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  • Por que tal diferença?
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • Por que tal diferença?

      AQUELES algarismos na capa não são ficção — são realidade. As árvores não raro vivem muito mais tempo do que o homem — entre as faias, são comuns as com 250 a 300 anos. Os fortes carvalhos ingleses talvez alcancem 500 anos. Com 1.000 anos, a gigantesca sequóia da Califórnia ainda é jovem. Segundo a contagem real dos anéis, sabe-se de sequóias que viveram de 3.000 a 4.000 anos.

      Deveras, relativo às sequóias, o Dr. Ferdinand C. Lane, em The Story of Trees (A Estória das Árvores), disse que “não encontrou registro de que qualquer uma delas tivesse sucumbido à simples velhice, e imaginou que, se pudessem ser eliminados os perigos de relâmpagos, incêndio e tempestade, algumas dessas grandes árvores poderiam desafiar as devastações causadas pelo tempo por 10.000 anos”.

      Todavia, a pesquisa mostra agora que as variedades de pinheiro (Pinus aristata) ultrapassam até mesmo as sequóias em idade! Comparado com o destas plantas, o período de vida do homem é desapontadoramente curto. Por que isto se dá?

      Sim, por que vivem mais do que os humanos as tartarugas, como as tartarugas gigantes das Galápagos, que regularmente vivem de 100 a 150 anos? Casos registrados mostram tartarugas que ultrapassaram a marca dos 200 anos. Todavia, são raros os homens que chegam a viver um século.

      Aliás, por que até os papagaios ocasionalmente se tornam centenários, dispondo de pretensa idade recorde de 140 anos?

      Na verdade, a vida do homem moderno dura mais do que a maioria das outras coisas viventes, as plantas e os animais, sobre a terra. Mas, certamente concorda que o fato de até mesmo algumas coisas vivas ultrapassarem o homem por tão ampla margem — de duas a cinqüenta vezes mais — é intrigante e nos deixa pensativos.

      Parece-lhe razoável que certas plantas irracionais, répteis e aves simples devam gozar a posse inestimável da vida por mais tempo que os humanos inteligentes? Ou devia ser o contrário?

      Se aceitarmos a crença de que o homem tem Criador, então, afirmar que era assim que se pretendeu que fossem as coisas é o mesmo que dizer que algumas árvores e animais valem mais para Deus do que sua mais alta criação terrestre, o homem. Todavia, Jesus Cristo, em seu Sermão do Monte, disse a seus seguidores que eles valiam muito mais do que as aves ou a vegetação para o seu Pai celeste. (Mat. 6:25-30) A Bíblia, efetivamente, declara que Deus designou ao homem o domínio sobre todas as outras coisas vivas neste planeta, os animais e a vegetação. (Gên. 1:26-30) Apropriadamente, quem exerce domínio não deve morrer antes das coisas que lhe são inferiores.

      Abandonar a crença num Criador em prol da teoria da evolução nada soluciona. Em realidade, deixa-nos confrontados com um enigma. Essa teoria apresenta o homem como produto último dum processo evolutivo. Permanece, contudo, a pergunta: Por que tal processo seria tão dadivoso para com as árvores e tartarugas e tão parcimonioso para com os humanos na questão vital da duração da vida?

      A resposta satisfatória a todas essas perguntas é do que trata este número de Despertai! Quer seja jovem ou idoso, valerá a pena lê-lo. Certa vez disse Andrew Carnegie, que envelhecia: “Daria todos os meus milhões [de dólares], se pudesse ter juventude e saúde. . . . De bom grado venderia tudo para dispor de minha vida de novo.” Sem dúvida ama a vida e estaria disposto a pagar alto preço para ver sua vida estendida além da atual média. Ao custo de apenas algum tempo e esforço, poderá aprender a razão pela qual há uma esperança razoável, solidamente fundamentada e exeqüível de ver satisfeito este desejo.

  • Obtém o que deseja da vida?
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • Obtém o que deseja da vida?

      DENTRE todas as coisas vivas terrestres, apenas o homem é planejador. A vegetação irracional e cega não planeja. Os animais são governados pelo instinto. Se constroem ninhos ou covis para seus filhotes nascerem neles é só por que o instinto os move a fazê-lo. Apenas o homem pensa seriamente no futuro, preocupa-se com ele, trabalha com as vistas voltadas para ele.

      E apenas o homem tem propósitos muito acima e além da simples manutenção da vida e da procriação. Dispõe de idéias, alvos que procura alcançar. As habilidades e o potencial do homem ultrapassam mil vezes ou mais os dos animais. Para atingir seus propósitos, o homem precisa de tempo, e é por isso que ele unicamente, dentre as coisas vivas da terra, preocupa-se convenientemente com o tempo. As tartarugas e as árvores não têm interesse algum em relógios ou calendários.

      Até que ponto no futuro vão seus planos? O que espera realizar durante sua vida? Acha pessoalmente que suas capacidades estão sendo usadas em sentido pleno ou chegarão a sê-lo alguma vez? Quantas coisas há que gostaria de fazer, que acha que é capaz de fazer — se tivesse tempo?

      Talvez apreciasse cultivar algum talento, na música, nas artes, na literatura ou em línguas, ou aprender algo sobre trabalhar com madeira, mecânica, desenho ou arquitetura, ou empenhar-se em estudos de história, biologia, astronomia ou matemática, ou cultivar certas plantas ou criar animais, aves ou peixes. Ou, possivelmente, gostaria de viajar, ver novas terras, chegar a conhecer pessoas de muitos lugares, criar novas amizades, novos conceitos. Muitos gostariam de fazer não só uma destas coisas, mas várias delas. Todavia, por ser tão curta a vida, o que fazem em realidade é muito limitado. Existe o desejo, contudo. Apenas falta-lhes o tempo.

      A Habilidade de Aprender e a Criatividade Duram mais que o Corpo do Homem

      São tantas as razões para se desejar uma vida mais longa. Todavia, tem-se comumente a idéia de que a habilidade humana de realizar coisas dignas começa naturalmente a chegar ao fim depois de certa idade, tornando assim, de qualquer modo, de pouco valor ou propósito uma vida mais longa. Mas, é um fato que a capacidade de aprender, a faculdade de raciocínio e o talento criativo se esvaem todos depois de certo ponto? Não, a evidência atesta o contrário.

      Com noventa e nove anos, Ticiano, o renomado pintor, ainda produzia esplêndidas obras de arte com “incomparável firmeza na mão”. O Ministro Holmes, do Supremo Tribunal dos EUA, começou a estudar grego com noventa anos. Com oitenta e cinco, o maestro Arturo Toscanini ainda podia decorar a partitura duma ópera completa. Será que tais homens estavam “acabados”, “prontos para morrer”, em tal idade avançada? Se estivessem, certamente não seria por não mais poderem produzir o que trazia satisfação a si mesmos e benefício e prazer a outros.

      Mostrando o potencial da aprendizagem humana, Joseph C. Buckley, escrevendo em The Retirement Handbook (Manual da Aposentadoria), afirma: “A diminuição da capacidade de aprender é tão gradual que, com oitenta anos, ainda temos a capacidade de aprender que tínhamos com doze anos.”

      Apoiando isto, há os resultados da pesquisa dos efeitos da idade sobre a capacidade mental conforme publicados no artigo “Sua Mente Melhora com a Idade”, condensado de The American Weekly e impresso em Reader’s Digest de janeiro de 1959. Um grupo de 127 pessoas que, como calouros universitários haviam feito um teste de inteligência em 1919 fizeram o mesmo teste mais de trinta anos depois. Suas notas nestes últimos testes foram mais altas, não só nas provas de informações gerais e de juízo prático, mas também em testes que exigiam lógica e clareza de pensamento. Em testes de “maestria de conceitos”, pessoas de inteligência mediana continuaram a conseguir notas mais elevadas em seus setenta e oitenta anos. Certo estudo feito pela Universidade de Michigan mostrou que a memória e a habilidade de aprender não declinam constante e uniformemente com a idade, assim como tampouco o faz a inteligência geral.

      É claro, então, que os homens poderiam fazer muito mais, muito mais mesmo, se as fraquezas e enfermidades físicas não impedissem sua produtividade, e a morte não a fizesse cessar tão cedo, como se dá. Não raro a morte ceifa os homens exatamente quando realmente começaram a desenvolver certo talento ou começaram a adquirir real visão dum assunto.

      Mesmo que seu interesse na consecução pessoal — em desenvolver certo talento ou habilidade — não seja tão grande, o que dizer de seu interesse em outros, aqueles a quem ama, a família, os amigos, ou seu semelhante em geral? Acha que conseguirá fazer tudo que desejava fazer por eles por volta do tempo em que seus anos de vida chegarem a um fim?

      Realmente, quem de nós poderia voluntariamente escolher a hora — o ano e o dia — quando gostaríamos de passar nossa hora final com nosso cônjuge, nosso filho ou nossa filha, ou lhes dar o beijo de despedida? Poderia o leitor? Nesse particular, quando é que gostaria de gozar com eles pela última vez a exuberância de um dia primaveril, o dourado calor do verão, a friabilidade do outono ou a beleza tranqüila do inverno, ou compartilhar seu último nascer do sol ou pôr-do-sol com eles? Não é nestas coisas que deseja pensar, será que é? Não se realmente amar sua família e seus amigos, não se os prezar. Pois então jamais poderia ver com verdadeira aprovação a perspectiva de a morte trazer o fim completo de seu privilégio de contribuir para a felicidade deles, de fazer as coisas em favor deles, de partilhar as boas coisas com eles. Quão excelente, quão desejável seria se sua vida junto com eles pudesse ser estendida muito além da atual duração da vida do homem!

      Interesse no Futuro da Humanidade

      Já viveu o bastante para ver os foguetes do homem alcançarem a lua e os homens andarem na superfície dela. Todavia, os homens hoje não podem andar na terra em paz, livres do perigo, do crime e da violência. Gostaria de viver o bastante para ver mudar esta situação, de viver numa época em que as pessoas ao seu redor sejam decentes, consideradas, amorosamente prestimosas e sinceramente interessadas em seu próximo? Essa mudança tem de vir por fim ou, de outra forma, o gênero humano deixará de existir, tendo continuado seu atual proceder destrutivo ao ponto de suicídio global. Com certeza este planeta Terra, com suas muitas provisões ímpares que tornam possível a vida, não existe apenas para se tornar maciço cemitério por toda a eternidade.

      Vive na era do automóvel, do avião a jato, das indústrias de produção em massa. Mas, também vive na era das cidades superpovoadas, até mesmo sufocantes e moribundas; na era do nevoeiro fumacento, da poluição do ar, da terra, dos rios e oceanos. Gostaria de viver o suficiente para ver as correntes, os rios e os lagos se tornarem de novo imaculadamente limpos, para ver os campos e as florestas ganharem de novo sua beleza natural, para respirar ar fresco, puro e fragrante? Isso, também, tem de vir, e a taxa atual de contaminação não permite que se demore muito mais a inversão do moderno emprego errôneo da terra — não se o gênero humano há de sobreviver.

      Vive na era dos corações mecânicos, dos transplantes cardíacos, das máquinas de rins artificiais, a era dos antibióticos. Mas, a doença continua, desde as enxaquecas ao câncer e moléstias cardíacas. Gostaria de viver para ver o dia em que a doença seja realmente conquistada, quando não só os maiores “assassinos” entre as enfermidades sejam eliminados, mas também seja removida a própria fonte do envelhecimento, da degeneração e da morte humanos?

