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Vida em segurança sob o reinado do Messias“As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?
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3. Como autenticou Ezequiel esta visão no início e onde o colocou o espírito de Jeová?
3 “No vigésimo quinto ano de nosso exílio, no começo do ano, no décimo dia do mês, no décimo quarto ano depois de a cidade ter sido golpeada, no mesmíssimo dia, veio a estar sobre mim a mão de Jeová, de modo que me levou àquele lugar. Nas visões de Deus, ele me levou à terra de Israel e me pousou aos poucos sobre um monte muito alto, em que havia ao sul algo como a estrutura de uma cidade.
4. Que aparência tinha aquele a quem Ezequiel viu ali, o que possuía, onde estava parado e o que disse a Ezequiel?
4 “E ele passou a levar-me para lá, e eis que havia ali um homem. Sua aparência era como a aparência de cobre, e havia na sua mão um cordel de linho e uma cana de medir, e ele estava parado no portão. E o homem começou a falar comigo: ‘Filho do homem, vê com os teus olhos e ouve com os teus ouvidos, e fixa teu coração em tudo o que eu te mostrar, porque foste trazido para cá para que eu te mostrasse isso. Conta à casa de Israel tudo o que estás vendo.’” — Ezequiel 40:1-4.
5. Qual é a data A. E. C. para aquele vigésimo quinto ano do exílio de Ezequiel em Babilônia, e em que dia de que mês lunar teve ele a visão?
5 Sendo que o vigésimo quinto ano do Rei Joaquim e do exílio de Ezequiel em Babilônia era o décimo quarto ano depois de a cidade de Jerusalém ser derrubada pelos babilônios, em 607 A. E. C., a data da visão do templo por Ezequiel seria 10 de nisã de 593 A. E. C., se o “começo do ano” indicar o mês de nisã, o primeiro mês do ano sagrado. Mas, caso se refira ao ano secular, então a data seria 10 de tisri, que era o dia da expiação, em que se tocava a trombeta do Ano do Jubileu, para proclamar liberdade em todo o país. — Levítico 25:8-13.
6. Em que condição se encontrava então a terra de Judá, contudo, o que viu Ezequiel no monte Moriá, e sendo este chamado de “monte muito alto” situa a questão em que época?
6 Naquele ano de 593 A. E. C., a terra de Judá ainda tinha cinqüenta e seis anos para ficar desolada (até 537 A. E. C.). Mas quando Ezequiel, na sua visão, é transportado de volta àquela terra, ele já observa um novo templo construído para a adoração de Jeová no Monte Moriá, um templo de proporções tais que era “ao sul algo como a estrutura de uma cidade”. Visto que se descreve o monte como sendo “um monte muito alto”, situa-se o cumprimento disso na época em que “o monte da casa de Jeová ficará firmemente estabelecido acima do cume dos montes e certamente se elevará acima dos morros”. — Isaías 2:2.
7. A quem representava o homem glorioso visto por Ezequiel e que serviço devia prestar a Ezequiel?
7 O homem da visão, que serve de guia para Ezequiel, evidentemente brilhava como cobre brunido e tinha na mão os meios de fazer medições no templo. Representava o anjo de Jeová, que havia de levar Ezequiel numa excursão pelo templo e dar explicações. Evidentemente, Ezequiel o viu pela primeira vez parado no portão oriental, onde começou a excursão. — Ezequiel 40:3, 6.
8. Quem projetou aquele templo e o que representava realmente aquele templo da visão?
8 Ezequiel não construiu este templo na sua imaginação, mas Jeová, como o Arquiteto celestial, já o apresentou na visão edificado, pronto para ser inspecionado e medido. Representa a “verdadeira tenda, que Jeová erigiu, e não algum homem”. Por isso, este templo visionário continha “as representações típicas das coisas nos céus”. Na primavera de 33 E. C., o ressuscitado Jesus Cristo entrou no Santíssimo deste ‘verdadeiro templo’, a saber, “no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. (Hebreus 8:2; 9:23, 24) Apresentou ali o mérito de seu sacrifício humano perfeito que oferecera na terra no arranjo do altar de Jeová. (Hebreus 13:10-12, 20) Ezequiel viu tal templo representado em quadro.
9. Por meio de que ato inaugurou-se este templo e como descreve Ezequiel a visão dele?
9 No decorrer desta inspeção detalhada, o profeta Ezequiel vê como que a inauguração ou santificação desta construção sagrada, em cujo santuário Jeová passa a residir. Ele descreve isso em Ezequiel 43:1-7. Falando primeiro de seu guia angélico, Ezequiel passa a contar-nos:
“Então me fez ir ao portão, o portão que dá para o leste. E eis que vinha a glória do Deus de Israel da direção do leste, e sua voz era como a voz de vastas águas, e a própria terra brilhava por causa da sua glória. E era como a aparência da visão que tive, como a visão que tive quando vim para arruinar a cidade [de modo profético]; e havia aparições como a aparição que vi junto ao rio Quebar, e fui lançar-me com a face por terra.
“E a própria glória de Jeová entrou na casa pelo caminho do portão cuja frente dava para o leste. E um espírito passou a levantar-lhe e a levar-lhe para dentro do pátio interno, e eis que a casa tinha ficado cheia da glória de Jeová. E comecei a ouvir alguém falar comigo de dentro da casa, e o próprio homem viera a ficar de pé ao meu lado. E ele prosseguiu, dizendo-me:
“‘Filho do homem, este é o lugar do meu trono e o lugar das solas dos meus pés, onde residirei no meio dos filhos de Israel por tempo indefinido; e eles, a casa de Israel, não mais profanarão o meu santo nome.’”
