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Qual é a situação atual dos vôos espaciais tripulados?Despertai! — 1972 | 22 de maio
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‘Suprema Consecução’?
Entre os argumentos que a comunidade científica com freqüência usa para tentar justificar o vôo espacial tripulado acha-se o de que o mesmo contribui para o conhecimento da evolução dos corpos celestes, tais como a lua e Marte, bem como para o conhecimento sobre a evolução da vida.
Por exemplo, observe-se o seguinte relatório: “A suprema consecução científica da missão [da Apollo 15], segundo as autoridades da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, talvez venha a ser a descoberta de rochas cristalizadas que se poderiam ter formado por ocasião do nascimento da lua.” — U.S. News & World Report, 16 de agôsto de 1971.
Muitos não concordariam que descobrir algumas rochas seja ‘suprema consecução’ quando isso custa Cr$ 2.670 milhões e tem de ser pago pelos impostos públicos. Pela mesma razão, não ficam particularmente impressionados pelas palavras tais como as do Dr. John Wood do Instituto Smithsonian, quando afirmou: “Quando terminar o programa Apollo, disporemos de um arcabouço muito bom da evolução da lua.”
Os imensos gastos propostos dos impostos numa espaçonave ‘Viking’ não tripulada a ser enviada a Marte, tem objetivo similar. O Diretor do Programa, Walter Jakobowski, afirma: “Um objetivo principal é obter informações sobre a evolução da vida em outro planêta. . . . Quanto a encontrar a vida, estamos realmente tentando determinar em que estágio Marte se acha na evolução.”
Comentando isto, a revista Electronics declara: “Na certa, as autoridades do programa cuidadosamente reduzem o papel da pesquisa viking da vida — passada, presente ou futura — porque temem a sensação de fracasso se não fôr encontrada. Mas, esta é obviamente a parte mais excitante do programa de US$ 800 milhões [Cr$ 4.800 milhões].”
Todavia, o cristão, especialmente, sabe que até um milhão de pousos na lua ou em Marte não revelará evolução alguma da vida. Tanto a vida como as criaturas vivas intrincadamente formadas, provêm do Criador, como ele nos diz claramente em sua Palavra. Gastar dinheiro com um objetivo principal declarado de comprovar o mito da evolução é deveras tolice. O dinheiro poderia ser muito melhor gasto, não para se tentar comprovar uma teoria científica errônea sobre a origem da vida, mas na vida já existente aqui.
O Que Alguns Sugerem
Alguns cientistas, e muitos outros, observam a falta de sabedoria prática nos gastos de uma fortuna no vôo espacial tripulado. Ao passo que não têm objeção a exploração do universo, são a favor de um programa cuidadosamente planejado de tamanho moderado que envolva veículos espaciais não-tripulados.
O Dr. James Van Allen, descobridor dos cinturões de radiação da terra, sugeriu que se devotasse dois terços dos fundos espaciais disponíveis para aplicações práticas diretas do que já se aprendeu. Isto incluiria comunicações e meteorologia bem GOmo para se fazer pesquisas em benefício da pesca e do reflorestamento. Advogou que se gastasse o restante em se explorar o sistema solar.
O Dr. Gold também propôs que apenas veículos não-tripulados fôssem usados para a exploração espacial, inclusive instrumentos de controle remoto. Estes poderiam pousar em outras planêtas, ser controlados da terra, e enviar de volta informações a uma fração dos custos dos vôos tripulados.
A praticabilidade de tais instrumentos já foi demonstrada. Em fins de 1970, os russos enviaram à lua sua Luna 16, não-tripulada, que apanhou amostras do solo e retornou à terra. O custo calculado foi de cerca de uma qüinquagésima parte do de um vôo tripulado.
Dois meses depois, a Luna 17, não-tripulada, da Rússia, colocou um veículo de oito rodas, chamado Lunokhod (utilitário lunar), controlado automaticamente da terra. Rasteja de um lado para o outro por muitos meses, obtendo imagens de televisão e juntando outras informações científicas, e as envia de volta aos cientistas soviéticos na terra.
Resta ver se os que mantêm um conceito mais moderado sobre a viagem espacial prevalecerão. No entanto, uma coisa é certa: os cientistas se verão cada vez mais confrontados com a seguinte verdade bíblica no tocante à viagem espacial tripulada: “Quanto aos céus, os céus pertencem a Jeová, mas a terra ele deu aos filhos dos homens.” — Sal. 115:16.
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Como alguns jesuítas consideram sua igrejaDespertai! — 1972 | 22 de maio
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Como alguns jesuítas consideram sua igreja
O NOME “jesuíta” vem da palavra latina para “Jesus”, jesuíta. Tratava-se originalmente de um apelido de desprezo dado pelos seus críticos aos membros de uma organização fundada pelo soldado católico-romano espanhol, Inácio de Loyola, em 1534.
Sendo primeiro chamada de “Companhia de Jesus”, e agora de “Sociedade de Jesus”, é a maior e mais poderosa ordem religiosa da Igreja Católica Romana. Atualmente, há mais de 34.000 jesuítas no mundo, cerca de 8.000 dos quais residem nos EUA.
Embora não seja organizada especificamente para contra-atacar a Reforma protestante do século 16, os jesuítas provaram ser o instrumento mais eficaz de sua Igreja para fazer exatamente isto. Mas, seus métodos e zelo eram tais que muitos governos, tanto na Europa como nas Américas, os proscreveram. Até o papa, em 1773, foi persuadido a proscrever a ordem deles. A proscrição deveria, supostamente, ser “para sempre”, mas, em 1814, um papa posterior rescindiu a proscrição.
Em 1964, pediu-se aos jesuítas que saíssem do Haiti “a fim de preservar a paz interna e a integridade territorial do país”. Hoje em dia, nos EUA, os jesuítas se acham entre os que assumem a liderança em opor-se ao recrutamento militar. Por exemplo, os irmãos Berrigan cumprem sentenças por destruir registros de recrutamento. São considerados jesuítas em boa posição.
Treinamento Jesuítico
A educação há muito tem sido a carreira favorita dos jesuítas. Cerca de dois terços de seu número nos EUA são educadores de ginásios e universidades católicas, ou treinam-se para sê-lo.
A preparação dum jesuíta costumava levar quinze anos de treinamento depois do ginásio. Mas, atualmente, demora alguns anos a menos, embora os casos individuais difiram. E, no presente, os jesuítas dispõem de 220 faculdades em todo o mundo, entre as quais se acham as famosas Universidades de Georgetown, em Washington, D. C., e a Universidade de Fordham, na cidade de Nova Iorque, EUA.
Em que direção se orienta tal treino? Segundo Fulton J. Sheen, autoridade católica
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