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Ande com Deus no meio dum mundo violentoA Sentinela — 1984 | 15 de janeiro
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lutou para desapossar da “terra” de Deus nações depravadas e demonólatras. (Levítico 18:24-27; Deuteronômio 7:1-6) Aprova Deus as guerras das nações, em especial as travadas pelo domínio do mundo, desde 1914? Quando católico mata católico, protestante mata protestante, budista mata budista ou muçulmano mata muçulmano, será que eles agem em harmonia com o Deus que “fez de um só homem toda nação dos homens”? Como deve encarar Cristo, o Príncipe da Paz, o derramamento de sangue que irrompeu na cristandade quando começou a Primeira Guerra Mundial e mais tarde a Segunda Guerra Mundial? (Atos 17:24-26; Isaías 9:6) Notemos a norma nova e mais elevada que o Príncipe da Paz estabeleceu para os cristãos pouco antes de sofrer uma morte violenta.
12, 13. (a) Por que cuidou Jesus de que seus discípulos estivessem equipados com espadas? (b) O que esclareceu Jesus a respeito da guerra teocrática?
12 Tendo em mente seu papel no cumprimento da profecia, Jesus disse aos seus discípulos na noite em que foi preso: “Quem não tiver espada, venda a sua roupa exterior e compre uma. Pois eu vos digo que se tem de efetuar em mim o que foi escrito, a saber: ‘E ele foi contado com os que são contra a lei.’” Quando eles responderam: “Senhor, eis aqui duas espadas”, ele lhes disse: “Basta.” (Lucas 22:36-38) Basta para quê? Para incutir uma lição importante para os cristãos.
13 Certamente, não poderia ter havido nenhum outro motivo maior para o uso duma espada do que proteger o próprio Filho de Deus! Todavia, não era da vontade de Deus que Jesus fosse poupado naquela ocasião. Portanto, quando o apóstolo Pedro usou sua espada contra o escravo do sumo sacerdote, Jesus disse-lhe: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” (Mateus 26:52, 53; João 18:10, 11) Jesus tornou claro que, daquele tempo em diante, a guerra teocrática não devia incluir o uso de armas carnais.
14. Conforme declarado por Jesus, o que está envolvido em ‘não fazer parte do mundo’?
14 Isto certamente estava em harmonia com o que Jesus dissera anteriormente aos seus discípulos, naquela mesma noite, no sentido de que eles seriam perseguidos por ‘não fazerem parte do mundo’. Isso estava em harmonia com a oração de Jesus, dirigida ao seu Pai naquela mesma noite, na qual ele salientou que seus discípulos, iguais a ele, ‘não faziam parte do mundo’. Concordava com o que Jesus dissera a Pilatos: “Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” — João 15:19, 20; 17:14-16; 18:36.
15. (a) A que unidade tem levado manter-se separado do mundo? (b) Que diversos aspectos desta unidade são descritos em Isaías 2:24?
15 Está você agora separado deste mundo e de seus modos violentos, assim como Jesus e seus discípulos no primeiro século? Em caso afirmativo, está participando numa maravilhosa unidade mundial que só as Testemunhas de Jeová têm. É uma unidade causada pela obediência às leis de Deus e à sua vontade para os dias atuais. Porque agora há uma “grande multidão” de cristãos amantes da paz, “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, afluindo ao grande templo espiritual de Jeová para a adoração. (Revelação 7:9, 10, 15) Tais pessoas são descritas em Isaías 2:2-4: “Na parte final dos dias terá de acontecer que o monte da casa de Jeová ficará firmemente estabelecido acima do cume dos montes e certamente se elevará acima dos morros; e a ele terão de afluir todas as nações. E muitos povos certamente irão e dirão: ‘Vinde, e subamos ao monte de Jeová, à casa do Deus de Jacó; e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.’ Pois de Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra de Jeová. E ele certamente fará julgamento entre as nações e resolverá as questões com respeito a muitos povos. E terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.”
