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    Despertai! — 1979 | 22 de dezembro
    • Monarcas dos oceanos

      Do correspondente de “Despertai!” na Austrália

      A SUPERFÍCIE oceânica está suave e tranqüila. Subitamente, há uma explosão de água e um jato! Um animal negro, de 40 toneladas, faz o que se parece a um lançamento abortivo no espaço. Tal criatura falha por um instante no auge de seu impulso para o alto. Daí, com ecoante choque, ela desaparece abaixo da superfície da água.

      Para nós, tal impressão será duradoura. Temos tido o privilégio de testemunhar uma das maiores criaturas da terra, a baleia, elevar-se acima da água para tomar fôlego.

      Durante muitas centenas de anos, o homem tem admirado a baleia, crendo, certa vez, que seus aparecimentos próximo das costas ou nas praias eram portentos que anunciavam grandes acontecimentos. Ao passo que, em grande medida, as superstições no que tange à baleia já desapareceram, a reverência e a surpresa ainda não. Um exame mais de perto da forma deste gigante, e de seus hábitos, revelará o porquê.

      O Que É Uma Baleia?

      Uma baleia não é um peixe, mas um mamífero de sangue quente. Respira ar, amamenta seus baleotes e até mesmo possui alguns dos pêlos externos tão caraterísticos dos mamíferos. No entanto, a única vez que uma baleia rompe a superfície da água é para expelir um jato de fôlego vaporoso, conhecido como recolho, e para inalar mais ar que lhe sustenta a vida.

      Diferente de outros mamíferos marinhos, as baleias não podem espreguiçar-se nas praias. Para algumas das ‘grandes baleias’, atolar na praia, mesmo temporariamente, significa morte certa. Sem água para sustentar seu volume enorme, suas costelas entram em colapso e a morte ocorre por asfixia.

      As baleias se dividem em dois grupos básicos, as baleias misticetas (com “barbatanas”, ao invés de dentes) e as baleias odoncetas, ou com dentes. Talvez a mais conhecida do grupo das misticetas seja a gigantesca baleia-azul ou rorqual-azul, que chega a atingir 30 metros de comprimento e a pesar até 134 toneladas. Afirma o livro Whales (Baleias), de E. J. Slijper, que o peso é equivalente a quatro brontossauros ou 30 elefantes, ou 200 vacas, ou 1.600 homens! Por certo, este monarca dos oceanos é a maior criatura, viva ou morta, que se sabe que já se moveu sobre o planeta Terra.

      As “barbatanas” são delgadas lâminas córneas, com extremidades de cerdas franjadas que ficam penduradas na mandíbula superior da baleia. Compõem-se duma substância similar ao nosso cabelo e unhas, e constantemente crescem, desgastando-se. Uma fileira destas compridas barbatanas afiladas, de cada lado da boca, cria uma grande peneira que separa o plâncton, uma das partes principais da dieta deste tipo de baleia, de tremendas quantidades de água.

      Por outro lado, as baleias com dentes não estão equipadas para pegar o diminuto plâncton. Ao invés, alimentam-se primariamente de peixes, lulas e outros mamíferos marinhos. As baleias dentadas variam, em tamanho, da toninha de 1,20 metro de comprimento aos bem-conhecidos golfinhos e às orcas, até o cachalote de 18 metros.

      Surpreendentes Habilidades

      De início, parecia que a habilidade da baleia como nadador chocava-se com a lei física. Como pode tão enorme criatura varar os oceanos em velocidades que se rivalizam a um submarino nuclear? Pesquisas demonstraram que, diferente do rígido submarino, o corpo da baleia é flexível. Uma camada de óleo neutraliza a fricção e reduz a turbulência a um mínimo.

      Outro predicado da baleia é sua capacidade de produzir uma série de ruídos que vão de gemidos e sussurros a pipilos e assobios estridentes. A utilização de tais sons parece ser dupla: ajudam a manter unidos os grupos familiares, conhecidos como bandos, e também são uma forma de sonar, habilitando a baleia a localizar o alimento e “ver” no escuro.

      Continuamente Caçadas

      Os gigantescos corpos das baleias há muito são considerados enormes sacos de “mercadorias”. Originalmente, as pessoas buscavam a carne como alimento e o óleo como substância graxa. Nos dias atuais, as pessoas produzem, das carcaças da baleia, coisas tais como fluido para a transmissão automática, velas, fertilizantes e, sim, até mesmo batons.

