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  • Unidos no empenho pela vida
    A Sentinela — 1986 | 15 de fevereiro
    • Unidos no empenho pela vida

      “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.

      1. (a) Em que ocasião falou Jesus pela primeira vez sobre a “vida eterna”? (b) Quem pode alcançar este objetivo?

      ELE viera furtivamente pelas sombras da noite, sem ser observado. Era Nicodemos. Ficara impressionado com os sinais realizados por Jesus em Jerusalém, por ocasião da Páscoa de 30 EC. Foi a este fariseu que o Filho de Deus fez a primeira menção registrada da “vida eterna”, acrescentando as seguintes palavras animadoras: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:15, 16) Que grandiosa oportunidade se abria assim para o mundo da humanidade remível! Ora, até mesmo um orgulhoso fariseu podia humilhar-se para atingir tal objetivo.

      2. (a) Em que circunstâncias falou Jesus novamente sobre a “vida eterna”? (b) À disposição de quem são colocadas as águas vitalizadoras?

      2 Pouco depois, Jesus viajou de Jerusalém para a Galiléia. Parou junto a uma fonte em Samaria, enquanto seus discípulos foram comprar mantimentos. Veio então uma mulher para tirar água. Jesus disse-lhe: “Quem beber da água que eu lhe der, nunca mais ficará com sede, mas a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que borbulha para dar vida eterna.” (João 4:14) Visto que os samaritanos eram desprezados pelos judeus, por que ofereceu Jesus tal esperança preciosa a esta mulher? Além disso, conforme Jesus sabia, esta mulher havia tido cinco maridos e vivia então imoralmente com um homem que não era seu marido. Contudo, conforme Jesus lhe disse, as águas vitalizadoras da verdade haviam de estar à disposição mesmo dos desprezados do mundo da humanidade, se apenas se arrependessem e limpassem a sua vida. — Veja Colossenses 3:5-7.

      3. (a) Que espécie de “alimento” recomenda Jesus? (b) Como se cumpriu João 4:34-36?

      3 “Vida eterna”! Jesus elaborou ainda mais este tema quando seus discípulos voltaram e instaram com ele para que comesse. Ele lhes disse: “Meu alimento é eu fazer a vontade daquele que me enviou e terminar a sua obra.” Qual era esta obra? Jesus disse: “Erguei os vossos olhos e observai os campos, que estão brancos para a colheita. Desde já o ceifeiro está recebendo salário e está ajuntando fruto para a vida eterna.” Havia perspectiva de tal colheita, mesmo entre os humildes samaritanos, e ela se tornou uma alegre realidade, conforme mostra o registro. (João 4:34-36; Atos 8:1, 14-17) A colheita para a vida eterna continua até o dia de hoje, mas agora o campo é o mundo. Os discípulos de Jesus Cristo ainda têm bastante para fazer nesta obra do Senhor. — Mateus 13:37, 38; 1 Coríntios 15:58.

      “O Dom da Vida”

      4. Como respondeu Jesus aos judeus sobre a guarda do sábado?

      4 Passou-se um ano. Chegou então a época da Páscoa de 31 EC. Jesus, como de costume, estava presente à festividade em Jerusalém. Mas os judeus passaram a persegui-lo por ele realizar curas no sábado. Como lhes respondeu Jesus? Ele disse: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando.” Por isso, procuravam matá-lo. — João 5:17, 18.

      5, 6. (a) Que preciosa união descreveu Jesus a seguir? (b) Em que sentido tem Jesus “vida em si mesmo”?

      5 Jesus, no entanto, passou a descrever uma união muitíssimo preciosa — a união ou unidade existente entre ele e o Pai. Disse àqueles judeus: “Pois o Pai tem afeição pelo Filho e mostra-lhe todas as coisas que ele mesmo faz, e mostrar-lhe-á obras maiores do que estas, a fim de que vos maravilheis.” Ele indicou que o Pai lhe concedera poder extraordinário, dizendo: “Quem ouve a minha palavra e acredita naquele que me enviou tem vida eterna, e ele não entra em julgamento, mas tem passado da morte para a vida.” — João 5:20, 24.

