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  • O objetivo da transfiguração
    A Sentinela — 1974 | 15 de novembro
    • O objetivo da transfiguração

      CRÊ que Cristo realmente governará esta terra qual Rei? Neste caso, governará dum trono terrestre ou dum celeste? Ou acha que ele foi apenas um homem notável, um instrutor?

      Foi com o objetivo de prover uma resposta segura e fidedigna a estas perguntas e de ter testemunhas oculares, com testemunho exato e inabalável da realidade de seu governo celestial, que se deu a visão da transfiguração a três dos apóstolos e se preservou a narrativa disso em forma escrita.

      Para entendermos o objetivo da transfiguração, precisamos remontar à palestra que Jesus teve com seus discípulos apenas alguns dias antes Eles estiveram presentes quando os fariseus e saduceus incrédulos exigiram um sinal — provavelmente, que Jesus viesse visivelmente nas nuvens do céu. Mas Jesus disse àqueles homens egoístas e iníquos que apenas receberiam um sinal terrestre — o sinal do profeta Jonas. — Mat. 16:4.

      Pouco depois, Jesus perguntou a seus discípulos sobre a opinião do povo em geral: “Quem dizem os homens ser o Filho de Deu?” Eles responderam: “Alguns dizem João Batista, outros, Elias, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas.” — Mat. 16:13, 14.

      Inteirado da opinião do povo, Jesus perguntou: “Vós, porém, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo [Messias], o Filho do Deus vivente.” Deus revelara isso aos apóstolos por causa de sua fé; mas eles precisavam saber ainda muito mais sobre o Messias, sobre o que tinha de fazer e a glória que Deus lhe daria. Por conseguinte, Jesus começou a explicar que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muitas coisas, e ser morto. Pedro procurou dissuadi-lo, dizendo: “Sê benigno contigo mesmo, Senhor; não terás absolutamente tal destino.” A resposta de Pedro mostrou que ele não entendeu plenamente que Jesus tinha de sofrer uma morte sacrificial e que seria ressuscitado para a vida celestial. Tampouco compreendeu Pedro que o Reino governaria desde o céu, começando muito depois da morte dos apóstolos, no tempo da parousía ou presença invisível de Cristo em glória e poder. Jesus corrigiu logo a Pedro, dizendo: “Não tens os pensamentos de Deus, mas os de homens.” — Mat. 16:15-23.

      Jesus dava-se conta que seus apóstolos encaravam seu reino do ponto de vista humano, pensando que ele governaria dum trono terrestre. Mas era essencial que estes homens, que seriam colunas na congregação cristã, fossem testemunhas da verdade de sua futura presença celestial no poder do Reino. (Gál. 2:9) Não naquela ocasião, mas após a sua morte e ressurreição, eles teriam de fundamentar firmemente na congregação esta grande verdade, esta doutrina importante. Por isso lhes fez a seguinte declaração notável:

      “O Filho do homem está destinado a vir na glória de seu Pai, com os seus anjos . . . Deveras, eu vos digo que há alguns dos parados aqui que não provarão absolutamente a morte, até que primeiro vejam o Filho do homem vir no seu reino.” — Mat. 16:24-28.

      A TRANSFIGURAÇÃO

      Alguns dias depois, cumpriram-se as palavras de Cristo. Ele levou Pedro, Tiago e João a um alto monte. Não precisava levar todos os seus apóstolos. Bastavam três testemunhas, segundo exigia a Lei. (Deu. 19:15; 2 Cor. 13:1) A narrativa de Lucas sobre a cena da transfiguração reza:

