BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1969 | 15 de março
    • Quando alguém obtém um divórcio por qualquer outra razão que não seja o adultério (por não ter sido cometido adultério), ele não está livre para se casar de novo, segundo a lei de Deus. Levando isso ainda mais adiante, quando alguém com tal divórcio legal, mas antibíblico, se casa depois com outra pessoa, isto constitui uma violação séria da lei de Deus; é adultério. (Por outro lado, quando se cometeu adultério, o cônjuge inocente não está livre para procurar outro cônjuge até que o divórcio legal tenha entrado em vigor. Precisam-se satisfazer os requisitos tanto de Deus como do estado.)

      Portanto, quando uma pessoa, desconhecendo a lei de Deus, obteve um divórcio legal em base não bíblica e depois se casou de novo, terão sido satisfeitos os requisitos da lei do país, mas, por casar-se de novo, a pessoa terá cometido adultério segundo a lei divina. Este adultério termina o casamento anterior, segundo a lei de Deus, mas, faz isso por meio de uma violação séria da própria lei de Jeová. Que se deve fazer em tal caso?

      Muitos cometeram pecados antes de conhecerem os requisitos de Deus. Antes de se tornarem cristãos, alguns na congregação cristã na antiga Corinto tinham sido adúlteros, fornicadores, homossexuais e beberrões. Mas eles tinham mudado! Quando dedicaram a sua vida a Deus e foram batizados, estavam vivendo em condições morais limpas. Que dizer dos seus pecados anteriores? Estes pecados foram esquecidos; tais pessoas foram ‘lavadas’ pela fé no sacrifício de resgate de Jesus Cristo. — 1 Cor. 6:9-11.

      Por conseguinte, quando alguém, hoje, aprende a lei de Deus e se dá conta de que, no passado, cometeu o pecado sério do adultério, deve dirigir-se a Deus em oração e pedir perdão, à base do sacrifício de resgate de Jesus Cristo. Conforme declarou o apóstolo Pedro: “Todo aquele que deposita fé nele [Jesus] recebe perdão de pecados por intermédio de seu nome.” (Atos 10:43; Efé. 1:7) Depois deve provar a sinceridade de seu arrependimento. Mas como? Não pode voltar ao seu cônjuge anterior. Não tem mais nenhum direito, quer legal quer bíblico, sobre aquela pessoa. Nem pode voltar a viver novamente a sua vida passada. Mas pode viver em harmonia com as leis e os princípios bíblicos daí para diante. Pode mostrar que agora aprecia a qualidade sagrada do matrimônio por viver à altura das responsabilidades que agora tem como pessoa casada, e pode prosseguir aprendendo a vontade de Deus e fazê-la. — Col. 1:9, 10.

      ● É correto que o cristão que noivou para se casar rompa este noivado? — A. H., E. U. A.

      O casamento é um dom da parte de Deus, que pode trazer felicidade e realização à pessoa; no entanto, traz consigo também sérias responsabilidades, por isso não deve ser considerado levianamente. Embora em alguns lugares ainda sejam os pais que providenciam o noivado de seus filhos, em muitas sociedades o adulto solteiro tem a liberdade de selecionar o cônjuge. Se dois cristãos, nesta última situação, concordam ou prometem casar-se, pode-se esperar deles, em circunstâncias normais, que cumpram a sua palavra.

      Antes de alguém concordar em tal coisa, deve dar-lhe a premeditação que o assunto merece. Daí, quando dá a sua palavra, pode seguir o conselho de Jesus, de ‘deixar simplesmente que a sua palavra Sim signifique Sim, e o seu Não, Não’. (Mat. 5:37) Não se precisam de votos solenes, especiais, da parte dos cristãos, para dar credibilidade às suas palavras. Quando alguém diz uma coisa, deve ter tal intenção.

      Portanto, quando dois cristãos chegaram a um acordo, de que hão de casar-se, sua palavra deve ficar de pé. Usualmente não se precisa de nenhuma declaração ou ato públicos, embora muitas vezes sejam feitos. Tratando da “Quebra de Compromisso Matrimonial”, American Jurisprudence, Volume 8, páginas 849 e 850, disse: “Não se precisa de nenhuma forma específica de palavras para instituir [o noivado]; basta que houve encontro de idéias e que se concordou mutuamente no noivado.”

      Naturalmente, não se trata de um noivado quando se fez apenas a proposta, mas ela não foi aceita. O mesmo livro de jurisprudência disse: “A promessa da parte de um, sem a correspondente promessa recíproca, é apenas uma oferta de casamento e não um contrato [noivado].” (Página 849) Assim, quando falamos de noivado, queremos dizer o acordo mútuo envolvendo a palavra honesta de ambas as partes.

      O noivado foi considerado tão sério entre os hebreus, que se falava da noiva como sendo a esposa do homem, embora, naturalmente, ele não pudesse ter relações com ela até que fossem realmente casados. (Gên. 29:21; Mat. 1:18, 19) A noiva tinha uma posição legal diferente da virgem que não era noiva. (Êxo. 22:16, 17; Deu. 22:23-29) Isto salienta a importância do estado de noivado.

