-
PalestinaAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
o Trópico e o Ártico. O monte Hermom se apresenta geralmente recoberto de neve o ano todo, ao passo que, descendo-se até o mar Morto, o termômetro às vezes registra 49°C. A brisa do mar, vinda do Mediterrâneo, modera a temperatura ao longo da cordilheira central. Em resultado disso, raramente a temperatura sobe mais de 32,2° ou 33°C em Jerusalém, e raramente se atinge a 0°C ali. Sua temperatura média de janeiro se situa por volta de 9,4°C. A queda de neve naquela parte do país não é algo comum. — Compare com 2 Samuel 23:20.
A precipitação pluvial neste país de contrastes também varia grandemente. Ao longo da costa, a precipitação anual é de c. 380 mm, mas, nas maiores altitudes do monte Carmelo, na cordilheira central e nos altiplanos a E do Jordão, o índice de chuva é quase o dobro. Por outro lado, condições desérticas prevalecem no Negebe, no baixo vale do Jordão e na área do mar Morto, com um índice anual de 50 a 100 mm de chuva. A maior parte da chuva caí nos meses hibernais de dezembro, janeiro e fevereiro; apenas 6 ou 7 por cento nos meses do verão setentrional, de junho a outubro. A leve chuva “temporã” ou outonal, em outubro e novembro, permite que se are o solo (endurecido pelo calor do verão), em preparação para a semeadura dos cereais plantados no outono setentrional. A chuva “serôdia” ou primaveril chega em março e abril. — Deut. 11:14; Joel 2:23; Zac. 10:1; Tia. 5:7.
Uma das grandes vantagens da Palestina é a abundância de orvalho, especialmente no decorrer dos meses de verão, de estio, pois, sem o denso orvalho, muitos dos vinhedos e pastagens sofreriam grandemente. (Ageu 1:10; Zac. 8:12) As brisas carregadas de umidade que sopram do Mediterrâneo e descem do monte Hermom são responsáveis por grande parte do orvalho na Palestina. (Sal. 133:3) Em certas áreas, o orvalho noturno é tão copioso que a vegetação consegue recuperar suficiente umidade para compensar as perdas sofridas durante o calor do dia. (Compare com Jó 29:19.) De especial importância é o orvalho no Negebe e nos altiplanos de Gileade, onde é mínima a precipitação pluvial.
RECURSOS OBTIDOS DO SOLO
Além de resultar ser uma terra bem-regada, capaz de produzir uma abundância de alimentos, as montanhas da Palestina continham úteis minérios de ferro e de cobre. (Deut. 8:9) O ouro, a prata, o estanho e o chumbo tinham de ser importados, mas havia grandes depósitos de sal, e, no vale do Jordão, havia depósitos de argila para as indústrias de tijolos, de cerâmica e de fundição. (1 Reis 7:46) Excelentes pedras calcárias para o comércio de construção eram exploradas de pedreiras, e havia derrames de basalto negro, apreciado por sua dureza e excelente granulação.
-
-
Palha (Pragana)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PALHA (PRAGANA)
A fina camada protetora ou casca que cobre os grãos de cereais, tais como a cevada e o trigo. Embora sejam figuradas as referências bíblicas à palha, refletem as práticas de debulha que eram comuns nos tempos antigos. Após a colheita, esta membrana não-comestível que cobria o valioso grão era inútil, e, por isso, era um símbolo apropriado de algo leve, imprestável e indesejável, algo a ser separado do que é bom, e a ser eliminado.
Primeiro, a debulha fazia com que o grão se soltasse da palha. Daí, pelo joeiramento, a palha leve era levada embora, pelo vento, como se fosse pó. Isto bem ilustra como Jeová Deus tanto remove os apóstatas de entre Seu povo como se livra de pessoas iníquas e de nações opositoras. (Jó 21:18; Sal. 1:4; 35:5; Isa. 17:13; 29:5; 41:15; Osé. 13:3) O reino de Deus esmagará seus inimigos em partículas tão diminutas que elas serão facilmente levadas embora como a pragana. — Dan. 2:35.
