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  • Você quer viver
    A Sentinela — 1981 | 1.° de dezembro
    • Você quer viver

      POR que está respirando agora? Porque quer viver. Vai hoje beber um pouco de água porque quer viver. Vai hoje comer porque quer viver. Pelo mesmo motivo irá dormir à noite, para renovar as energias para a vida amanhã. E quando acordar, irá trabalhar, quer goste do emprego, quer não. Irá para prover as necessidades da vida.

      Mas, dê uma olhada para esta vida atual que está querendo. Veja as divisões raciais que fazem alguns sentir-se superiores e oprimir aqueles que acham inferiores. Veja a injustiça, a violência e até mesmo as guerras que resultam por causa da cor diferente da pele.

      Veja o nacionalismo que separa os povos da terra, as revoluções que dividem as nações e que criam ondas de refugiados, os partidos políticos briguentos, que altercam e lutam, a corrupção que esfola as pessoas e engorda os bolsos de políticos.

      Não desconsidere o papel desempenhado pelas religiões populares. Elas separam as pessoas, metem-se na política, amiúde fomentam guerras e muitas vezes perseguem os verdadeiros adoradores de Jeová Deus. Há tantos “cristãos” e tão pouco cristianismo!

      Não olhe apenas para esses grandes fracassos no cenário do mundo. Olhe para as favelas em cada cidade grande, para a pobreza, a sujeira, as doenças repugnantes, os desesperados moradores apinhados em cortiços escuros, gelando no inverno ou sufocando de calor no verão. Olhe para as ruas cheias de crimes, os bairros de prostituição, o vício das drogas e os hospícios cheios de vítimas lastimáveis.

      Em todo o mundo, os mares de humanidade estão afligidos pelo colapso da moral. Aonde quer que olhar poderá ver o desespero e a angústia escritos em milhões de rostos. Tudo se resume numa grande epidemia mundial chamada tensão. Ela tem sido classificada como Matadora do Século Vinte. Uma reportagem do Wall Street Journal afirmou: “A tensão severa ou prolongada pode tornar o corpo mais vulnerável a doenças, desde irritações da pele e o resfriado, até ataques cardíacos e o câncer.” Uma reportagem no periódico To the Point declarou: “Os males físicos que [a tensão] gera contribuem agora para um vasto número de casos hospitalares e de mortes, cada ano — pelo menos dezenas de milhões.”

      O atual aumento da tensão cumpre uma predição secular. “Na terra”, disse Jesus, haverá “angústia de nações, não sabendo o que fazer”. Ele acrescentou então: “Os homens [ficarão] desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” — Luc. 21:25, 26.

      As duas páginas seguintes trarão à sua atenção em pormenores os aspectos específicos da vida tensa que muitos querem levar por comer, dormir e trabalhar.

  • A vida que está escolhendo
    A Sentinela — 1981 | 1.° de dezembro
    • A vida que está escolhendo

      Esta vida que está querendo levar por satisfazer suas necessidades físicas de alimento e bebida, conforme disse um escritor bíblico da antiguidade, é ‘de bem poucos dias e está cheia de inquietação’. (Jó 14:1, 2) Certas dificuldades desta vida são indicadas a seguir. É tal vida a única escolha? Tem você agora uma escolha melhor, livre dos males desta vida que sustentamos por respirar, comer e beber?

      PRIMEIRO EU

      O credo dos que pensam primeiro em si mesmos, conforme explanado pelos filósofos do egotismo, é: “Cuidar de si mesmo.” “Você tem o direito de julgar seu próprio comportamento.” “Acabe com o sentimento de culpa.” A idolatria atual é egolatria, diz a Palavra de Deus: “O deus deles é o desejo dos seus próprios corpos.” Também, “a cobiça é uma espécie de idolatria”.(Fil. 3:19; Col. 3:5, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Esta nova religião do Eu foi predita para os nossos tempos: “Os homens serão amantes de si mesmos.” (2 Tim. 3:1, 2) O amor a si mesmo elimina o amor ao próximo.