      “Enquanto [Jesus] orava, a aparência do seu rosto tornou-se diferente e a sua vestimenta tornou-se resplendentemente branca. Também, eis que dois homens conversavam com ele, sendo eles Moisés e Elias. Estes apareceram com glória e começaram a falar sobre a sua partida [em grego: exodos], que ele estava destinado a cumprir em Jerusalém. Ora, Pedro e os com ele estavam premidos de sono; mas, ao acordarem plenamente, viram a glória dele e os dois homens em pé com ele. E, enquanto estes estavam sendo separados dele, Pedro disse a Jesus: ‘Preceptor, excelente que estejamos aqui: armemos, pois, três tendas, uma para ti, e uma para Moisés, e uma para Elias’, não se dando ele conta do que estava dizendo. Mas, enquanto dizia estas coisas, formou-se uma nuvem e começou a encobri-los. Ao entrarem na nuvem, ficaram temerosos. E uma voz saiu da nuvem, dizendo: ‘Este é meu Filho, aquele que foi escolhido. Escutai-o.’ E, quando houve a voz, Jesus achou-se sozinho.” — Luc. 9:29-36.

      A visão deve ter ocorrido à noite, pois estavam sonolentos, e só desceram do monte no dia seguinte. Mas estavam acordados quando viram a transfiguração. Imagine o espanto dos apóstolos ao verem a face de Jesus brilhar como o sol e sua vestimenta tornar-se resplendentemente branca! Há muito tempo antes, Moisés, depois de voltar do monte onde Deus falara com ele, pôde ocultar o brilho de sua face com um véu, mas a glória muito maior de Cristo fez até mesmo sua vestimenta brilhante, resplandecente. — Êxo. 34:29-35; veja 2 Coríntios 3:7-11.

      EVIDÊNCIA DA VINDOURA GLÓRIA DE CRISTO

      Ali, perante os olhos dos apóstolos, estava a evidência de que a presença de Jesus no poder do Reino seria celestial, gloriosa. Também, a palestra dos visionários Moisés e Elias sobre o êxodo de Jesus era prova de que sua morte humilhante não era algo a evitar, como Pedro queria. Neste quadro, Moisés, que fora usado por Deus para dar a Israel a Lei, representava aquele pacto da Lei. Elias representava os outros profetas. Tanto a Lei como os profetas haviam predito o Cristo, sua vida, seu sofrimento, seu sacrifício e sua glória. Todos haviam apontado para Cristo. Conforme disse o apóstolo Paulo: “A Lei . . . tornou-se o nosso tutor, conduzindo a Cristo.” (Gál. 3:24; Rom. 10:4) E quanto aos outros profetas, um anjo disse mais tarde ao apóstolo João: “Dar-se testemunho de Jesus é o que inspira o profetizar.” — Rev. 19:10.

      Cristo é também Líder e Libertador assim como foi Moisés. Ele é o Mediador do novo pacto, assim como Moisés foi do pacto da Lei. (Gál. 3:19; Heb. 9:15) Jeová dissera a Moisés: “Suscitar-lhes-ei do meio dos seus irmãos um profeta semelhante a ti; e deveras porei as minhas palavras na sua boca e ele certamente lhes falará tudo o que eu lhe mandar. E tem de dar-se que o homem que não escutar as minhas palavras que ele falar em meu nome, deste eu mesmo exigirei uma prestação de contas.” — Deu. 18:18, 19; Atos 3:22, 23, 26.

      Cristo dirigiria uma obra semelhante à de Elias. O profeta Malaquias havia registrado a promessa de Jeová: “Eis que vos envio Elias, o profeta, antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová.” Elias havia feito uma grande obra de restauração da adoração pura. (1 Reis 18:25-29, 40) João Batista fez isto para com Israel. (Luc. 1:17; Mat. 17:12, 13) Mas, na ocasião da transfiguração, este João já estava morto. O Elias que apareceu na visão, portanto, indicaria que Cristo realizaria uma obra maior, restabelecendo permanentemente a adoração pura. Isto tinha de acontecer “antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová”, que virá quando Deus executar a sentença nos adoradores falsos e neste atual sistema iníquo de coisas. — Mal. 4:5, 6.