      6 Sim, mesmo os que estão “mortos” aos olhos de Deus por causa de sua pecaminosidade herdada podem ‘ouvir a voz do Filho de Deus’ e passar a viver. Mas como? Jesus explicou: “Pois, assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” Estas palavras, “vida em si mesmo”, também podem ser traduzidas por “em si mesmo o dom da vida”. (João 5:25, 26, nota na NM com referências, em inglês) De modo que Jesus pode colocar os humanos numa situação excelente perante Deus. Além disso, pode ressuscitar e dar vida aos adormecidos na morte. — João 11:25; Revelação 1:18.

      7. (a) O que nos diz o Salmo 36:5, 9, sobre Deus? (b) Como recompensou Jeová seu Filho íntegro?

      7 Jeová sempre teve vida em si mesmo. Escreveu-se a respeito dele: “Contigo está a fonte da vida.” (Salmo 36:5, 9) Mas agora, o Pai já ressuscitou seu Filho íntegro dentre os mortos como “as primícias dos que adormeceram na morte”. Jesus, tendo “em si mesmo o dom da vida”, recebeu o poder de perdoar pecados, e de julgar e de ressuscitar os mortos, visando a vida eterna. — 1 Coríntios 15:20-22; João 5:27-29; Atos 17:31.

      União Alegre

      8, 9. (a) Como podemos manter em vista o alvo da vida eterna? (b) O que providenciou Deus quanto à vida eterna? (c) Quem passa a compartilhar essas bênçãos, e como?

      8 Assim, Judas, discípulo de Jesus, nos admoesta: “Mantende-vos no amor de Deus, ao passo que aguardais a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, visando a vida eterna.” (Judas 21) Que alvo precioso — a vida eterna! E será uma vida em perfeição, segundo a vontade de nosso Criador perfeito e o arranjo que ele faz por meio de seu Filho. Estará livre da labuta estafante que tantas vezes marca a luta pela sobrevivência no atual sistema de coisas. No vindouro sistema de coisas, a tristeza, a doença, a violação da lei, a corrupção e até mesmo a morte não existirão mais! — Miquéias 4:3, 4; 1 Coríntios 15:26.

      9 Quem deve compartilhar a realização dessas promessas, e onde? São os que passam a exercer fé no sacrifício de Jesus e que acrescentam a esta fé obras piedosas. Esses ficam harmoniosamente unidos com concristãos no mundo inteiro na unidade na fé. — Tiago 2:24; Efésios 4:16.

      10. (a) O que vem primeiro na “administração” de Deus? (b) Para o que passa a “administração” a seguir?

      10 Segundo o beneplácito de Deus, ele se propôs ter “uma administração. . . [para] ajuntar novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra”. (Efésios 1:8-10) Este é o arranjo doméstico de Deus, que começou com o ajuntamento dos 144.000 co-herdeiros de Cristo. Estes “foram comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro [Jesus Cristo]”. Têm parte “na primeira ressurreição”, a celestial, para que possam servir junto com Cristo como reis e sacerdotes durante mil anos. A seguir, a administração de Deus passou a ajuntar “as coisas na terra”, começando com uma inumerável “grande multidão. . . de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. Estes servos de Deus sairão da “grande tribulação” com a perspectiva de obter a vida eterna numa “nova terra”. — Revelação 14:1, 4; 20:4, 6; 7:4, 9-17; 21:1, 4.

      11. (a) A que preciosa “união” se refere Efésios 1:11? (b) Como se aplica João 15:4, 5, aos que estão nesta “união”?

      11 Os filhos de Deus, ungidos com o espírito, os quais são “as coisas nos céus”, usufruem um relacionamento muito íntimo com Jesus e com o Pai. Eles são “designados herdeiros” do Reino em união com Jesus. (Efésios 1:11) Jesus incentivou-os a permanecerem em união com ele, assim como os ramos permanecem na videira, para dar muito fruto. A menos que mantenham esta preciosa união com Cristo Jesus, os ramos ‘não podem fazer nada’. — João 14:10, 11, 20; 15:4, 5; 1 João 2:27.

      “Outras Ovelhas” Compartilham Agora

      12. (a) Que relação existe entre as “outras ovelhas” e o “pequeno rebanho”? (b) Que aplicação tem 1 João 2:1-6 a cada um desses grupos?

