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A estrela do diaDespertai! — 1972 | 8 de agosto
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Protuberâncias Solares e Tempestades Solares
De tempos a tempos, grandes chamas elevam-se do sol; são chamadas de protuberâncias solares. Estes grandes gêiseres ou fontes de fogo ardem e abatem-se de novo, espalhando o fogo em seu caminho. Talvez se elevem a mais de 320.000 quilômetros do próprio sol.
Daí, há aqueles pontos ou borrões escuros na superfície do sol chamados manchas solares. São realmente tempestades de massas rodopiantes de gases eletrificados. Aparentemente, por terem temperatura inferior à do restante da atmosfera solar, as manchas velares se parecem a pontos mortos numa fogueira de carvão.
As manchas velares nos atingem no sentido de que parecem estar associadas a tempestades magnéticas a que nossa terra se acha sujeita de tempos a tempos. Como resultado, há falhas nas transmissões de rádio. Por exemplo, em março de 1970, as Filipinas relataram uma tempestade solar tão intensa que os peritos informaram que abrangia de 60 a 70 por cento duma região próxima ao equador do sol. Causou interrupção das transmissões de rádio nas freqüências mais baixas por mais de uma hora. Outros instrumentos elétricos na terra são também afetados pelas tempestades solares, e a agulha da bússola talvez deixe de apontar para o norte e gire sem direção.
As Plantas Captam a Luz Solar
Mas, de que forma esta grande estrela, girando pelo espaço e a milhões de quilômetros de distância, nos afeta mais pessoalmente? Bem, fornece-nos o alimento que ingerimos e o ar que respiramos. Como assim?
É pelo processo conhecido como fotossíntese. Esta palavra vem de “photos”, significando “luz”, e “synthessis”, ou “colocar junto”. Ocorre quando as plantas verdes usam a energia da luz solar para colocar juntas substâncias de valor nutritivo do bióxido de carbono e da água. Este alimento produzido se acha na forma de carboidratos. Ao mesmo tempo, o oxigênio na água é liberado como gás oxigênio livre. Assim, não só nosso alimento, mas também o oxigênio no ar que respiramos se torna disponível graças à fotossíntese.
Outro fator muitíssimo necessário à vida é o calor, e, como temos visto, nosso sol é bastante quente para nos manter a todos aquecidos. Seus poderes vitalizadores são evidentíssimos na primavera, quando o calor dos raios do sol penetra na terra congelada e desperta as diminutas sementes, trazendo seus pequenos narizes verdes para fora do solo. A quantidade de calor que atinge a massa terrestre tem efeito todo-importante sobre o que pode crescer ali. Nenhuma vegetação importante é possível, por exemplo, em lugares tais como o Ártico, onde a temperatura média do mês mais quente permanece abaixo de 5,6ºC.
O sol não só fornece alimento e ar para nos manter vivos, mas também água potável. O calor oriundo desta fornalha solar retira a água do solo, dos lagos e dos rios em forma de vapor d’água. Este vapor então se condensa na atmosfera superior e forma nuvens. Por fim, esta umidade nas nuvens retorna em forma de chuva, alimentando os rios, regando as plantas e nos dando a água potável de que precisamos. As palavras de Eliú, homem temente a Deus, registradas no livro de Jó, descrevem isso: “Pois ele puxa para cima as gotas de água; filtram como chuva para a sua neblina, de modo que as nuvens pingam, destilam abundantemente sobre a humanidade.” (Jó 36:27, 28) Em alguns lugares, chove mais abundantemente do que em outros, mas a constância deste ciclo ajuda a preservar nossas vidas.
Outros Efeitos e Benefícios
O sol também nos fornece as cores, pois a cor é produzida pelo reflexo do objeto das diferentes cores de luzes no espectro do sol. E não se deve subestimar tampouco seu efeito psicológico. As pessoas que sentem frio ou cansaço, ou que se sentem solitárias, passam a sentir-se melhor num dia quente e ensolarado, não é verdade?
O sol serve de grande relógio para nós, junto com a lua e as estrelas. (Gên. 1:14, 15) O dia solar de vinte e quatro horas é determinado pela rotação da terra em seu eixo. O ano é o tempo que a terra leva para girar em torno do sol. E a altura variável do sol no céu e a duração do tempo em que aparece são, por fim, as causas das mudanças sazonais de clima e da vida natural.
Sim, nosso sol tem um efeito sobrepujante em nossa vida. O Criador forneceu esta grande fonte de energia para nos assegurar que disponhamos de luz e de calor, bem como de ar para respirar. Isto suscita chuvaradas e flores primaveris. E, por meio dele controlamos o tempo e regulamos nossa vida.
Quão vital é o nosso sol para a terra! Sem ele, a terra se perderia no espaço. Sem ele, nossa lua pareceria desaparecer, não mais refletindo a luz do sol. A terra seria virtualmente escura. Tornar-se-ia muito fria, e não haveria humanos vivos na terra para sentir falta dos resplandecentes ocasos.
Mas, o Criador do sol nos assegura de que nossa estrela do dia continuará a brilhar infindavelmente por toda a eternidade, jamais deixando de banhar nossa terra com calor e luz radiante. — Sal. 89:36; 104:5; Gên. 8:22.
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Água do Ártico?Despertai! — 1972 | 8 de agosto
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Água do Ártico?
◆ Quando está com muita sede e gostaria de obter um gole de água refrescante, é provável que não sonharia em ir ao Ártico para obtê-lo. Mas, o que dizer de trazer o Ártico até o leitor? O Professor Tinco van Hylckama, da Universidade Técnica do Texas, relata uma proposta de trazer água do Ártico às cidades sedentas.
Num artigo de 1971, explicou que um iceberg de tamanho médio da Groenlândia contém suficiente água doce para suprir uma cidade de 60.000 pessoas por um ano inteiro, se um destes icebergs pudesse ser rebocado até uma cidade sedenta. No entanto acrescenta: “Os icebergs da Groenlândia têm forma irregular e têm o hábito de andar invertidos às vezes, o que torna um tanto arriscado o reboque.”
Calcula, porém, que um rebocador de tamanho regular poderia levar um iceberg estável, de topo achatado, da Antártida para a Austrália. A viagem talvez levasse seis ou sete meses, ao custo de um e meio milhões de dólares (Cr$ 9 milhões), e com perda da metade do gelo, pelo derretimento. Mesmo assim, relata o professor, poderia haver água potável disponível para suprir 4 milhões de pessoas por um ano. Mesmo com o custo de se construir encanamentos, bombas e outras aparelhagens, “tal água ainda ficaria muito mais barata do que até mesmo a mais eficaz usina de dessalinização agora disponível”.
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