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  • Crescimento e proteção da organização capital de Deus
    O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
    • todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” — Filipenses 2:5-11.

      17. (a) Em que posição colocou esta elevação o Filho de Deus e como criou Deus uma “organização” capital? (b) Quanto ao sacerdócio, que posições relativas ocupam Jesus Cristo e os de sua noiva-esposa?

      17 Nenhuma criatura poderia elevar-se mais alto do que a “direita de Deus”, e a “posição superior” à qual Deus o enalteceu era esta posição à mão direita. (Salmo 110:1; Atos 2:34-36; Hebreus 1:3, 13; 8:1, 2; 10:12, 13; 12:2) Isto colocou o Cordeiro Jesus Cristo na posição capital sobre todo o restante da criação de Deus. Naturalmente, o Cordeiro Jesus Cristo não é em si mesmo uma “organização”. Mas, visto que Jeová Deus lhe dá uma noiva-esposa, a saber, a congregação de 144.000 co-herdeiros, o Deus Altíssimo cria uma organização capital sobre toda a sua santa organização universal. Nesta organização capital estabelecida pelo Ser Supremo, Jesus Cristo é seu Sumo Sacerdote e os da classe noiva-esposa são 144.000 subsacerdotes, um “sacerdócio real”. (1 Pedro 2:9) Biblicamente, pois, além de qualquer refutação, o Deus Altíssimo, Jeová, tem agora uma organização capital por meio da qual ele trata com todo o restante de sua organização universal.

      A TERCEIRA VISÃO

      18, 19. (a) Segundo a visão anterior de Zacarias, o que se precisava fazer por Jerusalém? (b) Na sua terceira visão, o que queria fazer o homem com a corda de medir?

      18 Este entendimento bíblico da organização capital de Jeová, à qual se dá o nome de Jerusalém, ajudar-nos-á a compreender a terceira visão que o profeta Zacarias teve naquele maravilhoso dia 24 do décimo primeiro mês (sebate) do ano 619 A. E. C. Zacarias acabava de ter a sua visão a respeito dos quatro artífices, enviados por Jeová para “arremessar para baixo os chifres das nações que levantam um chifre contra a terra de Judá para dispersá-la”. Esta dispersão, portanto, incluía Jerusalém, e por este motivo ela teria de ser reajuntada no tempo determinado por Jeová, quando ele ‘retornaria a Jerusalém com misericórdias’. (Zacarias 1:14-21) Segue-se, portanto, logicamente o tema da terceira visão de Zacarias. Foi assim que se deu a visão:

      19 “E passei a levantar os olhos e a ver; e eis que havia um homem, e na sua mão havia uma corda de medir. Eu disse, pois: ‘Aonde vais?’ Por sua vez, ele me disse: ‘Medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e qual é o seu comprimento.’” — Zacarias 2:1, 2.

      20. (a) O que indicava a seu respeito ser ele homem jovem? (b) Visto que as muralhas de Jerusalém ainda não haviam sido reconstruídas, que medição permitia isso ao moço?

      20 O portador da corda de medir mostrou ser um moço, e ele, naturalmente, ainda tinha muita coisa a aprender ou coisas sobre as quais tinha de ser informado. Com todo o ímpeto da juventude, ele estava interessado no pleno restabelecimento de Jerusalém e estava ansioso de ver quão larga ela ficaria e quão comprida devia ficar. Por isso tinha a corda de medir. Havia pelo menos a Jerusalém daquele ano 519 A. E. C. que se podia medir. Entretanto, as muralhas da cidade ainda não haviam sido reconstruídas, nem seriam reconstruídas ainda por muito tempo. Tanto tempo depois quanto o nono mês lunar (quisleu) do ano 456 A. E. C., mais de sessenta e três anos depois, relatou-se na capital persa de Susã: “A muralha de Jerusalém está derrocada e seus próprios portões foram queimados com fogo.” (Neemias 1:1-3) É possível que em 519 A. E. C. a Jerusalém de então ainda não tivesse atingido os limites da anterior cidade, antes do exílio. Ou é possível que a cidade restabelecida fosse estendida além de seus limites anteriores. O moço com a corda de medir talvez pensasse em medir quais deviam ser os limites finais da segunda Jerusalém.

      21. Que disse um anjo a outro anjo para avisar o moço com a corda de medir?

      21 Era correto que um moço entusiástico fixasse os limites da Jerusalém à qual Jeová retornava com misericórdias? Vejamos isso no que Zacarias relata a seguir: “E eis que saía o anjo que falara comigo e outro anjo saía ao seu encontro. Ele lhe disse então: ‘Corre, fala àquele moço lá, dizendo: “‘Como terra campestre será Jerusalém habitada, por causa da multidão de homens e de animais domésticos no meio dela. E eu mesmo’, é a pronunciação de Jeová, ‘tornar-me-ei para ela uma muralha de fogo ao redor e tornar-me-ei uma glória no meio dela.’”” — Zacarias 2:3-5.

      22. Em vista do que aconteceu nos dias do Governador Neemias e também após a destruição de Jerusalém, em 70 E.C., devemos entender de modo literal esta informação dada ao moço?

      22 Falava Jeová dos exércitos ali da literal Jerusalém terrestre dos dias de Zacarias? Os fatos posteriores indicaram claramente que Ele não o fazia. Por que não? Porque Jerusalém deixou de ser habitada “como terra campestre”. Sessenta e quatro anos mais tarde, as muralhas de Jerusalém foram completamente reconstruídas sob a liderança do Governador Neemias, em 455 A.E.C. Também, estas muralhas reconstruídas tinham doze portões, conforme relatou o Governador Neemias. (Neemias 2:3 a 6:15; 7:1) Havia o Portão do Vale, o Portão dos Montes de Cinzas e o Portão da Fonte, ao sul; o Portão das Águas, o Portão dos Cavalos e o Portão de Inspeção, ao leste; o Portão da Guarda, o Portão das Ovelhas e o Portão do Peixe, ao norte; o Portão da Cidade Antiga, o Portão de Efraim e o Portão da Esquina, ao oeste. (Neemias 2:13, 14; 3:26, 28, 31; 12:39; 3:32, 3, 6; 2 Crônicas 25:23) Esta cidade foi destruída pelas legiões romanas no ano 70 E.C. (Lucas 21:20-24) A terceira Jerusalém, que ainda existe neste ano de 1973, também é murada e tem portões em todos os quatro lados. Mas, construiu-se uma Jerusalém moderna ao lado dela, cuja população é relatada como sendo de 275.000 habitantes ao todo.

      23. (a) Como se torna evidente que Zacarias 2:4, 5, não se cumpre a Jerusalém hodierna? (b) Onde, então, devemos procurar o cumprimento da profecia?

      23 Embora a Jerusalém da atualidade se tenha expandido muito além da velha cidade murada, até mesmo à “terra campestre”, nenhum observador informado argumentaria, num mesmo os próprios israelenses, que Jeová dos exércitos se tenha tornado para ela “uma muralha de fogo ao redor” e “uma glória no meio dela”. Quanto à proteção, a Jerusalém da República de Israel confia nas Nações Unidas, das quais é membro desde 1949, e também na ajuda militar fornecida à República de Israel por nações amigas, tais como os Estados Unidos da América, que são na maior parte gentios. Tudo isso nos obriga a olhar para a Jerusalém espiritual em busca do cumprimento da profecia divina de Zacarias 2:4, 5. A profecia tem que ver com o restante dos israelitas espirituais, que ainda se têm de tornar parte da Nova Jerusalém celestial, sob o Governador Zorobabel Maior, Jesus Cristo, a organização capital da organização universal de Jeová.

      24. Depois da Primeira Guerra Mundial, quem foram os únicos sobreviventes na terra que eram obrigados a responder à chamada incitante de Isaías 60:1-3, por causa da glória de Jeová?

      24 O ano de após-guerra de 1919 E. C., encontrou um restante dos israelitas espirituais sobrevivendo na terra e ansiosamente desejando pregar “estas boas novas do reino” em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. (Mateus 24:14) A Nova Jerusalém celestial, sob Cristo, foi representada por este restante fiel. Em vista do que representavam na terra, estes israelitas espirituais eram obrigados a responder à ordem profética incitante: “Levanta-te, ó mulher, dá luz, pois chegou a tua luz e raiou sobre ti a própria glória de Jeová. Pois, eis que a própria escuridão cobrirá a terra e densas trevas os grupos nacionais; mas sobre ti raiará Jeová e sobre ti se verá a sua própria glória. E nações hão de ir à tua luz e reis à claridade do teu raiar. E terão de ir a ti os filhos dos que te atribulam, encurvando-se; e todos os que te tratam com desrespeito terão de curvar-se junto às próprias solas dos teus pés e terão de chamar-te de cidade de Jeová, Sião do Santo de Israel.

      25. Até que ponto apressaria Jeová o crescimento de sua organização?

      25 “E quanto ao teu povo, todos eles serão justos; por tempo indefinido terão posse da terra, rebentão da minha plantação, trabalho das minhas mãos, para eu ser embelezado. O próprio pequeno tornar-se-á mil e o menor, uma nação forte. Eu mesmo, Jeová, apressarei isso ao seu próprio tempo.” — Isaías 60:1-3, 14, 21, 22.

      26. Por que era bem apropriada lá em 1919 E.C. esta chamada incitante para os representantes da “cidade de Jeová”, e como os havia glorificado Jeová?

      26 A chamada à espiritual “cidade de Jeová, Sião do Santo de Israel”, foi muito apropriada na ocasião. Lá no ano de 1919 E. C., a perspectiva dos povos da terra era lúgubre e tenebrosa. Hoje é ainda mais tenebrosa! Lá naquele tempo era ocasião de os do restante representativo da Nova Jerusalém se levantarem da condição rebaixada, abatida, à qual as perseguições durante a Primeira Guerra Mundial os haviam levado, e de raiar, de ‘dar luz’. Raiar com quê? Lançar que luz? A única luz que os do restante fiel tinham, não era qualquer esclarecimento mundano desta chamada Era do Cérebro, mas a “glória de Jeová”, que havia raiado sobre seu restante devoto. A glória é resplandecente, magnífica, lançando luz. Jeová os havia glorificado por livrá-los da escravidão e da sujeição abjeta aos seus inimigos religiosos, políticos e militares. Ele havia glorificado o restante por designar os membros dele para ser testemunhas de Sua soberania e embaixadores de Seu reino messiânico estabelecido. Tinham de deixar ver em toda a parte esta “glória de Jeová” sobre eles, atuando como suas testemunhas e seus embaixadores do Reino.

      27. Portanto, para quem precisa Jeová tornar-se “uma muralha de fogo ao redor”, e por quê?

      27 Então, para quem deve Jeová tornar-se “uma muralha de fogo ao redor”? Não para a Nova Jerusalém, nos céus invisíveis, mas para o restante da Nova Jerusalém, ao passo que os deste restante glorificado saem neste mundo tenebroso e atuem como testemunhas de Jeová dos exércitos e como Seus embaixadores do Reino.

      28. Por que é a “muralha de fogo” de Jeová ao redor do seu restante mais eficiente nesta Era da Violência do que as muralhas de pedra em torno da Antiga Jerusalém?

      28 Que proteção poderia oferecer uma muralha literal de pedra, tal como cerca a Jerusalém Antiga, na República de Israel, nestes dias de armas nucleares e de mísseis com ogivas nucleares? Tal idéia é ridícula! As muralhas de pedra construídas em volta de Jerusalém pelo Governador Neemias, em 455 A. E. C. (e mais tarde) não resistiram com bom êxito às legiões romanas no ano 70 E.C. Nesta Era de Violência, a potência de fogo nuclear precisa ser enfrentada com fogo. Jeová dos exércitos pode enfrentá-la assim. Ele pode ser e prometeu tornar-se uma “muralha de fogo” ao redor do restante fiel da Nova Jerusalém. Neste caso, quem os poderia assaltar realmente?

      29. De que proteção de Eliseu, em Dotã, lembram-se os israelitas espirituais e o que discernem quanto ao que resultaria para os inimigos que tentassem abrir uma “brecha” na muralha que Deus é ao redor deles?

      29 Os do restante glorificado dos israelitas espirituais, portanto, não confiam em defesas feitas pelo homem ou naturais. Esperam que Jeová dos exércitos seja uma “muralha de fogo” ao redor deles, embora seja invisível para eles e para seus inimigos. Lembram-se de que os “cavalos e . . . carros de guerra, de fogo”, de que estavam cheios os morros em volta da cidade de Dotã, eram invisíveis ao servo do profeta Eliseu e às forças de guerra da Síria, que cercaram Dotã para capturar Eliseu. (2 Reis 6:13-17) Abrem-se-lhes os olhos espirituais para discernirem que o Deus Todo-poderoso, por meios invisíveis, pode protegê-los e que significaria destruição ardente para qualquer inimigo que tentasse arrombar a “muralha de fogo” e atacá-los. “Porque o nosso Deus é também um fogo consumidor.” — Hebreus 12:29.

      30. Como estavam os do restante sobrevivente inclinados em 1919 E.C. a limitar o crescimento da organização e qual era o fato real a respeito da “colheita” dos “filhos do reino”?

      30 Por que é que pessoas interessadas, tais como o moço com a corda de medir, pensam em delimitar o crescimento da organização capital de Jeová? Não se deve temer que, de outro modo, a “cidade” fique grande e extensa demais, tornando impossível construir uma “muralha” protetora adequada ao seu redor! Por algum tempo, lá em 1919 E.C., depois de acabar a Primeira Guerra Mundial, os do restante sobrevivente dos israelitas espirituais pensavam que a colheita predita por Jesus para a “terminação do sistema de coisas” havia terminado e que tudo o que precisavam fazer daí em diante, na terra, era uma ‘obra de respiga’, para reunir apenas alguns dos que sobravam ou que haviam sido despercebidos. (Mateus 13:39) Não discerniram no momento que a colheita espiritual estava apenas realmente começando e que havia muitos mais dos “filhos do reino” a serem reunidos à organização capital de Deus, “filhos” que eles não tinham tomado em consideração nas suas idéias preconcebidas. De fato, era preciso reunir o pleno número do restante para elevar o grupo predeterminado a 144.000 “filhos do reino”, durante esta “terminação do sistema de coisas”

      31. (a) Que cálculo fazemos da população de Jerusalém nos dias de Zacarias? (b) Como se fez o moço com a corda de medir compreender que seria impróprio ele limitar o tamanho da cidade por temer o quê?

      31 Evidentemente, na visão de Zacarias, de 519 A. E. C., o moço com a corda de medir queria delimitar até que comprimento e que largura a restabelecida Jerusalém devia aumentar. Naquele tempo, a população de Jerusalém, pelo que parece, não era muito grande. Lembremo-nos de que apenas 42.360 israelitas e uns 7.560 servos e cantores, num total de uns 4.920 haviam voltado do exílio em Babilônia, em 537 A. E. C., e que mais tarde, no tempo do Governador Neemias, providenciou-se “para trazer para dentro um em cada dez, para morar em Jerusalém, a cidade santa”. De modo que Jerusalém tinha apenas alguns milhares de habitantes nos dias de Zacarias. (Esdras 2:64, 65; Neemias 7:66, 67; 11:1, 2) Portanto, quando o anjo de Jeová disse ao moço que “como terra campestre será Jerusalém habitada, por causa da multidão de homens e de animais domésticos no meio dela”, este sabia que não lhe cabia delimitar o comprimento e a largura de Jerusalém, a fim de por uma muralha material em volta dela. A população dela havia de aumentar segundo o que Jeová se propunha, e ele lhe proveria proteção segura.

      32. Embora o número dos participantes dos emblemas na anual Ceia do Senhor aumentasse, o que se dava quanto à proteção de Jeová?

      32 No caso dos do restante hodierno dos herdeiros espirituais da organização capital de Jeová, o número dos membros aumentou com o passar dos anos. Por conseguinte, o número dos cristãos dedicados e batizados que assistiu à celebração anual da Ceia do Senhor e que participou dos emblemáticos pão e vinho, aumentou segundo os relatórios enviados para se manter um registro. Não importava até que ponto aumentasse o número dos do restante dos israelitas espirituais de Jeová em toda a terra, Jeová os protegeria como que com “uma muralha de fogo” em todo o redor. Ele os preservou durante todos estes tempos perigosos, até mesmo durante a onda de loucura de guerra, do mundo, durante 1939-1945 E.C., sim, até o presente.

      33. O que mostram os fatos quanto a Jeová tornar-se “uma glória no meio dela”, conforme representada pelo restante ungido?

      33 Cumpriu Jeová também para com este restante ungido de herdeiros da Nova Jerusalém a sua promessa: “Tornar-me-ei uma glória no meio dela”? (Zacarias 2:5) Fez isso realmente, porque se glorificou por ser o Protetor celestial no meio dos do restante perseguido, hostilizado e combatido. Sobreviverem apesar de não terem uma proteção visível da espécie terrena, carnal, dá glória ao Deus a quem adoram e em quem põem sua confiança. Gloriam-se Nele e não no homem; e depois de anos de testemunho ao seu nome e Reino, adotaram o nome pelo qual são conhecidos mundialmente desde 26 de julho de 1931, a saber, testemunhas de Jeová. Por meio deles, e não por meio de qualquer outra organização religiosa hoje na terra, divulgou-se em toda a terra o nome de Jeová. Eles evitam conscienciosamente lançar qualquer vitupério sobre Seu santo nome. Imitando seu Filho Jesus Cristo, esforçam-se a viver segundo as regras de conduta especificadas na Sua palavra sagrada, a Bíblia Sagrada, obedecendo antes a Ele como governante do que aos homens, e este proceder tem dado glória ao nome Dele. (Atos 5:29) Ele é deveras uma glória no seu meio!

      A CHAMADA DO LIBERTADOR

      34. Quem é o ponto de reunião ao qual se devem reunir todos os amantes da adoração pura e que convocação para se reunir se tem proclamado desde 1919 E.C.?

      34 Não é o Deus glorioso, Jeová dos exércitos, um ponto de reunião ao qual todos os amantes da adoração pura, que não é maculada pela política, pelo militarismo e pelo comercialismo, devem reunir-se em união e fraternidade? Sim! E o lugar de se reunir é onde se vê a Sua glória. Ele faz a chamada para a reunião e liberta seu povo da escravidão religiosa à Babilônia, a Grande, convocando-os a se reunirem. Desde 1919 E. C., tem-se proclamado as palavras de sua chamada: “‘Eh! Eh! Fugi, pois, da terra do norte’, é a pronunciação de Jeová.” — Zacarias 2:6.

      35. (a) O que se chamava de “terra do norte” nos dias de Zacarias e por quê? (b) O que prefigurava para hoje a fuga dali?

      35 Nos dias do profeta Zacarias, a “terra do norte” era Babilônia, a cidade conquistada pelos medos e pelos persas no ano 539 A. E. C. Babilônia estava realmente ao leste de Jerusalém, mas, quando enviou seus exércitos para destruir Jerusalém, em 607 A. E. C., Babilônia fez os seus exércitos tomar a rota indireta e vir contra Jerusalém procedente do “norte”. (Jeremias 1:14-16; Ezequiel 21:18-22) Também, os territórios conquistados por Babilônia estendiam-se ao norte de Jerusalém. Quando os judeus foram levados ao exílio, nos anos 617 e 607 A. E. C., foram como que levados à “terra do norte”. Podia-se clamar para eles que fugissem daquela terra. Isto prefigurou os nossos tempos modernos. Durante a Primeira Guerra Mundial, os do restante dedicado e batizado dos israelitas espirituais vieram a estar em escravidão à Babilônia, a Grande, isto é, ao império mundial da religião falsa. Foi dali que Jeová dos exércitos chamou o restante arrependido no ano da libertação, 1919 E. C. Era dali que os do restante tinham de fugir, já que ele lhes abrira o caminho.

      36. (a) Em que sentido eram verazes naquele tempo as palavras de Jeová: “Eu vos dispersei na direção dos quatro ventos dos céus”? (b) Como eram verazes no que se refere ao restante hodierno?

      33 Foi uma dispersão bastante grande das doze tribos de Israel, Judá e Jerusalém que os “chifres” do Império Assírio e do Império Babilônico haviam causado como agentes da disciplina divina aplicada ao povo escolhido de Jeová. Por isso, ele podia corretamente prosseguir, conforme registrado em Zacarias 2:6 (b): “‘Pois eu vos dispersei na direção dos quatro ventos dos céus’, é a pronunciação de Jeová.” Os israelitas que se esquivaram dos conquistadores e que conseguiram escapar diante deles fugiram para diversos países, em direções diferentes. No caso dos do restante hodierno dos israelitas espirituais, eles também foram dispersos em todas as direções, aos “quatro ventos dos céus”. Isto não era necessariamente em sentido físico ou corporal, porque foram dispersos de seu domínio espiritual na terra, dado por Deus.