      12 Todavia, que dizer dos milhões de outras pessoas, semelhantes a ovelhas, que foram separadas dos “cabritos” mundanos durante os últimos 50 anos? (Mateus 25:31-40) Estas não são dos do “pequeno rebanho” de Jesus, que recebem o Reino, mas, como “outras ovelhas”, juntam-se a eles como parte dum rebanho maior, que serve em união com o Pai e o Filho. (Lucas 12:32; João 10:16) O apóstolo João oferece a garantia de que Jesus Cristo “é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, [isto é, pelos do “pequeno rebanho”,] contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro”. Assim, estas “outras ovelhas”, ajuntadas dentre o mundo da humanidade, podem também usufruir uma preciosa união ou concordância com Deus e com Cristo. Isso é similar ao que João passa a dizer: “Todo aquele que observar a sua palavra, verdadeiramente, neste tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Por meio disso temos o conhecimento de que estamos em união com ele.” Primeiro os do “pequeno rebanho”, e depois os das “outras ovelhas”, passam a ter a obrigação de andar assim como Jesus andou. — 1 João 2:1-6.

      13. (a) Em prol de que orou Jesus em João 17:20, 21? (b) O que mostra que esta petição não se limitava aos co-herdeiros de Cristo?

      13 De modo que hoje ambos os grupos, o celestial e o terrestre, estão ‘em união com o Pai e com o Filho’ — em plena harmonia com eles na realização da obra de Deus. Jesus orou para que “todos [estejam em união], assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco”. Esta unidade não se limita à co-herança, porque os discípulos de Jesus obviamente não se tornam parte de um ‘corpo de Jeová’, nem se tornam ‘co-herdeiros de Jeová’. Estão “em união” no sentido de que mostram unidade de cooperação, estando unidos no coração e na mente tanto com Jeová como com Cristo, ao darem testemunho ao mundo da humanidade. — João 17:20, 21.

      14. Em que sentido especial está a classe celestial em união com Cristo, e o que os torna apercebidos disso?

      14 Entretanto, os da classe celestial, ungida, usufruem esta união agora de modo especial, visto que foram declarados justos para com a vida por meio da aplicação do mérito do sacrifício de Cristo. Por isso, podem ser gerados pelo espírito, com a perspectiva de se tornarem co-herdeiros de Cristo Jesus. Reconhecem sua adoção como filhos, dizendo: “O próprio espírito [a força ativa, geradora, de Deus] dá testemunho com o nosso espírito [a predominante inclinação mental] de que somos filhos de Deus.” — Romanos 3:23, 24; 5:1; 8:15-18.

      15. O que reserva o presente e o futuro aos que têm a perspectiva de vida terrestre?

      15 Quanto aos que têm a perspectiva de vida terrestre, são agora declarados justos com respeito à amizade com Deus, assim como foram Abraão, Raabe e outros dos tempos antigos. Durante o Reinado milenar de Cristo, serão gradualmente levados à perfeição humana, de modo que, após uma prova final, “a própria criação será também liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. (Romanos 8:19-21; Tiago 2:21-26) Os humanos obedientes serão assim declarados justos para a vida eterna na terra. — Veja João 10:10; Isaías 9:7; 11:1-9; 35:1-6; 65:17-25.

      16. (a) Em que sentido mostram os do “pequeno rebanho” e os das “outras ovelhas” que têm “união” entre si? (b) Mas por que se aplica João 3:3-5 apenas aos do “pequeno rebanho”?

      16 Os do “pequeno rebanho” e os da numerosa multidão das “outras ovelhas”, como pessoas, mostram comparável zelo alegre pelo serviço de Deus. (Lucas 12:32; João 10:16; Tito 2:13, 14) A maioria dos ungidos remanescentes talvez tenha idade muito mais avançada e maior experiência cristã, mas ambos os grupos exibem a personalidade cristã e os frutos do espírito. (Efésios 4:24; Gálatas 5:22, 23) No entanto, há uma diferença, conforme Jesus indicou a Nicodemos, mesmo antes de falar sobre a vida eterna. Ele disse: “A menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3-5) Portanto, os cristãos batizados que Deus chama para ser co-herdeiros de Jesus no seu Reino passam por um renascimento espiritual. (1 Coríntios 1:9, 26-30) Os das “outras ovelhas” não precisam de tal renascimento, porque seu objetivo é a vida eterna no restabelecido Paraíso terrestre, como súditos do Reino. — Mateus 25:34, 46b; Lucas 23:42, 43.

