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  • Constituem as igrejas um santuário que protege contra a ira divina?
    A Sentinela — 1973 | 15 de abril
    • Constituem as igrejas um santuário que protege contra a ira divina?

      HÁ POUCA dúvida na mente das pessoas de que o mundo enfrenta uma crise. Existe algum lugar onde a pessoa pode encontrar refúgio, caso a ameaça duma terceira guerra mundial se torne realidade? Mais importante ainda, há um lugar de segurança durante o tempo do julgamento divino contra este mundo? Pode-se fazer alguma coisa que seja reconhecida por Deus como proteção quando ele fizer valer plenamente sua regência sobre os assuntos da terra?

      Será isso garantido por se ser membro duma igreja? Considera Deus as igrejas das nações chamadas “cristãs” como santuário de asilo sagrado, segundo o costume que havia antigamente na cristandade?

      Ou caso alguém tenha abandonado as igrejas da cristandade e tenha freqüentado as reuniões das testemunhas de Jeová, poderá contar com isso como refúgio seguro? Mesmo que alguém tenha conhecimento melhor da Bíblia do que a maioria dos professos cristãos, fornece isto uma proteção garantida?

      Quando examinamos o que Deus fez no passado, com relação ao seu povo de Israel, podemos dizer que a resposta a estas perguntas é: “Não; há muito mais envolvido para alguém se habilitar para a proteção divina.” Podemos saber o ponto de vista do Regente Divino por saber o que ele fez com respeito à cidade de Jerusalém e seu templo, sobre os quais havia colocado seu nome.

      No ano 612 A. E. C., a terra de Judá, com sua capital de Jerusalém, encontrava-se numa situação muito similar à da cristandade hoje em dia. Havia poluição, tanto literal como moral. As violações da lei e a violência enchiam a terra. A idolatria e outras formas pagãs, degradadas, de adoração predominavam entre os que professavam servir a Deus. Até mesmo no próprio templo, realizavam-se algumas das práticas mais chocantes. Havia também muito temor e ansiedade por causa da ameaça constante duma guerra destrutiva com a potência mundial pagã de Babilônia. Problemas similares afligem hoje a cristandade.

      UMA OBRA DE ‘MARCAÇÃO’ E DESPEDAÇAMENTO

      Por conseguinte, Jeová, como Regente Divino invisível de Israel, viu-se obrigado a agir. Consideraria ele Jerusalém e seu templo como invioláveis, como santuário para os que estivessem neles? Segundo o costume de Jeová, ele revelou de antemão qual era seu propósito. Enquanto o profeta de Deus, Jeremias, advertia o povo em Jerusalém a respeito de Seu desagrado, Ezequiel, em cativeiro lá em Babilônia, recebeu pelo poder de Deus uma visão de Jerusalém. Ele relata no seu livro profético:

      “E [Jeová] passou a clamar em alta voz aos meus ouvidos, dizendo: ‘Cheguem-se os que fixam sua atenção na cidade, cada um com a sua arma na mão para arruinar!”’ — Eze. 9:1.

      Os que ‘fixavam sua atenção na cidade’, como ‘arruinadores’, não seriam Zedequias, rei de Judá naquele tempo, nem seus príncipes, porque estes governantes haviam apelado para o Faraó do Egito, a fim de ajudá-los a rechaçar a ameaça de Babilônia. Para quem clamava Jeová? Ezequiel viu e descreveu estes:

      “E eis que vieram seis homens da direção do portão superior que dá para o norte, cada um com a sua arma maçadora na mão; e havia entre eles um homem vestido de linho, com um tinteiro de escrevente [secretário] sobre os quadris, e eles passaram a entrar e a ficar de pé junto ao altar de cobre.” — Eze. 9:2; ed. ingl. 1971.

      Estes homens, sete ao todo, formavam uma equipe completa para ação. Vinham da direção de que Babilônia viria contra Jerusalém, mas os “seis homens” com armas maçadoras não foram chamados de soldados babilônicos. Entretanto, representavam um exército celestial, o qual, na realidade, podia usar soldados babilônicos como agentes terrestres.

      Era o sétimo “homem” também soldado? Não; era secretário, em missão de paz. Ezequiel nos diz a seguir:

      “E no que se referia à glória do Deus de Israel, foi retirada de cima dos querubins sobre os quais viera a estar e levada para o limiar da casa, e ele começou a chamar o homem vestido de linho, sobre cujos quadris havia o tinteiro de escrevente [secretário]. E Jeová prosseguiu, dizendo-lhe: ‘Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e tens de marcar com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem no meio dela.’” — Eze. 9:3, 4.

