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Por que não consta na Tradução do Novo Mundo?A Sentinela — 1964 | 1.° de abril
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prática, as edições de Erasmo tinham pouco que as recomendasse, pois êle teve acesso a apenas cinco (alguns dizem oito) manuscritos gregos de origem relativamente recente, e nenhum dêstes era das Escrituras Cristãs completas. Antes, consistiam em uma ou mais seções em que as Escrituras Gregas se achavam geralmente divididas: (1) os Evangelhos; (2) os Atos e as cartas gerais (de Tiago até Judas); (3) as cartas de Paulo; (4) o Apocalipse. Com efeito, dos cêrca de 4.000 manuscritos das Escrituras Gregas apenas cêrca de cinqüenta são completos.
Assim sendo, Erasmo possuía apenas uma cópia do Apocalipse. Estando incompleto, êle simplesmente traduziu os versículos que faltavam da Vulgata latina de nôvo para o grego. Ele até harmonizava repetidas vêzes o seu texto grego com a Vulgata latina, o que explica o fato de que há cêrca de vinte variantes no seu texto grego que não se encontram em nenhum manuscrito grego. E, depois de omitir 1 João 5:7 das suas primeiras duas edições, êle inseriu este texto espúrio, cuja autoridade é duvidada, pelo que parece pela diplomacia, sendo pressionado a fazer isso por Stunica, o editor da Bíblia Poliglota Complutensiana.
DESTRONIZAÇÃO DO TEXTO RECEBIDO
Por uns duzentos anos os eruditos bíblicos gregos estavam presos ao Texto Recebido orientado por Erasmo. Ao passo que se familiarizavam com manuscritos mais antigos e mais exatos e notaram as falhas do Texto Recebido, ao invés de mudarem aquêle texto, costumavam publicar nas suas edições as suas descobertas em introduções, margens e notas ao pé da página. Até em 1734, J. A. Bengle de Tubinga, Elemanha, pediu desculpas por imprimir de nôvo o Texto Recebido, fazendo isso só “porque não podia publicar um texto que lhe fôsse próprio. Nem o editor nem o público toleraria isto”, queixou-se êle.
O primeiro a incorporar os seus descobrimentos no próprio texto foi o erudito Griesbach. A sua principal edição apareceu em dois volumes, o primeiro, em 1796, e o segundo, em 1806. Ainda assim Griesbach não se apartou completamente do Texto Recebido. O primeiro a sair inteiramente de debaixo de sua influência foi Lachmann, professor de antigos idiomas clássicos na Universidade de Berlim. Em 1831, êle publicou a sua edição das Escrituras Gregas Cristãs sem consideração alguma ao Texto Recebido. Conforme expressou certa autoridade: Lachmann “foi o primeiro a encontrar um texto plenamente em evidência antiga; e . . . fêz muito em direção de romper com a reverência supersticiosa ao textus receptus”.
Depois de Lachmann veio Constantino Tischendorf, mais bem conhecido pelo seu descobrimento do famoso Manuscrito Sinaítico, o único manuscrito grego uncial (de tipos grandes) que contém as Escrituras Gregas Cristãs completas. Tischendorf fêz mais do que qualquer outro erudito para preparar e tornar disponível a evidência contida tanto nos manuscritos unciais proeminentes como nos menores. No tempo em que Tischendorf fazia as suas valiosas contribuições à ciência da crítica textual na Alemanha, certo Tregelles, na Inglaterra, fêz outras contribuições valiosas. Entre outras coisas, ele pôde demonstrar a sua teoria da “Crítica Comparativa”, que a idade do texto não precisa ser necessàriamente a de seu manuscrito, visto que pode ser uma cópia fiel de um texto anterior. O seu texto foi usado por J. B. Rotherham para a sua versão das Escrituras Gregas Cristãs. O fato de que Tischendorf e Tregelles eram intrépidos campeões da inspiração divina das Escrituras, teve, sem dúvida, muito a ver com a prosperidade de suas labutas.