16. (a) Que contraste há entre as Testemunhas de Jeová e o mundo? (b) Que prediz Miquéias 4:1-5 quanto a prosperidade do povo de Deus, o motivo dela e o resultado final? (c) Por causa de que situação surge uma pergunta adicional?
16 Não se trata de ultranacionalistas agitando bandeiras, mas sim de um só povo pacífico e unido, procedente de todas as nações. São realmente pessoas neutras no meio dum mundo em guerra. Miquéias 4:1-5, depois de descrever que elas ‘forjam das espadas relhas de arado’, fala sobre a sua prosperidade espiritual e sua perspectiva de viver para sempre em união na terra. A profecia contrasta-as com os povos deste mundo, dizendo: ‘“Porque todos os povos, da sua parte, andarão cada um no nome de seu deus; mas nós, da nossa parte, andaremos no nome de Jeová, nosso Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre.” Mas, ao passo que continuamos a andar no nome de Deus, enfrentamos muitas pressões do mundo violento. Como devemos enfrentar as situações que possam surgir? O próximo artigo fornece a resposta bíblica a esta pergunta.
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“Busque a paz e empenhe-se por ela”A Sentinela — 1984 | 15 de janeiro
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“Busque a paz e empenhe-se por ela”
1. (a) Como podemos ‘buscar a paz e empenhar-nos por ela’ neste mundo violento? (b) Em situações provadoras, por que devemos suplicar fervorosamente a Jeová?
COMO podemos acatar o acima citado conselho do apóstolo Pedro, visto que nos rodeia um mundo de violência? Pedro nos responde por dizer que ‘nos desviemos do que é mau e façamos o que é bom’. Portanto, precisamos fazer o mais sério esforço para entrar numa relação pacífica com Jeová Deus à base da fé no sacrifício de Jesus Cristo. Daí, buscamos a paz por seguir de perto as normas que Deus estabeleceu na sua Palavra. “Porque os olhos de Jeová estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos às súplicas deles; mas o rosto de Jeová é contra os que fazem coisas más.” (1 Pedro 3:11, 12) Quando os iníquos procuram fazer coisas más a nós, podemos fervorosamente suplicar a Jeová. Podemos chamá-lo alto por nome, pedindo ajuda, como no caso de estar confrontados por um estuprador ou outro malfeitor. — Veja Deuteronômio 22:25-27.
2. Quando confrontados com violência, a que confiança podemos apegar-nos, conforme expressa por Davi?
2 Em situações violentas, a implícita confiança em Jeová muitas vezes tem sido a chave para a sobrevivência. Vez após vez, a testemunha de Jeová foi abençoada por se ater à confiança expressa por Davi em oração no Salmo 18:46, 48: “Jeová vive, e bendita seja a minha Rocha, e seja enaltecido o Deus de minha salvação. Ele me põe a salvo dos meus inimigos irados; erguer-me-ás acima dos que se levantam contra mim, livrar-me-ás do homem de violência.” Esses milhões de Testemunhas de Jeová que hoje aguardam com forte fé o cumprimento da promessa de Deus, de que ‘os justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre’, também têm a garantia de que “a salvação dos justos vem de Jeová; ele é o seu baluarte no tempo de aflição”. — Salmo 37:29, 39.
3. (a) O que nos indicam Deuteronômio 32:10 e Daniel 3:19-27? (b) O que indica a maneira de Raabe ter sido liberta, assim como também foi um pioneiro dos tempos modernos?