      A Comemoração — e o Novo Pacto

      17. (a) Por que devem todos os que têm por objetivo obter a vida reunir-se com o povo de Deus em 24 de março? (b) O que notamos a respeito da Comemoração de 1985?

      17 O dia 24 de março de 1986, após o pôr-do-sol, é a ocasião em que as Testemunhas de Jeová em todo o mundo observarão a Comemoração da morte de Jesus. O enfoque será em Jesus sacrificar seu perfeito corpo humano e seu sangue vital em vindicação do nome e do propósito de seu Pai, e a favor da humanidade pecadora. (1 Coríntios 11:23-26) Portanto, todos os que têm por objetivo obter a vida (quer no céu, quer na terra) desejarão reunir-se com o povo de Deus, em todo o mundo, para esta ocasião alegre. Em 1985, o total geral de 7.792.109 pessoas comemoraram assim a morte de Jesus. Todavia, os que tomaram do pão e do vinho comemorativos, simbolizando o corpo humano e o sangue de Jesus, foram apenas 9.051. Por que tão poucos?

      18, 19. (a) A que pactos referiu-se Jesus no capítulo 22 de Lucas? (b) Que objetivo tem cada pacto? (c) Conforme prefigurado por Moisés, como serve Jesus de “um só mediador”?

      18 Ora, o que disse Jesus naquela noite em que instituiu a Comemoração de sua morte? Depois de passar o pão aos seus discípulos, ele ofereceu a seguir o vinho do mesmo modo, dizendo: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.” Mais tarde, ele ampliou o motivo de acolhê-los no novo pacto, dizendo: “Vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.” — Lucas 22:19, 20, 28-30.

      19 O profeta Jeremias havia predito o novo pacto, declarando que, por meio dele, Jeová perdoaria o erro e o pecado de seu povo, para que este pudesse ‘conhecer a Jeová‘ num relacionamento muito íntimo. (Jeremias 31:31, 34) Assim como Moisés fora “mediador” do pacto da Lei com o Israel carnal, assim Jesus tornou-se “mediador [deste] pacto correspondentemente melhor”, celebrado por Deus com os do espiritual “Israel de Deus”. O objetivo é resgatar os que são chamados para se tornarem herdeiros do Reino junto com Cristo. Eles recebem assim “a promessa da herança eterna”. (Gálatas 3:19, 20; 6:16; Hebreus 8:6; 9:15; 12:24) É especialmente neste sentido bíblico que Cristo Jesus serve como “um só mediador entre Deus e homens”. — 1 Timóteo 2:5, 6.

      20. (a) Quem toma corretamente dos emblemas comemorativos? (b) Por que se dá isso?

      20 Então, quem pode corretamente tomar dos emblemas comemorativos de pão e vinho? Somente os do grupo que Deus inclui no novo pacto feito à base do sacrifício de Jesus. (Salmo 50:5) O objetivo deste pacto é justificar primeiro os 144.000 co-herdeiros de Jesus para a vida humana, para que possam sacrificar este direito à vida e ser levados para o Reino celestial. (Romanos 4:25; 2 Timóteo 2:10, 12) Mas, que dizer das “outras ovelhas”?

      21. (a) Como são os das “outras ovelhas” beneficiados como observadores da Comemoração? (b) O que enfoca a Comemoração, e que pergunta surge?

      21 Os que são da classe das “outras ovelhas” não estão no novo pacto e por isso não tomam dos emblemas. Entretanto, todos eles tiram grande proveito de estar presentes à Comemoração como observadores respeitosos. Seu apreço por assuntos espirituais é aguçado em harmonia com as palavras da oração de Jesus ao seu Pai: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) Lembre-se de que a Comemoração enfoca a carne e o sangue de Jesus. Os sacrificados carne e sangue de Cristo são vitalmente importantes para todos os que se empenham pela vida eterna. Como se dá isso com respeito às “outras ovelhas”, que não foram incluídas no novo pacto e que assim não tomam dos emblemas na Comemoração? Vamos considerar isso no artigo que segue.

      Qual É a Sua Resposta?

      ◻ Como deu Jesus progressivamente entendimento a respeito da perspectiva de se ter vida eterna?