      Com efeito, se pudesse viver com boa saúde, em ambiente pacífico e agradável, dispondo de um trabalho satisfatório e interessante a fazer, de oportunidades para ampliar e aprofundar seu conhecimento, e para viver entre pessoas altruístas e esclarecidas, será que alguma vez desejaria que a vida terminasse?

      Como se lhe mostrará, há motivo de se crer que os homens e as mulheres que vivem hoje podem esperar ver tais coisas, que podem esperar viver, não apenas alguns anos extras, mas por muito mais tempo do que a atual duração da vida da humanidade. Como pode isto ser possível? É razoável tal esperança, e está em harmonia com fatos conhecidos, cientificamente estabelecidos?

      [Foto na página 5]

      Há tantas coisas que gostaria de fazer em prol daqueles a quem ama. Quão excelente seria se a vida fosse mais longa!

  • O que sabemos sobre a duração da vida humana?
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • O que sabemos sobre a duração da vida humana?

      PARA a maioria das pessoas, a atual duração da vida humana é simplesmente um fato conhecido. Acham que não deve ser considerada como algo estranho nem sujeito à mudança. “Sempre foi assim e sempre será”, afirmam. Não afirmam conhecer a causa do envelhecimento e das fraquezas e morte acompanhantes. Mas, têm certeza de que nada pode ser feito a respeito.

      O que pensa disso? Já investigou o assunto em qualquer grau? Foi sempre assim tão curta a vida do homem? É realmente imutável, e é “anticientífico” pensar de outra forma?

      Sabia, por exemplo, que os cientistas médicos ainda estão bem incertos quanto a exatamente por que os homens envelhecem e morrem? O livro Science Year (Anuário da Ciência) de 1967 declara que, numa reunião de quatro dias de gerontologistas (especialistas no estudo do envelhecimento), concordou-se que “o processo de envelhecimento ainda é na maior parte um mistério. ‘Não temos a menor idéia do que provoca o envelhecimento’, disse o Dr. Nathan W. Shock, do Hospital Municipal de Baltimore, Maryland”.

      Não que não haja teorias sobre o envelhecimento. Há muitas. A maioria delas envolve a morte das células. Segundo a maioria das teorias atuais, durante os anos de crescimento o corpo produz mais células do que as que morrem. Numa pessoa adulta, calcula-se que, a cada minuto, morram cerca de três bilhões de células e, no mesmo tempo, sejam substituídas — ou quase isso. A evidência é que se cria um desequilíbrio entre a morte das células velhas e a formação de novas. O declínio na produção de células, segundo se crê, provoca a degeneração do corpo — a perda do tono muscular, o retardamento das reações, a diminuição dos sentidos, a debilidade óssea, as rugas e, o mais sério de tudo, a deterioração das funções orgânicas — que conhecemos como envelhecimento.

      Assim, um artigo em Science Digest de fevereiro de 1969 relata: “A falha coletiva das células aparece como sintomas das moléstias degenerativas e das devastações da idade, segundo o Dr. Howard J. Curtis, do Laboratório Nacional de Brookhaven em Upton, L. I.”

      Quando começa o envelhecimento? O Dr. Shock, depois de dez anos de pesquisa, é citado no mesmo artigo como crendo que “o envelhecimento começa quando cessa o crescimento”, isto é, por volta dos dezoito aos vinte anos. E então? O artigo continua: “Quase todas as funções começam então a declinar lentamente. Aos 30, começam a deteriorar a uma taxa mais rápida, mas ainda modesta, que permanece constante até à morte. Em linguagem clara, subimos a colina aos 20, e a descida se torna mais íngreme depois dos 30.” À base de seus estudos, o Dr. Shock crê semelhantemente que a causa é a morte das células.

      O problema é que os cientistas ainda não sabem exatamente por que as células humanas, depois de um período de anos, deixam de reproduzir sua espécie e assim manter o necessário suprimento do corpo.

      Por Quanto Tempo É Possível que os Homens Vivam?

      Alguns, como sabemos, realmente vivem cem anos ou mais atualmente. Nos tempos modernos, a maior idade por ocasião da morte, geralmente aceita como autêntica, segundo a Encyclopœdia Britannica (edição de 1968, artigo sobre a duração da vida humana), é a de Pierre Joubert, que nasceu em 15 de julho de 1701, e morreu em 16 de novembro de 1814, com 113 anos e 124 dias.

      Crê ser essa a idade máxima que alguém poderia viver? A Bíblia, por exemplo, declara que “Moisés tinha cento e vinte anos de idade por ocasião da sua morte. Seu olho não se havia turvado e seu vigor vital não lhe havia fugido”. (Deu. 34:7) Talvez aceite isto como também possível, visto que a diferença é apenas de uns seis anos e oito meses.

      O que dizer, então, do ancestral de Moisés, Abraão, que, segundo o Registro Bíblico, viveu “cento e setenta e cinco anos” antes de morrer? (Gên. 25:7, 8) E o que dizer do ancestral de Abraão, Sem, que Gênesis 11:10, 11 relata ter vivido seiscentos anos, ou seu bisavô Metusalém, cujos dias antes do dilúvio global “somaram novecentos e sessenta e nove anos, e morreu”? (Gên. 5:25-27) Traçaria uma linha em alguma parte entre alguns destes homens e consideraria as outras idades como “anticientíficas” ou “desarrazoadas”?

      Antes de responder, considere o seguinte:

      No artigo mencionado antes, a Encyclopœdia Britannica de 1968. mostra que os anos médios que os homens vivem agora e o número de anos que um homem poderia viver são duas coisas diferentes. Por quanto tempo poderia viver um homem? A Encyclopœdia afirma que a duração da vida possível aos humanos é “um número teórico cujo valor exato não pode ser determinado pelo conhecimento existente. Presumivelmente, há uma duração máxima de vida para a raça humana, mas até que seja descoberta alguma propriedade do protoplasma que limite em definitivo a duração possível da vida humana, a duração exata da vida humana permanecerá desconhecida”.

      Acha isto surpreendente? Continuando, diz o artigo: “À primeira vista, esta declaração parece irracional. Por certo nenhum ser humano pode viver 1.000 anos. Muito embora todos concordem que a probabilidade de uma pessoa viver 1.000 anos é infinitésima, não há prova científica de que esta declaração é verdadeira ou não.”

      As pessoas, então, talvez rejeitem a possibilidade da idade de Metusalém, talvez até gracejem sobre ela. Mas, não podem fazê-lo em base verdadeiramente científica, pois a genuína ciência admitidamente não conhece nenhum limite certo ou absoluto para a vida humana.

      Que idade estabeleceria o leitor como o máximo que um humano poderia viver? Suponhamos que estabelecesse o máximo positivo em 120 anos. Recusaria então inexoravelmente a crer que o homem pudesse viver 120 anos e um minuto? E, se está disposto a aceitar a extensão de um minuto, então por que não 120 anos e um dia — ou uma semana, um mês, um ano, e assim por diante?

      O Dr. Harold F. Dorn, que serviu no Setor de Pesquisas Biométricas do Instituto Nacional de Cardiologia como seu diretor, de 1960 a 1963, usou virtualmente a mesma ilustração no artigo sobre a duração da vida humana na obra de referência mencionada. Em vista da evidência apresentada, sua conclusão é: “Assim, com base no conhecimento existente da longevidade, não se pode fornecer um algarismo preciso para a duração da vida humana.”

      Que Esperança Dá a Ciência Médica Duma Vida Mais Longa?

      Que esperança, então, oferecem para o futuro os cientistas médicos e pesquisadores da longevidade? Esperam que o homem em breve se rivalize à tartaruga ao passar o marco dos cem anos? Oferecem qualquer esperança substancial de o leitor vir a gozar uma vida mais extensa? Se não, há esperança provinda de qualquer outra fonte?

      Science Year de 1967 afirma: “Os otimistas médicos se voltam para o século 21, quando muitos dos problemas hodiernos talvez sejam resolvidos. Todavia, a maioria dos especialistas duvidam que a duração média da vida seja estendida muito além dos proverbiais setenta.”

      Na verdade, de vez em quando são feitas pelos jornais ou revistas algumas predições um tanto sensacionais de grandes progressos esperados por algum cientista. Mas, não existe evidência sólida de qualquer progresso no sentido dum aumento dramático da duração da vida humana que provenha de tais fontes. Como declarou a revista Scientific American de março de 1968:

      “Mesmo se as causas principais de morte na idade avançada — doença cardíaca, apoplexia e câncer — fossem eliminadas, a duração da vida média não seria prolongada por muito mais de 10 anos. Seria, então, de cerca de 80 anos, ao invés da duração de cerca de 70 anos que agora prevalece nos países adiantados.”

      Significa isso que não há nenhuma esperança real de uma vida mais longa? que as gerações dos homens e das mulheres continuarão a morrer, enquanto as faias, os carvalhos e as sequóias continuam vivas? Haverá qualquer fonte de informações que forneça uma base fidedigna para se crer de forma diferente?

      Fonte Fidedigna de Esperança

      Há, sim. E trata-se duma fonte que não só especifica a causa fundamental do envelhecimento e da morte, mas também mostra como a vida humana pode ultrapassar e realmente ultrapassará à de qualquer das plantas e animais vivos da terra. É a mesma fonte que fornece o algarismo “proverbial” da perspectiva de vida do homem a que os cientistas se referem. Acha-se na Bíblia, que diz, no Salmo 90:10: “Os dias dos nossos anos são em si mesmos setenta anos; e, se por motivo de potência especial são oitenta anos, mesmo assim a sua insistência é em desgraça e em coisas prejudiciais, pois tem de passar depressa, e lá saímos voando.

      Talvez diga: ‘‘Mas isso simplesmente confirma a brevidade da vida do homem.” Na verdade, esse salmo, escrito a milhares de anos atrás, mostra que o quadro não mudou muito, no que tange à perspectiva de vida humana. Mas, não diz que este sempre devia ser o caso, que os homens jamais tiveram uma perspectiva de vida superior a setenta ou oitenta anos, ou que jamais venham a ter. Com efeito, é a Bíblia que fornece o registro de nove homens que viveram antes do dilúvio global dos dias de Noé e tal registro mostra uma duração média de vida de 847 anos. — Gên. 5:1-31.

      Os cientistas em geral admitem sua ‘mistificação’ quanto à razão de o homem envelhecer. A Bíblia expila isso em termos simples. Mostra que o homem envelhece e morre por causa do pecado herdado e da imperfeição que lhe foi transmitida pelos seus primeiros pais, Adão e Eva. Por esta razão, escreveu o apóstolo Paulo: “Por intermédio de um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Rom. 5:12.

      O Criador do homem fez o homem de modo que sua vida dependesse de certas coisas. Ele tinha de respirar ar, beber água, comer alimento. Sem estas coisas, o homem morreria. Mas, não estavam envolvidas apenas estas coisas materiais. A vida do homem também dependia de sua relação correta com seu Criador. O Filho de Deus citou as Escrituras Hebraicas, ao dizer: “O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.” (Mat. 4:4) O primeiro homem dispunha da lei expressa de Deus, mas a violou e, destarte, prejudicou a relação do gênero humano com Deus. Esta ação errada resultou na imperfeição, e a imperfeição trouxe por fim a morte. Quando o primeiro casal começou a procriar, a lei da hereditariedade fez que sua descendência herdasse sua natureza pecaminosa e a imperfeição resultante. — Sal. 51:5.

