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  • O ministério cristão — o que está incluído nele?
    A Sentinela — 1972 | 1.° de fevereiro
    • Deus dentro da congregação e fora dela, fazendo tudo isso para a sua própria salvação e a salvação daqueles que os ouvem. — Rom. 10:10.

      Então, de que modo poderá participar no ministério cristão? Por aceitar a Cristo Jesus como sua Cabeça designada por Deus e por se sujeitar à direção dele, servindo junto com a sua congregação. Poderá ser útil aos que fazem o trabalho de pastorear e de ensinar; poderá ajudar outros na sua adoração e no seu serviço a Deus e Cristo; poderá tornar conhecidas as boas novas aos outros. Qualquer que seja a designação que receba, grande ou pequena, aceite-a com apreço. Sim, “na proporção em que cada um recebeu um dom, usai-o em ministrar uns aos outros como mordomos excelentes da benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos”. — 1 Ped. 4:10.

  • A posse da verdade que conduz à vida eterna
    A Sentinela — 1972 | 1.° de fevereiro
    • A posse da verdade que conduz à vida eterna

      “Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meu discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” — João 8:31, 32.

      1. Quanto ao atual sistema de coisas, o que se torna mais claro às pessoas pensantes?

      VÊ-SE agora mais claro do que nunca o colapso deste sistema de coisas. Diariamente aumenta a evidência de sua deterioração. As coisas em que as pessoas confiavam mostram uma atrás da outra que são incapazes de solucionar as condições aflitivas. A Bíblia predisse verazmente a respeito de nossa época: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar.” (2 Tim. 3:1) Jesus Cristo também profetizou verazmente a respeito do nosso tempo: “Na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer por causa do rugido do mar e da sua agitação, os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” — Luc. 21:25, 26.

      2. (a) Com quem podem ser comparadas hoje as pessoas sinceras? (b) O que resultou de se ter ou não ter o “sinal”?

      2 Jeová Deus concedeu tempo suficiente a este atual sistema de coisas, para que chegasse à sua plena fruição. Agora não pode haver mais dúvida sobre a sua verdadeira natureza. Os sinceros estão realmente aborrecidos com as condições. Neste respeito são similares aos que o profeta Ezequiel viu numa visão a respeito de Jerusalém, antes da destruição dela em 607 A. E. C. Naquela visão, Jeová disse a um homem com tinteiro de secretário: “Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e tens de marcar com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem no meio dela.” (Eze. 9:4) Daí, Jeová disse a forças de destruição: “Passai pela cidade, atrás dele, e golpeai. Não deixeis o vosso olho ter dó e não tenhais compaixão. Deveis matar o velho, o jovem, e a virgem, e a criancinha, e as mulheres — para a ruína. Mas não vos aproximeis de nenhum homem em quem haja o sinal.” (Eze. 9:5, 6) Este sinal significava vida quando veio a destruição.

      3. (a) Que trabalho de ‘marcação’ se realiza em nossos dias? (b) Em que base se marca alguém para a vida eterna?

      3 Hoje se realiza uma ‘marcação’ similar. As pessoas também estão sendo identificadas nestes “últimos dias”. Jesus predisse: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda.” (Mat. 25:31-33) Os à esquerda “partirão para o decepamento eterno”. Os à direita de favor irão “para a vida eterna”. (Mat. 25:34, 41, 46) Que espécie de pessoa é marcada para a vida eterna? Em 1 João 2:17 lemos: “O mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” Os a serem poupados para a vida eterna são identificados como os que fazem a vontade de Deus. E como sabem qual é a verdade sobre a vontade de Deus?

      4. Por que tinha Jesus confiança tão completa em que tinha a verdade?

      4 Jesus sabia a verdade sobre a vontade de Deus. Tinha completa confiança em que ensinava a verdade aos outros. Por que tinha tanta certeza disso? Ele disse ao seu Pai celestial a respeito dos seus seguidores: ‘Tenho-lhes dado a tua palavra . . . Santifica-os por meio da verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17:14, 17) Ele disse também: “Não faço nada de minha própria iniciativa; mas assim como o Pai me ensinou, estas coisas eu falo. E aquele que me enviou está comigo; ele não me deixou só, porque faço sempre as coisas que lhe agradam.” (João 8:28, 29) Jesus, na sua existência pré-humana, havia estado com o Pai celestial durante indizíveis eras. Enquanto estava na terra, podia dizer a verdade sobre a vontade e o propósito do Criador. (João 1:14, 18; 16:28) Além disso, Jesus, durante o seu ministério terrestre, usava as Escrituras Hebraicas que estavam disponíveis nos seus dias. Estas continham os pensamentos de Deus em forma escrita. Portanto, quando Jesus se referiu à palavra de Deus como sendo a verdade, incluiu todas as Escrituras Hebraicas, bem como a informação adicional que possuía em resultado de sua associação íntima com Jeová.

      5. Como podemos aprender qual é a vontade de Deus e ser marcados para a sobrevivência?

      5 De modo que, quando Jesus falava, falava a verdade, porque falava os pensamentos de Deus. Conhecia a verdade sobre Jeová melhor do que qualquer outro que tivesse andado na terra. Os ensinos verazes de Jesus, e mais tarde os dos seus seguidores fiéis, foram registrados nas Escrituras. Jeová cuidou de que todas as informações necessárias aos servos de Deus fossem registradas. De modo que hoje, os que sinceramente desejam aprender a verdade sobre a vontade de Deus e desejam fazê-la, para ganharem a vida eterna, têm por seu guia toda a Palavra inspirada, escrita, de Deus. (2 Tim. 3:16, 17) Por meio das verdades que ela contém, as pessoas podem desenvolver a personalidade cristã que as marcará para a sobrevivência. — Rom. 12:2; Col. 3:10.

      USADOS PARA TRANSMITIR A VERDADE

      6. (a) Após a morte de Jesus, a quem usou Deus para transmitir a verdade? (b) Que evidência forneceu Jeová quanto a quem estava usando?

