenina arabinoside, tem sido usada para tratar casos de encefalite causada pelo vírus herpes, doença que destrói o cérebro. Tal doença, transmitida por insetos, mata cerca de 70 por cento de suas vítimas. Mas quando foi usada a nova droga, a taxa de mortalidade caiu para 28 por cento.
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