      DECADÊNCIA FAMILIAR

      O casamento está sendo rebaixado, os divórcios aumentam vertiginosamente e as crianças sofrem, ao passo que o egotismo floresce. “A filosofia do ‘eu’ contribui para o alto índice de divórcios.” (Dr. Robert Taylor) O genitor ou a genitora moderna “dá agora prioridade ao seu próprio direito de auto-realização”. (Newsweek) O círculo familiar sofre. Esta Geração do Eu não faz caso das lições da história, de modo que está condenada a repeti-la. “Civilizações inteiras sobreviveram ou desapareceram, dependendo de se a vida familiar era forte ou fraca.” — The World Book Encyclopedia, 1978.

      CRIME

      Jesus predisse o “aumento do que é contra a lei”. (Mat. 24:12) Nossa geração está mostrando que ele tinha razão. Em 1979, nos Estados Unidos, “os homicídios aumentaram em 10 por cento, as agressões, em 10 por cento, os estupros, em 13 por cento e os assaltos, em 12 por cento. Durante os primeiros seis meses de 1980, os delitos graves aumentaram em 10 por cento.” (U.S. News & World Report) A história é a mesma em outras nações. Muitos comerciantes são honestos; muitos outros defraudam, manipulam, sonegam impostos e enganam os fregueses. E muitos furtam dos comerciantes. “O escroque mais engenhoso e bem-sucedido dos Estados Unidos”, disse uma reportagem, “usa colarinho branco”, ou azul.

      FOME

      “Haverá escassez de víveres”, predisse Jesus. (Mat. 24:7) No ano passado, o jornal Times de Los Angeles noticiou: “Quase 450 milhões de pessoas no mundo estão passando fome, calculam os peritos em suprimentos alimentícios do mundo, e de 800 milhões a 1 bilhão delas estão à beira da inanição.” A terra produz alimentos suficientes, mas a distribuição eqüitativa deles “confronta-se com poderosos interesses entrincheirados”.

      TERRORISMO

      É um crescente perigo, conforme provou o jornal Daily News de Nova Iorque, de 25 de novembro de 1979: “O terrorismo — isto é, os assassinatos, os seqüestros, as bombas, as agressões físicas planejadas — aumentou em muito, de 206 em 1972, para 572 em 1975, para 1.256 em 1977, para 1.511 em 1978, para 2.662 nos primeiros nove meses deste ano [1979].” Ao passo que os ricos ficarem mais ricos e os pobres, mais pobres, o terrorismo aumentará vertiginosamente.

      GUERRA E EXTINÇÃO

      “O impulso da tecnologia militar impele as superpotências para uma inescapável guerra nuclear.” (Dr. Frank Barnaby, diretor do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz, de Estocolmo, na Suécia.) “Não cremos que a guerra nuclear traga vantagens para alguém, e ela pode até mesmo causar o fim da civilização.” (Um perito militar soviético.) “Pelo amor de Deus, de seus filhos e da civilização a que pertencem, acabem com esta loucura!” — George F. Kennan, ex-embaixador dos E.U.A. em Moscou.

      POLUIÇÃO E EXTINÇÃO

      “O planeta Terra está sendo gradualmente poluído até a morte.” (The Globe and Mail) “A humanidade está em perigo de poluir-se até a extinção de cima da terra.” (The Guardian) “A poluição é mais do que apenas um problema para determinados países: É um problema da aldeia global.. . . Se fracassarmos nisso, garantiremos finalmente a extinção de nossa própria espécie.” (O jornal Star de Toronto, Canadá.) No discurso de despedida do ex-presidente Carter, ele indicou que a poluição é “uma bomba-relógio, uma ameaça tão grande para a nossa sobrevivência global, como é a ameaça do aniquilamento nuclear”. Já não é tempo de Deus “arruinar os que arruínam a terra”? — Rev. 11:18.