      6 Jesus mostrou quem seria usado para transmitir a verdade à humanidade após a sua morte. Não, não seriam os líderes religiosos hipócritas daquele tempo. Seriam aqueles humildes que seguiam fielmente a Jesus. Eram os que faziam a vontade de Deus. A estes Jesus declarou: “Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas não sois atualmente capazes de suportá-las. No entanto, quando esse chegar, o espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade, pois não falará de seu próprio impulso, mas falará as coisas que ouvir e vos declarará as coisas vindouras.” (João 16:12, 13) Jesus falava ali sobre o poderoso espírito santo de Deus. Este ajudaria os seguidores fiéis de Jesus a se tornarem a congregação cristã, guiando-os no caminho da verdade. Em Pentecostes, este espírito da parte de Jeová foi derramado sobre tais seguidores de Jesus, indicando que Jeová os usava então para transmitir a verdade à humanidade. (Atos 2:1-4, 14-18) Deus havia abandonado o sistema religioso judaico. (Mat. 23:38) Isto se deu exatamente como Jesus havia dito aos líderes religiosos judaicos: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” — Mat. 21:43.

      7. O que é absolutamente essencial para se compreender a verdade?

      7 Mais tarde, o apóstolo Paulo disse: “Falamos a sabedoria de Deus em segredo sagrado, a sabedoria escondida, que Deus predeterminou antes dos sistemas de coisas, para a nossa glória. Esta sabedoria, nenhum dos governantes deste sistema veio a conhecer, pois, se a tivessem conhecido, não teriam pendurado o glorioso Senhor numa estaca. Mas, como está escrito: ‘O olho não tem visto e o ouvido não tem ouvido, nem foram concebidas no coração do homem as coisas que Deus tem preparado para os que o amam.’ Porque é a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito, pois o espírito pesquisa todas as coisas, até mesmo as coisas profundas de Deus.” — 1 Cor. 2:7-10.

      8. Quem pode esperar ser guiado pelo espírito do Deus no caminho da verdade?

      8 Mas quem, especificamente, recebe o espírito de Deus para os orientar no caminho da verdade? Pedro e os outros apóstolos disseram ao Sinédrio judaico: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29) O que podiam esperar em troca os que obedeciam a Deus? Os apóstolos disseram: “Nós somos testemunhas destes assuntos, e assim é também o espírito santo, que Deus tem dado aos que obedecem a ele como governante.” (Atos 5:32) Sim, os que fazem a vontade de Deus em tudo, ‘obedecendo-lhe como governante’, são os que podem esperar receber o seu espírito. Este espírito os orienta ao entendimento correto das coisas que Deus quer que seus servos saibam.

      AJUNTAMENTO DOS SERVOS DE DEUS

      9. Que separação final dos servos de Deus ocorre?

      9 Após a morte dos apóstolos e de outros homens espiritualmente maduros, do primeiro século, a congregação cristã começou a ficar cheia de “joio”. Este era homens que professavam servir a Deus, mas que realmente não lhe obedeciam como governante. Jesus predisse este desenvolvimento de cristãos de imitação, parecidos a joio, entre os verdadeiros cristãos semelhantes a trigo, e também qual seria o resultado final, dizendo: “‘Deixai ambos crescer juntos até a colheita; e na época da colheita direi aos ceifeiros: Reuni primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado, depois ide ajuntar o trigo ao meu celeiro.’ . . . assim será na terminação do sistema de coisas. O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é contra a lei, e lançá-los-ão na fornalha ardente.” — Mat. 13:30, 40-42.

      10. Que responsabilidade receberiam os servos de Deus nos “últimos dias”?

      10 Toda a evidência em cumprimento da profecia bíblica indica que o reino de Deus foi estabelecido nos céus no ano de 1914 E. C. Naquele tempo começaram os “últimos dias” do sistema de coisas de Satanás. (2 Tim. 3:1-5) Haveria então um ajuntamento final dos servos de Deus para a direita de favor de Cristo. E ao serem ajuntados, receberiam pesadas responsabilidades, pois Jesus profetizou: “Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim. Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens.” (Mat. 24:45-47) Veja bem que, ao se estabelecer o reino de Deus, aqueles que na terra obedecessem a Deus como governante receberiam a supervisão de todos os interesses do Reino, sob a direção de Cristo Jesus e suas forças angélicas no céu. Deus usaria a estes, que ele compara ao “trigo”, para transmitir as suas verdades aos que as quisessem. Estes últimos seriam claramente identificados e separados dos semelhantes ao “joio” ou a “cabritos”.

      11. Quem constitui hoje o escravo fiel de Deus, e em que base se pode dizer isso?

      11 Quem são os que constituem o “escravo fiel e discreto”? São os do restante ungido dos servos dedicados de Jeová. Como se pode dizer com tanta certeza que são eles os que Deus usa para transmitir a verdade aos que “suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem” no mundo religioso? Jesus mostrou como alguém poderia identificar os que tinham a verdade, dizendo: “Toda árvore boa produz fruto excelente, mas toda árvore podre produz fruto imprestável; a árvore boa não pode dar fruto imprestável, nem pode a árvore podre produzir fruto excelente. Toda árvore que não produz fruto excelente é cortada e lançada no fogo. Realmente, pois, pelos seus frutos reconhecereis estes homens. Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mat. 7:17-21) Os que Deus usa devem ser os que fazem a sua vontade, obedecendo-lhe em tudo como governante.

      “AMOR ENTRE VÓS”

      12. (a) Que fruto vital precisa estar evidente entre os que têm a verdade? (b) É evidenciando pelas igrejas da cristandade?

