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    A Sentinela — 1975 | 15 de junho
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      Sensação de ‘Desamparo’ em Toda a Terra

      ● O mundo está na iminência duma “crise de dimensões extraordinárias”, segundo o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kurt Waldheim.

      No seu relatório anual à Assembléia Geral, publicado no começo de setembro último, o secretário-geral disse que uma “sensação quase universal de receio” pelo rumo dos acontecimentos mundiais conjuga-se agora com a sensação de “desamparo e fatalidade que acho profundamente perturbador”. Ele falava sobre circunstâncias ameaçadoras que “poderiam criar perigos quase inimagináveis para a sobrevivência de nossa civilização e da raça humana”. Na conclusão, ele advertiu:

      “Muitas grandes civilizações da história entraram em colapso no próprio apogeu de sua consecução, porque não conseguiram analisar seus problemas básicos, mudar de direção e ajustar-se às novas situações que as confrontavam . . . Atualmente, a civilização confrontada com tal desafio não é apenas uma pequena parte da humanidade — é a humanidade como um todo.”

      Sem dúvida, estas condições correspondem à previsão bíblica das condições que deveria haver na terminação dum sistema injusto de coisas e preceder à entrada duma nova ordem justa criada por Deus, a saber: “Na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer . . . os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar.” — Luc. 21:25, 26; 2 Tim. 3:1.

      Mórmons e Racismo

      ● O primeiro templo mórmon ao leste das Montanhas Rochosas foi recentemente terminado nos arrabaldes de Washington, D. C., onde há Mórmons uma população predominantemente negra. Assim, numa entrevista com jornalistas, o presidente mórmon foi interrogado sobre o costume mórmon de excluir os negros dos privilégios plenos e iguais de sua religião. O líder de setenta e nove anos de idade passou a pergunta para o principal conselheiro de relações públicas da Igreja. A resposta dele? “Reunimo-nos aqui, neste lugar sagrado, principalmente para falar do templo.” Assim se deixou de lado a questão da discriminação racial. Em contraste animador, a Bíblia diz claramente que “Deus não é parcial” e que ele ‘não faz nenhuma distinção’ entre os que sinceramente o buscam. — Atos 10:34, 35; 15:7-9.

      A Quem Cabe Realmente a Culpa

      ● Quase duas dentre cada três pessoas na terra vivem hoje em países não-cristãos. Por que será que as religiões “cristãs” muitas vezes exercem pouco atrativo nestas regiões? Dois pontos mencionados no número de 16 de setembro último no jornal “Times” de Nova Iorque lançam luz sobre isso.

      Um envolve a China continental, a qual, com seus 800 milhões de habitantes, tem quase um quinto da população da terra. Recentemente, realizou-se na Bélgica uma conferência teológica internacional para tratar da incapacidade das religiões da cristandade de enviar missionários à China. Segundo a notícia no “Times”, enfatizou-se o conceito de que os primeiros missionários na China haviam sido “identificados perto demais com os interesses imperialistas ocidentais”. Uma declaração da conferência dizia:

      “É lamentável que o cristianismo, como religião oficial do Ocidente, foi usado para justificar de diversos modos o imperialismo, o feudalismo, o colonialismo e o capitalismo burguês.”

      O outro ponto relaciona-se com a Arábia Saudita, centro religioso de 530 milhões de muçulmanos. Mohammed Salahuddin, redator do Jornal “Al Medina”, comentando a crescente modernização dos países árabes, ricos, disse:

      “Sabemos como é a sociedade ocidental, e estamos amedrontados. Vemos o rompimento da família e a ampla imoralidade sexual, e sabemos que este não é modo de se viver.”

      O apóstolo Paulo disse, nos seus dias, a respeito dos hipócritas que afirmavam servir a Deus: “Pois ‘o nome de Deus está sendo blasfemado entre as nações por causa de vós’.” (Rom. 2:24) Assim também nos tempos modernos, as religiões da cristandade mostraram-se hipócritas, abandonando os genuínos princípios bíblicos em troca de vantagens políticas, tolerando a imoralidade sexual, e por isso impediram mais do que ajudaram as pessoas em países não-cristãos a apreciar a verdadeira mensagem da Bíblia.

      A Vida não É ‘Acaso Químico’

      ● Uma carta dum leitor canadense publicada no número de outubro passado da revista “Science Digest” considerou a chamada “evolução da vida”. À luz das novas descobertas da biologia molecular disse o escritor, a “probabilidade de que a vida tenha começado por acaso se torna cada vez mais remota, se não impossível”.