10. Que garantia era o templo da visão, tanto no caso do Israel natural como no caso do Israel espiritual?
10 Esta visão do templo, dada a Ezequiel cinqüenta e seis anos antes de se permitir que os judeus exilados deixassem Babilônia e retornassem a Jerusalém, para reconstruir ali o altar de sacrifício de Jeová, era uma garantia divina de que a Sua adoração seria renovada na terra desolada. (Esdras 1:1 a 3:6) É também uma garantia profética para os do restante restabelecido do Israel espiritual. De quê? De que a adoração pura de Jeová prosseguirá sem mais perturbação, depois de Jeová derrotar o ataque ameaçador de Satanás, o Diabo, apelidado Gogue de Magogue, e suas hostes ímpias.
11. De que modo terá então o paraíso espiritual dos adoradores de Jeová seu equivalente, e a quem e onde foi isto prefigurado?
11 As provisões de vida eterna em segurança, na terra, estarão então disponíveis aos adoradores de Jeová, para seu verdadeiro benefício físico e ambiental, como nunca antes. O paraíso espiritual, do qual Gogue de Magogue procura expulsar a eles e seus co-adoradores, semelhantes a ovelhas, terá então seu equivalente físico. De que modo? Num “jardim do Éden” mundial, semelhante ao Paraíso. Isto foi previsto na visão que Ezequiel teve adicionalmente, depois de terminar a inspeção do templo. Ele escreveu:
12. O que viu Ezequiel sair daquela Casa e em que direção?
12 “E ele me levou aos poucos de volta à entrada da Casa, e eis que saía água de debaixo do limiar da Casa para o leste, pois a frente da Casa dava para o leste. E a água saía de debaixo do lado direito da Casa, ao sul do altar.” — Ezequiel 47:1.
O RIO DE ÁGUA VITALIZADORA QUE SE APROFUNDA CADA VEZ MAIS
13. Que espécie de “água” era, qual é sua fonte e o que indica correr ela pelo altar de sacrifícios quanto a que é reconhecido?
13 Esta água do templo da adoração restabelecida de Jeová mostra ser água vitalizadora, “água da vida”. Procede do Dador original da vida, Jeová, que passou a residir permanentemente no seu templo celestial, onde está entronizado acima dos querubins e onde recebe o valor do sangue do sacrifício expiatório a favor da humanidade condenada e moribunda. Observamos que a água vitalizadora flui passando pelo altar de sacrifícios no pátio interno, em vez de para o oeste, pelos fundos da Casa, ao lado do Santíssimo. Isto salienta que o Dador da Vida, Jeová, envia esta “água da vida” em pleno reconhecimento do sacrifício resgatador de seu Filho e Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. Foi por isso que o apóstolo cristão João escreveu:
“Se estivermos andando na luz, assim como ele mesmo está na luz, temos parceria um com o outro, e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.”
“E o testemunho dado é o seguinte: que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho, tem esta vida, quem não tem o Filho de Deus, não tem esta vida.” — 1 João 1:7; 5:11, 12.
14. Este rio de água da vida concorda com que rio similar mencionado no último capítulo da Bíblia, e como são ele e sua fonte descritos pelo escritor João?
14 Isto concorda com o que se diz sobre a fonte dum rio similar de água da vida, descrito no último capítulo da Bíblia. Contando as particularidades atraentes da Nova Jerusalém celestial, que desce de Deus, do céu, João escreveu:
“E não vi templo nela, pois Jeová Deus, o Todo-poderoso, é o seu templo, também o Cordeiro [Jesus Cristo] o é.”
“E ele me mostrou um rio de água da vida, límpido como cristal, correndo desde o trono de Deus e do Cordeiro, pelo meio de sua rua larga.” — Revelação 21:1, 2, 22; 22:1, 2.
Assim, o rio simbólico das provisões de Deus para a vida eterna da humanidade mana de Jeová, o Rei do universo, e passa por seu Rei reinante, Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. — João 1:29, 36; 3:35, 36.
15. Aonde se encaminhava o rio de água, e por que se fez Ezequiel dar volta para ver o rio de fora?
15 Na visão de Ezequiel, esta água que procede do templo em que Jeová passou a residir é encaminhada para onde se precisa de vida. Contando como o anjo o guiou mais adiante na sua excursão, Ezequiel escreveu: “E ele me fez sair aos poucos pelo caminho do portão setentrional e me fez dar volta pelo caminho de fora até o portão externo que dá para o leste, e eis que escorria água do lado direito.” (Ezequiel 47:2) Fez-se que Ezequiel desse esta volta porque o portão externo, oriental, havia sido santificado pela passagem da glória de Jeová na sua entrada no templo e por isso foi fechado. (Ezequiel 44:1-3; veja 10:19; 11:22, 23.) De modo que Ezequiel foi levado ao lado setentrional da água que manava do templo ao sul de seu portão externo, oriental.
16. Que medição fez então o homem de cor de cobre e o que mandou Ezequiel fazer?
16 O anjo de Jeová, parecendo um homem de cor de cobre, usou então seu cordel de linho para medir. Ezequiel diz: “Quando o homem saiu para o leste com o cordel de medir na mão, passou a medir também mil côvados e a fazer-me passar pela água, água até os tornozelos”. — Ezequiel 47:3.
17. O que permitia esta profundidade maior da água?
17 A mil côvados para o leste do templo, o rego de água se havia tornado uma corrente que dava até o tornozelo. Isto permitia que mais adoradores vindos ao templo bebessem desta água vitalizadora.
18. Conforme representado na visão de Ezequiel, quão grande é a quantidade da simbólica “água da vida” de que necessitarão os sobreviventes do ataque de Gogue e o que darão então à sociedade humana sob o reino celestial do Messias de Deus?