      12 Quais são alguns dos grandes sinais de identificação daqueles que fazem a vontade de Deus? Que “frutos” precisam produzir? Entre os muitos sinais de identificação se encontra este vital, indicado por Jesus: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:35) Este amor cristão precisa ser evidente entre os que têm a verdade. Os que não têm esta espécie de amor não podem ter a verdade. Pois bem, têm os sistemas eclesiásticos da cristandade produzido tal espécie de fruto? O que fizeram nos períodos de prova da fé, tais como os tempos de guerra? Os fatos são indisputáveis: violaram este requisito e mandaram que seus seguidores se matassem mutuamente. Por exemplo, o Times de Nova Iorque, de 29 de dezembro de 1966, noticiou a respeito da maior religião da cristandade: “Os católicos tradicionalmente apóiam os esforços de guerra da nação e deixam a responsabilidade moral pela condução das guerras entregue às autoridades políticas. . . . No passado, hierarquias católicas locais têm sempre apoiado as guerras de suas nações, abençoando as tropas e fazendo orações em prol da vitória, ao passo que outro grupo de bispos, do outro lado, orava publicamente por um resultado oposto.” A notícia observou expressivamente: “A contradição entre o espírito cristão e a condução da guerra, muitas vezes obscurecida por sutilezas teológicas, parece a muitos cada vez mais clara, ao passo que as armas se tornam mais brutais.”

      13. Que identificação clara fornece a Bíblia dos que são filhos de Deus e dos que não os são?

      13 A Palavra de verdade de Deus torna a identificação bem clara: “Os filhos de Deus e os filhos do Diabo evidenciam-se pelo seguinte fato: Todo aquele que não está praticando justiça não se origina de Deus, nem aquele que não ama seu irmão. Por que esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio, que devemos ter amor uns pelos outros; não como Caim, que se originou do iníquo e que matou a seu irmão.” (1 João 3:10-12) Os que não obedecem a Deus como governante e que ‘matam seu irmão’ não podem ter a verdade. Apenas os que constantemente obedecem a Deus como governante, por se negarem a participar em tal matança mútua, podem ser identificados com a verdade.

      14. Quem pratica hoje realmente o verdadeiro amor cristão?

      14 Qual é o grupo que deveras tem obedecido a Deus como governante nesta questão vital, onde quer que vivam nesta terra? O jornal Union de Sacramento, na Califórnia, comentou num editorial em 9 de julho de 1965: “Basta dizer que, se todo o mundo vivesse segundo a crença das Testemunhas de Jeová, acabariam o derramamento de sangue e o ódio, e o amor reinaria como rei.” Sim, o vínculo mundial de genuíno amor cristão demonstrado pelas mais de um milhão de testemunhas de Jeová evidencia que elas têm o sinal dos verdadeiros cristãos. Praticam realmente a espécie de amor para com seus irmãos e suas irmãs cristãos, que Deus exige. Não importa em que país vivam, negam-se a participar nas guerras das nações, pois resultaria em se matarem uns aos outros.

      15. O que sofreram os servos de Deus, por mostrarem verdadeiro amor cristão?

      15 Em vez de desobedecerem a Deus como governante neste assunto, as testemunhas de Jeová estão dispostas a sofrer perseguição. Na Alemanha, muitas foram executadas em campos de concentração por obedecerem à lei divina do amor e se negarem a participar na matança resultante do regime nazista. Na Rússia comunista, foram enviadas a campos de trabalho forçado na Sibéria, pelo mesmo motivo. Nos Estados Unidos, até o dia de hoje, recebem sentenças de prisão de até cinco anos — por obedecerem a Deus como governante e mostrarem verdadeiro amor cristão! Tem havido perseguição similar em muitos outros países. Mas não importa o que as nações façam, as testemunhas de Jeová continuam a “obedecer a Deus como governante antes que aos homens”. Por fazerem isso, o que podem de direito esperar de Jeová? “O espírito santo, que Deus tem dado aos que obedecem a ele como governante.”

      OUTROS SINAIS DE IDENTIFICAÇÃO

      16, 17. (a) Que atitude para com a Bíblia precisam mostrar os que têm a verdade? (b) Contraste a atitude dos clérigos com a das testemunhas de Jeová para com a Bíblia.

      16 Entre outros sinais de identificação, os que têm a verdade mostram respeito pela Palavra de Deus, a Bíblia. Nisto Jesus estabeleceu o modelo. Ele aceitava as Escrituras dos seus dias como sendo a Palavra inspirada de Deus. Citava-as freqüentemente e recomendava-as aos seus seguidores. (Mat. 19:4-6; Luc. 24:44, 45) Nunca atenuou nem menosprezou as Escrituras. Mas podemos dizer o mesmo a respeito dos líderes religiosos da cristandade hoje em dia? Tomam eles a dianteira em criar respeito pela Palavra de Deus, defendendo-a contra os seus inimigos? Recomendam eles as normas bíblicas de comportamento? Não, mas eles rebaixam a Bíblia e chamam as partes dela de mito. Cada vez mais deles escarnecem das normas bíblicas de moral e desculpam ou mesmo toleram relações sexuais pré-maritais, adultério, homossexualismo e violência. Deveras, em vez de defenderem a Bíblia contra os seus inimigos, eles mesmos se tornaram inimigos dela!

      17 Que os clérigos da cristandade não têm respeitado a Palavra de Deus, nem a têm realmente ensinado ao seu povo, pode ser demonstrado por se pedir a pessoas que freqüentam a igreja que expliquem os propósitos e os requisitos de Deus, à base de sua própria Bíblia. São tão poucos os que podem fazer isso, que é evidente que não se lhes ensinou a Palavra de Deus. O Reader’s Digest, de maio de 1966 comentou: “Muitos dos principais líderes da igreja — especialmente no que se chama de denominações ‘principais’ — falham hoje lamentavelmente aos seus membros em dois sentidos: 1) por sucumbirem à crescente tendência de menosprezar a Bíblia como Palavra infalível de Deus, e 2) pelos esforços de mudar o empenho principal da igreja do espiritual para o secular.” Mas o jornal francês France-Soir, de 6 de agosto de 1969, disse a respeito das testemunhas de Jeová: “As doutrinas das testemunhas de Jeová se baseiam na Bíblia.” E o Weekly News da Inglaterra, de 27 de setembro de 1969, comentou: “Talvez o verdadeiro segredo do bom êxito das Testemunhas seja devido a conhecerem tão bem a sua Bíblia.” Sim, as testemunhas de Jeová aceitam a Bíblia inteira como sendo a Palavra de Deus. Ensinam-na gratuitamente a todos os que querem aprender a verdade dela. Isto se evidencia em que dirigem bem mais de um milhão de estudos bíblicos semanais nos lares de interessados, em mais de 200 terras em todo o mundo. Este é em muito o maior programa de estudo bíblico domiciliar em existência. De fato, é o maior da história do mundo!

