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Os filmes “estão repletos” de sexo e violênciaDespertai! — 1970 | 22 de janeiro
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Os filmes “estão repletos” de sexo e violência
JÁ NOTOU o que tem acontecido ultimamente aos filmes? Nos últimos anos, houve uma “avalancha” de filmes que destacavam o adultério, a fornicação, o lesbianismo, o homossexualismo, a violência e a matança em massa.
Se examinar agora os anúncios de filmes nos jornais, ficará atônito com seu tom quase pornográfico. Apenas em um dia, alguns títulos entre as oito páginas de anúncios de filmes num dos principais jornais conservadores diziam o seguinte, cada um para um filme diferente:
“Um dos mais imorais, um dos mais subversivos . . . filmes que poderá ver este ano.”
“Um caso de lesbianismo! Ardente, dilacerante, caluniador!”
“O filme mais doido e mais sensual que já foi produzido!”
“Medonho e erótico! Seu assunto é fogo! Não é para os tímidos ou os restritos!”
“Um marco que provavelmente abalará de forma permanente muitas de nossas últimas convenções cinematográficas.”
No mesmo dia, outro jornal que trazia muitos destes mesmos anúncios acrescentava mais um que dizia: “Onde é bem legal a troca de esposas e pequenas orgias.”
Alguns cinemas não exibem senão este tipo de filmes. O Times de Nova Iorque noticiou: “Há dezoito meses atrás, a Cidade de Nova Iorque possuía 10 cinemas que exibiam filmes de sexo e violência numa base de sete dias por semana. Todos estavam agrupados na Rua 42 e no ‘Times Square’ ou próximo dali. Atualmente, 25 cinemas que exibem o sexo e a violência a todo o tempo se acham espalhados pela cidade . . . Tem havido, contudo, duas mudanças significativas nos próprios filmes. Agora, com maior freqüência do que nunca, seu conteúdo vai muito mais longe do que nunca antes no que tange a cumprir as promessas de nudez, de violência e de perversão contidas nos títulos.” Comentando esta tendência, a revista Look observou: “Os filmes que estamos obtendo e que virão não contêm barreiras no que toca ao sexo, à violência e à linguagem.”
Esta mesma tendência ocorre em todo o mundo. Da Finlândia, nosso correspondente de Despertai! relata: “O Dr. Jerker A. Eriksson, do departamento de censura do governo, disse: ‘O que hoje é inacreditável, para não se dizer horripilante, amanhã é bem natural. No “mercado do sexo”, será preferido um proceder liberal e mais corajoso.”’ Nosso correspondente acrescenta: “Alguns filmes chegam até a mostrar relações sexuais e são completamente pornográficos. Os anúncios nos jornais finlandeses rezam: ‘A vitória triunfal da imoralidade’, ‘Sexo inesgotável, expressivo’, ‘Gosta do irrestrito, do indisciplinado e do desinibido?’”
Por que tantos filmes novos sobre o sexo e a violência aparecem agora? Uma razão que os analistas fornecem para isso tem que ver com o impacto surgido com o advento da televisão. Milhões de pessoas começaram a ficar em casa para ver a diversão em seus aparelhos de TV. A antiga expressão “Vamos ao cinema!” foi substituída pela “Liguemos a TV!” Em resultado, centenas de cinemas fecharam as portas.
Confrontada com esta aguda competição, a indústria cinematográfica se voltou para coisas novas, tais como a tela ampla e o som estereofônico. O seguinte passo foi fazer filmes mais ousados, e cenas mais sensuais e violentas.
Por que, contudo, destacar o sexo e a violência? O Sunday Register de Des Moines, Iowa, comenta: “Os filmes taxados de ‘proibidos’ sempre parecem atrair maiores multidões do que os ‘filmes para a família’, disse um gerente de cinema de Dubuque. ‘Filmes repletos de violência e sexo; parece ser isso o que eles querem hoje’, afirmou M. J. Dew-Brittain, gerente-geral dos cinemas Grand e Strand daqui.”
Os filmes são feitos para dar lucro. A indústria produzirá o que se venda muito. E o que se vende muito hoje é o sexo e a violência, atraindo as pessoas aos cinemas. Por isso, fornece-se isto como a principal razão da avalancha destes filmes.
Não obstante, há ainda outra razão para tudo isto, e é muito, muito mais significativa do que qualquer outra razão. Mas, antes de a analisarmos, examinemos de perto o que contêm muitos destes filmes. Também, causam eles realmente algum dano? Como influem nas pessoas, especialmente nos jovens? E, em vista da tendência, o que pode fazer a respeito?
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O que os filmes apresentam hojeDespertai! — 1970 | 22 de janeiro
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O que os filmes apresentam hoje
OS FILMES sempre contiveram estórias de amor e violência. Usualmente, porém, estas foram mantidas em limites moralistas.
