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O que as guerras mundiais fizeram à minha famíliaDespertai! — 1979 | 8 de junho
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à comunidade. Mas, durante todo esse tempo, Rudy se preocupava com seus irmãos na Alemanha e ficava imaginando se estavam vivos.
Quando os Estados Unidos entraram na guerra, o irmão de minha vovózinha tinha 17 anos e estava prestes a formar-se na escola de 2.º grau. No dia depois de sua formatura, foi convocado para o exército e enviado para receber treinamento militar. Teria também de combater seus parentes, sobre os quais sabia, mas que nunca tinha visto?
Nessa época, o que acontecera aos irmãos de meu avô, Rudy, na Alemanha? Um deles era prisioneiro de guerra na Rússia. Outro estava num campo de prisioneiros de guerra norte-americano, na França. Em certo campo, os presos eram tão mal alimentados que certo dia, quando aconteceu passar um gato perto da cerca de arame farpado, meu tio-avô o pegou e matou, tirou-lhe a pele e o comeu cru! Perto do fim da guerra, o terceiro irmão estava sendo transportado num trem militar. Foi no mesmo dia em que se declarou o armistício. Seu trem foi bombardeado, e ele morreu.
Voltando ao pequeno povoado de Einbergue, onde os quatro irmãos haviam crescido, aconteciam outras coisas graves. Meu bisavô, Max, que havia casado de novo há alguns anos, tinha dois outros filhos. A Alemanha estava perdendo a guerra, e as forças de ocupação estavam em toda a parte do interior. Visto que a maioria dos pais tinha ido combater, não havia ninguém em casa para proteger as famílias.
As casas eram invadidas. Havia roubos, e, às vezes, as mulheres eram violadas. Quando os aldeões recebiam aviso de que os soldados estavam vindo, pegavam suas filhas e as escondiam em pilhas de feno nos campos, de modo que ficassem seguras.
A guerra acabou, mas os efeitos dela não cessaram com a assinatura do tratado de paz. Os irmãos de meu avô retornaram para Einbergue, Alemanha, exceto aquele que tinha morrido no trem. Sua vida jamais voltou a ser a mesma. Um entrava e saia do hospital por toda a sua vida, e morreu bem jovem. O outro irmão, Bernhard, recentemente veio da Alemanha visitar-nos na Califórnia. Seu filho já tinha recebido treinamento militar. Os meus tios, aqui nos Estados Unidos, também. Faz sentido tudo isso? Onde é que tudo terminará?
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Deseja-se a paz, mas será que as nações se desarmarão?Despertai! — 1979 | 8 de junho
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Deseja-se a paz, mas será que as nações se desarmarão?
NADA torna a paz mais desejável do que a reflexão sobre os horrores da guerra. Milhões foram mortos e horrivelmente feridos na Guerra do Vietnã, mas isso é apenas uma parte da história. Seis meses depois de sua volta, 38 por cento dos veteranos dos Estados Unidos que eram casados, quer se separaram quer se divorciavam. Cerca de 175.000 eram dependentes da heroína. E também se relatou que cerca de meio milhão tentaram suicidar-se desde que deram baixa! — Times de Nova Iorque, 27 de maio de 1975.
O caso de Claude Eatherly, piloto que participou no lançamento da bomba atômica sobre Hiroxima, Japão, ilustra vividamente os horríveis efeitos posteriores da guerra. Claude deu baixa das forças militares em 1947, depois que testes psiquiátricos indicaram “grave neurose e complexo de
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