      18. Como se identificam os servos de Deus com o nome Dele?

      18 Jesus disse em oração: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mat. 6:9) Ele orou também: “Eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer.” (João 17:26) Os verdadeiros servos de Deus seriam convocados para ser “um povo para o seu nome”. (Atos 15:14) O nome de Deus — Jeová, em português — é mencionado milhares de vezes na Bíblia. Mas a quem já ouviu falar deste nome? Sabe que, se não fossem as testemunhas de Jeová, provavelmente nunca teria ouvido o nome, porque as igrejas da cristandade o usam raras vezes. Apenas as testemunhas de Jeová divulgam hoje que “tu, a quem só pertence o nome de JEOVÁ, és o Altíssimo sobre toda a terra”. — Sal. 83:18, Almeida, rev. e corr.

      19. Quem se mantém “sem mancha do mundo”?

      19 Os que têm o sinal dos verdadeiros cristãos precisam manter-se “sem mancha do mundo”. (Tia. 1:27) A Palavra de Deus adverte claramente: “Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tia 4:4) O motivo disso se torna evidente quando consideramos que Satanás, o Diabo, é o “governante deste mundo”, o “Deus deste sistema de coisas”. (João 12:31; 2 Cor. 4:4) Os clérigos têm constantemente apoiado as guerras deste mundo e se têm envolvido nas suas intrigas políticas. Fazem definitivamente parte deste mundo. Mas que dizer das testemunhas de Jeová? O jornal Today de Chicago, de 18 de outubro de 1969, observou: “Sua norma de crença, além disso, exige total não-envolvimento na sociedade política na qual moram.” As testemunhas de Jeová, por obedecerem a Deus como governante, não fazem parte deste mundo.

      20. Que mensagem precisa ser salientada pelos que obedecem a Deus como governante?

      20 Outro sinal de identificação seria o cumprimento desta profecia básica, dado por Jesus com respeito aos “últimos dias”: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mat. 24:14) Este Reino foi o tema do ensino de Jesus. (Mat. 4:17) Ensinou os seus seguidores a orar: “Venha o teu reino, realize-se a tua vontade, como no céu assim também na terra.” (Mat. 6:10) Trata-se do reino de que falou Daniel, o profeta, séculos antes ao dizer: “Esmiuçará e porá termo a todos estes [outros] reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” (Dan. 2:44) Quem ensina hoje ao povo que a única esperança da humanidade é o reino de Deus? Quem ensina que este governo celestial é o instrumento que Deus usará para acabar com a iniqüidade e para trazer paz e vida eterna à humanidade obediente. Os clérigos quase não o mencionam mais. Mas, durante as mais de nove décadas de sua história moderna, as testemunhas de Jeová têm vigorosamente proclamado o reino de Jeová como única esperança da humanidade, conforme anuncia a capa desta revista.

      21. Usa Jeová os sistemas eclesiásticos da atualidade? Forneça motivo para a sua resposta.

      21 Mesmo já este breve exame de alguns dos frutos que precisam ser produzidos pelos que Deus usa para transmitir a verdade torna evidente que Jeová, por certo, não está usando os sistemas eclesiásticos deste mundo. Estes se encontram em completa confusão e decadência, mas “Deus não é Deus de desordem, mas de paz”. (1 Cor. 14:33) A um número crescente de pessoas sinceras torna-se claro que os clérigos da cristandade não têm a verdade, que Deus não os usa. Antes, torna-se cada vez mais evidente que os clérigos são na realidade o equivalente moderno dos líderes religiosos aos quais Jesus declarou: “Vós sois de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai. . . . Se falo a verdade, por que não me acreditais? Quem é de Deus escuta as declarações de Deus. É por isso que não escutais, porque não sois de Deus.” — João 8:44-47.

      22. De que modo adicional podemos saber quem Jeová usa hoje para transmitir a verdade?

      22 Entre outros, há mais um modo para se saber a quem Jeová usa hoje. A profecia bíblica, história escrita com antecedência, procede de Deus. (2 Ped. 1:20, 21) Ele pode prever condições futuras com total exatidão e manter os seus servos informados delas. Jeová é “Aquele que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram”. (Isa. 46:10) Jeová tem dado a conhecer tais coisas aos que lhe obedecem como governante: “O Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas.” (Amós 3:7) Neste século, quem tem estado corretamente informado sobre o futuro: os clérigos, os líderes políticos ou os chefes da economia? Ou têm sido as testemunhas de Jeová? O próximo artigo examinará esta questão.

      [Foto na página 80]

      Durante 1970, as Testemunhas convidaram as pessoas em todo o mundo a ouvirem 1.103.567 discursos bíblicos nos seus Salões do Reino.

      [Foto na página 80]

      As Testemunhas aproveitam toda oportunidade para falar das verdades bíblicas, assim como esta faz com o carteiro. Oferecem publicações em 165 idiomas.

      [Foto na página 81]

      Em 1970, as testemunhas de Jeová dirigiram 1.146.378 estudos bíblicos, domiciliares, regulares, com pessoas de todas as nacionalidades.

      [Foto na página 81]

      Em 206 terras em volta do mundo, as testemunhas cristãs de Jeová ensinam as pessoas as verdades da Palavra de Deus, a Bíblia.