      37. Como se realizou de modo figurativo esta dispersão dos israelitas espirituais?

      37 Portanto, a dispersão deles se deu em sentido figurativo. Significava terem sido dispersos em todo tipo de situação ou circunstância que os impediam de agir dentro de seu legítimo domínio espiritual dado por Deus, na terra. Isto resultou em serem limitados nos seus privilégios espirituais, em fazerem seu trabalho espiritual. Por exemplo, proscrições governamentais de certas publicações ou de todas as publicações do restante de Jeová eram uma maneira de fazer isso. Ou a proscrição de sua organização religiosa. Ou lançar alguns dos israelitas espirituais, cristãos, em prisões ou campos militares por se negarem a violar sua neutralidade cristã para com os conflitos internacionais deste mundo. Ou prender os funcionários de suas sociedades jurídicas e mandá-los para prisões ou penitenciárias, sob falsas acusações forjadas por causa da histeria da guerra e do preconceito religioso. Podiam ser métodos de todos os tipos, em todas as direções, só para afastar o restante dos israelitas espirituais de seu domínio espiritual dado por Deus e de seus privilégios e suas atividades cristãos neste domínio espiritual.

      38. Por que era apropriado que o anjo de Jeová clamasse para os exilados judaicos: “Escapa-te, tu que moras com a filha de Babilônia”?

      38 Nas calamidades sofridas às mãos do Rei Nabucodonosor, de Babilônia, a maior parte dos sobreviventes judaicos foram levados ao exílio em Babilônia e nos seus territórios, que incluíam territórios tirados do anterior Império Assírio. Portanto, era bem apropriado que o anjo de Jeová dos exércitos clamasse então: “Eh, Sião! Escapa-te, tu que moras com a filha de Babilônia. Pois assim disse Jeová dos exércitos: ‘Indo atrás da glória, ele me enviou às nações que vos despojavam; pois aquele que toca em vós, toca na menina do meu olho. Pois eis que sacudo minha mão contra eles e terão de tornar-se despojo para os seus escravos.’ E vós haveis de saber que o próprio Jeová dos exércitos me enviou.” — Zacarias 2:7-9.

      39. Ao clamar: “Eh, Silo”, a quem chamava Jeová para escapar?

      39 A antiga Sião, que aqui é a mesma que Jerusalém, representava a nação inteira, não apenas os anteriores habitantes exilados da capital. Agora que Babilônia havia sido derrubada, em 539 A. E. C., e Ciro, o conquistador persa, havia emitido seu decreto de libertação dos exilados judaicos, a chamada à Sião foi realmente dirigida a todos os judeus exilados. Eles moravam como exilados “com a filha de Babilônia”, falando-se da cidade de Babilônia como mulher, não mais filha virgem, não violada.

      40. Qual é o significado da expressão ‘ir atrás da glória’ em Zacarias 2:8

      40 A expressão, ‘ir atrás da glória’, não parece significar ir atrás de glória futura, mas refere-se ao tempo. Jeová obteve glória por vindicar sua palavra de profecia como veraz, no que ele dissera a respeito de disciplinar os israelitas.

      41. Ao disciplinarem o povo de Jeová, por que deviam as nações ter mostrado temor e respeito para com Ele?

      41 Chegara então o tempo para Jeová dos exércitos dar atenção às nações inimigas, que usara para dar a disciplina, mas que haviam abusado de sua tarefa. Haviam ido longe demais e usado a ocasião para dar vazão ao seu ódio do povo que pertencia a Jeová Deus. Haviam ido longe demais em maltratar Sião e seu povo. (Zacarias 1:15, 21) Deviam ter tido mais consideração ao lidar com Seu povo, que Ele entregara às mãos delas com fins de disciplina. Deviam ter mostrado algum temor do Deus deste povo, algum respeito. Ele declarou o motivo disso, dizendo ao seu povo disciplinado: “Pois aquele que toca em vós, toca na menina do meu olho.”

      42. (a) Sacudir Jeová a mão era que aviso duma inversão para as nações perseguidoras? (b) Qual foi tal inversão para Babilônia?

      42 Concordemente, quando ele então sacode a mão contra estas nações arrogantes e presunçosas, é um aceno ameaçador da mão, como sacudir o punho. Não é um gesto ocioso, sem significado. Destinava-se a adverti-las de que elas, os dispersadores e despojadores, sofreriam represálias. Tornar-se-iam despojo para os que haviam sido seus escravos no exílio babilônico. Que inversão, e isso da parte de Jeová dos exércitos! Algo similar a esta espécie de inversão aconteceu quando os exilados judaicos foram libertos pelo conquistador Ciro, o Grande, para retornar ao lugar de Jerusalém e reconstruir o templo de Jeová. Quão grande foi a humilhação da Babilônia vencida, quando, segundo Esdras 1:7, 8, “o próprio Rei Ciro trouxe para fora os utensílios da casa de Jeová, os quais Nabucodonosor tinha tirado de Jerusalém e então posto/ na casa do seu deus. E Ciro, rei da Pérsia, passou a trazê-los para fora sob o controle de Mitredate, o tesoureiro, e a enumerá-los para Sesbazar, o maioral de Judá”. — Daniel 1:1, 2; 5:3-23.

      43. Como houve uma inversão para Babilônia no caso de Daniel?

      43 Com o tempo, e de muitos modos, os ex-cativos israelitas, escravizados, tiveram ocasião para pisar Babilônia sob os pés, tornando-se ela “um lugar pisado como a lama das ruas”. (Miquéias 7:8-10) Com a queda de Babilônia diante de Dario, o Medo, e de Ciro, o Persa, o profeta Daniel deixou de ser escravo de Babilônia e foi constituído um dos “três altos funcionários” que o Rei Dario, o Medo, estabeleceu sobre os cento e vinte sátrapas que estavam sobre todo o reino medo-persa. — Daniel 6:1-3, 28.

      44. Como houve uma inversão com respeito à adoração babilônica e a adoração pelo povo de Jeová?

      44 Também, em vista da diferença entre a religião dos adoradores persas de Zoroastro e a religião dos antigos sectários babilônicos, os sacerdotes-magos, os conjuradores, os caldeus e os astrólogos ficaram eclipsados em sentido religioso e finalmente se sentiram obrigados a se mudar do centro religioso de Babilônia. Parece que se mudaram para o oeste, para Pérgamo, na Ásia Menor, e dali para a Itália. (Revelação 2:12, 13) Em nítido contraste com isso, os adoradores de Jeová obtiveram o favor dos conquistadores de Babilônia, e seus sacerdotes e levitas foram reempossados no serviço no templo reconstruído de Jeová, no seu lugar original em Jerusalém. Foi assim que “Sião” escapou de Babilônia, voltando para casa.

      A REAÇÃO DE DEUS A SE TOCAR “NA MENINA DO MEU OLHO”

      45. (a) Quão sensível é Jeová a respeito de alguém tocar no seu povo com violência? (b) Portanto, por que sacode ele sua mão contra as nações atuais?

      45 Tudo isso ilustra vividamente que é algo ultrajante para as nações deste mundo tocarem nos adoradores de Jeová de modo violento. Dói a Jeová Deus. É como tocar na menina de seu olho, uma parte muito sensível do corpo. Há muito tempo atrás, lá no ano 1473 A. E. C., o profeta Moisés salientou quão sensitivo Jeová era para com seu povo escolhido, dizendo: “Começou a cercá-lo, a tomar conta dele, para resguardá-lo como a menina de seu olho.” (Deuteronômio 32:10) Ele é igualmente sensitivo para com suas atuais testemunhas cristãs. Mas as nações da cristandade’ e do paganismo preferiram não fazer caso disso, ao tratarem com as testemunhas cristãs de Jeová. de se admirar, então, que ele fizesse conforme predito: “Sacudo minha mão contra eles e terão de tornar-se despojo para os seus escravos”? (Zacarias 2:9) Como tem feito isso?

      46. Em 1919 E. C. como fez Jeová que os despojadores de seu povo se tornassem despojo para este?

      46 Ele libertou os do seu restante de israelitas espirituais da escravidão religiosa à Babilônia, a Grande, e restabeleceu-os no céu os no seu legítimo domínio espiritual, dado por Deus, na terra. Não se curvam em subserviência abjeta diante dos amantes políticos daquela meretriz internacional, Babilônia, a Grande, mas dizem aos políticos mundanos, que procuram usurpar as coisas pertencentes a Jeová Deus: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29) No ano de libertação de 1919 E.C., começaram a proclamar em toda a parte os julgamentos adversos de Jeová Deus, especialmente contra a organização internacional de paz e segurança mundiais, a saber, a Liga das Nações, dizendo que esta falharia. Por que motivo Porque a Liga Nações fora adotada e feita vigorar em 1919 E.C. pelas nações da cristandade em lugar do reino messiânico de Deus, que havia nascido nos céus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C. — Revelação 12:5.

      47. Como se tornaram estas ocasiões judiciais adversas de Jeová mais acentuadas durante os anos de 1922 a 1928?

      47 Estas decisões judiciais adversas de Jeová dos exércitos tornaram-se mais acentuadas e mais amplas durante os sete anos de 1922 a 1928 inclusive. Durante este período, a Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e no Canadá, realizou uma série de assembléias internacionais, anuais, relacionadas com as quais se divulgaram comentários bíblicos que trataram das profecias divinas a respeito destes assuntos religiosos e políticos. Em cada um destes principais congressos anuais dos Estudantes Internacionais da Bíblia adotaram-se resoluções ou declarações, sendo que a primeira destas, em 1922, intitulava-se “Desafio”, e a sétima e última, em 1928, “Declaração Contra Satanás e a Favor de Jeová”. Estas sete resoluções e os discursos públicos em apoio delas, junto com declarações bíblicas relacionadas, correspondem ao que foi predito no último livro da Bíblia, Revelação ou Apocalipse, capítulos 8 a 16.

      48. Estas proclamações correspondem a que, em Revelação?

      48 Correspondem às sete trombetas tocadas pelos sete anjos, que introduziram sete cenas proféticas. Correspondem também às “últimas sete pragas”, derramadas de tigelas por sete anjos designados. — Revelação 21:9; 15:1 a 16:21.

      49. (a) Que efeito teve o cumprimento moderno de tais coisas sobre os envolvidos? (b) Por quanto tempo continuou a publicação de tais julgamentos de Jeová, de modo que o efeito produziu o que nas nações?

      49 O cumprimento moderno destas cenas introduzidas por trombetas e das sete tigelas cheias das últimas sete pragas causaram uma grande comoção, desassossego e ressentimento rebelde, tanto em Babilônia, a Grande (incluindo a cristandade), como nos governos políticos, mundiais. A publicação destes julgamentos adversos de Jeová dos exércitos não se limitou apenas a estes sete anos, de 1922 a 1928, mas tem continuado até o presente, em volume e força maior, e em escala mais ampla, do que lá na década dos 1920. Por meio de tal divulgação mundial de suas decisões judiciais, adversas, contra a religiosa Babilônia, a Grande, e seus patrocinadores políticos, Jeová dos exércitos, de fato, está sacudindo o punho, acenando com a mão ameaçadoramente contra as organizações mundiais, religiosas e políticas, que têm despojado seu povo. Faz isso por meio de Suas testemunhas, anteriormente escravos de tais opressores.

      50. (a) Quando Jeová finalmente executar estes julgamentos, o que se saberá sobre o ano que foi enviado? (b) Pela execução divina produz-se a vindicação de que pessoas, mesmo em nossos dias?

      50 Veremos dentro em pouco a execução destas decisões judiciais, divinas, em todos estes inimigos, que têm causado dor ao Deus Altíssimo, como que tocando na menina de seu olho. Será o tempo momentoso a respeito do qual falou o anjo aos ouvidos de Zacarias, dizendo: “E vós haveis de saber que o próprio Jeová dos exércitos me enviou.” (Zacarias 2:9) Mas, precisamos hoje esperar até este tempo do cumprimento completo? Já agora temos evidências bastantes para provar que este anjo falou a verdade, como que história escrita de antemão. Isto, por sua vez, prova que somente o próprio Jeová dos exércitos podia ser Aquele que enviou este anjo. O profeta Zacarias foi assim também vindicado como registrador de profecia verídica infalível. E que dizer da atualidade? Hoje em dia, também há uma vindicação. De quem? Das testemunhas cristãs de Jeová, que têm chamado atenção para as profecias maravilhosas de Zacarias e para o cumprimento moderno delas.

      POR QUE SE FAZ AGORA A CHAMADA PARA ALEGRAR-SE

      51. Por que tinham as nações maldosas motivos para clamar alto e para se alegrar durante a Primeira Guerra Mundial?

      51 Antigamente, as nações maldosas tinham motivos de clamar alto e de se alegrar com o rumo dos acontecimentos entre os homens. Isto foi quando Jeová dos exércitos deixou que suas testemunhas cristãs caíssem no poder delas, durante a Primeira Guerra Mundial, e as nações ficaram livres para dar vazão ao seu ódio contra estes israelitas espirituais, cristãos. Na ocasião, as nações estavam lutando por causa da questão do domínio do mundo, não do domínio por parte do Criador do céu e da terra, mas do domínio por elas mesmas, quer pelo bloco democrático de nações, quer pelo bloco autocrático e ditatorial. Queriam dominar os recursos da terra e explorá-los por lucro comercial.

      52. Por que maltrataram estas nações os israelitas espirituais porque defendiam fielmente o reino messiânico de Deus

      52 Eram muito nacionalistas, havendo uma grande febre de patriotismo nacional. No seu empenho de mobilização total do povo para seus fins nacionalistas, ficaram enfurecidas com os que se negaram a integrar-se com elas por causa de sua posição a favor do reino messiânico de Deus, que havia sido inaugurado nos céus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Portanto, sob a tensão da guerra, as nações maltrataram estes paladinos do reino de Deus. Quanto se alegraram de ter matado a influência destes a favor do reino de Deus!

      53. Como é o júbilo das nações descrito em Revelação 11:7-10?

      53 Esta exultação e congratulação de si mesmas a que se entregaram as nações animalescas diante desta derrota dos defensores do reino messiânico de Deus foram preditas em Revelação, capítulo onze, que usa figuras de retórica da profecia de Zacarias. Revelação 11:7-10 diz em linguagem representativa: “E quando tiverem terminado seu testemunho, a fera que ascende do abismo far-lhes-á guerra, e as vencerá, e as matará. E os seus cadáveres jazerão na rua larga da grande cidade que em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi pendurado numa estaca. E os dos povos, e tribos, e línguas, e nações olharão para os seus cadáveres por três dias e meio, e não deixam que os seus cadáveres sejam colocados num túmulo. E os que moram na terra alegram-se por causa deles e regalam-se, e enviarão dádivas uns aos outros, porque estes dois profetas atormentavam os que moram na terra.” Mas o seu júbilo foi de curta duração.

      54, 55. (a) Contudo, quando foi que o restante dos israelitas espirituais foi exortado a gritar com alegria? (b) Isto era igual a clamar para quem, para que gritasse, com que motivo para gritar?

      54 Em 1919 E.C., assim como retratado na visão de Revelação, o Deus Todo-poderoso ressuscitou espiritualmente estas testemunhas não enterradas e reativou-as no seu serviço do Reino. As nações e sua prostituta religiosa, Babilônia, a Grande, ficaram consternadas, mas chegara então o tempo para os do restante revivificado dos israelitas espirituais clamarem alto e se alegrarem. Seu Revivificador e Libertador celestial os convidou a fazer isso. Visto que representavam a Nova Jerusalém celestial e eram candidatos a ser membros nela, era como se Deus clamasse para esta organização espiritual. Chamando esta organização de Sião (nome alternativo de Jerusalém), ele disse:

      55 “ ‘Grita alto e alegra-te, o filha de Sião; pois eis que venho, e vou residir no teu meio’, é a pronunciação de Jeová. ‘E naquele dia certamente se juntarão muitas nações a Jeová e tornar-se-ão realmente meu povo; e eu vou residir no teu meio.’ E terás de saber que foi o próprio Jeová dos exércitos quem me enviou a ti. E Jeová há de tomar posse de Judá como seu quinhão sobre o solo sagrado e ainda terá de escolher Jerusalém. Cala-te, toda a carne, perante Jeová, porque ele despertou na sua santa habitação.” — Zacarias 2:10-13.

      56. (a) Como mostrou Jeová se ele renunciava a sua reivindicação da terra de Judá na desolação dela? (b) Como tomou Jeová novamente posse da terra e que milagre produziu então?

      56 Ao vermos o que aquela profecia significava lá nos dias de Zacarias, podemos discernir o que o cumprimento dela significa neste notável século vinte de nossa Era Comum. Lá naquele tempo, deixou Jeová de reivindicar a terra de Judá e permitiu que quaisquer nações gananciosas de território se apossassem dela of que posseiros a ocupassem? De modo algum! Embora fizesse com que seu povo fosse deportado dela para Babilônia, protegeu esta terra e lhe impôs um longo sábado de descanso. Como? Por mantê-la desolada, sem homem nem animal doméstico, assim como predissera. No fim daqueles setenta anos de guarda dum sábado para a terra, ele novamente tomou posse do território de Judá por libertar seu povo exilado e trazê-lo de volta de Babilônia para a sua pátria amada. Escolheu novamente Jerusalém como capital de Judá por fazer os exilados restabelecidos construir uma segunda Jerusalém no local antigo. Assim se produziu uma terra povoada como que com trabalhos de parto “num só dia”. Também, uma nação ‘nasceu’ “de uma só vez” por se restabelecer sua capital em Jerusalém, exercendo o domínio governamental sobre o “solo sagrado” de Judá. (Isaías 66:7, 8) Isto foi milagroso!

      57. Portanto, quando passou Jeová a residir na terra de Judá e quando e como tornou-se a sua residência ali mais evidente?

      57 Visto que o antigo Israel era uma nação teocrática, sob regência e lei divinas, Jeová Deus reassumiu sua residência em Jerusalém quando ela foi novamente fundada e reconstruída. Isto se tornou tanto mais evidente quando se terminou o templo de Sua adoração em 515 A. E. C. e Sua adoração regular, em plena escala, foi começada ali. Este templo reconstruído seria símbolo para todas as nações circunvizinhas de que Jeová dos exércitos passara a residir ali, que então morava em Sião, em Jerusalém. Era possível chegar-se a ele ali.

      58. Que observações favoráveis fariam as pessoas sinceras das nações em redor e o que riam por isso (Zacarias 2:11)?

      58 Que efeito teria isto sobre as nações pagãs em volta? Muitas das pessoas naquelas nações ficariam devidamente impressionadas com a evidência de que Jeová dos exércitos era o Deus da verdade; que ele havia demonstrado sua perfeita presciência e sua onipotência por cumprir as profecias dadas em seu próprio nome. Visto que ele havia ressuscitado seu povo de Israel da morte nacional e o havia levantado de seu túmulo em Babilônia, restabelecendo-o na terra dos viventes, na sua própria pátria, estes observadores de coração sincero viram que Ele era o único Deus vivente e verdadeiro, o Único que merecia ser adorado. Desejariam sinceramente adorá-lo, e, se possível, passariam a vir ao seu lugar de residência em Sião (Jerusalém) para fazer isso. Zacarias 2:11 não ficaria sem cumprimento: “E naquele dia certamente se juntarão muitas nações a Jeová e tornar-se-ão realmente meu povo.” Isto indicava um aumento dos adoradores de Jeová em todo o mundo, e não só no “solo sagrado” de Judá.

      59, 60. (a) Como aconteceu algo similar com relação aos do restante que eram candidatos a um lugar na Nova Jerusalém e que estavam como que enterrados no domínio de Babilônia, a Grande? (b) Como mostrou Jeová que ele passou a residir com o restante?

      59 Não se deu o mesmo também no caso do restante hodierno dos israelitas espirituais? Não têm eles todo motivo para ‘gritar alto e alegrar-se’, como se mandou que fizesse à “filha de Sião” nos tempos antigos, nos dias de Zacarias? Sim! Este restante dos israelitas espirituais é como uma noiva, ‘prometida em casamento a um só marido, a fim de ser apresentada como virgem casta ao Cristo’, e por isso aguarda ter parte na Nova Jerusalém celestial. Esta Nova Jerusalém, com Jesus Cristo por Cabeça, é a organização capital de Jeová Deus sobre toda a sua organização universal. (2 Coríntios 11:2; Revelação 21:2, 9, 10) Durante a Primeira Guerra Mundial, a unidade dos do restante como “nação santa” foi desfeita, eles foram exilados de seu domínio espiritual dado por Deus e foram como que enterrados num túmulo no domínio de Babilônia, a Grande. Depois de acabar este primeiro conflito mundial e cessarem suas pressões, o cumprimento extraordinário do que foi profeticamente representado em Revelação 11:11-13 espantou o mundo!

