BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Torne-se zeloso por Jeová
    A Sentinela — 1969 | 1.° de fevereiro
    • Torne-se zeloso por Jeová

      ‘Vem comigo, e vê o meu zelo por Jeová.’ — 2 Reis 10:16, VB.

      1. (a) Nas Escrituras se fala muitas vezes de Jeová como sendo que espécie de Deus? (b) Que frase segue freqüentemente as declarações de seus profetas, e por quê?

      EM TODA a Bíblia fala-se de Jeová, quem fez o universo, como sendo um Deus zeloso, um Deus cujo zelo operou maravilhas. Portanto, quando seu profeta Isaías fez importantes declarações a respeito dos propósitos do Grande Jeová, ele acentuou estas declarações com a seguinte sentença: “O próprio zelo de Jeová dos exércitos fará isso.” (2 Reis 19:31; Isa. 9:7; 37:32) Tal declaração assegurava ao povo que o cumprimento destas promessas estava além de qualquer dúvida, visto que procediam do Todo-Poderoso, do Deus zeloso.

      2, 3. (a) Por que interessa ao povo de Deus a frase “o próprio zelo de Jeová dos exércitos fará isso”? (b) Por que é o zelo de Jeová uma causa de alegria para a humanidade?

      2 A expressão, “o próprio zelo de Jeová dos exércitos fará isso”, é deveras valiosa e digna de nota, pois dá ênfase e insiste no interesse ativo e na eficácia deliberada de Deus com respeito à salvação da humanidade. Por meio desta expressão ficamos sabendo que a salvação livrando do pecado e da morte, e a vida renovada do povo de Deus, não se deverão a qualquer solução automática da história, nem a quaisquer causas naturais ou econômicas. Resultarão da operação eficaz de um Deus zeloso, pois somos informados: “O próprio zelo de Jeová dos exércitos fará isso.”

      3 O zelo de Jeová é, por isso, causa de alegria para a humanidade, pois oferece a promessa dum livramento das forças que oprimem o homem física e espiritualmente, forças que freqüentemente estão além do alcance dos servos humildes de Deus, assim como Edom estava. O profeta de Jeová declarou a respeito do opressor Edom: “Assim disse o Senhor Jeová: ‘Eu certamente vou falar no fogo do meu zelo contra os remanescentes das nações e contra Edom, na sua inteireza, os que se deram a si mesmos a minha terra como possessão com alegria de todo o coração.’” (Eze. 36:5, 6) Todos os opressores semelhantes a Edom, inclusive Satanás, o Diabo, seus demônios e toda a sua organização, sentirão no Armagedom o fogo do zelo de Jeová. “A aflição não se levantará pela segunda vez.” — Naum 1:9; Sal. 72:14.

      EXEMPLOS DE ZELO

      4. Que lição ensina o zelo de Jeová e como foi esta lição exemplificada na vida dos servos de Jeová?

      4 Tal zelo de Jeová é uma lição para o povo de Deus. Ensina que, se há uma obra que vale a pena fazer, então merece nosso apoio de todo o coração, nosso entusiasmo, nosso zelo, assim como Deus dá de si mesmo para as suas atividades. Esta qualidade de Deus foi exemplificada nas vidas de guerreiros, sacerdotes e profetas de Deus. O Filho unigênito de Jeová, Jesus Cristo, exemplificou esta qualidade, e o mesmo fizeram os apóstolos e discípulos de Cristo. Os levitas, por exemplo, apoiaram zelosamente a Moisés, junto ao monte Sinai, na ocasião em que foi feito o bezerro de ouro. Eles mataram uns 3.000 homens que praticavam a idolatria naquela ocasião. Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, sacerdote de Jeová, no seu zelo pela justiça de Deus, matou com uma lança um co-israelita e uma mulher midianita, por sua prática licenciosa de imoralidade sexual. (Êxo. 32:15-29; Núm. 25:6-13) O salmista Davi escreveu que ‘o consumiu o puro zelo pela casa de Jeová e caíram sobre ele os próprios vitupérios dos que vituperavam a Jeová’. (Sal. 69:9) Jeú, rei de Israel, convocou outros para testemunharem seu zelo por Jeová. Nas Escrituras, ele é descrito como dirigindo furiosamente seu carro, cumprindo seu papel como executor da parte de Jeová. (2 Reis 10:16) Homens zelosos, fiéis, colheram a recompensa do louvor de Deus, com a esperança de uma “ressurreição melhor” à sua espera. — Heb. 11:35.

      5, 6. (a) Que palavras são usadas nas Escrituras Gregas Cristãs para expressar a palavra portuguesa “zelo”? (b) Que exemplos de homens de zelo temos nas Escrituras Gregas Cristãs?

      5 Nas Escrituras Gregas Cristãs aparecem umas trinta e três vezes palavras gregas tais como zelos, zeloun, zelotes, e elas são usadas exclusivamente para com homens. Assim como Jeová, nas Escrituras Hebraicas, fora zeloso pela sua santidade, e assim como seus profetas expressaram zelo, assim, agora, seus santos mostram o mesmo zelo, acima de tudo Jesus Cristo. Duas vezes na sua carreira como ministro de Deus seu zelo por Jeová o moveu a purificar o templo de Jeová. A casa de Jeová não se devia parecer a uma casa de comércio, declarou ele. O apóstolo João descreve uma das ocasiões nas seguintes palavras: “Aproximara-se então a páscoa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. E ele achou no templo os que vendiam gado, e ovelhas, e pombas, e os corretores de dinheiro nos seus assentos. Assim, depois de fazer um chicote de cordas, expulsou do templo a todos com as ovelhas e o gado, e derramou as moedas dos cambistas e derrubou as suas mesas. E ele disse aos que vendiam as pombas: ‘Tirai estas coisas daqui! Parai de fazer da casa de meu Pai uma casa de comércio!’ Seus discípulos lembraram-se de que está escrito: ‘O zelo da tua casa me devorará.’” — João 2:13-17.

