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  • “A palavra de Deus não está amarrada”
    A Sentinela — 1981 | 15 de janeiro
    • “A palavra de Deus não está amarrada”

      ENQUANTO cumpria sua segunda sentença à prisão em Roma, o apóstolo Paulo proferiu esta verdade provada e testada: “A Palavra de Deus não está amarrada.” (2 Tim. 2:9) Estas palavras podem ser ilustradas pela seguinte experiência procedente da ilha de Taiti, no Pacífico.

      “Durante uma de nossas reuniões, um ancião, que era então superintendente dos estudos bíblicos, solicitou um território incomum — a prisão de Taiti, onde trabalhava como carcereiro. A situação aflitiva dos presos o deixava perturbado, e estava convencido de que eles também se interessariam nas ‘boas registradas na Bíblia. Em várias ocasiões, nossa congregação solicitou permissão para visitar os presos, mas, infelizmente, a resposta era sempre: ‘Católicos, protestantes, adventistas, mórmons e outros são bem-vindos para nos visitarem e falar de religião, porque temos membros dessas religiões na nossa prisão; mas não temos Testemunhas de Jeová aqui.’

      “Assim, o ancião decidiu pregar as ‘boas novas’ dentro da prisão onde trabalhava como funcionário da penitenciária. Fora das horas de trabalho, do meio-dia às 14 horas, ele divulgava a esperança do Reino. Logo sua atividade começou a produzir frutos e estudos bíblicos estavam sendo dirigidos regularmente.

      “Notando o bom êxito da Testemunha, outros carcereiros, alguns dos quais eram diáconos protestantes, persuadiram alguns presos correligionários a se queixarem ao diretor de que a pregação estava perturbando a sua sesta. Por isso, foi chamado ao escritório do diretor, onde se lhe pediu que parasse o trabalho de evangelização, a razão sendo que os presos do Bloco A não queriam ser acordados durante a sesta. Com tato, ele expôs a influência benéfica dos ensinos bíblicos e mostrou os resultados positivos que estava obtendo com os presos do Bloco C, ao passo que os do Bloco A nunca tinham sido visitados. O diretor percebeu rapidamente a insinceridade dos protestadores; contudo, a bem da paz, pediu que ele não pregasse mais de cela em cela. Foi autorizado, no entanto, a continuar visitando aqueles que desejassem suas visitas.

      “Desta forma, a Palavra de Deus não estava amarrada. Cerca de cinco presos continuaram a assimilar alimento espiritual, que por fim transformou a vida deles. De fato, um desses tornou-se instrumento vital na distribuição deste alimento. Este homem fora sentenciado nove anos antes por vários roubos. Ele era um preso particularmente difícil, e fugira várias vezes, mas, sempre era apanhado logo e a sua sentença era aumentada. Visto que o carcereiro fora proibido de pregar de cela em cela, este preso entendeu de imediato a sua responsabilidade de anunciar as ‘boas novas’ aos seus companheiros de prisão.

      “Para o enfado de certos carcereiros, Jeová tornou-se o assunto principal das conversas na prisão. Sacerdotes e pastores que visitavam a prisão eram bombardeados com perguntas sobre toda espécie de assuntos, tais como a alma, purgatório, inferno, tempo do fim. Alguns carcereiros reclamavam que a pregação era causa de perturbação, e por isso o diretor decidiu proscrever o ensino bíblico dentro da prisão.

      “Mas, o ancião Testemunha não desistiu de seus planos de tornar as ‘boas novas’ conhecidas aos prisioneiros, requereu permissão especial para presos interessados trabalharem na sua casa, aos domingos, seu dia de folga. O pedido foi concedido; portanto, todos os que estavam dispostos ficavam sob os seus cuidados, cada domingo. Nem é preciso dizer que o tempo não era desperdiçado e muitos estudos bíblicos eram dirigidos, semana após semana.