O TEXTO DE WESTCOTT E HORT
O mesmo também se deu com os seus sucessores imediatos, os dois eruditos inglêses, B. F. Westcott e F. J. Hort, em cujo texto se baseia a Tradução do Nôvo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs. Êles começaram o seu trabalho em 1853 e o completaram em 1881, trabalhando vinte e oito anos independentes um do outro, trocando, porém, constantemente idéias. Conforme, expressou certo erudito, êles “reuniram juntos tudo o que era de mais valioso na obra de seus predecessores”. Levaram em consideração todo fator imaginável no esfôrço de solucionar as dificuldades que apresentavam os textos em conflito, e, quando duas variantes de texto tinham pêso igual, êles indicavam isso no seu texto. Frisavam que o “conhecimento de documentos devia preceder ao juízo final sôbre as variantes” e que “tôda restauração fidedigna de textos corrompidos se baseia no estudo da sua história”. Seguiram a Griesbach na divisão de manuscritos em famílias, acentuando a importância da genealogia do manuscrito. Deram, também, o devido pêso à evidência interna, “probabilidade intrínseca” e “probabilidade de transcrição”, isto é, aquilo que o escritor original escreveu com a máxima probabilidade e onde um copista mui provàvelmente tenha feito um êrro.
Dependiam fortemente da família de textos “neutros”, que incluía os famosos manuscritos em velino do quarto século, o Vaticano e o Sinaítico. Consideravam bastante conclusivo quando êstes dois manuscritos estavam em harmonia mútua, especialmente quando apoiados por outros manuscritos unciais antigos. Entretanto, não estavam cegamente presos ao manuscrito Vaticano, segundo alguns têm sustentado, pois, pesando todos os fatôres, vez após vez concluíram que certas interpolações menores se insinuaram no texto neutro que não se encontravam no grupo mais inclinado às interpolações e à paráfrase, como a família ocidental de manuscritos. Assim, Goodspeed mostra que Westcott e Hort se desviaram do manuscrito Vaticano umas setecentas vêzes só nos Evangelhos.
O texto de Westcott e Hort foi aclamado pelos críticos do mundo inteiro, e, embora tenha sido produzido há oitenta anos atrás, é ainda o padrão. Foi apropriadamente dito que “marcou época no sentido literal da palavra”, sendo “a mais importante contribuição à crítica científica do texto do Nôvo Testamento, que já se fêz”, excedendo a todos os demais “no tocante ao método e à extraordinária precisão”. A respeito dêle, Goodspeed, no seu prefácio para Uma Tradução Americana, declara: “Tenho seguido de perto o texto grego de Westcott e Hort, hoje de aceitação geral. Todo erudito sabe da superioridade dêle sôbre os textos recentes e falhos, dos quais as antigas traduções inglêsas desde Tyndale até a de RJ foram feitas.”
Em vista do que precede, pode-se ver claramente por que a Comissão da Tradução do Nôvo Mundo preferiu usar o texto de Westcott e Hort ao invés de qualquer Texto Recebido de dois ou três séculos antes. Permanece só a pergunta: Por que é que aparecem omissões antes que adições para distinguir o último texto do mais antigo?
Porque, ao contrário do que se esperaria em geral, os copistas tinham a tendência de acrescentar, elaborar e parafrasear, ao invés de omitir coisas. Assim sendo, descobrimos que o mais fidedigno texto é logo o mais severo, o mais condensado. Das várias passagens em que o Texto Recebido difere do manuscrito Vaticano, 2.877 são casos de adições. Naturalmente, se a pessoa estiver primeiro familiarizada com o Texto Recebido, êstes pareceriam omissões.
Em conclusão, seja notado que Jeová Deus poderia ter realizado um contínuo milagre, quer preservando os autógrafos originais quer mantendo as cópias dêles livres de erros dos copistas, mas êle não preferiu fazer assim. Antes, aprouve-lhe orientar as coisas pela sua providência de tal forma que com relativamente poucas exceções, êsses erros são inconseqüentes, consistindo na maior parte em erros de ortografia, em transposições de palavras ou no emprêgo de sinônimos.
Deveras, os fatos acima servem para fortalecer a nossa fé na autenticidade e integridade geral das Escrituras Gregas Cristãs. Elas, deveras, citando-se o Professor Kenyon, “chegaram a nós substancialmente como foram escritas”. E tudo isto se aplica especialmente ao texto de Westcott e Hort, em que se baseia a Tradução do Nôvo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs.