      Há, porém, coisas que justificariam o rompimento unilateral do noivado? Seria muito rara a situação que justificaria que um cristão maduro fizesse isso unilateralmente. Fraude ou ocultamento de fatos vitais talvez justifiquem o término do noivado. Vejamos dois exemplos: Uma mulher deliberadamente ocultou o fato de que não estava biblicamente livre para se casar e aceitou a proposta de um homem que fez limitadas indagações sobre o seu estado civil. Se ele mais tarde souber que ela não estava ainda em condições para se casar, estaria justificado em cancelar o noivado. De fato, teria a obrigação bíblica de fazer isso. (Mat. 5:32) Ou, se um homem deliberadamente mentiu para encobrir certos fatos, para que a moça aceitasse sua proposta, saber ela dos fatos e da mentira dele poderia induzi-la a terminar o noivado. (Col. 3:9) Nestes casos, os homens espiritualmente mais maduros, responsáveis de proteger a pureza moral da congregação cristã, vão querer saber desta desonestidade, para que se possam tomar medidas a fim de proteger outros cristãos.

      Em outros casos, não havendo razão válida, o rompimento unilateral do noivado indicaria instabilidade e imaturidade. É óbvio que tal espécie de pessoa não poderia ser posta diante da congregação como exemplo de madureza cristã. Se um homem na congregação cristã fizer isso, não estaria habilitado para ter responsabilidade na congregação. Os superintendentes e servos ministeriais devem estar “livres de acusação”, e tal pessoa dificilmente o estaria. (1 Tim. 3:10) Se ele não sabe o que quer e não pode honrar a sua palavra com respeito ao casamento, poderá fazê-lo em outros assuntos? Precisa crescer à madureza.

      Todavia, cabe aqui uma palavra de cautela com respeito aos que não estão pessoalmente envolvidos em cortejos. Embora seja bom estar interessado na felicidade de dois cristãos que se cortejam, os pormenores de seu cortejo são inteiramente pessoais, envolvendo estes dois e suas famílias. Os outros, homens e mulheres, não precisam tentar descobrir até que ponto já progrediu o seu cortejo. (1 Ped. 4:15) Quando o casal tem algum anúncio a fazer, convidando outros para participar de sua felicidade, é suficiente que se inteirem então disso. Ou, quando os irmãos responsáveis pela direção da congregação acham que o proceder dum noivo põe em dúvida a sua madureza espiritual, eles podem investigar o assunto. Não é algo para discussão ou comentário público.

      Tudo isso deve salientar a importância de se reconhecer a proposta de casamento, o noivado e o próprio casamento como assunto sério. Os cristãos, demonstrando madureza e sabedoria espirituais nestas coisas, podem fazer o que é correto, em harmonia com as Escrituras e nos seus melhores interesses.

  • “Uma nova era de violência”
    A Sentinela — 1969 | 15 de março
    • “Uma nova era de violência”

      ● Cerca de dez anos depois da Primeira Guerra Mundial, Sidney Bradshaw Fay escreveu uma obra em dois volumes intitulada “As Origens da Guerra Mundial”. É uma investigação das causas cultas e imediatas daquela sangrenta conflagração. Dois anos depois, ele revisou a obra, e, recentemente, esta revisão de 1930 surgiu em forma de brochura. Num prefácio especial para esta edição em brochura, o Sr. Fay teceu a seguinte observação a respeito do significado da Primeira Guerra Mundial: “Atualmente, rememorando mais de meio século de estudo, estou mais do que nunca impressionado pelo tremendo impacto da Guerra Mundial de 1914-18 sobre os acontecimentos mundiais nos cinqüenta anos seguintes. A guerra iniciou um período de mudança política e social internacionais inigualado na História. . . .

      “A Guerra Mundial também iniciou uma nova era de violência que se contrastou grandemente com a era de paz comparativa que a precedera. Neste período anterior, de 1815 a 1914, a paz em geral prevalecia na Europa, exceto por algumas guerras ‘locais’ que foram travadas com armas tradicionais, que foram comparativamente curtas e causaram pequena destruição. A maior parte da Ásia e da África ainda era toleravelmente quiescente sob o colonialismo imposto pelas potências imperialistas européias. . . . Depois de 1914, contudo, as ‘pequenas’ guerras irromperam em conflitos globais que duraram vários anos e foram travados com novas armas, como submarinos, tanques e mísseis aéreos que causaram terríveis perdas de vida e propriedade. Ao mesmo tempo, na Ásia e na África, as populações amarelas e de pele escura, não mais quiescentes, começaram a luta para acabar com toda a dominação colonial européia e estabelecer sua própria independência e poder.”

      É exatamente o que Jesus predisse, há dezenove séculos atrás, que nos “últimos dias” deste perverso sistema de coisas haveria “na terra angústia de nações”. Conhecendo o significado destes eventos, os cristãos fiéis erguem a cabeça e o coração na confiança de que seu “livramento está-se aproximando”. — Luc. 21:25, 28.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar