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Um antigo líquido beneficia o mundo modernoDespertai! — 1970 | 8 de julho
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acolhida, especialmente por parte da indústria automobilística, que absorve cerca de 50 por cento de todo o vidro plano fabricado anualmente.
Diversidade de Usos
Cada ano, o vidro fornece 29 bilhões de recipientes para tudo, desde para alimentos de bebês até os para ácidos corrosivos. Nenhum outro material conhecido pode igualar este serviço prestado, tornado possível pelo antigo descobrimento de que o vidro quente pode ser soprado quase em qualquer forma. A tecnologia moderna aplica este descobrimento à produção em massa, a velocidades fantásticas.
Quando se fabricam garrafas ou jarros, massas de vidro caem do forno em moldes com tanta rapidez, que são quase que invisíveis! Um contracunho obriga o vidro a tomar a forma do molde inicial, e o vidro é então transferido para um “molde de acabamento”, onde se lhe dá a forma final por meio de ar comprimido. O molde se abre e o recipiente sai, ainda brilhando de vermelho, cerca de seis segundos depois de o vidro ter deixado o forno!
Uma Arte Antiga
Embora tais máquinas complexas talvez sejam impressionantes, é o soprador de vidro que realmente encanta o observador. Usando só algumas ferramentas simples e a perícia tradicional do antigo ofício, este artesão molda o líquido em artigos delicados e belos, além do alcance da automação.
Vidro artístico e belos utensílios de mesa são produtos da sopragem manual. As técnicas desta profissão clássica remontam a centenas de anos atrás. Quando Veneza era capital da indústria do vidro, no século quatorze, seus sopradores de vidro podiam ser punidos com a morte caso revelassem os segredos desta arte. Mais tarde, por volta dos meados do século dezessete, desenvolveu-se na Inglaterra um vidro lustroso, transparente, especialmente próprio para a sopragem manual. Conhecido como cristal ou vidro de chumbo, é o tipo mais em demanda para os modernos tesouros de vidro.
Os sopradores de vidro operam em “turmas’, de seis ou sete homens. Primeiro, o “colhedor” retira a quantidade necessária de vidro fundido na extremidade do seu tubo de soprar, ou cana. Este tubo oco de ferro, de um metro e meio de comprimento, tem numa extremidade um bocal e na outra um bulbo. Para os inexperientes, a cana de soprar é um tubo longo e desajeitado, mas para o mestre soprador de vidro é companheiro inseparável do artista e do seu ofício.
O colhedor modela o vidro aquecido por rolá-lo numa chapa usinada de ferro. Um sôpro através da cana dá ao vidro uma forma preliminar. Diversos operários acrescentam a sua perícia para dar forma ao vidro, rodando-se a cana constantemente para impedir que a massa mole perca a forma. Girando-se a cana, alonga-se o vidro; rodando-a rapidamente o achata. Ferramentas para dar forma produzem uma extremidade aberta ou apertam-na num gargalho, achatam as beiradas, arredondam a massa e cortam fora o excesso de vidro. O tamanho, o formato e a grossura dependem da quantidade de ar soprada no vidro, do ângulo em que se segura a cana e da proporção em que se deixa o vidro esfriar. De tempos em tempos, o vidro precisa ser devolvido ao forno de recozimento, para mantê-lo suficientemente quente a fim de ser maleável, numa temperatura de cerca de 980 graus centígrados!
Durante a operação, o olho vigilante do soprador leva a peça de arte à sua beleza final. O mestre-soprador da oficina cuida pessoalmente dos trabalhos mais difíceis, baseando-se em muitos anos de experiência adquirida na utilização do movimento fluido, gracioso do vidro, para obter linhas puras e elegantes. Seu conhecimento de onde e como o vidro se moldará é quase que incrível. Quando o soprador acabou a sua obra de arte e está satisfeito de que a peça é imaculada, esta é colocada no forno de recozimento para ser esfriada gradualmente.
Durante a moldagem final do vidro, este é preso a um “pontel”, uma vara sólida e comprida, que deixa um sinal na base. Este sinal é esmerilado, deixando em algumas peças uma leve depressão, indício de vidro genuinamente fabricado à mão.
O objeto pode ser decorado por meio de cortes ou pela arte difícil da gravação com mós de cobre. O gravador pode usar tantas quantas cinqüenta mós rotativas de diversos diâmetros, supridas de pó de esmeril e de óleo, para talhar desenhos rasos que têm aparência de baixo-relevo. A qualidade brilhante do vidro captura a luz e a reflete através da obra-prima do gravador. Tais itens do antigo líquido, em formas estéticas, podem valer milhares de dólares, lembrando-nos de que o vidro ainda pode ser contado em valor comparável às pedras preciosas, assim como se deu há 3.500 anos atrás. — Jó 28:15-19.
O grau em que as qualidades do vidro podem ser variadas e controladas é tão grande que se produziram mais de 100.000 fórmulas para usos diferentes. Diversas variações do vidro de chumbo fornecem isoladores para circuitos elétricos, luzes néon e lentes ópticas de precisão. O puro vidro silicioso produz espelhos para telescópios de satélites e refletores para o raio laser. Vidro especial que suporta o calor da reentrada e do frio do espaço é utilizado em veículos espaciais com janelas.
Combinações de fórmulas especiais e de tratamento especial produzem painéis de vidro colorido, tijolos de construção e de isolamento para decorar e proteger edifícios modernos. Os vidros temperados e quimicamente endurecidos aumentaram a sua segurança. Vidro colorido protege seus olhos. E agora, as novas famílias das fibras de vidro e da cerâmica de vidro parecem quase tão versáteis como seu antepassado antigo!
Deveras, este notável líquido da antiguidade é o seu servo moderno em mil formas, pedindo em troca apenas uma limpeza ocasional, para que o seu brilho possa continuar luminoso.
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Água da TerraDespertai! — 1970 | 8 de julho
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Água da Terra
◆ Os oceanos, as geleiras e as calotas, polares da terra constituem mais de 99,3 por cento da reserva de água da terra.
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Como as traças enganam os morcegosDespertai! — 1970 | 8 de julho
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Como as traças enganam os morcegos
● Os morcegos gostam duma refeição de traças e usam seu equipamento sonar para apanhá-las. Mas o sistema de detecção da traça é um dispositivo de aviso altamente sofisticado, que da à traça tempo para se esconder. Os morcegos descobrem as traças por emitirem pios ultra-sônicos, cujo eco lhes diz se a traça está dentro do alcance ou não. Este dispositivo funciona bem a uns três metros de distância, mas, além disso, o eco é fraco demais para ser bem aproveitado pelo morcego. Por outro lado, a traça pode ouvir o pio do morcego a uns 23 metros de distância. Portanto, sempre que a traça capta o sinal do morcego, afasta-se voando da fonte do som e fora do alcance do morcego. Mas, dentro do raio de três metros, a traça precisa fazer umas manobras rápidas. Às vezes mergulha em direção ao chão. Outras vezes simplesmente dobra as asas e se deixa cair. Ainda outras vezes talvez voe em mergulho direto ou desça em espiral. Algumas traças não têm bom gosto para os morcegos. Estas traças de mau sabor produzem em vôo um forte som de estalido. Ouvindo este “estalido”, o morcego pára imediatamente de persegui-la. As traças de bom sabor, porém, se disfarçam por enviarem um “estalido” ultra-sônico para enganar o morcego. O morcego frustrado não vai no encalço delas. Mas o que o morcego não sabe é que entre as que produzem o “estalido” mais forte há as traças mais gostosas.
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