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O poder transformador da Palavra de DeusA Sentinela — 1968 | 15 de fevereiro
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O poder transformador da Palavra de Deus
Pode a Bíblia realmente transformar as vidas das pessoas? Que evidência há de que pode?
ENTRE as criações de Deus há muitas transformações maravilhosas que causam deleite e assombro. Por exemplo, a pessoa que não viu nem aprendeu a respeito, será que poderia imaginar que uma pequenina lagarta, de aparência feia, se transformaria numa emocionantemente bela borboleta? Todavia, é isto que acontece. Não é também surpreendente que pequeninas sementes plantadas na primavera se tornem nutritivas beterrabas vermelhas, vagens ou espigas de milho dentro de pouco tempo?
Apesar da grandeza destas transformações, há ainda outra que é ainda mais bela e desejável. É a mudança numa criatura humana cujo anterior proceder era moldado pelo ambiente perverso do mundo. O apóstolo cristão, Paulo, traz à atenção esta transformação maravilhosa numa carta a amigos pessoais em Corinto, Grécia, escrevendo: “O quê! Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, nem gananciosos, nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores, herdarão o reino de Deus. E, no entanto, isso é o que fostes alguns de vós. Mas, vós fostes lavados.” — 1 Cor. 6:9-11.
Pense nisso! Alguns cristãos em Corinto eram anteriormente fornicadores, adúlteros, homossexuais, ladrões e beberrões. Mas, então, abandonaram tal proceder e se tornaram homens e mulheres retos. Que transformação notável! Como foi feita? Será que se tratava duma mudança então comum? Podem tais transformações ser feitas hoje em dia?
EFEITO DO ENSINO CRISTÃO
A transformação daqueles coríntios foi conseguida por darem ouvidos à mensagem a respeito de Jesus Cristo e terem fé nela. A evidência que lhes foi apresentada pelas Escrituras convenceu os coríntios de que Cristo era deveras o Filho de Deus, que fora levantado dos mortos e que, por seguirem seu exemplo imaculado, eles, também, poderia obter o favor e a bênção do seu Criador. Suas convicções eram tão fortes que, com a ajuda do espírito de Deus, despojaram-se de suas anteriores práticas ruins e se tornaram seguidores das pisadas de Jesus.
Tal transformação, contudo, não se limitava às pessoas de Corinto. Por todo o Império Romano os abusos sexuais, “a injustiça, iniqüidade, cobiça, maldade, . . . inveja, assassínio, rixa, fraude, disposição maldosa” prevaleciam. (Rom. 1:26-31) Não obstante, a mensagem cristã efetuava uma transformação em muitos, inclusive as pessoas da cidade de Colossos, às quais o apóstolo Paulo escreveu: “Nestas mesmas coisas vós também andastes outrora, quando costumáveis viver nelas.” — Col. 3:5-7; veja-se também Efésios 4:17-19.
O próprio apóstolo Paulo certa vez tinha disposição maldosa e praticava obras perversas, até mesmo sendo instigador da prisão e do assassinato de cristãos. (Atos 7:58; 8:1; 9:1, 2) Antes de se tornar cristão, seu colaborador Tito, também, seguira um proceder injusto, conforme Paulo o lembrara: “Pois até mesmo nós éramos outrora insensatos, desobedientes, desencaminhados, escravos de vários desejos e prazeres, procedendo em maldade e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.” — Tito 3:3.
O apóstolo Pedro também observou que muitos cristãos certa vez ‘procederam em ações de conduta desenfreada, em concupiscências, em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber e em idolatrias ilegais’. Mas, mudaram então, explicou Pedro. E, que efeito isso teve! Outros simplesmente não podiam entendê-lo. — 1 Ped. 4:3, 4.
Muitos historiadores documentaram bem a tremenda transformação que o ensino cristão realizou nas vidas das pessoas. Comentou um deles no livro Readings in Ethics: “O Cristianismo, dentro de vinte e cinco anos a partir de seu início, deu uma vida totalmente nova a milhares e milhares de pessoas. Esta nova vida era notavelmente expressa numa virtude que os estóicos condenavam e que, por certo, inexistia no costume do público.” E o notável historiador John Lord comentou em The Old Roman World: “Os verdadeiros triunfos do Cristianismo eram vistos em fazer bons homens daqueles que professavam suas doutrinas . . . Temos testemunho de suas vidas inculpes.”
