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  • Vivem junto a uma bomba-relógio!
    Despertai! — 1980 | 22 de janeiro
    • Vivem junto a uma bomba-relógio!

      GOSTARIA de viver junto a uma bomba-relógio? Uma bomba que poderia explodir a qualquer hora, com tremenda fúria destruidora? “Não é lá uma perspectiva muito agradável”, diria? Todavia, essa é a situação de milhares de pessoas que vivem nas cidadezinhas e barrios (pequenos povoados) ao redor do majestoso vulcão Mayon, na região de Bicol, nas Filipinas.

      A quase todo o tempo, o elevado Mayon, de 2.400 metros de altitude, permanece sereno e pacífico sobre as férteis planícies verdejantes de Albay, na parte sul da ilha de Luzón. A montanha, de formato perfeito, possuindo um cone completamente regular, domina o cenário por quilômetros ao redor, e é, para muitos, o próprio símbolo da região de Bicol. Mas, às vezes, esta bomba-relógio explode. Com o passar dos anos, milhares de vidas foram ceifadas pela montanha ardente, quando a serenidade da região terminou devido à lava incandescente, cinzas rubras e enormes blocos de pedra cauterizantes, lançados com inimaginável força sobre as indefesas habitações de bambu ali embaixo.

      Por isso, muitos residentes antigos dessa área têm uma história para contar sobre vulcões. E outro capítulo dela foi acrescentado em 1978. Inúmeras vidas foram temporariamente perturbadas, à medida que a bomba-relógio parecia tiquetaquear de novo.

      Erupções Passadas

      O Mayon já entrou em erupção violenta muitas vezes, não raro provocando perda de vidas. Sua erupção mais destrutiva ocorreu em fevereiro de 1814, quando 1.200 pessoas pereceram nas cidades de Cagsawa, Camalig e Budiao. Na área de Cagsawa, um lembrete de tal desastre é a parte superior de um velha igreja em estilo espanhol. O resto do prédio foi sepultado sob uma saraivada de blocos de pedra e cinzas, junto com os infelizes paroquianos que tinham corrido para ela, esperando escapar da fúria da erupção.

      A última erupção ocorreu em 1968. Desde que o Mayon criara a reputação de entrar em erupção a cada 10 anos, muitos ficaram apreensivos quanto ao que o ano de 1978 traria. Em maio, sua pergunta foi respondida! Em 3 de maio, a gigantesca montanha parecia ‘limpar a garganta’, pronta para um despertamento. Durante um período de 24 horas, 12 tremores foram registrados pelas estações observadoras sempre alertas, ao redor do vulcão. Correntes escassas de lava foram observadas no lado sudoeste, enquanto se ouviam estrondos retumbantes e esmagadores. Do topo emergiam vapor branco e gás azul.

      Em Alerta

      Imediatamente, a área entrou em estado de “alerta”. Declarou-se proibida uma zona de perigo de cerca de 6 quilômetros ao redor do topo, e os pequenos povoados ameaçados foram mobilizados para pronta evacuação. O possível perigo de vida era bem real.

      À medida que a condição do vulcão se tornava mais ameaçadora, a administração fez o que podia para impedir uma tragédia. Por meio dos veículos noticiosos, disse-se ao povo quais eram os mais prováveis problemas de saúde que deviam esperar, em virtude duma possível evacuação e da própria atividade do vulcão. Foram avisados quanto a fraturas, queimaduras, choque e males respiratórios, bem como sobre a diarréia e outros distúrbios intestinais. As pessoas foram informadas dos perigos de jatos quentes de ar provenientes dos fluxos de lava, rochas incandescentes que rolariam, fissuras provocadas por sismos e mudanças nos cursos das correntes. As pessoas com problemas respiratórios foram avisadas de possíveis chuvas de cinzas.

      À medida que a área se preparava para ação, a montanha intensificou lentamente sua atividade. Em 8 de maio, a lava já havia deslizado até a parte média das encostas do sudoeste. Do lado sul, os detritos vulcânicos se acumulavam a cerca de 700 metros abaixo da borda da cratera. Isto envolvia o receio de um deslizamento de lama, no caso de pesadas chuvas. Alguns evacuavam voluntariamente suas casas, e mudavam para abrigos governamentais temporários. Os moradores de certas áreas relatavam poder sentir o ar quente proveniente da lava.

      Hora de Retirar-se!

      Em 9 de maio, ordenou-se a retirada de muitos residentes da encosta sudoeste — a zona mais diretamente ameaçada pelo fluxo de lava. Já então, a atividade do vulcão era anunciada plenamente nos jornais. Pouco depois os turistas afluíam à capital provincial de Legaspi, a 14 quilômetros do vulcão. Ver a lava incandescente, o vapor e a fumaça, e ouvir o troar da enorme montanha, foram experiências inesquecíveis. Disse certa testemunha ocular: “Vista tendo por fundo a sombra escura da cratera, à noite, a incandescente lava vermelha que descia lentamente as encostas se parece a um gigantesco cometa no céu.” Outra comentou: “Era como se rios de ouro tivessem começado a fluir de enorme fonte para baixo, levando em sua corrente lascas de rubi que reluziam de vez em quando.”