      Portanto, o ‘homem de linho’ foi evidentemente enviado numa missão pacífica, salvadora de vidas. Antes de dar ao secretário a sua comissão, a Presença Divina passou do carro de guerra, celestial, descrito antes na visão, para o ‘limiar da casa”, referindo-se evidentemente ao limiar do Santo dos Santos, dentro do próprio templo. Foi dali que Jeová deu a sua ordem ao ‘homem de linho’, o qual estava preparado com pena e tinta para fazer a obra de marcação.

      Quem devia receber o sinal que o distinguiria dos demais habitantes de Jerusalém? Os que não estavam em harmonia com a idolatria, a imoralidade e as outras coisas repugnantes que ofendiam a Deus, incitando-o à ira. ‘Suspiravam e gemiam’ por causa do desrespeito e do insulto para com a justiça e o nome de Deus.

      O simbólico ‘homem de linho’ teria de ir de casa em casa, a cada lar na cidade de Jerusalém, para achar os que mereciam o sinal. Estes precisavam ser marcados, indicando que eram adoradores verdadeiros de Jeová.

      OS PRIMEIROS A SER ESMAGADOS

      De que valor era o sinal? Jeová fornece a resposta na sua próxima ordem aos “seis homens” armados com armas maçadoras:

      “Passai pela cidade, atrás dele, e golpeai. Não deixeis o vosso olho ter dó e não tenhais compaixão. Deveis matar o velho, o jovem, e a virgem, e a criancinha, e as mulheres — para a ruína. Mas não vos aproximeis de nenhum homem em quem haja o sinal, e deveis principiar’ desde o meu santuário.” — Eze. 9:5, 6.

      Note onde devia começar o esmagamento de cabeças: no santuário de Jeová! Os israelitas idólatras talvez se sentissem seguros dentro do templo, parque pensavam que cadáveres profanariam o santuário, mas que a sua adoração falsa com ídolos não profanava aquele lugar santo. Entretanto, Jeová se havia mudado para longe de seu santuário nominal, e, em evidência disso, ele queria que fosse profanado pelos cadáveres daqueles que profanaram o santuário com suas idolatrias. Por conseguinte, “principiaram com os homens idosos que estavam diante da casa. E [Jeová] lhes disse mais: ‘Aviltai a casa e enchei de mortos os pátios. Saí!’ E eles saíram e golpearam na cidade.” — Eze. 9:6, 7.

      Portanto, estar alguém dentro de uma igreja ou templo, ou num Salão do Reino das testemunhas de Jeová, não o protegerá contra a ira de Jeová, se ele não viver em harmonia com as leis justas de Deus. Até mesmo as crianças, cujos pais deixam de criá-las na “disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”, na adoração pura, não ficarão protegidas. Nem a idade nem o sexo foram motivo para algum ofensor, lá em Jerusalém, ser poupado, quando a ira do Regente Divino se acendeu contra aquela cidade. Os pais ‘não marcados’ serão responsáveis pela morte de seus filhinhos. — Efé. 6:4; Êxo. 20:5.

      Ver aqueles idólatras ser mortos no próprio santuário de Deus talvez suscitasse uma pergunta na mente de Ezequiel: Se não se poupava a ninguém vivo num lugar santo tal como o templo, como podia alguém lá fora, na cidade de Jerusalém, ter a oportunidade de ser poupado? Ezequiel foi assim induzido, pelo que viu, a perguntar: “E aconteceu que, enquanto golpeavam e eu ficava remanescendo, passei a lançar-me com a minha face por terra e a clamar e a dizer: ‘Ai [Soberano] Senhor Jeová! Arruínas a todos os que restam de Israel, derramando o teu furor sobre Jerusalém?’” — Eze. 9:8; ed. ingl. 1971.

      Jeová respondeu à pergunta de Ezequiel: “O erro da casa de Israel e de Judá é muito, muito grande, e o país está cheio de derramamento de sangue e a cidade está cheia de deturpação; pois disseram: ‘Jeová deixou o país e Jeová não vê.’ E também, no que se refere a mim, meu olho não terá dó, nem terei compaixão. Hei de trazer o procedimento deles sobre a sua própria cabeça.” — Eze. 9:9, 10.

