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Por que o Deus de amor exigirá vingança?A Sentinela — 1981 | 15 de julho
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Por que o Deus de amor exigirá vingança?
“Deus é amor.” — 1 João 4:8.
1. O que nos ajudará a compreender a aparente contradição no nosso tema?
VINGANÇA? Por parte de um Deus de amor? Como pode ser isso? Não é contraditória a idéia de um Deus de amor fazer algo vingativo? Pode parecer assim. Mas, consideremos as qualidades amorosas demonstradas pelo Criador, e então compreenderemos mais claramente como isto se relaciona com sua vingança.
2. Por que podemos dizer que o amor de Deus é superlativo, e quais são algumas de suas provisões amorosas, pelas quais devemos ser gratos? (Sal. 136:1-6)
2 Quando falamos a respeito do amor de Deus, podemos dizer que é superlativo, isto é, do mais alto grau. E este amor tem sido expresso para conosco de muitas maneiras. Considere, por exemplo, a terra em que vivemos. A Bíblia diz que a terra é uma ‘dádiva de Deus’ aos humanos. (Sal. 115:16) E que dádiva maravilhosa! Pense em quão amorosamente Deus preparou este globo para nós. Deus colocou-o nos céus para que absorvesse a quantidade exata de calor e luz procedentes do sol, e atapetou-o lindamente com vegetação verde, junto com uma ampla variedade de flores belamente coloridas. Também, por amor, Deus proveu esta terra de uma abundância de animais, aves e peixes, providenciando uma superabundância de cereais e outros alimentos. — Sal. 104:1, 13-15.
3. Como demonstrou Deus seu amor em criar a nós, humanos?
3 Todavia, o amor que Deus tem a nós não se expressa apenas nas coisas que fez por nós; expressa-se também na maneira em que ele nos fez. Fez-nos para usufruirmos as suas criações. Quão bem expressou isso o salmista, quando disse: “Ó Jeová, . . . elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente”! (Sal. 139:1, 14) Na sua generosidade e no seu amor, Deus nos deu olhos para contemplar a beleza do mundo em volta de nós. Deu-nos ouvidos para nos deliciarmos com os diferentes sons, tais como o som da música e das vozes humanas. Deu-nos um nariz com que sentir o aroma dos alimentos e a fragrância das flores. Culminando tudo, há o cérebro humano, que raciocina, recorda e coordena todas as funções do organismo. Realmente temos de nos maravilhar da maneira rica com que Deus dotou o nosso corpo. Deveras, “Deus é amor”. — 1 João 4:8.
O Amor de Deus salva
4. Como se expressou o amor de Deus no paraíso do Éden?
4 Quando Deus criou o primeiro homem, Adão, colocou-o no belo paraíso do Éden. Quanto prazer deve ter tido Adão com a abundância das amorosas provisões de Deus ao seu redor! Mais tarde, Deus formou Eva e a trouxe a Adão. Quão deleitoso deve ter sido para Eva ser unida logo na seu primeiro dia de vida a um marido e cabeça que a prezaria e orientaria! Juntos, podiam aguardar o cumprimento da vontade de Deus, de embelezar e povoar a terra, exercendo domínio amoroso sobre a criação animal. Quão grandioso era o futuro que Deus colocou diante deles!
5. (a) Como foi que nossos primeiros antepassados se tornaram indignos do amor de Deus? (b) No entanto, como se estendeu o amor de Deus aos descendentes deles?
5 Mas, infelizmente, este futuro não se havia de realizar, pelo menos não para eles. Uma criatura espiritual, rebelde, retirou-se egoistamente do amor de Deus, tornando-se Satanás, o Diabo. Este Diabo persuadiu Eva, e, por meio dela, Adão, a ‘fazerem o que bem entendessem’. Assim, empreenderam um proceder egoísta e independente do seu Criador. Mas, por fazerem isso, mostraram-se completamente indignos do amor de seu Criador. Portanto, corretamente, Deus sentenciou à morte esses pecadores deliberados. Contudo, por amor à humanidade, permitiu que sobrevivessem até terem filhos, de outro modo não estaríamos vivos neste momento. Além disso, embora a raça humana herdasse então o pecado e a morte dos nossos primeiros pais, o Deus amoroso proveu uma base para haver esperança. — Gên. 3:16-23; Rom. 8:20, 21.