      Os cientistas admitem que não podem ‘cientificamente’ fixar qualquer limite à duração máxima possível da vida dos humanos. A Bíblia mostra que tal duração era originalmente ilimitada, que Deus informou ao primeiro casal humano que, enquanto obedecessem, não morreriam. (Gên. 2:16, 17) Foi o rompimento de sua relação correta com Deus, por meio da desobediência, que trouxe a doença, o sofrimento, o envelhecimento e a morte a toda a humanidade, inclusive a nós. Desde aquele tempo, o gênero humano tem enfraquecido de contínuo e a duração da vida se reduziu de uma média de centenas de anos, antes do Dilúvio, à atual duração de setenta ou oitenta anos.

      A explicação da Bíblia significa que, sem pecado, o homem não provaria o processo de envelhecimento, não se enfraqueceria e nem sofreria doenças que produzem a morte. A remoção do pecado e a restauração das relações corretas com Deus, por conseguinte, resultariam em vida interminável. Com efeito, a Bíblia oferece exatamente isso, a “esperança de vida eterna que Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos de longa duração”, como o apóstolo Paulo escreveu em Tito 1:2. Jesus Cristo, quando na terra, disse: “Vim para que tivessem vida e a tivessem em abundância.” (João 10:10) Não restringiu essa esperança de vida abundante ao céu, pois ensinou seus seguidores a orar a seu Pai: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:10.

      Parece irreal ao leitor tal coisa, esta perspectiva de vida interminável na terra? Todavia, dentro de seu próprio corpo dispõe da evidência de que os humanos foram feitos para viver sem sofrer os processos do envelhecimento e da morte. Considere tal evidência agora e veja como confirma mais a razoabilidade da esperança que a Bíblia lhe oferece.

      [Foto na página 9]

      Os cientistas em geral admitem que não sabem por que o homem envelhece; todavia, a Bíblia explica isso em termos simples.

  • Projetado para durar para sempre
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • Projetado para durar para sempre

      SE O homem foi criado para viver para sempre, devíamos esperar encontrar evidência de tal projeto em seu corpo e em seu cérebro. Dispõe ele do equipamento mental e físico que mostre um projeto para viver, com a ajuda de Deus, não apenas centenas ou até mesmo milhares de anos, mas, para sempre?

      Para que a vida eterna valha a pena e seja desejável, o homem precisaria dum cérebro que pudesse servir a ele para sempre. Teria de ser um cérebro que pudesse assimilar virtualmente quantidades ilimitadas de informações. Tinha de ser um cérebro que o habilitasse a edificar de contínuo sobre o conhecimento prévio, de modo que pudesse fazer constante progresso.

      Tem o homem este tipo de cérebro? Sim, e é a única criatura terrestre a possuí-lo. Entre a criação terrestre, seu cérebro é ímpar. The World Book Encyclopedia de 1970 (Vol. 2, p. 459), afirma sobre isso: “O cérebro humano é mais altamente desenvolvido do que o cérebro de qualquer animal.”

      Com efeito, há gigantesco abismo entre o cérebro humano e o de qualquer outro animal, mostrando que foram projetados para diferentes fins. Nenhum animal dispõe da capacidade de edificar de contínuo sobre conhecimento prévio. Ao passo que podem ser treinados até certo grau, não conseguem transmitir este treinamento especial a seus filhotes; cada geração de cães de pastores ou de cães-guias de cegos tem de ser treinada pelo homem assim como as gerações anteriores foram treinadas. Os animais são guiados primariamente pelos instintos postos neles pelo Criador. É por isso que, séculos após séculos, as aves continuam a construir ninhos, os castores a edificar represas e as abelhas a construir colméias. Jamais progridem além disso.

      Apenas o homem dispõe do cérebro que o habilita a edificar sobre o conhecimento do passado. É por isso que é o único a dominar o fogo, a eletricidade e a energia atômica. É por isso que é o único que pode construir e usar máquinas, computadores — até mesmo lançar-se num foguete até à lua. Não é primariamente guiado pelo instinto, mas pelas faculdades de raciocínio.

      Sim, o homem é o único que tem um cérebro que o habilitaria a continuar aprendendo e progredindo para sempre. Isso se dá porque o Criador propôs que o homem vivesse para sempre, mas não os animais. O Criador forneceu a cada um o tipo de cérebro necessário: o do homem para servir para sempre; o do animal para servir por uma vida curta.

      Surpreendente Capacidade

      A capacidade do cérebro humano é positivamente assombrosa. O artigo em The World Book Encyclopedia declara que, se os cientistas conseguissem projetar um computador eletrônico que se igualasse ao cérebro humano, o computador seria tão grande quanto o Edifício “Empire State” na cidade de Nova Iorque!

      A parte chave do cérebro é a célula chamada neurônio. Calcula-se que o homem possua certa de 10 bilhões de neurônios em seu cérebro. A respeito deles, disse a revista Life (28 de junho de 1963):

      “Os neurônios, no cérebro, fazem milhares de ligações entre si. Mas, as inumeráveis ligações extras providas pelo córtex humano maior multiplicam praticamente até o infinito a capacidade do cérebro de absorver e analisar dados. E é esta absoluta faculdade maciça de lidar com dados que coloca o homem numa classe incomparavelmente superior a qualquer outra coisa vivente.”

      A capacidade de cada um destes neurônios é assombrosa. O bioquímico Isaac Asimov declarou:

      “Um humano maduro, sadio, de inteligência normal, pode ter acima de 20 milhões de moléculas de RNA [que se pensa servir como ‘sistema de arquivo’ da memória] em cada neurônio. . . . Uma molécula de RNA, composta de apenas 25 elos, poderia ter qualquer uma de um quadrilhão de combinações diferentes, . . . De fato, cada molécula de RUA contém muitas centenas de unidades — e não apenas 25.” — Times Magazine de Nova Iorque, 9 de outubro de 1966.

      Exatamente que potencial dá ao cérebro humano esta constituição do neurônio? Asimov adiciona:

      “Não há dúvida, pois, que o RNA apresenta um sistema de arquivo perfeitamente capaz de absorver qualquer quantidade de saber e memória que o ser humano possa lançar sobre ele — e também um bilhão de vezes mais do que esta quantidade.”

      Pense só nisso! O cérebro é capaz de cuidar não só de qualquer carga que a pessoa possa colocar nele num período de vida de setenta a oitenta anos, mas um bilhão de vezes mais! Assim poderia servir a um bilhão de períodos de vida, o que realmente significa que, com a ajuda de Deus, podia servir para sempre.

      É razoável que Deus criasse o homem com tão fantástico cérebro se jamais fosse ser usado plenamente? Por que criar um cérebro do qual o homem só pudesse usar uma fração durante meros setenta a oitenta anos? É muito mais razoável, e é o que a Bíblia mostra, que Jeová Deus projetou o homem para viver para sempre na terra e lhe deu um cérebro que maravilhosamente se ajustasse a tal propósito.

      No entanto, um cérebro projetado para funcionar para sempre precisa dum corpo que possa também funcionar para sempre. Será que o corpo humano tem o potencial para a vida eterna?

      Renovação das Células

      O corpo humano está em estado constante de mudança. Como já vimos, as células mais antigas morrem e são removidas. Novas células são formadas para ocupar seu lugar. Isto sustenta o corpo como ele é.

      Pode notar este processo em seu cabelo e nas unhas. Pode apará-los hoje, mas logo precisarão ser aparados de novo, porque cressem constantemente. Outras células do corpo fazem mais ou menos o mesmo. Como observou o editor científico do Times de Nova Iorque, Walter Sullivan:

      “As células de nossos corpos (com exceção de algumas, tais como as células cerebrais) se substituem constantemente. Pareceria que, salvo acidente ou doença, isto deveria continuar indefinidamente, mas, por causa de alguma influência sutil, o processo de substituição é imperfeito.” — We Are Not Alone, 1964, p. 282.

      A vida de diversas células varia. Por exemplo, os glóbulos brancos vivem cerca de 13 dias, os glóbulos vermelhos cerca de 120 dias.

      No livro The Human Brain (1955, p. 3) John Pfeiffer declara: “As mudanças constantes ocorrem até nos ossos, que parecem ser os tecidos mais inativos de todos. Tem-se calculado que, a cada sete anos mais ou menos, o corpo atravessa uma mudança completa de toda sua substância. Em outras palavras, seu corpo não contém uma única das moléculas que constituíam ‘sua pessoa’ há sete anos atrás.”

      Por isso, o processo para se manter o corpo vivo para sempre existe no interior do homem: a renovação celular. A respeito deste processo, T. M. Sonneborn, do departamento de zoologia da Universidade de Indiana, disse: “Torna-se claro que as células que normalmente crescem e se multiplicam no corpo são capazes de um crescimento e uma reprodução aparentemente ilimitados. . . . A imortalidade potencial existe assim no nível celular.” De maneira que o processo está lá. Mas, precisa de algo mais: a remoção da imperfeição devida ao pecado, de modo que as células do homem não deixem de reproduzir-se devidamente depois de certo número de anos. Deus pode remover a maldição do pecado e da morte que agora provamos, e ele já fez provisão para fazê-lo, como veremos.

      Renovação do Cérebro

      A maioria dos cientistas têm achado que os neurônios, as principais células cerebrais, não se renovavam. Pensava-se que, para cada pessoa, tinham de durar por todo seu período de vida, e, se uma delas fosse danificada, não podia ser substituída. No entanto, no livro Your Brain — Master Computer (1962, p. 52), lemos:

      “Durante muitos anos, cria-se que as células nervosas, diferentes das outras espécies de células do corpo? não se podiam dividir. Uma célula nervosa destruída, segundo se pensava, estava perdida para sempre, e tal dano ao cérebro jamais podia ser reparado. Recentemente, em certa pesquisa feita nos cérebros de ratos, descobriram-se algumas novas células nervosas em partes danificadas. . . .

      “Isto sugere que talvez haja possibilidade de o cérebro humano poder reparar alguns de seus danos.”

      Também, ao passo que a renovação das células cerebrais ou o seu conserto em ampla escala talvez não ocorra agora, na condição imperfeita do homem, quem pode dizer que não se dará no tempo designado de Deus?

      Mesmo que aceitássemos como um fato a afirmação, de que as células do cérebro não passam, e jamais passarão, pelo mesmo processo da divisão e renovação, como as demais células, significaria isso que não se renovam de jeito nenhum? Não, segundo o número do outono setentrional de 1969 de American Scientist (p. 288), em que o neurologista Paul A. Weiss relatou:

      “Aconteceu-me observar, bem por acaso, algo que cabalmente transtornou esse quadro plácido [anteriormente aceito] de nossos nervos. Aquilo que era tido como algo estático, de repente se me revelou como estrutura em constante fluxo, empenhada em incessante crescimento por toda a vida, e, deveras, crescendo a uma taxa que igualava as células de mais rápida proliferação do corpo adulto.”

      Explicou que as células do cérebro são renovadas, mas não pela divisão e multiplicação como as demais células do corpo. Antes, produzem continuamente novo material para substituir o que as células do cérebro cedem, ao dirigirem as operações para as demais partes do corpo. Pode-se comparar isto a se ter todas as partes para se construir uma máquina completa e nova, mas, ao invés, usá-las como peças sobressalentes para uma máquina existente do mesmo tipo.