  • Divulgação das verdades proféticas de Deus
    A Sentinela — 1972 | 1.° de fevereiro
    • Divulgação das verdades proféticas de Deus

      1. Que informações vitais provê Jeová aos seus servos? Por quê?

      JEOVÁ DEUS sabe a verdade sobre o futuro. Ele diz: “Seguramente, assim como tencionei, assim terá de acontecer; e assim como aconselhei, deste modo se efetuará.” (Isa. 14:24) Jeová esclarece os que lhe obedecem como governante com informações vitais sobre acontecimentos futuros: “Estou contando coisas novas. Antes de começarem a surgir, faço que as ouçais.” (Isa. 42:9) Estas coisas novas são reveladas progressivamente: “A vereda dos justos é como a luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido.” (Pro. 4:18) Este conhecimento sobre o futuro fortalece a fé dos servos de Deus. Jesus disse: ‘Eu vos tenho dito isso antes que ocorra, a fim de que, quando ocorrer, acrediteis.” (João 14:29) Também, Jeová quer que seus servos saibam estas verdades proféticas para que possam transmiti-las a outros, dando também a estes a oportunidade de ter vida eterna. — João 17:3.

      2. Quem deve ter as verdades proféticas de Deus?

      2 Já examinamos alguns dos principais sinais de identificação, ou frutos, que os que conhecem a verdade sobre Deus precisam ter. Vimos que as testemunhas de Jeová têm estes sinais de identificação. Por isso é de se esperar que tenham as verdades proféticas de Deus. É isso corroborado pela evidência? Vejamos o que as testemunhas de Jeová têm dito durante os anos e o comparemos com o que disseram os líderes políticos, religiosos e comerciais deste sistema de coisas. Quem falou a verdade? Quem merece hoje nossa confiança quanto a falar de acontecimentos do futuro muito próximo?

      3. Que conceito sobre as condições mundiais foi adotado amplamente antes da Primeira Guerra Mundial?

      3 No livro 1914 (em inglês), James Cameron descreve o conceito que prevalecia antes da Primeira Guerra Mundial em 1914 E. C. Ele diz: “Nunca antes havia a Europa apresentado um aspecto tão próspero e animado; . . . tratava-se duma era esclarecida . . . Não era apenas o futuro que estava cheio de promessas; o próprio presente merecia congratulações, e caso interviesse um momento de incerteza, havia o registro que todos podiam examinar — veja o automóvel, veja o telégrafo de Marconi, veja a máquina voadora . . . A guerra quase não estava nem mesmo em cogitação, . . . A Europa Ocidental não conhecera a guerra por quase duas gerações.” Os elementos políticos, religiosos e comerciais deste mundo adotavam amplamente tal conceito.

      4, 5. Que conceito adotavam as testemunhas de Jeová?

      4 No entanto, as testemunhas de Jeová mantinham um conceito completamente contrário! No número inglês de julho de 1879 de sua publicação oficial, A Sentinela (naquele tempo conhecida como A Torre de Vigia de Sião), informou os seus leitores: “Deus ensina em muitos Textos que sobrevirá às nações um tempo de grande tribulação.” No número de outubro daquele mesmo ano, A Sentinela dizia: “Coisas ‘grandes e terríveis’ sobrevirão ao mundo — transtornando todos os governos, a lei e a ordem — arruinando completamente a sociedade” humana. Falava de um “tempo de tribulação tal como nunca houve desde que há nação”. Em todos os anos que se seguiram, as testemunhas de Jeová (então conhecidas como “Estudantes da Bíblia”) pregaram constantemente esta mensagem, que o mundo se encaminhava para a pior tribulação de todas. Traziam à atenção a Palavra profética de Deus em Daniel 12:1, que fala de “um tempo de aflição tal como nunca se fez ocorrer, desde que veio a haver nação até esse tempo”. Observavam a profecia de Jesus, de que “então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. — Mat. 24:21.

      5 As testemunhas de Jeová, à base da cronologia bíblica, já em 1877 apontavam para o ano de 1914 como sendo de grande significado. A Sentinela (em inglês) de março de 1880 dizia: “‘Os Tempos dos Gentios’ se estendem até 1914, e o reino celestial [de Deus] não dominará plenamente até então.” Embora ainda não tivessem certeza de quais seriam exatamente os pormenores, durante as quase quatro décadas antes de 1914 proclamavam o aviso de que o futuro deste atual sistema não era de paz, segurança e prosperidade para a humanidade, mas que em 1914 o mundo entraria no tempo da maior tribulação de todas. Em 1897, o livro A Batalha do Armagedom (em inglês; primeiro intitulado “O Dia da Vingança”), publicado pelas testemunhas de Jeová, dizia que esta tribulação seria “mais generalizada e ampla, e mais destrutiva, conforme sugere expressivamente a máquina da guerra moderna. Em vez de se restringir a uma só nação ou província, seu alcance será o de todo mundo, especialmente o mundo civilizado, a cristandade”.

      6. O conceito de quem mostrou ser veraz, em vista dos acontecimentos que começaram em 1914?

      6 Veio então o ano momentoso de 1914 e com ele a Primeira Guerra Mundial, o transtorno mais amplo da história até aquele tempo. Trouxe consigo matança, fome, pestilência e quedas de governos, sem precedentes. O mundo não esperava eventos tão horríveis como ocorreram. Mas as testemunhas de Jeová esperavam tais coisas, e outros reconheceram que as esperavam. Em 30 de agosto de 1914, o jornal World, de Nova Iorque, dizia: “O horrível irrompimento da guerra na Europa tem cumprido uma profecia extraordinária. No último quarto de século, por meio de pregadores e pela imprensa, os ‘Estudantes Internacionais da Bíblia’ . . . têm proclamado ao mundo que o Dia da Ira profetizado na Bíblia amanheceria em 1914. ‘Olhem bem para 1914!’ tem sido o brado dos . . . evangelistas.”