      6 Os apóstolos de Jesus Cristo seguiram seu exemplo de zelo. Em Atos 17:6, os opositores acusaram os cristãos de ‘subverter a terra habitada’ com o seu ensino. Cerca de vinte e dois anos depois da morte de Cristo, o apóstolo Paulo escreveu aos coríntios: “Agora, a respeito do ministério que é para os santos, é supérfluo que eu vos escreva, pois conheço a vossa prontidão mental, da qual me estou jactando perante os macedônios a respeito de vós, que a Acaia já está agora pronta por um ano, e o vosso zelo tem atiçado a maioria deles.” (2 Cor. 9:1, 2) Sim, o zelo cristão mostrou-se contagioso. Era uma característica do cristianismo. Atiçava outros a um ministério piedoso.

      DEFINIÇÃO DE ZELO

      7. Como é o zelo definido de várias maneiras?

      7 O que é zelo? Zelo é definido de várias maneiras, como ardor apaixonado por uma causa, ou, menos vezes, por uma pessoa; ou como intensa ansiedade de promover certo objetivo. É também chamado de fervor, entusiasmo, devoção e ardor. A palavra zelo, no hebraico, é kináh, derivada de kaná, que significa “enrubescer” de paixão. A palavra grega zelos dá a entender um elemento consumidor, ardente, análogo ao calor do zelo. E é disso que derivamos a expressão “zelo ardente”. Em algumas regiões do mundo, os ministros ativos são às vezes mencionados como tendo “ardor pelo Senhor”. Na Bíblia, o ministro ativo ou entusiástico de Jeová é descrito como quente, ao passo que o ministro inativo é chamado de morno.

      8. Como e por que se insta com os cristãos para serem zelosos?

      8 Insta-se com os cristãos a serem trabalhadores zelosos para Jeová, pois, sem trabalhadores zelosos, é inconcebível que haja uma religião viva. Sem zelo, não pode haver triunfo ardente, nem personalidades cristãs aperfeiçoadas, nem recompensa duradoura, nem atos de fé cristã. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu: “Não sejais indolentes nos vossos quefazeres. Sede fervorosos de espírito. Trabalhai como escravos para Jeová. Alegrai-vos na esperança mais adiante.” (Rom. 12:11, 12) “O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, e não como para homens, pois sabeis que é de Jeová que recebereis a devida recompensa da herança. Trabalhai como escravos para o Amo, Cristo.” (Col. 3:23, 24) “Tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso labor não é em vão em conexão com o Senhor.” (1 Cor. 15:58) Paulo não só disse estas coisas, mas também as viveu. O escritor bíblico Lucas nos conta que “Paulo começou a ocupar-se intensamente com a palavra, testemunhando aos judeus para provar que Jesus é o Cristo”. (Atos 18:5) É a esta atividade zelosa em conexão com o Senhor que os cristãos foram convocados e é este serviço ardente que alcança a recompensa da vida eterna.

      DIVERSAS ESPÉCIES DE ZELO

      9, 10. O que prova que pode haver um zelo honroso e um desonroso?

      9 É zeloso pelo Senhor? As pessoas se têm enganado neste respeito, pois nem todo o zelo é bom. Quando o zelo é elevado ao grau da paixão, torna-se, muitas vezes, furor; quando se consome em egotismo, torna-se ciúme. O zelo sem o conhecimento exato dos propósitos de Deus pode transformar-se em fanatismo. Portanto, o zelo pode ser honroso ou desonroso. Pode haver zelo bem orientado ou zelo mal orientado.

      10 Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu, em Romanos 10:2, 3: “Pois eu lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não segundo o conhecimento exato; pois, por não conhecerem a justiça de Deus, mas, buscarem estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus.” O apóstolo revela, assim, que há pessoas que talvez sejam completamente sinceras nas suas convicções religiosas, e isso com zelo, mas sem se basearem em fatos, sem conhecimento exato da verdade de Deus. Muitas vezes, tais pessoas estão mais ansiosas de estabelecer a sua própria justiça, do que a de Deus. Conforme certa senhora disse a um ministro das testemunhas de Jeová: “Eu não acreditaria no senhor, nem que soubesse que tem a verdade!” E, por outro lado, há alguns que mudam. O apóstolo Paulo foi um destes. Ele admite, em 1 Timóteo 1:12, 13, que seguira seu anterior rumo na vida, como fariseu, devido à ignorância. “Embora eu fosse anteriormente blasfemador, e perseguidor, e homem insolente. Não obstante, foi-me concedida misericórdia, porque eu era ignorante e agi com falta de fé.” Sem dúvida, hoje em dia há muitos que, semelhantes a Saulo de Tarso, agem em ignorância e com falta de fé. É um deles? Deixe que a Palavra de Deus oriente seu zelo.

      11, 12. (a) Mostre casos em que um zelo ignorante se transformou em zelo perseguidor. (b) O que prova que tal zelo não pode ser nem de Deus nem de Cristo?