3 Não importa qual a situação que possa surgir neste mundo violento, Jeová tem a capacidade de ‘resguardar seu povo como a menina de seu olho’. (Deuteronômio 32:10; Daniel 3:19-27) Se quiser, tem até mesmo a capacidade de preservar os seus durante horrores tais como um holocausto nuclear. Isto foi demonstrado em 6 de agosto de 1945, na experiência dum servo fiel de Jeová, que sofria perseguições na prisão de Hiroxima, no Japão. Naquela manhã, uma alteração da sua rotina usual colocou-o numa posição que o deixou incólume da explosão da bomba atômica.a A maior parte da prisão foi arrasada, mas, bem similar à maneira em que Raabe sobreviveu à destruição ardente de Jericó, Katsuo Miura sobreviveu à devastação de Hiroxima. (Josué 6:23, 24) Ficou grato a Jeová de que, conforme o expressou, ele foi ‘tirado da prisão pela bomba atômica’, para gastar os anos remanescentes de sua vida no serviço de pioneiro. (Veja o Salmo 116:15.) Nada é maravilhoso demais para nosso Soberano Senhor, “o verdadeiro Deus, o Grande, o Poderoso, cujo nome é Jeová dos exércitos”. — Jeremias 32:17-19.
ATENHA-SE À ORGANIZAÇÃO DE JEOVÁ
4. Como descreve Isaías, capítulo 60, a condição da organização de Deus no tempo atual?
4 Para podermos enfrentar os atuais dias violentos, precisamos de terna orientação da organização materna de Jeová. Desde 1938 há uma condição teocrática melhorada existente entre o povo de Deus, conforme Jeová predisse: “Eu vou designar a paz como teus superintendentes e a justiça como teus feitores. Não mais se ouvirá de violência na tua terra, de assolação ou de desmoronamento dentro dos teus termos. E certamente chamarás as tuas próprias muralhas de Salvação e os teus portões de Louvor.” A paz e o amor à justiça, que agora caracterizam a organização de Jeová em todo o mundo, têm contribuído muito para que o “pequeno” de uns poucos milhares de proclamadores do Reino, há uns 65 anos, se tornasse “uma nação forte” de 2.477.000 pessoas, avançando em 205 países da terra. Os relatórios procedentes do campo mostram que, ao passo que nos aproximamos do “fim”, Jeová está ‘apressando isso ao seu próprio tempo’. — Isaías 60:17, 18, 22; Mateus 22:14.
5. Conforme declarado nos Salmos, o que tem mantido forte o povo de Jeová em face de violência?
5 Grande parte desta expansão ocorreu em face de violência, tal como a sofrida pelas Testemunhas de Jeová nos campos de concentração de Hitler e nos ataques por turbas, nos Estados Unidos, na época da guerra. A escalada da violência continua em muitas partes da terra. Poucos países, se é que os há, têm sofrido maior violência nos últimos anos do que o Líbano. No entanto, nossos irmãos estão fortes ali. O que os tem mantido fortes? A implícita confiança em Jeová e a determinação de continuar a assistir às suas reuniões e a participar em outras atividades cristãs. — Salmo 73:28; 149:1.
6. Como devemos encarar a assistência regular as reuniões, e por quê?
6 Isso deve compenetrar-nos de que, em tempos de violência, nunca devemos deixar de nos reunir. (Hebreus 10:24, 25) Se isso é tão importante para nos prevenirmos contra a violência do mundo de Satanás, então também é necessário para obtermos força para lidar com as maquinações mais sutis do Diabo. Assistirmos regularmente às reuniões significa vida para nós!
7. (a) Como procura Satanás subverter o povo de Deus? (b) De que maneira específica incita Satanás o espírito de violência e de imoralidade (c) Como podemos empenhar-nos pela paz e com que objetivo?
7 Nestes tempos terríveis, Satanás procura subverter os do povo de Deus por torná-los “amantes de si mesmos, amantes do dinheiro [e de reluzentes coisas materiais que este pode comprar], . . . mais amantes de prazeres do que amantes de Deus”. Estas são as coisas que, como engodos, podem afastar-nos da associação regular com o povo de Deus. (2 Timóteo 3:1, 2, 4) Em vez de assimilarmos o espírito satânico de violência e de imoralidade, que é glorificado por certos programas de TV, vídeo-jogos e coisas assim, quão importante é que continuemos, pelo nosso estudo pessoal, pela meditação e por nossas reuniões absorver e a aplicar o conhecimento exato que “significa vida eterna”! — João 17:3; Filipenses 1:9-11; Colossenses 1:9-11.