6. Que declarações no Éden mostraram o amor de Deus, e como?
6 De que modo? Bem, logo no início da rebelião, Deus tornou conhecido que suscitaria um ‘Descendente’, isto é, uma prole. Enviaria Este de sua própria organização celestial, leal, para desfazer todos os danos causados pelo Diabo, por Adão e por Eva. Entretanto, lá no Éden, o Deus amoroso também declarou que executaria vingança contra todos os outros que se tornassem parte da descendência de Satanás por se desviarem do amor de Deus. — Gên. 3:15; Rev. 12:9.
DEUS DE AMOR E DE VINGANÇA
7. Em harmonia com Deuteronômio 32:43, que motivo temos para nos alegrar?
7 Assim, o Deus de amor declarou também que era Deus de vingança. Mas vingar-se ele dos seus inimigos seria correto. Por quê? Porque limparia o caminho para todos os que amam a Deus se alegrarem e jubilarem. Certamente, regozijamo-nos com o fato de que Deus abrirá o caminho para usufruirmos sua provisão de vida eterna. Note o que Deus inspirou Moisés a dizer: “Alegrai-vos, ó nações, com o seu povo, pois vingará o sangue dos seus servos, e pagará de volta vingança aos seus adversários.” — Deut. 32:43.
8, 9. (a) Por causa de seu amor, que duas coisas intenciona Deus fazer? (b) Em expressão de seu amor, que dádiva maravilhosa fez Deus?
8 Sim, nosso amoroso Deus tomou o propósito de vindicar a legitimidade de seu governo e de salvar os que o amassem dos adversários deles. Ora, ele nos salvará até mesmo do grande inimigo, a morte, que entrou na nossa vida por herança de nossos primeiros pais. (Rom. 5:12) Mas, como é que Deus faz isso? A Bíblia nos conta que ele o faz por meio da dádiva do seu Filho: “Deus é amor. Por meio disso é que se manifestou o amor de Deus em nosso caso, porque Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que ganhássemos a vida por intermédio dele. O amor é neste sentido, não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu Filho como sacrifício propiciatório pelos nossos pecados.” — 1 João 4:8-10; 1 Cor. 15:25, 26.
9 Portanto, Deus proveu seu Filho, Jesus Cristo, para livrar-nos da morte que nos sobrevêm devido ao pecado herdado de Adão. Sim, conforme diz a Bíblia na Primeira a Timóteo 2:6, Cristo “se entregou como resgate correspondente por todos” os que exercessem fé nele. Por isso, Jesus podia dizer com respeito aos seus seguidores, semelhantes a ovelhas: “Eu vim para que tivessem vida e a tivessem em abundância”, sim, vida eterna. — João 10:10.
10. (a) Por que é o ‘Deus de amor’ também Deus de “vingança”? (b) Por que é tão importante, hoje, que conheçamos a Deus e lhe obedeçamos?
10 Porém, a Bíblia nos diz repetidas vezes que o ‘Deus de amor’ é também ‘Deus de vingança’. Por quê? Porque o amor de Deus não pode tolerar o mal para sempre. (Naum 1:2; Deut. 32:35, 41) É por isso que o apóstolo Paulo escreveu sobre a “revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus” (2 Tes. 1:6-9) Então, quão importante é que cheguemos a conhecer a Deus! Neste mundo confuso, de tantas religiões diferentes, quão vital é, conforme diz a Bíblia, ‘buscar o verdadeiro Deus e realmente achá-lo’! — Atos 17:27.
VINGANÇA CONTRABALANÇADA PELO AMOR
11, 12. (a) Que situação se desenvolveu logo cedo na história humana, exigindo que ação da parte de Deus? (b) Como foi a vingança de Deus ali contrabalançada pelo seu amor?
11 Todavia, voltemos ao começo da história humana. Isto nos ajudará a entender melhor a relação entre o amor de Deus e a sua vingança. Deus permitiu amorosamente que os descendentes de Adão se multiplicassem, mas os homens refratários não corresponderam a este amor. Assim, passados uns 500 anos, Jeová enviou seu profeta Enoque para proclamar o julgamento divino contra os homens iníquos, por causa dos atos ímpios deles e das coisas chocantes que falavam contra Deus. (Jud. 14, 15) Passaram-se mais mil anos, e aquele mundo antigo chegou ao auge da imoralidade e da violência. Assim, diz a Palavra de Deus, “a terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência. Deus viu, pois, a terra e eis que estava arruinada”. — Gên. 6:11, 12.