      ◻ Que passou a fazer Deus quanto à sua “administração”?

      ◻ Por que se pode dizer que as “outras ovelhas” estão “em união” com o Pai, o Filho e os irmãos de Cristo?

      ◻ Por que é que apenas os cristãos ungidos tomam dos emblemas comemorativos?

  • “O pão da vida” disponível a todos
    A Sentinela — 1986 | 15 de fevereiro
    • “O pão da vida” disponível a todos

      “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e, de fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.” — João 6:51.

      1. Com que situação trágica se confronta hoje a humanidade?

      O MUNDO da humanidade já por muito tempo é sustentado pelo pão, o alimento mais amplamente consumido na terra. Tem sido considerado apropriadamente como alimento básico para sustentar a vida. Mas, hoje em dia, a fome de pão tornou-se uma questão trágica. A fome e a inanição afetam agora um quarto dos habitantes da terra. Há pouco tempo, o jornal The Globe and Mail, de Toronto, Canadá, declarou: “A fome, igual à guerra, não conhece fronteiras.” O jornal citou um executivo das operações de emergência da ONU na África como advertindo que a África está agora à beira de “uma das maiores tragédias humanas, um dos maiores desafios humanos com que já nos defrontamos”.

      2, 3. (a) A escassez de víveres faz parte de que sinal? (b) Como se solucionarão os problemas da alimentação? (c) De que mais se precisa, e que garantia feliz fornece Isaías 25:8?

      2 Jesus profetizou que a escassez de víveres faria parte do sinal de sua presença no poder do Reino. (Mateus 24:3, 7, 32, 33; 25:31, 32; Lucas 21:11) Quanto nos podemos alegrar de que seu Reino se aproximou! Dentro em pouco, este glorioso Rei derrotará todos os inimigos da humanidade, eliminando as injustiças políticas e econômicas que causaram tantos sofrimentos cruéis. Todos os povos alegrar-se-ão assim por receberem seu pão de cada dia. — Mateus 6:10, 11; 24:21, 22; Daniel 2:44; Provérbios 29:2.

      3 Sob o governo justo, nossa boa terra será capaz de produzir uma “superabundância” de alimentos, suficientes para satisfazer muitos mais, além da atual população do mundo. (Salmo 72:12-14, 16, 18) Jeová fará um “banquete” de coisas boas para o seu povo. (Isaías 25:6) Mas, precisa-se de algo mais. Com o passar dos anos, será que os humanos ainda adoecerão e falecerão? Felizmente, Isaías 25:8 prossegue, dizendo a respeito de Jeová: “Ele realmente tragará a morte para sempre, e o Soberano Senhor Jeová certamente enxugará as lágrimas de todas as faces.” Como se realizará isso?

      A Provisão Amorosa de Jeová

      4. Que provisão amorosa fez Jeová no Egito?

      4 Quando José era administrador de alimentos no Egito, havia abundância de cereais. Isto se deu porque José, depois de ser nomeado por Faraó, fez sabiamente preparativos para os preditos sete anos de fome, e Jeová acrescentou amorosamente sua bênção. (Gênesis 41:49) Havia abundância para todos, e ainda sobrava. Quando o pai de José, Jacó, os irmãos de José e as famílias deles vieram juntar-se a José no Egito, tiraram grande proveito desta providência divina. Sem dúvida, ali esses israelitas também chegaram a conhecer bem o pão levedado de trigo, que aparentemente se originou no Egito.

      5. (a) Como proveu Jeová sustento no ermo? (b) Quem compartilhou com Israel esta bênção, e por quê?

      5 Mais tarde, Jeová fez uma amorosa provisão adicional para o seu povo. Isto aconteceu quando os milhões de israelitas partiram do Egito, a fim de atravessar o ermo do Sinai. Como podia esta grande multidão encontrar sustento naquele deserto desolado e hostil? Embora Jeová se irasse com a sua falta de fé, ele “abriu as próprias portas do céu. E continuou a fazer chover sobre eles maná para comer, e deu-lhes o cereal do céu.” “Continuou a fartá-los com pão desde o céu” durante 40 longos anos. (Salmo 78:22-24; 105:40; Êxodo 16:4, 5, 31, 35) E não se esqueça de que os israelitas não eram os únicos que comiam o maná. “Uma vasta mistura de gente” não-israelita exerceu fé em Jeová e juntou-se a eles no êxodo do Egito. Deus proveu o maná também para estes. — Êxodo 12:38.