Hoje, isto já não acontece mais. Como observa The Wall Street Journal:
“Cenas de nudez e perversidade, uma vez tabus em filmes financiados e distribuídos pelos principais estúdios, aparecem com cada vez maior freqüência. . . .
“Os grupos de igrejas adotaram uma atitude mais liberal. . . . O filme ‘Uma Rajada de Balas’ (Bonnie and Clyde), violenta comédia-drama sobre um sexualmente impotente assaltante de bancos e sua amiga, foi escolhido pelo escritório católico como o melhor filme de 1967 para as assistências maduras. . . .
“As atitudes refletidas em muitos dos filmes novos se colocam em nítido contraste com os antigos filmes hollywoodianos. Os novos são menos moralistas, e, com freqüência o vilão é glorificado. Em ‘Uma Rajada de Balas’ (Bonnie and Clyde), o jovem par roubou e matou, e, ainda assim, é apresentado como inocentes que confiavam na sorte. Quando, no fim, são metralhados numa emboscada, a simpatia da assistência se converge para o casal morto.”
Imoralidade Sexual
Muitos filmes recentes representam, sim, até mesmo glorificam a imoralidade sexual. A fornicação e o adultério se acham liberalmente salpicados por eles. Deveras, não raro é difícil encontrar-se um filme inteiramente “limpo” nos dias atuais.
Quando certo filme recente, originário da Suécia, chegou aos EUA, foi confiscado pelo Serviço de Censura dos EUA. Mas, um Tribunal de Recursos Regional dos EUA deliberou que poderia ser exibido sem cortes. The Wall Street Journal, de 10 de março de 1969, declarou sobre tal filme:
“Os 120 minutos de exibição apresentam o herói e a heroína em abundante nudez, várias cenas de relações sexuais (inclusive uma na curvatura duma árvore) e brincadeiras sexuais mais exóticas. Tem uma seqüência dum sonho em que a heroína castra seu amante. . . .
“Para outro grupo bem diferente, o filme é a confirmação final do desastre que há muito viram fermentar. A crescente liberalidade da sociedade estadunidense, sustentam eles, por fim atingiu a depravação total.”
Ao fazer a crítica deste filme, observou o crítico de cinema do Times de Nova Iorque: “Já chegou a Explosão de Sujeira.” Chamou o filme de “genuinamente vil e repugnante . . . pseudo-pornografia em sua forma mais feia”, e acrescentou:
“Todavia, o que me angustia — e deveras deveria angustiar a todos nós — é a forma em que foi recebido. Passando por um dos dois cinemas em Nova Iorque em que este filmezinho podre estava sendo exibido na semana passada, fiquei surpreso de ver as filas de bobões em frente das bilheterias. ‘Deve ser algo sujo’, disse o motorista de táxi, . . . ‘As únicas coisas pelas quais as pessoas fazem fila nesta cidade é algo grátis ou algo sujo.’”
Em cada vez maior número de filmes, agora, a fornicação, o adultério, e a troca de esposas são desculpados ou tolerados. Até mesmo se glorificou a prostituição, pois certo filme se baseava na vida de uma prostituta que vendia seu corpo todo dia da semana, exceto um, que ela considerava ser ‘sagrado’. Foi representada como sendo uma pessoa honrada. O filme foi mais tarde exibido na televisão, o que motivou o seguinte comentário de Look:
“Moralmente, cada vez há menos barreiras até mesmo na tela pequenina [TV]. . . . Esta é, afinal de contas, a época da televisão, que nos trouxe Nunca aos Domingos no horário nobre duma rede de televisão de modo que a garotada que não foi dormir por volta das 21 horas pudesse passar os olhos na prostituta mais feliz de Pireu.”
Nem esta tendência termina com os filmes e a televisão. É bem evidente nas peças teatrais, também. O Times de Nova Iorque, de 1.º de abril de 1969, disse em editorial: “A representação explícita, no palco, das relações sexuais, é o passo final na erosão do bom gosto e da sutileza no teatro. Reduz os atores a meros exibicionistas, transforma as assistências em tealagnistas e degrada as relações sexuais quase ao nível da prostituição.”
Muitas pessoas na indústria cinematográfica não acham que a fornicação e o adultério sejam ruins. Mas, esta opinião difere redondamente da do Deus Onipotente. Em sua Palavra, a Bíblia, lemos: “Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores . . . nem adúlteros . . . herdarão o reino de Deus.” (1 Cor. 6:9, 10) Assim, a tendência no sentido de cada vez maior liberalidade sexual nos filmes choca-se diretamente com as leis de Deus. Será isto significativo? Tem maior significado para os nossos dias? Tem, e muito, como veremos mais tarde.
Crime e Violência
Muitos filmes agora também destacam o crime e a violência. Não, não o tipo que mostrava o xerife que perseguia o proscrito e o matava. Muitos filmes hoje mostram consideração grosseira, mórbida e até mesmo sadista da matança e do derramamento de sangue. Às vezes, glorifica-se o vilão, e não a vítima inocente.