12 Então, o que faria Deus? Exigiria vingança? Sim! Mas mesmo nisto se destacou sua qualidade de amor. Por que dizemos isso? Naquele tempo, havia na terra uma família que estava devotada a fazer a vontade de Deus. Era a família de Noé, homem chamado na Bíblia de “pregador da justiça”. Jeová mandou amorosamente que Noé construísse uma arca “para a salvação de sua família”. Então veio o dilúvio global, que destruiu os vizinhos iníquos de Noé. (2 Ped. 2:5; Heb. 11:7) A terra toda foi purificada da violência e imoralidade ruinosas, de modo que ela se tornou um lugar apropriado para que as famílias da humanidade se multiplicassem. — Gên. 6:9, 22; 7:21-23; 8:15-17.
13. Foi desamoroso o julgamento de Sodoma e Gomorra por Jeová, e por que responde assim?
13 No entanto, as tendências pecaminosas herdadas de Adão continuaram, e homens ímpios começaram logo a mostrar novamente traços maus. (Sal. 51:5) Por exemplo, tome o povo de Sodoma e Gomorra, que morava num distrito que certa vez era “semelhante ao jardim de Jeová”. A Bíblia nos conta que “os homens de Sodoma eram maus e eram grandes pecadores contra Jeová”. Eram homossexuais, e eram violentos na busca da satisfação de sua lascívia. (Gên. 13:10, 13; 19:4-11) O Deus amoroso, Jeová, decidiu destruir essas cidades. Deste modo, o justo Abraão e seu sobrinho Ló não mais teriam de suportar tais vizinhos vis. Conforme nos diz Gênesis 18:25, o “Juiz de toda a terra”, fez “o que é direito”. Livrou Ló e suas duas filhas, mas fez chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra, descontaminando o distrito inteiro. — Luc. 17:29; Jud. 7.
14, 15. (a) Quão inocentes eram os cananeus? (b) Agiu Deus de modo correto ao executar neles a vingança?
14 Anos mais tarde, Jeová fez novamente “o que é direito” para com seu povo Israel. Como? Por providenciar a expulsão dos cananeus da Terra da Promessa. (Deut. 18:9-12) ‘Mas não era isso injusto para com aqueles cananeus inocentes?’ alguém talvez pergunte. Cananeus inocentes? De modo algum eram inocentes! Aqueles cananeus haviam ficado repugnantes na sua prática de incesto, impureza sexual, adultério, sacrifício de crianças, homossexualismo e bestialidade. Por exemplo, na adoração dos seus deuses falsos, sacrificavam seus filhos por lançá-los vivos dentro do fogo. Havia também homens e mulheres que se prostituíam no serviço dum templo.a Portanto. Jeová deu as seguintes instruções ao seu povo: “Não vos façais impuros por qualquer destas coisas, porque por todas estas coisas se fizeram impuras as nações que ponho para fora diante de vós. Por conseguinte, a terra é impura e eu trarei sobre ela punição pelo seu erro, e a terra vomitará os seus habitantes.” — Lev. 18:1-25.
15 Novamente, foi por amor ao seu próprio povo que Jeová ordenou que Israel eliminasse esses transgressores. O modo de vida imundo deles punha em perigo o povo de Deus. Era, como a Bíblia o expressa, “algo detestável para Jeová”. Portanto, a vingança de Deus abateu-se corretamente sobre eles. — Sal. 106:34-40; Deut. 18:12.
16. Como se expressaram o amor e a paciência de Deus para com Israel?
16 Por outro lado, como lidou Deus com o povo de Israel? Jeová expressou um amor muito terno para com eles. Moisés descreveu-o nas seguintes belas palavras, em Deuteronômio 32:11 e 12: “Assim como a águia remexe seu ninho, paira sobre os seus filhotes, estende as suas asas, toma-os, carrega-os nas suas plumas, somente Jeová o guiava, e não havia deus estrangeiro com ele.” Mas, infelizmente, com o tempo, introduziram-se deuses estrangeiros na adoração de Israel. Assim, o Deus que havia declarado que retribuiria vingança aos seus adversários viu-se obrigado a exigir vingança de seu próprio povo. Mas quão paciente foi Jeová para com Israel! Ora, suportou sua inconstância por 900 anos! Durante todo este tempo, Jeová estendeu-lhe sua mão de misericórdia. “Não me agrado na morte do iníquo”, declarou Jeová Deus, “mas em que o iníquo recue do seu caminho e realmente continue vivendo. Recuai, recuai dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer, ó casa de Israel?” — Eze. 33:11.