      11 Muitas vezes, um zelo ignorante pode transformar-se em zelo perseguidor, como se deu no caso de Saulo de Tarso. Saulo, que se tornou Paulo, confessa: “Vós, naturalmente, ouvistes falar da minha conduta anterior no judaísmo, que eu perseguia a congregação de Deus e a desvastava até o excesso, e que eu fazia mais progresso no judaísmo do que muitos da minha própria idade na minha raça, visto que eu era muito mais zeloso das tradições de meus pais.” (Gál. 1:13, 14; Fil. 3:6) Mesmo hoje em dia, professos cristãos, zelosos de suas crenças religiosas, fazem empenho invulgar de perseguir as testemunhas cristãs de Jeová. Um relatório procedente da Indonésia, em 1966, fala da violência duma turba e de ministros cristãos que, no seu ministério, foram espancados por clérigos protestantes. O relato diz: “Quatro dos clérigos da cidade e aproximadamente sessenta anciãos das diversas igrejas na cidade atacaram a casa de uma pessoa interessada onde se realizava o primeiro estudo de A Sentinela. Quando os pioneiros especiais e o dono da casa saíram para descobrir a causa do distúrbio, a turba derrubou a cerca e atacou os três irmãos. Todos ficaram feridos. Um dos pioneiros especiais foi golpeado até ficar inconsciente e depois foi barbaramente atacado a pontapés pelo clérigo presidente. . . . O clérigo que instigou este distúrbio visitou mais tarde outra ilha, para a qual recentemente duas famílias de testemunhas de Jeová se haviam mudado e ali construído lares. Depois de fazer um sermão inflamatório contra os irmãos, ele conduziu a congregação para fora da igreja, até os lares dos dois irmãos, e destruiu seus lares, deixando doze pessoas sem moradia.” Naturalmente, não foi zelo por Jeová que esses clérigos expressaram, mas foi um zelo mal orientado, que os fez agir contrário à vontade de Deus. Comportaram-se como Saulo de Tarso, que mais tarde veio a lastimar seus atos vis. Talvez estes clérigos façam o mesmo.

      12 Este não é o único caso de o zelo religioso mal orientado manifestar-se na perseguição dos inocentes. A História está cheia de relatos sobre inquisições religiosas, violência religiosa, distúrbios e assassinatos religiosos. Jesus Cristo e, segundo se relata, a maioria dos seus apóstolos foram assassinados pelas mãos de zelosos fanáticos, religiosos, e o mesmo aconteceu aos profetas de Deus antes deles. (Mat. 23:34, 35) Tal zelo mal orientado não pode, por nenhuma forma de imaginação, ser o cristianismo em ação, pois os cristãos não receberam a ordem de perseguir, mas de amar, até mesmo seus inimigos. — Mat. 5:43-48.

      13. Que exemplos temos para mostrar que o zelo supersticioso pode levar a atos vis?

      13 O zelo supersticioso pode fazer os religiosos fanáticos perder o juízo e induzi-los a crer que realmente estão fazendo um favor a Deus por meio de suas ações vis. Os adoradores de Baal, no tempo de Elias, excitaram-se até o frenesi, passando “a clamar ao máximo da sua voz e a fazer cortes em si mesmos com punhais e com lanças, segundo o seu costume, até derramarem sangue sobre si”, na expectativa de que Baal respondesse às suas petições. Mas, Baal não era o verdadeiro Deus, senão uma imagem impotente, feita pelo homem. Elias provou que Jeová era o verdadeiro Deus e convidou o povo a se tornar zeloso por Jeová. (1 Reis 18:21-40) Jesus Cristo contou uma profecia relativa ao nosso tempo e mostrou que as pessoas estariam tão mal informadas sobre o verdadeiro Deus, hoje em dia, como estavam no tempo de Elias. Jesus disse “Então [a vós, os verdadeiros cristãos,] vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações por causa do meu nome.” “Vem a hora”, disse ele, “em que todo aquele que vos matar imaginará que tem prestado um serviço sagrado a Deus. Mas, farão estas coisas porque não vieram a conhecer nem o Pai nem a mim.” (Mat. 24:9; 23:34; João 16:2, 3) As palavras de Jesus provam conclusivamente que é zelo supersticioso que motiva tais pessoas a atos de violência contra os servos de Deus.

      OUTRAS FORMAS DE ZELO

      14. De que maneira pode o zelo ser hipócrita, com motivos perversos?

      14 O zelo pode ter um motivo perverso. Pode ser hipócrita na sua ostentação. O fariseu, da ilustração de Jesus, começou a orar: “Ó Deus, agradeço-te que não sou como o resto dos homens, extorsores, injustos, adúlteros, ou mesmo como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana, dou o décimo de todas as coisas que adquiro.” Ele se preocupava tanto consigo mesmo, que se manifestou seu motivo egoísta. Não como o cobrador de impostos, que batia no peito e dizia: “Ó Deus, sê clemente para comigo pecador.” (Luc. 18:10-14) Jesus disse que haveria muitos que diriam: “Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?” E ele lhes confessará: “Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.” (Mat. 7:22, 23) Esta é a tragédia do zelo hipócrita: não traz recompensa duradoura. Em vez disso, por que não tornar-se zeloso por Jeová?

      15. O que é zelo disputador?

      15 Há também o zelo contencioso ou disputador, que alterca sobre palavras, modos e costumes. Paulo, em 1 Coríntios 11:11-16, procurou resolver a questão de a mulher usar na congregação uma cobertura na cabeça, dizendo depois: “Se alguém parece estar disputando a favor de outro costume, não temos outro, nem o têm as congregações de Deus.” Anteriormente, nesta epístola, Paulo mostrara que havia disputas sobre a quem seguir: “Pois, quando um diz: ‘Eu pertenço a Paulo’, mas outro diz: ‘Eu a Apolo’, não sois simples homens?” (1 Cor. 3:4) Tais precisam tornar-se zelosos por Jeová e não desperdiçar energia vital com assuntos triviais.