      A respeito deste processo incomum que Weiss sugere que se passa no cérebro, ele diz: “Nossas células cerebrais não serão as mesmas na próxima semana que são hoje.” Por isso, as células cerebrais poderiam suprir de novo constantemente sua substância, ao passo que, ao mesmo tempo, mantinham intactos os ‘canais’ que o dono tem feito por meio de sua educação e seu ambiente.

      Qualquer que seja o caso com respeito às células cerebrais, podemos estar certos de que o Criador pode prover seja lá o que for que necessitarem para se suster e consertar para todo o sempre.

      Restaurado à Condição Original

      Quando Deus criou o homem e a mulher, ele lhes deu o potencial e a perspectiva de viver para sempre. Suas mentes e seus corpos eram sem jaça, sendo capazes de funcionar eternamente. Deviam exercer amoroso domínio sobre a terra e toda a vida nela. Essa era sua condição original. Mas, quando o homem se rebelou contra Deus, começou o processo de degeneração.

      Todavia, lá naquele tempo, próximo do começo da história humana, as pessoas viviam muito mais do que nós, atualmente. Isso se dá porque estavam mais perto da perfeição do que estamos agora. Note as idades de alguns dos que viveram antes do dilúvio global dos dias de Noé:

      Nome Idade ao Morrer

      Adão 930

      Sete 912

      Enos 905

      Quenã 910

      Malalel 895

      Jarede 962

      Metusalém 969

      Ao se passarem os séculos, a duração da vida diminuiu, em especial após o Dilúvio. Sem viveu 600 anos. Mais tarde, Abraão viveu 175 anos. Por volta do tempo de Moisés, a duração da vida havia diminuído para a média de 70 ou 80 anos. — Sal. 90:10; Gên. 5:3-27; 11:10, 11; 25:7.

      Desta história, então, podemos ver que alguns homens no passado viveram mais de dez vezes mais que os atuais 70, ou 80 anos. Desde que a mente e o corpo do homem operaram por quase 1.000 anos, mesmo depois de a imperfeição surgir, certamente é possível que operem para sempre quando libertos do pecado e sob a bênção e o controle de Deus.

      O salmista bíblico disse a Deus: “Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante.” (Sal. 139:14) Sim, Deus equipou o homem de uma combinação maravilhosamente ímpar de cérebro e corpo. Isto projetou os humanos para viverem para sempre aqui na terra.

      Mas, alguns talvez achem que viver para sempre em perfeição seria tedioso e cansativo. Será isto realmente verdade?

      [Foto na página 12]

      O cérebro humano foi projetado para servir por um bilhão de períodos de vida — realmente, para sempre.

  • O que faria se vivesse para sempre?
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • O que faria se vivesse para sempre?

      OS CIENTISTAS, já por dezenas de anos, tentam estender a duração da vida do homem. A perspectiva duma vida por cem anos é o alvo mencionado com freqüência.

      Muitos gostariam de ver alcançado este alvo. Todavia, se a perspectiva de viver para sempre for mencionada, alguns afirmarão que tal perspectiva é ‘indesejável’. Por quê?

      Seus argumentos são mais ou menos assim. ‘Viver para sempre seria monótono. Não teríamos mais o que fazer.’ ‘A vida eterna exigiria a perfeição, e a perfeição seria tediosa. Sem quaisquer doenças, dificuldades e erros, as pessoas deixariam de apreciar as coisas boas.’ Esse tipo de raciocínio talvez pareça fazer sentido. Mas, faz mesmo?

      Muitos que expressam tais conceitos estão simplesmente papagueando o que ouviram outros dizer; não pararam para meditar nesse assunto eles próprios.

      Mal não É Necessário Para Apreciar o Bem

      É a doença, por exemplo, realmente desejável para fornecer o contraste da saúde? Quão convincente acha que isso seria para o homem que já viu sua esposa definhar lentamente e morrer de câncer? Realmente, cansam-se as pessoas da vida por se sentirem bem? Cansam-se da vida porque seus ambientes são tão agradáveis e porque dispõem de boa comida? Cansam-se da vida porque têm abundância de trabalho saudável, de paz, de justiça?

      Ou será o contrário destas coisas que faz com que a vida pareça fatigante? Não é muita doença, dificuldade e fricção que fazem com que a vida pareça desagradável?

      Ademais, o raciocínio são nos diz que é a doença e os efeitos debilitadores da velhice que fazem com que nossos sentidos se tornem obtusos. Isto reduz nosso usufruto do alimento, da bebida e da atividade.

      Nenhum Tédio Ligado à Perfeição

      Quando ouve o argumento de que viver para sempre em perfeição por fim acabaria com seu prazer de viver, pare um pouco e pense. Num ano, a pessoa mediana come mais de mil refeições. Um senhor de trinta anos talvez tenha comido bem mais de trinta mil refeições. Mas, será que necessariamente as aprecia menos do que depois de haver comido apenas alguns milhares? Se passar apenas um dia sem comer, acha tediosa a refeição seguinte! Não, não é preciso sofrer de subnutrição resultante de fome para apreciar a comida — assim como não precisa cortar um dos dedos para apreciar os outros nove.

      Mas, será que o homem ou a mulher perfeitos chegariam a sentir fome, sede ou a ficar cansados? Certamente que sim. O Filho de Deus, Jesus Cristo, enquanto era um homem perfeito na terra, sentiu fome, sede e ficou cansado. Pode verificar isso por ler o registro de sua vida na Bíblia. — Compare João 4:6, 7; Mateus 4:2; Lucas 8:22-24.

      Não devemos compreender mal o que significa “perfeição”. A parte da perfeição de Deus, a perfeição de todos os outros é algo relativo e não absoluto. Isso é, algo é perfeito segundo o propósito para o qual foi feito. Um martelo perfeito seria excelente para fincar pregos; mas, será que o usaria como serrote? Não; nem o serrote perfeito constituiria um martelo bonzinho. A perfeição de cada qual é relativa — relacionada ao fim para o qual foi projetado e feito.

      Assim, também, se dá com os humanos. As sensações físicas de fome, sede e desejo de descansar depois de longas horas de atividades são normais. Tais sensações físicas foram colocadas no homem pelo seu Criador.

      O que dizer, então, da grandiosa promessa da Bíblia de que, sob a regência justa do reino de Deus, Ele “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”? O que significa isto? — Rev. 21:3, 4.

      A Bíblia descreve aqui a remoção das “coisas anteriores” que vieram com a rebelião do primeiro casal humano no Éden. Estas “coisas anteriores” são a dor, o sofrimento e a morte que seu proceder pecaminoso trouxe sobre seus descendentes, toda a humanidade. — Rom. 5:12.

      Obviamente, tal relato bíblico não significa que, se uma partícula de pó cair no olho duma pessoa, seus canais lacrimais então não mais produziriam lágrimas para lavá-lo. O mesmo se dá com as reações do sistema nervoso humano que produzem a sensação de tato, de pressão e dor. O homem perfeito que pisasse com pé descalço em um espinho oculto na grama ainda sentiria dor, à medida que seus nervos perfeitos reagissem à pontada. E o sistema de defesa inato do sangue, com seu exército de glóbulos brancos, entraria em ação para pensar a ferida infligida. Mas, o homem perfeito não ficaria com gangrena. Nem seria assolado por coisas tais como indigestão ácida, úlceras, enxaquecas, artrite, moléstia cardíaca ou câncer. Por certo, ver-nos livres de tais coisas não diminuiria nossa felicidade, mas a aumentaria grandemente!

      Coisas de Interesse Eterno!

      Mas, será que a pessoa que vivesse para sempre poderia sempre encontrar coisas para ocupar suas faculdades mentais e físicas? Encontraria novos desafios para sua inteligência e habilidade? Continuaria a conversa a ser estimulante e prazerosa? Ou se alcançaria logo o estágio em que todo mundo saberia o que todos os demais sabiam?

      Aqueles que acham que as pessoas ficariam sem o que fazer e aprender deixam de considerar que amplo e magnificentemente equipado Laboratório e Oficina fez o nosso Criador quando produziu este planeta. Considere todas as coisas que o homem tem feito até o tempo atual. E, então, lembre-se de que todos os inventos complexos do homem, seus computadores, seus aparelhos de televisão, seus aviões, seus foguetes, não foram formados de materiais trazidos de algum lugar distante no universo. Não, foram formados do próprio solo em que vivemos e de seu depósito de elementos químicos, seus minerais e metais. Quão amplas são as possibilidades!

      Atualmente, o conhecimento obtido pela pesquisa cresce a uma taxa tão rápida que nem as pessoas nem as organizações conseguem manter-se em dia com o mesmo. Por ser tão curta a sua vida, as pessoas têm de contentar-se quer em saber um pouco de muitas coisas quer em saber muito sobre pouquíssimas coisas. Seu conhecimento é, ou amplo, mas geralmente superficial, ou profundo, mas bem estreito. Não raro se especializam num campo muitíssimo restrito, tentando “tornar marcante a sua vida” antes que se escoe seu curto período de anos. Os cientistas afirmam que toda vez que encontram por fim a “chave’ para abrir uma porta de algum campo de pesquisa, invariavelmente encontram uma dúzia de outras portas do outro lado. Certamente, então, não há perigo de a terra ficar cheia de “sabe-tudo”, que nada têm a falar porque todo o mundo já sabe o que a outra pessoa sabe.

      Quanto sabe sobre seu lar, e quanto já viu dele em seu período de vida? Não a casa em que vive, mas o planeta em que vive — este imenso satélite do sol que os astronautas descrevem como “jóia no espaço”.

      Até os viajantes mundiais raramente chegam a ficar conhecendo bem mais do que apenas uma fração da terra, não raro nada mais do que suas cidades principais e os chamados “principais pontos de interesse”. Alguns já viram lugares como o Grand Canyon do Arizona, os fiordes da Noruega, as planícies Serengeti da África, os Alpes cobertos de neve da Ilha do Sul da Nova Zelândia e o cenário tropical do Taiti.

      Mas, para cada montanha altaneira, para cada canyon aprofundante, para cada queda-d’água cascateante, para todo vale fértil, para todo rio serpenteante, para cada platô achapadado, para cada floresta cheia de sombras, para toda costa rochosa ou praia reluzente, alinhada de palmeiras que já viram, há milhares de outros, cada qual com sua própria beleza e atrativos especiais.

      Plantas, Animais e Pessoas

      Os botânicos alistam cerca de 335.000 espécies de plantas. Só os EUA possuem 1.035 espécies diferentes de árvores. Variam desde a iúca que cresce no deserto às magnificentes Sequóias Gigantes, e abrangem o colorido Bordo Sacarino, o Freixo Americano e o Espruce do Colorado.

      Dentre as flores da terra, poder-se-ia fazer uma combinação diferente cada dia por cem anos. Mesmo então, só de leve a pessoa usaria as variedades que se pode encontrar, desde as Campainhas até as Maravilhas, dos delicados Corações-de-Maria e Lírios do Vale até à gigantesca Rafflesia arnoldi da Indonésia, sua flor chegando a medir um metro de diâmetro e a pesar quase sete quilos.

      E, o que dizer da vida animal da terra? Os biólogos alistam cerca de 5.000 espécies de mamíferos, 3.000 espécies de anfíbios, 6.000 espécies de répteis, 9.000 espécies de aves e 30.000 espécies de peixes, para não se mencionar as mais de 800.000 espécies de insetos.