O Herald-Examiner de Los Angeles noticiou a respeito: “A tendência é clara, e já paira sobre nós. O sadismo é um item quente nos filmes nos dias atuais.” Em certo filme, mencionava-se que “pelo menos 40 homens, mulheres e crianças são mortos a sangue frio na primeira hora de exibição.” Este tipo de violência moveu o crítico de filmes do Times de Nova Iorque a dizer:
“Algo acontece nos filmes que me alarma e perturba. Os produtores cinematográficos e os freqüentadores de cinema concordam que o matar é divertido. Não simplesmente o matar à moda antiga, ou de forma direta, o tipo que é rápida e limpamente executado por honrados agentes da lei ou por aceitáveis competidores no crime. Trata-se de matança de natureza brutal e sangrenta, amiúde maciça e excessiva, executada por personagens cujas motivações assassinas são mórbidas, degeneradas e frias. Esta é a sorte de matança que os desajustados sociais e os pervertidos sexuais com toda a probabilidade executarão. E a coisa medonha é que os freqüentadores de cinema absorvem isso de bom grado.”
Este tipo de violência e de matança se introduz agora nos programas de televisão. Em certa enquête, verificou-se que em cerca de oitenta e cinco horas de horário nobre e de programas de sábado pela manhã, 372 atos separados ou ameaças de violência foram observados. Incluídas se achavam a brutalidade sádica, a matança a sangue frio e a crueldade sexual. A respeito disto, o 1969 Year Book of the World Book Encyclopedia afirmou: “É a este veículo de comunicações que a criança estadunidense devota mais de seu tempo do que a qualquer outra atividade de per si, exceto o dormir.”
Então, é interessante observar que tal glorificação da violência e do assassínio entra diretamente em choque com as leis de Deus. O Salmo 11:5 declara: “O próprio Jeová examina tanto o justo como o iníquo, e Sua alma certamente odeia a quem ama a violência.” E Revelação 21:8 acrescenta: “Mas, quanto aos . . . assassinos . . . o seu quinhão [será] . . . a segunda morte [a aniquilação total].” E, quanto à liberalidade sexual, a tendência para mais crimes e violências é também altamente significativa, em nossos tempos, conforme veremos.
Homossexuais e Lesbianas
Nunca antes surgiram tantos filmes sobre homossexuais e lesbianas como agora. O Sunday News de Nova Iorque chamou a isso de “dilúvio de filmes homossexuais’’. Acrescentava: “Dezenas de produtores andam apressadamente à procura de mais textos que destaquem temas desnaturais de amor. No ano passado apenas, mais de uma dúzia de filmes tinham coloração homossexual.” Sobre um certo filme, noticiou Time:
“Os personagens são todos homossexuais e viciados em entorpecentes . . . Um casal de homossexuais numa cama, trajados de sujas roupas de baixo, acariciam-se descuidadamente. Outro homossexual faz um strip-tease. Uma lesbiana surra outra com um cinto com grande fivela. Outra lesbiana que é também viciada em tóxicos aplica a si mesma nas nádegas uma injeção. Certa mulher de má reputação que se chama a si mesma de ‘o Papa’ aconselha a uma lesbiana que penetre furtivamente numa igreja e faça algo obsceno para com a figura na cruz — ‘Isso lhe fará bem.’”
Até mesmo atores e atrizes cinematográficos de fama aparecem agora em partes representando pervertidos sexuais.
A avalancha de tais filmes tem levado alguns participantes a acusar os escritores, produtores e diretores de serem homossexuais que tentam promover o homossexualismo. Uma destacada atriz declarou recentemente que havia uma dúzia de escritores e autores de peças teatrais que eram até mesmo mais afeminados do que os personagens que apresentavam em seus filmes. Acrescentou ela: “Pelo que parece, tais escritores querem que o público aceite o submundo dos transviados.”
A perversão sexual adquire também proeminência nas peças teatrais agora. A respeito disto, o Sunday News, de 23 de fevereiro de 1969, noticiou: “Certo veterano da Broadway disse: ‘Há homossexualismo mais generalizado no teatro do que nos filmes e na TV juntos. Os homossexuais exercem tremenda influência. Há alguns anos, um grupo deles se juntou e apresentou um dos maiores musicais de todos os tempos. Todo homem criativo por trás desse sucesso era homossexual. Naturalmente, sua escolha do artista principal recaiu sobre um homossexual.’”
Com respeito à tendência no sentido de tolerar ou desculpar a perversão sexual, a indústria cinematográfica mais uma vez entra em choque com o Criador, Jeová Deus. A Bíblia diz-nos: “Os varões abandonaram o uso natural da fêmea e ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno . . . os que praticam tais coisas merecem a morte.” (Rom. 1:27, 32) Junto com o sexo e a violência, tal tendência no sentido de mais perversão nos filmes é muito significativa, e comentaremos sobre isto mais tarde.
