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Por que deseja a vida para si e para outros?A Sentinela — 1973 | 1.° de dezembro
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revisitando interessados, realizando estudos bíblicos ou apressando-se para as reuniões cristãs, pouco se dão conta do efeito estimulante de se usarem os braços, as pernas e a mente desta maneira. Dá-lhes uma sensação de bem-estar. É evidente que há benefícios para os que aceitam o conselho do apóstolo Paulo: “Não sejais indolentes nos vossos quefazeres. Sede fervorosos de espírito. Trabalhai como escravos para Jeová.” — Rom. 12:11.
16 Os que se aposentam do trabalho, do trabalho significativo, aposentam-se também da vida. Não fazer nada é um suicídio vagaroso, mas certo. O corpo de tais pessoas é como uma mola quebrada da cama, inútil; sua mente é como salas sem mobília, destituídas de idéias ou de interesses. A melhor prescrição para esta condição é um estudo sadio da Palavra de Deus, a Bíblia, e a participação na obra de Deus. O ministério cristão provê ambos. Fazer a vontade de Deus enche a pessoa de pensamentos e atividades construtivos. Impede que se torne inativa, improdutiva e com sensação de inutilidade. E que consecução e bênção isto não é! — Fil. 4:6-9; 2 Ped. 1:5-8.
A VIDA PRECISA SER ETERNA, PORÉM, PARA SER SATISFATÓRIA
17. (a) O que mais precisa haver, para tornar a vida inteiramente satisfatória? (b) Como se pode obter isso, segundo João 17:3?
17 Embora a vida se torne logo bela e preciosa para nós mesmos e para outros, quando gasta no serviço de Deus — e isto talvez já pareça ser bastante recompensa — ainda assim, viver tão plenamente apenas na expectativa da morte não seria mesmo satisfatório. A morte é inimiga, não amiga. (l Cor. 15:26) Jesus salientou a necessidade de o homem ter vida eterna, ao dizer: “Pois, de que proveito será para o homem, se ele ganhar o mundo inteiro, mas pagar com a perda da sua alma?” (Mat. 16:26) Consecuções materiais com a perspectiva de se morrer não são consecuções nenhumas. Para prestar serviço a Deus, o homem tem de viver; os mortos não honram a Deus. (Sal. 115:17) Todo o empenho do ministério cristão é o seguinte: reconciliar o homem com Deus, para que possa viver eternamente para a glória de Deus. Mas é isto possível! Sim, e estas são as boas novas que Cristo proclamou. (João 17:3) Portanto, o objetivo da vida deve ser o de chegar a conhecer a Deus e a Cristo, para que se possa viver eternamente. Porque “o dom dado por Deus” não é apenas uma vida de poucos anos, mas “a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rom. 6:23) É procurar obter este dom que torna a vida cristã, como testemunha de Jeová, tão emocionante, tão significativa e tão satisfatória, mesmo desde já.
18. Explique por que a vida eterna e muito desejável.
18 Mas, é a vida eterna desejável? Sob condições perfeitas, por que não? Jesus chamou este futuro prometido de vida ‘abundante’. (João 10:10) Paulo referiu-se a ela como sendo a “verdadeira vida”. (1 Tim. 6:19) E não é difícil de compreender o motivo disso. A eternidade oferece bastante tempo para se pensar de modo criativo e se trabalhar de modo construtivo. O trabalho inacabado de Deus, o de transformar esta terra num paraíso, sem dúvida será uma das primeiras ordens do dia a ocupar a atenção da humanidade, sob o novo sistema de coisas, de Deus. (Isa. 65:17-25; 2 Ped. 3:13; Rev. 21:1-5) A mente das pessoas nunca deixará de aprender algo sobre Jeová e de assimilar fatos, dados e opiniões sobre a vida em geral. A capacidade de armazenagem do cérebro é inesgotável, e quanto mais ele armazena, tanto mais útil se torna. O inventor e cientista Tomás Edison lamentou certa vez a incapacidade da mente, no seu estado atual, de compreender todas as coisas do universo. Ele disse que não sabemos uma milionésima parte de qualquer coisa. Mas imagine a alegria que se terá de usar a mente em seu pleno alcance! Com a vida tal qual é hoje, é extremamente difícil ver uma obra completada. A maioria das pessoas simplesmente fazem as coisas aos poucos e por partes, e confiam em que o produto final seja mais ou menos segundo o seu desejo esperançoso. Mas no novo sistema de Jeová, haverá tempo e o potencial para se levar uma idéia a cabo em termos concretos, até o seu término. Isto resultará em felicidade humana por toda a eternidade, para a glória de Deus, pois este é Seu propósito declarado. — Isa. 55:10, 11.
19. O que podemos fazer, a fim de assegurar para nós e para outros o dom da vida eterna?
19 Portanto, preze a vida como um dom de Deus por fazer a vontade de Deus agora. Incuta esta reverência pela vida em outros, por mostrar-lhes a única Fonte da vida, seu verdadeiro significado e seu objetivo recompensador. Ajude outros a se tornar discípulos, aprendizes, de Jeová Deus e de Cristo Jesus, ensinando-lhes tudo o que Deus ordenou que fizessem. Ao indicarmos a outros o único motivo da vida, estimularemos o objetivo da vida em nós mesmos. Porque a vida, igual ao amor, não pode medrar dentro de seus próprios limites, mas é renovada ao se oferecer a outros. E seu serviço maior e mais recompensador é glorificar a Deus. Seu derradeiro desejo, portanto, é expresso pelo salmista, que disse: “Toda coisa que respira — louve ela a Já. Louvai a Já!” — Sal. 150:6.
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‘Empenhe-se pelas coisas que produzem paz’A Sentinela — 1973 | 1.° de dezembro
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‘Empenhe-se pelas coisas que produzem paz’
“Assim, pois, empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para a edificação mútua.” — Rom. 14:19.
1. (a) O que se viu obrigado a reconhecer este século vinte? (b) Mas que pergunta nos vemos obrigados a fazer?
A BUSCA da paz é uma das grandes preocupações de nossa era. Muitos acreditam que a paz seja uma necessidade para a sobrevivência da raça humana. Mas, será que as nações e as pessoas, como um todo, querem a paz o bastante para estar dispostas a pagar o preço elevado que custa, na reconstrução de sua vida, de seus objetivos e de seus princípios? Dificilmente, a julgar-se pelos esforços que fazem para obtê-la. Considere a evidência:
2. (a) Como procura o mundo a paz e com que resultado? (b) Como disse certo cientista francês que se deve estabelecer a paz?
2 O mundo procura a paz por interesse pessoal, pelo equilíbrio de poder, por pactos mútuos e alianças internacionais. Tenta manipular os recursos humanos para impedir a guerra. O conceito que o mundo forma da paz é na realidade um estado de preparação armada. Espera que o medo refreie a luta e a violência. Tal paz é um expediente superficial e falso. De modo algum representa a busca da verdadeira paz. Conforme observou o cientista francês Lecomte du Noüy: “Chegou o tempo para as nações, bem como as pessoas, saberem o que querem. Se os países civilizados querem a paz, devem compreender que o problema precisa ser encarado basicamente. Os velhos arrimos que nos foram legados por gerações passadas quebram-se por todos os lados. Não podem ser consolidados com expedientes, com pedaços de corda, potes de cola e tratados assinados solenemente por Cavalheiros Digníssimos.
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