18 Os que sobreviverão na terra ao ataque pérfido de Gogue de Magogue, a fim de obter a vida eterna, beberão desta água da vida, aceitando todas as provisões de vida que Jeová provê por meio de seu Messias Jesus, o Cordeiro de Deus, sacrificado uma vez. Estes sobreviventes da “grande tribulação” com que terminará o atual sistema de coisas serão comparativamente poucos em contraste com a grande massa da humanidade que será destruída neste fim calamitoso deste sistema de coisas. A água vitalizadora, na quantidade duma corrente que dá até o tornozelo, seria suficiente para eles. Iguais a Noé e sua família, que sobreviveram ao dilúvio global, estes sobreviventes darão à sociedade humana um início justo. Constituirão, o alicerce da “nova terra”, quer dizer, da sociedade humana organizada sob o reino celestial do Messias de Jeová, Jesus Cristo. — 2 Pedro 2:5; 3:5-13.
19. Que textos há para mostrar se os benefícios do sacrifício resgatador de Cristo ficarão limitados aos sobreviventes do fim deste sistema de coisas?
19 Entretanto, os benefícios vitalizadores do sacrifício de resgate de Jesus Cristo e de seu reino messiânico não se limitarão a estes relativamente poucos sobreviventes da destruição ardente dos “céus e a terra que agora existem”. O Messias Jesus não morreu só por eles. Ele é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:29, 36) “Observamos a Jesus, feito um pouco menor que os anjos, coroado de glória e de honra por ter sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo homem.” (Hebreus 2:9) “Ele é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” (1 João 2:2) “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos.” — 1 Timóteo 2:5, 6.
20. À base deste sacrifício de resgate, o que disse Jesus, e também o apóstolo Paulo, a respeito dos mortos?
20 À base disso, Jesus Cristo disse: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” (João 5:28, 29) Sim, é como disse o apóstolo Paulo: ‘Há de haver uma ressurreição [dos mortos] tanto de justos como de injustos.” — Atos 24:15.
21. Segundo a próxima medição do anjo de Deus, quão fundo se tornara o rio de água da vida, e o que sugere isso quanto à ressurreição dos mortos?
21 Haverá suficiente “água da vida” disponível para todos os ressuscitados da morte, pelos quais o Messias Jesus morreu. Por conseguinte, o rio de água que Ezequiel viu o anjo de Deus medir não ficou sendo apenas até os tornozelos. “E continuou a medir mil [côvados] e então me fez passar pela água, água até os joelhos.” (Ezequiel 47:4) É razoável que todos os mortos humanos, resgatados, não sejam restabelecidos de uma só vez à vida na terra, o que criaria uma explosão demográfica grande demais para os sobreviventes do ataque de Gogue, quanto a prover as necessidades. Os mortos serão ressuscitados à vida em números controlados, na terra, sob o reinado do Messias, de modo que lhes bastará na ocasião o rio simbólico de “água da vida” que dá até os joelhos.
22. Segundo a terceira medição do anjo de Deus, quão fundo se tornara o rio da água da vida, e o que mais sugere isso quanto à ressurreição à vida na terra?
22 Com o decorrer do tempo, durante o reinado milenar do Messias Jesus, serão ressuscitados mais dos mortos humanos, resgatados. (Revelação 20:4-6, 11-15) Para estes ressuscitados adicionais prover-se-ão suprimentos amplos da “água da vida” que mana da presença de Jeová no seu templo celestial. O rio simbólico segue adiante e se aprofunda com mais volume de água, pois, Ezequiel 47:4 prossegue: “E continuou a medir mil [côvados] e então me fez passar — água até os quadris. Quanto esta medição do anjo em medidas de mil côvados nos faz lembrar o número de anos do reinado do Messias — mil anos! No decorrer destes anos, ao passo que venha a haver mais súditos do reino do Messias na terra, poderão cuidar de mais pessoas ressuscitadas, em números maiores de cada vez.
23. Segundo a medição final do anjo, quão fundo se tornara o rio da água da vida, e o que sugere isso quanto à aplicação dos benefícios do resgate aos mortos?
23 Antes de terminarem os mil anos do reinado do Messias, a sepultura terrestre comum da humanidade (Hades) e o túmulo aquoso do mar, de muitos humanos, terão de ser esvaziados dos retidos neles na morte. (Revelação 20:13, 14) A simbólica “água da vida” terá de chegar até o último dos mortos remidos da humanidade. A água simbólica só até os quadris não bastará para isso. Por isso terá de prover-se um volume bastante grande de água para o número pleno e completo dos mortos resgatados, ressuscitados à vida na terra. Isto é o que Ezequiel viu representado na sua visão, sobre o que escreve adicionalmente: “E ele continuou a medir mil [côvados]. Era uma torrente pela qual não pude passar, porque a água ficara alta, água em que se podia nadar, uma torrente pela qual não se podia passar.” — Ezequiel 47:5.
SAÚDE PERFEITA NUM PARAÍSO TERRESTRE!
24. De que se poderão aproveitar assim os mortos resgatados e para que usufruto será a terra então um bom lugar?
24 Quão consolador é para nós que se nos apresenta em visão que todos os mortos resgatados da humanidade terão a oportunidade preciosa de tirar proveito do reinado milenar do Messias e da provisão de Deus para a vida eterna por meio dele! E que lugar grandioso não será nossa terra então, onde se poderá ter vida eterna num Paraíso, com perfeita saúde e felicidade humana! (Lucas 23:42, 43) Isto é agora representado no desenrolar adicional da visão, segundo nos conta Ezequiel:
25. Sugerido isso, o que se mostrou e se disse então a Ezequiel?
25 “Então me disse ele: ‘Viste isso, ó filho do homem?’ Então me fez andar e me fez voltar à beira da torrente. Quando retornei, ora, eis que havia à beira da torrente muitíssimas árvores, deste lado e daquele lado. E ele prosseguiu, dizendo-me: ‘Esta água sai para a região oriental e tem de descer pelo Arabá. E tem de chegar ao mar. Sendo levada ao próprio mar, então a água deste ficará realmente curada. E terá de acontecer que toda alma vivente, pululante, em todo lugar ao qual chegar a torrente de tamanho duplo, terá vida. E terá de acontecer que haverá muitíssimos peixes, porque é para lá que há de chegar esta água, e a água do mar ficará curada, e aonde chegar a torrente, tudo ficará vivo.’” — Ezequiel 47:6-9.