      A vida atual é uma escolha péssima. Não obstante, as pessoas querem levá-la. Talvez fiquem aleijadas, mas querem viver; talvez fiquem cegas, mas têm medo de morrer. Os surdos e os mudos querem viver, e os idosos e os enfraquecidos se apegam à vida. “O homem”, disse Jó, “nascido da mulher, é de bem poucos dias e cheio de inquietação. Sai como a flor, e se seca; foge também como a sombra, e não permanece.” — Jó 14:1, 2, Almeida, rev. e corr.

      Esta vida que muitos escolhem é breve. Está cheia de inquietações. É uma escolha péssima. Mas, há uma escolha melhor?

  • A vida que você pode escolher
    A Sentinela — 1981 | 1.° de dezembro
    • A vida que você pode escolher

      HÁ OUTRA vida que você pode escolher agora. É uma vida que não se desvanece como a flor no fim da primavera, nem murcha como a grama no fim do verão. Não está cheia de dores e de desapontamentos, nem é assediada pela delinqüência e pelo crime, por guerra, fome, pestilência e morte. Seus dias não são poucos, mas são infindáveis. Seus dias não estão cheios de inquietação, mas sim de indizível alegria. É a vida que Jeová Deus intencionou originalmente para o homem.

      E qual é? A bem-aventurança no céu, estar deitado numa nuvem fofa, tocando harpa enquanto flutua pelo espaço e pela eternidade? Não! Ela não é a existência vã e inútil que sonhadores ociosos inventaram como a vida celestial. Para entender claramente qual é esta vida que você pode escolher agora, recorramos à Palavra de Deus para saber qual era o propósito dele ao criar o homem e a mulher.

      Aquele primeiro casal recebeu uma ordem, não a respeito do céu, mas a respeito da terra. Deus disse-lhes: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitei-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.” Sujeitar a terra significa tomar conta dela, não arruiná-la. Isto é evidente da tarefa que o homem recebeu no Éden: “E Jeová Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden, para que o cultivasse e tomasse conta dele.” — Gên. 1:28; 2:15.

      Conforme a família humana aumentasse e o Éden se tornasse pequeno demais, o propósito de Deus era que a população crescente se espalhasse além dos limites do jardim, levando consigo as sementes ou as mudas das plantas perfeitas no Éden, plantando-as em territórios novos e lavrando essas novas regiões assim como fizera a família original no Éden. Assim, ao passo que a humanidade se espalhasse pela terra, ela a sujeitaria por transformá-la num paraíso, até que a condição edênica se tivesse espalhado e o jardim de Deus se tivesse tornado global.

      Naquele paraíso global, o homem devia exercer domínio sobre os animais com cuidado amoroso e confiança mútua, não por meio duma cadeira de defesa e um chicote estalando usado pelos domadores de animais, nem por confinamento em jaulas num zoológico, nem por armas mortíferas de ninrodes modernos. Esse domínio amoroso sobre os animais, por parte da humanidade obediente, duraria para sempre.

      Mas tal domínio não durou. O pecado passou a perturbar a tranqüilidade do jardim do Éden. A ordem de Jeová para o homem havia sido: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” (Gên. 2:16, 17) O primeiro casal desobedeceu, comeu e trouxe a morte para si mesmo e para os seus descendentes. Jeová expulsou-os do jardim, dizendo ao homem:

      “Maldito é o solo por tua causa. Em dor comerás dos seus produtos todos os dias da tua vida. E ele fará brotar para ti espinhos e abrolhos, e terás de comer a vegetação do campo. No suor do teu rosto comerás pão, até que voltes ao solo, pois dele foste tomado. Porque tu és pó e ao pó voltarás.” — Gên. 3:17-19.

