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Terremoto devasta a GuatemalaDespertai! — 1976 | 8 de julho
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ama, e porque ele ama, ele corrige, endireita e desperta. . . . Não temos nós resistido tanto que obrigamos Deus a operar dessa forma?” Daí, acrescentou que ajudar a reconstruir a Catedral e outras igrejas destruídas seria “o símbolo de retorno autêntico e pessoal a Deus”. — El Imparcial, 7 de fevereiro de 1976, página 6.
Mas, as Testemunhas de Jeová sabem que a Bíblia não ensina que Deus trouxe este terremoto para punir as pessoas. De jeito nenhum! Antes, a Bíblia predisse que o “sinal” do fim próximo deste perverso sistema de coisas, e da presença de Cristo no poder do Reino, incluiria “grandes terremotos, e, num lugar após outro, pestilências e escassez de víveres”. E, depois de fornecer “o sinal”, o grande profeta Jesus Cristo prosseguiu dizendo, em forma de encorajamento: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” — Luc. 21:7-28; Mat. 24:3-14.
Assim, as Testemunhas de Jeová, quando vêem tal poderosa evidência do cumprimento da profecia bíblica, como este terremoto, erguem suas cabeças em confiança de que o novo sistema de coisas de Deus está bem próximo. Verificamos que as pessoas perplexas da Guatemala agora estão especialmente receptivas a esta mensagem confortadora da Palavra de Deus. (2 Ped. 3:13; Rev. 21:3, 4) Mesmo antes do terremoto, quando N. H. Knorr, membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, visitou a Cidade da Guatemala em dezembro de 1975, mais de 5.000 pessoas se reuniram para ouvi-lo, no parque de beisebol no Hipódromo Norte. Isso era mais do que o dobro das Testemunhas na Cidade da Guatemala!
O ano de 1976 seria um grande ano aqui. O cartaz no prédio da Prefeitura da Cidade da Guatemala reza, 1776 DUZENTOS ANOS 1976. Em 6 de janeiro, a cidade começara a celebrar seu bicentenário. A antiga capital tinha sido destruída por um terremoto, e, em 6 de janeiro de 1776, a nova capital foi oficialmente ocupada.
Assim, em janeiro de 1976, a moderna e crescente Cidade da Guatemala estava otimista quanto a seu futuro. Mas, quando vemos pessoas trabalhando juntas para sua reconstrução, e depositando sua confiança nas verdadeiras profecias da Palavra de Deus, certamente há ainda mais motivos de se ter confiança de que o futuro, para tais pessoas, será glorioso.
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Por que recorrem ao terrorDespertai! — 1976 | 8 de julho
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Por que recorrem ao terror
Do correspondente de “Despertai!” na Alemanha Ocidental
UM ROSTO familiar era visto em centenas de cartazes eleitorais espalhados pela cidade. Peter Lorenz era candidato a prefeito de Berlim, e uma questão era a segurança. “Ação Mais Enérgica Para Garantir Segurança”, instavam os cartazes. “Os berlinenses vivem em perigo . . . o crime está aumentado”, explicavam volantes distribuídos pelo partido de Lorenz.
Daí, porém, pouco antes do dia das eleições, esse mesmo rosto familiar podia ser visto, com o olhar perdido em milhares de jornais por toda a cidade — desta vez cansado, parecendo drogado, e sem óculos. “Peter Lorenz — Prisioneiro do Movimento 2 de Junho”, jactava-se o cartaz colocado em frente dele — agora vítima do próprio terror contra o qual fazia campanha! Ele só foi liberto depois que o governo alemão cedeu a todas as exigências de seus captores.
O terrorismo e a violência políticos recentemente irromperam em toda a face da terra, como praga mortífera. Com efeito, na própria semana em que Lorenz estava sendo mantido como refém, os jornais alemães também noticiavam outros amplos atos de violência política:
Argentina: “Extremistas balearam o cônsul estadunidense seqüestrado, John Patrick Egan.”
Sul da França: “Extensos danos à propriedade foram causados domingo à noite numa série de seis ataques à bomba.”
Quênia: “A certa vez pacífica capital Nairóbi está sob a sombra do terror. Um ataque à bomba sobre um ônibus resultou em 27 mortos e 36 feridos.”
Roma: “Numa batalha [sangrenta] de rua . . . entre jovens extremistas da direita e da esquerda, um manifestante ficou gravemente ferido.”
Irlanda do Norte: “Apesar da trégua, duas pessoas foram mortas na noite passada em Belfast e duas outras ficaram feridas.”
Israel: “Um ataque terrorista sobre um hotel em Tel-Aviv terminou na quinta-feira em um banho de sangue . . . com quatorze mortos.”
Tudo isso em apenas uma semana! Não é de admirar que as pessoas perguntem: “Quando tudo isso terminará?”, e: “Não se pode fazer nada?” No entanto, o chanceler alemão, Helmut Schmidt, avisou ao Parlamento de Bonn: “O estado constitucional não pode oferecer nenhuma garantia de proteção contra o terrorismo e a anarquia violenta . . . Até mesmo as ditaduras militares e policiais não conseguem oferecer proteção absoluta.” Em busca de soluções, perguntou o diário berlinense, Tagesspiegel:
“O que aconteceu às organizações mundiais como a ONU, ou à solidariedade internacional dos países envolvidos em não exigirem que os assassinos políticos, os seqüestradores de pessoas e de aviões sejam extraditados ou, pelo menos julgados? Este mal não poderá ser erradicado enquanto não for possível se chegar à raiz das dificuldades.”
Isso é verdade, mas qual é a raiz das dificuldades? Será que simplesmente condenar os terroristas chegará a ela e a corrigirá? Uma espiada no que está por trás de suas ações violentas revela que suas raízes são muito mais profundas.
A Trilha da Violência
Não é preciso dizer aos jovens idealistas que há algo de errado na sociedade em volta deles. Parece evidente a necessidade de mudança. Não raro, porém, suas vozes, apenas, têm tido pouco efeito sobre os sistemas profundamente enraizados. A onda de protestos iniciada nas nações industriais do Ocidente, na década de 1950, para exemplificar, era pacífica no início. Muitos ainda conseguem lembrar o lema “Proscrevam a Bomba”, usado pelos manifestantes de Aldermaston, na Inglaterra. Mas, a bomba não foi proscrita. Deveras, os estoques nucleares avolumam-se agora mais rápido do que nunca.
Frustrações similares ligadas à guerra do Vietname, os direitos civis e outras questões tornaram-se campo fértil para formas mais ativas de protesto. Cada vez mais, o aparente êxito da violência revolucionária em países tais como a China e Cuba fortaleceram muitos manifestantes em sua crença de que as mudanças só poderiam ser obtidas mediante a derrubada violenta dos que detinham o poder.
“Destrua o que destrói você”, tornou-se o lema revolucionário dos estudantes que protestavam em Berlim, na década de 1960. Visto que o estado estabelecido falhara em equacionar os problemas da humanidade, arrazoavam, teria de ser eliminado e substituído — por meios violentos, se necessário. O grupo que seqüestrou o candidato para prefeito, Lorenz, expressou-se da seguinte forma: “Palavras e exigências não conseguem nada quanto a mudar o que está errado neste país . . . Apenas a violência e as armas podem acabar com o fascismo.”
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