26. Assim, como se tornaram belas as margens desta torrente, e para que corpo de água flui então esta torrente, e com que efeito ali?
26 As margens desta torrente de “água da vida” tornam-se belas ao passo que a vida se manifesta nas muitíssimas árvores em ambas as suas margens. A torrente de água não pára a quatro mil côvados medidos desde a muralha oriental do templo de Jeová, mas continua para o leste, até o Arabá. Este se refere à depressão ou fossa pela qual o rio Jordão desce para o sul até o Mar Morto, o corpo de água de superfície mais baixa na terra. Suas águas são tão salgadas, que não pode haver nele vida aquática. É deveras um mar salgado que está morto. Mas, de repente, aparecem nele “muitíssimos peixes”. O que aconteceu?
27. O que aconteceu então às águas do Mar Morto?
27 A torrente de água procedente do templo de Jeová, agora de tamanho duplo, atingiu o Arabá e desceu por ele (não se juntando ao rio Jordão), entrando no Mar Morto. Aconteceu um milagre! As águas do Mar Morto ficaram curadas — tornadas frescas. Começaram a ficar cheias de peixes. Deveras, do templo da adoração de Jeová havia manado água da vida.
28. Que evidência de vida se salienta então para mostrar que por fim há peixes no Mar Salgado?
28 Evidencia-se a vida em que por fim há peixes no anteriormente morto Mar Salgado. O profeta Ezequiel relata a evidência, dizendo: “E terá de acontecer que realmente haverá pescadores de pé ao longo dela, desde En-Gedi para cima até En-Eglaim. Virá a haver um enxugadouro de redes de arrasto. Os peixes mostrarão ser das suas espécies, iguais aos peixes do Grande Mar, muitíssimos.” — Ezequiel 47:10.
29. Onde se encontravam En-Gedi e En-Eglaim, e quem não é representado pelos pescadores entre os dois lugares?
29 Atualmente, En-Gedi (“Fonte do Cabrito”) encontra-se aproximadamente no meio da margem ocidental do Mar Morto. En-Eglaim (“Fonte de Dois Bezerros”) é hoje presumido ser o lugar de Ain Feshka, onde há uma fonte de água potável desaguando no Mar Morto, cerca de vinte e nove quilômetros ao norte de En-Gedi. Isto significa que nos vinte e nove quilômetros haveria pescadores lançando as suas redes de arrasto e recolhendo peixes de toda espécie do Mar Morto. A variedade de peixes apanhados corresponderia à variedade encontrada no Grande Mar ou Mar Mediterrâneo. Estes pescadores não representam os discípulos aos quais Jesus Cristo disse quando na terra: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens.” (Mateus 4:19; Lucas 5:10) Durante o reinado milenar do Messias Jesus não se apanharão homens como se fossem peixes para se tornar discípulos de Jesus.
30. Estes pescadores são assim um meio representativo para provar o quê?
30 Portanto, o aparecimento daqueles pescadores ao longo do Mar Morto, desde En-Gedi até En-Eglaim, é apenas um modo representativo para provar que havia realmente peixes vivos naquelas águas anteriormente salobras, mas agora saradas, frescas. O reino do Messias faz um milagre!
31. O que representam as águas salgadas do Mar Morto?
31 Na visão, o salgado Mar Morto representa o elemento ou as condições ambientais em que a humanidade teve de existir durante os últimos seis mil anos. Tem sido uma situação mortífera, porque toda a humanidade herdou a imperfeição e o pecado de nossos primeiros pais rebeldes, Adão e Eva, e, por conseguinte, a morte, a penalidade pelo pecado. (Romanos 5:12) A humanidade imperfeita arruinou também o meio ambiente natural em que vive. (Revelação 11:18) De modo que esta condenação à morte, por causa da herança do pecado e da imperfeição, tem ameaçado judicialmente a humanidade desde o nascimento de Caim, primeiro filho de Adão e Eva, até agora. — Gênesis 4:1-8.
32. Além deste impedimento natural, sob que regência má veio a estar a humanidade?
32 Este sério impedimento é aumentado terrivelmente por ser a regência invisível sobre a vasta maioria da humanidade exercida por Satanás, o Diabo. “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” (1 João 5:19) Desde a expulsão deste iníquo do céu, durante a Primeira Guerra Mundial, ele tem assumido o papel de Gogue de Magogue. — Jó 1:6, 7; João 12:31; 2 Coríntios 4:4; Revelação 12:3, 4, 7-13; Ezequiel 38:1 a 39:15.
33. Que ambiente invisível precisa ser removido da vizinhança da humanidade, e será ele removido?
33 Em vista disso, como fará a “água” vitalizadora das provisões de Deus que o elemento ou as condições ambientais em que a humanidade tem vivido por tanto tempo fiquem curados ou tornados frescos? O ambiente invisível que cerca toda a humanidade contém Satanás, o Diabo, e seus demônios. Desde que foram derrotados na recente guerra no céu e lançados para baixo, para a terra, a vizinhança invisível desta terra tem sido o local da sua condição restrita. Tornou-se uma simbólica “terra de Magogue” para o recém-chegado Gogue, o rebaixado Satanás, o Diabo. Este ambiente aflitivo e mortífero precisa ser removido da vizinhança da humanidade. E será removido, porque Jeová disse: “Vou enviar fogo sobre Magogue.” — Ezequiel 39:6.