      Com quantas destas criaturas vivas está realmente familiarizado? Talvez tenha visto algumas delas num livro ou num jardim zoológico. Mas, a quantas delas já observou em seu habitat nativo, admirando seus hábitos fascinantes e aprendendo as diferentes qualidades de cada um? Por exemplo, com quantas das 400 variedades de beija-flores está bem familiarizado — tais como o beija-flor amazonense, o beija-flor-de-pescoço-de-cor-rubi da América do Norte, o diminuto beija-flor de Cuba, que mede apenas cinco centímetros de comprimento? Trata-se de jóias vivas que reluzem com cores iridescentes de vermelho flamejante, violeta forte, laranja brilhante e verde esmeraldino. Ou já observou cuidadosamente o majestoso condor gigante ou o albatroz, com seus três metros e setenta de asas estendidas?

      Levaria um longo tempo para chegar a conhecer todas as criaturas viventes da terra, do mar e do ar — muito mais do que o atual período de vida poderia começar sequer a abranger.

      De muito maior interesse, contudo, são os povos da terra. São quase tão variados quanto as flores, em suas caraterísticas, em seus estilos de vestir-se, em suas preferências de alimentos, arquitetura, música e outras características distintivas. Nem a perfeição significaria a remoção desta variedade e deste contraste de personalidade, tornando-as umas iguais às outras, assim como nem todas as rosas para serem perfeitas precisam ser todas vermelhas.

      Não é fácil, hoje, chegar a conhecer as muitas raças da terra. Em muitos casos, com efeito, isso se torna cada vez mais perigoso. Mas, a promessa bíblica de vida eterna é apenas para as pessoas que amam e apreciam seu Criador, Sua verdade, justiça e normas justas, e que amam ao seu próximo como a elas mesmas. Por produzirmos o fruto do espírito de Deus — amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, boa qualidade moral, fé, brandura, domínio de si — farão deste planeta um jardim espiritual de pessoas amigáveis, cooperadoras, generosas e calorosas. — Gál. 5:22, 23.

      Seus talentos e suas habilidades nos trabalhos manuais, no trabalho com metais, na arquitetura, no paisagismo, na decoração doméstica, nas artes, na música e na literatura, por conseguinte, serão usados com o motivo correto. Isto estimulará novos píncaros de expressão e beleza. Por certo, conhecer tais pessoas, ver os produtos de sua atividade, e chegar a conhecê-las bem seria uma fonte contínua de prazer.

      Familiarizar-se Melhor com Deus

      Muito acima de tudo isto, a vida eterna lhe permitiria familiarizar-se melhor com o Soberano Universal, Jeová Deus. Nada na vida é mais enriquecedor, mais satisfatório ou mais enobrecedor.

      Por toda a eternidade, pode-se aprender cada vez mais a respeito de Deus, nosso Criador — e ainda assim seria impossível saber tudo sobre ele. O apóstolo cristão Paulo escreveu sobre o nosso Criador: “Ó profundidade das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos! Pois, ‘quem veio a conhecer a mente de Jeová?’” — Rom. 11:33, 34; Ecl. 3:11.

      Esse mesmo apóstolo também escreveu sobre Jeová Deus: “Suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade.” — Rom. 1:20.

      O conhecimento do universo, com seus planetas, suas estrelas e suas galáxias não deixa margem a dúvidas quanto ao assombroso poder e à superlativa sabedoria de Deus. Ele é o Supremo Físico, Químico, Matemático, Arquiteto e Construtor. O salmista dos séculos passados, cheio de apreciação, escreveu: “Ó Jeová, nosso Senhor, quão majestoso é o teu nome em toda a terra, tu, cuja dignidade é narrada acima dos céus! Quando vejo os teus céus, trabalhos dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem mortal para que te lembres dele, e o filho do homem terreno para que tomes conta dele?” — Sal. 8:1, 3, 4.

      Embora a criação visível testifique sobre seu Criador, é por meio de sua Palavra, a Bíblia que realmente chegamos a conhecê-lo, a conhecer Sua personalidade, seus propósitos, seus caminhos, suas normas. É por meio dessa Palavra, a Bíblia, que vemos que ele tem mantido o homem mortal em mente, que se preocupa com ele.

      Realmente, como poderia jamais ser tediosa a vida para sempre em perfeição? Viver estaria cheio de deleite e prazer e de interesse eternamente.

      Mas, se os homens tivessem vida eterna, onde é que viveriam todas as pessoas? E poderia a terra prover as coisas para todos eles?

      [Foto na página 16]

      Será que a vida já lhe deu tempo de familiarizar-se com todos os lugares bonitos da terra?

      [Fotos na página 17]

      . . .ou com a variedade de aves e pessoas?

  • Onde viveriam todas as pessoas?
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • Onde viveriam todas as pessoas?

      QUE pessoa de coração honesto não se emocionaria diante da perspectiva de viver para sempre numa terra em que prevalecessem a paz e a justiça, em que a saúde e o vigor jamais se desvanecessem? A Bíblia promete isto sob a regência do reino de Deus. Tais condições hão de prevalecer depois de Deus remover os atuais sistemas injustos e todos os que compartilham em seus meios corruptos. Então a terra usufruirá uma administração justa às mãos do próprio Filho de Deus, Cristo Jesus. — Dan. 2:44.

      Mas, alguns perguntam: “Se as pessoas se verem livres da velhice e da morte, e se continuarem a ter filhos, onde todos eles viverão?”

      Não só isso. A Bíblia, adicionalmente, fornece a estimulante promessa de que aqueles que morreram no passado serão ressuscitados. O próprio Jesus disse: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” (João 5:28, 29; compare com Atos 24:15.) Por certo, está em harmonia com o amor de Deus que os que faleceram não sejam despercebidos ou percam a grandiosa perspectiva de viver para sempre em sua nova ordem. Mas, onde é que todos estes ressuscitados viverão?

      Trata-se duma pergunta lógica. Mesmo agora, alguns consideram como demasiado grande a atual população da terra, de cerca de 3.600.000.000 pessoas. Avisam que a moderna “explosão demográfica” ameaça trazer ampla fome e perturbações. Assim, o que acontecerá na nova ordem de Deus se as pessoas não mais ficarem sujeitas à morte?

      Primeiro, é preciso considerar certos fatores. Um deles é que a terra é realmente capaz de sustentar uma população muitas vezes, sim, muitas vezes maior do que a que se acha nela agora. Outro é que o número de pessoas que já morreram nos milhares de anos passados não é assim tão grande como alguns poderiam imaginar. E, por fim, a Bíblia não afirma que Deus propôs que a procriação continuasse indefinidamente. Sua ordem ao primeiro casal humano foi de ‘encher a terra’, e não de superlotá-la com descendentes. (Gên. 1:27, 28) Considere o pleno significado destes fatores.

      Capacidade da Terra de Acomodar Vasta População

      Quanto espaço pode este planeta fornecer para todos os que obtiverem a vida na nova ordem de Deus? Haverá o suficiente? Bem, considere a superfície da terra: É de cerca de 510.000.000 de quilômetros quadrados de área. Mas, 71 por cento dela é água. A superfície terrestre é de 29 por cento, ou de cerca de 148.000.000 de quilômetros quadrados. Isto é bem mais de 14.500.000.000 de hectares. The World Book Enciclopedia de 1970 diz sobre a população da terra: “Se todas as pessoas do mundo fossem distribuídas eqüitativamente, haveria cerca de 63 pessoas para cada milha quadrada [2,59 km2 ou 259 hectares] de terra.” Isto significaria cerca de quatro hectares para toda pessoa viva hoje! Sim, a terra pode acomodar muito mais pessoas que a sua atual população.

      Entretanto, através da história humana, muitos bilhões de pessoas já viveram na terra. Quantos? Bem, há quanto tempo vive o homem na terra? Segundo a cronologia bíblica, há quase 6.000 anos. Mas, deve-se lembrar que, depois de 1.656 anos da história humana, a população da terra diminuiu drasticamente — para apenas oito pessoas! Isto se deu por causa do dilúvio dos dias de Noé. (1 Ped. 3:20) A população da terra cresceu consideravelmente durante os próximos 2.370 anos até o começo de nossa Era Comum. Todavia, quando Jesus Cristo estava na terra, a população humana, segundo certas estimativas, talvez não tenha sido de mais de 250 milhões de pessoas. Com efeito, The World Book Encyclopedia (1970) estabelece uma estimativa de cerca de metade daquele total — de apenas 133 milhões.

      É apenas nos séculos recentes que a população da terra cresceu tremendamente. Neste respeito, o Dr. Albert L. Elder, como presidente da Sociedade Estadunidense de Química, declarou numa reunião dessa sociedade em 1960:

      “Foram precisos mais de 5.000 anos da história humana até por volta de 1820, para se atingir a população mundial de 1,1 bilhão de pessoas. No século seguinte, a população dobrou. Agora, reside por volta de 2,8 bilhões e poderia atingir 3 bilhões no início da década de 1960 [como aconteceu mesmo]. Assim, em menos de 50 anos houve um aumento da população equivalente ao que ocorreu durante os primeiros 50 séculos.”

      Assim, os que vivem hoje representam considerável número dos que já viveram nesta terra. Com efeito, em 1966, um orador perante o congresso da Associação Farmacêutica do Estado da Flórida, comentou: “Calcula-se agora que 25 por cento de todas as pessoas que já viveram estão vivas atualmente.” — Journal de Jacksonville, de 18 de maio de 1966.

      À base desse cálculo, a população através de toda a história humana seria apenas de cerca de 14.000.000.000 de pessoas. Mas, suponhamos que muitas mais tivessem vivido na terra. Adicionemos 10.000.000.000 de pessoas mais e suponhamos que uma população de 24.000.000.000 de pessoas esteja envolvida. Será que haveria lugar para elas? Bem, visto que a terra tem mais de 14.500.000.000 de hectares, haveria bem mais de meio hectare de terra ou seis mil metros quadrados para cada pessoa! Mas, será que seis mil metros quadrados seriam suficientes para produzir o alimento necessário? Há boa razão para se crer que apenas uma fração desses seis mil metros quadrados seriam necessários para o alimento, deixando espaço para áreas de recreação e santuários para a vida animal e vegetal.

      Terra Pode Produzir Suficiente Alimento

      Segundo The World Today: Its Patterns and Cultures(1966, p. 76), menos de um oitavo da área total terrestre é apropriada para cultivo. A produtividade de grande parte do solo que é cultivado é muito pequena, e os métodos de lavoura amiúde não são os mais eficientes. Mas, até mesmo agora, sob condições que muito se distanciam das ideais, admite-se que a terra tem o potencial para sustentar muito maior população. Por exemplo, a revista Time, de 13 de julho de 1970, num artigo sobre novas variedades de trigo e arroz, de alta safra, noticiou que a Organização das Nações Unidas Para a Alimentação e Agricultura “sustenta agora que o potencial agrícola do mundo é suficientemente grande para alimentar 157 bilhões de pessoas”. Com certeza, então, a terra poderia sustentar 24.000.000.000 de pessoas.