      60 Jeová revivificou espiritualmente os do restante enterrado, tirando-os de seu túmulo em Babilônia, a Grande, restabelecendo-os no seu domínio espiritual, legítimo, na terra, e reintegrando-os como sua “nação santa”, unida. Ele havia escolhido novamente este restante fiel que aguardava a cidadania na Nova Jerusalém, sob Cristo. (Filipenses 3:20, 21) Jeová deu-lhes sua atenção favorável e lhes deu energia, com a poderosa força ativa, seu espírito santo, para empreender um testemunho mundial ao seu reino messiânico, tal como nunca se fez antes em toda a história cristã. (Marcos 13:10; Mateus 24:14; 28:19, 20) Não participaram com as nações da cristandade em adorar a idólatra Liga das Nações como “última esperança do mundo”, mas devotaram-se fervorosamente à adoração do “Deus da esperança” no seu templo espiritual. (Revelação 13:14, 15; 14:9) Tornaram conhecido o nome de seu Deus, Jeová, a um ponto nunca antes igualado. (Isaías 12:4, 5) Por todos os indícios externos, ele havia passado a residir com eles.

      61. Portanto, como veio a acontecer que “naquele dia certamente se juntarão muitas nações a Jeová”?

      61 Podemos hoje ver o efeito que isto teve sobre os povos do mundo? As nações, como entidades políticas, passaram a ter temores. Mas, no meio destas nações, havia pessoas sinceras e de coração honesto, que tinham fome e sede da religião pura, verdadeira e sensata, que realmente trazia a pessoa em contato com o verdadeiro Deus, digno de adoração. Ao passo que o restante fiel dos israelitas espirituais levou a pregação destas “boas novas do Reino” a cada vez mais partes da terra habitada, cada vez mais destas pessoas que buscavam o verdadeiro Deus foram encontradas. Aprenderam que o Senhor Jesus Cristo é o Messias de Jeová Deus e deram os passos de dedicação a Deus e do batismo em água para se tornarem discípulos de seu Messias. (Mateus 28:19, 20) Resultou em ser assim como predito, que “naquele dia certamente se juntarão nações a Jeová”. (Zacarias 2:11) Nenhuma nacionalidade ou raça estava excluída disso.

      62. Até que ponto se tornou isso assim desde 1935 E.C., e como se tornaram estas o “povo’’ de Jeová?

      62 Isto se tornou notavelmente assim a partir de 1935 E. C., quatro anos depois de o restante ungido ter adotado o nome de testemunhas de Jeová. A Segunda Guerra Mundial não impediu estes buscadores genuínos do verdadeiro Deus de ‘se juntarem a Jeová’ como discípulos de Seu Messias. Em comparação com quantos eram lá em 1935, sim, e em comparação com os do restante ungido, estes assim ‘ajuntados a Jeová’ tornaram-se uma “grande multidão”, sem que se fixe um número para eles na Bíblia. (Revelação 7:9-17) E, conforme Jeová disse: “Tornar-se-ão realmente meu povo.” Não professam ser do restante ungido dos israelitas espirituais. Isto se dá porque Deus não os gerou com seu espírito santo para se tornarem seus filhos espirituais, embora tenha aceito que se juntassem a Ele, dedicando-se a Ele por meio do Seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo. O que os torna aceitáveis a Jeová Deus é o mérito do sacrifício expiatório de Jesus. Por isso ele conta estes dedicados e batizados como “meu povo”, ligado a Ele. Portanto, estes, como “outras ovelhas”, tornam-se “um só rebanho” com o restante ungido, sob o Pastor Excelente, Jesus Cristo. — João 10:16.

      63. Sendo tais “ovelhas”, como se ‘juntaram a Jeová’?

      63 Estas “outras ovelhas” ouviram a voz do Pastor Excelente e aceitaram a sua chamada, vindo de “muitas nações”. Juntam-se ao restante ungido dos israelitas espirituais na adoração do verdadeiro Deus no seu templo espiritual. (Revelação 7:15) Assim que ‘se ajuntam a Jeová’.

      64. (a) Que esperança se lhes apresentou e por quê? (b) Como encheu Jeová a sua casa de glória, por causa delas Ageu 2:7?

      64 Visto que Jeová não gerou “outras ovelhas” com seu espírito para se tornarem parte da Nova Jerusalém celestial, apresenta-lhes a esperança de vida eterna no seu “escabelo”, quer dizer, nesta terra, mas então transformada num belíssimo Paraíso. (Gênesis 2:8; Lucas 23:43) Jeová Deus tem feito tremer todas as nações pelo modo em que trata dos assuntos humanos desde 1914 E.C., e estas “outras ovelhas” ficaram assim apercebidas de Seu reino messiânico. Em apreço de Seu reino, têm entrado na sua casa de adoração, e Ele as recebe como adoradores desejáveis. De fato, são as “coisas desejáveis de todas as nações”, que se predisse como ‘entrando’, e por meio delas, no seu lugar de adoração pura, Jeová enche sua casa ou seu templo de glória. — Ageu 2:7.

      65. O que mostra a evidência quanto a quem enviou aqueles por meio dos quais obtivemos a terceira visão de Zacarias, e com respeito a que fortalece isso mais ainda a nossa convicção?

      65 Atualmente, quase quarenta anos desde aquele ano memorável de 1935 E.C., que trouxe à nossa atenção a “grande multidão” de Revelação 7:9-17, no entendimento correto dela, vemos a grandiosa realização das coisas preditas na terceira visão dada a Zacarias. Portanto, já temos bastante evidência para saber que foi o Deus da verdade, Jeová, e não alguma fonte profética, falsa, que enviou o anjo a Zacarias e seu povo. Este mesmo Jeová enviou também Zacarias como profeta para registrar a visão para nos hoje. Isto fortalece nossa convicção de que todas as outras visões de Zacarias também se cumprirão.

      66. O que se nos ordena corretamente a fazer agora, e para fazer o que ‘despertou Jeová na sua santa morada’?

      66 Não devemos, então, ficar calados para ouvir o que Jeová tem a dizer? Devemos, sim! Por isso, é altamente apropriada a ordem inspirada com que se encerra a terceira visão dada a Zacarias: “Cala-te, toda a carne, perante Jeová, porque ele despertou na sua santa habitação.” (Zacarias 2:13) Ele despertou na sua santa habitação nos céus para cumprir a sua Palavra.

  • Satanás fracassa na oposição ao sumo sacerdote
    O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
    • Capítulo 10

      Satanás fracassa na oposição ao sumo sacerdote

      1. O que precisa hoje todo o mundo da humanidade em sentido religioso, e por que exatamente isso?

      EM TODA a terra encontram-se hoje sumos sacerdotes de diversos cultos religiosos. O mais poderoso de tais chefes sacerdotais é o Pontifex Maximus, o Sumo Pontífice, na Cidade do Vaticano. Mas, todo o mundo da humanidade precisa apenas de um só sumo sacerdote. Por quê? Porque há apenas o único Deus vivente e verdadeiro, o Criador do céu e da terra, o Soberano de todo o universo. Ele precisa apenas de um só sumo sacerdote para representá-lo perante o povo e tratar com Ele a favor do povo. Isto se harmoniza com o fato de haver apenas uma só religião verdadeira, apenas uma só adoração pura Dele, “com espírito e verdade”. — João 4:24.

      2. Que único sumo sacerdócio reconheceu Jeová até 16 de nisã de 33 E.C., quando apareceu que único sumo sacerdote espiritual?

      2 Durante mais de quinze séculos, de 1512 A.E.C. a 33 E.C., houve apenas um só sumo sacerdócio reconhecido por este Deus vivente e verdadeiro. Este sumo sacerdócio foi estabelecido na linhagem de Arão, irmão do profeta Moisés, da tribo de Levi. Arão foi empossado no cargo no primeiro dia do mês lunar de nisã, no ano 1512 A.E.C. Durante os séculos que se seguiram, houve uma sucessão de sumos sacerdotes dentre os descendentes de Arão, até o domingo, 16 de nisã do ano 33 E.C. Este foi o dia da ressurreição do Senhor Jesus Cristo duma morte sacrificial. No quadragésimo dia depois disso, ele ascendeu como Sumo Sacerdote espiritual ao Santíssimo celestial e apresentou ali o valor precioso de seu perfeito sacrifício humano ao único Deus vivente e verdadeiro, Jeová.

      3. Desde então, por que pode Jeová tratar com apenas um só sumo sacerdote?

      3 Desde então, Jeová Deus tem tratado apenas com um só Sumo Sacerdote — não com um sumo sacerdote da família de Arão, o levita, mas com o único Sumo Sacerdote imorredouro, Jesus Cristo. A ele foi dito profeticamente: “Tu és sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.” — Hebreus 5:5, 6, 10; 6:19, 20; 7:15-17.

      4. (a) Por meio de que outro sumo sacerdote, no Dia anual da Expiação foi Jesus Cristo também tipificado? (b) Portanto, por quem foi ele tipificado na quarta visão de Zacarias?

      4 Entretanto, Jesus Cristo, como sumo sacerdote espiritual oficiante, foi também prefigurado ou tipificado pelo sumo sacerdote arônico da antiga nação de Israel. Assim como o sumo sacerdote de Israel, no Dia da Expiação anual, entrava com sangue sacrificial no Santíssimo do templo em Jerusalém, Jesus entrou similarmente com o valor de seu próprio sangue sacrificial no verdadeiro Santíssimo, o próprio céu, do templo espiritual de Jeová Deus. Por conseguinte, Jesus Cristo foi prefigurado pelo sumo sacerdote israelita Josué, filho de Jeozadaque, que retornou a Jerusalém do exílio em Babilônia no ano 537 A. E. C., para reconstruir o templo de Jeová ali. (Ageu 1:1) Deste ponto de vista, é interessante para nós considerarmos a quarta visão do profeta Zacarias, na qual este sumo sacerdote Josué é a figura principal. Como que olhando para uma sala de tribunal, Zacarias escreveu:

      5. O que disse o anjo de Jeová àquele que estava ao lado de Josué?

      5 “E ele passou a mostrar-me Josué, o sumo sacerdote, de pé perante o anjo de Jeová, e Satanás de pé à sua direita para se lhe opor. O anjo de Jeová disse então a Satanás: ‘Jeová te censure, ó Satanás, sim, censure-te Jeová, aquele que escolhe Jerusalém! Não é este um tição arrancado do fogo?’” — Zacarias 3:1, 2.

      6. (a) Quem era este Satanás? (b) Por que se opunha ele a Josué?

      6 O Satanás representado ali não era nenhum “advogado do Diabo”, eclesiástico, que agisse como promotor a favor de Jeová. Era o mesmo Satanás que compareceu à reunião dos filhos angélicos de Deus, no céu, no século dezessete antes de nossa Era Comum e que acusou erroneamente o patriarca Jó perante a face de Jeová Deus. (Jó 1:6 a 2:7) Mas, nesta visão dada a Zacarias no ano 519 A.E.C., por que procurava Satanás, o Diabo, opor-se ao sumo sacerdote Josué perante o anjo de Jeová? Porque no dia 24 do mês lunar de quisleu do ano anterior, o Sumo Sacerdote Josué havia dado um passo decisivo a favor da adoração de Jeová. Ele e o Governador Zorobabel, bem como o restante fiel de Israel, começaram a trabalhar no alicerce do segundo templo de Jeová em Jerusalém. (Ageu 2:18, 19) O Sumo Sacerdote Josué trabalhou assim a favor do seu restabelecimento no pleno serviço de Jeová no segundo templo terminado. Assumir ele seus deveres assim no templo terminado colocava a Josué numa nova situação.

      7. (a) O que procurava Satanás impedir no caso de Josué? (b) As profecias de quem procurava anular Satanás, e como?

      7 Satanás, o Diabo, que combatia a religião verdadeira, estava decidido a opor-se ao Sumo Sacerdote Josué por causa disso, a fim de rebaixá-lo e impedi-lo em prestar seu pleno serviço a Jeová, a favor da nação de Israel. Isto daria má fama a Josué, por causa duma grande falta no seu serviço a Deus. Para este fim, Satanás procurava contrapor-se à profecia de Ageu e de Zacarias e criar oposição esmagadora por parte dos inimigos de Israel contra a reconstrução do templo. Assim poderia acusar o Sumo Sacerdote Josué de fracassar no desincumbimento de seus plenos deveres como sumo sacerdote, e isto resultaria em vitupério para Jeová.

      8. (a) Por que disse o Juiz angélico que devia ser Jeová quem censurasse a Satanás? (b) Como já havia Jeová escolhido a Jerusalém?

      8 No entanto, Satanás atrasou-se demais na sua tentativa maldosa. Antes de poder fazer valer a sua oposição e lançar suas acusações iníquas contra o Sumo Sacerdote Josué, o anjo que agiu como juiz para Jeová disse a Satanás: “Censure-te Jeová, aquele que escolhe Jerusalém!” O Deus Altíssimo era Aquele que estava bastante elevado para censurar Satanás, não apenas algum anjo subordinado, que somente representasse a Jeová. Assim, o anjo deu a devida consideração à posição de Jeová. (Judas 8-10) Além disso, Jeová já começara a agir para magnificar seu próprio santo nome. Ele já escolhera Jerusalém como cidade para seu templo. Satanás não podia alterar esta escolha divina, nem torná-la uma escolha irrealizável. Ele mesmo seria frustrado, censurado por observar o templo completamente reconstruído, no ano 515 A.E.C. Esta censura seria da parte de Jeová, porque este realizara isso com bom êxito!

      9. (a) O que simbolizava o “tição arrancado do fogo”? (b) O que mostrou, então, que ele havia sido arrancado do fogo e como?

      9 Contudo, por que acrescentou o juiz angélico de Jeová a pergunta: “Não é este um tição arrancado do fogo”? Porque, depois de tirar um tição do fogo, não se pode logo esperar demais dum “tição” simbólico. “Este” que foi representado pelo tição arrancado do fogo foi o sumo sacerdote Josué. Mas, por causa do seu cargo, Josué representava a nação inteira de Israel, para a qual serviu como sumo sacerdote perante Deus. Josué não foi o último que voltou do exílio em Babilônia, onde Satanás, o Diabo, havia tentado reduzir a cinzas sua identidade como nação escolhida de Jeová. Mais de 42.000 outros israelitas também retornaram, junto com milhares de servos e cantores. De modo que o número inteiro do restante, em conjunto, foi como um “tição arrancado do fogo”. Foi a misericórdia de Jeová e sua fidelidade às suas promessas que os arrancaram do simbólico “fogo” babilônico e restabeleceram sua nação no “solo sagrado”. Sendo assim, Ele era paciente para com a longa demora deles em reconstruir Seu templo, mas apegou-se ao seu propósito de ter ali em Jerusalém um templo, motivo pelo qual a escolheu. Portanto, Satanás não se devia apressar demais com suas acusações.

      10. O que se fez então a Josué, para remover dele qualquer motivo possível de Satanás lançar acusações contra ele?

      10 Bloqueou-se a oposição de Satanás ao Sumo Sacerdote Josué. Portanto, o que se fez com Josué, para livrá-lo de qualquer coisa a seu respeito que Satanás pudesse usar como base para levantar acusações contra ele? Zacarias descreve isso para nós, dizendo: “Ora, quanto a Josué, aconteceu que estava vestido de vestes imundas e estava de pé perante o anjo. Então ele respondeu e disse aos que estavam de pé perante ele. ‘Removei dele as vestes imundas.’ E prosseguiu, dizendo-lhe: ‘Vê, fiz que passasse de ti o teu erro, e és vestido de trajes de gala.’” — Zacarias 3:3, 4.

      POR QUE ERA NECESSÁRIA UMA MUDANÇA DE VESTES

      11. Como podia Josué, em vestes imundas, representar o Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo?

      11 Surge aqui a pergunta: Visto que se retratou Josué, o sumo sacerdote, como trajado de vestes imundas, como podia ele tipificar ou prefigurar Jesus Cristo, como Sumo Sacerdote celestial? Não diz Hebreus 7:26, 27, aos verdadeiros cristãos hoje em dia: “Para nós era apropriado tal sumo sacerdote, leal, cândido, imaculado, separado dos pecadores e que chegou a ser mais alto do que os céus. Ele não precisa, como aqueles sumos sacerdotes, oferecer diariamente sacrifícios, primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos do povo: (porque isto ele fez uma vez para sempre quando se ofereceu a si mesmo)”? Sim, é verdade. Contudo, dá-se com o Sumo Sacerdote Jesus Cristo o mesmo que com o antigo Sumo Sacerdote Josué. O sumo sacerdote representa o povo a quem serve no seu elevado cargo, e as condições deste refletem-se nele. Leva as iniqüidades de seu povo.

      12. O que se dissera há muito tempo atrás aos dois filhos sobreviventes de Arão e ao próprio Arão, para indicar que os sacerdotes levavam o erro do povo?

      12 Que o sacerdócio levava o erro do povo foi indicado pelo profeta Moisés, quando disse aos dois filhos sobreviventes de Arão, pelo fracasso da parte deles: “Por que não comestes a oferta pelo pecado no lugar que é santo, visto que é algo santíssimo e ele vo-lo deu para que respondais pelo erro da assembléia, a fim de fazer expiação por eles perante Jeová?” (Levítico 10:16, 17) O santuário ou templo era santo, e se o povo tocasse nele, cometeria um erro e por isso, os sacerdotes santificados tinham de servir no santuário a favor do povo, para impedir que este cometesse tal erro. Sobre isso, lemos em Números 18:1: “E Jeová passou a dizer a Arão: ‘Tu e teus filhos e a casa de teu pai contigo, responderão pelo erro contra o santuário, e tu e teus filhos contigo responderão pelo erro contra o vosso sacerdócio.’” De modo que os sacerdotes agiam como escudo contra o erro do povo.

      13. Como havia Ageu salientado a impureza da nação de Israel, no seu diálogo com os sacerdotes, e por que estava ela impura?

      13 Agora, quanto ao santuário ou templo em Jerusalém, no tempo em que Ageu e Zacarias começaram a profetizar, os alicerces dele haviam ficado negligenciados, sem superestrutura sobre eles, durante dezesseis anos. Isto se devia à oposição pela força por parte dos inimigos circunvizinhos. Durante este período, os israelitas repatriados haviam ficado indiferentes e haviam-se voltado para o materialismo. Portanto, no diálogo com os sacerdotes, quando Ageu perguntou o que aconteceria se alguém cerimonialmente impuro tocasse numa parte do sacrifício, eles responderam: “Tornar-se-á impura.” Ageu replicou imediatamente: “‘Assim é este povo e assim é esta nação diante de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘e assim é todo o trabalho das suas mãos e tudo o que apresentam aqui. É impuro.’” — Ageu 2:13, 14.

      14. Portanto por que parecia que Josué estava trajado de vestes imundas?

      14 Visto que o Sumo Sacerdote Josué representava a nação de Israel perante Jeová, esta condição impura do povo também era atribuída a ele. Em conseqüência era como se estivesse trajado de vestes imundas. Ele procurava oficiar sem templo, e isto não parecia direito. Não podia servir com a plena dignidade e grandiosidade assim como num templo. Ao lançar acusações contra o Sumo Sacerdote Josué, Satanás, o Diabo, lançava acusações contra a inteira nação negligente e impura.

      15, 16. (a) Será que a condição espiritual do restante sobrevivente dos israelitas espirituais refletia favoravelmente ou desfavoravelmente sobre a aparência do Sumo Sacerdote Jesus Cristo no céu, e por quê? (b) O que indicava a exclamação do restante, similar à de Isaías no templo?

      15 Algo similar se dá também com o antitípico Sumo Sacerdote, que foi prefigurado pelo Sumo Sacerdote Josué naquele ano 519 A.E.C. O Sumo Sacerdote Jesus Cristo foi afetado pela condição espiritual do restante dos israelitas espirituais na terra, quando estes entraram no ano de após-guerra de 1919 E. C. Por causa dos impedimentos devidos às restrições, à oposição e à perseguição durante a guerra, os do restante haviam falhado em muitos sentidos com respeito à adoração franca e corajosa de Jeová no Seu templo espiritual. Haviam cedido à escravidão à Babilônia, a Grande, e seus amantes políticos e militares. Estavam num estado espiritual similar ao do antigo restante de Israel que fora repatriado. Iguais a Isaías, quando este teve sua visão de Jeová no Seu santo templo, podiam dizer:

      16 “Ai de mim! Pois, a bem dizer, fui silenciado, porque sou homem de lábios impuros e moro no meio de um povo de lábios impuros; pois os meus olhos viram o próprio Rei, Jeová dos exércitos!” — Isaías 6:5.

      17. A julgar-se pela aparência dos do restante, como parecia seu Sumo Sacerdote, e, por isso, era esta então a condição própria para o restante?