      6. (a) Que necessidade maior tem o homem, e por quê? (b) O que salientavam os sacrifícios de Israel, e o que prefiguravam?

      6 Entretanto, a humanidade sempre teve uma necessidade maior do que a do literal “pão desde o céu”. Até mesmo aqueles que comiam o miraculosamente provido maná envelheciam e morriam, porque a condição pecaminosa, herdada, do homem torna a morte inevitável, não importa qual o regime alimentar que adote. (Romanos 5:12) Os sacrifícios de Israel forneciam um meio de manter uma boa relação com Deus, mas esses sacrifícios salientaram também a pecaminosidade daquela nação. Eles ‘nunca podiam tirar completamente os pecados’. Além disso, essas ofertas prefiguravam o “um só sacrifício” de Jesus, que provê “perpetuamente” a eliminação dos pecados. Jesus, de sua posição enaltecida no céu, pode agora administrar o mérito deste sacrifício. — Hebreus 10:1-4, 11-13.

      “O Verdadeiro Pão do Céu”

      7. (a) Em que novo contexto devem ser encaradas as palavras de Jesus no capítulo 6 de João? (b) Por que censurou Jesus a multidão?

      7 Vejamos agora o capítulo 6 de João. As observações de Jesus ali não são uma continuação do que foi registrado no capítulo 5 de Jo. O contexto é diferente, porque se passara mais um ano. Era então o ano 32 EC. O cenário não era mais entre os judeus auto-justos em Jerusalém, mas entre o povo comum na Galiléia. Jesus acabava de realizar o milagre de alimentar 5.000 homens com cinco pães de cevada e dois peixinhos. No dia seguinte, a multidão seguiu Jesus, esperando outra refeição grátis. De modo que Jesus lhes disse: “Vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e ficastes satisfeitos. Trabalhai, não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna.” Jesus fora enviado por seu Pai para prover tal alimento a todos os que exercessem fé nele. Este seria o “verdadeiro pão do céu”, com efeitos mais duradouros do que o maná literal consumido pelos antigos israelitas. — João 6:26-32.

      8. Como se pode obter a vida eterna?

      8 Jesus passou a explicar os benefícios derivados deste “alimento”, dizendo-lhes: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim, não terá mais fome, e quem exerce fé em mim, não terá mais sede. . . . Pois esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que observa o Filho e exerce fé nele tenha vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” — João 6:35-40.

      9, 10. (a) Como se contrasta “o pão da vida” com o maná? (b) Segundo João 6:42-51, a favor de quem entregou Jesus a sua carne? (c) Como é que estes ‘comem a carne dele’?

      9 Aqueles judeus materialistas questionavam estas palavras. Não viam em Jesus senão o filho de José e Maria. Jesus advertiu-os: “Parai de resmungar entre vós. Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai, que me enviou, o atraia; e eu o ressuscitarei no último dia.” Daí ele repetiu: “Eu sou o pão da vida. Vossos antepassados comeram o maná no ermo, e, não obstante, morreram. Este é o pão que desce do céu, para que qualquer um possa comer dele e não morrer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e, de fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.” — João 6:42-51.

      10 De modo que foi para a “vida do mundo” — todo o mundo da humanidade remível — que Jesus deu a sua carne. E “qualquer um” da humanidade que comer simbolicamente deste “pão”, por mostrar fé no poder resgatador do sacrifício de Jesus, poderá tomar o caminho para a vida eterna. Neste caso, a “vasta mistura de gente” que participava com os israelitas em comer do maná no ermo prefigurou a grande multidão das “outras ovelhas” de Jesus que, junto com os do restante ungido do “Israel de Deus”, comem agora em sentido figurativo a carne de Jesus. Fazem isso por exercer fé no sacrifício dele. — Gálatas 6:16; Romanos 10:9, 10.