      Todavia, não é de todo certo que o amplo total de 24.000.000.000 de pessoas tenha vivido na terra. Poderia ser muito menos. Nem declara a Bíblia que todo e qualquer ressuscitado continuará a viver para sempre. O princípio declarado em Isaías 26:10 sem dúvida resultará verídico concernente a considerável número deles, a saber: “Ainda que se mostre favor ao iníquo, ele simplesmente não aprenderá a justiça. Na terra da direiteza ele agirá injustamente e não verá a alteza de Jeová.” Tais pessoas perecerão, para jamais viver de novo. (Rev. 20:11-15) Assim, também, a Bíblia mostra que nem todos os que vivem hoje sobreviverão para viver na terra sob o reino de Deus. Pelo contrário, ela mostra que muitos, a maioria, rejeitarão voluntariamente sua oportunidade de tomar sua posição ao lado de Deus e de mostrar fé em suas provisões, destarte escolhendo a destruição eterna ao invés de a vida interminável. — 2 Tes. 1:9, 10; 2 Ped. 3:5-7.

      Quando consideramos quão abundantemente a terra poderia produzir sob condições ideais e a bênção de Deus, podemos ver quão facilmente poderia sustentar uma população muito maior, inclusive os ressuscitados dentre os mortos, muito embora estes atinjam até dez ou vinte bilhões ou mais!

      Deus, que criou a terra, sabe como torná-la produtiva. Sob a sábia administração de seu reino, a terra produzirá como nunca antes. Como se deu com a nação de Israel quando fiel, também se dará então: “A própria terra dará certamente a sua produção; Deus, nosso Deus, nos abençoará.” — Sal. 67:6.

      Sem dúvida, um amplo projeto de aproveitamento de terras será realizado para transformar toda a terra num paraíso frutífero. Isso incluirá áreas que, hoje em dia, talvez sejam improdutivas. Assim, muito embora cerca de um quarto da superfície da terra seja árida ou semi-árida atualmente, não terá de permanecer assim.

      A respeito das áreas desérticas, Chambers’ Encyclopedia declara: “Mesmo no terreno menos promissor, uma chuvarada ocasional trará à vida sementes que por longo tempo têm ficado em estado latente e ressecado na areia. . . . Onde existem rios ou reservas subterrâneas torna-se logo evidente que o solo desértico é potencialmente fértil e apenas aguarda o toque mágico da água.” E, a Encyclopedia Americana afirma: “Muitas regiões desérticas se tornam verdejantes de vegetação uma vez sejam irrigadas.”

      Até mesmo hoje, a água e o bom cuidado fazem com que algumas áreas desérticas floresçam, tais como em partes do Egito e de Israel. Também, grande parte da Califórnia seria um deserto se não fosse a irrigação e o bom cuidado que fazem com que a terra produza abundantemente.

      Se muita coisa pode ser feita agora para sustentar ampla população na terra, o que poderá então ser feito sob o reino de Deus e com Sua bênção! Jeová Deus demonstrou sua habilidade de prover água, bem como alimento, quando susteve os seiscentos mil homens de Israel e suas famílias, durante seus quarenta anos na árida península de Sinai. (Êxo. 12:37; 15:22-25; Deu. 8:3, 4) De novo demonstrou tal habilidade séculos mais tarde quando proveu água para os 50.000 exilados judeus e seus associados que voltaram de Babilônia para Jerusalém através da região árida do deserto da Síria, cumprindo a profecia de Isaías: “No ermo terão arrebentado águas, e torrentes na planície desértica. E o solo crestado pelo calor se terá tornado como um banhado de juncos, e a terra sedenta, como fontes de água.” (Isa. 35:1, 6, 7; Esd. 2:64-70) Pode fazer o mesmo numa escala muito mais ampla durante a regência do Reino de seu Filho.

      Cheia, e não Superlotada

      Quantas pessoas propõe Jeová Deus ter por fim na terra? A Bíblia não diz.

      Podemos estar certos, porém, que todos os que viverem então se deleitarão com a vida. O que foi prometido ao povo fiel de Deus no tempo do salmista Davi será verdadeiro então, a saber, eles “deveras se deleitarão [requintadamente] na abundância de paz”. Jesus mostrou que tais palavras do Salmo 37:11 eram proféticas de condições mundiais que deveriam vir, por citá-las em Mateus 5:5. Por certo, os que viveram sob a regência do seu Reino não poderiam deleitar-se com a vida pacífica se houvesse condições superlotadas, apinhadas.

      Lembre-se, Jeová disse ao homem que ‘enchesse a terra’. (Gên. 1:28) Não lhe disse que a inundasse de pessoas. Mas, para impedir que fique superlotada, não terá de cessar em algum tempo a procriação? Sim, parece ser este o caso.

      Como poderá cessar a procriação? Bem, quem deu ao homem e à mulher o poder de reproduzir-se? Foi seu Criador, Jeová Deus. Visto que originou a fertilidade humana, pode também terminá-la. Mas, precisamente como e quando isto ocorrerá, a Palavra de Deus não diz. Todavia, por não sabermos os pormenores, isso não é motivo de duvidarmos que Jeová possa cuidar da situação.

      Deus prometeu restaurar sem falha a terra a um paraíso frutífero, paraíso que possa sustentar todos os habitantes da terra que obtenham a vida eterna. Garante isto, Sua Palavra pontificando: “O que estava sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas.’ Ele diz também: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’” (Rev. 21:5) Sim, o novo sistema de Deus proverá o espaço para que todos vivam confortável e prazerosamente.

  • Como será obtida a vida eterna?
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • Como será obtida a vida eterna?

      ‘COMO poderá ser obtida a vida eterna?’ — talvez pergunte logicamente. ‘Se isso acontecer, terá de haver grandes mudanças.’ Isso é verdade. Mas, por parte de quem?

      Os homens da medicina há muito trabalham para fazer mudanças. Aumentaram a duração média da vida do homem principalmente pelo uso de anti-sépticos e por melhor saneamento. A redução de mortes tem sido mais notada entre os recém-nascidos e os bem jovens.

      Como resultado de simples esforços humanos, porém, por quanto mais tempo espera o leitor, pessoalmente, poder viver? A Encyclopedia Americana (edição de 1968, sob “Longevidade”) relata:

      “Ao passo que a perspectiva de vida do homem ao nascer quase que dobrou nos países [mais ‘avançados’] desde meados do século 19, sua perspectiva aos 60 anos aumentou apenas em um ano.”

      No livro The Biology of Death (Biologia da Morte), o autor Raymond Pearl declara que a hereditariedade é um dos principais fatores no segredo da longa vida. Pearl expressa esta verdade numa declaração um tanto humorística: “O maior seguro de longevidade é . . . a cuidadosa seleção dos pais e avós da pessoa.”

      A verdade nua e crua é que, hoje em dia, os esforços médicos se acham, admitidamente, paralisados no que tange a estender a duração da vida. E agora, a poluição do ar, da água e do alimento se torna cada vez mais mortífera a cada dia que passa, com a ameaça de encurtar a vida. Para quem, então, nos podemos voltar em busca duma vida longa?

      Volte-se Para a Fonte da Vida

      Se alguém estiver procurando uma vida longa, não é razoável que se volte para Aquele que deu a vida ao homem no início? Apenas o Criador saberia plenamente quais são todas as nossas necessidades e poderia satisfazê-las. A Bíblia diz a Seu respeito: “Contigo está a fonte da vida.” (Sal. 36:9) “Por meio dele temos vida, e nos movemos, e existimos”, disse o apóstolo Paulo aos homens de Atenas. — Atos 17:28.

      Não é lógico, então, examinar o que Deus tem a dizer sobre a vida? Sua Palavra, a Bíblia, é a única fonte que faz qualquer promessa de vida eterna na terra ou que dá qualquer esperança satisfatória para aqueles que já morreram.

      Neste ponto, talvez surja a idéia: ‘Já temos a Bíblia há séculos. Mas, ainda assim não vemos as pessoas agora continuarem vivendo sempre.’ Bem, a Bíblia nos diz: “Para tudo há um tempo determinado.” (Ecl. 3:1) Ela identifica o tempo em que os benefícios vitalizadores começarão a fluir para toda a humanidade obediente. Mostra que esse tempo está às portas.

      O primeiro homem, Adão, nosso antepassado, lançou-se num proceder rebelde de independência de Deus. Determinou seguir seu próprio caminho. Desejava ‘saber’, decidir, julgar por si mesmo o que era bom e o que era mau. (Gên. 3:5, 22) Deus tem permitido pacientemente que os homens experimentem sua “independência”. Mas, atualmente, o homem atingiu o píncaro das dificuldades. E, agora é também o tempo em que Deus propôs acabar com a perversidade, nesta geração, e trazer condições na terra de modo que aqueles que o desejem possam viver para sempre. — Rev. 11:18.

      Exatamente como trará isto? Quando nos dirigimos a Deus e à sua Palavra, aprendemos a respeito da provisão que Ele fez para o homem obter a vida interminável.

      Necessidade dum “Resgate Correspondente”

      Jesus Cristo afirmou que veio ao mundo da humanidade para que os homens pudessem ter vida eterna. (João 3:16, 17) Mas, como poderiam obter vida eterna visto que toda a humanidade herdou o pecado e a morte de Adão? Explicou Jesus: “O Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” (Mat. 20:28) E Paulo, apóstolo de Jesus, disse que o Filho de Deus “se entregou como resgate correspondente por todos”. (1 Tim. 2:5, 6) Como sabe, um resgate é o meio de se comprar pessoas do cativeiro ou da escravidão. Cristo Jesus deu sua vida humana como resgate para tirar pessoas da escravidão ao pecado e à morte. (Rom. 5:21) Esse sacrifício provê a base para se restaurar as vitais relações corretas com Deus, o Dador da vida. Mas, por que o sacrifício de Jesus é chamado de “resgate correspondente”? E como é que traz o necessário alívio ao gênero humano?

      No caso da descendência de Adão, não serviria qualquer tipo de resgate. Tinha de ser um “resgate correspondente”. Em que sentido? Bem, que possessão valiosa perdeu Adão para si mesmo e para todos os seus descendentes? Foi a perfeição humana. Assim, o verdadeiro sacrifício de resgate teria de corresponder ao perfeito Adão e possuir a perfeição humana. Somente desta forma poderia o resgate satisfazer a justiça perfeita de Deus, que exige igual por igual, “alma por alma”. — Êxo. 21:23-25; Deu. 19:21.

      Nenhum animal poderia pagar o preço de resgate, pois os animais são inferiores ao homem. Não têm valor igual ao homem, e, assim, “não é possível que o sangue de touros e de bodes [realmente] tire pecados”, como a Bíblia bem diz. (Heb. 10:1-4) E nenhum descendente de Adão podia pagar o “resgate correspondente”. Por que não? Porque eram todos imperfeitos. Todos haviam herdado o pecado e a morte. — Rom. 5:12-14; Sal. 49:6-9.

      Assim, era preciso um homem perfeito. Deus proveu esta necessidade a um tremendo custo para si mesmo. Como disse Jesus: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito . . . Pois, Deus enviou seu Filho ao mundo . . . para que o mundo fosse salvo por intermédio dele.” (João 3:16, 17) Como é magnificado por isto o amor de Deus! Pois Deus deu a vida de seu Filho, o “Filho do seu amor”, seu “Filho unigênito”, a fim de fornecer o preço de resgate. — Col. 1:13; Rom. 5:6-8.

      Isto exigia que seu Filho se tornasse humano, para corresponder ao perfeito Adão. E Deus realizou isto por transferir a vida do seu Filho desde o céu até a madre da virgem judia, Maria. (Luc. 1:26-37; João 1:14) Visto que Jesus não devia sua vida a qualquer pai humano que descendia do pecador Adão, Jesus nasceu livre de qualquer herança do pecado. Era, por assim dizer, “um cordeiro sem mácula, nem mancha”, cujo sangue podia fornecer um sacrifício aceitável. — 1 Ped. 1:18, 19.

