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  • É o físico?
    Despertai! — 1983 | 22 de janeiro
    • É o físico?

      As Raízes da Violência

      ● Na entrevista, o professor Kenneth E. Moyer, da Universidade Carnegie-Mellon, Pensilvânia (EUA), declarou que certas condições do nosso físico podem estimular certos sistemas em nosso cérebro que podem criar forte tendência para luta.

      Acha que alguém pode tornar-se violento sem uma razão aparente?

      Esta é uma questão muito debatida. Entretanto, tem havido muitos casos como o de certo homem que gradativamente se tornou mais hostil para com sua família. Tentou apunhalar a esposa e a filha, sendo levado para o hospital em estado de fúria. Descobriu-se um tumor cerebral, e, quando este foi retirado, sua atitude agressiva acabou. Nem todos os tumores cerebrais causam tal comportamento. Contudo, há experiências que mostraram que um estímulo elétrico direto em certas partes do cérebro fez com que alguns pacientes se sentissem irados e se comportassem de modo violento.

      O que revelou sua pesquisa como sendo fatores contribuintes para a violência?

      Há certa evidência que indica que um excesso de hormônios sexuais masculinos, baixa taxa de açúcar no sangue e alergias podem tornar alguns mais propensos à hostilidade.

      São estes como gatilhos automáticos?

      Não, pois nosso comportamento é o produto de mais do que nossos sentimentos íntimos. Mesmo com fortes sentimentos de hostilidade, uma pessoa, por causa das coisas que aprendeu e por causa do ambiente, pode não se tornar violenta.

      Mas diria que para alguns é mais difícil evitar ser violento?

      Creio que sim, embora não seja necessariamente impossível. Por exemplo, um homem, preocupado com suas tendências violentas, procurou um de meus colegas. Os exames revelaram um distúrbio cerebral, e fizeram-se esforços para localizá-lo, com eletrodos inseridos no seu cérebro. Em dado momento, ele se levantou para ir embora, dizendo: “Vou matar minha esposa!” Às instâncias do médico, esse homem concordou que se lhe estimulasse o cérebro eletricamente mais uma vez. Então, o médico estimulou um centro do cérebro conhecido como sendo um supressor de violência. Imediatamente, o homem ficou amistoso, e disse: “Agradeço realmente o que fez por mim. Eu teria certamente matado minha esposa.”

      É o controle da função cerebral e da química do corpo a solução?

      Para certos indivíduos é provável que seja. Entretanto, não acho que esta seja a solução verdadeira. Realmente, para se ter controle, é preciso cuidar dos fatores ambientais que criam frustração, e é preciso certificar-se de que não haja nada de errado em sentido físico.

      São úteis os medicamentos antiagressores?

      Os medicamentos que regulam o equilíbrio de certos hormônios têm ajudado. Diversos medicamentos podem ser bastante úteis para ajudar algumas pessoas a atravessar certo período na vida. Quando tais medicamentos são cuidadosamente administrados por um médico, eles não transformam o paciente num morto-vivo, mas tratam um problema específico no cérebro.

      Por que diz que a longo prazo precisamos depender de aprender a pôr fim à agressão?

      O uso do estímulo cerebral ou das drogas é muito limitado. São inúteis quando alguém é violento sem que tenha inimizade pessoal contra a vítima, como é o caso de um assassino contratado ou um piloto de bombardeio em tempo de guerra. Mas há também necessidade de instrução para prover exemplos positivos de pessoas não-violentas.

  • É a dieta?
    Despertai! — 1983 | 22 de janeiro
    • É a dieta?

      As Raízes da Violência

      ● Uma entrevista com a funcionária-chefe encarregada de fiscalizar os beneficiados pela suspensão condicional da pena, Barbara Reed, de Cuyahoga Falls, Ohio (EUA), revela que por mais de dez anos ela vem tratando contraventores penais, incluindo violência no lar, por ajustar a dieta.

      Qual o êxito de seu trabalho?