ONDE PODEMOS ENCONTRAR PROTEÇÃO
8. (a) Como reagem muitas pessoas do mundo diante destes tempos violentos? (b) Mostre com exemplos por que o proceder delas não é sábio.
8 A violência amedronta o coração das pessoas nas cidades grandes da terra. Segundo uma recente pesquisa Gallup, 45 por cento dos estadunidenses estão com medo de sair sozinhos à noite num raio de um quilômetro e meio de sua casa. Muitos carregam armas. Mas é este o proceder que as Testemunhas de Jeová devem adotar — enfrentar uma possível violência por se prepararem para ser violentos? Os muitos acidentes com “armas de defesa própria” — em que crianças até mesmo matam outras crianças — devem induzir-nos a parar e a examinar a situação. É bem conhecido que um pistoleiro profissional, quando vê outro empunhar uma arma de fogo, atira logo — e atira para matar. Que chance tem então o amador com uma arma de fogo?
9. Onde e como encontrará o cristão proteção?
9 O cristão não encontrará a proteção em ter armas de fogo, mas em ‘buscar a paz e em empenhar-se por ela’. (1 Pedro 3:11) Confie em Jeová. Se se vir confrontado por um criminoso, deixe-o saber que é Testemunha de Jeová. Não resista a alguém que o ameaça com violência; dê-lhe os bens materiais que exige. Sua vida é mais valiosa do que estes. Quando encurralado e ameaçado, invoque a Jeová por ajuda. Lembre-se: “O nome de Jeová é uma torre forte. O justo corre para dentro dela e recebe proteção.” — Provérbios 18:10.
10. (a) Quanto à defesa própria, o que nos indicam os relatos do capítulo 8 de Esdras e do capítulo 11 de 2 Coríntios? (b) O que nos dizem relatórios procedentes da África e da Irlanda sobre a tolice de andar armado?
10 No entanto, não surgiriam ocasiões, tais como quando se percorre território de insurgentes, em que as Testemunhas de Jeová talvez estivessem em melhor situação carregando armas de fogo para a sua própria defesa? A resposta enfática é Não. (Veja Esdras 8:21-23, 31; 2 Coríntios 11:23-27.) Por exemplo, tome nossos superintendentes viajantes em certo país africano. Nos últimos anos, esses irmãos muitas vezes tiveram de atravessar zonas de guerra ao servirem as congregações. Às vezes foram abordados por guerrilheiros ou por forças de segurança. Se tivessem sido encontrados com armas de fogo, teriam perdido a vida. Com poucas exceções, sua identificação como Testemunhas de Jeová, junto com a ausência de quaisquer armas de violência, permitiu-lhes seguirem para o seu destino. O mesmo acontece na Irlanda do Norte, dilacerada por lutas, onde se diz que “a morte faz parte da paisagem”. A neutralidade das Testemunhas de Jeová é bem conhecida, e, por serem amantes da paz, encontram proteção tanto nas regiões católicas como nas protestantes.
11. (a) O que torna claro que os cristãos não devem munir-se de armas mortíferas? (b) Segundo as Escrituras, em que devemos confiar?
11 As Escrituras, apoiadas pela experiência das Testemunhas de Jeová hoje em dia, tornam claro que não é aconselhável que os cristãos individuais carreguem, ou possuam em casa ou em outro lugar, uma arma de fogo ou outra arma mortífera para ser usada contra atacantes ou intrusos humanos. (Isaías 2:4; 1 Pedro 3:11) Aquele que se prepara para a violência provoca a violência. Em vez disso, a confiança principal do cristão deve ser em Jeová, seu Deus. — Salmo 18:48; 140:1, 4; Provérbios 3:5-7.