Não obstante, algumas pessoas consideram os filmes que destacam o sexo e a violência como simples divertimento, como inofensivos. Mas, será isso inofensivo?
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Que efeito têm tais filmes?Despertai! — 1970 | 22 de janeiro
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Que efeito têm tais filmes?
COMO é que a nova ênfase sobre o sexo e a violência nos filmes influi sobre as pessoas? Alguns contendem que são mínimos os maus efeitos, que tais filmes são apenas “diversão”.
Todavia, pergunte a si mesmo: Como é que se tornou a pessoa que é hoje? Não foi pelo seu ambiente e sua educação? Pelo que tem colocado em sua mente, em especial por meio de seus olhos e ouvidos, a sua personalidade se tem formado desde que era criança. E quanto mais ficar exposto a algo, tanto mais isso se tornará parte do leitor.
Neste respeito, há aquilo que se pode chamar de lei fundamental ou princípio do comportamento humano. É o seguinte: É AQUILO COM QUE NUTRE SUA MENTE.
“Lavagem Cerebral”
A técnica de “lavagem cerebral” comunista baseava-se neste princípio. Por expor constantemente as mentes dos seus prisioneiros ao raciocínio e à disciplina comunistas, muitos foram induzidos a fazer coisas que não fariam de outra forma. Grandes números de pessoas transigiram.
A mente é influenciada pelo que assimila. Quanto mais assimilar certos tipos de informação, tanto mais será influenciada nessa direção. É similar ao seu corpo, que é influenciado pelo que o leitor come. Se desejar manter saudável o seu corpo, comeria constantemente lixo?
O que dizer, então, se de contínuo alimentar a mente com lixo mental? Se se expuser a isso constantemente e meditar nisso, gradualmente se tornará parte de seu modo de pensar. Permitir-se-á sofrer uma “lavagem cerebral” nessa direção. A sua personalidade será gradualmente transformada, e não o será para o bem.
Mas, com uma dieta de alimento mental saudável e edificante, a personalidade pode ser moldada no sentido do que é certo. A Bíblia mostra isto, por dizer: “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.” (Rom. 12:2) Sim, aquilo com que a pessoa nutre sua mente é a chave daquilo que tal pessoa se torna.
O Que Deseja?
Alguns, em especial os produtores de filmes, contendem que não há nada de errado em se ver o sexo e a violência. Com efeito, cada vez mais pessoas, inclusive clérigos, afirmam agora que a fornicação, o adultério, o homossexualismo e até mesmo a violência não são sempre ruins.
Mas, será isso o que deseja para si? É isso que deseja para sua esposa ou seu marido, para seus filhos? Aprovaria se alguém cometesse fornicação com sua filha? Acha que está certo permitir que sua esposa passe a noite inteira com outro homem, cometendo adultério? Aprovaria que seu filho se tornasse homossexual? Convidaria um criminoso para vir à sua casa surrar sua esposa e seus filhos, talvez os matando?
Provavelmente admitiria que não deseja que nenhuma destas coisas aconteça. Todavia, ao passo que não deseja que a imoralidade sexual ou a violência sejam parte de sua vida familiar, lembre-se — É AQUILO COM QUE NUTRE SUA MENTE! Se permitir que sua mente, e as mentes de seus entes queridos, se alimentem de tais coisas, não fique surpreso se, com o tempo, começarem a praticá-las.
Tem Efeito
Toda impressão em sua mente tem um efeito. Num programa do “Columbia Broadcasting System” intitulado “Edificando o Cérebro”, certo cientista declarou: “Os efeitos da aprendizagem e da experiência não passam simplesmente sem deixar vestígio. O cérebro é realmente transformado.”
O Criador do homem, Jeová Deus, sabe muito melhor do que qualquer outra pessoa o que é bom ou ruim para a mente. Ele nos diz em sua Palavra que nutrir a mente com uma dieta constante de informações ruins é a base da ação errada. Afirma a Bíblia: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado.” (Tia. 1:14, 15) E como é que o desejo duma pessoa aumenta? Pelas coisas com que nutre a mente.
A mente é um tanto parecida a um computador. Os computadores produzem por serem programados. Obtém-se deles apenas aquilo que se coloca neles. Assim, também, se programar sua mente com informações erradas, obterá maus resultados. Bem, então, considera o consumo constante de filmes que incluem a fornicação, o adultério, o homossexualismo, o lesbianismo, o crime, o ódio, a violência e a matança uma boa programação para a mente?
Companhias
Se deseja que seus filhos cresçam com decência, será que lhes permitiria associar-se com conhecidos fornicadores, homossexuais, mentirosos e criminosos endurecidos? Convidaria tais pessoas a vir à sua casa quais companheiros para seus filhos?