      16. (a) De que modo pode ser parcial o zelo? Dê um exemplo. (b) O que recomendou o anjo aos mornos de Laodicéia?

      16 O zelo pode também ser parcial. Os efraimitas foram descritos como bolos assados apenas de um lado, em outras palavras, só meio assados, inadequados. (Osé. 7:8) Eram irresolutos na sua devoção e no seu serviço a Deus. Quantas pessoas assim conhecemos hoje? Pessoas que não estão nem cá nem lá — pessoas que gostam de ouvir falar do reino de Deus, mas que também gostam deste mundo. Com a boca louvam o povo de Deus por fazer uma boa obra, mas elas mesmas não querem participar nela. Alguns talvez até assistam às reuniões do povo de Deus, mas nunca fazem disso um costume regular. Consideram-se cristãos, e até com bastante espiritualidade. Iguais aos laodicenses, não são nem quentes, nem frios. São mornos. Iludem-se pensando que estão espiritualmente ricos e que Deus se agrada bem de seus esforços tíbios. Mas, é um engano, conforme se mandou que o anjo da congregação de Laodicéia salientasse: “Porque és morno, e não és nem quente nem frio, vou vomitar-te da minha boca. Porque dizes: ‘Sou rico e adquiri riquezas, e não preciso de coisa alguma’, mas não sabes que és miserável, e coitado, e pobre, e cego, e nu, aconselho-te que compres de mim ouro refinado pelo fogo, para que fiques rico, e roupas exteriores brancas, para que fiques trajado e não se torne manifesta a vergonha da tua nudez, e ungüento para os olhos, para passar nos teus olhos, para que vejas. A todos aqueles pelos quais tenho afeição eu repreendo e disciplino. Portanto, sê zeloso e arrepende-te.” (Rev. 3:14-19) Não é tarde demais para acordar deste estado letárgico, tíbio. O anjo recomenda ser “zeloso” por Jeová.

      17. (a) De que modo pode ser temporário o zelo? Cite um exemplo. (b) Como pode o zelo atualmente mostrar-se temporário?

      17 Existe também o zelo temporário, o zelo que fraqueja. Quando Jeoás, rei de Israel, veio ao profeta Eliseu e chorou sobre a sorte aparente de Israel, Eliseu lhe disse que abrisse a janela para o leste e atirasse uma flecha. Jeoás fez isso. Eliseu exclamou então: “A flecha de salvação da parte de Jeová, sim, a flecha de salvação contra a Síria! E certamente golpearás a Síria em Afeque até acabar.” (2 Reis 13:14-17) A declaração de Eliseu devia ter emocionado o rei; mas, fez isso? Quando Eliseu lhe disse que tomasse as flechas que tinha e golpeasse a terra com elas, o que fez Jeoás? Com a vitória ressoando-lhe nos ouvidos, ele devia ter pulverizado a terra com elas. Em vez disso, golpeou a terra fracamente por três vezes e então parou. Eliseu “ficou indignado com ele; por isso disse: ‘Era para golpear cinco ou seis vezes! Neste caso terias certamente golpeado a Síria até acabar, mas agora é três vezes que golpearás a Síria.’” (2 Reis 13:18, 19) Jeoás revelou que seu zelo foi temporário. Fraquejou. Ele não permitiu que a promessa de Jeová o inflamasse, como devia ter feito, se tivesse crido plenamente. Assim também hoje, muitos dos que ouvem as promessas de Deus rebatem-nas prontamente com dúvida, ceticismo e suspeita. A fogueira em potencial tranforma-se rapidamente numa chaminha que se apaga, e eles se admiram que não são zelosos por Jeová. A Palavra de Deus diz ao que duvida: “Quem duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida pelo vento e agitada. De fato, não suponha tal homem que há de receber algo de Jeová; ele é homem indeciso, instável em todos os seus caminhos.” (Tia. 1:6-8) Quando se serve a Jeová, não há lugar para dúvida. Jeová exige devoção exclusiva. Engolfar-se no seu serviço deve ser de todo o coração, sem reservas e eterno. “Ceifaremos . . . se não desfalecermos.” — Gál. 6:9.

      ZELO GENUÍNO POR JEOVÁ

      18. (a) O que é zelo genuíno? (b) Como se manifesta o zelo genuíno entre a humanidade?

      18 Há um zelo genuíno, que é a preocupação sincera, calorosa, com a glória de Deus e o bem-estar espiritual da humanidade. É um zelo que se origina da ordem divina: “Sê zeloso!” (Rev. 3:19) Encontra seu exemplo em Cristo Jesus, que “percorria o país, fazendo o bem e sarando a todos os oprimidos pelo Diabo; porque Deus estava com ele.” (Atos 10:38) O apóstolo Paulo disse a Tito: Cristo “se entregou por nós, a fim de nos livrar de toda sorte de coisa que é contra a lei e purificar para si mesmo um povo peculiarmente seu, zeloso de obras excelentes”. (Tito 2:14) Este zelo manifestou-se através dos séculos na atitude cristã para com a importância do serviço de Deus. Os cristãos dedicados têm posto a adoração de Deus em primeiro lugar na sua vida. (Mat. 6:33) Têm-se tornado zelosos por Jeová. E este zelo pode ser visto na sua conduta e adoração cristãs, no seu desejo e esforço de transformar sua mente e personalidade nas de Cristo. Sua vida diária é saturada de zelo por Jeová. Neles se cumprem as palavras do apóstolo Paulo: “Não mais [andais] assim como também as nações andam na improficuidade das suas mentes, ao passo que estão mentalmente em escuridão e apartados da vida que pertence a Deus, por causa da ignorância que há neles, por causa da insensibilidade dos seus corações. Tendo ficado além de todo o senso moral, entregaram-se à conduta desenfreada para fazerem com ganância toda sorte de impureza. Mas vós não aprendestes que o Cristo seja assim, se é que o ouvistes e fostes ensinados por meio dele, assim como a verdade está em Jesus, de que deveis pôr de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os seus desejos enganosos; mas que deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e que vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” — Efé. 4:17-24.