      Para ilustrar, ele salientou que — mesmo supondo-se que a terra “primeva” tivesse estado em condições ideais, com uma abundância de aminoácidos, e que cada molécula de nitrogênio e de carbono na terra fizesse parte duma molécula mais complexa, e mesmo que estas moléculas formassem novos compostos na proporção mais rápida conhecida na química — mesmo com tudo isso, a ciência das probabilidades matemáticas demonstra que, “pelo acaso, não se podia formar nem uma única molécula reconhecida de ácido desoxirribonucleico (ADN [as partículas básicas das criaturas viventes]), nem mesmo nos bilhões de anos normalmente atribuídos à tarefa. Nem mesmo gás ou nuvens de pó no espaço sideral, 20 vezes maior do que a massa do sol, seriam suficientes. Considere também que, num organismo vivo, aso precisas não uma, mas quadrilhões de moléculas de um tipo de ADN Estas moléculas, obviamente, teriam de estar no mesmo lugar, ao mesmo tempo.” Sua conclusão? “A evolução química da vida e a vida extraterrena não são ciências verdadeiras.”

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1975 | 15 de junho
    • Perguntas dos Leitores

      ● Em casos de adultério, existem circunstâncias em que a parte culpada pode obter divórcio e ser considerada pela congregação como livre para se casar de novo?

      Poderia haver circunstâncias que admitiriam que a congregação, por meio de seus anciãos designados, adotasse tal atitude. Antes de considerarmos tais circunstâncias, porém, devemos primeiro recapitular os princípios bíblicos básicos que envolvem o divórcio.

      As palavras de Jesus, em Mateus 5:31, 32 e 19:9, mostram que, um dos cônjuges cometer “fornicação” (em grego: porneía), constitui o único motivo de divórcio válido aos olhos de Deus. Suas palavras indicam também que Deus concede ao cônjuge inocente o direito de terminar o casamento, de produzir a dissolução dos vínculos matrimoniais.

      Deve-se notar, porém, que não é um simples ato de fornicação que dissolve estes vínculos. O cônjuge inocente pode escolher perdoar o ato errado do cônjuge adúltero. Em tal caso, os laços matrimoniais permanecem intatos. Portanto, o fator determinante, em todos os casos, é a decisão do cônjuge inocente, quer de perdoar, quer de recusar-se a perdoar ao cônjuge adúltero

      Mas o que se da quando — depois de o cônjuge cometer “fornicação” — o cônjuge inocente daí se negar a aceitar de volta a tal, talvez negando-se a morar na mesma casa com ele, ou, mesmo morando na mesma casa, negando-se a ter relações sexuais com o culpado, sem contudo procurar um divórcio legal nos tribunais do país? O que se dá se esta situação continua por um período extenso, talvez um ano ou mesmo anos, privando assim o cônjuge, que cometeu o erro, de ter relações sexuais honrosas por seu cônjuge lhe conceder os direitos maritais?

      A Bíblia mostra que os casados não devem negar os direitos maritais “exceto por consentimento mútuo, por um tempo designado”, portanto, apenas temporariamente, visto que de outro modo poderia surgir facilmente uma tentação. (1 Cor. 7:2-5) Privar o cônjuge de seus direitos maritais por um tempo prolongado ou ilimitado seria um proceder desamoroso. Se o cônjuge que não adulterou fizesse isso, constituiria evidência de que não se concedeu realmente perdão do ato adúltero. Para todos os fins e propósitos, o cônjuge não-adúltero teria assim rejeitado o ofensor ou a ofensora como seu cônjuge. E, conforme se viu, a dissolução bíblica do matrimônio depende da decisão do cônjuge não-adúltero, de perdoar ou de não perdoar o ato de “fornicação” por parte do outro cônjuge.

      Jeová Deus certamente se aperceberia de tal rejeição, mesmo que o cônjuge não-adúltero não fosse perante os tribunais de “César” para formalizar a dissolução do matrimônio. É bom lembrar-se de que as leis do tribunal divino de Jeová é que são de importância primária. A autoridade de César é relativa e não decide se os vínculos matrimoniais são rompidos ou permanecem intatos aos olhos de Deus. (Veja Atos 5:29.) César só pode dizer se concede reconhecimento legal ou não ao casamento como ainda em vigor. Assim, quando não existe a base bíblica (“fornicação”), mesmo que César conceda o divórcio, este não vale aos olhos de Deus ao ponto de livrar os divorciados para outro casamento.

      Ao ‘recomendar-se a toda consciência humana’, naturalmente, o cristão esforçar-se-á devidamente em obter tal reconhecimento legal por parte do Estado, quer para o casamento, quer para o divórcio. (2 Cor. 4:2) Mas, este reconhecimento legal não é o fator vital; a decisão judicial de Deus é que é. Sendo assim, e visto que a decisão do cônjuge não-adúltero, de perdoar ou de não perdoar, é o fator decisivo na dissolução do matrimônio,

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