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O emprestar dinheiro e o amor cristãoA Sentinela — 1983 | 1.° de fevereiro
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que ‘não são amantes do dinheiro’ por estender o prazo para os pagamentos ou por aceitar um acordo sensato e razoável. (1 Timóteo 3:3) Alguns cancelaram a dívida toda.
A menção dos problemas que podem surgir de se tomar emprestado ou de se emprestar dinheiro suscita uma pergunta adicional: “É realmente necessário?” A Bíblia não condena tomar dinheiro emprestado quando isso se faz necessário. Mas, amiúde não é esse o caso. Muitas vezes o “desejo dos olhos” é mais forte que o poder da carteira, e as pessoas tomam dinheiro emprestado para comprar luxos que realmente não necessitam. (1 João 2:16) No fim, a conta precisará ser paga. Portanto, a Bíblia adverte francamente: “Quem toma emprestado é servo do homem que empresta.” — Provérbios 22:7.
Entretanto, quando o emprestar ou o tomar emprestado se faz necessário entre cristãos, isso amiúde oferece a oportunidade de se demonstrar qualidades cristãs. Por exemplo, o desejo sincero de cumprir as obrigações, a profunda preocupação com o bem-estar de outros e a evitação do amor ao dinheiro contribuirão para assegurar que o empréstimo de dinheiro seja feito com amor cristão. Dessa maneira será obedecida a injunção bíblica: “Que todos os vossos assuntos se realizem com amor.” — 1 Coríntios 16:14.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1983 | 1.° de fevereiro
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Perguntas dos Leitores
■ Como se pode aplicar Revelação 7:17 aos cristãos hoje, pois às vezes ainda choramos?
Revelação 7:17 diz o seguinte a respeito da “grande multidão” que tem a esperança de vida eterna na terra: “O Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.”
O apóstolo João foi informado de que a grande multidão “são os que saem da grande tribulação”. (Revelação 7:9-14) Assim, entendemos que Revelação 7:14-17 se aplica a pessoas que agora tomam sua posição ao lado de Deus, aceitam o sangue de Cristo e sobrevivem ao fim do atual sistema de coisas na “grande tribulação”.
Revelação diz que ‘lavaram as suas vestes compridas no sangue do Cordeiro, não têm mais fome nem sede, o sol não se abate sobre eles’ e “Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles”. Tais palavras não devem ser tomadas em sentido literal ou físico. Por que não? Bem, eles não lavaram literalmente suas vestes no sangue de Cristo. E ocasionalmente sentem fome e sede físicas, assim como o homem perfeito, Jesus, sentia. (Lucas 4:2; João 4:7, 8; 19:28, 29) Portanto, a aplicação primária de Revelação 7:14-17 precisa ser simbólica, espiritual.
O livro “Cumprir-se-á, Então, o Mistério de Deus”, páginas 207 e 208, explica esses versículos. Mostra que os da grande multidão não passam fome ou sede em sentido espiritual; alimentam-se da Palavra de Deus e participam no Seu serviço, que pode ser para eles alimento e bebida, como no caso de Jesus. (João 4:32-34) Não sentem o calor da desaprovação divina, nem o sentirão durante a grande tribulação. Também, não choram mais (como talvez choravam antes) por causa de sua ignorância quanto a Deus ou de sua má relação com ele. Neste sentido, Deus já ‘enxugou toda lágrima dos olhos deles’.
Mas, mais adiante, em Revelação 21:3, 4, somos assegurados de que, após a grande tribulação e o estabelecimento dum novo sistema justo, os humanos fiéis usufruirão bênçãos físicas que incluirão a ausência de pranto, clamor e dor. Daí é que realmente não haverá mais lágrimas de dor, de desapontamento e de pesar.
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