      19. Que perguntas nos vemos obrigados a fazer, e onde se encontrarão as respostas às nossas perguntas?

      19 Mas, onde se encontra hoje tal zelo num mundo de agitação religiosa? Quem, hoje em dia, nesta era da ciência, deseja ser zeloso por Jeová? Que pessoas estão dispostas a pôr de lado o velho modo fácil de viver desenfreadamente num mundo de moral em colapso, de crime e de rebelião, a favor duma nova personalidade? Que prova há de que existe genuíno zelo religioso por Jeová na terra? O artigo que segue responderá a estas e a outras perguntas oportunas.

  • Atiça seu zelo os seus irmãos?
    A Sentinela — 1969 | 1.° de fevereiro
    • Atiça seu zelo os seus irmãos?

      “O vosso zelo tem atiçado a maioria deles.” — 2 COR. 9:2.

      1, 2. Que eventos provam que as pessoas ainda têm capacidade de ter zelo?

      EM ANOS recentes, especialmente desde a Segunda Guerra Mundial, o entusiasmo pelas instituições religiosas da cristandade tem diminuído perceptivelmente, especialmente entre os jovens do mundo. Bancos vazios nas igrejas são abundantes, ao passo que os estádios esportivos têm estado superlotados, com multidões-recordes aos sábados e domingos, dias geralmente reservados, na cristandade, para a adoração de Deus. Os fãs dos esportes, muitos deles freqüentadores de igrejas, enfrentam o mau tempo e toda espécie de inconveniências, muitas vezes viajando grandes distâncias e pagando preços exorbitantes para assistir aos jogos. Estimulam seus times à vitória ou os consolam na derrota.

      2 Alguns fãs juvenis podem recitar palavra por palavra estatísticas intermináveis sobre cada jogador e se oferecem voluntariamente, todo felizes, a contar tudo o que sabem sobre o esporte. Em anos recentes, o entusiasmo pelos esportes competitivos tem sido tão grande em alguns países, que foi necessário construir muros altos em volta dos campos de esporte, alguns até com valas cheias de água, para desencorajar as multidões zelosas de transpor as barreiras e impedi-las de invadir o campo e talvez ferir os jogadores. É óbvio que as pessoas ainda têm a capacidade de ter zelo irresistível, mas não é a religião que está atiçando os seus corações, não é?

      3. Na Inglaterra, o que atiça o entusiasmo entre muitos dos jovens?

      3 Na Inglaterra declara-se que os Beatles são mais populares entre os adolescentes do que Jesus Cristo. A religião antiga é dada como morta. Agora há uma nova religião. É a religião da jovem guarda, com a bossa nova. John Lennon, dos Beatles, reconheceu esta mudança geral, anunciando: “O cristianismo desaparecerá. Sumirá e desvanecerá. Nós somos agora mais populares do que Jesus.” Uma jovem, tomando seu partido, perguntou: “Por acaso vê alguma moça gritar por causa dum retrato de Cristo, assim como fazem por causa dum retrato dos Beatles?” É bem natural que não. Assim como o pequeno Zaqueu certa vez subiu num sicômoro-figueira para ver melhor a Jesus Cristo, assim, agora, os jovens enchem os caibros dos telhados para ver melhor os que atiçam a sua alma. Ao ver os Beatles, certa moça gritou: “Ó meu Deus! Ó meu Deus! Não agüento mais. Não agüento mais.” O “Deus” estava nos seus lábios, mas não foi um ministro de Deus, nem a mensagem de Cristo, que atiçou a sua alma. — Luc. 19:2-8.

      4. Que perguntas se fazem, e por quê?

      4 O que aconteceu com a religião cristã que antigamente atiçava os corações dos homens a abandonarem pai e mãe, seu lugar de emprego, a subir em árvores, até mesmo negando-se a si mesmos pela causa de Cristo? Onde está aquele zelo revolucionário que antigamente inflamava o mundo? Onde estão as pessoas que antigamente eram acusadas de subverter a terra habitada? (Atos 17:6) Sem ministros zelosos não pode haver triunfo do cristianismo, nem atos recompensadores de fé cristã. Mas, onde se pode encontrar tal zelo hoje em dia?

      AGITAÇÃO RELIGIOSA NA CRISTANDADE

      5, 6. Em que situação se encontra a religião da cristandade, conforme atestado pelo seu clero?

      5 Dentro da cristandade há mais evidência de religião morredoura do que de cristianismo dinâmico. O evangelista Billy Graham afirmou que as igrejas da cristandade se debatem numa confusão trágica. “Se temos perdido nosso entusiasmo por Cristo”, disse ele, “é porque a nossa fé deixou de significar grande coisa para nós”. O Dr. Carl F. H. Henry, evangelista-teólogo, disse que o protestantismo liberal “perdeu a maior parte de seu impulso evangélico”. E parece não haver dúvida quanto a isso. Em 31 de outubro de 1966, enquanto os sinos das igrejas, na Berlim dividida, repicavam para anunciar o Dia da Reforma, muitos delegados, segundo se relata, suplicavam a Deus ‘para que soprasse novamente o espírito da Reforma para dentro da igreja cristã’. Mas, evidentemente, o espírito de Deus abandonou aquele organismo inteiramente.