      7. Como sabem as testemunhas de Jeová estas coisas?

      7 Como podiam as testemunhas de Jeová saber com tanta antecedência o que nem os próprios líderes do mundo sabiam? Apenas por meio do espírito santo de Deus, que lhes dava a conhecer tais verdades proféticas. É verdade que alguns afirmam hoje que tais acontecimentos não eram tão difíceis de predizer, visto que a humanidade por muito tempo tem conhecido diversas tribulações. Mas, se aqueles acontecimentos não eram tão difíceis de predizer, por que não o fizeram todos os políticos, líderes religiosos e peritos de economia? Por que diziam ao povo o contrário? E por que perseguiam as testemunhas de Jeová por falarem de coisas que mais tarde se mostraram verazes?

      PREGAÇÃO DA VERDADE APÓS A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

      8. Que conceito sobre o futuro prevalecia depois da Primeira Guerra Mundial?

      8 A Primeira Guerra Mundial acabou em 1918. E daí? Mais uma vez, os elementos de destaque desse mundo começaram a predizer um futuro de paz, segurança e prosperidade. No Saturday Review de 9 de novembro de 1968, o professor de história Henry Steele Commager, observando que a Primeira Guerra Mundial fora travada para “tornar o mundo seguro para a democracia”, declarou: “Por certo, o mundo tinha o direito de exultar quando finalmente chegou ao término esta maior e mais terrível das guerras. O militarismo havia sido esmagado, a agressão frustrada, a tirania acabada, a injustiça corrigida, a democracia vindicada e a paz assegurada; pois agora, depois de séculos de anseio e esforço, homens de boa vontade tinham estabelecido uma liga para preservar a paz. Não haveria mais guerras, nem haveria mais tirania — a humanidade havia por fim navegado para os portos seguros da paz.” Quando se estabeleceu a Liga das Nações, alguns dos clérigos da cristandade até mesmo a aclamaram como ‘expressão política do reino de Deus na terra’.

      9, 10. Qual era a mensagem das testemunhas de Jeová depois da Primeira Guerra Mundial?

      9 No entanto, o que diziam as testemunhas de Jeová? De novo, exatamente o contrário! O número inglês de 19 de março de 1919 da Sentinela declarava: “O alívio duradouro para a humanidade sofredora não virá nem por meio do soerguimento humano, nem pelo socialismo, nem pela regulamentação governamental, nem por meio de qualquer liga de nações, não importa quão desejável seja tal arranjo, mas apenas por meio do poder do Cristo, Jesus e sua igreja, introduzindo ordem no caos pelo estabelecimento do reino universal de paz e justiça. . . . Ao passo que os homens, por meio das experiências aflitivas agora na terra, passarem a dar-se conta da futilidade da felicidade duradoura no meio do egoísmo e da depravação humanos, aumentará o número dos que anseiam acolher de volta o Rei. Chegarão a reconhecer que a erradicação do egoísmo de cima da terra é um trabalho para o grande Médico celestial, muito além do poder do homem mortal imperfeito.”

      10 A partir de 1919, as testemunhas de Jeová começaram a campanha de pregação mais ampla da história do mundo. Advertiram que este sistema iníquo de coisas havia entrado nos seus “últimos dias”. Pregaram com força e números crescentes que as condições do mundo continuariam a piorar até que Deus eliminasse da existência todo o sistema iníquo de coisas, substituindo todos os governos do homem por um único governo de Deus, seu reino celestial sob Cristo. (Dan. 2:44) Salientaram o ensino bíblico de que o reino de Deus é a única esperança segura do homem para ter paz duradoura e vida eterna. — Mat. 6:10.

      11, 12. Quem foi provado como dizendo a verdade?

      11 Agora que já se passou mais de meio século desde a Primeira Guerra Mundial, quem é que mostrou falar a verdade? Estavam corretas as predições dos elementos políticos, religiosos e comerciais? Não, não estavam. O Professor Commager mostra o que aconteceu realmente, dizendo: “Cinqüenta anos depois do armistício que devia tornar o mundo seguro para a democracia, os homens ‘que podiam controlar o próprio grande globo’ são incapazes de se controlar a si mesmos. . . . Raras vezes na história foram esperanças tão elevadas abatidas tanto . . . Mil novecentos e dezoito não introduziu o milênio, introduziu meio século de conflito — turbulência, guerra, revolução, desolação e ruína, numa escala jamais vista antes ou sequer imaginada . . . A era que devia presenciar o fim da guerra, introduziu em vez disso a mais terrível das guerras, que chegou ao clímax na mais terrível das armas; a era que devia presenciar o triunfo da democracia, presenciou em vez disso o triunfo da tirania . . . Como podemos explicar esta longa série de disparates e tragédias quase sem paralelo na história?”

      12 Não podiam explicar isso. Mas as testemunhas de Jeová o explicaram verazmente — antes de acontecer, enquanto acontecia e depois de acontecer. Não, não pela sua própria inteligência, mas por terem sido avisadas de antemão pela Palavra de verdade de Deus e orientadas pelo Seu espírito santo puderam dizer aos que buscavam a verdade para onde se encaminhava este mundo. Em 1925 E. C., tornaram conhecido que, depois de começarem os “últimos dias” em 1914, haveria grande tribulação, porque, após uma guerra no céu, foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada . . . Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo”. — Rev. 12:9-12.

      A VERDADE SOBRE O MATERIALISMO

      13. Que perspectivas contrastantes se consideravam quanto ao materialismo?

      13 Já por quase um século, as testemunhas de Jeová têm advertido os que procuram obedecer a Deus como governante para que não pusessem sua confiança na riqueza material, mas que se contentassem com as necessidades da vida, pois é isto o que a Bíblia diz. (Mat. 6:11, 33, 34) Salientaram repetidas vezes o ensino bíblico de que a riqueza financeira não é realmente satisfatória, nem segura, e que ela deixaria de existir junto com este sistema de coisas. Todavia, durante todo este tempo, os peritos em economia do mundo promoviam um plano após outro, prometendo segurança financeira.

