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    • existentes de adoração, em vez de introduzi-las.

      Muitos votos eram feitos qual apelo a Deus para o Seu favor e para o êxito num empreendimento, como no caso de Jacó. Outro exemplo de tal voto é aquele feito por Israel, de devotar à destruição as cidades do rei cananeu de Arade, caso Jeová desse a vitória a Israel. (Núm. 21:1-3) Eram também feitos como expressão de devotamento a Jeová e à sua adoração pura (Sal. 132:1-5), ou para indicar que a pessoa estava colocando à parte a si mesma ou a seus bens, para serviço especial. Os genitores podiam fazer votos relacionados com seus filhos, como Ana fez a respeito de Samuel. (1 Sam. 1:11; compare com Juízes 11:30, 31, 39.) Nestes casos, os filhos cooperavam na execução do voto.

      ERA VOLUNTÁRIO, PORÉM OBRIGATÓRIO, UMA VEZ FEITO

      Os votos eram inteiramente voluntários. Não eram um contrato ou um acordo entre quem votava e outrem. No entanto, uma vez um homem fizesse um voto, a lei divina o tornava compulsório. Assim, mencionava-se um voto como ‘imposto à alma’, subentendendo que a própria vida da pessoa se tornava garantia de que sua palavra seria cumprida. (Núm. 30:2; veja também Romanos 1:31, 32.) Uma vez que a vida está em jogo, é compreensível por que as Escrituras instam com a pessoa a ter extrema cautela antes de formular um voto, considerando criteriosamente as obrigações a serem assumidas. — Deut. 23:21, 22: Ecl. 5:4-6.

      Um voto feito precipitadamente, impulsionado pelo entusiasmo momentâneo ou pela simples emoção, bem que poderia provar-se um laço. (Pro. 20:25) Sob a Lei, quem fazia tal voto impensado era culpado diante de Deus e tinha de apresentar uma oferta pela culpa por seu pecado. (Lev. 5:4-6) Em última análise, um voto não possui mérito algum à vista de Deus a menos que se harmonize com Suas leis justas e proceda da espécie correta de coração e de espírito. — Sal. 51:16, 17.

      Votos das mulheres, sob a Lei

      As leis que regulavam os votos feitos pelas mulheres acham-se delineadas em Números 30:3-15. O voto duma filha era válido uma vez que seu pai o tivesse ouvido e não suscitasse objeção; ou, ao invés, ele podia anulá-lo. O voto duma esposa (ou duma noiva) igualmente dependia do marido (ou noivo) dela para ser válido. Caso o homem anulasse tal voto, depois de primeiramente deixar que prevalecesse, ele assumia o erro dela. (Vv. 14, 15) No caso duma viúva ou duma mulher divorciada, “tudo o que ela impôs à sua alma ficará de pé contra ela”. — V. 9.

      DISPOR DAS COISAS VOTADAS

      Qualquer pessoa ou bem, incluindo terrenos, poderia ser oferecido em voto a Jeová, exceto o que a Lei já colocava à parte para Ele, tal como o primogênito, as primícias, os dízimos, etc. (Lev. 27:26, 30, 32) Aquilo que era votado como “santificado” (Heb. , qódhesh, algo posto à parte como santo, para utilização sagrada) podia ser resgatado através de determinado pagamento ao santuário (excetuando-se os animais limpos). (Lev. 27:9-27) No entanto, algo “devotado” (Heb. , hhérem) não podia ser resgatado, mas se tornava propriedade completa e permanente do santuário, ou, se fosse devotado à destruição, devia ser impreterivelmente destruído. — Lev. 27:28, 29.

      VOTOS ERRADOS OU IMPUROS

      Os votos das religiões pagãs muitas vezes envolviam práticas impuras e imorais. Por toda a Fenícia, Síria e Babilônia, os ganhos da prostituição nos templos eram dedicados ao ídolo ou ao templo. Tais votos degenerados estavam proscritos em Israel: “Não deves trazer a paga duma meretriz nem o preço dum cão [ou, ‘pederasta’ (“sodomita”, ALA; IBB), provavelmente] à casa de Jeová, teu Deus, para algum voto.” — Deut. 23:18.

