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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1978 | 22 de outubro
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minta”. (Heb. 6:13-18) O pacto juramentado de Deus, com seu Filho, para um sacerdócio semelhante ao de Melquisedeque, era semelhantemente algo a respeito do qual Deus ‘não deplorou’. — Heb. 7:20, 21; Sal. 110:4; coteje com Romanos 11:29.
No entanto, ao expressar uma promessa ou fazer um pacto, Deus talvez fixe requisitos, condições a serem satisfeitas por aqueles a quem tal promessa ou pacto é feito. Ele prometeu a Israel que eles se tornariam “propriedade especial” e “um reino de sacerdotes e uma nação santa”, caso obedecessem estritamente à sua voz e guardassem seu pacto. (Êxo. 19:5, 6) Deus sustentou seu lado do pacto, mas Israel falhou violando esse pacto vez após vez. (Mal. 3:6, 7; confronte com Neemias 9:16-19, 26-31.) Assim quando Deus finalmente anulou esse pacto, ele o fez com inteira justiça, caindo inteiramente sobre os israelitas ofensores a responsabilidade pelo não cumprimento de Sua promessa. — Mat. 21:43; Heb. 8:7-9.
Do mesmo modo, Deus pode ‘sentir lástima’ e ‘dar meia-volta’ na execução de algum castigo devido a que seu aviso sobre tal medida produz uma modificação de atitude e conduta por parte dos ofensores. (Deu. 13:17; Sal. 90:13) Eles retornaram a Ele, e ele ‘retorna’ a eles. (Zac. 8:3; Mal. 3:7) Ao invés de sentir-se ‘afligido’, ele então se regozija, pois Ele não sente nenhum prazer em causar a morte dos pecadores. (Luc. 15:10; Eze. 18:32) Ao passo que jamais se afasta de suas normas justas, Deus oferece ajuda, de modo que as pessoas possam retornar a Ele; elas são encorajadas a fazê-lo. Ele bondosamente as convida a retornar, ‘estendendo as mãos’ e dizendo, por meio de seus representantes: “Por favor, recuai, . . . para que eu não vos cause calamidade”. “Por favor não façais esta espécie de coisa detestável que tenho odiado.” (Isa. 65:1, 2; Jer. 25:5, 6; 44:4, 5) Ele fornece amplo tempo para mudança (Nee. 9:30; coteje com Revelação 2:20-23) e mostra grande paciência e tolerância, visto que “não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento”. (2 Ped. 3:8, 9; Rom. 2:4, 5) Ele bondosamente faz sua mensagem ser acompanhada, vez por outra, de obras poderosas, milagres, que demonstram a comissão divina de seus mensageiros e ajuda a fortalecer a fé dos que ouvem. (Atos 9:32-35) Caso sua mensagem não obtenha resposta favorável, Ele emprega a disciplina; ele retira seu favor e proteção, destarte permitindo que os impenitentes passem privações, fome, sofrimentos opressivos por parte dos inimigos deles. Isto poderá fazê-los cair em si, poderá restaurar seu temor correto de Deus, talvez faça com que compreendam que seu proceder foi tolo, e errado o seu conjunto de valores. — 2 Crô. 33:10-13; Nee. 9:28, 29; Amós 4:6-11.
A paciência dele, contudo, tem seus limites e, quando estes são atingidos, ele ‘fatiga-se de sentir lástima’, e então a sua decisão de executar a punição é imutável. (Jer. 15:6, 7; 23:19, 20; Lev. 26:14-33) Ele não mais simplesmente ‘cogita’ ou ‘forma’ uma calamidade contra tais pessoas (Jer. 18:11; 26:3-6), mas chega a uma decisão irreversível. — 2 Reis 23:24-27; Isa. 43:13; Jer. 4:28; Sof. 3:8; Rev. 11:17, 18.
A disposição de Deus de perdoar os penitentes, sua misericordiosa abertura do caminho para tal perdão, mesmo em face de repetidas ofensas, estabelece o exemplo para todos os seus servos. — Mat. 18:21, 22; Mar. 3:28; Luc. 17:3, 4; 1 João 1:9; veja PERDÃO.
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Os anos de nossa vidaDespertai! — 1978 | 22 de outubro
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Os anos de nossa vida
Há cerca de 3.500 anos atrás, o profeta Moisés escreveu: “Os dias de nossos anos são em si mesmos setenta anos; e se por motivos de potência especial são oitenta anos . . .” (Sal. 90:10) Esta situação não mudou, apesar dos progressos da ciência médica.
No que tange aos Estados Unidos, onde “a expectativa de vida parou por volta dos 70 anos”, escreve David Borenstein: “A ciência moderna, apesar dos tremendos avanços, não conseguiu aumentar significativamente a média da expectativa de vida duma pessoa. Embora o número crescente das pessoas que têm sessenta e cinco anos ou mais pareçam indicar que estamos vivendo mais tempo, isto simplesmente não acontece. Com efeito, a expectativa de vida, aos 50 anos, é de apenas 3 anos mais do que era há DOIS SÉCULOS atrás. . . . Progressos dramáticos na primeira metade do século vinte deveras resultaram na erradicação de muitas doenças mortíferas. No entanto, isto significa que, ao passo que mais pessoas estão atingindo a meia-idade do que antes, poucas, se é que alguma, podem esperar viver consideravelmente mais do que seus ancestrais.”
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