      Nova Herança de Vida por Jesus Cristo

      Pertencemos a uma família imperfeita, com uma herança de morte. Tem-se comprovado como cientificamente certa a regra: Os pais de vida curta ou adoentados não transmitem o vigor da vida a seus filhos assim como o fazem os pais fortes e saudáveis. Precisamos de nova herança de vida. Precisamos de regeneração. Por essa mesma causa Jesus veio à terra. Mas, como vem a nova herança de vida?

      A explicação da Bíblia quanto à forma de isto se realizar é tanto simples como profunda — assim como o problema da condição moribunda da humanidade pode ser expresso com simplicidade mas é profundamente difícil de resolver. Primeiro, deve-se reconhecer que, por ocasião do pecado de Adão e de ser ele sentenciado à morte, seus descendentes ou raça estavam todos por nascer em seus lombos e, assim, todos morreram junto com ele. (Compare Hebreus 7:4-19; Romanos 7:9.) Jesus, qual homem perfeito, “o último Adão”, tinha uma possível raça de descendência por nascer em seus lombos. E, quando morreu inocentemente como perfeito sacrifício humano, esta raça humana em potencial morreu junto com ele. Jesus se abstivera voluntariamente de contrair matrimônio e produzir sua própria família. Morrendo Jesus como homem sem filhos, seus descendentes humanos por nascer exatamente contrabalançavam toda a raça que Adão reproduzira até agora. — 1 Cor. 15:45; compare com Romanos 5:15-17.

      Assim, por renunciar à sua vida humana, junto com o potencial de ter seus próprios filhos, Jesus Cristo comprou direitos de vida “parentais” que Adão perdera. Dispõe de “crédito” em favor daqueles dentre a família de Adão que desejarem utilizá-lo.

      Para ilustrar como isto satisfaz a justiça, poderíamos usar o caso dum homem que morreu, deixando grande dívida em seu espólio. Seus filhos não conseguem pagar as dívidas. Mas, um amigo, dotado de suficiente dinheiro, resgata o espólio dos credores do falecido e então distribui partes do mesmo como herança para os que são filhos dignos. No caso de Jesus, naturalmente, não são terrenos nem outros bens materiais que ele resgata e concede aos dignos, mas é a vida, a vida humana perfeita.

      Por prover o “resgate correspondente”, Jesus comprou de novo toda a humanidade que descende de Adão, de modo que pudesse tornar-se sua família. Fez isto por apresentar o pleno valor de seu sacrifício de resgate ao Deus de absoluta justiça no céu. Ele “entrou . . . no próprio céu, para aparecer agora . . . perante a pessoa de Deus” em favor do mundo da humanidade. — Heb. 9:24.

      Jesus Cristo pode assim ter filhos na terra, não pela procriação natural, mas pela redenção da descendência de Adão. Isto foi predito nas profecias messiânicas que indicam que Jesus terá “descendência” como “Pai eterno”. (Isa. 53:10-12; 9:6, 7) Jesus não seria um “Pai Eterno” para seus filhos terrestres se eles morressem. Assim, para que este título seja verdadeiro quanto a ele, os filhos terrestres de quem se torna pai por meio de seu resgate obterão a oportunidade de viver para sempre na terra.

      Por conseguinte, pela fé em Jesus Cristo, os filhos moribundos do morto Adão podem transferir-se para a família de um Pai que vive para sempre. Este “Pai Eterno” pode regenerar às mentes e os corpos deles com vida, e pode, posteriormente, manter tal vigor de vida neles. (Rom. 6:23) Sim, pela fé em Jesus Cristo poderá ter nova herança de vida. E este arranjo inteiro para uma nova herança de vida manifesta a sabedoria de Jeová Deus e Sua justiça, de forma maravilhosa. Como assim? Em equilibrar ele de modo perfeito a balança da justiça, ao passo que, ao mesmo tempo, mostra bondade imerecida e perdoa peados. — Rom. 3:21-26.

      Regência Justa Também por Jesus Cristo

      Para usufruir a vida interminável na terra em felicidade, o homem precisa mais do que uma nova herança de vida. Precisa de um novo governo. Deus também proveu isto por Jesus Cristo. Este novo governo é o reino de Deus. Jesus ensinou seus seguidores a orar pedindo este reino: ‘Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:10.

      Para que a vontade de Deus seja feita na terra, tem de findar o atual sistema de coisas. E a Bíblia mostra que muito em breve o reino de Deus esmagará e substituirá todos os sistemas do homem que agora provocam tamanho pesar. (Dan. 2:44) Esse tempo de destruição é descrito por Jesus como “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mat. 24:21) Depois da destruição deste inteiro sistema perverso, o reino de Deus, regendo desde o céu, controlará todos os assuntos da terra.

      Tal reino celeste será o único governo que a terra terá para sempre depois do fim deste sistema perverso. Sua administração será muito superior a tudo o que os homens já tenham imaginado. Regendo com justiça e retidão, operará para trazer benefícios a todos, e não apenas a alguns poucos.

      Que garantia temos de que o regente Jesus Cristo jamais permitirá a corrupção nos altos círculos? A de que ele já provou sua sujeição ao Criador. E ele rege, não para sua própria glória, mas para a glória de Deus, e para o benefício da população da terra. A respeito dele, está escrito que ele ‘ama a justiça e odeia a anarquia’. (Heb. 1:9) A Bíblia fala de sua lealdade e da posição exaltada que lhe foi concedida, nas seguintes palavras:

      “Cristo Jesus, o qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. . . . Mais do que isso, quando se achou na feição de homem, humilhou-se e tornou-se obediente até à morte, sim morte numa estaca de tortura. Por esta razão, também, Deus o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome.” — Fil. 2:5-11.

      Obra Recriativa sob o Reino

      Mesmo após o fim deste sistema de coisas, os sobreviventes da “grande tribulação” ainda terão corpos imperfeitos. Alguns precisarão ser restaurados da doença ou de órgãos que lhes faltam. Esta cura de toda a humanidade ocorrerá durante o reinado milenar de Jesus Cristo. Jesus falou deste tempo como a “recriação, quando o Filho do homem se assentar no seu glorioso trono”. — Mat. 19:28; Rev. 20:1-6.

      Assim Jesus efetuará uma obra recriativa desde o céu. Quando na terra, segundo nos lembramos, sarou pessoas com todo tipo de doença e restaurou partes e funções do corpo, tais como mãos atrofiadas e a visão dos cegos de nascença. Até mesmo ressuscitou a um homem que já estava morto por quatro dias. Alguns de seus milagres de cura foram feitos à distância. Assim, do próprio céu, Jesus pode fazer a obra recriativa de forma completa aqui na terra. — Mar. 3:1-5; João 9:1-7; 11:38-44.

      Gradualmente, a raça humana será trazida à perfeição. Levará tempo para trazer a perfeição da vida a todos os que a desejam. Junto com isto haverá a obra de tornar adequado o ambiente para os humanos perfeitos, um lugar de deleite.

      Sim, a tenda de Deus estará “com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. As coisas anteriores, junto com todas as suas dificuldades, parecerão como que fora de lugar então, assim como as condições futuras que a Palavra de Deus descreve talvez pareçam irreais agora. — Rev. 21:3, 4.

      Assim, a vida eterna é exeqüível. Pode ser obtida apenas pela transferência da família moribunda de Adão para uma nova herança de vida por Jesus Cristo, o “Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”. — Isa. 9:6.

      Pode alcançar o que o escritor científico chamou de “o melhor seguro de longevidade”, a saber, a escolha de novo pai — o “Pai Eterno”, Jesus Cristo. Poderá infundir-lhe verdadeira vida. Eis agora a sua oportunidade. Mas, há algo que deve fazer para preparar-se para a vida interminável sob sua regência?

      [Foto na página 24]

      Viver para sempre sob as atuais condições talvez não pareça atraente. Mas, a vida interminável no Paraíso — não seria isso uma alegria sem fim?

      [Foto na página 25]

      Não seria maravilhoso acolher de volta dos mortos os entes queridos?

  • Prepare-se agora para um futuro infindável
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • Prepare-se agora para um futuro infindável

      GOSTARIA de viver nesta terra quando as condições forem realmente propícias para a genuína felicidade? Deseja realmente a vida interminável num mundo assim? Caso deseje, tem de preparar-se para ele agora!

      Mas, por que agora? Por que não esperar e ver como é que tudo se resolve?

      Limitado o Tempo de Oportunidade

      O tempo simplesmente não permite a demora. A razão não é apenas que a vida já é breve. Antes, é porque a vida da ampla maioria da humanidade corre agora grave perigo de ser abruptamente encurtada, eliminada por um desastre de proporções globais.

      Talvez saiba que os líderes mundiais reconhecem de público o crescente perigo de uma guerra nuclear que tornaria inabitável este planeta. Sem dúvida já leu avisos, por parte de cientistas, de que a moderna poluição do ar, da água e do solo apresenta uma ameaça tão grande quanto a guerra nuclear. Mas, muito acima de todos estes perigos, o maior futuro que torna tão urgente que aja agora é que o devido tempo de Deus agir já se acha sobre nós agora.

      Segundo a cronologia da Bíblia e o cumprimento da profecia bíblica, o tempo que resta ao sistema injusto que agora opera na terra se está esgotando rápido. A Bíblia não diz que se possa evitar a vindoura guerra do Armagedom de Deus, e a “grande tribulação” da qual é parte; o proceder injusto pelo qual os homens e as nações se têm teimosamente endurecido a torna inevitável. (Mat. 24:14, 21, 37-39; Rev. 16:16) Mas, oferece-lhe, qual indivíduo, a oportunidade de se colocar agora firme ao lado de Deus na controvérsia e, destarte, nutrir a esperança de sobreviver. A sobrevivência levará as pessoas de coração justo à vida na nova ordem, ordem alicerçada na provisão de vida por parte de Deus mediante seu Filho e Rei designado, Jesus Cristo, e na qual o princípio governante será o respeito, a devoção e a obediência a Jeová Deus como o Dador da Vida. — 2 Ped. 3:8-13.

      O que fará? Isto dependerá de se tiver fé nas promessas de Deus ou não. Pois, mesmo que reconheça não ser lógico que as árvores e tartarugas vivem mais que o homem inteligente, isso não basta. Nem é bastante reconhecer que o homem deveras possui um lado espiritual em sua natureza e que a focalização que a Bíblia faz do pecado e da imperfeição herdados como a fonte do envelhecimento e da morte fornece a única explanação satisfatória para tais problemas. Ainda mais do que isso, não basta admitir que a esperança oferecida pela Bíblia, de vida eterna sob o governo justo de Deus pelo seu Filho, é o único meio genuíno de satisfazer o desejo correto das pessoas de coração justo. Chegar até esse ponto e não ir mais além não lhe trará nenhum benefício duradouro.

      O discípulo Tiago declara que “a fé sem obras é morta”, assim como o corpo sem sua força de vida ou espírito torna-se morto. (Tia. 2:26) Simplesmente reconhecer a lógica e a razoabilidade do que a Bíblia afirma não significa ter fé viva. Sua fé tem de ser demonstrada pela ação, por agir. Destarte, mostrará que rende mais do que a simples aceitação mental da promessa de vida eterna dada por Deus. Mostrará que chega ao seu coração, que verdadeiramente o motiva.