17. (a) Que aviso deu Deus a Israel? (b) Como foi a execução da vingança de Deus sobre Israel temperada pelo seu amor?
17 Deus avisou seu povo vez após vez sobre as conseqüências de sua idolatria, sua imoralidade e seu derramamento de sangue inocente. Mas, por fim, Jeová viu-se obrigado a exigir vingança de Israel por permitir que o Rei Nabucodonosor, de Babilônia, destruísse Jerusalém e seu templo. Os sobreviventes foram levados a Babilônia. Entretanto, depois de 70 anos, Deus manobrou a derrubada de Babilônia, para que um restante de israelitas apreciativos pudesse voltar à sua própria terra e reiniciar ali a adoração pura. — 2 Reis 24:3, 4; 2 Crô. 36:12-21; Esd. 1:1-3; Heb. 12:6.
JESUS FALOU DE AMOR E VINGANÇA
18. Que expressões fez Jesus a respeito do (a) amor de Deus, e de (b) sua vingança?
18 O que tinha Jesus Cristo a dizer sobre a questão do amor e da vingança de Deus? Em primeiro lugar, falou entusiasticamente sobre o amor de seu Pai, dizendo: “Deus amou tanto o mundo [da humanidade], que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Mas, será que hesitou em falar sobre a vingança de Deus? De modo algum! Pois, a Bíblia diz que Jesus, igual ao seu Pai, ‘amava a justiça e odiava o que era contra a lei’. Jesus odiava em especial a violação da lei e a culpa de sangue dos líderes religiosos. (Heb. 1:9; Sal. 11:5, 7) Nunca media palavras quando falava aos clérigos judaicos dos seus dias, ou quando falava sobre eles. No seu Sermão do Monte, ele os chamou três vezes de “hipócritas”. (Mat. 6:2, 5, 16) Disse àqueles clérigos: “Vós sois de vosso pai, o Diabo”, relacionando-os com ‘o descendente da serpente’. (João 8:44; Gên. 3:15) Então, apenas três dias antes de ser assassinado, Jesus denunciou aqueles líderes religiosos judaicos publicamente, dizendo: “Serpentes, descendência de víboras, como haveis de fugir do julgamento da Geena?” — Mat. 23:13-33.
19. (a) Por que eram muito amorosas a atitude e a mensagem de aviso de Jesus? (b) Mas, como agiu Jeová de modo correto?
19 Significa isso que Jesus era desamoroso? De modo algum, pois, embora Jesus soubesse que aqueles judeus estavam prestes a aumentar sua culpa de sangue por matá-lo, ele prosseguiu a dizer, em Mateus, capítulo 23: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” (Mat. 23:37, 38; Atos 3:13-15) Trinta e sete anos mais tarde, exércitos romanos saquearam Jerusalém e destruíram o templo dela. Esta foi uma calamidade na qual morreram 1.100.000 de seu povo rebelde! Então, naquele tempo é que se tornou clara a plena força profética das palavras de Jesus. Jeová havia corretamente exigido vingança!
20. Relacionados com o amor e a vingança, que aspetos interessantes se encontram em Isaías 61:1, 2?
20 Séculos antes disso, Isaías, um dos profetas de quem se relata que foi assassinado na antiga Jerusalém, proferiu as seguintes palavras: “O espírito do Soberano Senhor Jeová está sobre mim, visto que Jeová me ungiu para anunciar boas novas aos mansos . . . para proclamar o ano de boa vontade da parte de Jeová e o dia de vingança da parte de nosso Deus; para consolar a todos os que pranteiam.” — Isa. 61:1, 2.
21. (a) Qual pode ter sido o motivo de Jesus citar apenas parte de Isaías 61:1, 2? (b) Que pergunta surge, envolvendo Isaías 2:2-5?
21 Jesus leu parte desta profecia no início de seu ministério terrestre e aplicou-a a si mesmo, como Principal Ungido de Jeová. (Luc. 4:18-21) Entretanto, quando Jesus citou essas palavras de Isaías, parou antes de mencionar o dia de vingança de Deus. Por quê? Pelo visto, a maior ênfase à proclamação do dia da vingança de Deus viria “na parte final dos dias”, conforme nos diz Isaías, capítulo 2. Já chegamos agora a esse tempo?
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Está próximo o dia de vingança de Deus?A Sentinela — 1981 | 15 de julho
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Está próximo o dia de vingança de Deus?
“Jeová tem um dia de vingança.” — Isa. 34:8.