O QUE DIZER DA ATUALIDADE?
Será que a mensagem cristã tem agora efeito similar nas vidas dos homens e das mulheres? Estão as pessoas mudando de seus anteriores modos imorais de agir e padronizando a vida em harmonia com o exemplo de Jesus? Será que a Palavra de Deus verdadeiramente tem poder transformador hoje em dia?
Uma olhadela pela cristandade talvez faça com que a pessoa creia que a Bíblia não exerce mais efeitos benéficos nas vidas das pessoas. Pois, em toda a parte existe um lamaçal de crime e de imoralidade. A disposição maliciosa, o ódio, a contenda, a inveja, o assassinato, o engano, junto com a bebedice, o vício em entorpecentes e a imoralidade sexual estão grassando.
Isto não significa, contudo, que a Palavra de Deus tenha perdido seu poder transformador. O fato é que a cristandade não é realmente cristã. Ela apenas assumiu o nome de Cristo. Em realidade, seus principais ensinos e práticas são tão pagãs quanto os da Roma antiga. A Bíblia não é realmente aceita na cristandade como o guia pelo qual viver. Não obstante, quando as pessoas abraçam seus ensinos, a Palavra de Deus pode transformar-lhes as vidas tão seguramente como alterou as vidas das pessoas no primeiro século. Há ampla evidência disto.
PODER DE ACABAR COM IMORALIDADE
O ministério das testemunhas de Jeová se destina a familiarizar as pessoas com este Livro que tem tão tremenda força em favor do bem. A instrução na Palavra de Deus tem feito que milhares de pessoas voluntariamente deixem a conduta imoral. Típico é o exemplo da jovem que explicou em princípios do ano passado:
“Naquele tempo em que estudava a Bíblia com as testemunhas de Jeová, havia um homem que se hospedava em minha casa. Eu cheguei realmente a gostar muito dele. Embora não dormíssemos sempre na mesma cama, houve ocasiões em que nos unimos. Achávamos que isto estava certo. Mas, as coisas mudaram quando o ministro das testemunhas de Jeová com quem eu estudava leu para mim o texto em Primeira Coríntios 6:9, mostrando que nem os fornicários nem os adúlteros entrarão no reino de Deus. Compreendi que aquilo que fazíamos não satisfazia os altos padrões bíblicos para os cristãos. Compreendi, também, que se desejasse obter o favor de Deus, se quisesse falar a outros as boas coisas que aprendera, teria de transformar meu modo de vida. Assim, disse-lhe: Acabaram-se as relações sexuais.”
Ela não só se apegou a tal decisão, mas, posteriormente, casou-se de modo honroso, e agora participa em ensinar a outros os justos princípios da Bíblia. Assim como muitos na congregação cristã do primeiro século anteriormente foram fornicários e adúlteros, o mesmo se dá hoje na congregação cristã.
A amplitude do poder transformador da Bíblia pode ser vista no fato de que até mesmo prostitutas têm sido ajudadas pelas verdades bíblicas a abandonar suas atividades imundas. (Mat. 21:31, 32) Há algum tempo atrás, por exemplo, certa mulher na América do Sul, que operava um bordel, começou a estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová. Pouco depois compreendeu que, a fim de ser um verdadeiro cristão, tinha de fazer uma mudança radical. E ela a fez mesmo! Abandonou o negócio da prostituição, casou-se com o homem com quem vivia, foi batizada, e agora se empenha ativamente em ajudar outros a também aprender as verdades bíblicas.
PODER SOBRE O ÁLCOOL
Uma das principais causas de dificuldades na família e na comunidade é o alcoolismo ou bebedice. Nos Estados Unidos, é considerado o problema de saúde número quatro e, em outros países da cristandade, o problema é tão ruim assim ou ainda pior. Todavia, a Palavra de Deus tem vez após vez tido êxito em transformar beberrões em cristãos retos e sóbrios, como o fez no primeiro século. — 1 Cor. 6:10, 11.