      Se recebesse aviso de impendente terremoto, tal como o que recentemente devastou ampla área do Peru, e ceifou as vidas de dezenas de milhares de pessoas em questão de minutos, poderia agir de modo a salvar sua vida. Atualmente, algo pior do que um terremoto ameaça todos os habitantes da terra — a “grande tribulação” de que Cristo Jesus deu aviso. (Mat. 24:21) A respeito desse tempo, escreveu o apóstolo Paulo: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite. . . . então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” (1 Tes. 5:2, 3) A via de escape ainda se acha aberta, e poderá valer-se dela antes que se feche irreversivelmente.

      Seja quem for, não está certamente sozinho. Tem parentes, talvez um cônjuge e filhos, e tem amigos. Deve não só a si mesmo, mas também a eles, informar-se agora sobre as provisões de Deus para a sobrevivência para a vida em Sua nova ordem. Daí, ao invés de seguir um proceder egotista de só se preocupar com seu próprio futuro imediato, poderá ajudá-los a visarem um futuro infindável de genuína felicidade. Na verdade, talvez agora demonstre interesse em suas vidas por lhes prover alimento, roupa, abrigo, cuidados médicos e outras necessidades. Mas, até sob condições normais isso só poderia ajudá-los a viver o suficiente para morrerem velhos — e talvez em algum conforto. O verdadeiro amor exige que procure algo melhor para eles, se for exeqüível. E é!

      Mais que isso, sente uma dívida de gratidão para com a original Fonte da vida, o desejo de servir para a honra do Criador do universo, inclusive deste planeta Terra e todas as suas modalidades apreciáveis? Então, estará ansioso de aprender quais são os justos requisitos de Deus.

      O que, então, tem de fazer, de modo a não desperdiçar o restante tempo de oportunidade?

      Assimile o Conhecimento Vitalizador

      Precisa investigar a Palavra de Deus, a Bíblia, estudá-la e verificar qual é o propósito de Deus para a terra e o homem, aprender qual é sua vontade para nós no tempo atual, agora. O Filho de Deus disse em oração a seu Pai: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.

      A vida eterna, então, não provém por se beber alguma poção mágica, por se realizar certos ritos misteriosos ou fazer alguns exercícios estranhos. Vem pela educação da Bíblia. Atualmente, as testemunhas de Jeová executam uma campanha mundial de educação bíblica em mais de duzentas terras e ilhas do mar. Em mais de um milhão e duzentos mil lares, dirigem-se cada semana estudos bíblicos gratuitos com as pessoas interessadas, homens, mulheres e famílias. Não só são considerados tópicos como “Por Que Envelhecemos e Morremos”, e “Onde Estão os Mortos?”, mas também assuntos tais como “Por Que Permitiu Deus a Iniqüidade Até Hoje?”, “Os Últimos Dias Deste Sistema Iníquo de Coisas”, “Uma Regência Justa Faz da Terra um Paraíso”, “Como Se Identifica a Religião Verdadeira”, “Como Orar e Ser Ouvido por Deus”, “Estabelecendo Uma Vida Feliz em Família”, e “A Adoração Verdadeira — um Modo de Vida”. Por gastar aproximadamente uma hora por semana com um instrutor, os ensinos básicos da Bíblia inteira são considerados em seis meses.

      Poderá fazer arranjos para tal estudo bíblico em seu lar por solicitá-lo a qualquer das testemunhas de Jeová em sua localidade ou por escrever aos editores desta revista. A única despesa que terá será algum de seu tempo e o esforço de ler e preparar-se para a palestra. Afinal de contas, é sua vida e a vida de seus entes queridos que estão envolvidas, e certamente isto merece um esforço sério. O escritor bíblico Tiago fala da “implantação da palavra que é capaz de salvar as vossas almas”. (Tia. 1:21) Tal implantação da palavra não pode ser realizada sem que faça sua parte. A Palavra de Deus não pode trazer-lhe vida a menos que receba suas verdades em sua mente e em seu coração, de modo que o motive a fazer a vontade divina. Disse Jesus: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Exercer fé em Jesus significa mais do que simplesmente afirmar: “Creio em Jesus.” Exige ação.

      Procure o Ambiente Correto Para a Vida

      O ambiente físico ruim — inclusive a poluição do ar, do solo e da água, fontes contaminadas ou inadequadas de suprimentos alimentícios, e condições superlotadas, sujas e cheias de germes — obviamente encurtam a vida. As pessoas reconhecem isto. Todavia, poucos pensam com suficiente profundidade para chegar a discernir que isso também se dá com o ambiente espiritual ruim. Para que nos preparemos para um futuro infindável, precisamos alimentar nossa mente e nosso coração com assiduidade de alimento espiritual saudável e puro. Precisamos das associações corretas com pessoas cujas conversas sejam edificantes, salutares, que contribuam para a fé em Deus, que promovam o desejo das coisas corretas, que fortaleçam a determinação de apegar-nos às normas justas. A nova ordem de Deus será povoada de tal espécie de pessoas.

      Mas, até mesmo agora precisamos de tal associação. E podemos encontrá-la. Onde?

      Acha-se nas muitas igrejas da cristandade? Bem, o que acontece hoje em tais igrejas? Não raro ouve a Bíblia ser menosprezada pelos hodiernos ministros e clérigos, de sua crescente tendência de fechar os olhos a todos os tipos de mau comportamento sexual, inclusive a homossexualidade, de apoio clerical às demonstrações públicas contra a autoridade constituída. Talvez já tenha visto pessoalmente evidência de considerável hipocrisia em tais igrejas. E, provavelmente, já leu, também, a respeito do declínio das igrejas, não apenas em um país, mas em todos os países. De que é isto evidência? Por certo, não é evidência da bênção de Deus sobre elas. Não podemos culpar a Deus pelo estado insalutar e moribundo de tais igrejas. Elas substituíram a Palavra da vida pela filosofia, política e tradições humanas, e estão sentindo as conseqüências disso.

      É um pouco melhor a situação das religiões não-cristãs? Não, pois os povos que praticam tais religiões passam pelos mesmos tumultos, desunião e debilitamento geral da influência e vigor, conforme se encontra nas igrejas da cristandade.

      A religião falsa não só é enganosa, e insatisfatória, mas também é mortífera. Produz um clima espiritual insalutar que não tem genuíno amor a Deus e ao próximo, carece de genuína devoção às normas da verdadeira justiça. É por isso que a Bíblia representa toda a religião falsa sob o símbolo de “Babilônia, a Grande”, uma cidade imperial cheia de impureza. Revelação 18:4 soa o aviso: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” Toda a religião babilônica, bem como seus apoiadores, será destruída na vindoura “grande tribulação”, de modo que nada de seu modo de pensar doentio infete os que sobreviverão para a nova ordem de Deus.

      Para onde, então, irá o leitor? Com quem se associará? Afirma a Bíblia: “Empenha-te pela justiça, pela fé, pelo amor, pela paz, ao lado dos que invocam o Senhor dum coração puro.” (2 Tim. 2:22) As testemunhas de Jeová o convidam a se familiarizar com elas, a assistir às suas reuniões congregacionais em seus Salões do Reino, partilhando com elas o estudo da Bíblia. Convidam-no a verificar por si mesmo o alimento espiritual que é experimentado ali. Sinceramente cremos que o achará revigorante, como respirar ar fresco depois de sair dum lugar carregado de fumaça. Veja por si mesmo se as águas puras da verdade da Palavra de Deus fluem ou não ali em toda a sua refrescante clareza.

      Acate a Palavra de Deus

      À medida que assimila conhecimento da Palavra de Deus, apreciará sua sabedoria, como pode aprimorar imensamente a qualidade de sua vida, até mesmo agora. Aprenderá, por exemplo, o requisito de Deus de substituir nossa “velha personalidade” pela “nova personalidade”. Por que se dá isto? Bem, o que tornará tão desejável a vida na nova ordem de Deus? A paz global, por um lado. As gritarias, as lutas, as querelas afetam tanto a saúde física como mental. Para os que buscam a vida no favor de Deus, a Bíblia lhes diz o que fazer agora:

      “Realmente, afastai de vós a todas elas, o furor, a ira, a maldade, a linguagem ultrajante e a conversa obscena da vossa boca. Não estejais mentindo uns aos outros. Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade.” — Col. 3:8-10.

      Isto levará tempo, naturalmente. Mas, o progresso em tais coisas fará a vida, a vida familiar em particular, muito mais prazerosa. Assim, os cristãos precisam acatar a Palavra de Deus.

      Mentir, tapear, beber demais e outras práticas imorais, tais como a fornicação, o adultério e o homossexualismo, são todas parte da “velha personalidade”. Corrompem e prejudicam física, mental e espiritualmente. Mas, o conselho e as instruções de Deus são “vida para os que as acham e saúde para toda a sua carne”. (Pro. 4:22) Mostram-lhe como usar seu tempo e sua energia em atividades construtivas e prestimosas que são realmente prazerosas e recompensadoras. À medida que acata a Palavra de Deus, desejará fazer como diz o Salmo 97:10: “Ó vós amantes de Jeová, odiai o que é mau.” Se fizer isto, evitará o que é mau. E fará isto, não só quando não tiver oportunidade de fazer o mal, mas em todas as ocasiões, porque ama o que é correto. Por rejeitar maus pensamentos e más inclinações, ‘resguardará seu coração, pois dele procedem as fontes da vida’. (Pro. 4:23) Isto é algo que precisa ser feito agora, a fim de preparar-se para a vida eterna.

      Seu Criador o convida: “Inclina o vosso ouvido e vinde a mim. Escutai, e a vossa alma ficará viva.” (Isa. 55:3) Não negligencie ou desperdice a oportunidade que tem agora de aprender Dele o caminho da vida eterna. Use seu vigor mental, emocional e físico agora nos Seus caminhos retos, para seu próprio bem-estar eterno e para o daqueles a quem ama. Sim, prepare-se agora para um futuro infindável na nova ordem justa de Deus.

  • Qual é a população dos insetos?
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • Qual é a população dos insetos?

      ● Muitas pessoas ficariam surpresas de saber que os cientistas praticamente não nutrem esperanças de poder jamais classificar todo tipo de inseto em existência. Por quê? Porque calcula-se que haja de 2.000.000 a 4.000.000 de espécies diferentes de insetos. E os cientistas realmente descreveram apenas uns 625.000 em termos científicos.

      Se tentasse calcular quantos insetos vivem no mundo, hoje em dia, o número seria tão grande que a mente humana dificilmente poderia imaginá-lo. A única forma de os cientistas começarem a calcular quantos insetos se acham numa determinada área é por contar todos que se acham em cerca de 0,836 metros quadrados de solo úmido. A contagem talvez se ache entre 500 a 2.000. Imagine só! Isso tornaria a população dos insetos em 0,405 hectares de bom solo em cerca de 4.000.000!

  • Fonte de energia
    Despertai! — 1971 | 22 de abril
    • Fonte de energia

      ● Uma molécula de água se compõe de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Quando o hidrogênio e o oxigênio se combinam para formar a água, libera-se considerável energia. Se 1,1 libras de puro hidrogênio fossem combinados com 8,9 libras de oxigênio puro para formar água, liberar-se-ia suficiente energia para que uma lâmpada de 60 watts ficasse acesa por 325 horas. Células combustíveis que utilizam esta reação têm sido produzidas e utilizadas em algumas espaçonave.

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