      “O ancião foi ricamente recompensado por sua perseverança. Deveras, um dos presos mais perigosos transformou sua personalidade e obteve permissão para assistir à assembléia de circuito, onde foi batizado.

      “Daí por diante, a prisão tinha uma Testemunha de Jeová entre os seus detentos. O diretor ficou tão surpreso ao ver as mudanças notáveis que a Palavra de Deus operou em alguns dos presos, que sugeriu fazer um pedido formal a um ministro das Testemunhas, para visitar a prisão oficialmente. O pedido foi submetido a estudo e foi autorizado, com uma especificação — as Testemunhas não teriam apenas uma hora com os presos (conforme tinham as outras religiões), mas teriam duas horas!

      “E assim, todas as segundas-feiras, após o jantar, todos os interessados podem agora beneficiar-se de um discurso público e de uma hora de estudo bíblico, graças à ajuda de três Testemunhas de nossa congregação. Como o apóstolo Paulo em cadeias, eles agora também podem dizer: ‘A Palavra de Deus não está amarrada.’” — 2 Tim. 2:9.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1981 | 15 de janeiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Por que é que as Testemunhas de Jeová não celebram aniversários natalícios?

      Basicamente é porque respeitam a Palavra de Deus e estão vivamente interessadas em acatar as suas indicações.

      As celebrações de aniversários natalícios são populares em todo o mundo, e isso já por milênios. Amiúde há uma festa em que se trocam presentes. Mas, diz a Bíblia alguma coisa sobre aniversários natalícios?

      Pode-se dizer, de começo, que a Bíblia não desestimula as dádivas generosas a um ente querido. (Gên. 33:10, 11; Luc. 15:22; 2 Cor. 8:19) Tampouco desencoraja que se celebre um banquete ou uma festa, porque comer e beber com moderação é recomendado como um dos modos de usufruir a vida. (Ecl. 3:12, 13) Jesus participou duma festa de casamento. Os filhos de Jó realizavam o que podiam ter sido festas de colheita, que resultavam em reuniões da família. Abraão celebrou um banquete quando Isaque foi desmamado. (João 2:1, 2; Jó 1:4, 5, 13; Gên. 21:8) E embora não fosse ordenada por Deus, os judeus realizavam uma festividade anual da rededicação do templo, festividade a que Jesus assistiu. — João 10:22, 23.

      No entanto, a Bíblia indica que precisa haver certa cautela, porque não é correto participar simplesmente em qualquer celebração sem considerar sua razão ou natureza. (Êxo. 32:1-6; 1 Ped. 4:3; 1 Cor. 10:20, 21) Que dizer de anotar e celebrar o dia do nascimento?

      Obviamente, muitos dos verdadeiros adoradores mantiveram registros de datas de nascimento. Sacerdotes e outros conheciam a sua idade. Tal assunto não era deixado entregue à adivinhação. (Núm. 1:2, 3; 4:3; 8:23-25) Mas, não há nada nas Escrituras que sugira que os verdadeiros adoradores celebravam aniversários natalícios anuais.

      A Bíblia relata apenas duas celebrações de aniversários natalícios, ambas de pessoas que não eram servos do verdadeiro Deus.

      O primeiro foi o do Faraó do Egito. Ficou assinalado pelo enforcamento do padeiro de Faraó, que estivera na prisão junto com José. (Gên. 40:18-22) Comentando Gênesis 40:20, o Dr. Adam Clarke observou: “Destacar um aniversário natalício por meio dum banquete parece, em vista disso, ter sido um costume bem antigo. Provavelmente, teve sua origem na idéia da imortalidade da alma, visto que o começo da vida deve ter parecido de grande importância para a pessoa que acreditava que havia de viver para sempre.”

      O segundo, uns 1.800 anos mais tarde, foi o aniversário natalício de Herodes Ântipas. O relato em Marcos 6:21-24 reza:

      “Chegou, porém, um dia conveniente, no seu aniversário natalício, em que Herodes

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