      Jeová Deus proveu à humanidade um início perfeito. Não é por culpa Dele que a humanidade vai de mal a pior. “A Rocha [Jeová], perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; justo e reto é ele. Agiram ruinosamente da sua parte; não são seus filhos, o defeito é deles. Geração pervertida e deturpada!” (Deut. 32:4, 5) Uma declaração similar é feita em Eclesiastes 7:29: “Deus fez a humanidade reta, mas eles mesmos têm procurado muitos planos.” Ou conforme a versão da Imprensa Bíblica Brasileira verte a última parte do versículo: “Os homens buscaram muitos artifícios.”

      O homem continua hoje a agir de maneira ruinosa, mais desastradamente do que nunca. Sua impiedosa exploração das plantas e dos animais da terra, e seu abuso dos recursos e do meio ambiente, estão agora arruinando a terra como planeta habitável. É Jeová quem impedirá isso, declarando que ele vai “arruinar os que arruínam a terra”. — Rev. 11:18.

      O PROPÓSITO DE JEOVÁ PREVALECERÁ

      É do propósito de Jeová que a terra permaneça para sempre: “Não será abalada, por tempo indefinido ou para todo o sempre.” Ela será habitada para sempre: “Pois assim disse Jeová, o Criador dos céus, Ele, o verdadeiro Deus, o Formador da terra e Aquele que a fez, Aquele que a estabeleceu firmemente, que não a criou simplesmente para nada, que a formou mesmo para ser habitada: ‘Eu sou Jeová, e não há outro.’” — Sal. 104:5; Isa. 45:18.

      O propósito original de Jeová foi que a terra se tornasse um paraíso, cheio de pessoas devotadas a ele, que cuidariam dela, das plantas e dos animais ali, e que manteriam o meio ambiente salutar. Este ainda é o seu propósito, e Jeová nos assegura que será cumprido: “Assim mostrará ser a minha palavra que sai da minha boca. Não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.” — Isa. 55:11.

      As duas páginas seguintes revelam as alegrias da vida na terra paradísica que você pode escolher agora.

  • A melhor escolha — a vida na terra paradísica
    A Sentinela — 1981 | 1.° de dezembro
    • A melhor escolha — a vida na terra paradísica

      Querer a vida atual talvez seja uma escolha péssima, em vista de nossos tempos atribulados. No entanto, muitos se apegam a ela. Atribulada como é, ainda é melhor do que nada, melhor do que o oblívio. Todavia, é possível escolher agora um paraíso livre de atribulações na terra.

      TRABALHO MARAVILHOSO

      Se gostar de cuidar da terra, de transformá-la em campos que produzam alimentos ou em lindos parques, de fazer os desertos florescer, de ver espinhos e abrolhos cederem o lugar a pradarias e a florestas, se gostar de resguardar algumas regiões de selvas e de montanhas como habitat para os animais selváticos e como louvores silenciosos para o Criador — se gostar de participar em tal trabalho de embelezamento, então gostará de viver em tal terra paradísica. Ver o bem de todo esse trabalho “é a dádiva de Deus”. — Ecl. 3:13.

      PAZ COM OS ANIMAIS

      Se tiver prazer em exercer domínio sobre os animais, não com armas de fogo, chicotes ou grades, mas por meio do amor e da confiança mútua; se ansiar o tempo em que o urso e o bezerro se deitarão juntos, em que o leopardo e o cordeiro pastarão juntos, em que o leão comerá palha como o boi, se quiser ver o dia em que todos esses animais seguirão docilmente a uma criancinha, então gostará da terra paradísica. “Não se fará dano, nem se causará ruína em todo o meu santo monte”, é a promessa de Jeová. — Isa. 11:9.