      14. O que tem acontecido realmente?

      14 Com que resultado? Em 1929 começou a pior depressão econômica da história. E só houve certa medida de alívio quando as nações começaram a fazer empréstimos e gastos para financiar a Segunda Guerra Mundial. Qual tem sido a situação econômica desde a Segunda Guerra Mundial? É verdade que tem havido um aparente aumento na prosperidade material em diversos países, mas grande parte dela tem sido o resultado de financiamento deficitário, contraindo-se dívidas para se comprar coisas. Quão genuína e segura é tal prosperidade? A publicação intitulada O Espantoso Dólar em Ação, publicada em inglês em 1969, declara: “Nunca, nos últimos 18 anos, foram os donos inocentes do meio circulante sujeitos a perdas tão gigantescas do valor monetário como durante os últimos doze meses. . . . Não há um único caso na história dos últimos 50 anos em que obrigações do governo ou de outro tipo tenham sido resgatadas pelo valor de compra, pelo qual o comprador os adquiriu. E todos os juros pagos por caixas econômicas e bancos comerciais, bem como a maioria dos dividendos, foram anulados durante os últimos 28 anos pelos impostos e pela perda do poder aquisitivo.” Durante apenas uma das muitas recentes perturbações econômicas, o Times de Nova Iorque, de 24 de novembro de 1968 noticiou: “O mundo ocidental se debateu na semana passada numa crise monetária que abalou as suposições financeiras e políticas básicas do período do pós-guerra. . . . no último ano houve uma série de quase-catástrofes no que se destinava a ser um sistema que assegurasse estabilidade. . . . Foi uma semana de pesadelos para os peritos financeiros do mundo.”

      15. Mostrará o futuro ser melhor para o materialismo deste mundo e seus apoiadores?

      15 Nenhuma destas dificuldades econômicas surpreendeu os que eram obedientes a Deus como governante. Eles esperavam tais coisas. E acreditavam que viria o pior colapso econômico que jamais houve, baseados no princípio expresso neste texto: “A própria prata deles lançarão nas ruas e o próprio ouro deles tornar-se-á uma coisa abominável. Nem a sua prata nem o seu ouro poderá livrá-los no dia da fúria de Jeová.” (Eze. 7:19) Acontecerá assim como diz a Palavra de Deus: “Quem confia nas suas riquezas — ele mesmo cairá; mas os justos florescerão como a folhagem.” — Pro. 11:28.

      A VERDADE SOBRE A CIÊNCIA

      16. Como corroboraram os eventos o conceito dos servos de Jeová sobre a ciência?

      16 Durante este século, a ciência tem sido aclamada como salvador. Afirmou-se que ela forneceria a tecnologia para sujeitar a terra e para prover abundância e conforto para todos. Entretanto, as testemunhas de Jeová advertiram que, apesar das boas intenções e de alguns benefícios, a ciência era uma esperança falsa, porque não podia solucionar os problemas da humanidade. Aconteceu assim? O Professor Commager declara: “No fim de uma geração de progresso sem paralelo na ciência e na tecnologia, a humanidade verificou que a fome se acha mais difundida, a violência mais implacável e a vida mais insegura do que em qualquer tempo do século. Tampouco se restringia este desapontamento aos povos subdesenvolvidos do globo: Até mesmo na América, que se gaba de recursos quase ilimitados e da tecnologia mais avançada, a pobreza era conhecida de milhões de famílias, tanto brancas como negras; as cidades entravam em decadência, a zona rural estava espoliada, o ar e os rios poluídos; a violação da lei, de modo oficial e particular, era contagioso; e a guerra e a ameaça de guerra enchiam a mente dos homens de ódio e de medo.” E agora, outros começam a reconhecer a veracidade do que as testemunhas de Jeová têm dito, pois U. S. News & World Report, de 9 de fevereiro de 1970, observou: “Os cientistas, depois de colherem a admiração pelos avanços na tecnologia, que conseguiram nas recentes décadas, agora se estão defendendo contra insultos. São cada vez mais as pessoas que parecem achar que a pesquisa científica está criando mais problemas do que está solucionando. . . . A crítica . . . atingiu o ponto em que muitos dos principais cientistas da nação estão profundamente preocupados.”

      17, 18. Pôde a medicina mudar as verdades contidas na Bíblia quanto à doença e a morte?

      17 Que dizer das realizações no campo da medicina? Muitos afirmavam que ela forneceria as respostas à condição doentia e moribunda do homem. Em evidência disso, salientam orgulhosamente que a duração da vida do homem foi grandemente aumentada nos últimos tempos. Foi mesmo? Scientific American, de março de 1968, dizia: “A impressão comum de que a medicina moderna prolongou a duração da vida humana não é apoiada nem pelas estatísticas demográficas nem pela evidência biológica. Por certo, os progressos do Século 20 no controle de doenças infecciosas e de certas causas de morte melhoraram a longevidade da população humana como um todo. Tais consecuções na medicina e na saúde pública, porém, estenderam meramente a duração da vida em média por permitirem que mais pessoas alcançassem o limite máximo que, para a grande maioria da humanidade, ainda parece ser aproximadamente as quatro vintenas bíblicas de anos. . . . O envelhecimento de tais populações celulares normais se deve aparentemente a um processo intrínseco, não a uma deficiência nas condições de crescimento.”

      18 Embora os homens mereçam ser elogiados pelos esforços sinceros que fazem para ajudar os doentes e moribundos, a verdade é que nada mudou: o homem ainda adoece e morre. E a duração da sua vida é ainda aproximadamente a mesma como era quando a Palavra de Deus declarou, há séculos atrás: “Os dias dos nossos anos são em si mesmo setenta anos; e se por motivo de potência especial são oitenta anos, mesmo assim a sua insistência é em desgraça e em coisas prejudiciais; pois tem de passar depressa, e lá saímos voando.” (Sal. 90:10) O homem, pelos seus próprios esforços, não pode vencer a doença e a morte. Ainda é verdade que “por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens”. (Rom. 5:12) Não os homens, mas sim Deus causará a cura permanente do corpo e da mente por intermédio do seu reino sob Cristo. — Rev. 21:3, 4.