A imprestável palha era amiúde ajuntada e queimada, para impedir-se que fosse trazida de novo pelo vento e contaminasse as pilhas de cereal. Similarmente, João, o Batizador, predisse a vindoura destruição ardente dos falsos carolas religiosos iníquos — o DebuIhador, Jesus Cristo, juntará o trigo, “mas a palha ele queimará em fogo inextinguível”. — Mat. 3:7-12; Luc. 3:17.
-
-
Palmeira (Tamareira)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PALMEIRA (TAMAREIRA)
[Heb., tamár; gr., phoinix]. A tamareira (Phoenix dactylifera), embora seja uma palmeira só encontrada agora em certas áreas, era outrora abundante na Palestina, e, pelo que parece, era tão característica daquela terra, assim como era, e ainda é, do vale do Nilo, no Egito. A safra anual de tâmaras cresce em imensos cachos pendentes, cada um pesando de 14 a 23 kg, sendo colhida de junho a setembro.
As palmeiras estão ligadas a oásis, e constituem uma vista muito bem-recebida pelos viajantes do deserto, assim como foram as setenta palmeiras que cresciam ao lado das doze fontes de água de Elim, a segunda parada dos israelitas em marcha, depois de atravessarem o mar Vermelho. (Êxo. 15:27; Núm. 33:9) A longa raiz principal da palmeira a habilita a alcançar fontes de águas profundas, não disponíveis a muitas outras plantas, e, assim, a vicejar no meio de condições desérticas.
Nos tempos bíblicos, as palmeiras floresciam na costa do mar da Galiléia [Josefo, Wars of the Jews (Guerras Judaicas), Livro III, cap. X, par. 8], ao longo das partes mais baixas do quente vale do Jordão, e eram especialmente abundantes ao redor de En-Gedi [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), de Josefo, Livro IX, cap. I, par. 21], e de Jericó, chamada de “cidade das palmeiras”. (Deut. 34:3; Juí. 1:16; 3:13; 2 Crô. 28:15) Também cresciam nos altiplanos, como é o caso da “palmeira de Débora”, na região montanhosa de Efraim. (Juí. 4:5) Que elas cresciam ao redor de Jerusalém é evidente do emprego de suas frondes na Festividade das Barracas. (Lev. 23:40; Nee. 8:15), e também na ocasião da entrada de Jesus na cidade. (João 12:12, 13) Tamar, uma das cidades de Salomão, foi assim chamada devido à tamareira. (1 Reis 9:17, 18) A região de Tiro e de Sídon também recebeu, mais tarde, o nome de “Fenícia” (terra das palmeiras), do grego phoínix (Atos 11:19; 15:3), assim como, possivelmente, a cidade de Fênix, na ilha de Creta. — Atos 27:12.
A alta e majestosa palmeira, com tronco uniforme que se ergue reto por c. 24 m, ou mais, encimado por uma plumagem de longas frondes (não ramos) pinadas, apresenta graciosa silhueta, de beleza ímpar. As jovens hebréias devem ter-se orgulhado de receber o nome de Tamar, como se deu com a nora de Judá (Gên. 38:6), com a irmã de Absalão (2 Sam. 13:1), e também com sua filha, descrita como “mulher de aparência muitíssimo bela”. (2 Sam. 14:27) A estatura da jovem sulamita foi assemelhada à de uma palmeira, e os seios dela a cachos de tâmaras. (Cân. 7:7, 8) A disposição espiral de suas fibras lenhosas também a torna uma árvore de flexibilidade e força incomuns.
Figuras esculpidas da palmeira, com seu formato ereto, sua beleza e sua frutificação, constituíam decoração apropriada para as paredes internas e as portas do templo de Salomão (1 Reis 6:29, 32, 35; 2 Crô. 3:5), também para as laterais dos carrocins usados no serviço do templo (1 Reis 7:36, 37); sendo que Ezequiel viu palmeiras adornando as pilastras laterais dos portões do templo visionário, bem como das paredes internas e das portas do templo. (Eze. 40:16-37; 41:15-26) Sendo ereta e elevada, bem como frutífera, a palmeira era também um símbolo apropriado do “justo”, ‘plantado nos pátios de Jeová’. — Sal. 92:12, 13.