      SAÚDE E VIDA

      Se tiver a esperança sincera de ver o dia em que o coxo pule como a corça, de ouvir a língua do mudo cantar, de ver os olhos dos cegos se abrirem, de observar os ouvidos dos surdos ficar desimpedidos, de presenciar os suspiros e o choro darem lugar ao sorriso, e as lágrimas e o luto darem lugar ao riso, e a dor e a morte cederem diante da saúde e da vida eterna, então não permitirá que alguma coisa o impeça de alcançar a bendita terra paradísica, na qual essas condições existirão para sempre. Isto também foi prometido por Deus: “Enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” — Rev. 21:4.

      SEM GUERRA

      Se o seu coração ansiar o tempo em que se forjarão das espadas relhas de arado e das lanças podadeiras, quando não haverá mais escolas militares, nem se aprenderá mais a guerra, nem se fabricarão bombas, nem haverá fomentadores da guerra, então agradecerá a Deus o seu novo sistema de coisas em que tudo isso ocorrerá. Jeová fornece a garantia disso: “Ele faz cessar as guerras até a extremidade da terra.” — Sal. 46:9.

      FIM DA OPRESSÃO

      Se almejar o tempo em que o domínio político opressivo desaparecerá e a ganância comercial não existirá mais, quando os homens construirão casas e as habitarão, morando em paz, quando a terra se encherá de riso alegre e vibrará com os cantos emocionantes dos pássaros, quando o ar puro estiver cheio da fragrância das flores, então se emocionará com a vida na terra paradísica. A promessa de Deus ao seu povo é: “Meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos.” — Isa. 65:22.

      NÃO É BOM DEMAIS PARA SER VERDADE

      Será que algum leitor reage com cepticismo ou com franca zombaria? É esta terra paradísica boa demais para ser verdade? É assim que ele pensa? Isso é compreensível, porque tudo o que já tivemos é esta atual existência atribulada. “O salário pago pelo pecado é a morte”, e a humanidade está pecando e recebe o salário por isso. (Rom. 6:23) Todavia, a Palavra de Deus promete que “o mundo está passando”, mas “aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:17.

      PROMESSAS FIDEDIGNAS

      Essas promessas duma terra paradísica são de Jeová Deus, “que não pode mentir”. (Tito 1:2) Isto foi lembrado à nação de Israel: “Não falhou nem uma única de todas as boas palavras que Jeová, vosso Deus, vos falou.” (Jos. 23:14) Até mesmo um opositor de Deus se viu compelido a dizer: “Deus não é homem para mentir. . . . Foi ele mesmo quem o disse, e não o fará?” — Núm. 23:19.

      A vida eterna na terra paradísica — este é o propósito original de Deus para com esta terra e o homem sobre ela. Esta é vida que o leitor pode escolher agora. Jeová Deus não acha isso bom demais para ser verdade, de modo que nenhum leitor deve pensar assim. Jeová acha este atual sistema ruim demais para continuar, e você certamente concorda com isso. Desde já ele está fazendo com que as pessoas escolham a vida eterna no paraíso ou então a morte eterna junto com este velho mundo.

      Como é que as pessoas agora tornam conhecida a sua escolha? Como poderá você tornar conhecida a sua? Considere o artigo que segue.

  • Como você torna conhecida sua escolha
    A Sentinela — 1981 | 1.° de dezembro
    • Como você torna conhecida sua escolha

      COMO se escolhe tal vida prometida por Deus, num paraíso terrestre? Por erguer a mão e gritar: ‘Eu quero’, por dizer: ‘Senhor, eu gostaria de viver nesse tempo’? Não. Em grande parte, você mostra que quer essa vida do mesmo modo como o faz com a vida presente. Como mostra você que quer viver agora? Por um procedimento, que, entre outras coisas, inclui respirar, beber, comer, dormir e trabalhar. Note que esta ação não é ditada ou determinada por você, mas, antes, segue as exigências de seu corpo. O corpo estabelece os termos e o obriga a satisfazer os requisitos dele.