      O que Jeová disse ali aconteceu realmente quando os babilônios destruíram Jerusalém, cinco anos mais tarde.

      O QUE DÁ PROTEÇÃO

      Devemos considerar estas coisas à luz da justiça e do juízo, sem deixar nosso critério ser obscurecido pelo sentimentalismo. Podemos estar certos de que Jeová destruiu os que profanavam a terra e faziam com que as condições fossem violentas e impossíveis de se viver para os que queriam fazer o que era direito. (Sal. 89:14; 2 Ped. 2:9) Seus executores mataram também os que não se importavam, que aceitavam tacitamente as coisas detestáveis que se faziam. Só foram poupados os que realmente estavam tristes, não só porque se violavam os seus próprios “direitos” ou interesses, mas principalmente por causa da injustiça que se praticava e do vitupério que isto lançava sobre o nome de Deus.

      Portanto, ninguém deve pensar que será preservado por causa da justiça dum progenitor, se ele já tiver idade de responsabilidade. Tampouco será salvo por pertencer a uma igreja ou por se reunir com outros que adoram a Deus, nem por ter algum conhecimento da Bíblia. Deus não pode ser enganado. (Gál. 6:7) Seus anjos pouparão apenas os ‘marcados’ como adoradores de Deus “com espírito e verdade”, tanto em atos como em palavras. — João 4:24.

      Lá em Jerusalém, nenhum homem literal visitou todas as casas para fazer um sinal literal em testas. Tratava-se duma obra simbólica de marcação. Mas, segundo a promessa e a proteção divinas, alguns escaparam da execução, tais como Baruque, secretário de Jeremias, Ebede-Meleque, os recabitas e sem dúvida alguns outros. Deus fez com que fossem ‘marcados’ simbolicamente de modo tão claro como se tivessem um sinal literal na testa, para que os “seis homens”, suas forças angélicas, pudessem distinguir o “sinal” e não se chegar a eles.

      Neste século vinte, na cristandade, a qual, assim como Jerusalém fazia, afirma ser o domínio do cristianismo, a terra esta cheia de violência. Os vitupérios contra Deus e sua lei aumentam de dia em dia. Onde se pode encontrar proteção! Realiza-se hoje uma obra que corresponda à obra de ‘marcação’ lá naquele tempo? Em caso afirmativo, quem faz esta obra? Qual é o “sinal” e quem se habilita a recebê-lo hoje? Estas perguntas constituem a base para o próximo artigo.

  • É apoiador da regência divina?
    A Sentinela — 1973 | 15 de abril
    • É apoiador da regência divina?

      EM DIVERSAS nações do mundo encontramos muitos dissidentes, aqueles que estão dessatisfeitos com a forma de governo debaixo da qual estão ou que objetam ao modo como se exerce o governo. Muitos se empenham em advogar alguma mudança, mas apresentam apenas idéias de homens como solução. Não afirmam ter fé na Regência Divina.

      Novamente, há os que dizem que se dão conta de que nenhuma ideologia ou forma de governo por parte do homem serão bem sucedidas em solucionar os graves problemas do mundo. Mas, têm eles qualquer esperança genuína? Alguns acham vagamente que Deus deve algum dia fazer alguma coisa. Crêem que, se levarem uma vida boa’ sem mentir, defraudar, cometer adultério ou outros pecados similares, serão ‘salvos’.

      Identificam-se, então, estes como sendo realmente apoiadores da Regência Divina? Crêem mesmo nas promessas de Deus a respeito de seu governo messiânico do Reino e sua futura regência total sobre a terra?

      O apóstolo Paulo disse: “Com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” Esta declaração pública exige uma identificação ativa e aberta como apoiador da Regência Divina. — Rom. 10:10.

      Acredita, no coração, na soberania de Deus e em que ele a exercerá numa regência justa sobre toda a terra? Tem fé em que ele realmente transforme a terra num paraíso, por tempo indefinido, para sempre? Deseja submeter-se à sua regência e promovê-la?

      O que está incluído em se ser apoiador da Regência Divina, e como poderá identificar-se como tal?

      O livro bíblico de Ezequiel fornece-nos o quadro inteiro, delineando como alguém se torna apoiador da regência divina, em que isto importa, o que significa identificar-se como tal e o valor disso.

      ONDE PODERÁ RECEBER O “SINAL” COMO APOIADOR DA REGÊNCIA DIVINA?