12. (a) Em harmonia com as Escrituras, por que podem os cristãos pedir proteção policial? (b) Usaria o cristão alguma vez uma arma de fogo numa emergência ou faria justiça com as próprias mãos?
12 Em harmonia com Romanos 13:1, 4, as “autoridades superiores” do mundo talvez estabeleçam certos departamentos para a manutenção da paz, tais como a polícia, com agentes oficialmente armados para proteger os cidadãos e a propriedade. Visto que tais arranjos permitidos por Deus são descritos como “ministro de Deus, vingador para expressar furor para com o que pratica o que é mau”, é apropriado que o cristão solicite e receba a proteção de tais departamentos. Mas, mesmo que ele ache necessário defender a si mesmo ou a seus entes queridos com qualquer coisa que tiver à mão, não deve usar armas de fogo. Tampouco faria justiça por conta própria. Em muitos países é ilegal possuir armas de fogo até mesmo para a defesa pessoal. — Mateus 22:21; veja Êxodo 22:2.
13. Por que não usaria o cristão as artes marciais em defesa própria?
13 Todavia, para a sua defesa pessoal, não poderia o cristão treinar-se nas artes marciais, tais como o Kung fu chinês? Note-se que esta extremamente mortífera das artes orientais foi desenvolvida há mais de 1.400 anos pelos monges zen-budistas do Mosteiro de Shaolin, nas encostas de Songshan, uma das montanhas sagradas da China. Desta fonte religiosa procedem também as artes marciais do Japão: Bushido, que significa literalmente “O Caminho do Guerreiro”. Muitos dos peritos nas artes do judô, quendô e caratê ainda obtêm inspiração da meditação religiosa. O caratê tem por objetivo incapacitar a vítima, o que pode resultar em sério dano ou morte. Os que confiam em Jeová certamente não recorreriam às artes marciais para se defender! — Provérbios 3:31.
14, 15. (a) Por que seria apropriado o cristão caçar ou matar animais para servirem de alimento? (b) Mas o que poderia tornar o cristão inelegível para privilégios especiais, e por quê?
14 Seria apropriado que o cristão possuísse armas de fogo com o fim de caçar animais para comida? Desde o Dilúvio, Deus tem permitido a matança de animais para alimento, embora o sangue tenha de ser derramado no solo, não ingerido. (Gênesis 9:3, 4; Deuteronômio 12:23-25) Quando a lei local o permite, algumas Testemunhas de Jeová têm armas para proteção contra animais selvagens ou para caça. (Mateus 22:21) Para tais, esta pode ser uma fonte importante ou prática de alimento. Mas ninguém jamais deve pensar que Jeová aprovaria tirar a vida dum animal por esporte, pela emoção de matar — como se tem dado com antigos e hodiernos ‘ninrodes’. Visto que “a alma da carne está no sangue”, este é precioso aos olhos de Jeová.b — Levítico 17:11, 14.
15 Caso um número substancial de Testemunhas numa congregação fique perturbado com alguém caçar animais apenas por esporte, não para obter alimento, então tal pessoa não está em condições receber privilégios especiais de serviço, em vista de sua reputação ofensiva. — 1 Timóteo 3:2.
16. Como podem os anciãos ajudar, mas o que pode resultar para alguém que deixa de acatar o conselho bíblico nos parágrafos 9 a 15, acima?
16 É similar quando uma Testemunha de Jeová insiste em carregar ou ter armas de fogo para a proteção contra humanos, ou quando aprende artes marciais. Os anciãos espirituais devem tomar imediatamente medidas para aconselhá-lo e ajudá-lo a sanar esta situação. (Miquéias 4:3) Todo aquele que assim continuar a andar armado ou que de outro modo se prepara para se tornar “espancador” deixa de estar qualificado para privilégios especiais na congregação. — 1 Timóteo 3:2, 3.