      O mesmo se dá ao escolher a vida no novo sistema de Deus. Você faz a escolha, não por dizer que gostaria de viver naquele tempo, mas pelo proceder que adota. Novamente, a ação não é determinada pela pessoa. É Jeová que concede a vida naquele paraíso terrestre, que estabelece os termos para obtê-la, e nós precisamos satisfazer seus requisitos. Negar-se a fazê-lo significa escolher morrer com o atual mundo iníquo, tão certo como negar-se a respirar em resposta às exigências do corpo significaria agora morte para o organismo físico que temos.

      Muitos crêem que, se fizerem o que acham ser correto, por tratar bem ao próximo, isto já é o bastante. Há muito tempo, certo governante jovem, rico, fazia pelo visto muito coisa boa, levava uma vida limpa, mostrando amor ao próximo. Mas, quando perguntou a Jesus como poderia ganhar a vida eterna, foi-lhe dito que se aliviasse de tantas coisas materiais e seguisse a Jesus. Faze tudo isso, disse Jesus, “se queres ser perfeito”. — Mat. 19:16-22; Luc. 18:18-23.

      Amar o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo não envolve simplesmente um sentimento emocional. “O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos.” (1 João 5:3) Há muito tempo foi dito ao antigo Israel, quando escolhia entre a vida e a morte, que amar a Jeová significa obedecer-lhe. “Pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a invocação do mal; e tens de escolher a vida para ficar vivo, tu e tua descendência, amando a Jeová, teu Deus, escutando a sua voz e apegando-te a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias.” — Deut. 30:19, 20.

      BASTA TER RELIGIÃO?

      Mas alguém pode dizer: ‘Eu não sigo minhas próprias idéias. Pertenço a uma organização religiosa reconhecida. Acho que, se a pessoa seguir sinceramente uma das muitas religiões cristãs, ela será salva.’ É correto este conceito? Deixemos que o Filho de Deus responda. Jesus Cristo disse: “Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Não basta o homem ou a religião ter o nome de Deus nos lábios, realizar formalismos religiosos ou fazer obras caritativas. Se a religião não ensinar a vontade de Deus e não a cumprir, então ela e seus adeptos estão errando o alvo, não importa quão sinceros sejam. — Mat. 7:21-23.

      Indicando claramente que não basta essa sinceridade ou esse zelo numa organização religiosa, Romanos 10:2, 3, declara o seguinte sobre religionários judaicos: “Têm zelo de Deus, mas não segundo o conhecimento exato; pois, por não conhecerem a justiça de Deus, mas buscarem estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus.” No entanto, numerosos judeus sinceros, inclusive muitos sacerdotes e fariseus, abandonaram sua religião formalista para tornar-se cristãos, sujeitando-se à justiça de Deus. — Atos 6:7; 15:5.

      Numerosos textos confirmam o conceito de que não basta apenas a sinceridade. “O que o homem acha ser o proceder correto, pode acabar na estrada da morte. Aquele que faz o que é errado precisa arcar com as conseqüências.” “O tolo tem certeza de que o seu próprio caminho é direito: o homem sensato escutará o conselho.” “O homem inventa muitos planos, mas é o propósito do Eterno que prevalece.” “Os caminhos do homem são sempre direitos aos seus próprios olhos, mas o Eterno exerce o veredicto sobre a vida dele.” (Pro. 14:12, 14; 12:15; 19:21; 21:2, Moffatt) A sinceridade é valiosa no sentido de que torna alguém candidato à misericórdia de Deus. Saulo de Tarso (o então futuro apóstolo Paulo) era perseguidor dos cristãos, mas achava sinceramente que prestava um serviço a Deus. Agia em ignorância, de modo que recebeu misericórdia. — João 16:2; 1 Tim. 1:13.