1. Aplica-se hoje o texto de Lucas 21:25, 26?
JESUS CRISTO predisse que o tempo para Deus executar vingança seria identificado pela “angústia de nações, não sabendo o que fazer” por causa dos problemas que agitariam a sociedade humana. Disse que os homens ficariam “desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada”. (Luc. 21:25, 26) Observamos a existência desta situação ao passo que atravessamos o ano de 1981?
CERTAMENTE QUE SIM!
2. (a) O que indica que Revelação 11:15, 18, começou a ter seu cumprimento em 1914? (b) De que eram preliminares estes acontecimentos?
2 A atual crise mundial é o resultado das aflições que se têm multiplicado na humanidade desde que as nações travaram pela primeira vez uma guerra total, no ano de 1914. Segundo a profecia de Revelação, capítulo 11, aquele ano em que “as nações ficaram furiosas” — 1914 — assinalou também o tempo em que, legitimamente, “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor [Jeová] e do seu Cristo”. (Rev. 11:15, 18) Esta entronização de Cristo, com autoridade para reinar, é um passo preliminar em preparação para a execução da vingança.
3. Qual é a posição das igrejas da cristandade com respeito à mensagem de vingança e de consolo de Deus?
3 Atualmente, será que alguém foi comissionado pelo espírito de Deus para proclamar o dia da vingança de Jeová e para consolar todos os que pranteiam? Sim, mas não são as igrejas da cristandade. Elas não têm nenhuma mensagem de verdadeiro consolo, nem querem ter a Jeová por seu Deus. Não somente evitam o uso do nome de Jeová, mas perseguem os verdadeiros cristãos que honram o nome Dele.
4. Que motivos temos para estar alegres?
4 Contudo, as Testemunhas de Jeová sentem-se felizes de levar o nome de Deus, o maior do universo! Alegram-se de serem chamadas Testemunhas de Jeová. Exultam de que, desde o estabelecimento do Reino naquele ano fatídico de 1914, têm tido o privilégio de proclamar em toda a terra o “dia de vingança” de Jeová. De fato, estão decididas, conforme expresso em Miquéias 4:5, a ‘andar no nome de Jeová, seu Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre’! E deleitam-se de que milhões dos que pranteavam deram ouvidos à sua mensagem, foram consolados e afluíram para o lado do iminente reino de Deus.
A VINGANÇA DE DEUS — É MERECIDA?
5. (a) Os atuais “tempos críticos” são fruto final de quê? (b) Em cumprimento da profecia de Paulo sobre os “últimos dias”, que condições vemos agora existentes na cristandade?
5 Mas, será que o mundo atual é realmente tão ruim, que terá de sofrer vingança da parte de Deus? Escute as palavras inspiradas do apóstolo Paulo. Ele disse: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar.” Estes tempos críticos são os frutos finais, o resultado final de as pessoas não aceitarem a pregação da verdade. (2 Tim. 2:23-26) Até mesmo no domínio da cristandade vemos agora um temível aumento do crime e da violência, o colapso da família, o desrespeito pela autoridade e a perda da moralidade. A raiz de tudo isso é o egoísmo, a ganância e a falta de genuíno amor. Paulo prosseguiu dizendo: “Os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, . . . sem amor à bondade, . . . mais amantes de prazeres do que amantes de Deus.” (2 Tim. 3:1-5) Ora, vemos hoje o cumprimento desta profecia em toda a terra? Deveras, vemos. Está-se cumprindo em todos os pormenores.
6. Que situação se desenvolveu em cumprimento de Mateus 24:12?
6 O próprio Jesus, profetizando sobre o “sinal . . . da terminação do sistema de coisas”, disse: “Por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará.” (Mat. 24:3, 12) Quão veraz isso é até mesmo na cristandade, assim como em todo o mundo atual! Cada vez que chega a época do Natal, há na cristandade muita conversa sobre o amor, sobre a paz e a boa vontade entre os homens, mas, será que as nações praticam essas coisas? Significativas são as palavras da primeira-ministra da Grã-Bretanha, proferidas apenas uma semana antes do Natal de 1979. Ela disse: “Defrontamo-nos com uma nova década — eu a tenho chamado de ‘década perigosa’ — na qual os desafios à nossa segurança e ao nosso modo de vida, no mínimo, poderão ser mais agudos do que na década de 1970.”
7, 8. (a) Que situação de Dia de Juízo encontramos agora? (b) Que garantia fornece Jeová, e como envolve “amor” e “vingança”?