      Fizemos um exame estatístico minucioso em cerca de 1.000 casos que nosso departamento tratou. Após verificação de quatro tribunais e do nosso próprio, descobrimos que 89 por cento não se tornaram reincidentes.

      Em que difere seu método?

      Além dos conselhos regulares, investigamos a dieta e os hábitos de exercício do contraventor e fazemos recomendações.

      O que descobre de errado de modo geral?

      A maioria não toma desjejum. Consome em geral de 30 a 150 colheres de chá de açúcar por dia mediante produtos de confeitaria, doces, sorvetes e refrigerantes. Consome em média, diariamente, de três a dezesseis garrafas de meio litro de refrigerantes. Raramente come hortaliças. Às vezes, tem alergia ao leite ou a certos alimentos.

      Qual a relação entre a dieta e o crime?

      Os atos criminosos não são causados por apenas um fator. Mas uma constante dieta que contém açúcar refinado, cafeína ou álcool causa uma reação tensa no corpo. As glândulas supra-renais, que reagem produzindo grande quantidade de adrenalina, com o tempo ficam quase exaustas. Mas, quando uma pessoa comete um crime ou está brigando, a adrenalina aumenta. Acho que alguns recorrem a atividade criminosa ou hostil para obter esse aumento de energia. Também, uma dieta inadequada pode tornar a pessoa mais irritadiça e mais propensa à violência.

      Pode uma pessoa violenta culpar sua dieta?

      Temos a responsabilidade de conservar nossa mente lúcida. Se alguém sabe que certos alimentos lhe causarão problemas e ainda assim os come, neste caso, é tão responsável quanto um alcoólatra que bebe um trago. Ele sabe o que acontecerá. Naturalmente, a maioria das pessoas ignora esse problema.

      Por que é que alguns que têm a mesma dieta não se tornam contraventores?

      Somos todos diferentes. Alguns podem tomar bebida alcoólica por muitos anos e não se tornam alcoólatras. Alguns são mais sensíveis ao açúcar ou à cafeína. Pode haver dependência herdada. Os pais ou os avós de 50 dos 150 dos casos que estudamos foram diagnosticados como diabéticos ou como hipoglicêmicos.

      Será que uma dieta melhor diminuirá a violência no lar?

      Com toda a certeza. Nunca tivemos um caso de violência no lar em que não fosse a péssima dieta um problema primário. Naturalmente, isto inclui o abuso do álcool, mas tem havido muitos casos em que houve o consumo de enormes quantidades de “guloseimas”. Um casal que brigava regularmente vivia a bem dizer de café, refrigerante e sorvete. Eu os pus numa dieta sadia de hortaliças frescas, frutas frescas, pão de farinha integral e cereais, seis copos de água por dia e os incentivei a caminhar juntos. As coisas melhoraram em duas semanas. A boa dieta e o exercício são instrumentos excelentes para se cuidar de casos de tensão.

      Até que ponto é usado o seu método no campo da reabilitação?

      A vasta maioria nada conhece sobre isso. Entretanto, os que o experimentam sabem que produz resultados. Atualmente, há programas similares em pelo menos sete outros estados.

  • É a televisão?
    Despertai! — 1983 | 22 de janeiro
    • É a televisão?

      As Raízes da Violência

      ● O dr. Leonard Eron observou os efeitos a longo prazo da violência na TV sobre as crianças. Este pesquisador e professor de ciências sociais da Universidade de Illinois, no Círculo de Chicago, EUA, declarou na entrevista que o comportamento violento é aprendido e que a TV desempenha um grande papel.

      Por que são sem precedentes suas pesquisas?

      Estudamos os mesmos jovens por um período de vinte e um anos para ver o que contribuiu para alguns se tornarem extremamente agressivos. Em 1960, começamos com 875 jovens de oito anos. Dez anos depois, entrevistamos de novo 475 deles e seus colegas. Acabamos de concluir nossa investigação constante em mais de 400 por um período de vinte anos.

      Quais foram os seus resultados?

