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A bênção da união fraternaA Sentinela — 1980 | 1.° de novembro
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se dirigem a Jeová Deus em humildade, desejando sua orientação, ajuda e o perdão pelas suas transgressões.
Morar Israel junto em união era também como o orvalho do monte Hermom. Este monte, com a altitude de mais de 2.800 metros acima do nível do mar, é encimado por neve quase que o ano inteiro. O cume nevado do Hermom condensa a névoa noturna, e assim produz orvalho abundante, que preserva a vegetação durante a longa época de estio. As correntes de ar fresco procedentes da cordilheira do Hermom também podem levar a névoa tanto para o sul como para onde está o monte Sião, condensando-se ali como orvalho. De modo que o salmista falou corretamente sobre ‘o orvalho do Hermom que desce sobre o monte Sião’. O quadro retrata uma influência descendente, refrescante, que contribui para a preservação da vegetação.
A união dos irmãos cristãos é igualmente deleitosa. Ela também tem um potencial preservador da vida. Isto se dá porque muitos, quando observam o amor existente entre os verdadeiros servos de Deus hoje em dia, começam a perguntar-se sobre a fonte de tal união. Sua investigação inicia-os então no caminho que conduz à vida.
Antes do estabelecimento da congregação cristã, Sião ou Jerusalém era o centro da verdadeira adoração. Portanto, visto que este era o lugar escolhido por Jeová Deus, era ali que o Altíssimo ordenou que estivesse a bênção. Ele, a Fonte de todas as bênçãos, morava representativamente no santuário em Jerusalém; de modo que se podia falar das bênçãos como procedentes dali. Neste sentido, toda a vida da nação de Israel relacionava-se com Jerusalém ou Sião.
Visto que a verdadeira adoração não depende mais de um lugar geográfico, o amor entre os servos de Deus deve evidenciar-se em toda a parte. (João 4:21, 23, 24) Este amor é o que realmente distingue os genuínos discípulos de Jesus Cristo. O Filho de Deus disse: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:35) Certamente, devemos esforçar-nos muito para demonstrar este amor, a fim de que a nossa união com concrentes possa ser comparada ao fragrante óleo de unção e ao orvalho refrescante do monte Hermom.
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As “boas novas” chegam às ilhas VirgensA Sentinela — 1980 | 1.° de novembro
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As “boas novas” chegam às ilhas Virgens
AS ILHAS VIRGENS são um grupo de muitas ilhas — algumas grandes, outras pequenas — na extremidade nordeste do Mar das Antilhas, logo ao leste de Porto Rico. O clima ideal e o belo cenário — montanhas que descem até o mar, centenas de baías pitorescas e praias arenosas — atraem muitos turistas. Diariamente chegam milhares de veranistas, por avião e por navio de cruzeiro, especialmente nos meses do inverno setentrional. Não é de admirar que as Ilhas Virgens sejam chamadas de “Terra de Férias da América”.
As “Boas Novas” Chegam a São Tomás
Como é que as “boas novas” proclamadas nelas Testemunhas de Jeová chegaram a esta região? Em janeiro de 1947, dois missionários da primeira classe da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia, T. E. Klein e sua esposa, foram designados para proclamarem as “boas novas” em São Tomás. Eles fizeram verdadeiro empenho em pregar nas ruas e de casa em casa. Nas Ilhas Virgens, quem se chega a uma porta costuma chamar: Ó de dentro!” O morador responde: “Ó de fora!” e vem atender à porta.
Os missionários levaram a mensagem do Reino a todo tipo de pessoas, trabalhando desde a manhã, cedo, até após o pôr-do-sol, percorrendo ruas e becos estreitos e subindo morros íngremes e escadarias altas. A reação foi espantosa. Em apenas quatro meses, o casal Klein angariou 750 assinaturas novas para as revistas A Sentinela e Despertai!. Em resultado disso, o correio teve de iniciar o serviço de entrega rural. Em pouco tempo, várias pessoas interessadas juntaram-se aos missionários em visitar outros de casa em casa.
As “Boas Novas” Atingem Outras Ilhas
Outra região das Ilhas Virgens foi atingida quando Edmead George voltou à sua ilha nativa de São João, depois de ter estudado a Bíblia com as Testemunhas de Jeová em Nova Orleães, Luisiana, E. U. A., e em Porto Rico. Ele começou a falar aos seus parentes e vizinhos sobre as coisas que havia aprendido. Sua esposa, sua mãe e sua tia reagiram favoravelmente. Também seu vizinho Amós Sullivan, um rijo marinheiro. Quando Edmead e sua família acharam necessário mudar-se para São Tomás, por motivos econômicos, Amós logo prosseguiu com a proclamação das boas novas. Amós não só testemunhava regularmente aos seus vizinhos, percorrendo morros e montanhas, mas também costumava remar seu pequeno barco uns 3 quilômetros para contatar pessoas do outro lado da baía. Hoje há uma congregação na Baía da Cruz, onde se fixou um filho de Amós, após ter-se tornado Testemunha.