      17 Julgando-se a aparência de seu Sumo Sacerdote pela aparência espiritual do restante sobrevivente, seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo parecia “vestido de vestes imundas”. Esta era uma aparência imprópria a lhe atribuir. A condição espiritualmente imunda era uma situação imprópria em que o restante representava seu Sumo Sacerdote, e refletia mal sobre o Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo.

      18. Na visão, o que se fez para remediar a situação?

      18 Este estado de coisas merecia ser remediado — depressa. O anjo judicial de Jeová cuidou disso: “Removei dele as vestes imundas.” Depois disse a Josué: “Vê, fiz que passasse de ti o teu erro, e és vestido de trajes de gala.” — Zacarias 3:4.

      19. O que precisou fazer o próprio sumo sacerdote para ter uma mudança de vestes perante Deus?

      19 Como aconteceu isso com o Sumo Sacerdote Josué? Por se fazer a nação restabelecida de Israel, a quem ele representava no cargo sagrado, sair de seu estado impuro perante Jeová. Isto se daria por se fazer os do restante restabelecido trabalhar novamente no templo de Jeová e terminá-lo, deixando tudo o mais em lugar secundário, no segundo plano. A purificação do povo, neste sentido vital, resultaria numa aparência purificada de seu sumo sacerdote. Seria como se ele tivesse mudado de roupa. Intencionava-se que ficasse vestido de “trajes de gala”; intencionava-se que tivesse um templo em que pudesse servir vestido destes “trajes de gala”. A terminação do templo e sua inauguração exigiriam dele vestir-se destes “trajes de gala” e apresentar uma aparência gloriosa para o louvor de Jeová. O Sumo Sacerdote Josué, como representante religioso, nacional, tomou a dianteira junto com o Governador Zorobabel em fazer recomeçar novamente a reconstrução do templo, e por isso merecia uma mudança de roupa, para melhor. Assim, sua aparência religiosa não lançaria vitupério sobre Deus.

      20. Como obteve o Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo, uma aparência má por causa da aparência do restante depois da primeira Guerra Mundial?

      20 O mesmo se dava com aquele que foi prefigurado pelo Sumo Sacerdote Josué, a saber, o Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo. O restante de seus discípulos gerados e ungidos pelo espírito saiu da Primeira Guerra Mundial numa condição espiritual “impura”. Eram israelitas espirituais, sim, subsacerdotes espirituais de Jeová sob o seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo. Suas vestes espirituais ficaram imundas por causa de seu comportamento e de suas deficiências durante a Primeira Guerra Mundial. Isto refletia mal sobre seu Sumo Sacerdote nos céus, e por isso o difamava. Visto que ele leva a iniqüidade ou o erro da nação dos israelitas espirituais ou responde por eles, era como se ele mesmo estivesse vestido de vestes religiosas imundas.

      21. Portanto, o que precisava fazer o restante sobrevivente ao se iniciar o período do após-guerra?

      21 O que se precisava, então, era que os do restante dos subsacerdotes espirituais se arrependessem e retornassem a Jeová, e fossem perdoados por Ele mediante Cristo. Isto foi o que realmente aconteceu no início do período de após-guerra. Mostraram seu retorno ou sua conversão a Jeová por pesquisarem diligentemente as Escrituras Sagradas para saber qual era a vontade e a obra de Deus para o período de após-guerra, e depois empenhar-se de toda a alma nestas coisas de importância primária.

      22. Em que se empenharam então os do restante perdoado e quem tomou a liderança na promoção de tais esforços?

      22 Desta maneira, os do restante arrependido e convertido dos subsacerdotes espirituais empenharam-se de toda a alma na adoração a Jeová no seu templo e esforçaram-se a purificar esta adoração de toda e qualquer poluição babilônica. Seu empenho na reconstrução da adoração pura e imaculada “do ponto de vista de nosso Deus e Pai” correspondia à obra renovada dos israelitas repatriados na reconstrução do templo de Jeová em Jerusalém. (Tiago 1:27) Foi o Sumo Sacerdote invisível, celestial, Jesus Cristo, quem tomou a dianteira nesta revivificação do restante de seus subsacerdotes na adoração e no serviço de Jeová. Portanto, quando Jeová lhes perdoou misericordiosamente e os purificou, isto lhes deu uma aparência pura perante Ele.

      23. Como foi o Sumo Sacerdote celestial assim aliviado das suas figurativas “vestes imundas”?

      23 Até mesmo os que os acusavam falsamente, sob Satanás, o Diabo, começaram a ver a diferença nas doutrinas, na mensagem e na atividade pública dos do restante dos subsacerdotes de Cristo. Isto serviu para dar o devido crédito ao Principal Sacerdote celestial deles, Jesus Cristo. Ele não mais precisava levar tal erro da parte de seus subsacerdotes ou responder por ele. As “vestes imundas”, atribuídas indiretamente a ele, foram tiradas dele, e deu-se-lhe uma muda de roupa. Que se lhe dessem “trajes de gala”!

      24. O que pediu Zacarias para pôr na cabeça de Josué e o que disse Jeová então com respeito aos privilégios de Josué?

      24 Quem não gostaria de ver o sumo sacerdote do único Deus vivente e verdadeiro adornado com uma cobertura oficial para a cabeça? O profeta Zacarias queria tal coisa. Ou pensava em tal coisa ou até mesmo falou impulsivamente a respeito disso! Ele nos conta: “Então eu disse: ‘Ponha-se-lhe um turbante limpo na cabeça.’ E eles passaram a pôr-lhe o turbante limpo na cabeça e a trajá-lo de vestes; e o anjo de Jeová estava de pé ali. E o anjo de Jeová começou a dar testemunho a Josué, dizendo: ‘Assim disse Jeová dos exércitos: “Se andares nos meus caminhos e se cumprires a obrigação para comigo, então serás também tu quem julgarás a minha casa e também guardarás os meus pátios; e hei de dar-te livre acesso entre estes que ali estão de pé.”’” — Zacarias 3:5-7.

      25. Por que se alegraria Josué, o sumo sacerdote, quando Zacarias lhe revelasse esta parte da visão?

      25 Quanto se deve ter alegrado o sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, quando o profeta Zacarias lhe revelou esta parte da visão profética! Josué pôde assim dar-se conta de que tinha então uma aparência aceitável perante Deus e não lhe causava vitupério. Os esforços maldosos de Satanás, de achar continuamente motivos de vergonha para o sumo sacerdote de Jeová haviam fracassado!

      26, 27. Que obrigações para com Jeová cumpriria Josué conscienciosamente, para usufruir que privilégios?

      26 Josué certamente deve ter desejado julgar a “casa” de Israel, de Jeová, segundo a lei divina, e guardar os pátios do templo de Deus.

      27 Portanto, Josué tomaria a peito o testemunho admoestador do anjo e andaria em obediência no caminho de Jeová, guardando conscienciosamente sua obrigação para com Jeová, a fim de se mostrar digno dos privilégios mencionados.

      28. Quem eram os que estavam ali de pé, na visão, entre os quais Josué teria livre acesso, e como se daria isso?

      28 Além disso, Josué teria “livre acesso entre estes que ali estão de pé”. Os que estavam de pé ali na visão, eram os anjos celestiais; e assim como estes tinham acesso a Deus, no céu, assim Josué, como sumo sacerdote, podia dirigir-se a Deus diretamente como intermediário para a casa de Israel. Seria também honrado com o privilégio de entrar no Santíssimo do templo terminado de Jerusalém, no Dia da Expiação anual.

      29. No período do após-guerra, o que fez o Sumo Sacerdote celestial para andar no caminho de Jeová, cumprindo com a obrigação para com Ele, julgando a casa Dele e guardando Seus pátios?

      29 Naturalmente, Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote ideal para todo o mundo da humanidade. O régio turbante sacerdotal foi-lhe colocado na cabeça por ser “sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque”. (Hebreus 6:20; Salmo 110:1-4; 21:1-5) Ele sempre andou no caminho de Deus e cumpriu sua obrigação para com Deus. Mas depois daquilo que seus discípulos dedicados e batizados sofreram na terra durante a Primeira Guerra Mundial, ele cuida de que os do restante de seus subsacerdotes aprendam de modo mais claro o caminho de Deus, a fim de andar nele, e ajuda-lhes a discernir mais plenamente sua obrigação sagrada para com Jeová Deus, a fim de cumpri-la plenamente. Suas gloriosas vestes sacerdotais são representadas na Revelação que ele deu ao apóstolo João, na qual se vê o glorificado Senhor Jesus andando entre os sete candelabros de ouro. (Revelação 1:12 a 2:1) Ele julga fielmente a casa do Israel espiritual segundo a lei do novo pacto. Guia-os nos pátios terrenos do templo espiritual de Jeová, designando-lhes ali seus deveres espirituais.

      30. De que modo tem o Sumo Sacerdote celestial “livre acesso entre estes que ali estão de pé”, e a partir de quando e até que ponto?

      30 O sumo sacerdote terrestre Josué, filho de Jeozadaque, começou a entrar no Santíssimo do templo de Jerusalém no ano 515 A.E.C. (Esdras 6:15); mas o Sumo Sacerdote espiritual, o Josué Maior, entrou no Santíssimo real, antitípico, no próprio céu, no ano 33 E.C. Ele subiu ao céu e apresentou o mérito de seu sacrifício humano na própria presença de Jeová dos exércitos. Tendo sido agora tornado “melhor do que os anjos” e tendo “herdado um nome mais excelente do que o deles”, tem também “livre acesso entre estes que ali estão de pé”, quer dizer, entre os anjos do céu. Ele, acima de todos os outros, pode chegar-se diretamente a Deus e interceder a favor dos adoradores de Jeová na terra. Conforme Jeová disse profeticamente a seu respeito: “Vou fazê-lo chegar perto e ele terá de aproximar-se a mim.” — Jeremias 30:21.

      O “RENOVO” E “A PEDRA”

      31. O que disse então o anjo judicial a Josué, vestido de trajes de gala, sobre o “Renovo” e a “pedra”?

      31 Na visão dada a Zacarias, o anjo judicial de Jeová continuou a falar ao sumo sacerdote vestido de trajes de gala: “‘Ouve, por favor, ó Josué, sumo sacerdote, tu e teus companheiros sentados diante de ti, pois são homens servindo como portentos; pois eis que estou trazendo meu servo Renovo [Broto Novo, Byington, em inglês]! Pois, eis a pedra que pus diante de Josué! Sobre a única pedra há sete olhos. Eis que gravo a sua gravura’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘e num só dia vou afastar o erro daquela terra’.” — Zacarias 3:8, 9.

      32. De que modo serviram Josué e seus “companheiros” de portentos?

      32 O profeta Zacarias tinha de divulgar a mensagem desta parte da visão não só ao sumo sacerdote Josué, mas também aos seus “companheiros”, sentados diante dele, quer dizer, aos subsacerdotes. Por quê? Porque estes eram “homens servindo como portentos”. Neste caso, não seriam portentos de algo mau, mas, em vista do anúncio divino que estavam para ouvir, seriam portentos de algo bom, de algo especialmente bom. Teriam de dar testemunho do que se lhes diria por meio do anjo judicial de Jeová, e por isso seriam um portento da vinda dum sacerdócio maior no futuro não muito distante, um sacerdócio de categoria mais elevada do que o deles no templo em Jerusalém. Seria um sacerdócio messiânico, e seu sumo sacerdote seria o próprio Messias. Em harmonia com este significado portentoso que tinham assumido como subsacerdotes do segundo templo de Jerusalém, seu sumo sacerdote de então, Josué, filho de Jeozadaque, era portento do Sumo Sacerdote messiânico. Era tipo deste!

      33, 34. (a) Portanto, conforme pressagiado, havia então necessidade de quê? (b) Foi este Sumo Sacerdote necessário provido segundo um mandamento legal ou segundo algo extraordinário da parte de Deus?

      33 Havia necessidade dum sacerdócio melhor, especialmente dum sumo sacerdote melhor, de alguém semelhante ao antigo Melquisedeque. (Gênesis 14:18-20) Para explicar isso, escreveu-se mais tarde aos hebreus que haviam aceito o prometido Messias, em Hebreus 7:15-22:

      34 “E é ainda muito mais claro que, na semelhança de Melquisedeque, surge outro sacerdote, que se tornou tal, não segundo a lei dum mandamento dependente da carne, mas segundo o poder duma vida indestrutível, pois se diz em testemunho: ‘Tu és sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.’ Certamente, pois, há uma ab-rogação do mandamento precedente por causa da sua fraqueza e ineficácia. Porque a Lei não fez nada perfeito, mas a introdução adicional duma melhor esperança o fez, sendo por intermédio dela que nos chegamos a Deus. Também, ao ponto que não foi sem juramento afiançado, (pois há deveras homens que se tornaram sacerdotes sem juramento afiançado, mas há um com juramento afiançado por Aquele que disse com respeito a ele: ‘Jeová jurou (e não o deplorará): “Tu és sacerdote para sempre”’,) a este ponto também Jesus se tornou aquele que foi dado em penhor dum pacto melhor.”

      35. De que modo era o Sumo Sacerdote maior mais um “renovo” do que um “ramo”, e de que brotaria, conforme predito por Jeremias?

      35 Os subsacerdotes, companheiros do Sumo Sacerdote Josué e sentados diante dele para receber dele instruções, tinham de ser “homens servindo como portentos” de algo melhor, visto que Jeová passou a dizer por meio de seu anjo judicial: “Pois eis que estou trazendo meu servo Renovo!” (Zacarias 3:8) “Meu servo”, o servo de Jeová, não havia de ser um ramo do sacerdócio da família de Arão. No que se referia ao sacerdócio, ele estava brotando dum solo inteiramente diferente, duma raiz diferente. Jeremias 23:5, 6, indica de quem o Sumo Sacerdote messiânico seria renovo, dizendo: “‘Eis que vêm dias’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu vou suscitar a Davi um renovo justo [um broto novo de Davi vindo direito, Byington]. E um rei há de reinar e agir com discrição, e executar o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo e o próprio Israel residirá em segurança. E este é o nome pelo qual será chamado: Jeová É Nossa Justiça’.” Deus trouxe este Renovo no ano 33 E.C.

      36, 37. (a) De que era garantia colocar Jeová a “pedra” diante de Josué, o sumo sacerdote? (b) A quem representava esta “pedra” e como aplicou Jesus o Salmo 118:22, 23, neste sentido?

      36 Que dizer, então, da “pedra” que Deus poria diante do Sumo Sacerdote Josué? De modo literal, seria a pedra com que o templo então em construção receberia o remate e seria terminado. Já se lançara o alicerce deste segundo templo, de modo que esta “pedra” serviria qual pedra de cabeça. Portanto, pôr Jeová esta pedra diante de Josué era um sinal que garantia o acabamento do templo, apesar da oposição por parte de Satanás. Esta pedra também era simbólica do Messias, o Ungido. Representando o Messias como pedra, o Salmo 118:22, 23 (Al) diz: “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça da esquina. Foi o Senhor [Jeová; Javé, LEB] que fez isto, e é cousa maravilhosa aos nossos olhos.” No ano 33 E.C., quando Jesus falou aos judeus que o rejeitaram como o Messias prometido, ele aplicou este texto a si mesmo e disse-lhes:

      37 “Nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que foi rejeitada pelos construtores é a que se tem tornado a principal pedra angular. Isto procede de Jeová e é maravilhoso aos nossos olhos’? É por isso que vos digo: O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” — Mateus 21:42, 43. Veja também 1 Pedro 2:4-9.

      38. O que é indicado por estarem nesta única “pedra” sete olhos?

      38 Esta “pedra” simbólica devia receber plena atenção divina. Em confirmação disso, disse-se ao sumo sacerdote Josué e aos sacerdotes seus companheiros: “Sobre a única pedra há sete olhos.” (Zacarias 3:9) Não era que se esculpissem nesta pedra sete olhos, para dar a idéia de que os que viam a pedra estavam sendo olhados de modo sétuplo. Com os olhos fixamos nossa atenção em alguma coisa. Também, visto que o número sete simboliza biblicamente a perfeição, os sete olhos naquela única pedra significam que Jeová fixa sua atenção perfeita nesta Pedra simbólica, seu Messias prometido. Outros talvez despercebam esta Pedra simbólica. Ou talvez a desconsiderem e rejeitem, mas não Jeová. Em vista de tal atenção plena da Sua parte, deve ser muito preciosa para Ele.

      39. De que modo grava Jeová a gravura desta Pedra simbólica?

      39 Por conseguinte, ao mostrar a atenção plena que Ele dá a esta Pedra simbólica e à sua posição e aparência notáveis, Jeová prossegue: “Eis que gravo a sua gravura.” No cumprimento glorioso desta promessa, Jeová, o Gravador celestial, deu à Pedra simbólica, seu amado Filho Jesus Cristo, sinais distintivos de beleza tais como não se concedem a outro. Por conseguinte, Hebreus 1:1-3 fala a respeito do notável Filho de Deus como sendo alguém que é “a representação exata [em grego: kharaktér, significando ‘estampa’ ‘impressão’] do seu próprio ser”, quer dizer, do ser de Deus. Como simbólica pedra de remate, gravada, o Sumo Sacerdote messiânico, Jesus Cristo, recebe o mais alto e mais responsável cargo de serviço no templo espiritual da adoração de Jeová. Isto indica algo muito benéfico para toda a humanidade.

      40. Qual era o “erro daquela terra” e como foi tirado por Jeová?

      40 Com a pedra de cume no lugar e o templo todo terminado, para a adoração em plena escala do único Deus vivente e verdadeiro, o que poderíamos esperar logicamente a seguir? Bênçãos, bênçãos, bênçãos! Nada se interporia então a tais bênçãos, pois, Jeová prosseguiu: “Num só dia vou afastar o erro daquela terra.” (Zacarias 3:9) Por causa da longa interrupção que os israelitas repatriados permitiram na reconstrução do templo em Jerusalém, toda a terra de Judá jazia em “erro”. Seus habitantes eram considerados como impuros e o trabalho de suas mãos em coisas materialistas era impuro. (Ageu 2:13, 14) Mas então, chegando 515 A.E.C., com a terminação triunfante do segundo templo em Jerusalém, o proceder errôneo da terra de Judá foi inteiramente corrigido. De modo que Jeová se agradou e tirou o erro dos habitantes da terra “num só dia” especial, o dia em que o templo ficou completo, com a sua pedra principal ou de remate gravada e a adoração pura inaugurada ali.

      41. Que estímulo nos deve dar isso hoje, com relação à adoração de Deus?

      41 Quanto estímulo isto nos deve dar hoje, de colocar a adoração do verdadeiro Deus no seu templo espiritual em primeiro lugar na nossa vida! Não nos devemos deixar atrasar nisso. Não devemos permitir interrupções neste empenho.

      42. Desde 1919 E.C., de que modo têm sido os do restante dos subsacerdotes espirituais como “homens servindo como portentos”?

      42 Os do restante fiel dos subsacerdotes espirituais do Messias sabem que bênção receberam por fazerem isso cada vez mais decididamente durante os já mais de cinqüenta anos desde aquele ano de restabelecimento, 1919 E.C. Passaram a apreciar cada vez mais profundamente que, iguais aos subsacerdotes que eram companheiros do sumo sacerdote Josué, eles são “homens servindo como portentos” para este “tempo do fim” deste sistema mundano de coisas. São portentos das melhores coisas boas para todos os que se devotam à adoração pura e imaculada do único Deus vivente e verdadeiro.

      43. Quais são as reações do restante para com aquele a quem Jeová chama de “meu servo Renovo” e de “única pedra”?

      43 Não são enganados por quaisquer messias falsos ou organizações messiânicas falsas da atualidade. Identificaram aquele a quem Jeová chama de “meu servo Renovo”. É ele a quem Jeová dos exércitos empossou no trono messiânico nos céus, no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C., e quem já começou seu reinado messiânico, a saber, Jesus Cristo. Identificaram também aquele que foi simbolizado pela pedra posta diante do Sumo Sacerdote Josué, sobre a qual havia “sete olhos”. Admiram como Jeová gravou esta Pedra simbólica com uma beleza própria do alto cargo dado a esta Pedra, e alegram-se de que este tem sido feito a simbólica pedra de remate ou de cume, o mais elevado e mais responsável no sistema de adoração de Jeová. Sentem-se felizes de ser subsacerdotes sob esta simbólica Pedra gravada, Jesus Cristo. Vêem nas Escrituras Sagradas que eles, como “homens servindo como portentos”, estão sob a ordem divina de servir como testemunhas desta Pedra enaltecida, o único Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus.

