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Será que seu emprego é o seu dono?Despertai! — 1971 | 8 de agosto
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corpo e em sua mente lhe dizia a mesma coisa que um estudo durante quinze anos, feito pelo Centro Médico da Universidade de Duke, havia concluído: a satisfação com o trabalho é um dos fatores mais vitais para a vida longa.
Uma semana depois daquele almoço com Earl, Mr. Kinley quietamente entregou seu pedido de demissão.
Dentro de dois meses, trabalhava três a quatro dias por semana como consultor independente, a serviço de firmas menores em seu ramo. Não ganhava tanto quanto antes. Perdera certos valiosos benefícios adicionais, tais como o seguro em grupo. Este era o preço que pagava pelo alívio que sentia da pressão do trabalho. Valeu a pena?
Em sua própria mente, Sim. “Sinto uma felicidade íntima infinitamente superior. Escapei das garras da armadilha empresarial. Agora disponho de tempo para passatempos, para estudo e reflexão, tempo para flexionar minhas próprias faculdades de raciocínio. Agora trabalho para viver. Espero que jamais tenha de novo de viver só para trabalhar.”
Este relato da vida real de um homem de negócios estadunidense suscita-lhe a seguinte pergunta: Será que seu emprego é o seu dono?
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“Os que demoraram muito a fugir”Despertai! — 1971 | 8 de agosto
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“Os que demoraram muito a fugir”
QUANDO o Mt. Vesúvio entrou em erupção, em agosto de 79 E. C., muitos em Pompéia perderam a vida porque demoraram muito a fugir para a segurança. Os arqueólogos, escavando as ruínas desta cidade, encontraram muitos que tentaram prolongar o usufruto do que faziam quando ocorreu o desastre vulcânico. Outros estavam ocupados demais em sua rotina diária da vida. E havia aqueles cujo egoísmo lhes impediu de escapar, por tentarem levar seus bens junto com eles.
A prova arqueológica disto se acha descrita por C. W. Ceram em seu livro Gods, Graves and Scholars (Deuses, Túmulos e Sábios). Escreve ele: “As pás dos escavadores revelaram toda forma de tragédias familiares, cenas de mães, pais e filhos apanhados em absolutos extremos. Descobriram-se mães que ainda seguravam seus filhos nos braços, protegendo-os com o último pedacinho de véu, enquanto ambos ficavam sufocados. Escavaram-se homens e mulheres que haviam juntado seus bens, chegaram até à porta da cidade, e ali tombaram sob a saraivada de pedras, ainda se apegando a seu ouro e suas coisas preciosas. Na soleira duma casa, encontraram-se duas mulheres jovens que haviam hesitado até que já era tarde demais, tencionando retornar à casa e salvar alguns de seus tesouros.
“Encontrou-se corpo após corpo na Porta de Hércules, corpos todos empilhados, e ainda carregados com utensílios domésticos que se tornaram pesados demais para arrastar mais além.” Ceram observa que o primeiro corpo a ser descoberto estava “todo estendido no chão . . . com moedas de ouro e prata que haviam rolado das mãos esqueléticas que, segundo parece, ainda procuravam segurá-las firme.”
Em certa casa, “estavam em progresso ritos fúnebres, quando veio o cataclisma. Ali estavam, os convidados para o enterro, depois de mil e setecentos anos, ainda espalhados pelos seus bancos em torno da mesa que apresentava a festa fúnebre, pranteadores em suas próprias exéquias.
“Num prédio adjacente, diversas crianças foram surpreendidas pela morte enquanto brincavam inocentemente num quarto. Em ainda outra estrutura, encontraram-se trinta e quatro corpos, junto com eles havendo os restos dum cabrito que, devido ao medo, correu porta adentro para encontrar a segurança entre a humanidade. Nem a coragem nem a cabeça fria nem a força bruta ajudaram os que demoraram muito a fugir.”
Assim, também, se dá nestes “últimos dias” do atual sistema de coisas. Muitos, ocupados demais com empreendimentos materialísticos e as “ansiedades da vida”, põem de lado para mais tarde o estudo da Palavra de Deus. Insensatamente, postergam sua fuga deste condenado sistema de coisas. Não seja um deles. — Luc. 21:34-36.
“Escuta! Alguém está dizendo: ‘Clama!’ E um disse: ‘O que devo clamar?’ ‘Toda a carne e erva verde, e toda a sua benevolência é igual à flor do campo. Secou-se a erva verde, murchou a flor; mas, quanto à palavra de nosso Deus, ela durará por tempo indefinido.’” — Isa. 40:6-8.
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