7 Como enfrentam as nações tais desafios? Por intensificarem seus preparativos de guerra! Imagine só! Este mundo desamoroso gasta cerca de um milhão de dólares por minuto com armamentos, mais de 500 bilhões de dólares por ano! Tudo isso agrava uma situação de Dia de Juízo, para a qual o mundo não encontra solução. Segundo informações publicadas por um grupo de médicos, cientistas e outros, no Times de Nova Iorque, de 2 de março de 1980, se irrompesse amanhã uma guerra nuclear, esta poderia em apenas uma hora destruir a maior parte da vida nesta terra — bilhões de pessoas. Contudo, as nações trabalham febrilmente para produzir super-armas ainda mais diabólicas!
8 Será que nosso Deus de amor, o Criador desta bela terra permitirá que nações iníquas a reduzam a cinzas? Nunca! Porque ele declara explicitamente na sua Palavra: “Assim disse Jeová, o Criador dos céus, Ele, o verdadeiro Deus, o Formador da terra e Aquele que a fez, Aquele que a estabeleceu firmemente, que não a criou simplesmente para nada, que a formou mesmo para ser habitada: ‘Eu sou Jeová, e não há outro.’” Seu inigualável nome Jeová é garantia de que Ele, como Criador amoroso e Soberano Senhor do universo, não permitirá a desolação de nosso globo terrestre. O amor divino demanda que Deus exija vingança contra os que profanam a nossa terra e que aniquilariam a sua criação humana. — Isa. 45:18; Jer. 10:10-12.
9. Visto que as nações se negam a se desarmar, o que pretende fazer Jeová, e por quê?
9 Desde o irrompimento da primeira guerra mundial em 1914, esta terra tem ficado encharcada com o sangue de dezenas de milhões de pessoas inocentes. Ora, somente a Segunda Guerra Mundial ceifou 55 milhões de vidas! E agora é ainda mais temível a perspectiva de um holocausto nuclear. Portanto, visto que as nações se negam a se desarmarem, nosso amoroso Deus declara que, em breve, ele as desarmará ao seu próprio modo eficaz e permanente. Ele diz: “Vinde, observai as atividades de Jeová, como ele tem posto eventos assombrosos na terra. Ele faz cessar as guerras até a extremidade da terra.” (Sal. 46:8, 9) Sim, o objetivo amoroso de Jeová é fazer aquilo que as nações nunca farão — pulverizar todo o seu equipamento de guerra, e desarmar todos os seus mísseis nucleares. Conforme disse Jeová: “A vingança é minha; eu pagarei de volta.” (Rom. 12:19; Sof. 3:8, 9) Não nos alegra a promessa de nosso Deus de amor, de que ele exigirá vingança? Devia alegrar-nos!
AS AFLIÇÕES SE MULTIPLICAM
10. Que conseqüências chocantes foram provocadas pelas guerras deste século?
10 As guerras travadas desde 1914 trouxeram consigo horríveis conseqüências. Entre elas está a desenfreada sensualidade sexual, resultando em epidemias de doenças venéreas e gravidez indesejada. Tal gravidez indesejada trouxe consigo uma grande onda de abortos. Calcula-se que atualmente, no mundo todo, cerca de 30 a 40 milhões de crianças por nascer são abortadas, assassinadas, a cada ano! Esta é a mais vasta chacina de inocentes que o mundo já viu, sobrepujando o número de mortes do pior ano em qualquer guerra da história.
11. Como é que ‘homens iníquos passam de mal a pior’?
11 Temos visto também, nos tempos recentes, o vício das drogas, divórcios, delinqüência e violação da lei em escala medonha. Atualmente, a comunidade homossexual gaba-se de ter, só nos Estados Unidos, uns 20 milhões de aderentes. Há pouco tempo, um homossexual estabeleceu o recorde moderno pelo chocante assassínio de 33 rapazes, contra os quais fizera ataques sexuais. No entanto, o homossexualismo é apenas um aspecto da imoralidade praticada cada vez mais na cristandade e em todo o resto da terra. É exatamente como nos diz a Segunda a Timóteo, capítulo 3, sobre estes “últimos dias”, de que “os homens iníquos . . . passarão de mal a pior”. — Vv.2 Timóteo 3:13.