      A ÚNICA ESTRADA DA VIDA

      É necessário ter conhecimento exato, e a falta dele arruinou professos servos de Jeová. “Visto que tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei.” Não está no poder do homem dirigir a si mesmo, de modo que Jeová proveu a Bíblia como guia para nós. “Lâmpada para o meu pé é a tua palavra e luz para a minha senda.” (Osé. 4:6; Jer. 10:23; Sal. 119:105) Note que se trata da luz de Deus, e não da do homem ou duma organização religiosa. Todas as religiões não são muitas estradas que conduzem a um só lugar, à salvação, como diz o ditado popular. Jesus falou apenas de duas estradas, e elas conduzem a lugares diferentes — a estreita que leva à vida e a larga que leva à destruição. — Mat. 7:13, 14

      A Bíblia é o mapa divino de estradas, mas muitos preferem o mapa da “própria religião” deles. Por exemplo, você pode tomar a própria Bíblia deles e ler para eles: “A alma que pecar, essa morrerá.” Contudo, eles se apegam à vereda sectária de que a alma é imortal. Leia para eles: “Mal deixam de respirar, voltam ao seu pó, nesse mesmo dia acabam os seus pensamentos.” “Os mortos não sabem nada.” Mas eles se agarram ainda mais firmemente ao ensinamento de sua própria religião, de que os mortos estão conscientes. Leia para eles: “O salário do pecado é a morte.” Eles prosseguem marchando resolutamente na trilha de seu credo, afirmando que o salário do pecado é o tormento eterno. Leia para eles: “A terra subsiste sempre.” Ainda se apegam firmemente ao ensinamento de seu clérigo, de que a terra será queimada. — Eze. 18:4, Almeida; Sal. 146:4; Ecl. 9:5; 1:4; Rom. 6:23, Missionários Capuchinhos.

      Então, como determinaremos o proceder a seguir, o modo de mostrar por nossas ações que queremos viver no paraíso terrestre de Jeová? Não pelo que certo sacerdote católico diz, ou pelo que certo pregador protestante diz, ou pelo que certo rabino judaico ou algum guru oriental diz. Não será pelo que homens dizem, a menos que apóiem seu ensino com textos bíblicos. Deixe que Deus fale por meio de sua Palavra, a Bíblia. “Seja Deus achado verdadeiro, embora todo homem seja achado mentiroso.” Nem todos os que afirmam ensinar a Palavra de Deus fazem isso. Isto se deu nos dias de Jesus, pois ele disse: “Ensinam por doutrinas os mandados de homens.” Isto se deu nos dias de Jeremias, pois ele escreveu: “Rejeitaram a própria palavra de Jeová, e que sabedoria é que eles têm?” Isto se dá também hoje em dia. — Rom. 3:4; Mat. 15:9; Jer. 8:9.

      O MODO DE ESCOLHER A VIDA ETERNA

      A primeira coisa que precisa fazer para mostrar que quer viver no novo sistema de coisas na terra, sob o governo do Reino de Cristo, é estudar. “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” Dedique-se a fazer a vontade de Deus e simbolize sua dedicação pelo batismo em água, assim como Jesus foi batizado, pois ele é agora a norma deixada para você seguir. (João 17:3; Mat. 3:13; 1 Ped. 2:21) Fuja das obras da carne e produza os frutos do espírito, conforme declarados em Gálatas 5:19-23:

      “Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas. Quanto a tais coisas, aviso-vos de antemão, do mesmo modo como já vos avisei de antemão, de que os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus. Por outro lado, os frutos do espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio. Contra tais coisas não há lei.”

      E seja louvador de Jeová, tanto pelo modo como leva sua vida, como pelo que você diz. Fale a outros sobre a única esperança para a humanidade. Faça isso junto com outros que crêem assim como você, em cumprimento da profecia de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Esse fim será uma “grande tribulação” que eliminará o atual sistema iníquo, abrindo o caminho para “novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a . . . promessa [de Deus], e nestes há de morar a justiça”. — Mat. 24:14, 21; 2 Ped. 3:13.

      Por este procedimento, você tornará conhecida sua escolha de viver no prometido paraíso terrestre de Jeová.

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