      11. Que palavras adicionais de Jesus chocaram os judeus e por quê?

      11 Lá na Galiléia, muitos dos ouvintes de Jesus ficaram chocados com as suas palavras. De modo que, enquanto ainda falava sobre o assunto da sua carne, ele até mesmo foi um passo além disso, dizendo-lhes: “Digo-vos em toda a verdade: A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o hei de ressuscitar no último dia; pois a minha carne é verdadeiro alimento, e o meu sangue é verdadeira bebida.” (João 6:53-55) Isto era deveras chocante! Não somente a idéia de canibalismo era repulsiva para aqueles judeus, mas também a Lei, em Levítico 17:14, proibia terminantemente comer “a alma de todo tipo de carne”.

      12. (a) O que enfatizava Jesus ali? (b) Que textos mostram que isto não se restringe aos co-herdeiros de Jesus?

      12 Naturalmente, Jesus enfatizava ali que todo aquele que havia de obter a vida eterna tinha de fazer isso à base do exercício de fé no sacrifício que Jesus fez mais tarde ao oferecer seu perfeito corpo humano e ao derramar seu sangue vital. (Hebreus 10:5, 10; 1 Pedro 1:18, 19; 2:24) Esta provisão não se restringe aos co-herdeiros de Jesus. Precisa também incluir os da “grande multidão”, que sobreviverão à “grande tribulação”, porque “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. Terem fé no sacrifício de Jesus, conforme demonstrado por prestarem “serviço sagrado” a Deus, resulta na sua preservação durante o maior tempo de aflição da terra. Raabe foi similarmente declarada justa e sobreviveu quando Josué devotou Jericó à destruição. — Revelação 7:9, 10, 14, 15; Josué 6:16, 17; Tiago 2:25.

      “Vida em Vós Mesmos”

      13. (a) O que se deve notar na comparação de João 5:26 com João 6:53? (b) Que construção gramatical grega comum ajuda-nos a entender João 6:53? (c) Portanto, o que significa ter ‘vida em si mesmo’, e a quem se aplicam estas palavras?

      13 Em João 6:53, 54, Jesus equacionou a “vida eterna” com ter “vida em vós mesmos”. Assim, neste contexto, a expressão “vida em vós mesmos” parece ter um sentido diferente daquela que Jesus usou em João 5:26. Expressões da mesma construção gramatical como “tendes vida em vós mesmos” ocorrem em outras partes das Escrituras Gregas. Por exemplo: “Tende sal em vós mesmos” (Marcos 9:50) e “recebendo em si mesmos a plena recompensa”. (Romanos 1:27)a Nestes exemplos, a frase não se refere ao poder de conferir sal ou uma recompensa a outros. Antes, indica uma inteireza ou plenitude interna. Assim, segundo o contexto de João 6:53, ter “vida em vós mesmos” significaria entrar finalmente na própria plenitude da vida. Os do “pequeno rebanho” dos herdeiros do Reino passam por isso por ocasião da sua ressurreição para os céus. Os das “outras ovelhas” passam por isso depois do fim dos mil anos, quando forem provados e declarados justos para a vida eterna na terra paradísica. — 1 João 3:2; Revelação 20:4, 5.

      14. Quem mais será beneficiado pelo “pão do céu”, e como?

      14 Outros também podem tirar proveito do “pão do céu”. Jesus disse a respeito daquele que ‘comer sua carne e beber seu sangue’, mas que morrer: “Eu o hei de ressuscitar no último dia.” Entende-se que os cristãos ungidos, adormecidos na morte, são ressuscitados ao som da “última trombeta”, o que ocorre durante a “manifestação” de Jesus Cristo na glória do Reino. (1 Coríntios 15:52; 2 Timóteo 4:1, 8) Mas que dizer das prospectivas “outras ovelhas” que adormecem na morte? As palavras de Marta, depois do falecimento de Lázaro, são aqui de interesse, porque naquele tempo os judeus tementes a Deus não tinham outra esperança a não ser a duma ressurreição terrestre. A fé exercida por Marta foi expressa nas seguintes palavras: “Sei que ele [Lázaro] se levantará na ressurreição, no último dia.” (João 11:24) Portanto, nós, os que vivemos agora na presença de Cristo, podemos esperar que os fiéis da “grande multidão”, que adormecem na morte, tenham uma ressurreição mais cedo, aqui na terra, para que possam novamente tomar do “pão do céu”, visando a vida eterna. Quão grandiosa é esta esperança, assegurada porque o próprio Jesus foi ressuscitado dentre os mortos! — 1 Coríntios 15:3-8.