      Conforme já se mencionou no artigo precedente desta revista, a ‘marcação de testas’ foi feita simbolicamente na antiga Jerusalém. O profeta Ezequiel, na visão, viu “seis homens” com armas maçadoras e um homem “vestido de linho, com um tinteiro de secretário sobre os quadris”. Este último homem devia procurar em toda a Jerusalém os que ‘suspiravam e gemiam’ por causa das coisas difamadoras de Deus que ocorriam. Estes foram ‘marcados’ na testa para ser preservados vivos quando os “seis homens” percorressem a cidade, esmagando a cabeça dos não marcados. — Eze. 9:1-7; ed. ingl. 1971.

      Ninguém percorreu realmente Jerusalém, marcando pessoas. Isto foi feito apenas na visão dada a Ezequiel. Indicava que o cumprimento maior da visão profética ocorreria durante o tempo do fim, antes de ser destruída a “Jerusalém” hodierna, a saber, a cristandade. Quem faz a ‘marcação’ nos tempos modernos? — Rom. 15:4; 1 Cor. 10:11.

      O “homem vestido de linho” seria hoje o representante designado do glorificado Rei Jesus Cristo. Por quê? Porque o “reino do mundo” tornou-se o “reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. (Rev. 11:15) Cristo dirige agora todas as coisas com respeito à Regência Divina de Jeová sobre a terra. Quando Jesus estava na terra, ele usou outro termo para descrever o mesmo “homem vestido de linho”, simbólico, chamando-o de “escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos”. (Mat. 24:45-47) Este “escravo”, que reconhece a Cristo como Amo, não é uma única pessoa, mas é um grupo de pessoas os irmãos espirituais de Cristo, na terra. Estes são ungidos com o espírito de Deus para proclamar as boas novas do Reino. O espírito de Deus atua sobre eles, motivando-os, e eles já estão ‘selados na testa’ por Deus, mediante Jesus Cristo. Têm este selo, o espírito de Deus, que lhes dá a compreensão de sua vocação para ser co-herdeiros de Cristo. É um “penhor” de sua herança celestial. Visto que constituem o simbólico “homem vestido de linho”, são designados e enviados por Cristo, sob a autoridade de Jeová. — Rev. 7:3, 4; Efé. 1:13, 14; Rom. 8:16, 17.

      Este grupo composto, constituindo o secretário simbólico, obviamente não marca a si mesmo. O “selo” na sua própria testa designa-os como servos de Deus. Então, quem recebe a comissão divina?

      IDENTIFICAÇÃO COMO APOIADORES

      Os marcados encontram-se espalhados pela terra no domínio de “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa, especialmente os no domínio da parte predominante deste império religioso, a saber, a cristandade. (Rev. 17:5) Observam com tristeza e repugnância as práticas imorais, injustas, impiedosas e ímpias que ocorram, especialmente as coisas erradas feitas sob o manto do cristianismo e em nome de Deus. Observam os clérigos da cristandade praticar e tolerar tais coisas. Estes sinceros não lamentam isso assim como outros que gritam, demonstram e se revoltam simplesmente porque não obtêm aquilo que desejam egoistamente. Não, sentem-se entristecidos porque as coisas praticadas são erradas. — Veja 2 Coríntios 7:10, 11.

      Para se achar estes espalhados, é preciso fazer uma busca de casa em casa. Significa a ‘marcação’ receber conhecimento na cabeça? Significa isso e muito mais. O conhecimento na cabeça nem sempre motiva as pessoas de modo a que todos possam ver a mudança na sua vida. Este “sinal” marcado na testa significa que será visto por todos, assim como os antigos donos de escravos amiúde marcavam seus escravos na testa, e talvez também na mão, para que se pudesse reconhecer claramente que eram donos deles. Portanto, para os simbolicamente marcados’ serem identificados, precisam receber mais do que apenas conhecimento. Pois, na cristandade, muitos leram e releram a Bíblia. Alguns têm muito conhecimento. Mas não vivem nem agem como cristãos. Não apóiam a Regência Divina. Podem ter externamente uma “forma de devoção piedosa”, mas nem interna nem externamente se mostram firmes para com o seu poder. Não têm verdadeira fé acompanhada por obras em prova dela. — 2 Tim. 3:5; Tia. 2:18-26.