Em certo caso, um senhor do Oregon, EUA, quando sob a influência do álcool, tratava duramente a esposa e quatro filhos. Durante anos, continuaram suas bebedeiras, até mesmo depois de a esposa começar a estudar a Bíblia e se tornar cristã exemplar. Daí, em 1957, concordou em ter um estudo bíblico. Seu filho mais velho, agora membro da equipe da sede das testemunhas de Jeová, em Brooklyn, Nova Iorque, comenta:
“Dentro de bem pouco tempo, os princípios bíblicos começaram a influir na vida do meu pai. Parou de beber, mudou seus maus hábitos e se tornou excelente exemplo para aqueles na pequena comunidade em que morávamos. Foi batizado em 1958, e agora serve como servo ministerial na congregação local das testemunhas de Jeová.” Quão feliz se sente esta família por ter a Palavra de Deus tal poder transformador!
Até mesmo pessoas que mergulharam nas profundezas do alcoolismo na “zona de malandragem” foram transformadas pela Palavra de Deus. Um alcoólatra passou treze anos na “zona de malandragem” da cidade de Nova Iorque. Durante esse tempo, às vezes obtinha um exemplar de A Sentinela ou Despertai! e o lia. Os artigos bíblicos o deixavam impressionado. Em 1954, quando baixou ao hospital para tratamento, jurou que jamais tomaria outro drinque, e jamais tomou. Logo que saiu do hospital, localizou um Salão do Reino das testemunhas de Jeová e começou a freqüentá-lo regularmente. Explicou: “Pela primeira vez na vida comecei realmente a viver.” Em 1958, foi batizado, e tem servido como ministro fiel junto a uma congregação da cidade de Nova Iorque desde então.
TRANSFORMANDO ATITUDES HOSTIS
Quão amiúde os sentimentos de hostilidade surgem entre pessoas, famílias e nações! E por causa de coisas tão insignificantes! Lutas, divisões e guerras então resultam, e muito sangue é derramado. Felizmente, a Palavra de Deus tem o poder de destruir estas atitudes hostis, e substituí-las por sentimentos de amor, de paz e de amabilidade.
Um caso interessante é o que envolve duas senhoras vizinhas na Suíça, que durante anos viviam brigando e se hostilizando. Todos os membros de ambas as famílias sofriam devido às tensões resultantes. Então, não faz muito tempo, uma das senhoras começou a estudar a Palavra de Deus. O ministro que estudava com ela explica o efeito que isto teve: “Chegou o dia em que teve coragem de falar com sua vizinha, com quem raramente trocara uma palavra cordial já por muitos anos, e pediu-lhe perdão, embora certamente não fosse a única culpada da situação. Todos os envolvidos ficaram felizes e se sentiram aliviados.”
Mas, as coisas não pararam aí. Embora a senhora vizinha houvesse rejeitado anteriormente a mensagem da Bíblia, na próxima vez em que um ministro das testemunhas de Jeová a visitou, sua resposta foi: “Queira entrar, preciso dizer-lhe rapidamente algo.” Daí depois de falar da mudança maravilhosa de atitude da vizinha, disse: “Há realmente algo em sua religião, porque estou certa de que minha vizinha foi incentivada por uma senhora de sua fé para fazer as pazes comigo. Tenho visto ela ir lá regularmente.” Esta senhora também começou a estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová. A Palavra de Deus realmente tem o poder de destruir atitudes hostis e de trazer a paz!
Embora o conselho da Bíblia de ‘transformar espadas em relhas de arados e lanças em podadeiras’ não tenha sido atendido pelas nações anticristãs da cristandade, certas pessoas e até mesmo inteiras comunidades o têm feito. (Isa. 2:4) Há alguns anos, o povo em dois povoados no México andavam armados de pistolas e espingardas para uso durante contendas. Como resultados, ocorriam mortes com freqüência, mas, quando o governo tentava processar os culpados, ninguém dizia coisa alguma. Daí, uma família aceitou um estudo bíblico com um ministro visitante das testemunhas de Jeová. Eventualmente, todos nos povoados, praticamente, começaram a estudar e a abraçar as verdades bíblicas. As atitudes hostis foram logo substituídas por atitudes amigáveis, e as armas foram vendidas e, com o dinheiro delas, compraram-se Bíblias.