      A visão era tão real, que Pedro passou a participar da cena, evidentemente vencido pelo espanto e apreço. Quando viu que os dois homens visionários estavam sendo separados” de Jesus, aparentemente não quis que partissem. Por isso falou sobre armar tendas, “não se dando ele conta do que estava dizendo”.

      No entanto, a ocorrência foi uma visão, Moisés e Elias sendo apenas visionários. (Mat. 17:9) Pois, Moisés havia morrido e ainda estava na sua sepultura. (Deu 34:5, 6; veja Atos 2:29.) Elias fará levado num carro ardente para o céu, mas não para o céu de Deus. Na realidade, foi transferido ou transportado para outra designação na terra. De fato, anos depois, ainda vivo, Elias escreveu uma carta profética a Jeorão, rei de Judá. (2 Crô. 21:12) Depois, Elias morreu, assim como todos os outros da humanidade. Nem ele, nem Moisés, foram ressuscitados para a vida eterna antes de Cristo, que é “o primogênito dentre os mortos”. O próprio Jesus, enquanto na terra, disse: “Nenhum homem ascendeu ao céu.” — Rev. 1:5; João 3:13.

      Enquanto Pedro falava, formou-se uma nuvem e os encobriu. Isto era símbolo da presença invisível de Jeová. (Êxo. 16:10; 1 Reis 8:10) Daí, num dos três casos em que se ouviu a própria voz de Jeová, Ele deu seu próprio testemunho do Messiado de Jesus, dizendo: “Este é meu Filho, aquele que foi escolhido. Escutai-o.” — Luc. 9:35.

      “A PALAVRA PROFÉTICA TANTO MAIS ASSEGURADA”

      Que prova conclusiva e espantosa estes três apóstolos receberam nesta ocasião! Quão poderoso e convincente seria então seu testemunho do Messiado de Cristo! De fato, eles ‘não tinham provado a morte’ antes de ver esta demonstração dramática da futura presença de Cristo na glória do Reino. Mais de trinta anos depois, o apóstolo Pedro escreveu:

      “Não, não foi por seguirmos histórias falsas, engenhosamente inventadas, que vós familiarizamos com o poder e a presença [parousia, a presença invisível no poder do Reino] de nosso Senhor Jesus Cristo, mas foi por nos termos tornado testemunhas oculares da sua magnificência. Pois ele recebeu de Deus, o Pai, honra e glória, quando pela glória magnificente lhe foram dirigidas palavras tale como estas: ‘Este é meu Filho, meu amado, a quem eu mesmo tenho aprovado.’ Sim, estas palavras nós ouvimos dirigidas desde o céu, enquanto estávamos com ele no monte santo. Por conseguinte, temos palavra profética tanto mais assegurada e fazeis bem em prestar atenção a ela como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que amanheça o dia e se levante a estrela da alva, em vossos corações.” — 2 Ped. 1:16-19.

      O apóstolo João, cerca de sessenta e seis anos depois da visão da transfiguração, evidentemente ainda tinha esta cena bem vívida na memória, ao escrever: “A Palavra se tornou carne e residiu entre nós, e observamos a sua glória, uma glória tal como a de um filho unigênito dum pai; e ele estava cheio de benignidade imerecida e de verdade.” — João 1:14.

      Hoje, a “estrela da alva”, de que Pedro falou, já se levantou. Jesus Cristo foi entronizado na glória do Reino, no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E. C.! Se tivermos ‘prestado atenção, no coração, à profecia’, teremos a palavra profética ainda mais fortemente confirmada do que foi para os apóstolos. Cristo cumpriu o que se escreveu profeticamente sobre ele na Lei e nos Profetas. Ele lidera agora seu povo assim como fez Moisés, estando iminente um paraíso justo, terreno, para os que agora o aceitam e seguem sua liderança. Toma a sério a palavra profética e a palavra das testemunhas oculares, verazes, de sua majestade? Discerne sua presença invisível no poder do Reino? Neste caso, é altamente favorecido agora, e tem diante de si uma maravilhosa perspectiva.

