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De craque de futebol a praticante da devoção piedosaDespertai! — 1980 | 22 de março
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convidei o superintendente presidente de nossa congregação para vir e ver-me jogar. Ganhamos, e eu marquei um dos gols. Mais tarde, naquela noite, ele nos visitou em casa e palestramos um pouco. Finalmente lhe perguntei sobre o que achou do jogo. Fiquei chocado quando disse que no campo eu era uma pessoa diferente da que freqüentava as reuniões no Salão do Reino. Expliquei que antes de cada partida eu orava a Jeová para que me ajudasse a não perder a calma. Não obstante, ele me disse que em campo algumas vezes eu agia como se fosse um gladiador. Mas não fiquei convencido.
Posteriormente, quando estávamos jogando contra o “Manchester United”, a multidão me ovacionou tremendamente. Cantavam: “Passa para o Knowles; queremos gols!” E sempre que marcava um gol eles ficavam fora de si, gritando meu nome ainda mais. Pouco a pouco comecei a perceber que o que o superintendente dissera era verdade. Muitos da multidão tratavam-me quase como um deus. Era uma forma de idolatria, e sabia que era errado. Mas ainda não queria desistir de jogar. Lembro-me de ter orado a Jeová, antes de uma partida: “Por favor, ajude-me a combinar os dois. Ajude-me, por favor, a manter o autodomínio e, por favor, Jeová, ajude-me a marcar três gols, em nome de Jesus. Amém.” Mas no íntimo eu sabia que meus dias de craque de futebol estavam chegando ao fim.
Minha Escolha — Os Resultados
Um dia, quando estava sendo entrevistado por um cronista esportivo nacional, mencionei que estava pensando em desistir de jogar. Ele apressou-se em conseguir um
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Loucura dos torcedoresDespertai! — 1980 | 22 de março
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Loucura dos torcedores
Num exame sobre como as atividades esportivas de uma nação são um reflexo de sua sociedade, a revista New Scientist, da Inglaterra, fez a observação: “O futebol permite apenas expressões mínimas de comportamento agressivo [entre os jogadores], mas este papel combativo parece se transferir para os torcedores. . . . Guardas armados, cercas de arame farpado e túneis de saída, que são considerados necessários, em alguns lugares, para proteger os jogadores e os juízes dos a quem vieram divertir, lembra [à pessoa] um sistema de segurança que se adapta melhor a uma prisão.” Algumas dessas loucuras dos torcedores são relatadas pela Encyclopœdia Britannica, em edições recentes de seu Livro do Ano:
“A história de violência envolvendo o futebol continuou em 1975, e a Inglaterra pareceu estar produzindo os piores infratores. . . . Mas a Inglaterra não monopoliza este novo mal. Em Santiago, no Chile, em 25 de junho, depois de nada menos de 19 jogadores serem expulsos [do jogo], depois de uma briga no campo, os jogadores não puderam deixar o campo por mais de um quarto de hora devido à chuva de pedras da parte dos torcedores. . . . Registraram-se também distúrbios em outras partes, na América do Sul e na Itália.” — 1976, p. 350.
1977: “Um subproduto do sectarismo antagônico do mundo foi o ressurgimento da violência envolvendo o futebol. Durante uma partida pelo campeonato europeu, em Cardiff [País de Gales], . . . os torcedores atiraram latas de cerveja no campo para mostrar sua ira por causa de algumas decisões do juiz da Alemanha Ocidental. . . . Foram dadas várias sentenças de prisão para jogadores briguentos, em Malta, e num jogo na América do Sul um juiz morreu depois de ter sido atacado pelos jogadores.” — p. 350.
1978: “Persistiram pelo mundo inteiro os problemas com a multidão, e mais e mais países estão-se fortificando contra os arruaceiros. Barcelona, na Espanha, cavou um fosso ao custo de 150 mil dólares (Cr$ 6.750.000,00) para manter os fãs afastados do campo de futebol.” — p. 394.
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