34. Por quem e como será removido este ambiente invisível de cima da humanidade, e como se eliminará a condição moribunda, natural, da humanidade?
34 Jeová, por meio de seu poderoso anjo Jesus Cristo, destruirá Magogue por remover dali a Satanás, o Diabo, e seus demônios, que ficaram detidos nesta região de restrição junto à terra. O Messias reinante, Jesus, amarrará a Satanás e seus demônios com cadeias e os lançará no “abismo”, longe da vizinhança da terra. Estes poluidores do meio-ambiente da humanidade ficarão restritos ali durante os mil anos do reinado do Messias, para que não mais desviem a humanidade para os caminhos da morte. Daí reinarão sobre toda a humanidade os “novos céus”, compostos do Messias Jesus e de sua congregação de glorificados israelitas espirituais. Também, por aplicar à humanidade remida os benefícios salvadores de vida do seu sacrifício de resgate, retirará deles a condenação à morte devida ao pecado e à imperfeição herdados. — Revelação 20:1-6; 21:1-5.
35. Por causa de que, da sua parte, será recompensada a humanidade remida, e semelhante a que no Mar Morto se tornarão?
35 O alívio virá assim por meio da “água” de provisões vitalizadoras que emanam da presença de Jeová no seu templo celestial. A humanidade remida será recompensada pela obediência ao reino messiânico e passará a viver no elemento curado ou na série de circunstâncias curadas. Serão como os peixes que passaram a pulular milagrosamente nas águas do Mar Morto, não criaturas marinhas impuras, mas peixes puros, que podem ser apanhados por pescadores e comidos segundo a lei de Jeová. O “mar” em que enxameiam não mais merecerá ser chamado Mar Morto. Será um mar de vida!
36. O que resultou para os lugares adjacentes, não alcançados pela água que procedia do templo de Jeová, e o que representa isso?
36 Tudo o que não for alcançado por esta “água da vida” da parte de Jeová mediante o Messias Jesus não será curado e não terá vida em si. Isto é trazido à atenção na visão por meio destas palavras do anjo de Jeová: “Ali estarão os seus brejos e os seus charcos, e estes não serão curados. Hão de ser entregues ao sal.” (Ezequiel 47:11) Tais lugares não curados seriam fontes de sal para temperar alimentos. Naturalmente, também de modo figurado, se alguém, na terra, recusar deliberadamente a “água” curadora de Jeová, das provisões de vida por intermédio do Messias reinante, Jesus, ele não obterá a vida eterna. Assim como está escrito a respeito dos humanos ressuscitados sob o reino messiânico de Jeová: “Este significa a segunda morte, o lago de fogo. Outrossim, todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” — Revelação 20:14, 15.
37. Que domínio terrestre está incluído nas provisões vitalizadoras de Jeová por meio do Messias, e como é isso trazido à nossa atenção por meio do que se mostrou a Ezequiel na visão?
37 As provisões curadoras e vitalizadoras de Jeová por meio do Messias Jesus incluirão um paraíso edênico, de alcance global, com todos os meios para sustentar a vida humana em perfeição. Nossos olhos maravilhados observam isso quando o anjo de Jeová chama nossa atenção do mar para a “torrente de tamanho duplo”, dizendo: “E ao longo da torrente, ao longo da sua beira, surgirá toda sorte de árvore para alimento. Sua folhagem não murchará, nem se acabará seu fruto. Darão novo fruto nos seus meses, porque a água para elas — ela sai do próprio santuário. E seu fruto terá de mostrar ser para alimento e sua folhagem para cura.” — Ezequiel 47:12.
38. Correspondendo a isso, que particularidades da visão de João a respeito do arranjo governamental de Deus para a humanidade existem, e quando se cumprem também?
38 Quão belamente se harmoniza com isso a visão dada mais de seiscentos anos depois ao apóstolo cristão João, a respeito da Nova Jerusalém celestial! Entre as particularidades excelentes deste arranjo governamental divino para a humanidade João registra as seguintes: “E a rua larga da cidade era ouro puro, como vidro transparente. E ele me mostrou um rio de água da vida, límpido como cristal, correndo desde o trono de Deus e do Cordeiro, pelo meio de sua rua larga. E deste lado do rio e daquele lado havia árvores da vida, produzindo doze safras de frutos, dando os seus frutos cada mês. E as folhas das árvores eram para a cura das nações.” (Revelação 21:21; 22:1, 2) Esta visão também se cumpre durante o reinado milenar do Messias Jesus com sua Noiva, sua congregação de israelitas espirituais fiéis. — Revelação 21:2.
39. Na visão de João, o que representa a saída do rio de água da vida do trono de Deus e de seu Cordeiro, e como se retrata um suprimento infalível de alimento para a humanidade remida?
39 Nesta última visão, vê-se que o “rio de água da vida” procede do “trono de Deus e do Cordeiro”, representando que Jeová e seu Messias Jesus estão reinando com benefícios eternos para a redenção da humanidade. Na visão de Ezequiel, a torrente de água para as árvores ‘sai do santuário’ no qual havia entrado a “glória de Jeová”. Ao passo que esta torrente de água curadora e vitalizadora corre para baixo, até a humanidade, durante o reinado milenar do Messias, ela será acompanhada pelo crescimento de plantas para beleza e para alimentação, assim como o paradísico Jardim do Éden tinha sua vegetação e suas árvores para beleza e para alimento. (Gênesis 1:29, 30; 2:7-16) Nem praga nem seca afligirão este restabelecido Paraíso de Prazer da humanidade obediente, fazendo as folhas murchar ou seus frutos ser consumidos por pragas. Não haverá falta de alimentos o ano inteiro, como que por estas árvores frutíferas produzirem safras novas cada mês.