PODER DE CRIAR NOVAS PERSONALIDADES
A Palavra de Deus verdadeiramente tem poder de transformar personalidades! A mudança começa na mente, conforme a Bíblia observa de forma encorajadora: “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente.” (Rom. 12:2) Assim, é preciso primeiro assimilar na mente, mediante o estudo bíblico, o conhecimento de Jeová Deus e de seus grandiosos propósitos. Mas, então, para livrar-se da disposição maliciosa e das contendas deste sistema de coisas, o coração da pessoa tem de ser movido por tais informações. Tem de ter o desejo de agradar seu Criador, cujo apelo é: “Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade.” — Col. 3:9, 10; Efé. 4:22-24.
Em toda a parte, a Palavra de Deus transforma vidas e faz que pessoas más se tornem boas, assim como fez no primeiro século. Há alguns anos, um ministro visitava os lares nas Ilhas Fidji quando encontrou um dos principais comerciantes que o recebeu calorosamente e lhe disse: “Durante anos o povoado foi afligido por um grupo de desordeiros que causavam muita dificuldade e perda de propriedade aos comerciantes. Daí, cerca de um ano atrás, as testemunhas de Jeová vieram visitar o povoado. Não demorou muito até que certos dos principais daquele bando de desordeiros se tornaram Testemunhas e são agora cidadãos pacíficos e respeitáveis. A situação inteira tem melhorado bastante nesse ano passado, por causa disto.”
Familiarize-se com o poder da Palavra de Deus! Aceite a oferta das testemunhas de Jeová, de dirigirem com o leitor e sua família um estudo bíblico pessoal gratuito. Verificará que é deveras certo o que um dos primeiros presidentes dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, certa vez disse: “A leitura atenta do Volume Sagrado fará melhores cidadãos, melhores pais, melhores maridos . . . A Bíblia produz as melhores pessoas no mundo.”
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Claudicando entre duas opiniõesA Sentinela — 1968 | 15 de fevereiro
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Claudicando entre duas opiniões
MUITAS são as pessoas afligidas por claudicarem fisicamente, amiúde sem ser por sua própria culpa, talvez devido a algum acidente ou defeito inato. Pode isso ser corrigido? Às vezes, sim, mas, na maior parte, têm de encarar a situação da melhor forma e deixar que a maneira positiva de pensar contrabalance o impedimento físico. Mas, sabia que há uma claudicação mental que constitui um impedimento mais grave para o progresso e a felicidade? Oxalá nunca lhe aconteça tornar-se vítima disso.
Mas, o que é exatamente esta claudicação mental? Como é que afeta uma pessoa? Podem os afetados por ela livrar-se dela? Como podem ser ajudados a fazê-lo? E, será possível que alguém sofra tal impedimento sem discernir a fonte de sua dificuldade? Estas são algumas das perguntas que merecem ponderação, com proveito para nós mesmos e possivelmente também para outros a quem possamos ajudar.
Primeiro, considere os sintomas desta moléstia. O estado quase contínuo de hesitação é um dos indícios de claudicação mental. A pessoa jamais parece poder decidir qualquer assunto, mesmo que seja muito simples. Até mesmo quando se trata de decidir entre dois procederes, e um deles demonstra ser definitivamente indesejável, a pessoa irresoluta ainda sente forte atração em agir contrário a seu próprio melhor juízo. É estranho, não é?
Muitas e variadas são as idéias a respeito deste assunto que os pensadores de todas as eras têm aventado. Diz um deles: “A irresolução é um vício pior do que a precipitação. Quem atira melhor às vezes talvez não acerte o alvo; mas aquele que não atira de jeito nenhum jamais poderá acertá-lo.” E outro: “O homem sem decisão jamais pode ser mencionado como pertencendo a si mesmo; é como uma onda do mar, ou uma pena no ar que todo vento sopra como lhe apraz.” Deveras, diversas pessoas concluíram que a irresolução, sob circunstâncias que demandam decisão, é sinal de covardia.
Eis como outro escritor analisa esta fraqueza mental: “Em assuntos de grande preocupação, e que têm de ser feitos, não há um argumento mais seguro da mente fraca do que a irresolução — a ser indeterminada quando o caso é claro, e a necessidade é premente. Sempre pretender viver uma nova vida, mas nunca achar tempo para iniciá-la.”