      Jeremias relembrou aos judeus no Egito, após a destruição de Jerusalém, que um dos motivos pelos quais esta calamidade lhes sobreveio foi que tinham desencaminhado seus votos para a “rainha dos céus”, e oferecido sacrifícios a ela. As mulheres que tinham parte destacada nesta adoração dum ídolo prontamente apontavam que seus votos e sua adoração à “rainha dos céus” tinham sido aprovados pelos maridos, e que elas estavam determinadas a cumprir seus votos a esta deusa. Assim, apresentavam a desculpa de estarem agindo em harmonia com a Lei no tocante aos votos das mulheres (Núm. 30:10-15), mas Jeremias denunciou as ações delas como sendo realmente um menosprezo à Lei, uma vez que eram idólatras. — Jer. 44:19, 23-25; 2 Cor. 6:16-18; veja CORBÃ.

      SACRIFÍCIOS LIGADOS AOS VOTOS

      Sob a Lei, uma oferta queimada às vezes acompanhava outros sacrifícios, a fim de indicar a completa dedicação e um apelo a Jeová para aceitar com favor tal sacrifício. (Lev. 8:14, 18; 16:3) Isto também se dava com os votos. (Núm. 6:14) Ofertas queimadas eram sacrificadas para a realização de votos especiais. (Núm. 15:3; Sal. 66:13) E a respeito de se apresentar “a Jeová um sacrifício de participação em comum, a fim de pagar um voto”, o requisito era que fosse oferecido um animal sem defeito, parte do qual era queimada sobre o altar. — Lev. 22:21, 22; 3:1-5.

      A respeito do voto de Jefté, antes de combater os amonitas (Juí. 11:29-31), veja JEFTÉ.

      A OBSERVÂNCIA DA LEI, POR PARTE DE PAULO, QUANTO AOS VOTOS

      O apóstolo Paulo fez um voto, não se sabendo ao certo se foi um voto de nazireado ou não; também, não se declara se ele fez tal voto antes de se tornar cristão. Talvez te-nha concluído o período de seu voto em Cencréia, perto de Corinto, quando mandou aparar rente o cabelo (Atos 18:18), ou, como alguns crêem, quando se dirigiu ao templo, em Jerusalém, junto com outros quatro homens que estavam concluindo seus votos. Não obstante, Paulo tomou esta última medida por conselho do Corpo Governante cristão, a fim de demonstrar que ele, Paulo, andava ordeiramente e não ensinava a desobediência à Lei, conforme corria o rumor aos ouvidos de alguns dos cristãos judeus. Era comum a prática de alguém pagar para os outros as despesas envolvidas na purificação cerimonial, ao se expirar o período dum voto, como Paulo fez aqui. — Atos 21:20-24.

      Quanto a razão pela qual o apóstolo Paulo e seus associados no Corpo Governante cristão aprovaram o cumprimento de certas modalidades da Lei, embora a Lei tivesse sido removida do caminho pelo sacrifício de Jesus Cristo, talvez se possam considerar as seguintes coisas:

      A Lei fora dada por Jeová Deus a seu povo, Israel, e, por conseguinte, como disse o apóstolo Paulo: “A Lei é espiritual”, e, a respeito dos seus regulamentos: “A Lei, da sua parte, é santa, e o mandamento é santo, e justo, e bom.” (Rom. 7:12, 14) Por conseguinte, o templo e os serviços ali executados não eram desprezados pelos cristãos, ou encarados como errados. Não eram idólatras. Além disso, muitos procedimentos tinham ficado arraigados como costumes entre os judeus, e, ademais, visto que a Lei não era simplesmente religiosa, mas também era a lei do país, era preciso que todos os que morassem naquela terra observassem algumas coisas, tais como as restrições ao trabalho aos sábados, etc.

      Mas, ao considerar este assunto, o ponto principal é que os cristãos não se voltavam para estas coisas em busca de salvação. O apóstolo explicou que coisas tais como comer carne ou hortaliças, a guarda de certos dias como sendo superiores a outros, até mesmo o comer carne que tinha sido oferecida a ídolos antes de ser colocada nos mercados, eram questões de consciência — Rom. 14:5, 6, 17, 22, 23; 1 Cor. 10:25-30.