      PROSPERIDADE ESPIRITUAL QUE CONDUZ À VIDA INFINDÁVEL

      44. Depois de Jeová tirar o “erro daquela terra”, o que se podia esperar, segundo Zacarias 3:10?

      44 O que se podia esperar depois de Jeová cumprir sua promessa dada mediante Zacarias: “Num só dia vou afastar o erro daquela terra”? Nada senão o favor divino, expresso em bênçãos materiais e espirituais para os israelitas que adoravam no seu segundo templo terminado, em Jerusalém. Era bem apropriado, pois, que a promessa fosse acompanhada por esta profecia divina: “‘Naquele dia’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘chamareis um ao outro, enquanto debaixo da videira e debaixo da figueira’.” — Zacarias 3:10.

      45. O que significa a profecia de Zacarias 3:10 para os adoradores no templo onde Jesus Cristo serve como Sumo Sacerdote?

      45 Nestes dias, quando todas as religiões falsas desmoronam e estão prestes a ser destruídas na pior tribulação do mundo, esta profecia significa prosperidade espiritual para os sinceros que temem a Deus, que se entregam de todo o coração à adoração divina naquele único verdadeiro templo espiritual, onde serve o único aprovado Sumo Sacerdote de Jeová. Significa o cumprimento da profecia paralela de Miquéias 4:1-4 (LEB; Brasileira):

      Sucederá no futuro: o monte do Templo de Javé [Jeová] será fundado no cume das montanhas e dominará as colinas: as nações aí acorrerão! Virão muitos povos e dirão: “Vinde, subamos à montanha de Javé, vamos ao Templo do Deus de Jacó, para que nos ensine Seus caminhos e sigamos Suas veredas.” A Lei [instrução, Byington] virá de Sião e de Jerusalém a palavra de Javé. Ele julgará numerosos povos, corrigirá nações poderosas, mesmo ao longe; eles forjarão relhas de suas espadas e foices de suas lanças. Uma nação não erguerá a espada contra outra, nem se treinará mais para a guerra, de modo que ficarão assentados cada um em sua vinha, e em sua figueira, sem que os inquiete, porque assim falou a boca de Javé [dos exércitos]!

      46. Portanto, que condição mantêm as testemunhas de Jeová no seu domínio espiritual dado por Deus?

      46 Já agora, quando o mundo está ameaçado pela guerra nuclear, as testemunhas cristãs de Jeová residem no seu domínio espiritual dado por Deus em prosperidade espiritual. Mantêm paz amorosa entre si mesmos, não tomando nenhuma parte nas guerras deste mundo. Satanás fracassou em se opor ao seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo!

  • “Não por força militar, nem por poder, mas. . .”
    O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
    • Capítulo 11

      “Não por força militar, nem por poder, mas. . .”

      1. Que comparação há entre o Israel dos dias de Zacarias e a República de Israel quanto à força militar?

      HAVIA força militar em armas, no Israel dos dias do profeta Zacarias? Não; hoje em dia é diferente na República de Israel, na qual até mesmo moças e mulheres são recrutadas para o exército.

      2. Quanto tempo esteve o restante repatriado sem uma força militar, e, portanto, que pergunta surge quanto à construção do templo?

      2 Lá no ano 522 A.E.C., durante o breve reinado de Artaxerxes (Gaumata, o mago) como rei da Pérsia, quando os adversários samaritanos impediram os construtores israelitas do templo “pela força das armas”, os israelitas em Jerusalém não convocaram uma força militar para combatê-los. (Esdras 4:7-24) Mais tarde, no décimo primeiro mês lunar (sebate) do ano 519 A.E.C., no dia 24 do mês, quando Zacarias recebeu a sua quinta visão, ainda não havia força militar em Jerusalém e na terra de Judá. Ainda era o segundo ano do Rei Dario I, que sucedeu a Artaxerxes como governante do Império Persa. Poderiam os israelitas completar o templo de Jerusalém sem uma “posição de força” por terem uma impressionante força militar? A quinta visão dada a Zacarias responde a esta pergunta.

      3. (a) De que espécie de estado foi levantado Zacarias antes de receber a quinta visão? (b) O que relatou Zacarias ao anjo intérprete quanto ao que estava vendo?

      3 Depois da visão inspiradora de fé a respeito do Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, o profeta Zacarias parece ter tomado uma atitude de meditação e de contemplação, na qual parecia estar adormecido. Mas a série de visões ainda não havia acabado; ele devia ver mais ainda. Por isso nos passa a dizer a respeito do anjo intérprete, que lhe explicou as coisas: “E o anjo que falava comigo passou a voltar e a despertar-me, como a um homem que desperta do seu sono. Então ele me disse: ‘Que estás vendo?’ De modo que eu disse: ‘Vi, e eis que há um candelabro, todo ele de ouro, tendo no alto uma tigela. E sobre ele estão as suas sete lâmpadas, sim, sete; e as lâmpadas no alto dele têm sete tubos. E há duas oliveiras ao lado dele, uma à direita da tigela e outra à sua esquerda.’” — Zacarias 4:1-3.

      4. A vista daquele candelabro nos faz lembrar que casa, e por quê?

      4 Pode formar um quadro mental do que se mostrou a Zacarias? Este candelabro de ouro, com seus sete braços encimados por sete lâmpadas alimentadas com azeite faz relembrar a casa de adoração de Jeová. Nos dias primitivos de Israel, desde os dias do profeta Moisés até os dias do Rei Davi, esta casa de adoração tinha um candelabro de ouro no seu primeiro compartimento, O Santo. (Êxodo 40:1-25) A visão deste candelabro, portanto, era bem apropriada, visto que tinha que ver com a reconstrução do templo.

      5. Como foram as sete lâmpadas supridas de óleo de iluminação dum reservatório central, e como se manteve cheio este suprimento central?

      5 As sete lâmpadas tinham um suprimento central de óleo de iluminação. Este provinha da tigela no alto do candelabro de ouro, da qual se estendiam sete tubos, um tubo separado para cada lâmpada, para dar-lhe óleo do depósito central. Mas de onde obtinha esta tigela seu suprimento de óleo, e isso regularmente? Daquelas duas oliveiras ao lado da tigela, uma à sua direita e a outra à sua esquerda. Estas oliveiras podiam prover um fornecimento constante e estavam bem à mão, sem necessidade de se transportar o óleo de longe.

      6. Apesar de serem sete as lâmpadas, de que modo era um só candelabro?

      6 Sendo que o candelabro era uma peça só, suas sete lâmpadas estavam todas ligadas com ele pelos braços que se estendiam da haste central.

      7. O que perguntou então Zacarias ao anjo a respeito do candelabro?

      7 Esta visão tinha significado. Por isso, Zacarias respondeu logo: “Então respondi e disse ao anjo que falava comigo, dizendo: ‘Que significam estas coisas, meu senhor?’ Portanto, o anjo que falava comigo respondeu e me disse: ‘Não sabes realmente o que significam estas coisas?’ Eu disse, da minha parte ‘Não, meu senhor.’” — Zacarias 4:4, 5.

      8, 9. (a) Por meio de que proceder podemos tirar proveito desta visão, assim como Zacarias? (b) Que resposta deu o anjo a Zacarias, e o que nos dá isso, em vez de uma explicação de pormenores?

      8 Iguais ao profeta Zacarias, não queremos dar à visão a nossa própria interpretação. Estamos dispostos a ser ensinados por Jeová dos exércitos, por meio de seu anjo. Só poderemos tirar proveito da visão se obtivermos a verdade divina da fonte correta. Ao ser interrogado por Zacarias, o intérprete angélico não entrou logo no significado de todos os pormenores da visão. Antes, explicou para nós a força, a lição global, da visão como um todo. Isto aumenta o vigor da visão de um mero candelabro.

      9 “Por conseguinte”, diz Zacarias, “ele respondeu e me disse: ‘Esta é a palavra de Jeová a Zorobabel, dizendo: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos. Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície. E ele certamente produzirá a pedra principal [pedra de remate, CBC]. Será aclamada: ‘Quão encantadora! Quão encantadora!’”’” - Zacarias 4:6, 7.

      O OBSTÁCULO A SER REDUZIDO A NADA

      10. Que oposição teve de enfrentar Zorobabel, e a que se poderá ter parecido, especialmente em vista de que circunstâncias?

      10 Teria alguém de nós gostado de ter a oposição dos governadores pagãos das províncias persas deste lado (o ocidental) do rio Eufrates? Não só isso, mas teria mesmo um só de nós gostado de ter a oposição do imperador de todo o Império Persa, o Rei Dario I? Esta era a oposição que, naquele tempo, se interpunha a Zorobabel ao passo que ele prosseguia com a reconstrução do templo de Jeová em Jerusalém, naquele ano de 519 A.E.C. (Esdras 5:3 a 6:2) Isto teria realmente parecido como um “grande monte” no caminho da reconstrução do templo até um fim bem sucedido, não teria? Ele não tinha nenhuma força militar entre os menos de cinqüenta mil que retornaram com ele de Babilônia, lá em 537 A.E.C. Então, como poderia resistir a uma invasão armada para parar a obra no templo, por parte dos que protestavam contra ela? Que força tinham ele ou seus companheiros israelitas? Ele não conhecia pessoalmente o Rei Dario I e não tinha nenhuma influência política junto a ele. Então, como se poderia esperar que terminasse a casa de adoração de Jeová — sem ser severamente punido?

      11. (a) Qual é a resposta divina à pergunta? (b) Portanto, que apoio precisava Zorobabel ter na obra do templo, e por quê?

      11 Somos nós os que perguntamos hoje ou foi o Governador Zorobabel quem perguntou: “Como”? A resposta é dada pelo maior Comandante-em-chefe militar de todos: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos.” (Zacarias 4:6) Zorobabel não precisava preocupar-se com uma força militar ou com poder de qualquer fonte humana. Tudo o que tinha de fazer era confiar Naquele que lhe dissera por meio dos seus profetas que prosseguisse com a obra e dependesse do espírito Deste, da Autoridade Suprema. O espírito Deste é, naturalmente, uma força ativa invisível, mas esta é irresistível, esmagadora, sempre bem sucedida e sempre triunfante. Opera de modo invisível, mas produz resultados segundo o propósito da Fonte divina deste espírito. Todo o poderio militar da terra inteira e todo o poder político e religioso na humanidade inteira não pode resistir à Sua santa força ativa em operação. Ao prosseguir com a obra do templo, o Governador Zorobabel tinha este espírito em seu apoio!

      12. O que se havia de tornar o “grande monte” diante de Zorobabel e que garantia disso era o cumprimento de Isaías 40:4, 5?

      12 Então, que é um “grande monte” figurativo como obstáculo? Jeová dos exércitos lhe disse: “Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície.” Diante de Zorobabel e do restante fiel que retornara com ele de Babilônia, Jeová havia cumprido a profecia de Isaías 40:4, 5: “Alteie-se todo vale e abaixe-se todo monte e todo morro. E o terreno acidentado terá de tornar-se terra plana e o terreno escabroso, um vale plano. E certamente se revelará a glória de Jeová, e toda a carne, juntamente, terá de vê-la, pois a própria boca de Jeová falou isso.” Ele podia então fazer algo similar no caso deste “grande monte” que confrontava o Governador Zorobabel, naquele ano de 519 A.E.C. Observemos como Ele fez isso, sem nenhum esforço estrênuo da parte de Zorobabel, mas por meio de Seu espírito.

      13. (a) Como havia dado Jeová a Zorobabel já antes, em 24 de quisleu de 520 A.E.C., uma garantia contra a força militar inimiga, por meio de Ageu? (b) O que fariam os adversários, certamente depois de Zorobabel agir sob o estímulo da quinta visão de Zacarias?

      13 Apenas dois meses antes, Ele declarara como lidaria com as hostes militares inimigas, dizendo: “‘Eu faço tremer os céus e a terra. E hei de subverter o trono de reinos e aniquilar a força dos reinos das nações; e vou subverter o carro e os que andam nele, e os cavalos e seus cavaleiros virão abaixo, cada um pela espada de seu irmão.’ ‘Naquele dia’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘tomar-te-ei, ó Zorobabel, filho de Sealtiel, meu servo’, é a pronunciação de Jeová; ‘e hei de constituir-te em anel de chancela, porque és tu a quem escolhi’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos.” (Ageu 2:20-23) Em vista do que o Governador Zorobabel e seus co-trabalhadores fizeram naquele dia (24 de quisleu de 520 A.E.C.), nos alicerces do templo em Jerusalém, os governadores provinciais ao oeste do rio Eufrates talvez tivessem levado sua apelação para o Rei Dario I, em Susã, na Pérsia. Mas, certamente, estes governadores provinciais devem ter protestado ao Rei Dario I, depois de Zorobabel ter prosseguido com a obra do templo sob o estímulo desta quinta visão que lhe foi relatada por Zacarias.

      14. Segundo Esdras 6:1-13 o que fez o Rei Dario I ao receber a apelação dos governadores provinciais irados?

      14 Até então, o Rei Dario deixara continuar a proscrição contra a construção do templo imposta pelo Rei Artaxerxes. Mas, o que fez ele ao receber a apelação dos governadores provinciais irados?

      Foi então que Dario deu ordem, e fizeram uma investigação na casa dos registros dos tesouros depositados lá em Babilônia. E em Ecbátana na fortificação que havia no distrito jurisdicional da Média, foi achado um rolo, e nele estava escrito o memorando do seguinte teor:

      “No primeiro ano de Ciro o rei, Ciro, o rei, deu ordem concernente à casa de Deus em Jerusalém: Reconstrua-se a casa como lugar onde se devem oferecer sacrifícios e fixem-se os seus alicerces, sendo sua altura de sessenta côvados, sua largura sessenta côvados, com três camadas de pedras roladas ao lugar e uma camada de madeiramento; e seja a despesa paga pela casa do rei. E devolvam-se também os vasos de ouro e de prata da casa de Deus que Nabucodonosor retirou do templo que havia em Jerusalém e levou a Babilônia, para que cheguem ao templo que está em Jerusalém no seu lugar, e sejam depositados na casa de Deus.

      “Agora, Tatenai, governador de além do Rio Setar-Bozenai, e seus confrades, os governadores menores que estão além do Rio, mantende-vos afastados de lá. Deixai em paz a obra daquela casa de Deus. O governador dos judeus e os homens mais maduros dos judeus vão reconstruir aquela casa de Deus no seu lugar. E por mim foi dada uma ordem quanto ao que vós fareis para com estes homens mais maduros dos judeus, para a reconstrução daquela casa de Deus; e da tesouraria real do imposto de além do Rio se pagará prontamente a despesa a estes varões vigorosos, sem interrupção. E o que for preciso, novilhos bem como carneiros e cordeiros para as ofertas queimadas ao Deus do céu, trigo, sal, vinho e azeite, conforme disserem os sacerdotes que estão em Jerusalém, sejam-lhes dados continuamente, de dia em dia, sem falta; a fim de que apresentem continuamente oferendas apaziguadoras ao Deus dos céus e orem pela vida do rei e dos seus filhos. E por mim foi dada uma ordem que, quando alguém violar este decreto, se arranque da sua casa um madeiro e ele seja pendurado nele, e sua casa se tornará por esta causa uma latrina pública. E que o Deus que fez seu nome residir ali derrube a qualquer rei e povo que estender sua mão para cometer uma violação e para destruir aquela casa de Deus, que está em Jerusalém. Eu, Dario, dou deveras a ordem. Seja executada prontamente.”

      Então Tatenai, o governador de além do Rio, Setar-Bozenai, e seus confrades, fizeram prontamente assim como Dario, o rei, mandara dizer. — Esdras 6:1-13.

      15. (a) A que somente podemos atribuir esta espantosa reviravolta, e por quê? (b) Sabendo isso de antemão, o que disse Jeová que Zorobabel faria com a pedra principal do templo?

      15 Estava o espírito de Jeová dos exércitos agindo e dirigindo esta questão? Só podemos atribuir ao Seu espírito a espantosa reviravolta, porque foi feita sem qualquer força militar ou poder humano da parte do Governador Zorobabel. O “monte” figurativo erguido pelas forças opositoras no caminho de Zorobabel foi tornado uma “planície”. Sua fé em Jeová dos exércitos e sua coragem em fazer a obra do templo foram amplamente recompensadas. Sabendo de antemão o que faria por meio de seu espírito invencível, Jeová prosseguiu, dizendo naquela quinta visão dada a Zacarias: “E ele certamente produzirá a pedra principal [pedra de remate, CBC]. Será aclamada: ‘Quão encantadora! Quão encantadora!’” — Zacarias 4:7.

      A “ENCANTADORA” PEDRA PRINCIPAL

      16. Quão essencial era esta pedra principal ou de remate e o que atestaria ser ela trazida por Zorobabel?

      16 Esta “pedra principal” era a pedra de remate do templo a ser reconstruído em Jerusalém. Esta pedra principal era a pedra essencial que daria o remate ao templo. Ser ela produzida pelo governador Zorobabel atestaria que ele havia de levar a obra do templo ao término. Nada o impediria agora como servo de Jeová. O espírito de Jeová cuidaria disso!

      17. Por que seria de exultação o dia em que esta pedra de remate fosse colocada no seu lugar e por que clamariam os espectadores: “Quão encantadora!”?

      17 Seria um dia de enorme exultação quando colocasse esta pedra de remate no seu lugar, assinalando o término bem sucedido do templo na cidade em que Deus colocara seu santo nome. A multidão extasiada de espectadores, ao ver este ato culminante, clamaria em admiração desta pedra de remate no seu lugar de destaque: “Quão encantadora! Quão encantadora!” Ela era bela em si mesma, pois era a mesma pedra que fora posta diante do Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e cuja gravação havia sido feita pelo próprio Jeová por meio de seu agente. (Zacarias 3:9) Mas, esta pedra de remate, gravada, aumentou em beleza quando passou a ocupar seu lugar designado no edifício do templo e deu ao edifício do templo uma aparência agradável. Não só os olhos encantados dos adoradores no templo se fixavam nesta pedra de remate, mas também os “sete olhos” de Jeová davam a esta pedra sua atenção indivisa, especial. Ser ela colocada no lugar era em vindicação de Sua palavra de profecia por meio de Ageu e de Zacarias.

      18. Segundo a história registrada, quando veio este dia de exultação?

      18 Este dia de exultação e de vindicação veio no terceiro dia do mês lunar de adar do ano 515 A.E.C., pois a história registrada diz o seguinte: “E os homens mais maduros dos judeus construíam e faziam progresso sob a pronunciação profética de Ageu, o profeta, e de Zacarias, neto de Ido, e a construíram e acabaram devido à ordem do Deus de Israel e devido à ordem de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. E completaram esta casa ao terceiro dia do mês lunar de adar, isto é, no sexto ano do reinado de Dario, o rei.” — Esdras 6:14, 15.

      19. Que grandiosa perspectiva nos apresenta hoje aquela ocasião religiosa, profética, e de que modo se realizará isso?

      19 Quão grandiosa é a perspectiva que esta ocasião histórica, mas profética, apresenta a todos os amantes da adoração pura e imaculada do único Deus vivente e verdadeiro hoje em dia! Aponta para o tempo em que a adoração verdadeira do Soberano Senhor Jeová será levada ao seu estado aperfeiçoado, no seu templo espiritual. Isto se dará quando Babilônia, a Grande, (o império mundial da religião falsa, incluindo a cristandade sectária,) for destruída e todos os elementos políticos, militares e sociais deste mundo, que se opõem até mesmo à adoração pura, forem destruídos, deixando na terra purificada apenas o restante dos subsacerdotes espirituais do Israel espiritual e seus co-adoradores de todas as nações, povos e tribos. Esta realização culminante será produzida, conforme diz Jeová, “não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito”.

      20. Que governador tem parte privilegiada no vindouro cumprimento desta profecia?

      20 O antitípico Governador Zorobabel terá uma parte especialmente privilegiada em realizar o cumprimento hodierno desta profecia divina. Sabemos quem ele é — Jesus Cristo, que agora governa desde o seu trono celestial sobre o restante fiel de seus subsacerdotes espirituais e os seus dedicados e batizados companheiros na adoração.

      21. Que cargos foram representados por Zorobabel e Josué, que estão combinados em Jesus Cristo e também foram prefigurados por Melquisedeque?

      21 Zorobabel prefigurou o glorificado Rei Jesus Cristo num aspecto diferente daquele do Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque. O Sumo Sacerdote Josué (a quem os judeus de língua grega chamavam “Jesus”) representava a Jesus Cristo nas suas funções sacerdotais. Zorobabel, designado governador da província de Judá, representava o Senhor Jesus Cristo no seu cargo governamental como rei. Estes dois cargos, o de sumo sacerdote e o de governador, combinam-se no glorificado Jesus Cristo, pois ele é também prefigurado por Melquisedeque, a respeito de quem diz Gênesis 14:18: “Melquisedeque, rei de Salém, trouxe para fora pão e vinho; e ele era sacerdote do Deus Altíssimo.” Hebreus 7:1 o chama “Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo”. — Salmo 110:1-4.