A PALAVRA DE DEUS SOBRE O ASSUNTO
A Bíblia, de sua parte, oferece poderosa instrução quanto ao assunto, mediante uma ilustração duma experiência da vida real. Represente mentalmente aquela multidão de israelitas reunidos no Monte Carmelo durante o reinado do perverso Rei Acabe. Eram um povo terrivelmente confuso. Durante muitos anos, então, apesar da lei de Deus contra a adoração de imagens, foram persuadidos a adorar os ídolos em forma de bezerros colocados em Dã e Betel, sob a afirmação de que tais ídolos representavam Jeová, seu libertador da escravidão egípcia. — 1 Reis 12:28, 29.
Como se isto não bastasse, a esposa do Rei Acabe, Jezabel, tinha então introduzido a adoração de Baal no reino, de forma grandiosa. Por coerção e persuasão, induzira a maioria das pessoas a adotar este culto cananeu, e a misturar seus ritos aos da adoração de bezerros. Dezenas de sacerdotes de Jeová haviam sido assassinados. O espírito de transigência permeava a terra. Sem dúvida, muitos arrazoavam que, visto que Baal significa “dono” ou “senhor”, poderiam exteriormente realizar os ritos exigidos por Jezabel, ao passo que mentalmente transferiam a devoção para o verdadeiro Deus. Estavam dispostos a comprar uma falsa paz a um preço de verdade e de honestidade.
Não nos faz lembrar isso as pessoas, atualmente, que se refugiam na presunção de que todas as religiões são certas conquanto seus aderentes vivam em harmonia com elas? Assim, acham que se salvaram da desagradável responsabilidade de medir seus respectivos méritos e de determinar que religião se conforma mais aos requisitos da verdadeira religião segundo delineados na Bíblia Sagrada. Pensam que podem ficar aliviados de ter de fazer uma decisão.
No entanto, lá naquele tempo, o profeta de Deus, Elias, e sete mil outros israelitas não sucumbiram a tal modo de pensar tortuoso. Conheciam seu Deus e recusavam-se a curvar-se diante de Baal ou de participar em qualquer outra forma de adoração falsa. (1 Reis 19:18) E o profeta destemidamente desafiou os transigentes israelitas e seu rei: “Até quando claudicareis entre duas opiniões diferentes? Se Jeová é o verdadeiro Deus, segui-o; mas, se o é Baal, segui-o.” (1 Reis 18:21) Sim, apontou diretamente para a raiz da dificuldade — duas opiniões!
Jeú, ungido executor do juízo de Jeová, era outra pessoa que desprezava o curso vacilante dos claudicadores mentais. Quando confrontado pela oferta de paz do Rei Jeorão, filho de Acabe e Jezabel, declarou resolutamente: “Que paz pode haver enquanto houver as fornicações de Jezabel, tua mãe, e as suas muitas feitiçarias?” (2 Reis 9:22) Sabia que, enquanto Jezabel vivesse, a campanha assassina contra os verdadeiros adoradores de Jeová seria mantida. Quer ela quer sua progênie tinham de ser executadas, ou, de outra forma, todos os servos leais de Jeová estavam destinados a serem assassinados. Não poderia haver trégua nem demora.
Sem dúvida Jeú lembrou-se da escolha de religião oferecida por Josué a seus antepassados, alguns anos depois de entrarem na terra de sua herança. Vividamente lembrar-se-ia da própria posição inequívoca de Josué, conforme anunciou: “Quanto a mim e a minha casa, serviremos a Jeová.” (Jos. 24:15) Não havia hesitação, nenhuma tentativa de acomodar opiniões conflitantes, não havia lugar para idéias ecumênicas. Seu Deus não era nenhum Deus de confusos ritos religiosos. Não, era o Deus da verdade, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e ele jamais partilharia sua glória com as falsas deidades. — Isa. 42:8.
NO PRIMEIRO SÉCULO E. C.
No tempo em que Jesus Cristo estava na terra, o espírito de transigência, de claudicar entre duas opiniões, estava bastante em evidência. Os líderes religiosos mostravam sua preferência pela filosofia oriental e pelos ritos babilônicos, e, ainda assim, sustentavam uma aparência exterior de sujeição à lei mosaica. A eles, Jesus aplicou as palavras causticantes: “Vós também, deveras, pareceis por fora justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e do que é contra a lei.” (Mat. 23:28) Às pessoas em geral, disse: “Ninguém pode trabalhar como escravo
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