      “Em União com Cristo”

      15. A quem se aplicam as palavras de Jesus, “em união com Cristo”, e por que responde assim?

      15 Jesus prosseguiu: “Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue permanece em união comigo e eu em união com ele.” (João 6:56) Isto, então, se aplica a “alguém” que assim exercer fé no sacrifício de Jesus, com a perspectiva de ele ter “vida em si mesmo”. Todos os que mostram tal fé podem vir a estar “em união com” Jesus. Naturalmente, os da “grande multidão” que têm esperanças terrestres não estão “em união com Cristo” no sentido de serem co-herdeiros com ele, membros de sua noiva, que têm uma ressurreição celestial semelhante à dele. (Romanos 8:1, 10; 1 Coríntios 1:2; 2 Coríntios 5:17; 11:2; Gálatas 3:28, 29; Efésios 1:1, 4, 11; Filipenses 3:8-11) Entretanto, todos os que têm esperanças terrestres podem estar, e na realidade têm de estar, em plena harmonia com o Pai e o Filho, em conhecer e fazer a “perfeita vontade de Deus”, assim como se dá com os do “pequeno rebanho”. — Romanos 12:2; veja João 17:21.

      16. (a) Em que sentido vital estão todos os que exercem fé no sacrifício de Cristo “em união com” Jesus? (b) Em que se mostram a sua unidade de objetivo e de empenho?

      16 Por conseguinte, o valor sacrificial da carne e do sangue de Cristo está disponível a todos os que hoje exercem fé, e todos os que se aproveitam dele podem, em sentido vital, estar “em união com” Jesus. Todos hão de tornar-se parte da família universal de Jeová Deus. Nos atuais “últimos dias” críticos, eles usufruem uma união mundial na crença, no objetivo e na atividade. Exercerem fé em Jesus habilita-os a fazer “obras maiores” em alcance do que as feitas por Jesus aqui na terra. E note-se que os milhões dos da “grande multidão” constituem 99,7 por cento dos que se empenham na obra de Jeová na atualidade. (João 14:12; Romanos 10:18) Esta unidade de objetivo e empenho se reflete no grande testemunho global e no apoio voluntário dado aos programas de construção da Sociedade Torre de Vigia. (Salmo 110:3) Resta ver quantos dentre o mundo da humanidade ainda vão crer e entrar nesta preciosa união. Um relatório recente mostra que há 3.024.131 Testemunhas ativas.

      17. Que pontos devem ser apreciados por todos os que assistem à Comemoração?

      17 Espera-se que, na Comemoração de 1986, muitos interessados aumentem as fileiras dos presentes a ela. Milhões dos das “outras ovelhas” estarão presentes, junto com os decrescentes milhares do “pequeno rebanho” — todos profundamente apreciativos da provisão amorosa feita por Jeová mediante Cristo, reconhecendo quão vital são a carne e o sangue de Cristo. Entretanto, todos devem discernir de modo claro em que pé estão. Tomar dos emblemas na Comemoração não concede vida eterna. Trata-se de símbolos do sacrifício de Jesus, primeiro aplicado em conexão com o “novo pacto”. Os ungidos aceitos neste pacto, e somente eles, tomam corretamente dos emblemas. A pessoa ou está neste novo pacto, ou não está. (1 Coríntios 11:20, 23-26) Os que não estão no novo pacto e que não foram incluídos por Jesus num pacto para um reino não tomam dos emblemas na Comemoração, mas ainda devem reconhecer quão importantes são para eles a carne e o sangue de Cristo. (Lucas 22:14-20, 28-30) Este sacrifício é o meio pelo qual podem obter a vida eterna na terra.

      18. Que felicidade resulta de se discernir claramente todo o significado do sacrifício de Jesus?

      18 Portanto, encaremos a ocasião da Comemoração com claro discernimento de tudo o que o sacrifício de Cristo significa para a humanidade. Que os do “pequeno rebanho” prezem sua vocação, e que os da crescente multidão das “outras ovelhas” se alegrem com a perspectiva de terem uma perfeita e terrestre ‘vida em si mesmos’, ao passo que estimam altamente a união que usufruem desde já com o Pai, o Filho e o decrescente número dos do restante ungido ainda na terra. Quão felizes nos sentimos de que “o pão da vida” esteja agora disponível a todos!

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