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“Por certo lutarão contra ti”A Sentinela — 1978 | 15 de março
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o mundo moderno. Em muitos casos, apóiam suas ameaças com a supressão da classe de Jeremias e com várias formas de punição, na tentativa de impedir esta classe. Por isso, torna-se necessário que ela imite Jeremias e obedeça a Jeová como “Rei das nações”, em vez de a homens. Isto foi o que fizeram os apóstolos de Cristo, no primeiro século. — Atos 4:19, 20; 5:29.
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“Não prevalecerão contra ti”A Sentinela — 1978 | 15 de março
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“Não prevalecerão contra ti”
1, 2. Por que não é este “tempo do fim” a época para perder tempo por parte da classe de Jeremias?
O ANO de 1919, o ano do Tratado de Paz de Versalhes, após a Primeira Guerra Mundial, assinalou um ponto decisivo para os da classe ungida de Jeremias. Em termos nada ambíguos passaram a proclamar a mensagem de Jeová sobre a destruição deste sistema de coisas, durante a iminente guerra de Deus, no Har-Magedon. — Rev. 16:13-16.
2 Certamente, agora, quando já se passaram uns 58 anos desde 1919, não há tempo a perder. No caso de Jeremias, ele tinha apenas um tempo limitado — 40 anos — em que podia proclamar a impendente destruição de Jerusalém. Seu equivalente hodierno também tem só um tempo limitado. Há todos os motivos para nos mantermos agora despertos. Agora, tantos anos após Jeová ter comissionado os da classe de Jeremias, Ele ainda está alerta ao seu propósito, com atenção especial a este “tempo do fim” em que as nações se encontram. (Dan. 12:4) Ele se mantém alerta ao que intencionou fazer quando terminar este “tempo do fim”. Jeremias 1:11, 12, torna isso certo:
3, 4. Como ilustrou Jeová para Jeremias que ele mesmo estava alerta para com seu propósito, e que pergunta fazemos agora a nós mesmos apropriadamente?
3 “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘Que estás vendo, Jeremias?’ De modo que eu disse: ‘A vergôntea duma amendoeira [em hebraico: shaqéd] é o que estou vendo.’ E Jeová prosseguiu, dizendo-me: ‘Viste bem, pois mantenho-me alerta [shaqéd] quanto à minha palavra, a fim de cumpri-la.”’
4 Então, quem dentre nós, hoje, quer pertença à classe ungida de Jeremias, quer aos que ativamente apóiam esta classe, atreve-se a descontinuar seu próprio estado de alerta? Seremos sábios se imitarmos o próprio Jeová. Para ilustrar a sua própria vigilância, ele fez Jeremias ver em visão a “vergôntea duma amendoeira”. Jeremias sabia que a palavra para “amendoeira” (em hebraico: shaqéd) significa “alguém despertando”. Esta árvore é a primeira a despertar na primavera do ano, por brotar. Jeová era como “vergôntea duma amendoeira” em ele mesmo despertar para a estação na qual as nações e os reinos entram Sua Palavra profética aplica-se a um certo tempo, e neste tempo específico ele a cumprirá. Sua palavra nunca falhará por causa de alguma inatividade da parte dele. Cremos nisso hoje, que já entramos no ano de 1978?
5. Como mostrou-se Jeová alerta para com a crescente urgência de sua mensagem, e como devemos corresponder a Isso?
5 Visto que Jeová se manteve alerta durante todas essas décadas dentro de seu “tempo do fim”, ele tem continuado a enviar os da classe de Jeremias, para dar aviso às nações e aos reinos. (Veja 2 Crônicas 36:15, 16.) Ao passo que se aproxima cada vez mais o tempo de Jeová executar o julgamento nas nações e nos reinos, a situação torna-se mais urgente para ele cuidar de que se dê a advertência em todo o mundo, especialmente em benefício daqueles que têm de tomar uma posição pessoal. Lembrando-se de que Jeová está tão alerta como sempre e estará pronto no momento certo, os da classe de Jeremias devem manter-se alertas para com a crescente urgência de sua mensagem. Devem manter-se alertas por constante atividade em proclamá-la amplamente.
RESPONSABILIDADE PELO FIM DESTE SISTEMA
6, 7. O que sabemos sobre a iminente destruição do atual sistema, em vista da ilustração que Jeová deu a Jeremias a seguir?
6 Sabemos, pela Palavra inspirada de Jeová, qual é a Fonte da iminente destruição do atual sistema de coisas. Por isso, sabemos de que direção virá a destruição, e também o instrumento usado. Obtemos um indício adicional sobre isso da ilustração que Jeová enviou a Jeremias na ocasião em que o comissionou como “profeta para as nações”:
7 “E passou a vir a haver para mim a palavra de Jeová pela segunda vez, dizendo: ‘Que estás vendo?’ De modo que eu disse: ‘Uma panela de boca larga sobre a qual se sopra é o que estou vendo, e sua boca está afastada do norte.’ Portanto, Jeová me disse: ‘Do norte será solta a calamidade contra todos os habitantes da terra. Pois “eis que convoco todas as famílias dos reinos do norte”, é a pronunciação de Jeová; “e certamente virão e colocarão cada um o seu trono à entrada dos portões de Jerusalém, e contra todas as suas muralhas ao redor e contra todas as cidades de Judá. E eu vou proferir-lhes meus julgamentos por toda a sua maldade, visto que me abandonaram e continuam a fazer fumaça sacrificial a outros deuses e a curvar-se diante dos trabalhos das suas próprias mãos”.’” — Jer. 1:13-16.
8. Por que se saprava sobre a panela da visão, e o que se indicava por ser inclinada desde o norte?
8 Lembramo-nos de que Jeremias foi constituído em 647 A. E. C. e comissionado para ser “profeta para as nações”. Já se preparavam então dificuldades desastrosas para Jerusalém e a terra de Judá. O que estava fervendo na panela observada na visão de Jeremias não era nada bom para a renegada Jerusalém e as outras cidades de Judá. A finalidade com que se ‘soprava’ sobre a panela não era para esfriar seu conteúdo, mas para abanar as chamas por baixo do caldeirão. O fato de a panela de boca larga ser inclinada desde o norte significava que o conteúdo fervente havia de ser derramado sobre o que jazia ao sul. Isto se referia a Jerusalém e à terra de Judá. A calamidade sobre elas não viria do Egito, ao sul. Viria em direção ao sul, pelo caminho do norte, sobre as cidades condenadas. — Jer. 4:6, 7; 6:1, 22.
9. O que viu Jeremias ser derramado da “panela” simbólica sobre a terra de Judá?
9 O conteúdo da panela simbólica, que Jeová lançaria sobre a terra de Judá, havia de ser “todas as famílias dos reinos do norte”. Portanto, Babilônia seria a figura liderante nesta invasão da terra de Judá, porque o Império Babilônico ascendia então como Terceira Potência Mundial da profecia bíblica. Jeremias, como profeta, teve de esperar 27 anos antes de ver aquela simbólica panela pela primeira vez despejada, na primeira invasão da terra de Judá pelas forças militares de Babilônia, em 620 A. E. C. Três anos depois, houve outro despejo da simbólica panela, na segunda invasão pelos babilônios, e Jeremias finalmente veio a estar sob o reinado de Zedequias, vassalo do Imperador Nabucodonosor de Babilônia. Daí, houve a revolta de Zedequias, e, em 609 A. E. C., a simbólica
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