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  • Cuidado! — poderá ganhar, e todavia perder!

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  • Cuidado! — poderá ganhar, e todavia perder!
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Despertai! — 1975
g75 8/1 pp. 3-4

Cuidado! — poderá ganhar, e todavia perder!

CONTRADITÓRIO como talvez pareça, é deveras possível ganhar e, todavia, perder. A história secular, bem como a Bíblia, comprova isto, e faremos bem em aprender do princípio envolvido.

Já ouviu falar da vitória de Pirro? Obteve esse nome dum rei grego, Pirro de Epiro. Viveu no terceiro século antes de nossa Era Comum, e era primo em segundo grau de Alexandre Magno. Entre as muitas batalhas que travou achava-se a de Ásculo, que ele ganhou. Mas, a vitória custou tantas vidas que ele disse: “Outra vitória destas e ficarei arruinado.” Desde então, o termo “vitória de Pirro” tem sido aplicado a qualquer vitória que tenha sido obtida a um custo demasiado.

Entre as muitas relações na vida em que este princípio talvez se aplique acham-se as que envolvem o amor e onde talvez possamos muito bem ganhar um ponto, mas apenas ferindo um ente querido. Ilustrando tal ponto, há um incidente mencionado por John Greenleaf Whittier, o poeta estadunidense dum século passado. Em seu poema “Nos Dias de Escola”, conta sobre uma jovem dizendo a um jovem: “‘Sinto ter soletrado a palavra: Odeio passar a sua frente, Porque’ — e baixando os olhos castanhos — ‘Porque, como vê, eu te amo!’” Ela obtivera a vitória na prova de soletração, mas lamentava isto, porque ao ganhar ferira aquele a quem amava.

Talvez ganhemos por muito esforço, ou por discutir alto e longamente, ou por martelarmos a matéria, mas, daí o que realmente obtivemos? Uma vitória às custas de sentimentos feridos, com perda de certa medida de afeição ou boa vontade.

Na verdade, talvez ganhemos a discussão, talvez tenhamos lutado pelo que achamos serem nossos direitos. Mas, o que dizer da outra pessoa? Temos empatia? Se ceder ou admitir nosso ponto é conseguido com demasiada relutância, bem que poderá resultar em orgulho ferido, e no esfriamento da amizade. E, talvez aconteça que quem perde fique aguardando uma ocasião de ajustar as contas. Assim, vale a pena tal vitória? Pode ser comparada à experiência do senhor que, num leilão, está tão decidido a obter certo objeto ou terreno que faz lances muito maiores do que isso valha, apenas para lamentar-se depois. Ganha, e, todavia, perde.

Há também este perigo nas relações dum superintendente, chefe, capataz ou encarregado com seus subordinados. Talvez insista em que certa tarefa seja feita de seu jeito, muito embora não seja o melhor, simplesmente porque é seu jeito. Devido à sua posição, talvez imponha seu modo de fazer as coisas, obtendo a vitória, mas, a que custo? Não só o negócio sofre, porque tal tarefa é feita dum modo menos eficiente, mas talvez aconteça que o espírito de lealdade e o interesse no trabalho do empregado fiquem feridos ao ponto de ele adotar a atitude: “Que importa? Por que devo preocupar-me com a firma?”

Como se dá com todos os outros princípios que se relacionem à vida diária e à conduta humana, a Bíblia fornece sábio conselho sobre este assunto. E seu conselho é bom para nós agora, e no futuro. Assim, Jesus Cristo, o Filho de Deus, certa vez avisou: “Que vantagem terá alguém se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida?” — Mat. 16:26, A Bíblia na Linguagem de Hoje.

Quão veraz e adequado é esse aviso! A tendência da natureza humana egoísta e decaída tem sido sempre a de absorver-se com o poder, as riquezas materiais e a fama, ao custo das necessidades espirituais da pessoa. Com que resultado? Muitos não só sacrificaram valiosas amizades e os interesses de suas próprias famílias na busca de riquezas, poder ou fama, mas também perderam a saúde. Mais do que isso, devido a mostrarem que amam é o mundo e suas maneiras de agir, incorreram no desagrado de Deus e, assim, perderam a esperança de vida eterna. Ganharam aquilo pelo que lutavam, mas, oh!, a que tremendo custo!

O discípulo Tiago, meio-irmão de Jesus, frisou veementemente este ponto, afirmando: “Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” E o que significa ser um inimigo de Deus? Significa perder a esperança de tudo, inclusive da vida eterna. — Tia. 4:4.

Este princípio de que pode ganhar e, todavia, perder, acha-se implícito no conselho do inspirado apóstolo Paulo aos cristãos: Tende “o mesmo amor, conjuntados em alma, tendo um só pensamento na mente, não fazendo nada por briga ou por egotismo, mas com humildade mental, considerando os outros superiores a vós, não visando, em interesse pessoal, apenas os vossos próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros.” (Fil. 2:2-4) Em outras palavras, não se preocupe demais em impor seu ponto ou em destacar suas vantagens de forma forte demais. Ame a seu próximo como ama a si mesmo.

Se tivermos um amor assim, regozijar-nos-emos em nosso próximo ter ganho aquilo que gostaríamos para nós mesmos. Deixar que ele o ganhe talvez resulte em fortalecer os vínculos de amizade, os quais, com o tempo, talvez resultem ricamente recompensadores em mais de uma forma.

Este mesmo princípio pode também ser aplicado ao ensino. Um ministro cristão talvez tente ensinar alguém que defende fortemente uma doutrina falsa. O ministro talvez tente sobrepujar seu estudante da Bíblia não só por citar muitos textos, mas também por fazer comentários depreciativos que fazem a pessoa errada parecer tola. Mas, no fim, todos os esforços do ministro talvez resultem vãos. Como assim? No sentido de que seus métodos e seus modos afastam cada vez mais o estudante da verdade, ao invés de o convencerem. Talvez fosse mais sábio apresentar apenas parte do argumento, e isso de forma bondosa, gentil e modesta, esperando outra ocasião para terminarem a palestra.

É bom e agradável vencer, mas não é tão agradável perder. Assim, tenha cuidado de não esforçar-se demais de ganhar, em especial se os interesses ou sentimentos de outrem estiverem envolvidos. A vitória de Pirro simplesmente não vale a pena, pois o ganhador também se torna perdedor.

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