      6 O protestantismo não tem o zelo do primeiro século. Certo líder eclesiástico, protestante, na América do Norte, confessou: “A igreja cristã está morrendo em todo o mundo.” Ele descreveu os professos cristãos como “presumidos, cheios de ódio [e] preconceito”. O “Padre” Boyd, sacerdote episcopal de boates, disse que ‘a sua igreja está moribunda’. Na Inglaterra, a religião é descrita como “descendo uma ladeira escorregadia. . . . O povo abandonou a igreja”, disse certo ministro episcopal. Ele disse mais: “O mesmo acontecerá aqui na América, e vai condenar a igreja.”

      7. Quem é responsável pela condição inanimada das religiões da cristandade?

      7 Quem é responsável por esta condição inanimada na religião da cristandade? O que a produziu? Um líder metodista, de Nashville, Tennessee, E. U. A., declarou que há “insipidez demais” na igreja. Levantou a acusação de que “parte disso é simplesmente simulação, e há demasiada conformidade e mediocridade para a pessoa se sentir à vontade”. O ex-bispo episcopal Pike disse: “Por 2.000 anos temos falado com duplicidade. Não é de admirar-se que estejamos confusos.” Um destacado leigo presbiteriano declarou recentemente: “A maioria dos ministros está tão mal orientada, tão completamente fora da questão e tão cheia de idéias liberais e humanísticas, que cada dia se mostram mais inúteis para os seus paroquianos.”

      8. Que fator tem levado à perda de fé e de zelo religioso?

      8 Sua declaração talvez fosse induzida pela ação recente da Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana Unida, que adotou uma nova confissão de fé para esta denominação. A confissão rejeita o conceito de que a Bíblia é a palavra “inerrante” de Deus. Muitos clérigos e professores de escolas teológicas questionam a fidedignidade da Palavra de Deus, a Bíblia. Instam a “tirar a mitologia” da Bíblia. Em suma, arvoraram-se em juízes para decidir quais ensinos da Bíblia são “possíveis”. Citam o nascimento virginal como sendo mito. A ciência moderna acredita que é impossível que uma virgem dê à luz um filho. Portanto, segundo o seu arrazoamento, Maria não era absolutamente virgem. Mas, uma vez que duvidam do nascimento virginal, o que os impede que duvidem de Cristo, o Filho de Deus, da ressurreição dos mortos ou mesmo da existência do próprio Deus? O ponto de vista dos que consideram a maior parte da Bíblia como mito é que, embora partes dela talvez sejam divinamente inspiradas, o resto é simplesmente evidência infundada de homens imperfeitos. Mas, quando se adota e aceita tal ponto de vista, a Bíblia, a fonte da força, do zelo e do entusiasmo cristãos é tornada inútil. Até mesmo o homem, o pecado e Deus tornam-se meras especulações de homens mortais.

      9. De que modo têm os clérigos diluído a Palavra de Deus, e com que efeito?

      9 Mas, não é isto o que tem acontecido na cristandade? O Dr. Leslie Weatherhead, ex-presidente da Conferência Metodista, diz que gostaria de censurar a Bíblia. Um reitor da Igreja Anglicana do sul da Inglaterra, J. C. Wansey, de Woodford, disse que a Bíblia contém passagens de “refugo espiritual” e “veneno” para o povo. Certo bispo episcopal disse que ‘não há espírito santo, nem nascimento virginal, nem ressurreição, e que ele não tem nem certeza da onipotência de Deus’. Um ministro anglicano, chefe do departamento de estudos religiosos da Universidade da Colúmbia Britânica, declarou: “Deus não é necessário.” “Todas as ciências — inclusive os estudos religiosos — procedem sem a hipótese de Deus. Se o conhecimento pode existir sem Deus, então também a vida.” O Rabino Joel Goor disse a estudantes da Universidade de San Diego, na Faculdade Feminina, em 22 de outubro de 1966: “Não cremos no pecado original. Cremos que o homem peca assim como Adão pecou, não por este haver pecado”, apesar do que a Bíblia diz em contrário. (Rom. 5:12; 1 Cor. 15:22) Esta diluição da Palavra de Deus com especulação e tolice humanas não tem produzido um cristianismo dinâmico. Pois um cristianismo diluído não é cristianismo. É religião falsa, despida de todo poder transformador.

      10. Que situação moral vergonhosa foi produzida por esta diluição?

      10 A religião diluída produziu na cristandade uma moralidade diluída, que não é nenhuma moralidade. Ela sanciona a tolerância do mal, o que é em si mesmo um mal. Robert W. Wood, ministro da Igreja Unida de Cristo (um organismo formado, nos Estados Unidos, pela união das Igrejas Congregacional, Evangélica e Reformada), disse: “O ônus moral da homossexualidade não é maior do que o de ser canhoto.” O “casamento” entre dois homossexuais é considerado moral por este ministro, e ele diz que realizaria tal cerimônia religiosa. Chefes de religião defendem a legalização das práticas homossexuais entre homens adultos, aprovam as relações sexuais fora do matrimônio e ridicularizam quase que todo princípio moral básico da Bíblia, que é a base da fé e do zelo cristãos. Que espécie de rol de membros se pode, de direito, esperar de tal liderança indolente, desleixada e sem fé?