40. Como se representa a garantia para a contínua saúde perfeita da humanidade?
40 A humanidade obediente gozará de contínua saúde perfeita, porque a “folhagem” destas árvores frutíferas nunca secará, mas servirá sempre para a cura. Quanta alegria dará então a vida na terra!
41, 42. Como se representa que todas estas provisões de vida aguardam os que prestam a forma correta de adoração, e que proclamação consoladora ouvirão os adoradores aprovados quanto às coisas passadas?
41 Toda esta abundância profusa, no futuro próximo, aguarda os que prestam a Jeová a forma de adoração pura e imaculada, pois, o que não deve ser despercebido, a “água” vitalizadora das provisões divinas “sai do próprio santuário”, o lugar santo da adoração de Jeová. (Ezequiel 47:12) Em vista de toda a sua benignidade imerecida para com a humanidade remida, a inclinação inata do homem, de adorar, expressar-se-á de modo grato na adoração do Único digno de ser adorado, Jeová, no Seu santuário. (Mateus 4:10; Salmo 95:6, 7) Os adoradores aprovados do Soberano Senhor Jeová ouvirão com alegria ilimitada a proclamação consoladora:
42 “Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” — Revelação 21:3, 4.
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Felicidade humana num paraíso sob o governo divino“As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?
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Capítulo 22
Felicidade humana num paraíso sob o governo divino
1. Qual é o propósito do “Deus feliz” para com suas criaturas humanas e onde ficarão estabelecidos os remidos?
“DEUS feliz” — assim é chamado Jeová. (1 Timóteo 1:11) Seu propósito amoroso é tornar todas as suas criaturas humanas eternamente felizes. No vigésimo quinto ano de exílio de seu profeta Ezequiel, ele delimitou os termos do território a ser ocupado pelo seu povo escolhido. Fez isso por meio de Seu anjo, depois de ter inspirado Ezequiel a profetizar a queda do diabólico Gogue de Magoe. Esta parte final da visão dada a Ezequiel evidentemente alude a como Jeová, por meio de seu Messias Jesus, fixará os membros da humanidade remida em toda a terra, na Sua nova ordem. A terra inteira, num estado paradísico, é o lar destinado à humanidade, assim como está escrito sob inspiração divina, no Salmo 115:16: “Quanto aos céus, os céus pertencem a Jeová, mas a terra ele deu aos filhos dos homens.” Estabelecerá as pessoas na terra no lugar que Ele escolheu para elas, como Criador e Dono da terra.
2. Como ilustrou a visão de Ezequiel, relacionada com as doze tribos de Israel, que Jeová estabelecerá os membros da humanidade remida segundo o seu propósito?
2 Em ilustração disto, na visão de Ezequiel, o próprio Jeová designou o lugar de cada na das doze tribos de Israel, com seus termos marcados. Ao norte duma faixa administrativa de terreno foram designadas sete tribos com suas respectivas porções de terra, paralelas umas das outras desde o leste e até o Mar Mediterrâneo ao oeste cada uma de largura igual, de norte a sul, a saber, Dã, no alto, depois Aser, Naftali, Manassés, Efraim, Rubem e Judá. Ao sul da faixa administrativa de terreno havia as porções de terra das cinco tribos remanescentes, paralelas de leste a oeste, a saber, primeiro Benjamim, depois Simeão, Issacar, Zebulão, e, no fim, Gade. (Ezequiel 47:13 a 48:8, 23-29) No que se refere à tribo de Levi, não recebeu nenhuma porção de terra por sua herança, pois, havia sido escolhida dentre as doze tribos originais de Israel para servir a Jeová no seu santuário. Por isso, os membros desta tribo ficaram estabelecidos em volta do santuário de Jeová, na faixa administrativa.
3. Na faixa administrativa da terra, onde se encontrava a “contribuição” especial de terra, e nesta, onde estava o santuário de Jeová?
3 A faixa administrativa estendia-se desde a fronteira oriental no rio Jordão e no Mar Morto até o Mar Mediterrâneo ou Ocidental. Havia de ter em volta do monte Moriá uma doação especial de terra, uma “contribuição que contribuireis”. Devia ter 25.000 côvados de cada lado, ou cerca de 12.950 metros (12,9 km) de cada lado. Esta de fato, era a largura de norte a sul da faixa administrativa. No centro desta “contribuição” quadrada de terra situava-se o santuário de Jeová, ou a cerca de seis quilômetros e meio de cada lado. (Ezequiel 48:8) Esta “contribuição” quadrada devia ser dividida em três partes, estendendo-se de leste a oeste, cada parte tendo assim 25.000 côvados de comprimento.
4. Que faixa de terra foi designada aos levitas não-sacerdotais, e visto que era santa para Jeová, não se permitia o que quanto a ela?
4 A parte de cima ou setentrional devia ter dez mil côvados de largura de norte a sul. Foi designada aos levitas não-sacerdotais. Nenhuma parte desta terra designada devia ser vendida ou trocada, “pois é algo sagrado para Jeová”. (Ezequiel 48:13, 14) Esta faixa santa de terra não continha o santuário de Jeová.
5. Que faixa de terra foi designada aos sacerdotes, que edifício continha e que nome tinha com referência à sua santidade?