O emprego de frondes de palmeira pela multidão de pessoas que saudaram Jesus como o “rei de Israel” (João 12:12, 13) servia, evidentemente, para simbolizar o louvor, bem como a submissão delas, à posição régia de Jesus. A “grande multidão” de Revelação 7: 9 é, semelhantemente, representada como tendo frondes de palmeira nas mãos, atribuindo a salvação a Deus e ao Cordeiro. — Rev. 7:10.
-
-
PalmoAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PALMO
Uma medida linear que corresponde, aproximadamente, à distância entre a extremidade do polegar e a ponta do dedo mínimo quando se estende por completo a mão. (Êxo. 28:16; 39:9; 1 Sam. 17:4; Eze. 43:13) Dois palmos são iguais a um côvado; e três larguras da mão equivalem a um palmo. Há evidência de que o côvado empregado comumente pelos israelitas tinha c. 44, 5 cm de comprimento. (Veja CÔVADO.) Assim sendo, o palmo teria 22, 25 cm de comprimento.
Quando ressaltava a grandeza de Jeová, o profeta Isaías perguntou: “Quem mediu . . . as proporções dos próprios céus com o mero palmo?” — Isa. 40:12.
-
-
PandeiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PANDEIRO
[Heb. , toph]. Instrumento de percussão empregado já desde os tempos patriarcais. A palavra hebraica também tem sido traduzida como “tamboril” (Al; ALA), “tamborim” (BJ; CBC) e “tambores” (IBB; PIB). (Gên. 31:27) Todas estas descrições referem-se essencialmente ao mesmo instrumento — pequeno tamborim de mão, feito de pele animal ou de pergaminho, esticado em um ou em ambos os lados de uma armação de madeira ou de metal, tendo provavelmente uns 25 cm de diâmetro. Em vista do seu emprego festivo, alguns modelos podem ter tido pedaços de metal, talvez guizos, presos nas laterais, e é possível que fossem tocados como um tamborim ou pandeiro moderno. Outros tipos provavelmente tinham mais a aparência dum tantã, sendo percutidos com ambas as mãos.
Embora o pandeiro não seja mencionado em conexão com a adoração no templo, era utilizado tanto por homens como por mulheres em louvar a Jeová, e em outras ocasiões festivas, tais como festas e casamentos. (1 Sam. 10:5; 2 Sam. 6:5; Sal. 150:4; Isa. 5:12) As mulheres, em especial, acompanhavam-se de pandeiros no canto e na dança. (Êxo. 15:20; Juí. 11:34; 1 Sam. 18:6) O pandeiro também estava ligado à prospectiva alegria de Israel, quando chegasse a época de sua restauração. — Jer. 31:4.
-
-
PanfíliaAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PANFÍLIA
Pequena província romana situada na costa S da Ásia Menor, visitada por Paulo em sua primeira viagem missionária. (Atos 13:13; 15:38) Embora talvez tenha variado, com o decorrer dos anos, o tamanho dessa província, a Panfília é comumente vista como tendo sido uma faixa ao longo da costa, de c. 120 km de comprimento e até uns 48 km de largura. Limitava-se com a província da Lícia, a O, a Galácia, ao N, e o Reino de Antíoco, a E. (Veja ÁSIA.) Na costa, o clima da Panfília era quente e tropical, ao passo que ia ficando mais moderado à medida que a pessoa passava à altitude maior dos montes Tauro.
Julga-se que os seus habitantes eram uma mistura de uma tribo nativa com os gregos, alguns chegando mesmo a sugerir que Panfília signifique “de toda raça”. Evidentemente havia judeus ou prosélitos naquela área, pois, em Pentecostes de 33 EC, pessoas da Panfília se achavam em Jerusalém e ficaram surpresas de ouvir os discípulos falarem no “próprio idioma” delas. — Atos 2:6, 10.
-
-
PapelAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PAPEL
Veja PAPIRO.
-