      Descobrimos que quanto maior é a preferência de uma criança por violência na TV aos oito anos de idade, tanto maior é a sua hostilidade, quer então, quer dez anos mais tarde. Nossos estudos foram copiados em cinco países. Temos resultados da Finlândia e da Polônia. Confirmam o que descobrimos.

      Acha que a violência na TV causa a agressão, ou as crianças violentas simplesmente gostam de ver violência?

      Para a nossa surpresa, descobrimos que jovens de oito anos que não eram agressivos, mas que viram muita violência na TV ficaram muito mais violentos aos dezenove anos do que aqueles jovens que, aos oito anos, eram muito agressivos, mas viram pouca violência na TV.

      Como é que o ver violência na TV causa agressão?

      Ensina um modo de solucionar problemas. Repete essas soluções vez após vez. Vêem que o principal personagem de um programa ou desenho animado usa táticas violentas com sucesso, e eles podem procurar fazer o mesmo.

      É a violência na TV a única causa?

      Não. A criação de uma criança tem grande efeito. Descobrimos que quando os pais brigam entre si, rejeitam a criança ou a castigam com dureza, as crianças se tornam mais agressivas. Entretanto, nosso estudo mostrou que uma criança que sente que seus pais se importam com ela por ser punida em razão de agressão se torna menos agressiva e a punição produz efeito. Mas os pais que se importam com os filhos geralmente não são cruéis ao punir.

      Que tem maior influência — violência na TV ou pais violentos?

      É difícil saber. Mas notamos que ao determinarmos quão violento um jovem de oito anos podia tornar-se aos dezenove, o prognóstico mais exato eram seus hábitos de assistir a programas de TV do que qualquer outra coisa, incluindo a desarmonia dos pais e sua condição social. Em nosso recente estudo de três anos em Chicago, corrigimos a atitude de algumas crianças que viam muita violência na TV. Tornaram-se menos agressivas, embora outros aspectos de sua vida não mudassem.

      O que acha que os pais podem fazer quanto a esse problema?

      Devem controlar o que seus filhos olham. Também, devem explicar aos filhos que o que vêem na TV não é realidade, que não se solucionam problemas batendo em alguém. Nossos pequenos esforços de explicar quão irreal é a TV tiveram resultados notáveis. Quanto melhores seriam os resultados se os pais fizessem o mesmo.

  • É o modo de pensar?
    Despertai! — 1983 | 22 de janeiro
    • É o modo de pensar?

      As Raízes da Violência

      ● “O crime é o produto do modo como um criminoso pensa”, disse o dr. Stanton Samenow, médico psicólogo e consultor em Alexandria, Virgínia, EUA, na entrevista. Ele fazia parte de uma equipe que passou dezessete anos examinando a mente dos criminosos através de incontáveis entrevistas e esforços para reabilitar criminosos calejados e amiúde violentos.

      Por que acha que o ambiente e a criação não são os fatores decisivos?

      Os pobres na maioria não são criminosos. Muitos abastados o são. As minorias em grande parte não o são, e muitos da maioria o são. Mais de metade dos criminosos com os quais lidamos procediam de famílias estáveis. Em geral, tinham irmãos, irmãs ou vizinhos que viviam nas mesmas condições e que não se entregaram ao crime.

      Diria que não basta mudar de ambiente?

      Exatamente. O crime não termina acabando-se com os bairros pobres. O crime reside nas mentes dos homens, não nos bairros pobres. A mudança de ambiente não muda o íntimo de uma pessoa. A própria Bíblia diz: “Como ele pensa consigo mesmo, assim é.” (Provérbios 23:7, Versão da Imprensa Bíblica Brasileira) O modo de pensar do criminoso é que precisa ser mudado.

      Quais acha que foram os mais freqüentes erros de raciocínio?

      Naturalmente, os criminosos não os consideram assim. Mas, em The Criminal Personality, alistamos cinqüenta e dois modos errados de pensar. Entre os mais freqüentes estavam (1) O conceito de que o mundo lhes pertence para tirarem dele o que querem e quando o querem. (2) A habilidade de acabar com o medo. São superotimistas. O medo de se ferir, de ser apanhado ou mesmo de uma consciência pesada é simplesmente eliminado no momento. (3) Não há senso de trabalho de equipe. Se nove criminosos estivessem num time de beisebol, cada um pensaria ser o capitão. (4) Pensam em termos extremos — para eles, tudo é oito ou oitenta.

