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Incêndios florestais — amigos ou inimigos?Despertai! — 1979 | 8 de março
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sempre mantiveram tais florestas magníficas, porém a exclusão do fogo estava permitindo que outras espécies, altamente inflamáveis, invadissem a área. Atualmente, com a utilização de incêndio prescrito, faz-se progresso em reduzir os riscos de incêndio e as Sequóias começam a reproduzir-se mais abundantemente sobre o solo mineral exposto.” — Forest Interpreter’s Primer on Fire Management, págs. 46, 47.
Incêndios florestais — amigos ou inimigos? Podem ser ambos. Sob controle, podem ser muito amigos. Fora de controle, como aquele que devastou nossos pinheiros, flores e plataformas, e abateu vários visitantes da vida selvagem que nos deleitavam durante os anos em que vivemos no alto da colina, o incêndio florestal é um inimigo. Este, em especial, removeu as bacias aquosas das montanhas. Quando vieram as chuvas, o solo arável, rico em minerais, sofreu erosão, e montanhas de lama desceram pelas colinas, em muitos casos danificando terrivelmente as casas. Alguns incêndios florestais são amigos, mas este não foi — não para nim. — Contribuído.
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Aprendi a prezar minha visãoDespertai! — 1979 | 8 de março
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Aprendi a prezar minha visão
PARA mim, foi uma experiência emocionante, há alguns meses, sentar e observar os amigos que tinham vindo à minha festa de “agradecimentos”. Apreciei-a tanto que não queria que a festa terminasse. Os “agradecimentos” eram por eu poder ver de novo, e, ao observá-los, muito contente, todos eles felizes e risonhos, agradeci a Jeová por poder ver a cada um deles.
Mesmo enquanto os observava, contudo, minha mente remontou a mais de um ano atrás, ao tempo em que um médico me disse que minha irmã morria de uremia. Logo depois, meu pai morreu dum ataque cardíaco. Talvez tivesse ficado aflito com a grave doença de minha irmã. Um mês mais tarde, minha irmã morreu. Devido às mortes deles, quando tive um problema de saúde, parecia sensato procurar um hospital em Manila para um checkup completo ou exame geral.
Baixei ao hospital às quatro da tarde. Depois de dois dias, estava prestes a ter alta hospitalar, quando senti uma dor súbita e aguda no estômago e na cabeça. Chamei o médico e ele meu deu um tranqüilizante. Mas a dor não parou.
Senti calor na parte de trás do pescoço, e fechei os olhos. Quando os abri de novo, tudo estava escuro. Pedi que acendessem as luzes, mas me disseram que as luzes já estavam acesas. Comecei a tremer, visto que compreendi que não conseguia ver! Mais uma vez, fechei os olhos e os abri de novo. Houve ligeira mudança. Agora podia ver uma neblina cinzenta. Não conseguia distinguir nada, mas podia ver algo como que se agitar no meio da neblina, se algo se movia.
Por algum tempo, imaginei que isto passaria. Mas não passou! Quando compreendi que não passaria, fiquei histérica! Supliquei ajuda e chorei amargamente até que me ministraram oxigênio. Daí, orei a Jeová pedindo auxílio e me senti muito mais calma.
Animada Pelos Amigos
Examinaram os meus olhos, repetidas vezes, no hospital, mas todos chegaram a uma só conclusão: não havia nenhuma moléstia orgânica! Fiquei confusa e sentia que estava perdendo o sentido da realidade. Meu marido entrou em contato com alguns de nossos amigos cristãos, que rapidamente me vieram visitar. A associação com eles me encorajou imensamente. Passei a me sentir melhor, intimamente, e, malgrado meus olhos não melhorassem, obriguei-me a agir de forma normal, de modo a não aumentar a carga de meu marido, Manny.
Não houve mudança no meu quadro clínico no hospital; assim, parecia que tanto fazia se fosse para casa. Ali, alguns amigos e meus dois filhos, King e Ruth, me esperavam. Por algum tempo, não houve fim de visitas por parte de amigos, de diferentes congregações. Algumas delas cozinhavam, algumas limpavam a casa, e alguns simplesmente conversavam comigo. Tudo isto foi muito fortalecedor, mas eu sabia que os irmãos também eram ocupados. Assim, por fim, agradeci-lhes e disse-lhes que, visto que eu tinha dois filhos já grandinhos (King tinha 15 anos e Ruth 13), eles poderiam ajudar-me então.
Viver sem Visão
Houve ocasiões, quando estava a sós, que não pude deixar de chorar um pouquinho, refletindo na idéia de que não havia possibilidade de eu recuperar minha visão. Mas, daí, rapidamente orava a Jeová e me sentia feliz de novo. Afinal de contas, minha situação não era nem de longe tão ruim quanto à do personagem bíblico Jó! Ademais, tinha dois filhos ótimos e maravilhoso marido. Isto, em si, já era causa de gratidão a Jeová.