Quando vê um filme, o leitor e sua família estão, com efeito, associando-se por cerca de duas horas com os tipos de pessoas apresentadas na tela. E os filmes visam deliberadamente envolvê-lo emocionalmente com os personagens, aprofundando as impressões feitas na mente. Os espetáculos de televisão e as peças teatrais têm fins similares. A respeito de certa peça teatral, um anúncio do Times de Nova Iorque, de 23 de março de 1969, comentava:
“Desde os tempos clássicos e o teatro erótico da antiga Grécia jamais se viu uma apresentação tão franca e honesta do amor homossexual no palco.
“Não se pode deixar de se ficar profunda e pessoalmente envolvido nas vidas dos personagens representados.”
Deseja o leitor ficar envolvido profundamente, ou que sua esposa, seus filhos ou suas filhas fiquem profundamente envolvidos com homossexuais, lesbianas, fornicadores, adúlteros e criminosos? É isso mesmo que faz quando gasta horas vendo tais pessoas serem representadas em filmes, espetáculos de televisão ou peças-teatrais.
Também, muitos filmes agora são torcidos para criar simpatia para com o malfeitor — o adúltero, o homossexual, até mesmo o assassino. E o fato de que a simpatia da assistência é suscitada demonstra que o filme tem seu efeito sobre a mente deles. Estão sendo condicionados a desperceber, a tolerar, ou até mesmo a imitar os próprios erros que Deus condena. Como o Dr. Derek Buchanan avisou à Associação Médica Britânica: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.” E, como a maior autoridade sobre à mente, a Palavra de Deus avisa: “Não sejais desencaminhados. Más associações estragam hábitos úteis.” — 1 Cor. 15:33.
“Jamais Faria Isso!”
Ainda assim, ao ver algum ato de imoralidade ou violência sexuais na tela, talvez pense: “Ora, eu jamais faria uma coisa dessas!”
Na verdade, neste momento talvez lhe crie repulsa se alguém lhe sugerir que roube ao próximo, minta a seus amigos, ou seja infiel à sua esposa. Mas, o que aconteceria se ficasse em companhia de ladrões, mentirosos e adúlteros por tempo suficiente para dar ouvidos aos argumentos deles? Com o tempo, talvez criasse simpatia para com eles.
Talvez lhe repulse pensar em um varão ter relações sexuais com outro varão. Mas, o que aconteceria se vivesse com homossexuais e desse ouvidos ao raciocínio deles? Aquilo que de início lhe parecia repulsivo talvez, com o tempo, não lhe parecesse mais assim. E, considere o seguinte: Como foi que a maioria dos homossexuais se tornou assim? Por passar tempo pensando nisso e por se associarem com outros que eram desse jeito.
Talvez ache que seu filho ou sua filha jamais se empenhariam em imoralidade. Mas, o que aconteceria se lhes permitisse ver filmes junto com adolescentes do sexo oposto e ver atos repetidos de carícias e de imoralidade? O que é mais provável que façam depois de tais filmes, em especial se também tiverem acesso a bebidas alcoólicas, que corta as inibições? Sabe qual é a resposta.
Os filmes atuais bradam: “VAMOS PRATICAR A MALDADE! VAMOS VIOLAR AS LEIS DE DEUS!” Será esse tipo de influência que deseja sobre si e sobre seus entes queridos?
Ainda acha que o leitor e seus entes queridos estão além de serem corrompidos pelas más influências? Então lembre-se de que milhões de cidadãos alemães decentes e trabalhadores sofreram “lavagem cerebral” por parte da propaganda nazista a fim de cometerem e apoiarem os crimes mais hediondos contra a humanidade. Assim, não subestime o efeito que pode ter sobre o leitor e sua família a propaganda corrupta que jorra dos filmes sobre o sexo e a violência.
Os Jovens São Mais Atingidos
A mente adulta tem mais experiência na vida. Por conseguinte, talvez esteja mais preparada para resistir a sugestões para a imoralidade ou a violência, embora, também, seja atingida por fim.
As mentes dos jovens, porém, não dispõem de tal experiência ou resistência. A mente do jovem é como um avião a jato. Tem grande energia e potencial, mas precisa ser guiado por mãos experientes. Sem tal direção, a mente jovem é como um avião a jato que tem uma criança como piloto. A pressão bastante forte do sexo, da perversão e da violência sobre a mente jovem será demais para ela suportar. Talvez perca completamente o controle.
Quando dois irmãos, de dez e doze anos, aterrorizaram uma cidade de Oklahoma, EUA, fazendo disparos a esmo, matando e ferindo pessoas, perguntou-se-lhes por que o fizeram. Disseram à polícia que foram motivados por estórias de crimes nos filmes e na televisão. Outro rapaz que espancara uma moça disse que obteve a idéia depois de ver a mesma coisa na tela. Um rapazinho de doze anos escreveu a um gerente de banco ordenando-lhe a entregar-lhe NCr$ 22.500,00 “ou morrerá”. Tirou a idéia de um filme de crime, declarando: “Vi como as pessoas conseguiram dinheiro por escreverem a gerentes de banco dizendo que alguém morreria se não lhes pagassem. Achei que também conseguiria fazer isso.”