O USO DE ARMAS NUM EMPREGO CIVIL
17. Por que evita a maioria das Testemunhas um emprego que envolve as artes marciais ou andar armado?
17 O que deve fazer aquele cujo emprego envolve andar armado para usar a arma contra outros humanos, ou que requer ser treinado nas artes marciais, tais como judô ou caratê? Ao fazer a sua decisão pessoal, ele precisa ter em mente que o seguidor de Jesus deve empenhar-se pela paz. (Romanos 12:17, 18) Em vista do que diz Isaías 2:4, a maioria das Testemunhas de Jeová evita tal emprego. Embora o emprego tenha por objetivo proteger o público (ou a propriedade) em harmonia com Romanos 13:4, a experiência tem mostrado que sempre existe o perigo de incorrer em culpa de sangue por tirar uma vida com a arma, com prejuízo para a consciência dessa pessoa, bem como há o perigo de sofrer dano ou morte por retaliação. (Salmo 51:14; veja Números 35:11, 12, 22-25.) Certamente, é melhor evitar tais perigos por escolher um emprego em que esses não surgem.
18. (a) Em que divergiria o conceito do cristão maduro daquele do mundo? (b) Para manter a consciência limpa, como poderia tentar ajustar a situação?
18 Nestes “últimos dias”, espera-se de muitos empregados carregar uma arma de fogo. Guardas de banco ou de segurança, vigias ou policiais talvez tenham de andar armados para reter o emprego. Mas que dizer do cristão que tem a obrigação de fazer “provisões para os seus próprios”? (1 Timóteo 5:8) Seu conceito treinado pela Bíblia seria diferente daquele de pessoas do mundo, que se sentem livres para carregar tais armas e usá-las conforme bem entenderem em qualquer situação perigosa que possa surgir. (Efésios 5:15-17) Ele desejará evitar a culpa de sangue, tendo em mente o conceito de Jeová sobre a santidade do sangue. (Gênesis 9:6; Salmo 55:23) O cristão maduro deve tentar achar emprego sem o uso de armas.c Algumas Testemunhas, por terem falado com o seu patrão, conseguiram mudar de serviço para um que não requeria andar armado.
19. Para que privilégios poderia um irmão ser inelegível até fazer tal ajuste? (2 Coríntios 13:11)
19 Ao passo que o mundo se torna cada vez mais violento, não podemos mais considerar como exemplar o irmão que continuar num emprego armado. Podem-se-lhe conceder seis meses para fazer a mudança. Se não fizer tal mudança não estará em condições de ter privilégios especiais de serviço e de responsabilidade na congregação. — 1 Timóteo 3:2; Tito 1:5, 6.
EMPENHEMO-NOS TODOS PELA PAZ
20. (a) Por que é a vereda da paz recomendável? (b) Apesar de severas provas e até mesmo a morte, qual será o resultado para os que mantêm a integridade? (c) Em quem confia você?
20 Seguindo a vereda da paz, as Testemunhas de Jeová têm muitíssimas vezes encontrado proteção — física, moral e espiritual! É evidente que se deve seguir este proceder bíblico. Nos poucos casos em que houve fatalidades entre cristãos fiéis, seu destemor até a morte lhes faculta uma ressurreição mais cedo. (Hebreus 11:36-40; Revelação 2:10) Jeová permite às vezes que Satanás imponha severas provas ao Seu povo, como no caso de Jó, embora o resultado final para aquele homem íntegro fosse feliz. (Jó 1:18, 19; 42:12-15) Mas não importa o que sobrevenha nestes tempos violentos, nunca nos deixemos desviar de nossa integridade. Confiemos em Deus. “Pois, quanto a Jeová, seus olhos percorrem toda a terra, para mostrar a sua força a favor daqueles cujo coração é pleno para com ele.” — 2 Crônicas 16:9.
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