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Revistas em quadrinhos — como eram no passadoDespertai! — 1983 | 22 de dezembro
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os editores travaram uma luta acirrada em busca de leitores.
Em 1938 ocorreu um momento decisivo. A jovem equipe de Siegel e Shuster encontrou um editor para um personagem de quadrinhos que eles inventaram — o Super-Homem! Segundo um de seus criadores, ele devia ser ‘um personagem como Sansão, Hércules e todos os homens fortes de quem já ouvi falar combinados em um só. Ainda mais do que isso.” Este “homem de aço” captou a imaginação de jovens e adultos. Logo a revista mensal faturava um milhão de dólares por ano. E, levados por este sucesso, os editores começaram a inventar outros heróis com capa.
Mas a geração seguinte de revistas em quadrinhos desceu aos domínios do sexo, da violência e do terror. Histórias vividamente violentas como “O Crime Não Compensa”, em inglês, realmente compensaram muito bem financeiramente seus editores. E, enquanto corriam os anos 50, as histórias em quadrinhos passaram também a horrorizar seus jovens leitores com títulos tais como “Histórias do Além”.
Em muitos casos, as histórias em quadrinhos, antes engraçadas, não mais o eram.
Os Protestos Públicos
Em 1954, o livro Sedução dos Inocentes, de Frederic Wertham, em inglês, acusou a indústria de quadrinhos de corromper a juventude. O dr. Wertham estudou crianças portadoras de distúrbios emocionais e descobriu que muitas liam assiduamente revistas em quadrinhos, ou “gibis”. O dr. Wertham concluiu: “Os ‘gibis’ ensinam a violência.”
Alguns, no entanto, achavam que as pesquisas do dr. Wertham não provavam que os “gibis” tivessem mau efeito sobre crianças normais. Não obstante, pelo menos nos Estados Unidos, finalmente tomaram-se medidas para “policiar” a indústria dos quadrinhos por baixar normas que restringem a violência e a nudez excessivas. Mas, têm sido eficazes tais providências? Como são hoje as histórias em quadrinhos?
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Revistas em quadrinhos — como são hojeDespertai! — 1983 | 22 de dezembro
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Revistas em quadrinhos — como são hoje
AS REVISTAS em quadrinhos percorreram uma longa jornada desde os desenhos rudimentares e a escrita simplista que marcavam as primitivas edições. Hoje, a arte gráfica empregada é até mesmo louvada em alguns círculos. E um estilo de escrita mais sofisticado pode obrigar os leitores a uma consulta ocasional ao dicionário.
A grande mudança, porém, é que os super-heróis precisam combater não só seus inimigos nas histórias mas também a penetrante influência da televisão. Um estudo recente, intitulado “A Televisão e o Comportamento”, revela que o poder da TV para cativar os jovens é sem dúvida formidável. Como enfrentam os quadrinhos este forte competidor?
Uma inovação foi seriar as histórias — obrigando o leitor a acompanhar cada segmento. Uma recente edição de Rom (em inglês), por exemplo, narra uma história absorvente e termina com o super-herói, Rom, e um companheiro seu da Atlântida, o continente perdido, ameaçados por um monstro terrível. O que acontece a seguir? Para descobrir, você precisa ler o próximo número!
Para manter o interesse dos jovens atuais, impregnados de TV, as histórias em quadrinhos tiveram que desprezar quase totalmente as suas próprias “normas” e dar aos leitores largas doses de violência. Um exemplar em inglês de Daredevil (Diabo Petulante, um super-herói cego que usa roupa de Diabo), estampava violência em 53 por cento dos quadrinhos. Quando Daredevil luta, estampa-se uma realística seqüência de golpes acentuada com ‘efeitos sonoros’. (“Whok”, “Vupt”, “Paft”, “Whud” e “Pou”, para mencionar alguns.) E visto que os super-heróis em geral usam trajes reduzidos e corantes, os leitores podem mirar boquiabertos os seus músculos avantajados. (Os super-heróis femininos se vestem de maneira não menos sedutora.) Não é de admirar, pois, que os anunciantes de métodos para o desenvolvimento
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