5 Logo ao sul desta faixa levítica de terra havia a parte reservada aos sacerdotes. Também tinha a largura de dez mil côvados de norte a sul, ou cerca de 5,18 quilômetros. (Ezequiel 48:9-12) Esta parte sacerdotal continha o santuário ou templo de Jeová. Era uma “contribuição sagrada para os sacerdotes” e era chamada “algo santíssimo no termo dos levitas”
6. Quais eram as dimensões da terceira faixa, a mais baixa, da “contribuição” especial de terra, e quais eram as particularidades da área de terreno da cidade?
6 A terceira parte, em baixo, da “contribuição” quadrada de terra, portanto, tinha apenas cinco mil côvados de largura de norte a sul, ou 2,59 quilômetros. No centro desta parte ficava a cidade. Conforme diz Ezequiel 48:15, “são algo profano para a cidade, para morada e para pastio. E a cidade terá de vir a estar no seu meio”. O muro da cidade tinha 4.500 côvados de cada lado. Ela tinha assim um perímetro de 18.000 côvados, tendo cerca de 2,33 quilômetros de cada lado. Em torno da cidade havia uma faixa de pastos de duzentos e cinqüenta côvados de largura, ou de cerca de cento e vinte e nove metros de largura. Isto fazia com que a cidade tivesse uma área de 2,59 quilômetros de cada lado, ou 5.000 côvados de cada lado, de modo que seu lado setentrional confinava com a parte santa dos sacerdotes. — Ezequiel 48:15-17.
7. Onde se produzia o alimento para os que trabalhavam na cidade, e dentre quem foram tirados estes trabalhadores da cidade?
7 Visto que a parte “profana” da cidade media 25.000 côvados de leste a oeste, isto significava que em ambos os lados desta: cidade quadrada de 5.000 côvados de lado havia uma área de 10.000 côvados de comprimento. Esta terra aberta precisava ser cultivada; tinha de produzir alimentos para os que trabalham na cidade. Era um grupo intertribal de trabalhadores na cidade. Pessoas de tolas as doze tribos não-levíticas de Israel serviam na cidade por isso tinham um interesse comum nela. — Ezequiel 48:18, 19.
REPRESENTANTES VISÍVEIS DO GOVERNO CELESTIAL
8. Quem era o chefe visível do governo da cidade e onde se encontrava seu domínio?
8 Quem era o chefe visível do governo da cidade? Era o “maioral” ou Nasi, a quem se designou um território ou domínio especial. Onde? Na faixa administrativa de terra, onde estava a “contribuição” de terra, de 25.000 côvados de cada lado. O que sobrava desta faixa administrativa ao leste e ao oeste desta terra da “contribuição” era o domínio do “maioral”. A parte ocidental estendia-se desde o terreno ocidental desta terra da “contribuição” até o Mar Mediterrâneo A parte oriental estendia-se do termo oriental da terra da “contribuição” para o leste até o rio Jordão e o Mar Morto, ou Mar Oriental. (Ezequiel 47:18) A tribo de Judá confinava com seu domínio ao norte, e a tribo de Benjamim confinava com seu domínio ao sul. — Ezequiel 48:20-22.
9. Quantas passagens havia através das muralhas da cidade e onde se encontravam, que nomes tinham e como são estes portões refletidos naqueles da Nova Jerusalém celestial?
9 A cidade quadrada de 4.500 côvados de cada lado, no meio da parte “profana” da terra da “contribuição”, tinha doze passagens nas suas muralhas, três de cada lado da cidade. Estes portões tinham os nomes das doze tribos originais de Israel. Ao norte, da direita para a esquerda, os portões tinham os nomes das tribos de Rubem, Judá e Levi. Na muralha oriental havia os portões de José (que representava Manassés e Efraim), Benjamim e Dã. Na muralha meridional havia os portões de Simeão, Issacar e Zebulão. Na muralha ocidental havia os portões de Gade, Aser e Naftali. (Ezequiel 48:30-34) Ter a cidade doze portões chamados segundo as tribos de Israel é refletido na Nova Jerusalém celestial, a Noiva congregacional de Cristo, sobre o que lemos:
“Tinha uma grande e alta muralha, e tinha doze portões, e, junto aos portões, doze anjos, e havia nomes inscritos, os quais são os das doze tribos dos filhos de Israel. Ao leste havia três portões, e ao norte havia três portões, e ao sul havia três portões, e ao oeste havia três portões. A muralha da cidade tinha também doze pedras de alicerce, e sobre elas os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Também, os doze portões eram doze pérolas; cada um dos portões era de uma só pérola. E a rua larga da cidade era ouro puro, como vidro transparente.” — Revelação (Apocalipse) 21:12-14, 21.
Procedente desta cidade celestial e correndo pelo meio de sua rua larga havia o cristalino “rio de água da vida”. — Revelação 22:1, 2.
10. Em que diferia a relação entre a cidade e o templo visionários daquela entre Jerusalém e o templo de Salomão, e o que representava por isso a cidade da visão de Ezequiel?
10 No caso do antigo Israel, o templo de Jeová construído por Salomão estava dentro da cidade de Jerusalém. Mas na visão de Ezequiel, a cidade se encontra separada do santo templo, embora tanto a cidade como o templo estivessem na “contribuição” especial de terra. Esta separação é salientada por se dizer que a cidade estava dentro de “algo profano para a cidade, para morada e para pastio”. (Ezequiel 48:15) Os sacerdotes e os levitas não moravam nem trabalhavam na cidade. Portanto, no cumprimento da visão no reinado milenar do Messias, a cidade com seus pastos não representaria a Nova Jerusalém celestial, que é a congregação fiel, do Messias, de israelitas espirituais, ou sua Noiva. (Revelação 21:1, 2, 9-21) Representa uma sede administrativa terrena e visível que cuida dos assuntos da humanidade remida.
11. A quem representavam os levitas como um todo e o quem representavam os sacerdotes junto com seu sumo sacerdote, para servirem onde?