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    • VOZ

      Sons emitidos por pessoas ao falar ou cantar, e os sons semelhantes, bem dos animais, são indicados na Escritura pela palavra hebraica qohl, o seu equivalente aramaico, qal, e o vocábulo grego phoné. (Gên. 3:8, 10; 21:17; Jó 4:10; Dan. 4:31; Mat. 27:46) Além de “voz”, o termo qohl pode também indicar “trovão”, “som”, etc. (Gên. 45:16; Êxo. 20:18; 28:35) Similarmente, phoné pode ter significados tais como “som” e “voz falada” (ou, ‘som da fala’), bem como “voz”. — João 3:8; 1 Cor. 14:10, 11; Heb. 12:26.

      PESSOAS ESPIRITUAIS

      O apóstolo Paulo menciona as “línguas de homens e de anjos”, indicando que as pessoas espirituais possuem linguagem e fala. (1 Cor. 13:1) Os anjos, e o próprio Jeová Deus, já foram ouvidos expressar-se com sons de vozes e em línguas audíveis e compreensíveis aos homens. Mas, não se deve supor que tais seriam a voz com que eles se comunicam uns com os outros nos céus, pois a atmosfera de constituintes apropriados, tal como existe em torno da terra, é necessária para a propagação das ondas sonoras da voz que são audíveis e compreensíveis ao ouvido humano.

      Os casos em que Deus, ou anjos, falaram numa voz ao alcance dos ouvidos de homens, por conseguinte, seriam uma manifestação de sua fala transformada em ondas sonoras, assim como o aparecimento de anjos ao alcance da visão do homem exigia, quer a materialização, quer a transmissão, para a mente humana, de uma imagem pictórica. Atualmente, até mesmo cientistas humanos podem utilizar o padrão das ondas sonoras da voz dum indivíduo e convertê-lo em impulsos elétricos, de modo que possa sair dum amplificador e sonofletor em forma duma voz audível que se assemelha bem de perto à da pessoa.

      A “voz” de Jeová

      Em três casos, no registro da Bíblia, relata-se que Jeová falou audivelmente a humanos. Estes eram: (1) Na ocasião do batismo de Jesus (29 EC), Jeová dizendo: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” Tanto Jesus como João, o Batizador, sem dúvida ouviram esta voz. (Mat. 3:17; Mar. 1:11; Luc. 3:22) (2) Na transfiguração de Jesus (32 EC), presentes os apóstolos Pedro, Tiago e João, sendo virtualmente proferidas as mesmas palavras. (Mat. 17:5; Mar. 9:7; Luc. 9:36) (3) Em 33 EC, pouco antes da última Páscoa de Jesus, quando, em resposta à solicitação de Jesus de que Deus glorificasse Seu nome, uma voz do céu disse: “Eu tanto o glorifiquei como o glorificarei de novo.” A multidão julgou que havia trovejado, ou que um anjo tinha falado com Jesus. — João 12:28, 29.

      Falando a um grupo de judeus descrentes, por volta da época da Páscoa de 31 EC, Jesus lhes disse: “Também, o próprio Pai que me enviou tem dado testemunho de mim. Vós nem ouvistes jamais a sua voz, nem vistes a sua figura; e não tendes a sua palavra remanescente em vós, porque não acreditais naquele mesmo a quem ele mandou.” (João 5:37, 38) Esta multidão descrente jamais tinha ouvido a voz de Deus, nem mesmo obedecido à Sua palavra ou ao testemunho óbvio que recebera por meio do apoio de Deus às obras de Jesus. Aliás, pelo visto, apenas Jesus e João, o Batizador, tinham ouvido a voz audível de Jeová, pois os dois últimos casos mencionados de Jeová falar ainda não tinham ocorrido naquele tempo.

      A menção bíblica da “voz” de Jeová às vezes se refere ao peso de Sua ordem como a “voz do Deus todo-poderoso”. — Eze. 10:5, PIB.

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