      11. Como explicou um grupo presbiteriano leigo a sua preocupação?

      11 Um grupo presbiteriano leigo explicou sua preocupação do seguinte modo: “A mensagem autoritária da salvação, que tem o poder de transformar o coração dos homens, é declarada pelas Escrituras Sagradas. Mas os homens que duvidam da plena integridade e autoridade da Bíblia perdem logo a confiança na sua mensagem. Concede-se tempo para se estudar ‘sobre’ a Bíblia, ao passo que se negligencia o conhecimento da própria Palavra. Mesmo os nossos seminários apoucam tanto o ensino bíblico, que, muitas vezes, se deixa em dúvida a importância das Escrituras. . . . As pessoas têm fome e sede da mensagem autoritária da salvação. Os que comprometem a autoridade da Bíblia com uma mistura de verdade e de erro falharão a esta geração.” Não se pode mofar de Deus. O princípio bíblico é: ‘Ceifamos o que semeamos.’ (Gál. 6:7) O colapso moral e espiritual desta geração precisa ser atribuído aos púlpitos e aos seminários, onde se questiona a autenticidade da Bíblia como a Palavra de Deus.

      12. Quais têm sido os frutos da religião fútil, ritualística?

      12 Quando os distúrbios raciais assolavam Chicago, Ilinóis, E. U. A., em 1966, tornou-se terrivelmente evidente o fracasso da Igreja Católica Romana quanto a ensinar princípios bíblicos, justiça racial e dignidade humana. Os católicos romanos voltaram-se uns contra os outros. Uma freira foi abatida a pedrada. “Magoa-nos pensar que não os ensinamos melhor”, disse ela. Um homem gritou para um sacerdote que andava lado a lado com uma mulher negra: “Eh! padre, está dormindo com ela?” Um sacerdote perspicaz, que morava numa das áreas das turbas amotinadas, disse: “Durante anos, a maior parte de nossas paróquias por aqui têm ensinado ritos, regras e restrições fúteis. Recebemos o que pedimos.” Em outras palavras, colheram em distúrbios e abuso o que semearam em ritos fúteis. No Panamá, uma multidão ameaçou linchar tanto freiras como padres, se não se lhe permitisse a jogatina e a dança. Estas pessoas, que vieram a Portobelo para celebrar a festa anual, católica romana, do Cristo Negro, clamavam: “Queremos o sangue dum sacerdote.” Tais pessoas têm zelo, mas, obviamente, não é o zelo do cristianismo do primeiro século. Parece-se mais ao zelo dos que penduraram o Filho de Deus numa estaca, no Calvário, do que ao daqueles que o seguiam.

      IDENTIFICADOS OS CRISTÃOS ZELOSOS

      13, 14. Como identificaram diversos autores a presença do cristianismo zeloso na terra, como estando com que grupo?

      13 Significa isso que não há nenhuma representação zelosa do cristianismo atualmente na terra? Não, não significa isso absolutamente. O cristianismo está bem representado na terra, hoje em dia, e isso com zelo. Em toda a terra há mais de um milhão de cristãos reagindo zelosamente à urgência dos nossos tempos, oferecendo-se voluntariamente como ministros de Deus. Estão proclamando as boas novas do reino de Deus, em testemunho a todas as nações, antes de vir o fim deste sistema de coisas. (Mat. 24:14) Charles S. Braden, no seu livro These Also Believe (Estes Também Crêem), identifica para nós quem são. Escreve: “Pode-se dizer verdadeiramente que nenhum grupo religioso no mundo demonstrou mais zelo e persistência em procurar difundir as boas novas do Reino do que as Testemunhas de Jeová.” Seu ministério é de participação zelosa, que diz mais do que apenas: “Creio.”

      14 Louis Cassels, editor de notícias religiosas, também teve o seguinte a dizer das testemunhas de Jeová: “A proporção fenomenal de seu aumento é o resultado de zelo pelo evangelismo, que envergonha as igrejas estabelecidas. Cada Testemunha é considerada como ministro ordenado e é enviada a tocar campainhas às portas, distribuir literatura nas esquinas das ruas e pregar a mensagem [do Reino] a tantas pessoas quantas possível. . . . Atrás desta paixão para ganhar conversos está a firme convicção das Testemunhas de que é iminente o fim da história humana. Esperam que venha a qualquer hora, e quase certamente dentro dos próximos 10 anos.”

      15, 16. O que falaram observadores religiosos sobre o zelo das testemunhas de Jeová?

      15 Os observadores religiosos reconhecem que há um grupo zeloso de pessoas na terra, que defendem os princípios cristãos e sustentam os princípios bíblicos nas suas próprias vidas. Até mesmo uma publicação católica romana expressou este desejo ilusório: “Admiramos o zelo das Testemunhas, e muitas vezes gostaríamos que os nossos próprios católicos estivessem imbuídos de um espírito apostólico similar.” Mas, o mero desejo não produz cristãos zelosos, conforme os líderes católicos romanos deviam saber.

      16 Uma das evidências identificadoras dos verdadeiros cristãos é a perseguição que sofrem por causa de seu zelo na pregação. Uma publicação protestante, o Alabama Baptist, disse num editorial: “Em todo o mundo ouvimos que esta seita [as testemunhas de Jeová] está sendo perseguida. . . . Certamente, a única razão de serem atacados é a de terem uma crença zelosa nas doutrinas da Bíblia. Pelo menos podemos dizer isso a favor deles, que são o único grupo em nosso país, que são tão zelosos nas suas crenças e práticas, que resistem até a perseguição.” Os escritores bíblicos indicaram que o verdadeiro cristianismo se caracterizaria pelo zelo, qualidade admitidamente flagrante na vida das testemunhas de Jeová.