Em 1948, as Testemunhas de Jeová começaram a proclamar as “boas novas” aos habitantes de Santa Cruz. Quando T. E. Klein e sua esposa chegaram ali em 1951, encontraram uma pequena congregação em Christiansted. Perto do fim de 1951, Klein fez diversas visitas a um ilhéu nativo. Visto que as visitas na maior parte acabavam em discussões, Klein disse finalmente ao homem: “Ora, meu jovem, se quiser estudar a Bíblia, eu vim para estudar a Bíblia, não discutir com o senhor.” Este homem, Leroy Boyce, replicou então: “A única maneira de resolvermos este assunto e o senhor falar com meu ministro e discutir o assunto com ele. Assim poderei decidir em qual dos dois devo crer.” Qual foi o resultado? Durante a palestra que se seguiu com T. E. Klein, o ministro ficou furioso e saiu às pressas. Hoje, Leroy Boyce serve como ancião na congregação de Christiansted.
Foi em 1949 que as “boas novas” chegaram às Ilhas Virgens britânicas. Em julho daquele ano, o barco missionário, Sibia, chegou ao porto de Road Town em Tortola. Os quatro missionários começaram imediatamente a ir de casa em casa, divulgando as “boas novas” às pessoas. Durante o dia, espalhavam-se pelo litoral e pelos montes, pregando às pessoas e dirigindo estudos bíblicos. Às noitinhas, os missionários levavam seu lampião de gás à praia, para prover iluminação para um discurso bíblico sob uma árvore conveniente. Vendo o lampião aceso, os ilhéus costumavam acender as suas lamparinas, feitas de trapos colocados em pequenos recipientes de querosene, descendo a encosta do monte para ir ouvir o discurso. As lamparinas pareciam-se a estrelas em movimento, na encosta do monte. Era uma vista emocionante.
O barco Sibia visitou Tortola diversas vezes. Aos poucos formou-se um pequeno grupo de interessados. Os missionários puderam realizar reuniões regularmente enquanto estavam ali. Quando partiram, o grupo continuou a reunir-se. Em 1955, Lionel Sullivan, outro filho de Amós Sullivan, veio a Tortola, e formou-se a congregação de Road Town.
A Busca de Salões do Reino Adequados
Para acomodar as reuniões das congregações que cresciam, alugavam-se salões pequenos. Mas estes salões logo ficaram superlotados. Em São Tomás parecia impossível achar um lugar adequado para as reuniões. As propriedades eram muito caras, e os locais alugáveis eram escassos e também muito dispendiosos. Todavia, certa manhã, o ministro presidente da congregação das Testemunhas de Jeová, Walter Georges, foi informado de que uma senhora queria falar com ele. Esta palestra preparou o caminho para a construção dum local de reuniões, um Salão do Reino.
O governo tornara obrigatório que todas as moradias tivessem sanitários com descarga. Esta senhora estava disposta a doar um terreno, desde que as Testemunhas a ajudassem a cumprir com o novo regulamento governamental. Em vista das precárias condições da moradia dela, as Testemunhas ofereceram-se a construir para ela uma casa com dois dormitórios. A senhora agradou-se deste arranjo. Após conseguirem a escritura do terreno doado, estavam prontos para construir o novo salão.
Mas, quem o construiria? As Testemunhas sabiam muito pouco sobre construções. Uma Testemunha que morava na Flórida, E. U. A., mas que era nativo de São Tomás, ofereceu-se a desenhar as plantas. Mas, como podiam estar certas de que entendiam corretamente as plantas? Cada noite, Walter Georges costumava telefonar para Leroy Boyce, também Testemunha e empreiteiro em Santa Cruz, descrevendo para ele as plantas. Leroy dizia então a Walter o que deviam fazer no dia seguinte. Desta maneira, as Testemunhas puderam construir um Salão do Reino e uma casa para a senhora que havia doado o terreno.
A Situação Atual
Os anos 70 presenciaram um enorme aumento no número dos proclamadores das “boas novas” nas Ilhas Virgens. Agora há mais de 570 que se empenham nisso nas Ilhas Virgens americanas e britânicas. Cada ano realizam-se assembléias de distrito, usualmente em São Tomás ou em Santa Cruz, a que assistem cerca de 1.000 pessoas. As “boas novas” certamente chegaram à Terra de Férias da América, e muitos reagem favoravelmente, inclusive a população de língua espanhola, que agora é servida por duas congregações das Testemunhas de Jeová.
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