Multiplique tais exemplos por milhares e poderá ver a razão pela qual o diretor do FBI, J. Edgar Hoover avisou a respeito da “perigosa tendência” nos filmes e na televisão, tendência que disse glorifica o crime e a violência.
Similarmente, um editorial do Citizen-Journal de Columbus, Ohio, EUA, comentou que tais padrões decrescentes “destroem a influência paternal com um golpe tão forte como o jab de sete centímetros que Joe Louis tornou famoso”. Observou que se ensina aos filhos “pela repetição, repetição e mais repetição a esperar a violência e a procurá-la”. O editorial acrescentava: “E lembre-se, também, da baixeza que se lhes ensina que fazem. Nada é mais perigoso do que pretender que seus próprios filhos permanecerão isentos.”
Os analistas relatam que a criança mediana nos EUA gasta de 500 a 1000 horas por ano vendo televisão! Adicione-se a isto as muitas horas gastas por ano vendo filmes. Juntas, representam mais tempo do que gastam em qualquer outra atividade, exceto o dormir! Com muito menos tempo gasto cada ano, aprendem matemática, línguas, ciência e outras artes. O que, então, acha que faz a estas mentes jovens esta quantidade muito maior de tempo gasta em se submeterem a uma “lavagem cerebral” pelos filmes e pela TV?
Não é preciso adivinhar. O psiquiatra infantil, Dr. Arthur R. Timme, avisou que tal condicionamento mental tem “efeito muito deletério sobre a mente das crianças em desenvolvimento . . . desenvolvem-se com senso completamente deturpado do que é certo e errado no comportamento humano”.
Como prova disto, experiências cuidadosas revelam que as crianças expostas a violência em filmes eram duas vezes mais violentas do que as crianças que não viram tais filmes. A respeito de tais experiências, o 1969 Year Book of the World Book Encyclopedia, declara:
“Em contraste com a crença até então popular de que a violência filmada pode influir adversamente apenas sobre crianças inclinadas para um comportamento violento, crescente número de cientistas insistem agora que isso talvez tenha impacto muito mais prejudicial . . .
“Numa série de testes, Bandura [Albert Bandura, psicólogo da Universidade de Stanford] e seus colegas expuseram crianças dum jardim de infância a filmes breves que mostravam adultos cometendo violentos abusos, de modos incomuns, contra bonecas infladas do tamanho da vida real. Quando se observou mais tarde estes meninos e meninas em brincadeiras, a maioria tendia a imitar com precisão o comportamento estranho dos adultos.”
Quer jovens, quer idosos, não podemos fugir da verdade quanto a os filmes hodiernos destacarem o sexo e a violência, bem como os espetáculos similares da televisão e do teatro. Exercem, deveras, um efeito profundamente negativo nas mentes das pessoas. Noticiou o Times de Los Angeles, de 16 de fevereiro de 1969:
“Os Estados Unidos vivem nos ‘dias de Sodoma e Gomorra, nos dias de maior declínio da civilização em toda a história’, segundo o presidente duma faculdade do sul. . . .
“‘A liberdade concedida para se fazer e exibir modernos filmes’, disse o Dr. Sutherland, ‘é uma das influências mais prejudiciais na vida moderna’.”
E o que se dá nos Estados Unidos também se dá com as outras nações do mundo atual.
Mas, por que tudo isto acontece? Por que os filmes atingiram tal estado degradado que chegam a contribuir grandemente para transformar a sociedade numa moderna Sodoma e Gomorra? Por que existe tal avalancha de filmes que sublinham coisas que se chocam diretamente com as leis de Deus? Por que há tal degradação do que é de boa moral, decente e reto?
Tudo isto não é mero acaso! Foi feito deliberadamente! Tem que ver com a verdadeira razão da “avalancha” de sexo e violência nos filmes hodiernos. Examinemos agora essa razão.
[Foto na página 8]
Sua mente e um computador operam com base no mesmo princípio: obtém-se deles aquilo que se coloca neles.
[Foto na página 10]
Sem direção, a mente jovem pode ser como um avião a jato descontrolado.
[Foto na página 10]
Sabia que as crianças gastam mais tempo vendo TV e filmes do que em qualquer outra atividade de per si?
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Qual a razão do rápido declínio moral dos filmes atualmente?Despertai! — 1970 | 22 de janeiro
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Qual a razão do rápido declínio moral dos filmes atualmente?
QUAL é a verdadeira razão da “avalancha” de sexo e violência atualmente nos filmes? Por que testemunhamos tal rápido declínio no tom moral dos filmes nos anos recentes?
A razão usualmente fornecida, como observado anteriormente, é de que tais filmes dão lucros para a indústria cinematográfica, e também que o público deseja mesmo ver tais filmes.
Mais do que Isso
Mas, há mais do que isso envolvido no assunto. Na realidade, a degeneração geral de todos os assuntos humanos tem sido observada já por diversas décadas.