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Apreciação pela Tradução do Novo MundoA Sentinela — 1964 | 1.° de abril
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Apreciação Pela Tradução do Nôvo Mundo
NUM MOTEL
Um ministro pioneiro em Colorado, EUA, escreve: “Fui fazer uma visita com uma irmã a umas pessoas que têm um motel. Enquanto eu estava usando a minha Tradução do Nôvo Mundo das Escrituras Sagradas, o homem notou-a e perguntou por que era mais clara do que a Bíblia que êle tinha. Portanto, expliquei-lhe. Êle disse: ‘Desejo uma, e, aliás, quero uma para cada quarto do motel. Quanto custam?’ Informei-lhe que era um dólar. Êle disse: ‘Traga-me uma caixa.’”
ESPERANDO O ÔNIBUS
Certa irmã pioneira em Luisiana, EUA, entrou em palestra com uma senhora enquanto esperava o ônibus. “Disse-lhe que visitava os lares do povo diàriamente, incentivando mais leitura da Bíblia, visto que ela é o nosso Guia. Disse ela que não a lia muito, porque as palavras eram muito difíceis de entender. Eu lhe disse que tinha uma tradução em inglês moderno. Entramos no ônibus e sentamo-nos juntas e considerei o sermão com ela. Dai̇́, li alguns versículos onde se emprega a palavra caridade na Versão Rei Jaime, como em 1 Coríntios 13:1. Perguntei-lhe o que ela entendia que a palavra significasse. Ela falou de donativos. Mostrei-lhe na Tradução do Nôvo Mundo que a palavra realmente significa amor. Ela perguntou quanto custava a Bíblia. Eu disse um dólar. Ela me deu o seu nome e enderêço de modo que a pudesse entregar em sua casa. A outro mostrei a ‘Tabela dos Livros da Bíblia’, onde a pessoa pode aprender quem escreveu cada um dos livros, quando e onde. Êle ficou com um exemplar. De modo que utilizando as diversas sugestões da Sociedade, distribui̇́ 17 Bíblias.”
EM TERRITÓRIO COBERTO FREQÜENTEMENTE
Um relatório de uma congregação no Texas, falava sôbre o seu trabalho ministerial de 25 de dezembro: “Dezoito se reuniram no Salão do Reino, alguns dêles podendo passar o dia inteiro no serviço. Trinta e uma Bíblias foram colocadas! Em que tipo de território? Num território que tem sido coberto pelo menos uma vez por mês e com freqüência, cada três semanas! Certa dona de casa comentou: ‘Diversos da minha classe da escola dominical possuem um exemplar dessa Bíblia, e eu tenho procurado em tôdas as lojas um exemplar. Estou contente que chegou aqui.’”
AOS QUE VÃO À IGREJA
Um relatório vindo de uma congregação no Texas do leste conta como as pessoas ficaram surprêsas com o baixo preço de um dólar da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. O que dizer dessas donas de casa que se aprontavam para ir à igreja? Fêz-se uma breve apresentação da Bíblia, o que fêz que “muitas delas fôssem à igreja com a Tradução do Nôvo Mundo. Numa pequena cidade, quatro pessoas foram a uma igreja com as suas Bíblias verdes”.
NO LOCAL DO TRABALHO
A seguinte experiência veio da Carolina do Sul, EUA: “Trabalho para uma grande companhia de automóveis e guardo geralmente um exemplar da Tradução do Nôvo Mundo na gaveta da minha escrivaninha. Certo dia, um agente de vendas, olhando dentro da minha gaveta, viu a Bíblia e começou a folheá-la. Ficou muito interessado, de modo que se dirigiu a mim e perguntou se êle poderia obter um exemplar. Êle, por sua vez, colocou a Bíblia na gaveta da sua escrivaninha. Outro agente de vendas chegou e olhou dentro da gaveta da escrivaninha dêle e ficou muitíssimo interessado pela Bíblia. Dirigiu-se a mim e queria saber se poderia obter também um exemplar. Êste círculo continuou, e pude colocar sete Bíblias no escritório. Também, ofereci a Bíblia ao gerente. Êle disse que gostava da Versão Rei Jaime e que receava tentar coisa nova, visto que gostava das expressões poéticas daquela versão. Entretanto, êle me
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