Rapidamente acostumei-me a cumprir minhas tarefas comuns na casa. Depois de cerca de um mês, podia fazer quase tudo que fazia antes, embora não tão rápido. Fazia compras junto com uma Testemunha amiga, e lavava roupa e fazia a limpeza sozinha. Também preparava os alimentos e os cozinhava, embora a fritura representasse alguns problemas. Às vezes, ficava escaldada de gordura quente! Podia saber quando a comida estava pronta por prová-la.
Manny e meus filhos concordaram entre eles tratar-me como sempre o fizeram antes, e não como inválida. Assim, exatamente como antes, me diziam: “Mamãe, me dê um pouco de água, por favor”, ou “Meu docinho de coco, quer me dar minhas meias?” E esperavam que eu fizesse isso! Os resultados foram maravilhosos para a minha autoconfiança.
Todavia, eu precisava de ajuda, e meu marido e meus filhos eram boníssimos. Os filhos, em especial Ruth, se beneficiaram bastante com isso. Tiveram de assumir maior quinhão das responsabilidades domésticas, e isto lhes ensinou a trabalhar. Não raro eu cometia erros, especialmente de início. Quando meus filhos estavam na escola, eu às vezes tropeçava, cortava a mim mesma ou era mordida pelo cachorro que eu não conseguia ver, de modo a evitá-lo. Mas, tentava ter cuidado, e não sofri nenhum acidente grave.
Aprendi a avaliar os outros sentidos que Jeová provera. Não vendo, meus sentidos de audição, tato e paladar se tornaram mais vívidos. E minha memória melhorou imensuravelmente. Conseguia diferençar moedas pelo tato, ao passo que dobrava papel-moeda de modos diferentes, segundo seu valor, de modo a reconhecê-lo pelo tato. Até mesmo agora, que já consigo enxergar de novo, minha memória ainda é muito aguçada, e minha audição é bem sensível.
Atividades Cristãs
Manny e os amigos da congregação foram de grande ajuda para que eu mantivesse atividades cristãs regulares. Mantive-me em dia com as novas publicações, porque Manny as lia para mim de noite, antes de dormirmos. Nas reuniões, eu conseguia comentar, graças ao nosso estudo juntos, previamente. Eu também participava em cantar. Meu marido lia rapidamente para mim as palavras a serem entoadas. Eu as cantava em voz alta, enquanto que ele lia quietamente o verso seguinte para mim.
Consegui participar na pregação de casa em casa e continuei a dirigir um estudo bíblico. Outros, por certo, tinham que ler os textos e as perguntas da publicação. Mas eu formulava perguntas adicionais para sublinhar os pontos importantes. Nesta situação, eu me sentia muito grata de ter usado de antemão as oportunidades para estudar a Bíblia e edificar um fundo de conhecimento! A senhora com quem dirigia um estudo bíblico antes parecera um tanto indiferente. Mas depois que fiquei cega, ela fez excelente progresso.
Assim, minha oração foi respondida. Consegui continuar a servir a Jeová e obter alegria e êxito em tal serviço.
Volta a Minha Visão
Por cerca de oito meses, só conseguia ver uma névoa cinzenta. Perseverei em consultar vários médicos e em tomar os remédios receitados, embora, aparentemente, não houvesse melhora. Mas, cerca de dois meses depois que parei de tomar os remédios receitados, comecei a sentir-me um pouco melhor. Gradualmente, conseguia ver vultos vagos, e desapareceu a névoa cinzenta. Embora tudo ainda fosse esbranquiçado, esta melhora me ajudou em lavar e cozinhar.
Decorreu um ano. Embora já conseguisse ver algumas cores, não raro sentia tonturas, como se estivesse debaixo d’água. Tudo se movia ao meu redor e então desaparecia. Embora minha vista ainda fosse muito fraca, conseguia reconhecer as pessoas, quando elas chegavam bem perto. Por fim, no 13.º mês de minha doença, olhei para uma lata de biscoitos e consegui ler as letrinhas do rótulo. Minha visão retornara!
Assim, lá estava eu, sentada em minha festa de “agradecimentos”, sentindo imensa gratidão a Jeová por tantas coisas. Eu me sentia grata, naturalmente, por ter recuperado a vista. Também me sentia grata por todas as coisas que aprendi, graças a ter ficado cega por certo período de tempo. Eu me sentia muito mais apegada a meus irmãos cristãos, por causa do amor intenso que demonstraram para comigo, quando eu mais precisava. Prezava muitíssimo o caloroso amor que existia em nossa família. Estávamos tão mais achegados uns aos outros, graças ao que havia acontecido. Tendo de estribar-me grandemente em Jeová, sentia-me muito mais achegada a Ele, também. Podia sentir que minha relação com Ele se aprofundara. E tinha aprendido que o mais precioso privilégio que temos é nosso serviço a Ele. — Contribuído.
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A cortesia compensaDespertai! — 1979 | 8 de março
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A cortesia compensa
NUM mundo em que a cortesia e as boas maneiras estão desaparecendo, é revigorante encontrar alguém que ainda crê em tornar os outros felizes. Uma de tais pessoas é um motorista de ônibus em São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Ele relata o que faz:
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