Dwight D. Eisenhower, anterior presidente dos EUA, apontou para o tempo em que o rápido declínio começou, ao dizer: “Desde a primeira Guerra Mundial tem havido uma piora.” Muitas autoridades confirmam este fato. Como noticiou o News de Newark, EUA: “Desde 1914, a civilização tem piorado constantemente. Nos dias atuais, está à beira do colapso.”
Este processo de decadência assumiu grande velocidade nos últimos anos. Como indício disto, pode-se observar um anúncio de um novo livro no Times de Nova Iorque, de 7 de abril de 1969. Dizia:
“O mundo que prediz já começou a tomar forma. Olhe só ao seu redor. Adolescentes, no embalo das drogas, experimentando toda forma possível de sexo . . . revistas pornográficas sendo vendidas abertamente nas bancas de jornais . . . filmes que mostram o ato sexual em plenos pormenores . . . peças que oferecem a mesma coisa, apenas que ao vivo. Qual será o próximo passo? Participação da assistência? Sexo nas ruas? Caminhamos para um tempo de liberdade total, ou de destruição total?
Este mundo, com sua crescente ênfase no sexo e na violência, definitivamente caminha para algo. Disso não podemos ter nenhuma dúvida. Mas, para o que está caminhando diretamente?
Para Onde Caminha Este Mundo
Não, este mundo não caminha apenas para mais sexo e violência nos filmes e em todas as outras partes, embora isso seja certo. O assunto é muito mais sério do que isso.
O que vê ocorrer atualmente é evidência segura de que os assuntos mundiais atingem um clímax, clímax este predito claramente na Bíblia. O que toda essa “avalancha” de sexo, de perversão, de violência e de outro caos realmente significa foi há muito profetizado na Palavra de Deus, onde lemos:
“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade [moral], traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, . . . os homens iníquos e os impostores passarão de mal a pior, desencaminhando e sendo desencaminhados.” — 2 Tim. 3:1-4, 13.
Sim, toda a evidência hoje em dia, em cumprimento de tais profecias bíblicas, inclusive as que Jesus Cristo forneceu marcam o período de tempo em que vivemos como os “últimos dias”. — Mat. 24:1-42.
Os “últimos dias” do quê? Os “últimos dias” do inteiro sistema iníquo de coisas na terra! Isto significa que a sociedade humana alienada de Deus está em sua descida final numa orgia de sexo e violência, correndo velozmente para seu fim.
Continuará este mundo a degenerar rapidamente até que morra por sua própria maldade? Não. Na verdade, a Bíblia mostra enfaticamente que a iniqüidade ‘irá de mal a pior’, e que haverá com certeza contínuo “aumento do que é contra a lei” no futuro imediato. (2 Tim. 3:13; Mat. 24:12) Mas, a Bíblia também mostra enfaticamente que não demorará muito até que Jeová Deus traga súbito fim ao mergulho deste mundo. A Bíblia descreve isso da seguinte maneira, numa profecia que terá seu cumprimento principal em nossos dias: “Há uma controvérsia que Jeová tem com as nações. Ele terá de pôr-se pessoalmente em julgamento com toda a carne. Quanto aos iníquos, terá de entregá-los à espada.” (Jer. 25:31) Assim, antes que este mundo morra por sua própria maldade, o próprio Deus lhe dará um golpe mortal!
Assim, o fantástico aumento no sexo e na violência nos filmes é significativo, no sentido de que é uma das muitas evidências de que vivemos bem próximo do fim deste sistema de coisas.
Quem é Responsável?
Quem é realmente responsável pela corrupção que jorra atualmente dos filmes? Bem, o que toleram ou promovem tais filmes? Não são as próprias coisas que as leis de Deus condenam?
Cada vez mais os filmes hoje em dia pervertem as coisas que Deus criou para trazer saudável alegria ao homem. Por exemplo, Deus uniu o varão e a varoa em santo casamento para produzirem filhos de modo honroso. (Gên. 1:27, 28; 2:24) Todavia, tantos são os filmes atuais que tornam o sexo feio, desonroso e sujo. Toleram as relações sexuais fora do casamento; todavia, o casamento é a única esfera em que Deus afirma que são lícitas as relações sexuais! (Heb. 13:4) Em aditamento, os filmes toleram o homossexualismo e o lesbianismo, ambos condenados por Deus. — Rom. 1:26, 27, 32.
É claro que o instigador primário que é responsável pela perversão das coisas criadas por Deus para fins honrosos é aquele que opera contra Deus. E não temos de ficar pensando muito sobre a identidade deste opositor. A Bíblia nos diz claramente quem é a mente superior por trás da avalancha de sexo e violência nos filmes.
Não só a Bíblia o identifica, mas também nos diz por que esta corrupção tem-se ampliado vastamente nos tempos recentes. Em Revelação (o Apocalipse), Rev. capítulo 12, versículos 9 e 12, informa-se-nos:
“Foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos [os demônios] foram lançados para baixo junto com ele.
“Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.”