  • Lembra-se?
    A Sentinela — 1974 | 15 de novembro
    • Lembra-se?

      Leu cuidadosamente os números recentes de A Sentinela? Em caso afirmativo, sem dúvida, lembrar-se-á dos seguintes pontos:

      ● Por que não constitui a atual força das igrejas da cristandade e de outros grupos religiosos nenhum indício de que o dia ardente de julgamento da parte de Jeová ainda esteja longe?

      O fim do sistema religioso que compõe “Babilônia, a Grande”, virá repentinamente, enquanto ainda são organizações operantes e aparentemente poderosas. Revelação 17:16, 17, mostra que Deus porá no coração dos sistemas políticos que a destruam. — Págs. 437, 438.a

      ● O que mostra que as palavras de Jesus, “haverá grandes terramotos”, se cumprem desde 1914 E. C.? — Luc. 21:11.

      Os terremotos desde 1914 E. C. foram “grandes” em termos de potência, vidas perdidas e danos materiais. De fato, a destruição que causaram foi mais ampla e maior do que nos anos antes de 1914 E. C., causando a morte de aproximadamente 30 por cento de todos os que morreram em terremotos no último período de mil anos. — Págs. 457, 458.

      ● O que evitara o superintendente cristão que é “humilde de coração” ao receber sugestões?

      Não estará inclinado a considerar as sugestões como crítica de sua motivação ou maneira de tratar dos assuntos, mas as tomará em consideração, reconhecendo que ele também pode tirar proveito de conselho. — P. 488.

      ● Como devemos entender as palavras do discípulo Tiago no sentido de que, em resposta às orações feitas em fé, ‘Deus da generosamente a todos, e sem censurar’? — Tia. 1:5.

      Deus não nos repreenderá pela nossa fraqueza, nem como sendo “estúpidos”; ele dá generosamente, de todo o coração, dum modo que nos faz sentir felizes de que o pedimos. — P. 522.

      ● Até que ponto podem os servos de Deus esperar a proteção dele durante a “grande tribulação”?

      Podem estar certos de que nem um único deles será eliminado por engano, quando Jesus Cristo e suas forças angélicas agirem contra os iníquos. Alguns talvez morram em resultado do ataque do simbólico “Gogue”, satanás, o Diabo, mas, como classe, eles serão livrados (Eze. 38:2) A tensão das condições produzidas pela “grande tribulação” pode levar à morte de alguns, mas teremos de esperar para ver até que ponto Jeová Deus proteja e fortaleça os que têm fraquezas físicas. Assegura-se-nos que uma “grande multidão” há de sobreviver. — Págs. 555, 556.

      ● Em que sentido eram os apóstolos um “espetáculo teatral”? — 1 Cor. 4:9.

      No sentido de terem sido vituperados e perseguidos como que expostos num teatro romano, perante uma assistência universal. — P. 599.

      ● O que é o “lugar que em hebraico se chama Har-Magedon”? — Rev. 16:16.

      Não é um lugar literal, mas indica uma situação mundial que envolve uma guerra decisiva. Indica o estágio da hostilidade mundial contra Deus que, quando atingido, exigira a decisão da questão que deu origem a tal hostilidade. — P. 616.

      “Ó Deus, dá ao rei as tuas próprias decisões judiciais, e ao filho do rei a tua justiça. Pleiteie ele a causa do teu povo com justiça e dos teus atribulados com decisão judicial. Que os montes levem a paz ao povo, também os morros, por meio da justiça. Julgue ele os atribulados do povo, salve ele os filhos do pobre e esmigalhe o defraudador. Nos seus dias florescerá o justo e a abundância da paz até que não haja mais lua.” — Sal. 72:1-4, 7.

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