      Portanto, se quiser ter o “sinal”, terá de se atingir seu coração, para que possa ‘exercer fé para a justiça’. Toda a sua vida precisa ser governada por princípios cristãos, que todos possam ver e reconhecer. — Rom. 10:10.

      Possui tal “sinal”? Ou, se não, deseja tê-lo? Neste caso, terá de escutar as boas novas do Reino agora proclamadas. Daí, depois de obter a verdade bíblica no coração, seguirá a orientação do apóstolo para que ‘seja feito novo na força que ativa a sua mente, e para que se revista da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade’. — Efé. 4:23, 24.

      Significa, pois, que não só se precisa fazer a pregação de casa em casa e que não só se precisam colocar Bíblias e publicações bíblicas nas mãos dos que desejam conhecer a Deus. Em adição a isso, os que fazem a ‘marcação’ precisam gastar muito tempo em estudos bíblicos com os ajudados a receber o “sinal”. Precisam desenvolver qualidades cristãs ‘resistentes ao fogo’ nestes aprendizes sinceros. — 1 Cor. 3:10-15.

      Se desejar o “sinal”, então, como alguém sendo ‘marcado’, desejará associar-se regularmente com os que levam as novas da regência de Deus mediante seu reino messiânico. Estará também ansioso de falar a outros sobre as coisas que aprendeu. É provável que se espantem com o seu destemor, sua sinceridade e seu entusiasmo, e também com a mudança de atitude e ações que o conhecimento bíblico produziu em sua pessoa.

      Chegará a reconhecer a necessidade de seguir o proceder justo da plena dedicação de si mesmo a Deus e de ser batizado, em símbolo desta dedicação. Ao cumprir a sua dedicação em serviço devoto a Deus, os outros poderão ver claramente o “sinal”, a evidência da personalidade cristã que o identifica como escravo de Deus e de Cristo.

      Se for alguém que recebe o “sinal” na testa, de que proveito lhe é isso? Principalmente, identifica-o como estando no serviço do Soberano Deus, como apoiador de sua Regência Divina. Tem Seu favor e Sua proteção. “Jeová conhece os que lhe pertencem”, e ele os livrará. (2 Tim. 2:19; Sal. 145:20) Tem a perspectiva de sobreviver à destruição deste atual sistema de coisas para a nova ordem de Deus, a fim de viver para sempre sob a Regência Divina. O “sinal” realmente poupa da destruição os que o têm, salva-os de ser esmagados pelos executores angélicos de Deus durante a “grande tribulação”. (Mat. 24:21) Isto foi representado na visão de Ezequiel por se pouparem os ‘marcados’ em Jerusalém.

      Daí, terá de manter este sinal simbólico na testa, ao participar na obra de ‘marcação’ sob a direção dos ungidos de Deus. A obra a ser feita é tão grande, que os poucos ungidos ainda na terra não podem pessoalmente fazer toda a marcação. Negar-se a participar na obra de ‘marcação’ significaria deixar de apoiar a Regência Divina. Centenas de milhares de pessoas aproveitam a oportunidade de ser ensinadas, de ser feitas discípulos de Jesus Cristo, de ser elas mesmas marcadas, e, por sua vez, ajudar outros a ser marcados para a proteção durante a “grande tribulação” que eliminará este sistema de coisas. — Mat. 28:19, 20.

      QUANDO A ‘MARCAÇÃO’ COMEÇOU

      Quando começou a hodierna obra de ‘marcação’, prefigurada pela obra do “homem vestido de linho”? O mais cedo começou quando A Sentinela, no seu número inglês de 15 de agosto de 1934, publicou o artigo intitulado “Sua Bondade”. Antes disso, em 1931, por meio do livro bíblico chamado Vindicação, publicado em inglês pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, mostrara-se aos seguidores dedicados e ungidos de Jesus que eles tinham uma obra de ‘marcação’ a fazer. Naquele mesmo ano, adotaram o nome bíblico de “testemunhas de Jeová”, sugerido na Bíblia em Isaías 43:10-12. Era como se Jeová lhes ordenasse: “Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém [como prefigurando a cristandade], e tens de marcar com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem no meio dela.” — Eze. 9:4.

      Em 1934, no mencionado artigo “Sua Bondade”, consideraram-se as palavras de Jesus em João 10:16: “Tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco [o “pequeno rebanho” de herdeiros celestiais]; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” Pela primeira vez viu-se que as “outras ovelhas” do tempo atual têm de ser aqueles que se dedicam a Deus mediante Cristo e que simbolizam esta dedicação incondicional por serem imersos em água, iguais a Jesus.