      Como é que o sr. muda o modo de pensar deles?

      O indivíduo precisa querer mudar. Procura-se abordá-lo quando está desanimado. Talvez esteja encarcerado ou esteja prestes a perder a família. Em vez de lhe perguntar sobre sua criação, fazendo-o pensar que ele é vítima indefesa das circunstâncias, dizemo-lhe respeitosamente quão decadente está a sua vida. Procuramos realçar seu autodesagrado.

      Que ideais positivos ensina?

      A necessidade de assumir total responsabilidade. Não culpe os outros. Segundo disse um criminoso que fazia algum progresso: ‘Eu costumava pensar que, se meus pais me tivessem mostrado mais amor, eu não seria um criminoso, mas agora me pergunto se o fato de eu ser o tipo de filho que era não fez com que ficassem assim.’ “Não posso” foi substituído por “eu devo”. Ensinamos sentimento de empatia pelos outros.

      O que impede a reincidência no crime?

      Nós lhes ensinamos a ser seus próprios críticos — a verificar continuamente se seus pensamentos são moralmente corretos. Este contínuo exame moral é o mais importante repressor.

      Quão bem-sucedidos têm sido seus esforços?

      Depois de desenvolvermos e aprimorarmos nossos métodos, empenhamo-nos de perto em ajudar trinta criminosos calejados entre 1970 e 1976. Dentre estes, treze se transformaram completamente e são cidadãos acatadores da lei.

  • Pode a violência ser erradicada?
    Despertai! — 1983 | 22 de janeiro
    • Pode a violência ser erradicada?

      As Raízes da Violência

      A ORIGEM da violência é complexa. Além dos fatores apresentados nas entrevistas precedentes, muitos acrescentariam o alcoolismo, a frustração, a doença mental, a hereditariedade e até mesmo um desequilíbrio químico no cérebro. Entretanto, o verdadeiro desafio não é identificar suas raízes, mas eliminar a violência.

      Por exemplo, um editor de jornal, cujo estado de origem possui o maior índice de crimes violentos naquele país da América do Note, disse: “Está no nosso sangue. Eu por exemplo, tenho cultura e certamente não deveria fazer tal tolice.” Contudo, admitiu que ele também, sendo provocado, mataria.

      Portanto, precisa-se mais do que ensino secular para erradicar a violência. Mas por quê? Porque, segundo Jesus Cristo, “do coração vêm raciocínios iníquos, assassínios”. (Mateus 15:19) Para que a violência seja eliminada, precisa haver, mudança no coração. Mas, que coisa tem suficiente poder para fazer isso?

      O Poder da Palavra de Deus

      O apóstolo Paulo escreveu: “A palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes . . . e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” (Hebreus 4:12) A mensagem procedente de Deus, contida nas Escrituras Sagradas, é penetrante. Seu poder de atingir o coração tornou-se especialmente evidente no primeiro século. Não obstante um ambiente feroz, os que se tornaram cristãos mudaram sua personalidade, substituindo os acessos de ira por ternas afeições. — Colossenses 3:7-11; Romanos 1:29.

      “Então, só nós não temos crimes”, jactou-se Tertuliano, um escritor cristão professo do segundo século. Ele desafiou os não-cristãos a encontrar em sua longa lista de criminosos violentos o nome de um cristão sequer!

      Entretanto, não se tratava meramente de aprender a mensagem de Deus; outros que conheciam essas coisas deixaram de tirar proveito, porque não obedeceram à mensagem. Portanto, a obediência de coração, junto com a ajuda do espírito santo de Deus, produziram as mudanças. O quadro anexo contém alguns conselhos práticos de Deus. — Hebreus 4:6-11; 1 Coríntios 6:9-11.

      Produz Resultados Hoje?

      Têm a “reputação de ser um dos mais

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