12. Que indícios temos de que este mundo iníquo chegou ao seu fim?
12 Ao contemplarmos o mundo imoral em nossa volta, somos induzidos a exclamar: Quanta semelhança com os dias de Noé! Quanta semelhança com o tempo de Sodoma e Gomorra! Quanta semelhança com os cananeus depravados e os israelitas apóstatas! Ao passo que o mundo atual afunda cada vez mais no lamaçal da imoralidade, somos lembrados do aviso do apóstolo Paulo, de que “os que praticam tais coisas merecem a morte”. (Rom 1:18, 26-32) Não, o Deus amoroso não tolerará por muito mais tempo a horrenda iniqüidade deste sistema de coisas. Em vez disso, arruinará aqueles que aviltam a sua terra. — Rev. 11:18.
IDENTIFICAÇÃO DUMA “FAMOSA PROSTITUTA”
13. O que se quer dizer com ‘adultério espiritual’?
13 No entanto, a Bíblia fala também sobre imoralidade espiritual. A esta entregam-se os que afirmam praticar a religião pura, mas que se metem nos assuntos do mundo de Satanás. A Bíblia diz: “Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tia. 4:4) Tal amizade — o adultério espiritual — por parte dos que afirmam ser servos de Deus fornece outro motivo importante para Jeová exigir vingança. Por que dizemos isso?
14. Identifique a “famosa prostituta” e as “muitas águas” em que ela está sentada.
14 É por causa do que é dito em Revelação, capítulo 17. Ali lemos sobre a “grande meretriz que está sentada sobre muitas águas”. O que significa isso? As “muitas águas” são claramente identificadas para nós no Re 17 versículo 15 como significando “povos, e multidões, e nações, e línguas”. Mas, quem é esta “grande meretriz” que exerce poder sobre as pessoas? A edição em inglês da Bíblia de Jerusalém, uma tradução católica, refere-se a ela como a “famosa prostituta”. O que fez ela para se tornar tão famosa? Revelação 17:5 fornece a chave, dizendo: “Na sua testa havia escrito um nome, um mistério: ‘Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra.’”
15. O que aconteceu com Babilônia, mas que legado deixou ela?
15 Portanto, a “famosa prostituta” tem um nome, “Babilônia, a Grande”. Isto a relaciona com a Babilônia da história antiga, do tempo do Rei Nabucodonosor, cuja história revela que estava repleta de depravada adoração do sexo e de corrupção. (Dan. 4:28-30) A Babilônia de Nabucodonosor não existe mais hoje. Seu lugar, no moderno Iraque, é desolado, “como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra”. (Isa. 13:19-22) Todavia, a antiga Babilônia deixou um legado para a humanidade. E qual é este? Sua idolatria — sua religião!
16. (a) Como se desenvolveu o império mundial da religião falsa? (b) Que sentença profere Deus sobre Babilônia, a Grande, e por quê?
16 Desde os tempos mais primitivos depois do Dilúvio, Babilônia foi identificada com a religião falsa. Foi ali que os homens, em desafio a Jeová, construíram uma cidade e uma torre religiosa, com seu topo nos céus. E quando Jeová lhes confundiu a língua, foi de Babilônia que eles se espalharam por toda a terra, levando consigo a sua religião falsa. No quarto século, cristãos apóstatas fundiram a doutrina e as cerimônias babilônicas no sistema religioso que existe até hoje, nas diversas seitas do catolicismo e do protestantismo. Assim, desenvolveu-se um império mundial de religião falsa, “Babilônia, a Grande”, abrangendo religiões “cristãs” e não-cristãs. Devido ao envolvimento de “Babilônia, a Grande”, em perseguições, violência e até mesmo nas guerras mundiais da história, Deus a sentencia, dizendo: “Nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.” — Rev. 17:5, 6; 18:24; Gên. 10:8-10; 11:1-9.
17. O que é a “fera cor de escarlate”, e como tem cumprido a profecia?
17 A adúltera “amizade com o mundo”, por parte de Babilônia, a Grande, vai ainda mais longe. Inclui sua relação prepotente com uma “fera” simbólica. Pois ela é também descrita, em Revelação 17:3, como sentada “numa fera cor de escarlate, que estava cheia de nomes blasfemos”. Na Bíblia, ‘feras’ são muitas vezes usadas para simbolizar nações políticas. (Dan. 7:2-8; 8:5-8, 20, 21; Rev. 13:1-18) Mas a profecia fala aqui sobre uma grotesca “fera” composta, com “sete cabeças e dez chifres”. A história moderna mostra que esta “fera” surgiu pela primeira vez em 1920. Era um conjunto de nações: a Liga das Nações. Mergulhou numa inatividade temporária durante a Segunda Guerra Mundial. Mas — em cumprimento da profecia — reapareceu como as Nações Unidas, em 1945. Dentro em breve, “vai para a destruição”. — Rev. 17:8-11.