      22. (a) Para proteger e promover que obra usou Zorobabel seu poder de governador, sob o decreto de quem? (b) A quem prefigurou Zorobabel numa obra similar e como que nivelando que “grande monte”?

      22 Zorobabel, como governador de Jerusalém e de Judá, promovia a reconstrução do templo, conforme decretado pelo Rei Ciro. Ele usava seus poderes governamentais para proteger a obra do templo. A ele, evidentemente sob o título de Sesbazar, foram confiados os sagrados “utensílios da casa de Jeová” pelo Rei Ciro, e Zorobabel trouxe estes utensílios sagrados de Babilônia a Jerusalém, para serem usados na casa reconstruída de Jeová. (Esdras 1:7 a 2:2; 5:13-16) Portanto, o Governador Zorobabel tomou corretamente a liderança no lançamento do alicerce do segundo templo de Jeová em Jerusalém. (Esdras 3:8-10) Desta maneira, Zorobabel prefigurou como o reinante Rei Jesus Cristo daria estímulo à obra do restabelecimento da adoração pura de Jeová no seu templo espiritual. Ele protegeria os do restante de seus subsacerdotes espirituais, ungidos, agora na terra, nos seus esforços desde 1919 E.C. para restabelecer a adoração pura de Jeová entre toda a humanidade. O “grande monte” de oposição e dificuldades que se lhes interpunha nisso foi reduzido por ele a uma “planície”.

      23. (a) Como se compara Jesus Cristo com o Governador Zorobabel em promover a obra da construção do templo? (b) Como cumpre ele o quadro de trazer e colocar a pedra principal?

      23 Comparável ao governador Zorobabel em produzir a pedra de remate e colocá-la no lugar no templo em 515 A.E.C., o glorificado Jesus Cristo levará a um término triunfante a obra do restabelecimento da adoração de Jeová no Seu templo espiritual. Por meio de seus santos anjos invisíveis, ele ajuntará todos os necessários do restante dos subsacerdotes espirituais e os ajudará no cumprimento de seus deveres no antitípico Santo do templo espiritual de Jeová. Ele mesmo desempenhará o papel de “pedra principal” neste arranjo espiritual para a adoração de Jeová. No tempo devido de Deus, tomará seu próprio lugar designado na estrutura espiritual desta adoração e assim dará o remate à sua terminação. Ele é o Principal, igual à figurativa pedra de remate para o aperfeiçoamento deste arranjo divino para adoração, no qual ele serve como Sumo Sacerdote Real a favor de toda a humanidade. Quando ele ocupar seu lugar e relatar a Jeová Deus que completou a obra do restabelecimento da adoração em plena escala por meio de todos os subsacerdotes necessários no templo espiritual, isto resultará num aspecto ‘encantador’.

      24. Quando aclamarão os adoradores de Jeová à Pedra Principal Maior: “Quão encantadora!”?

      24 Naquele momento sagrado, quando se tornar evidente que a obra com respeito à adoração verdadeira foi aperfeiçoada apesar da oposição de Babilônia, a Grande, e de seus patrocinadores políticos, todos os adoradores verdadeiros de Jeová, na terra, ficarão cheios de apreço irreprimível pelo papel desempenhado com bom êxito pelo Governador Maior, Jesus Cristo. Jubilantes o aclamarão como a Pedra Principal Maior: “Quão encantadora! Quão encantadora!”

      O “DIA DAS COISAS PEQUENAS” NÃO DEVE SER DESPREZADO

      25. Quando se iniciou a obra de edificação da organização teocrática para a adoração de Jeová, em 1919 E.C., por que parecia ela desprezível?

      25 Quando esta obra da edificação da organização teocrática para a adoração de Jeová começou, no ano de após-guerra de 1919 E.C., parecia desprezível aos olhos da religiosa Babilônia, a Grande, e seus amantes militares e políticos. Parecia-lhes impossível de ser realizada. Por quê? Porque o restante sobrevivente dos israelitas espirituais, ungidos, era muito pequeno e estava internacionalmente desacreditado. (Mateus 24:9) Por exemplo, quando se realizou o congresso geral da Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, de 1.º a 8 de setembro de 1919, no balneário de Cedar Point, Ohio, E. U. A., havia apenas cerca de 6.000 presentes às sessões durante a semana; e outros milhares, que não podiam assistir a este congresso, logo após a Primeira Guerra Mundial, achavam-se espalhados em toda a terra, tendo uns 17.961 (segundo relatórios incompletos) assistido à celebração anterior da Ceia do Senhor, em 13 de abril de 1919. O que eram estes milhares de adoradores dedicados e batizados de Jeová em comparação com as centenas de milhões de membros das igrejas da cristandade? Nada!

      26. (a) Devia o restante sobrevivente ser desprezado por causa de sua pequenez? (b) Quem trouxe a mensagem corretora e por quem foi ele enviado?

      26 Contudo, devia ser desprezado este restante sobrevivente dos israelitas espirituais por causa de sua pequenez? Ou porque não tinha “força militar”? Hoje, mais de cinqüenta anos depois, temos fatos disponíveis para dar uma resposta ressonante, e eles provam que foi o Deus infalível quem enviou seu profeta Zacarias com uma mensagem para corrigir todas as idéias erradas obtidas em vista da primeira aparência das coisas. Escute o que Zacarias passa a relatar: “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘As próprias mãos de Zorobabel lançaram o alicerce desta casa e suas próprias mãos a terminarão. E terás de saber que o próprio Jeová dos exércitos me enviou a vós. Pois, quem desprezou o dia das coisas pequenas? E hão de alegrar-se e ver o prumo na mão de Zorobabel. Estes sete são os olhos de Jeová. Percorrem toda a terra.’” — Zacarias 4:8-10.

      27. Quando se forneceu a prova absoluta de que fora Jeová que havia enviado Zacarias ao povo?

      27 Se alguns dos do restante repatriado dos judeus na terra de Judá tivessem tido qualquer dúvida, saberiam então positivamente que foi o próprio Jeová quem enviou Zacarias ao Seu povo — no terceiro dia do décimo segundo mês lunar (adar) de 515 A.E.C. O registro de Esdras 6:14, 15, nos diz: “E os homens mais maduros dos judeus construíam e faziam progresso sob a pronunciação profética de Ageu, o profeta, e de Zacarias, neto de Ido, e a construíram e acabaram devido à ordem do Deus de Israel e devido à ordem de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. E completaram esta casa ao terceiro dia do mês lunar de adar, isto é, no sexto ano do reinado de Dario, o rei.” A palavra profética de Jeová foi vindicada!

      28. (a) Por que é que os olhos de Jeová não deixaram de ver quando Zorobabel, com o prumo na mão, colocou a pedra de remate no templo? (b) Com que acontecimento similar, porém maior, se regozijarão os seus olhos ainda mais?

      28 O Governador Zorobabel talvez tivesse um prumo na mão ao terminar a casa de adoração de Jeová por colocar a pedra essencial de remate no seu lugar. Os olhos alegraram-se ao ver isto. Especialmente os olhos de Jeová. Nada escapa aos seus olhos. É como se ele tivesse uma série completa de olhos — sete — olhos que percorrem toda a terra para observar tudo o que se faz, quer feito pelos Seus inimigos, quer feito pelo Seu povo dedicado. Seus olhos não deixaram de ver a colocação da pedra de remate por Zorobabel, que tinha o prumo na mão. Seus próprios olhos alegravam-se com os de seu restante fiel, que colocavam a adoração do verdadeiro Deus em primeiro lugar na sua vida. Quanto mais se alegrarão seus olhos que observam tudo quando virem o Zorobabel Maior terminar a obra com respeito ao restabelecimento da adoração pura na terra, no Seu templo espiritual!

      “OS DOIS UNGIDOS”

      29. Quando Zacarias perguntou pela primeira vez sobre o significado do candelabro de ouro o que se lhe disse e como podemos agora ver a propriedade desta resposta?

      29 Neste ponto, lembramo-nos do que o anjo disse ao profeta Zacarias, quando este perguntou o que significava o candelabro de ouro com as sete lâmpadas? Sim, foi o seguinte: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos.” (Zacarias 4:6) Agora podemos ver a propriedade desta forte declaração pelos pormenores adicionais que apareceram na visão com mais explicações. Para a nossa satisfação, somos informados:

      30. O que disse o anjo a Zacarias sobre o que representavam as duas oliveiras ao lado do candelabro?

      30 “E passei a responder e a dizer-lhe: ‘Que significam estas duas oliveiras à direita do candelabro e à sua esquerda?’ Então respondi pela segunda vez e disse-lhe: ‘Que são estes dois punhados de raminhos das oliveiras, que, por meio dos dois tubos de ouro, despejam de si o líquido dourado?’ Ele me disse, pois: ‘Não sabes realmente o que significam estas coisas?’ Eu disse, da minha parte: ‘Não, meu senhor.’ Por conseguinte, ele disse: ‘São os dois ungidos que estão de pé ao lado do Senhor de toda a terra.’” — Zacarias 4:11-14.

      31. Como se fornecia óleo às lâmpadas, por que era constante o suprimento e o que representava o óleo?

      31 Zacarias achou bom fazer depois de sua primeira pergunta logo uma segunda, a fim de não deixar de perguntar a respeito de uma particularidade que não havia mencionado na sua primeira pergunta. Lembramo-nos de que aquelas duas oliveiras estavam à direita e à esquerda da tigela de ouro, da qual se estendiam sete tubos até as sete lâmpadas no candelabro, para fornecer-lhes óleo dum depósito central. Onde obtinha a tigela de ouro, no alto do candelabro, seu próprio suprimento do líquido de iluminação? Do punhado de raminhos da oliveira à direita e do punhado de raminhos da oliveira à esquerda, e isto por meio dum tubo de ouro de cada punhado de raminhos. O líquido assim fornecido parecia dourado, e não podia ser impedido assim como estas duas oliveiras tampouco podiam ser impedidas. O fornecimento era constante, assim como a fonte dele era vivente e constante. Este líquido de iluminação representava, não uma força militar, nem poder humano, mas, conforme disse Jeová, “meu espírito”. Usou-se assim o óleo para representar o espírito de Deus. — Zacarias 4:6.

      32. (a) Qual é a fonte do simbólico ‘óleo de oliveira’? (b) O que é simbolizado pelo candelabro que recebe tal óleo?

      32 Assim como a oliveira foi criada por Jeová Deus e Ele é por isso a Fonte de seu óleo, assim ele é também a Fonte do espírito ou da força ativa invisível que acende a chama da Sua verdadeira adoração. As duas oliveiras, por conseguinte, representam os dois agentes por meio dos quais ele transmite seu espírito ao candelabro simbólico, isto é, à sua “nação santa”, o restante ungido do Israel espiritual. Então, quem são os dois agentes simbolizados pelas duas oliveiras?

      33. Como usa Revelação 11:3, 4, oliveiras para simbolizar criaturas viventes de Deus, e, por isso, a quem simbolizam as duas oliveiras na visão de Zacarias?

      33 Não é contrário às Escrituras dizer-se que as duas oliveiras representam criaturas inteligentes de Deus. Relacionado com a visão do templo relatada pelo apóstolo cristão João, no último livro da Bíblia, lemos: “‘E farei as minhas duas testemunhas profetizar . . . trajadas de saco.’ Estas são simbolizadas pelas duas oliveiras e pelos dois candelabros, e estão em pé diante do Senhor da terra.” (Revelação 11:3, 4) As duas oliveiras da visão de Zacarias são explicadas como sendo “os dois ungidos [literalmente: dois filhos do óleo] que estão de pé ao lado do Senhor de toda a terra”. Portanto, a quem representam? Não os profetas inspirados Ageu e Zacarias, mas duas pessoas às quais Zacarias foi mandado transmitir a palavra de Jeová dos exércitos, a saber, o Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e o Governador Zorobabel.

      34. (a) Como é que o sumo sacerdote e o governador forneceram óleo simbólico ao candelabro simbólico? (b) Como se mantiveram os próprios Zorobabel e Josué constantes no seu suprimento do espírito de Deus?

      34 Por meio dos profetas inspirados Ageu e Zacarias, transmitiu-se o espírito de Jeová a Josué e a Zorobabel. Estes, por sua vez, deviam tomar a dianteira na construção do segundo templo de Jeová e em transmitir neste respeito o espírito de Jeová ao restante israelita. Estes dois “ungidos” deviam imbuir toda a nação restabelecida constantemente do espírito de Jeová, apegando-se à obra até o fim e animando os trabalhadores no templo tanto por palavras de exortação como pelo exemplo pessoal. Poderiam fazer isso se ficassem constantemente ao lado de Jeová, “o Senhor de toda a terra”. Tinham de ficar do Seu lado na questão da única adoração verdadeira e tinham de servi-lo constantemente em prol desta adoração exclusiva Dele. A obra sagrada seria assim realizada pelo espírito de Jeová. Sendo o “Senhor de toda a terra”, ele cumpre a sua vontade para com ela.

      35. No cumprimento moderno da visão, a quem simbolizam as duas oliveiras?

      35 No cumprimento desta visão no atual “tempo do fim”, a quem representam as “duas oliveiras”, os “dois ungidos”? Visto que, no primeiro cumprimento da visão nos próprios dias de Zacarias representavam o Sumo Sacerdote Josué e o Governador Zorobabel, devem representar apenas uma só pessoa, a saber, o Ungido, Messias ou Cristo de Jeová, Jesus, que foi ungido com o espírito santo de Deus. — Isaías 61:1-3; Lucas 4:1.

      36. (a) De que modo agiu Jesus Cristo como Josué, o sumo sacerdote, e o Governador Zorobabel com relação ao espírito de Deus? (b) Como se manteve ele, igual às duas oliveiras, constantemente suprido do espírito, e a que candelabro simbólico o forneceu?

      36 De fato, Jesus, o Messias, foi prefigurado tanto pelo Sumo Sacerdote Josué como pelo governador Zorobabel. Antes de ele deixar seus apóstolos leais na terra, prometeu enviar-lhes o espírito, que procede do Pai Celestial. (João 14:16, 17; 15:26; 16:13, 14) Daí, no dia festivo de Pentecostes de 33 E.C., ele serviu como as duas oliveiras da visão de Zacarias. Naquele dia, Jeová Deus começou a usá-lo para canalizar e derramar o espírito santo sobre a “nação santa” do Israel espiritual. (Atos 1:5; 2:1-35; Mateus 3:11; Marcos 1:7, 8; Lucas 3:16) Igual aos “dois ungidos” ou “dois filhos do óleo” na quinta visão de Zacarias, Cristo Jesus está “ao lado do Senhor de toda a terra”, como Sumo Sacerdote e governador, e o assiste constantemente, porque está à mão direita de Deus nos céus. (Atos 2:34-36; 7:56) Neste cargo, pode ser o canal de fornecimento constante do espírito do Senhor Deus para o “candelabro” simbólico na terra, o restante fiel do Israel espiritual.

      37. (a) Por receberem energia de que e sob a liderança de quem continuam os do restante na obra do templo? (b) Portanto, a quem se darão o louvor e o crédito de elogio pelo bom êxito da obra do templo?

      37 Não por uma força militar, mas pelo espírito infalível do Deus Todo-poderoso, os do restante ungido trabalham sob o seu governador e Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo. Estimulados e revigorados pelo espírito santo, levarão avante a obra do templo até estar completamente terminada. Por conseguinte, os elogios, o louvor e o crédito pelo bom êxito final e culminante não serão atribuídos aos do restante dos subsacerdotes espirituais, mais sim a Jeová Deus, a Fonte do espírito, e por meio de Jesus Cristo, como Seu canal amoroso.

  • Fim da permissão da iniquidade
    O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
    • Capítulo 12

      Fim da permissão da iniquidade

      1. Em vez de passar por meras formalidades no Seu templo, o que devia a nação de Israel fazer para ter as bênçãos de Jeová segundo o Seu pacto?

      A ANTIGA nação de Israel possuía em Jerusalém o belo símbolo da adoração pura do único Deus vivente e verdadeiro. Era seu templo sagrado, reconstruído. Mas a nação devia fazer mais do que apenas as realizações cerimoniais, rotineiras, neste centro de adoração. A nação escolhida de Israel, com seu templo reconstruído da adoração de Jeová em Jerusalém, devia viver esta religião diariamente em toda a sua terra dada por Deus. A sua religião não seria assim apenas uma formalidade pia, mas seria uma experiência viva. Não resultaria na profanação da casa sagrada da adoração de Jeová. Não traria zombaria e vitupério ao nome de Deus. Ele poderia então abençoar de bom grado os habitantes adoradores, no país, segundo a promessa de seu pacto solene com a nação. Não seria obrigado a enviar uma maldição mortífera sobre os que não cumpriam o pacto.

      2. (a) A que devem ter ódio os adoradores de Jeová, segundo o Salmo 97:10, 11? (b) Em harmonia com que propósito de Deus não deviam tolerar nenhuma iniqüidade no seu domínio dado por Deus?

      2 Da parte dos Seus adoradores sinceros, tinha de haver um genuíno ódio da iniqüidade. Neste respeito, o salmista inspirado exorta-os: “Ó vós amantes de Jeová, odiai o que é mau. Ele guarda as almas dos que lhe são leais; livra-os da mão dos iníquos. A própria luz brilhou para o justo e a alegria, até mesmo para os retos no coração.” (Salmo 97:10, 11) Não se devia tolerar a iniquidade no lugar onde moram os amantes de Jeová, no seu domínio dado por Deus. No seu próprio tempo, ao qual adere estritamente, acabará com toda a iniqüidade em toda a terra, junto com todas as suas conseqüências terríveis. Não mais permitirá a iniqüidade. Salve! tempo feliz para toda a humanidade disposta à justiça!

      3. Em harmonia com este tema, que visão se deu então, e para o encorajamento de quem foi registrada?

      3 Em harmonia com esta perspectiva agradável está o tema da sexta visão dada ao profeta Zacarias, no dia 24 do décimo primeiro mês lunar (sebate) do ano 519 A.E.C. Ele foi inspirado a registrá-la, a fim de preservá-la para o nosso encorajamento, neste tempo de seu cumprimento completo.

      A SEXTA VISÃO

      4, 5. (a) O que relatou Zacarias ao anjo intérprete quanto ao que estava vendo? (b) Como se locomovia aquele rolo pelo ar e quanta superfície escrita tinha, para que espécie de mensagem?

      4 Zacarias escreveu: “Então levantei novamente os olhos e vi; e eis um rolo voador! Portanto, ele [o anjo interpretador] me disse: ‘Que estás vendo?’ Eu disse, da minha parte: ‘Estou vendo um rolo voador, cujo comprimento é de vinte côvados e cuja largura é de dez côvados.’” — Zacarias 5:1, 2.

      5 O rolo está desenrolado. Estando estendido, voa pelo ar como que com asas dum avião. É um rolo grande, pois tem vinte côvados de comprimento e dez côvados de largura, num total de duzentos côvados quadrados, ou cerca de 41 metros quadrados. E se ambos os lados do rolo tiverem sido usados para só escrever, isto significaria cerca de 82 metros quadrados de superfície de escrita. Mostrou-se que estava escrito em ambos os lados. Isto tornaria possível transmitir uma mensagem impressionantemente extensa. Tratava-se duma mensagem favorável ou desfavorável para o país? Isto indicaria o significado do rolo voador. Zacarias queria saber isso. E nós também.

      6. O que explicou o anjo intérprete quanto ao significado do rolo voador?

      6 O que disse o anjo interpretador? “Então ele me disse: ‘Esta é a maldição que sai sobre a superfície de toda a terra, porque todo aquele que furta, segundo ela, neste lado, tem ficado impune; e todo aquele que faz um juramento, segundo ela, naquele lado, tem ficado impune.’” — Zacarias 5:3.

      7, 8. Que perguntas surgem com respeito ao ladrão e ao que jurava falsamente em nome de Jeová, e o que disse Jeová quanto a que faria a maldição?

      7 Então, o que acontecerá a estes malfeitores que até agora conseguiram ficar impunes? Segundo o que estava escrito num lado do rolo, qual é a maldição a ser executada no furtador que até o momento ficou impune? E segundo o que estava escrito no outro lado do rolo, que maldição se executará naquele que fizer um juramento culposo? Até mesmo nós, hoje, estamos interessados em saber isso, porque toda a terra, atualmente, está cheia de ladrões e de pessoas que não cumprem os seus juramentos O que nos diz o anjo interpretador? O seguinte:

      8 “‘Eu a fiz sair’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘e terá de entrar na casa do ladrão e na casa daquele que faz um juramento falso em meu nome; e terá de pousar no meio de sua casa e terá de exterminar a ela, e seu madeiramento, e suas pedras’.” — Zacarias 5:4.