A Palavra de Deus identifica essa criatura espiritual, Satanás, o Diabo, como sendo o grande rebelde que tem operado por cerca de 6.000 anos para corromper a humanidade. Mas, nos tempos recentes, que a Bíblia indica serem desde o ano de 1914 em diante, Satanás teve negado o acesso aos céus de Deus. Foi rebaixado bem para a vizinhança da terra e confinado ali. Os céus, assim, foram recentemente purificados de sua influência corrompedora.
Satanás sabe qual é o próximo passo que Deus dará. Este será limpar da terra a corrupção. Isto inclui por fora de ação a Satanás e seus demônios. Assim, o Diabo trabalha freneticamente para corromper tantos humanos quantos possa em sua raiva desfigurada, sabendo que só tem pouco tempo de resto. Isto explica o passo crescente de perversidade, até mesmo em filmes.
Por isso, é Satanás, o Diabo, quem é responsável pela corrupção na terra. E tem usado instrumentos dispostos na terra, criaturas humanas, para erguer um sistema perverso de coisas. É por isso que a Bíblia chama Satanás de “o deus deste sistema de coisas”. (2 Cor. 4:4) A maioria dos humanos, e não apenas alguns, permitiram-se ficar sob a influência maligna dele: “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” (1 João 5:19) É por isso que Satanás, seus demônios e o inteiro sistema corrupto de coisas na terra hão de ser executados por Deus.
Por conseguinte, quando vê o dilúvio de filmes agora que destacam o sexo, a perversão e a violência, pode estar certo de sua fonte: Satanás, o Diabo, e seus demônios. Estão interessados na perversão e na violência sexuais agora assim como estavam antes do dilúvio dos dias de Noé. — Gên. 6:1-5, 11, 12; Judas 6, 7.
Isto traz à tona um ponto de grande importância. Quando gasta seu dinheiro para ver filmes que sublinham o sexo e a violência, o que está realmente apoiando? Não está apoiando em realidade aquilo que opera contra Deus e contra as pessoas decentes na terra? Não está, com efeito, apoiando o que está sendo patrocinado por Satanás, o Diabo? Faz sentido apoiar aquilo que Deus diz que aniquilará em breve? É algo sobre o que se deve pensar, não é?
[Foto na página 13]
A quem realmente está apoiando quando compra uma entrada para ver filmes que destacam o sexo e a violência?
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Salvaguardaram as igrejas a moral de seus adeptos?Despertai! — 1970 | 22 de janeiro
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Salvaguardaram as igrejas a moral de seus adeptos?
AS IGREJAS da cristandade afirmam representar a Deus. Afirmam ser guardiães das verdades de Deus e da moral de seus adeptos. Mas, salvaguardaram seus adeptos da corrupção de nossos tempos?
Lembre-se do que The Wall Street Journal disse no que tange às atitudes das igrejas quanto a filmes que destacam o sexo e a violência:
“Os grupos de igrejas adotaram uma atitude mais liberal. . . . O filme ‘Uma Rajada de Balas’ (Bonnie and Clyde), violenta comédia-drama sobre um sexualmente impotente assaltante de bancos e sua amiga, foi escolhido pelo escritório católico como o melhor filme de 1967 para as assistências maduras.”
Conforme já foi anteriormente comentado sobre este filme, “Quando, no fim, são metralhados numa emboscada, a simpatia da assistência se converge para o casal morto.”
Acha que resulta no bem moral das pessoas o fato de os grupos de igrejas louvarem filmes que criam simpatia por aqueles que violam as leis de Deus? Diria que é isto que Deus deseja?
A “Nova Moral”
As igrejas, nos anos recentes, têm-se colocado na dianteira em desculpar, ou até mesmo em promover a “nova moral”. Esta “nova moral” constitui a base de muitos dos novos filmes, espetáculos de TV e peças teatrais.
O que é exatamente esta “nova moral”? Na realidade, não é de jeito nenhum muito nova. Efetivamente, é simples rejeição das leis de Deus. É a desculpa ou a aprovação da fornicação, do adultério, do homossexualismo, do lesbianismo e da violência. E, um número bem maior de clérigos advogam esta “nova moral” do que em geral se pensa.
A revista Time citou um psicólogo que disse a respeito de muitos homens de igreja hodiernos:
“Eles não mais apontam o indicador porque os moços e as moças dão vazão a seus impulsos biológicos naturais e experimentam um pouco. Não dizem: ‘Parem, vocês estão errados’, mas: ‘Tem algum significado?’”
W. Gustin, ministro duma igreja metodista, disse aos paroquianos: “Digo em alta voz e digo claramente, há vantagens no adultério.” E o ministro presbiteriano G. Clanton, escreve:
“A proibição do Velho Testamento contra as relações sexuais não-maritais era uma boa regra para o seu tempo . . . E, no tempo de Jesus . . . o ensino de que o sexo devia ser reservado para o matrimônio era válido, visto que a geração de
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