      Não se sabe positivamente quem iniciou esta prática de caçar baleias. Os primeiros a torná-la um negócio sério, pelo que parece, foram os bascos das costas da Espanha. Mais tarde, a Inglaterra e a Holanda tornaram-se os principais países baleeiros. Daí, os Estados Unidos entraram na corrida, a Ilha de Nantucket, junto à costa de Rhode Island, tornando-se a base para uma das maiores frotas baleeiras do mundo.

      Ao passo que os baleeiros da “grande liga” empregam arpões com cabeças explosivas, bem como outros métodos terrivelmente eficazes de caçar e pôr fim aos enormes mamíferos, sempre houve métodos mais primitivos. Por exemplo, os alentes atacavam as baleias a partir de caiaques de um só homem, usando arpões com pontas envenenadas. Quando indígenas da América do Sul se colocavam ao lado duma baleia, faziam com que um homem subisse nas costas dela e enfiasse uma estaca pontiaguda na cavidade respiratória dela.

      Possivelmente, o método mais incomum de caçar baleias fosse empregado até em 1929, numa estação terrestre em Éden, uma quieta aldeia costeira da Nova Gales do Sul, Austrália. Estranho como pareça, os baleeiros ali tinham um bando de 100 orcas treinadas. As baleias-corcovas ou jubartes, voltando de sua alimentação de verão na Antártida, eram arrebanhadas para uma baía por um bando destas orcas treinadas. As orcas bloqueavam a entrada da baía, impedindo a fuga. Outra equipe de orcas então, excitadamente, fazia a água borrifar próximo da estação terrestre, para o caso de os baleeiros não terem notado o que se passava.

      Sobreviverá a Baleia?

      Qual será o futuro da baleia? Tornar-se-á extinta?

      Fazem-se alguns esforços para assegurar a sobrevivência das baleeiras. A Comissão Internacional da Pesca da Baleia (CIPB) é um grupo voluntário composto de representantes de 17 nações baleias. Desde 1946, a Comissão proscreveu a caça de várias espécies e estabeleceu quotas para pesca das mesmas. Mas, sua efetividade e as verdadeiras lealdades foram submetidas a ataques por parte de grupos conservacionistas. A CIPB não aceitou a convocação das Nações Unidas, dos Estados Unidos e dos conservacionistas, para uma moratória completa de 10 anos sobre a pesca da baleia, embora tomasse a decisão de proibir a caça de baleias por navios-fábricas. Por isso, os críticos afirmam que a lealdade da Comissão é para com a indústria baleeira, ao invés de para com a sobrevivência das baleias.

      Ainda resta ver se terão êxito os esforços de preservar a população de baleias. Mas, ao passo que os humanos receberam o direito divino de caçar animais para alimento, inclusive a baleia, o homem tem também de lembrar-se de que isto não constitui licença para a matança das criaturas viventes ao ponto de extinção. — Gen. 9:1-3.

  • Solucionada antiga crise de energia
    Despertai! — 1979 | 22 de dezembro
    • Solucionada antiga crise de energia

      OS PESQUISADORES souberam que, há cerca de 2.500 anos atrás, os antigos gregos e romanos atravessaram também sua crise de energia. Seu combustível mais valioso — a lenha — tornou-se extremamente escasso devido à sua utilização em casas e navios, bem como para cozinhar e para aquecer-se. Mas os antigos solucionaram seus problemas energéticos com um método atualizado — o aquecimento solar. Uma equipe de dois peritos em energia solar e um professor de letras clássicas da Universidade da Califórnia, EUA, descobriram que a arquitetura que visava obter o máximo calor do sol era amplamente empregada tanto para as casas como para as cidades. Por exemplo, Plínio, o Moço, explicou orgulhosamente como, no inverno, sua vivenda ao norte de Roma ‘coletava e ampliava o calor do sol’ por meio de janelas estrategicamente situadas. Segundo a notícia publicada no Times de Nova Iorque, os pesquisadores descobriram que “a antiga cidade de Olinto, no norte da Grécia, era inteiramente constituída de casas construídas segundo os mesmos princípios usados atualmente nas casas solares ‘passivas’ — as que não dispõem dum coletor solar, mas que foram projetadas, insuladas e situadas de modo a captar tanto calor quanto possível do sol, no inverno, e tão pouco quanto possível no verão”. Disse certo investigador: “Olinto é prova de que era possível o planejamento do uso do calor solar em grande escala urbana na antiguidade, e sugere que o projeto solar pode ser aplicado com igual êxito nos ambientes urbanos modernos.”

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