18. Como terminarão as intimidadas religioso-políticas de Babilônia, a Grande?
18 A religião falsa, “Babilônia, a Grande”, tem tentado dar orientação tanto à Liga das Nações como às Nações Unidas. Mas a Palavra de Deus mostra que todas estas intimidadas religioso-políticas, por parte de papas e de outros líderes religiosos, acabarão em breve. No tempo em que a “famosa prostituta” achar que está em situação muito boa, Deus fará com que os “dez chifres” simbólicos da “fera” das Nações Unidas voltem contra ela seu poderio militarizado. Eles a tirarão de suas costas, devastando-a e destruindo-a completamente como que por fogo. — Rev. 17:16, 17.
“SAÍ DELA, POVO MEU”
19. Como expressa Deus agora seu amor a todas as pessoas religiosas, sinceras?
19 Ao passo que se aproxima esta hora de julgamento, como expressa Deus o seu amor? Do seguinte modo: Deus faz a todos os católicos, protestantes, budistas e hindus sinceros — a pessoas de todas as religiões falsas que quiserem tornar-se parte do povo de Deus — o convite urgente registrado em Revelação 18:4, 5: “Saí dela [de Babilônia, a Grande], povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.”
20. Por que já é tempo de afastar-se de Babilônia, a Grande?
20 Sem dúvida, a execução do julgamento de Deus aproxima-se cada vez mais! As nações anti-religiosas já exercem muito poder dentro das Nações Unidas. Os países militaristas, ávidos de petróleo, ameaçam o mundo muçulmano, bem como as nações que por muito tempo têm sido consideradas como o baluarte das religiões da cristandade. É por isso que agora já é tempo para todos os que amam a verdade e a justiça se afastarem para longe da “famosa prostituta”, sim, fugirem para o reino de Deus.
21. O que é o Armagedom, e quando se encontrarão nele as nações?
21 O que se segue à devastação de “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa? As Escrituras indicam que os “dez chifres” da “fera” voltar-se-ão contra a religião verdadeira, conforme representada na terra pelas Testemunhas de Jeová. Mas, quando isso ocorrer, essas nações se encontrarão lutando contra Deus no Armagedom! E o Armagedom não é apenas um caminho na terra da Palestina. Antes, o Armagedom é uma situação que exigirá vingança na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, o maior conflito de todos os tempos! — Rev. 16:14, 16; 17:12-14.
22. Como mostram as Escrituras que o Armagedom é uma guerra justa?
22 A Bíblia diz que Deus usará a Cristo Jesus com os exércitos do céu para ‘julgar e guerrear em justiça’. Sim, o Armagedom será uma guerra justa. Justa? Como assim? No sentido de que executará a vingança merecida contra as nações e os povos da terra que preferiram não conhecer a Deus e se opuseram ao seu direito de reinar. Será seletiva na sua destruição. Destruirá os iníquos, mas trará salvação a todos os que “obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus”, disse o apóstolo Paulo. Assim, o Armagedom contrabalançará a vingança de Deus com o Seu amor. — 2 Tes. 1:8; Sal. 145:20; Rev. 19:11-21.
23. (a) Que espécie de Deus é Jeová, conforme mostra o Salmo 145:17-21? (b) Por que, então, traz este ‘Deus de amor’ uma vingança? (c) Que ação devemos tomar com respeito ao iminente “dia de vingança”?
23 Não reconhecemos, então, por que o ‘Deus de amor’ também tem de ser Deus de vingança? Isto se dá porque ele ama a justiça e odeia a iniqüidade, e o mesmo se deve dar conosco. (Sal. 145:17-21) Quão necessário é que o grande nome de Jeová e os seus propósitos sejam vindicados! Quão necessário é que nossa terra seja purificada de toda a culpa de sangue, corrupção e imoralidade, que têm maculado esta bela criação de Deus durante os milênios passados! Somente assim se tornará nossa terra o paraíso global que Deus intencionou para a humanidade. Mas, primeiro, o inigualável ‘Deus de amor’ terá de limpar o caminho por vingar-se dos seus inimigos. Não nos alegramos de que o seu dia de vingança já está próximo? Estejamos então entre os que aceitam o amoroso convite de Jeová: “Alegrai-vos, ó nações, com o seu povo, pois . . . pagará de volta vingança aos seus adversários.” — Deut. 32:43.
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