      Ao prosseguir o mês de maio, o inquieto vulcão continuou a perturbar a vida dos moradores locais. Em 11 de maio, observou-se lava nas encostas do sudeste. Avisou-se às pessoas ali sobre os perigos de deslizamentos de lama e de água quente de chuva. Já no dia 12 de maio, 7.500 pessoas alegadamente tinham sido evacuadas. Pela primeira vez, fogo era cuspido do topo da montanha, e 42 sismos vulcânicos foram relatados durante esse período de 24 horas. Havia especulação de que estava prestes a grande explosão.

      Os Mais Antigos Observam os Porcos Selvagens

      No entanto, alguns não ficaram tão preocupados. Certos residentes mais antigos observaram que os porcos selvagens e outros animais ainda não haviam abandonado suas casas nos matagais das encostas do Mayon. Por isso, tais pessoas concluíram que ainda não havia um perigo imediato de uma grande erupção. Um dos mais antigos, segundo relatado, não se dispunha a abandonar sua casa. Por quê? Bem, ele se lembrava de que, em 1968, conseguira sentir o cheiro da fumaça de enxofre emanada do vulcão em erupção. Achava que não havia real perigo até sentir de novo essa fumaça.

      No ínterim, continuava a atividade da montanha. Em 15 de maio, grandes explosões e fortes tremores eram discerníveis a cerca de 24 quilômetros de distância. Lançavam-se nuvens de cinzas a 760 metros acima do cume. A lava já havia fluído até a área florestal, e algumas árvores tinham sido incendiadas. Logo depois, pesadas cinzas obrigavam mais pessoas a deixar suas casas. Uma família queixava-se de que não conseguia ingerir sua comida por causa da cinza que caía sobre ela. Aumentava o número de refugiados.

      Nuvens carregadas de cinza subiam agora a 1.500 metros no ar. Alegadamente, rochas tão grandes quanto casas estavam sendo lançadas a 183 metros acima da borda da cratera. Correntes de lava incandescente, rubras, continuavam a descer pelas encostas da montanha. No ínterim, 22 centros de evacuação abrigavam mais de 20.000 retirantes.

      O Que Aconteceria Então?

      Daí, subitamente, tudo começou a amainar. Embora os troares subterrâneos continuassem por certo tempo, e houvesse alguns breves espasmos, notou-se que havia menos movimento de lava e não havia tanta cinza. Lentamente, ao chegar o fim de maio, a enorme montanha terminou sua espetacular exibição. Já no início de junho, à parte de alguns fios de lava, o vulcão Mayon se tornava mais uma vez um quadro belo, erguendo-se serenamente sobre as verdes e férteis planícies de Albay.

      A vida duma menininha será permanentemente influenciada pela erupção. Seu nome, Mayona, será um lembrete constante de que ela nasceu durante o breve despertar da montanha. No ínterim, mais de 20.000 pessoas da zona rural puderam deixar os centros de retirantes. Sua vida tinha sido inteiramente transtornada durante algumas semanas. Tinham abandonado suas casas, imaginando se alguma vez as veriam de novo.

      Agora, tais pessoas que moram junto ao vulcão já voltaram para casa e levam uma vida normal. Mas, talvez, estejam mantendo um olho desconfiado em seu gigantesco vizinho, imaginando quando é que novamente trará medo e transtorno à sua vida.

      Isto é o que significa viver junto a uma majestosa bomba-relógio

  • “Cautelosos como as serpentes”
    Despertai! — 1980 | 22 de janeiro
    • “Cautelosos como as serpentes”

      Jesus Cristo certa vez disse a seus seguidores que eles deveriam ser “cautelosos como as serpentes” ao fazerem sua obra de pregação entre pessoas hostis. (Mat. 10:16) São as cobras criaturas cautelosas? Acham-se entre as mais cautelosas de todas. Com efeito, um volume recente, a Animal Life Encyclopedia (Enciclopédia da Vida Animal), de Grzimek, declara: “Não existe cobra que ataque o homem. Qualquer cobra fugirá dele, se tiver tempo; apenas quando alguém se aproxima tão perto dela, a ponto de a cobra sentir-se ameaçada, é que é provável que se defenda por morder, usando também suas presas venenosas. Muitas cobras venenosas até mesmo se recusam a usar tal arma; por exemplo, as listradas cobras-da-índia (kraits) — pelo menos à luz do dia — e muitas espécies de cobras-marinhas, em todas as ocasiões, são extremamente relutantes em morder e adotam tal defesa apenas quando gravemente perturbadas.” — Vol. 6, p. 31.

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