      Por que não se fez a obra de ‘marcação’ durante os três anos de 1931 a 1934? Porque antes de 1934, a obra para com estas pessoas consistia apenas em dar-lhes conhecimento bíblico. Apenas a partir de 1934 entendeu-se claramente que o “sinal” envolvia muito mais.

      No segundo trimestre do próximo ano, 1935, a obra de ‘marcação’ começou realmente em forma organizada. Num congresso geral das testemunhas de Jeová, em Washington, D. C., esclareceu-se o entendimento da “grande multidão”, conforme representada em Revelação, capítulo sete. Num discurso sobre “A Grande Multidão”, o então presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E. U. A.) explicou que não se tratava duma classe celestial, descrita nos primeiros oito versículos deste capítulo, mas, antes, de pessoas às quais Deus oferecia esperança de vida eterna numa terra paradísica. Naquele dia, centenas de pessoas sentiram-se fortemente induzidas a se apresentar para o batismo em água. — Rev. 7:9-17.

      OBRA TERMINADA COM BOM ÊXITO

      Na visão de Ezequiel, a marcação de testas chegou ao fim. Com igual certeza findará com bom êxito a ‘marcação’ hodierna, que prepara a todos os que exercem fé para a justiça e que fazem com a boca declaração pública para a salvação. Ezequiel nos conta: “E eis que o homem vestido de linho, sobre cujos quadris havia o tinteiro, trazia de volta a palavra, dizendo: “Fiz exatamente como me ordenaste.’” — Eze. 9:11.

      O que aconteceria se o homem da visão, quer dizer, o hodierno “homem” composto, deixasse de cumprir a sua comissão? Ele teria de prestar contas pelo sangue dos executados na “grande tribulação”. Jeová esclareceu isto a Ezequiel que foi designado para vigia, a fim de advertir sobre a execução do julgamento de Deus. Os ungidos, na terra, contudo, têm cumprido sua tarefa designada. Têm persistido em visitar as pessoas, ajudando-as a obter conhecimento da Bíblia, que salva a vida. Não foi fácil fazer isso, por causa da ferrenha oposição e perseguição movidas contra eles. Mas, consideram as palavras proféticas de Jesus como ordem: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:14.

      Portanto, quando vier este “fim”, a obra de ‘marcação’ terá sido completada. Os irmãos espirituais, ungidos, de Jesus Cristo, ainda na terra, aguardam a ocasião em que possam relatar ao celestial que os comissionou, Jeová Deus: “Fiz exatamente como me ordenaste.”

      Se for um dos da “grande multidão” sem número, cooperará lado a lado com os ungidos. Promoverá e apoiará plenamente a Regência Divina. Cuidará de manter o “sinal”, que é evidência de que é discípulo dedicado e batizado de Jesus Cristo e de que tem uma personalidade semelhante à de Cristo, que o distingue de todos os “cristãos” hipócritas. Ajudará outros a obter e a reter o “sinal”. Isto fará com que seja um escravo íntegro do Deus Todo-poderoso, tendo a perspectiva de entrar em mais serviço de Jeová, no Seu novo sistema de coisas, sob o Cordeiro Jesus Cristo.

  • “Firmeza heróica nas convicções”
    A Sentinela — 1973 | 15 de abril
    • “Firmeza heróica nas convicções”

      ● Em coerência com a atitude neutra que adotam como ministros cristãos em todos os países, as testemunhas de Jeová, na Alemanha, durante a segunda guerra mundial, negaram-se a participar nas atividades políticas ou militares. As autoridades nazistas consideraram esta atitude baseada na Bíblia como sendo oposição ao governo. Reagiram por perseguirem severamente estas testemunhas cristãs.

      O livro A Alemanha Moderna — Sua História e Sua Civilização (Modern Germany — Its History and Civilization; 1966) diz, ao comentar isso: “A seita mais perseguida dentre todas as denominações cristãs e a que sofreu tratamento quase tão cruel como os judeus, era a das Testemunhas de Jeová (Bibelforscher). Pouco se escreveu sobre este grupo de oposição, mas, do ponto de vista de firmeza heróica nas convicções e de resistência corajosa e martirizada, os Bibelforscher alemães ocupam o lugar mais honroso na história da Zivilcourage [Coragem civil] alemã.” — P. 513.

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