11 Visto que Jeová tomara todos os varões da tribo de Levi em troca dos filhos primogênitos de Israel, que haviam sido poupados da morte naquela noite pascal no Egito, os levitas e os sacerdotes Levítico representam o que Hebreus 12:23 chama de “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus”. O sumo sacerdote destes sacerdotes e levitas tipifica, naturalmente, aquele mencionado em Hebreus 3:1. Este versículo é dirigido a esta congregação de primogênitos e diz: “Por conseguinte, santos irmãos, participantes da chamada celestial, considerai o apóstolo e sumo sacerdote que confessamos — Jesus.” A congregação dos primogênitos fornece-lhe os subsacerdotes. A estes, 1 Pedro 2:5, 9, diz: “Vós mesmos também, como pedras viventes, estais sendo edificados como casa espiritual, tendo por objetivo um sacerdócio santo . . . Mas vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.” Estes são os que, depois de sua ressurreição dos mortos para a vida espiritual no céu, servem a Jeová no seu santuário.
12. O que indica que não se fala do “maioral” ou Nasi como sendo meu servo Davi”, e que aplicação se dá a este título? E por meio deste arranjo, que espécie de administração receberá a humanidade remida?
12 O “maioral” ou Nasi, cujo domínio se encontra ao leste e ao oeste da “contribuição” de terra de 25.000 côvados de cada lado, não é mencionado como sendo aquele a quem Jeová chama de “meu servo Davi”, a quem Ele suscita como Pastor real do rebanho de Jeová. (Ezequiel 34:23, 24; 37:24, 25) De modo que não é usado num sentido individual, para representar o Messias celestial, Jesus, a respeito de quem Jeová predisse: “Eu mesmo, Jeová, me tornarei seu Deus, e meu servo Davi, maioral no meio delas.” (Ezequiel 34:24; 37:25) Na visão do templo, o maioral ou Nasi assume um significado coletivo e representa os que o Messias celestial, Jesus, designa como seus representantes visíveis na “nova terra”. Estes incluiriam os mencionados em Salmo 45:16. Este versículo é dirigido ao Rei Jesus Cristo e se refere aos seus filhos terrestres, dizendo: “Em lugar de teus antepassados [terrestres] virá a haver teus filhos, os quais designarás para príncipes” [sarim] em toda a terra.” Estes e todos os outros “príncipes” designados fornecerão à humanidade uma administração justa e a manterão em segurança, pois isto é garantido em Isaías, capítulo 32, nas seguintes palavras grandiosas:
“Eis que um rei reinará para a própria justiça; e quanto a príncipes, governarão como príncipes para o próprio juízo. E cada um deles terá de mostrar ser como abrigo contra o vento e como esconderijo contra o temporal, como corrente de água numa terra árida, como a sombra dum posado rochedo numa terra esgotada.
“E no ermo há de residir o juízo e no pomar morará a própria justiça. E o trabalho da verdadeira justiça terá de tornar-se a paz; e o serviço da verdadeira justiça: sossego e segurança por tempo indefinido. E meu povo terá de morar num lugar de permanência pacífico, e em domicílios de plena confiança, e em lugares de descanso sem perturbação.” — Isaías 32:1, 2, 16-18.
13. Donde procederão os que cooperam com a classe do maioral’’ e quão acessível será a sede da administração aos que tiverem assuntos vitais para tratar, conforme ilustrado na visão de Ezequiel?
13 De todas as partes do país e de todas as rodas da humanidade resgatada virão voluntariamente aqueles que cooperarão ativamente com a classe do ‘‘maioral’’. Onde? Como que na “cidade”, que é a sede oficial visível dos da classe do “maioral” para a administração dos assuntos de toda a humanidade. Desta maneira, estes voluntários mostrarão um espírito cristão para com estes verdadeiros representantes do Messias reinante, Jesus. A sede da administração terá entradas franqueadas em todos os lados àqueles que quiserem chegar-se com um assunto vital, do mesmo modo como a cidade quadrada da visão de Ezequiel tinha doze portões, três de cada lado, abertos para todas as doze tribos de Israel.
14. Por meio de tais representantes visíveis, quem agirá como juízes e a favor de quem?
14 Por meio de tais representantes visíveis na terra, o Messias Jesus e sua congregação glorificada, entronizada com ele nos céus invisíveis, estarão “julgando as doze tribos de Israel”, toda a humanidade remida. — Mateus 19:28; Lucas 22:29, 30.
15. O que abundará nesta sede de administração, como estará ali a presença de Jeová e qual será o novo nome dela?
15 Esta sede de administração semelhante a uma cidade, sob o reinado do Messias, estará cheia do espírito de Jeová. Os frutos de seu espírito afundarão ali para a sua glória, a saber, “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gálatas 5:22, 23) Este espírito frutífero de Jeová operará ali para orientar todas as questões judiciais da humanidade. Ajudará no soerguimento de toda a humanidade obediente à perfeição de coração, mente e corpo, no Paraíso restabelecido na terra. Jeová, entronizado no seu santuário celestial, aprovará esta cidade simbólica e derramará seu favor sobre ela. Sua presença divina estará ali por ele fixar sua atenção amorosa e benévola nela. Portanto, assegurando isso, a profecia que Ele inspirou em Ezequiel termina por dar a esta cidade quadrada um novo nome, dizendo: “Em contorno haverá [o perímetro de] dezoito mil côvados; e daquele dia em diante o nome da cidade será O Próprio Jeová Está Ali.” (NM; VB; PIB) “E o nome da cidade, para todo o sempre, será Jeová-Samá.” — Ezequiel 48:35, NEB; veja a versão do Centro Bíblico Católico de São Paulo.
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