      9. Até que ponto devia prosseguir o extermínio? Atingindo só as casas?

      9 O ladrão e aquele que fazia um juramento falso em nome de Jeová foram amaldiçoados para a destruição. Não só se deviam eliminar as suas casas, com madeiramento, pedras e tudo o mais, mas o ladrão e o que jurava falsamente também deviam ser exterminados. O próprio lugar de sua residência devia ser eliminado do país, e eles juntamente com suas moradias. Esta era deveras uma maldição terrível! E era drástica!

      10. A que terra aplicava-se isso e por que tornava isso o furto e o juramento falso tanto mais sérios?

      10 Devemos lembrar-nos de que isto se aplicava à terra ocupada pelo restante dos judeus anteriormente exilados, que haviam sido libertos de Babilônia e haviam retornado à terra de Judá, com o fim de reconstruir o templo de Jeová em Jerusalém. Isto tornava o assunto tanto mais sério. Sob os Dez Mandamentos, conforme dados por intermédio do profeta Moisés, aqueles judeus naturais, circuncisos, estavam sob a ordem divina de não furtar, de não prestar juramento falso, nem de dar testemunho falso. Portanto, quem roubasse do povo escolhido de Deus, realmente roubaria de Jeová. Ao jurar de modo falso no santo nome de Jeová, quem jurasse falso, mentiria, não só àquele para quem o juramento era uma garantia ou asseguração, mas também a Jeová. Era mau uso de Seu nome, usando-se Seu nome de modo fútil. (Êxodo 20:7, 15, 16) Embora os ladrões e os que juravam falsamente escapassem por um tempo da punição às mãos daqueles que deviam ter feito vigorar a lei de Deus, ainda assim, Sua maldição se aplicaria a estes violadores e teria efeito neles, no tempo devido.

      ESPÉCIES DE FURTOS

      11. Era o furto por causa de fome desculpável, ou que conseqüências trazia tal furto segundo Salomão e o escritor de provérbios, Agur?

      11 Não importa qual o motivo do furto e quão desculpável o furto possa parecer sob as circunstâncias, ainda assim era um pecado e merecia ser punido segundo a lei de Deus. O sábio e inspirado Rei Salomão disse: “As pessoas não desprezam o ladrão só porque furta para encher a sua alma quando está com fome. Mas, quando descoberto, ele compensará com sete vezes tanto; dará todos os valores da sua casa.” (Provérbios 6:30, 31) Agur, escritor de provérbios, filho de Jaque, não desejava ficar numa situação em que se visse obrigado a furtar, porque compreendia que seu Deus estava envolvido nisso ou afetado por isso. Por este motivo orou a Deus: “Afasta para longe de mim a inveracidade e a palavra mentirosa. Não me dês nem pobreza nem riquezas. Devore eu o alimento que me é prescrito, para que eu não me farte e realmente te renegue, e diga: ‘Quem é Jeová?’ E para que eu não fique pobre e realmente furte, e ataque o nome de meu Deus.” (Provérbios 30:1, 8, 9) De que modo atacaria o nome de seu Deus por furtar?

      12. (a) À luz dos Dez Mandamentos, como é o furto, mesmo por motivo de fome, um ataque contra o nome de Deus? (b) O que diz sobre isso o apóstolo Paulo?

      12 Porque o furto é uma expressão de idolatria. O ladrão idolatra a si mesmo ou a coisa que furta. Cobiça aquilo a que não tem direito, mas que pertence a outro. Para escapar da punição pelo furto, ele toma a coisa cobiçada quando o dono ou os agentes da lei não estão vigiando. Visto que o mandamento contra o furto foi dado no nome de Deus, Jeová, o ladrão desconsidera o nome de Deus e o ataca como não sendo válido ou de importância. O apóstolo cristão Paulo escreveu aos cristãos que eram herdeiros do reino celestial de Deus: “Nenhum fornicador, nem pessoa impura, nem pessoa gananciosa — que significa ser idólatra — tem qualquer herança no reino do Cristo e de Deus.” (Efésios 5:5) Ele escreveu também: “Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo e cobiça, que é idolatria.” (Colossenses 3:5) Paulo talvez pensasse na profecia de Zacarias, quando escreveu: “O gatuno não furte mais, antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” — Efésios 4:28, 25.

      13. (a) Como afeta a “maldição” o cristão dedicado e batizado que passa a furtar? (b) Que furto é mais sério do que furtar a propriedade material de alguma criatura?

      13 Se um cristão dedicado e batizado começar novamente a furtar assim como antes de sua conversão, ou passar a furtar, ele está atacando o nome de seu Deus. Visto que o ladrão não pode herdar o reino messiânico de Deus, ele vem sob a maldição divina. Isto significará a destruição dele, pois, se deixar de obter entrada no reino ao qual é chamado, não lhe sobra mais nada. Para alguém ser ladrão, não necessariamente precisa furtar coisas materiais de outro. É muito mais sério subtrair as palavras de Deus. Deus é contra tal furto.

      14. O que diz Jeová em Jeremias 23:30-32 a respeito de quem furta as Suas palavras?

      14 “‘Por isso, eis que sou contra os profetas’, é a pronunciação de Jeová, ‘aqueles que furtam as minhas palavras, cada um do seu companheiro.’ ‘Eis que sou contra os profetas’, é a pronunciação de Jeová, ‘aqueles que empregam a sua língua para pronunciar: “Uma pronunciação!”’ ‘Eis que sou contra os profetas de sonhos falsos’, é a pronunciação de Jeová, ‘que os narram e fazem meu povo vaguear por causa das suas falsidades e por causa da sua gabação’. ‘Mas eu mesmo não os enviei nem lhes dei ordem. Assim, de modo algum trarão proveito a este povo’, é a pronunciação de Jeová.” — Jeremias 23:30-32.

      15. (a) O que se deve dizer quanto a furtar as palavras de nosso companheiro quando citamos a Bíblia aos outros? (b) Como furtavam os falsos profetas, nos dias de Jeremias, as palavras de Deus de seu companheiro?

      15 Furtar as palavras de Jeová dum companheiro é assunto sério. Como se faz isso? Furtamos as palavras de Jeová do profeta quando citamos as palavras deste, a quem Ele inspirou a proferi-las? Não, pois damos o devido crédito ao profeta inspirado cujas palavras citamos em apoio ou prova dum ensino. Indicamos às pessoas o livro bíblico, o capítulo e o versículo que citamos. Não fazemos assim como os falsos profetas nos dias de Jeremias. Estes profetas tomavam a profecia do homem a quem Jeová inspirara para proferir a profecia e depois passavam a impingir esta profecia como sendo sua própria. E, naturalmente, quando ampliavam esta profecia que haviam furtado, não tinham a orientação divina para isso. Isto resultava em eles não a explicarem de modo correto ou em fazerem seus próprios acréscimos não autorizados, ou em adulterarem, deturparem e atenuarem a profecia. Assim usavam a profecia subtraída para seus próprios fins egoístas.

      16. Como furtavam o nome de Deus os que pretendiam ser profetas inspirados ou que contavam meros sonhos?

      16 Davam-se a aparência de ser profetas por dizer, como que sob inspiração: “Uma pronunciação!” Depois roubavam realmente o nome de Jeová por ligá-lo à sua própria “pronunciação”, à qual não pertencia. Inventavam sonhos falsos sobre o futuro, para influenciar o povo contra os porta-vozes verdadeiros de Jeová. Por causa de seus sonhos falsos e de sua gabação quanto ao futuro, faziam com que o povo se desencaminhasse em sentido religioso e espiritual, e o deixavam desprevenido para a realidade futura. Jeová não os enviou, nem lhes deu ordens, motivo pelo qual não tinham direito de furtar o nome de Deus de seu lugar legítimo e usá-lo para seus próprios fins enganosos. Tais ladrões não são de proveito para ninguém.

      17. O que avisou Jeová de antemão sobre o que estava para vir e de que modo eram responsáveis pela conduta do povo aqueles profetas que não estavam de pé no Seu grupo íntimo?

      17 “Pois, quem estava de pé no grupo íntimo de Jeová para ver e ouvir a sua palavra? Quem deu atenção à sua palavra para ouvi-la? Eis que certamente sairá o vendaval de Jeová, o próprio furor, sim, uma tormenta rodopiante. Rodopiará sobre a cabeça dos iníquos. A ira de Jeová não recuará até que ele tenha executado e até que tenha realizado as idéias de seu coração. Na parte final dos dias dareis a isso vossa consideração com compreensão. Não enviei os profetas, no entanto, eles mesmos correram. Não falei com eles, no entanto, eles mesmos profetizaram. Mas, se tivessem estado de pé no meu grupo íntimo, então teriam feito meu povo ouvir as minhas próprias palavras, e teriam feito que recuassem do seu mau caminho e da ruindade das suas ações.” — Jeremias 23:18-22.

      18. De que modo fizeram os clérigos da cristandade aquilo contra que adverte Revelação 22:19, e como furtaram as palavras de seu companheiro?

      18 O precedente corresponde ao que se diz aos cristãos dedicados e batizados no último livro da Bíblia: “Se alguém tirar qualquer coisa das palavras do rolo desta profecia, Deus lhe tirará o seu quinhão das árvores da vida e da cidade santa, coisas das quais se escreve neste rolo.” (Revelação 22:19) Ao ensinarem que o livro de Revelação ou Apocalipse não tem valor profético ou que a Bíblia está cheia de mitos, lendas e impossibilidades, os clérigos da cristandade certamente tiraram muita coisa da Palavra de Deus, e assim a sonegam do povo insuspeitoso. Quantas vezes, durante campanhas políticas e em tempo de guerra, se apropriaram os clérigos da cristandade dum texto da Bíblia para seus próprios fins egoístas e o empregaram como pretexto para falar às suas congregações sobre política mundial, planos de reforma social e propaganda de guerra! Não significa isso furtar a palavra de Jeová dum companheiro?

      19. Como podemos nós, iguais ao apóstolo Paulo, evitar a maldição de Deus por furtar as palavras de Deus daqueles que precisam delas?

      19 Em contraste com a sonegação de qualquer parte da Palavra de Deus dos que merecem ouvi-la, devemos imitar o exemplo do apóstolo Paulo, que disse: “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas, eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus. Por isso, eu vos chamo como testemunhas, no dia de hoje, de que estou limpo do sangue de todos os homens, pois não me refreei de falar a todos vós todo o conselho de Deus.” (Atos 20:19-21, 26, 27) Iguais a Paulo, não queremos ser amaldiçoados por um furto espiritual.

      FAZER UM FALSO JURAMENTO EM NOME DE DEUS

      20. O profeta Zacarias e seus companheiros judaicos podiam lembrar-se muito bem de que caso notável de juramento falso em nome do Deus de Judá?

      20 Zacarias e os demais judeus restabelecidos, nos seus dias, podiam muito bem lembrar-se dum caso notável na história, que mostrava quão sério Deus achava fazer alguém um juramento falso em Seu nome. Este caso era o do último rei no trono de Jerusalém, a saber, o Rei Zedequias, filho de Josias. Ele morreu cego numa prisão em Babilônia, antes de o restante de judeus fiéis ser liberto do exílio babilônico. Por quê? O registro em 2 Crônicas 36:12, 13, explica o motivo, dizendo: “Ele fazia o que era mau aos olhos de Jeová, seu Deus. Não se humilhou por causa de Jeremias, o profeta às ordens de Jeová. E até mesmo se rebelou contra o Rei Nabucodonosor, que o fizera jurar por Deus; e enrijecia sua cerviz e endurecia seu coração para não retornar a Jeová, o Deus de Israel.”

      21. Segundo Ezequiel 17:16-20, que decisão tomou Jeová a respeito do infiel Rei Zedequias?

      21 Com respeito ao juramento que o Rei Zedequias fez ao Rei Nabucodonosor em nome de Jeová, Ezequiel 17:16-20 apresenta a seguinte decisão de Jeová:

      “‘Assim como vivo’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová, ‘no lugar do rei [Nabucodonosor] que constituiu rei àquele que desprezou seu juramento e que violou seu pacto, junto a ele, no meio de Babilônia, é que morrerá. . . . E ele desprezou o juramento, violando o pacto, e eis que dera a sua mão, e assim mesmo fez todas estas coisas. Não escapará.’ ‘Portanto assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: “Assim como vivo, seguramente, meu juramento que ele desprezou e meu pacto que ele violou — isso é que vou trazer sobre a sua cabeça. E vou estender sobre ele a minha rede e certamente será apanhado na minha rede de caça; e vou levá-lo a Babilônia e por-me ali em julgamento com ele quanto à sua infidelidade com que agiu contra mim.”’”

      22. Como se perjurou o Rei Zedequias e contrário ao conselho de quem?

      22 Visto que o Rei Zedequias havia feito um juramento ao Rei Nabucodonosor em nome do Soberano Senhor Jeová, tinha a obrigação para com Deus de cumprir seu juramento e cumprir seu pacto, de ser vassalo do rei de Babilônia. Desconsiderando o conselho inspirado do profeta Jeremias, ele se perjurou, abjurou, rebelou-se e voltou-se para Faraó do Egito, em busca de ajuda militar. — Ezequiel 17:11-15, 17; Isaías 31:1-3.

      23. Similar a Zedequias, como foram as nações da cristandade e seus clérigos em busca de ajuda e violaram seu pacto?

      23 Similar ao Rei Zedequias, que estava no pacto da Lei com Deus, por meio do mediador Moisés, as nações da cristandade desceram ao Egito simbólico em busca de ajuda, sim, ao mundo com seu equipamento militar. Os clérigos religiosos da cristandade acompanharam as suas nações respectivas, e abençoaram seus exércitos, suas armas militares e seus processos de guerra, orando por eles. Desta maneira, as nações da cristandade e seus clérigos, que afirmam estar no novo pacto com Deus, mediante Cristo por mediador, violaram seu pacto com Deus. Os clérigos religiosos violaram a neutralidade para com os conflitos do mundo, obrigatória a todos os cristãos.

      24. (a) Como agiram os clérigos da cristandade para com os votos ou juramentos feitos quando foram ordenados ministros? (b) O que lhes acontecerá quando Deus executar a “maldição” do rolo voador na vindoura “grande tribulação”?

      24 Quaisquer que tenham sido os votos ou juramentos que os clérigos sectários da cristandade tenham feito a Deus, ao serem ordenados para o ministério de suas respectivas denominações religiosas, eles violaram. Fizeram isso por seu proceder mundano, sabendo muito bem que “a amizade com o mundo é inimizade com Deus” e que, “portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tiago 4:4) Que dizer da “maldição” representada pelo rolo voador extraordinariamente grande, que saía sobre a superfície de toda a terra? Entrará nas casas destes ladrões espirituais ou religiosos? Irá exterminá-los, bem como todas as suas casas religiosas, no tempo em que Deus executar esta maldição? Sim, sem falta! Tais clérigos e suas nações que professam ser cristãs são “pérfidos nos acordos” quanto a Deus, embora devessem conhecer muito bem “o decreto justo de Deus, de que os que praticam tais coisas merecem a morte”. (Romanos 1:31, 32) Ai deles na vindoura “grande tribulação”, quando esta maldição do “rolo voador” for executada por Deus. — Mateus 24:21, 22.

      25, 26. (a) Quando se terá de acabar finalmente com as espécies de iniqüidade especificadas no rolo voador? (b) Por meio de que proceder escaparão os cristãos dedicados e batizados da “maldição” do rolo voador?

      25 Assim como na visão dada a Zacarias a maldição devia acabar com a ladroagem e o juramento falso feito em nome de Jeová em todo o país de Seu povo, assim se terá de acabar com tais coisas em toda a terra. Especialmente agora, no domínio espiritual do restante restabelecido do Israel espiritual de Jeová. Tal espécie de iniqüidade não é mais permitida, nem tolerada, e não se permite que passe sem punição nesta terra, que pertence ao Criador dela, o Soberano Senhor Jeová. Para escapar do vindouro extermínio, todos os cristãos plenamente dedicados e batizados têm a obrigação bíblica de ‘não fazer parte deste mundo’, de se apegar inseparavelmente à neutralidade teocrática para com as disputas egoístas deste mundo. Visto que os do restante restabelecido dos israelitas espirituais fazem isso, cumpre-se para com eles o que foi predito em Revelação 22:3-5:

      26 “E não haverá mais nenhuma maldição. Mas o trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade e os seus escravos lhe prestarão serviço sagrado; e verão o seu rosto, e o seu nome estará nas testas deles. Tampouco haverá mais noite, e eles não têm necessidade de luz de lâmpada, nem têm eles luz do sol, porque Jeová Deus lançará luz sobre eles e eles reinarão para todo o sempre.”

      A INIQÜIDADE É REMOVIDA PARA BABILÔNIA

      27. (a) O que viu Zacarias sair na sétima visão? (b) Que pergunta se suscita a respeito de “seu aspecto em toda a terra”?

      27 Visto que não há de haver mais maldição da parte de Deus não deve haver mais iniqüidade. Que a iniqüidade não seria mais permitida na propriedade pertencente ao Criador divino, é indicado na sétima visão dada ao profeta Zacarias, com símbolos interessantes. Fixemos nossos olhos mentais no quadro que Zacarias nos descreve: “Então o anjo que falava comigo saiu e disse-me: ‘Levanta os olhos, por favor, e vê o que é que está saindo.’ Eu disse, pois: ‘O que é?’ Ele disse, por sua vez: ‘Este é o efa que está saindo.’ E ele prosseguiu, dizendo: ‘Este é seu aspecto em toda a terra.”’ (Zacarias 5:5, 6) No idioma usado pelo anjo, quer dizer, no hebraico, a expressão “seu aspecto” é literalmente “seu olho”. Similar a isso, em Números 11:7, “seu olho” (quer dizer, o recém-encontrado maná) é traduzido “se parecia”. Entretanto, a Versão dos Setenta grega de Zacarias 5:6 reza diferente: “Esta é a injustiça deles em toda a terra.” É o “aspecto” ou a ‘aparência’ de todos eles injusto?

      28. O que é indicado, quanto aos “em toda a terra”, ter o recipiente uma medida específica?

      28 Ora, teremos de ver o que há dentro daquele efa voador, o qual, conforme verificaremos, tem uma tampa de chumbo sobre ele. Uma medida de efa continha vinte e dois litros. Visto que fornece a medida do seu conteúdo, parece dizer que mede ou toma a medida do que há dentro do efa simbólico e assim apresenta o “aspecto” ou a ‘aparência’ de todos os que estavam no país ou na terra. Trata-se da injustiça, conforme sugere a tradução da Versão dos Setenta grega?

      29. O que se expôs como estando dentro do efa e que nome se lhe deu?

      29 “E eis que foi levantada a tampa circular de chumbo”, diz Zacarias, “e esta é certa mulher sentada no meio do efa. De modo que ele disse: ‘Esta é a Iniqüidade.’ E ele passou a lançá-la de volta no meio do efa, após o que lançou o peso de chumbo sobre a sua boca”. — Zacarias 5:7, 8.

      30. (a) Portanto, o que representava a “mulher” lá dentro e o que sugere estar ela retida dentro do efa? (b) É a espécie de iniqüidade simbolizada limitada por ser o recipiente um efa, usado no comércio? Mas, em qualquer caso, aonde pertencia?

      30 De modo que a iniqüidade de todos os habitantes do país é simbolizada por uma mulher. Mas agora, esta “iniqüidade” foi mantida presa como a mulher da medida de efa. Ela foi medida, e o tempo de sua permissão na terra também foi medido pelo Soberano Senhor Jeová. E para mantê-la presa, colocou-se uma pesada tampa circular de chumbo sobre a boca do efa. Sendo o efa uma medida usada no comércio, poderia sugerir algo comercial, e, por conseguinte, como contendo a iniqüidade comercial, negócios escusos. Mas, não necessariamente! Podem-se medir também todos os campos das relações e atividades humanas, e esta parece ser a maneira em que a “iniqüidade” simbolizada aqui deve ser encarada. Nenhuma espécie de iniqüidade tem qualquer lugar no país ou no domínio espiritual do povo dedicado de Jeová. Deve ser metida num recipiente e mandada para longe, em plena medida, para onde pertence. Não se deve permitir a sua permanência.

      31. O que viu Zacarias acontecer a seguir à medida de Efa?

      31 Esta remoção e transferência da “iniqüidade” é exatamente o que retrata esta sétima visão dada a Zacarias. Podemos alegrar-nos junto com ele, ao passo que nos diz: “Então levantei os olhos e vi, e eis que saíam duas mulheres, e havia vento nas suas asas. E tinham asas semelhantes às asas da cegonha. E aos poucos levantaram o efa entre a terra e os céus. De modo que eu disse ao anjo que falava comigo: ‘Para onde levam o efa?’” — Zacarias 5:9, 10.