      A SITUAÇÃO RELIGIOSA

      19, 20. O que têm os servos de Jeová aguardado quanto às religiões deste mundo?

      19 Qual tem sido a realidade da situação religiosa do mundo, especialmente aquela da cristandade? A Sentinela (em inglês) de novembro de 1879 dizia: “Toda igreja que afirma ser virgem casta desposada com Cristo, mas que na realidade está unida ao mundo e é apoiada por ele . . . temos de condenar como sendo, em linguagem bíblica, uma igreja meretrícia. . . . Sim, acreditamos que a igreja nominal de hoje seja a Babilônia do nosso texto, que está caindo. . . . A queda que esperamos não será instantânea; terá início e aumentará em ímpeto durante a queda até que seja despedaçada.” Embora naquele tempo não fosse claro como se daria isso, os servos de Jeová, avisados de antemão pelas verdades proféticas de Deus a respeito da religião falsa, diziam aos seus ouvintes que deviam sair das religiões deste mundo, porque estas religiões não serviam a Deus e receberiam o seu julgamento adverso.

      20 Os sistemas eclesiásticos não acreditavam nisso e instigavam repetida perseguição das testemunhas de Jeová. De fato, na década de 1950, pareciam passar por uma reanimação do interesse religioso. Depois, os líderes religiosos aclamaram o Concílio do Vaticano, na década de 1960, como um grande passo para a frente na unificação e no fortalecimento das igrejas. Mas durante todo este tempo, as testemunhas de Jeová continuavam a dar o aviso, de que estas religiões mundanas deixariam de existir, e isso muito em breve.

      21. Qual é a verdade sobre a religião falsa hoje em dia?

      21 A evidência está agora bem clara de que as testemunhas de Jeová estavam dizendo a verdade. Tiveram realmente, todo o tempo, a orientação do espírito santo de Deus. Agora, todas as autoridades admitem que as religiões deste mundo estão em grandes dificuldades. Estão sendo abandonadas por crescentes números de pessoas e clérigos, baixando assim o apoio financeiro que recebem. Conforme observou o Times de Nova Iorque, de 25 de março de 1969: “A religião institucional está acabando, disse hoje um perito alemão em sociologia de religião.” Esta fermentação na religião induziu um editorial do Post de Nova Iorque, de 14 de março de 1969, a dizer: “O setor em que a velha ordem parece desenrolar-se diante de nós com a velocidade da luz é a religião. . . . Ninguém se atreve a dizer até onde irá esta revolução religiosa.” As testemunhas de Jeová o tem dito — com força cada vez maior e já por mais de noventa anos!

      ENCARAR O FUTURO COM CONFIANÇA

      22, 23. (a) Por que não compartilham hoje os servos de Jeová da angústia das nações? (b) O que continuarão a fazer os que conhecem as verdades proféticas de Deus?

      22 De modo que em todos os campos do empenho humano há indícios inconfundíveis de deterioração. As nações se encontram na situação exata que Jesus predisse quando falou dos nossos dias: “E na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer por causa do rugido do mar e da sua agitação, os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” (Luc. 21:25, 26) Mas esta angústia de coração não é compartilhada pelos servos de Jeová, pois Jesus disse também: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantei as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” — Luc. 21:28.

      23 A esperança dos que divulgaram tais verdades proféticas da parte de Deus torna-se cada vez mais luminosa, ao passo que as condições existentes no velho sistema de coisas pioram. Por que se dá isso? Porque estes servos de Deus sabem que tudo isso significa que “o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (1 João 2:17) Aguardam com crescente fé e confiança um futuro maravilhoso na nova ordem de Deus, após o fim deste sistema iníquo, fortalecidos pelo conhecimento de que as verdades proféticas de Deus que defendem se estão cumprindo e continuarão a cumprir-se. Nunca abandonarão as preciosas verdades proféticas de Deus em troca das promessas vãs daqueles que promovem o presente sistema de coisas. Acatam o conselho do apóstolo Paulo: “Que venhais a ser inculpes e inocentes, filhos de Deus sem mácula no meio duma geração pervertida e deturpada, entre a qual estais brilhando como iluminadores do mundo, mantendo-vos firmemente agarrados à palavra da vida.” — Fil. 2:15, 16.

      24. Em vista do tempo, qual é a coisa mais satisfatória que se pode fazer?

      24 Há muitas pessoas sinceras que ainda não sabem a verdade sobre Deus e seus propósitos. Estão aflitas por causa do que vêem acontecer no mundo, mas não sabem para onde se virar. Estas também precisam da verdade procedente de Deus. Mas a hora já é bem avançada para este sistema moribundo. Reconheça a urgência dos tempos e tome o tempo, sim, arrume tempo para divulgar a verdade a outros. Não há nada que possa fazer neste tempo da história humana que poderia ser mais satisfatório. Por quê? Porque a Palavra de Deus promete: “Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino. Permanece nestas coisas, pois, por fazeres isso, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te escutam.” — 1 Tim. 4:16.

  • Minha carreira de proclamar o Reino de Deus
    A Sentinela — 1972 | 1.° de fevereiro
    • Minha carreira de proclamar o Reino de Deus

      Conforme narrado por Neal L. Callaway

      MEU DESEJO de fazer da proclamação do reino de Deus uma carreira ofereceu-me uma maravilhosa escolha. Certo dia, o carteiro me trouxe um grande envelope; este continha a petição para servir na sede da Sociedade Torre de Vigia, em Brooklyn, Nova Iorque. Quão feliz me senti ao recebê-la. Daí, antes de ter tido tempo para preenchê-la, recebi outra petição; esta era para a escola missionária de Gilead da Sociedade. Confrontei-me assim como uma grande decisão.

      Foi realmente uma decisão difícil, visto

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