      32. Como se contrastam estas duas mulheres com a mulher dentro do efa e o que sugere terem o vento nas suas asas?

      32 Usa-se duas mulheres simbólicas para transportar depressa a “iniqüidade” presa, como que por carga aérea nos tempos modernos. Este foi um bom uso de simbolismos. Não se usa mulheres apenas para simbolizar a iniqüidade; a iniqüidade não se limita a mulheres, mas elas podem ser também virtuosas e úteis no serviço de Jeová. E nesta visão são usadas para simbolizar agentes empregados pelo Soberano Senhor Deus, que odeia a iniqüidade. Semelhantes a Ele, estas duas mulheres simbólicas odeiam a iniqüidade e se alegram de ser usadas por ele para livrar dela o país. De modo que temos aqui um belo equilíbrio no uso de mulheres como símbolos. E visto que “havia vento nas suas asas”, mostra-se que têm ajuda celestial para eliminar às pressas a iniqüidade.

      33. Que particularidades a respeito da cegonha tornaram apropriado que estas duas mulheres simbólicas tivessem neste respeito asas de cegonha?

      33 Observamos que suas asas são como as “asas da cegonha”. Esta espécie de asas é bem apropriada para essas duas mulheres simbólicas, pois a palavra hebraica para “cegonha” (hhasidáh) deriva-se evidentemente da palavra hebraica (hhésed) que significa “benevolência” e “lealdade”, qualidades que assinalam as mulheres. A cegonha é conhecida por ser muito terna com sua cria e também leal ao seu companheiro durante a vida. Mas, naturalmente, não há ternura no tratamento da “iniqüidade”. Visto que as cegonhas são aves migratórias e têm percepção instintiva dos tempos de sua migração, estas duas mulheres simbólicas com asas de cegonha saberiam o tempo designado de Jeová para remover a “iniqüidade”. (Jeremias 8:7) Visto que as cegonhas têm uma envergadura de até mais de dois metros, podem voar alto e também levantar grandes pesos. Com as asas de cegonha, as duas mulheres simbólicas poderiam levantar e levar embora a pesada carga da “iniqüidade”. (Jó 39:13; Salmo 104:17) Perguntamos assim como Zacarias: “Para onde levam o efa?”

      34. Onde disse o anjo que as mulheres aladas levavam o efa cheio?

      34 O anjo que falava com Zacarias nos informa: “Ele me disse, por sua vez: ‘Para construir-lhe uma casa na terra de Sinear; e terá de ficar firmemente estabelecida, e ali terá de ser depositada sobre o seu devido lugar.’” — Zacarias 5:11.

      35. Que particularidade a respeito da “terra de Sinear” tornava-a um lugar apropriado para se levar a “iniqüidade” e depositá-la no seu “devido lugar”?

      35 Por que era levar-se a “iniqüidade” à “terra de Sinear” como depositá-la no seu “devido lugar”? Porque era ali, mesmo nos dias do profeta Zacarias, que se achava a cidade de Babilônia. Foi ali que se fundou Babilônia por Ninrode, o “poderoso caçador em oposição a Jeová”. Foi ali, tendo por centro a cidade de Babilônia, que se organizou a rebelião iníqua contra o Soberano Senhor Jeová. Ali se fundou também a religião falsa, organizada, de modo que a cidade de Babilônia veio a ser o centro mundial da religião falsa. Tornou-se a sede de “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa, cujo império religioso perdura até hoje. (Gênesis 10:8-10; 11:1-9; Revelação 14:8; 17:1-18) Portanto, é ali na “terra de Sinear”, simbolizando o local da rebelião contra a soberania universal de Jeová Deus e também o local da religião falsa, babilônica, que se deve depositar e manter a “iniqüidade”, como numa casa firmemente estabelecida sobre o seu “devido lugar” como base.

      36. Em vista da reconstrução do templo em Jerusalém, para que não era lugar próprio a terra dada por Deus ao povo escolhido de Jeová, conforme até mesmo indicado por Paulo em 2 Coríntios 6:14-16?

      36 A terra do povo escolhido de Jeová, dada por Deus, deveras, não era lugar para iniqüidade de qualquer espécie, quer idolatria, furtos, negócios fraudulentos, juramentos falsos em nome de Deus, quer outra coisa iníqua. Assim deve ser especialmente no caso do templo reconstruído de Jeová em Jerusalém, para a Sua adoração pura, imaculada e de toda a alma. Conforme o apóstolo cristão Paulo escreveu à congregação na cidade pagã de Corinto: “Que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo? E que acordo tem o templo de Deus com os ídolos?” (2 Coríntios 6:14-16) Nenhum! Quanto a alguém que pratica o que é errado dentro da congregação do povo dedicado e batizado de Jeová, Paulo disse: “Removei o homem iníquo de entre vós.” — 1 Coríntios 5:13.

      37. Neste “tempo do fim”, o que se deve fazer com a “iniqüidade” no que se refere ao domínio espiritual dos adoradores de Jeová” dado por Deus?

      37 Neste “tempo do fim”, nesta “terminação do sistema de coisas”, que seja removida toda espécie de iniqüidade do domínio espiritual dos adoradores de Jeová, dado por Deus. Seja mantida fora e restrita ao domínio de Babilônia, a Grande, e de seus patrocinadores políticos, militares e comerciais. Que permaneça estabelecida ali, como que morando numa casa firmemente estabelecida. Não queremos ter nenhuma associação ou companhia com esta simbólica mulher Iniqüidade. Que fique para a destruição, junto com Babilônia, a Grande, e todos os que se rebelaram contra a soberania universal de Jeová, “na terra de Sinear”.

      38. Portanto, desde o começo da edificação da adoração pura no templo de Jeová, em 1919 E.C., que remoção tem estado em progresso e como foi isso predito por Jesus na sua parábola do trigo e do joio?

      38 Esta remoção da iniqüidade como que por duas mulheres de asas de cegonha já está em progresso desde o restabelecimento e a reedificação da adoração pura de Jeová no seu templo espiritual, a partir de 1919 E.C. É assim como Jesus Cristo predisse para esta “terminação do sistema de coisas”, dizendo: “A colheita é a terminação dum sistema de coisas e os ceifeiros são os anjos. Portanto, assim como o joio é reunido e queimado no fogo, assim será na terminação do sistema de coisas. O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é contra a lei, e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.” (Mateus 13:39-42) Quando Babilônia, a Grande, e seus amantes mundanos forem destruídos como que com fogo na “grande tribulação” que se aproxima, seu choro e ranger de dentes cessará na destruição deles. — Mateus 24:21, 22; 25:41, 46.

      39. Portanto, em que proceder de lealdade devemos persistir, ao passo que tomamos a peito Salmo 145:20?

      39 Todos nós, os que saímos de Babilônia, a Grande, e de seus amantes mundanos na babilônica “terra de Sinear” não temos motivos para voltar àquela “iniqüidade”, que pertence àquele lugar de seu início. Nosso proceder de lealdade a Jeová, como o Soberano Senhor e único Deus verdadeiro, é persistir na sua adoração pura e imaculada, no seu templo espiritual, sob o seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo. Tomamos a peito o que seu salmista inspirado escreveu: “Jeová guarda a todos os que o amam, mas a todos os iníquos ele aniquilará.” — Salmo 145:20.

  • Carros de Deus protegem a coroação
    O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
    • Capítulo 13

      Carros de Deus protegem a coroação

      1. São os carros vistos na oitava visão de Zacarias aqueles que foram trazidos do Egito?

      NA OITAVA e última visão dada ao profeta Zacarias aparecem carros. Estes carros não foram trazidos do Egito para a proteção dos construtores do templo em Jerusalém, naquele ano da visão, 519 A.E.C., ou no segundo ano do reinado do Rei Dario I, da Pérsia. Na visão revela-se a origem mais elevada destes carros mais poderosos. Observemos junto com Zacarias seu aparecimento no cenário:

      2. Donde saíram os carros, quantos são e por que espécie de cavalos são puxados?

      2 “Então levantei novamente os olhos e vi; e eis que vinham quatro carros de entre dois montes, e os montes eram montes de cobre. No primeiro carro havia cavalos vermelhos; e no segundo carro, cavalos pretos. E no terceiro carro havia cavalos brancos; e no quarto carro, cavalos malhados, variegados.” — Zacarias 6:1-3.

      3. Para que servem as cores dos cavalos e que pergunta surge quanto aos montes?

      3 Não precisamos adivinhar o significado das cores diferentes dos cavalos. As cores dos cavalos serviram para distinguir os carros puxados por cada grupo de cor. Zacarias não nos diz quantos cavalos havia atrelados a cada carro. Mas o que representam estes dois montes de cobre, dentre os quais saem os quatro carros? Certamente não representam o morro de Jerusalém e o Monte das Oliveiras logo ao leste dele. Seu significado torna-se claro do que se diz então a Zacarias:

      4. Donde, diz o anjo, procederam os carros?

      4 “E passei a responder e a dizer ao anjo que falava comigo: ‘Que são estes, meu senhor?’ Portanto, o anjo respondeu e disse-me: ‘Estes são os quatro espíritos dos céus que saem depois de terem tomado sua posição perante o Senhor de toda a terra.’” — Zacarias 6:4, 5.

      5. Quem é “o Senhor de toda a terra” e por que tomaram os quatro carros sua posição perante ele?

      5 Então, não se trata de carros materiais de guerra, das baixadas do Egito, mas são carros visionários, simbolizando os “quatro espíritos dos céus que saem depois de terem tomado sua posição perante o Senhor de toda a terra”. E quem é este “Senhor de toda a terra”? (Zacarias 4:14) É Jeová dos exércitos. (Miquéias 4:13) E onde está ele? Nos céus, no seu santo templo espiritual. É perante Ele que estes quatro carros simbólicos se apresentam, tomando sua posição respeitosa diante Dele para receber sua comissão oficial, sua designação com respeito à terra da qual Ele é o Senhor. Depois disso, saem de entre os dois simbólicos montes de cobre.

      6. Biblicamente, o que representam os dois montes de cobre?

      6 Concordemente, estes dois montes de cobre devem representar montes de Deus. Quer dizer, organizações governamentais de Deus. Isto não é surpreendente, pois, nas Escrituras Sagradas, montes são usados como símbolos de governos régios, de reinos. Por exemplo, o anjo de Deus disse ao apóstolo cristão João a respeito da fera de sete cabeças, que carregava a meretriz Babilônia, a Grande: “As sete cabeças significam sete montes, onde a mulher está sentada no cume. E há sete reis.” (Revelação 17:9, 10) Portanto, um dos montes de cobre representaria o reino pessoal de Jeová Deus, no qual ele reina como Soberano Universal. O segundo monte de cobre representaria o reino messiânico que Jeová estabelece às mãos de seu Filho unigênito, o Messias Jesus.

      7. (a) Que segundo monte foi visto por Daniel na visão como passando a existir assim? (b) Quando e como se realiza o cumprimento de sua obra?

      7 Este segundo monte de cobre é o visto no sonho do Rei Nabucodonosor, em Babilônia, apenas oitenta e sete anos antes desta oitava visão dada a Zacarias. Foi no início uma pedra cortada dum grande monte, sem mãos, que então golpeou e esmiuçou a imagem política do domínio gentio de toda a humanidade, após o qual esta pedra simbólica cresceu e se tornou um grande monte que encheu a terra inteira. Explicando que este monte é um quadro do reino messiânico do Filho de Deus, Daniel disse: “Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” (Daniel 2:35, 44, 45) Este reino messiânico foi ‘cortado’ no ano 1914 E.C., no fim dos Tempos dos Gentios, e, na vindoura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, limpará a terra de todos estes governos gentios.

      8. Quando saíram estes carros dentre os dois montes simbólicos e como se harmoniza com o que simbolizam serem estes de cobre?

      8 Por conseguinte, depois do fim dos Tempos dos Gentios em meados do segundo semestre de 1914 E.C., havia dois simbólicos “montes de cobre”, a saber, o governo régio de Jeová, de Sua soberania universal, e o reino messiânico de seu Filho régio, Jesus Cristo. Portanto, é dentre estes dois governos celestiais que saem os quatro “carros” simbólicos. Evidentemente, saíram no ano de após-guerra de 1919 E.C., quando os do restante do Israel espiritual foram soltos de Babilônia, a Grande, e passaram a trabalhar na edificação da adoração teocrática de Jeová Deus no seu templo espiritual. Antigamente, o cobre era um metal nobre igual ao ouro e à prata, e era usado no tabernáculo sagrado da adoração de Jeová e também no templo em Jerusalém. Apropriadamente, pois, a qualidade nobre do cobre dos dois montes simbólicos representava a qualidade nobre, bem como a forte estabilidade, do reino da soberania universal de Jeová e do seu reino messiânico, por seu Filho.

      9. Como se podia dizer que os quatro carros são “quatro espíritos dos céus”, e que serviço prestam?

      9 Como podiam os quatro carros, puxados por parelhas de cavalos de cores diferentes, ser “os quatro espíritos dos céus”? (Zacarias 6:5) Isto se dá porque, no cumprimento da visão profética, são forças espirituais angélicas, que têm acesso à presença do celestial “Senhor de toda a terra”. Jeová é Aquele que “faz os seus anjos espíritos”. (Salmo 104:1-4; Hebreus 1:7) Sendo “Jeová dos exércitos”, pode usar estes anjos numa qualidade militar para a proteção de seu povo escolhido. Assim como Jesus Cristo disse ao apóstolo Pedro diante da turba no Jardim de Getsêmane: “Pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26:53) Visto que estes “quatro espíritos dos céus” são representados por carros de guerra puxados por cavalos, representam grupos de anjos celestiais, comissionados pelo seu Comandante-em-Chefe celestial para proteger o povo Dele na terra, durante o tempo da reconstrução de Seu templo de adoração em Jerusalém.

      10. Aonde vão os cavalos que puxam os carros, nas suas designações respectivas?

      10 Então, para onde vão (1) os cavalos vermelhos, (2) os cavalos pretos, (3) os cavalos brancos e (4) os cavalos malhados, variegados, na sua designação? Em resposta, o anjo explicou a Zacarias os movimentos dos quatro carros: “‘Quanto àquele em que estão os cavalos pretos, estes saem para a terra do norte; e quanto aos brancos, estes têm de sair para além do mar [literalmente: ‘para trás deles’; quer dizer, para a sua própria retaguarda]; e quanto aos malhados, estes têm de sair para a terra do sul. E quanto aos variegados, têm de sair e continuar a procurar para onde ir, a fim de andar pela terra.’ Então ele disse: ‘Ide, andai pela terra.’ E começaram a andar pela terra.” — Zacarias 6:6, 7.a

      11. (a) Por que parecem ter sido esquecidos os cavalos vermelhos? (b) Qual é a designação respectiva dos outros cavalos, e com que finalidade?

      11 Os “cavalos vermelhos” parecem ter sido esquecidos aqui; mas este aparente esquecimento talvez se deva a já terem terminado sua tarefa de patrulha militar. Os cavalos pretos vão para “a terra do norte”, quer dizer, para território anteriormente pertencente a Babilônia. Os cavalos brancos vão para o oeste, na direção oposta àquela que encaravam (o levante). Os cavalos malhados, variegados, parecem ter tido uma designação dupla, a saber, “a terra do sul” (em direção à África, incluindo o Egito), e para reconhecer o remanescente campo aberto, as partes orientais não abrangidas pelos outros carros. O anjo de Jeová mandou que todos os carros fossem para suas designações com respeito aos diversos cantos da terra. Fizeram isso em obediência, para proteger o povo de Deus em Judá.

      12. Que força tem esta visão para os que restabelecem a adoração pura e de que textos lembra-se?

      12 Quão consolador deve ter sido o significado desta visão para os construtores do templo nos dias de Zacarias! Eles não precisavam preocupar-se com qualquer interferência violenta por parte dos seus inimigos, para impedir sua obra na casa de adoração de Jeová. Quão fortalecedor e animador isto é também para os do restante ungido do Israel espiritual, hoje em dia, enquanto se empenham no restabelecimento pleno da adoração pura e imaculada do Soberano Senhor de toda a terra no seu templo espiritual! Confiam na promessa divina: “O anjo de Jeová acampa-se ao redor dos que o temem, e ele os socorre.” (Salmo 34:7) Pela fé eles vêem o que os olhos milagrosamente abertos do ajudante do profeta Eliseu viram na sitiada Dotã: “A região montanhosa estava cheia de cavalos e de carros de guerra, de fogo, em torno de Eliseu.” — 2 Reis 6:17.

      13. Enquanto os carros saem em patrulha, o que diz Jeová a respeito dos cavalos pretos com respeito ao Seu espírito?

      13 A oitava e última visão dada ao profeta Zacarias termina quando ele vê e ouve a aprovação de Jeová expressa enquanto prosseguem as patrulhas militares dos quatro carros simbólicos. Zacarias nos conta: “E ele passou a clamar a mim e a falar-me, dizendo: ‘Vê, os que vão para a terra do norte são os que fizeram o espírito de Jeová descansar na terra do norte.’” — Zacarias 6:8.

      14. Como se mostrou que havia perigo naquela “terra do norte” mesmo nos dias do Rei Dario I, da Pérsia?

      14 A expressão “terra do norte” refere-se à Babilônia. (Jeremias 25:8, 9) Até mesmo durante o reinado do Rei Dario I, da Pérsia, havia perigo daquele lado. Como indício disso, lemos no livro “Caiu Babilônia, a Grande!” O Reino de Deus já Domina!, na página 376 da edição inglesa, a seguinte história:

      . . . Este, naturalmente, não é Dario, o Medo, mas o Rei Dario I, o Persa, que começou a reger o império em 522 A. C.

      Naquele ano, Dario I tinha de avançar contra Babilônia e seu governante local (Nidintu-Bel), que havia assumido o nome de Nabucodonosor III. Dario derrotou-o em batalha e pouco depois capturou-o e matou-o em Babilônia, que havia tentado conseguir sua independência. Depois disso, Dario I foi reconhecido como rei de Babilônia até setembro de 521 A.E.C. Babilônia revoltou-se então debaixo do armênio Araka, que tomou o nome de Nabucodonosor IV. Assim Dario teve de reconquistar os babilônios. Depois de se tomar a cidade naquele mesmo ano, ele entrou em Babilônia como conquistador. Quebrantou-se assim a tradição antiga, a saber, que o deus Bel de Babilônia era quem conferia a um homem o direito de governar esta parte da terra; e Dario, o conquistador, deixou de reconhecer tal afirmação falsa. Que golpe para Bel ou Marduque! Esta vez, depois de os persas terem tomado a cidade, não a trataram com indulgência, assim como fizera Ciro. — Veja também a página 317, parágrafo 1.

      15. O que impedia assim o carro com os cavalos pretos enviado à “terra do norte”, e assim, como fizeram o espírito de Jeová descansar na terra do norte?

      15 De modo que os judeus repatriados na terra de Judá não vieram novamente sob o domínio de Babilônia, que havia destruído o primeiro templo de Jeová em Jerusalém e que “nem aos seus prisioneiros abriu o caminho para casa”. (Isaías 14:17) Também, depois disso, o carro simbólico de Jeová que foi para a “terra do norte” impediu que os babilônios rebeldes se revoltassem com bom êxito e escravizassem novamente os judeus libertos, interferindo na construção do segundo templo de Jeová. Foi assim que o carro e os cavalos que foram para o norte já “fizeram o espírito de Jeová descansar na terra do norte”. Protegerem fielmente a obra, lá naquele lugar, sossegou Seu espírito lá no norte e assegurou que todos os outros carros e cavalos, nos outros cantos da terra, protegessem também a obra do templo de Deus.

      16. Que garantia grandiosa dá isso às testemunhas libertas de Jeová?

      16 Que garantia grandiosa isso é hoje para os adoradores libertos de Jeová no seu templo espiritual. Sob a proteção dos carros simbólicos de Jeová, nunca mais serão conquistados por Babilônia, a Grande, e todos os seus amantes políticos!

      UMA COROA PARA O SUMO SACERDOTE QUE CONSTRÓI O TEMPLO

      17. Com quem, procedentes de Babilônia, se mandou então que Zacarias entrasse na casa de Josias, para fazer o que naquele lugar?

      17 A série de oito visões naquele memorável dia 24 do décimo primeiro mês lunar (sebate) do ano 519 tinha terminado, e indicaram-se então ao profeta Zacarias acontecimentos visíveis ao olho natural, na terra de Judá. Ora, lá vinham três recém-chegados de Babilônia, e (como parece) Josias, filho de Sofonias, leva-os para sua casa, em Jerusalém, para recepcioná-los. Quem são estes três homens e o que trazem consigo? O espírito de profecia identifica-os para Zacarias: “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘Tire-se algo do povo exilado, sim, de Heldai, e de Tobijá, e de Jedaías; e tu mesmo tens de entrar naquele dia, e tens de entrar na casa de Josias, filho de Sofonias, junto com estes que vieram de Babilônia. E tens de tomar prata e ouro, e tens de fazer uma grandiosa coroa e pô-la sobre a

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