      ZELO MANIFESTO E MANTIDO

      17. Como se pode identificar o zelo das testemunhas de Jeová como sendo o genuíno zelo cristão?

      17 Mas, como podemos identificar o zelo das testemunhas de Jeová como sendo o zelo genuíno do cristianismo? O apóstolo cristão Paulo disse que o zelo se mostra nos frutos do espírito de Deus. (Gál. 5:22, 23) Manifesta-se na personalidade semelhante a de Cristo que o cristão tem. O cristão zeloso não é ‘modelado segundo este sistema de coisas’. Ele transformou a sua mente, provando a si mesmo “a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus”. O genuíno zelo cristão ‘abomina o que é iníquo’, ‘ama sem hipocrisia’, ‘expressa terna afeição para com os irmãos’, ‘não é indolente nos quefazeres de Deus’, é ‘fervoroso de espírito’, ‘trabalha de escravo para Jeová’, ‘alegra-se na esperança mais adiante’, ‘persevera em tribulação’, ‘persiste em oração’, preocupa-se com as responsabilidades cristãs e caracteriza-se pela inquebrantável seriedade moral. — Rom. 12:1, 2, 9-12; Gál. 2:20.

      18. Como se mantém o zelo cristão?

      18 O zelo genuíno nunca é mantido por recursos naturais de persistência. Este zelo encontra sua fonte na crença inextinguível em Jeová Deus, na sua Palavra e nos seus propósitos. O amor a Deus e ao próximo é a inspiração do zelo. Encontra apoio por estar em contato com o espírito santo de Deus. O espírito do homem se inflama com o espírito de Deus e arde com intensidade ao se achegar à Fonte de toda energia, a saber, Jeová. (Isa. 40:26) O escritor dos Provérbios expressou belamente este ponto, nas seguintes palavras: “O fôlego [espírito] do homem terreno é a lâmpada de Jeová.” (Pro. 20:27) Esta lâmpada nunca se extinguirá enquanto permanecer em contato com Jeová, o verdadeiro Deus.

      19. (a) O que prova que o zelo cristão é uma força contagiosa? (b) De que modo é o zelo das testemunhas de Jeová realmente representativo do cristianismo do primeiro século?

      19 O genuíno zelo cristão, portanto, é a manifestação do espírito de Deus na vida dos cristãos. A força ativa de Jeová é o que nos incita ao seu serviço. Esta é a força que nos ajuda a transformar nossa personalidade, a dedicar nossa vida a Deus. É esta força ativa que faz de nós pessoas que mantêm a integridade para a glória de Deus. Dá-nos zelo perseverante que obtém forças no serviço de Jeová. O zelo é uma força contagiante que atiça outros a obras excelentes. (Tito 2:11-14) O zelo relatado dos coríntios atiçou a maioria dos irmãos na Acaia, província romana que incluía toda a Grécia ao sul da Macedônia, a estarem desejosos de fazer dádivas. Não só deram de si mesmos, isto é, de sua força e energia, mas também de seu dinheiro, para servir outros. (2 Cor. 9:2) Vemos, assim, na vida das testemunhas de Jeová, hoje em dia, que elas não só dão de si mesmas no serviço de Deus, conforme se reflete nas 183.995.180 horas gastas no ministério de campo, cristão, em 1967, dirigindo 867.009 estudos bíblicos domiciliares, gratuitos, e fazerem mais de 66.703.000 revisitas a pessoas que mostraram interesse em Deus e na sua Palavra, mas também dão de seu dinheiro para servir outros. Durante o ano de serviço de 1967, foram gastos US$ 4.551.014,87 (NCr$ 16.611.204,28) para sustentar 9.528 missionários, pioneiros especiais e ministros servos de circuito e de distrito, devotados, em toda a terra. Em adição a todos estes trabalhadores de tempo integral, sustentaram 1.717 dos seus irmãos e irmãs que trabalham em lares de Betel, em todo o mundo, em 96 filiais. Esta expressão de seu zelo é realmente representativa do cristianismo do primeiro século. É tal zelo que atiça os irmãos a maior espiritualidade e atividade. Como está o seu zelo? Atiça ele os irmãos?

      20, 21. Que efeito tem o zelo cristão sobre velhos e moços? Dê prova disso.

      20 O genuíno zelo cristão tem um efeito revigorante, persuasivo e estimulante sobre velhos e moços. Uma trabalhadora missionária de Gileade, das testemunhas de Jeová, conta a reação de uma moça de vinte e três anos quando ouviu pela primeira vez as boas novas do reino de Deus: “A moça chegara a Genebra, na Suíça, como refugiada francesa e entrara num lar católico para moças jovens. Nas férias, uma amiga dela falou-lhe sobre Deus e a Bíblia. Ela se encontrou com esta amiga apenas duas vezes, mas isto bastou para criar nela o desejo de ter um estudo bíblico. Iniciou-se com ela um estudo bíblico. Logo depois ela abandonou o lar católico. Começou a freqüentar as nossas reuniões no Salão do Reino. Ela está transbordando de zelo, e quando ela fala sobre a verdade, seus olhos simplesmente brilham. Ela fala agora a todo o mundo, embora tenhamos estudado juntas apenas quatro semanas.”

      21 Outro caso de zelo atiçado refere-se a um homem de setenta anos, que começara a ir à escola para aprender a ler e a escrever, para que pudesse apresentar melhor as boas novas às portas. Por ocasião da sua imersão, ele estava no terceiro ano. É tal zelo que induz a pessoa a querer fazer mais para Jeová. É tal zelo que atiça os irmãos.

      22. Que acontece quando falta zelo?

      22 Quando falta zelo genuíno, todo esforço religioso torna-se sem efeito e em breve se transforma em fraca inépcia. Resulta como que em tépido laodiceanismo, uma religião tíbia. E os frutos de tal religião estão em evidência na cristandade. Não há nem fé, nem alegria, nem espírito para o serviço de Deus. Portanto, é necessário que nos empenhemos de toda a alma no nosso serviço a Jeová, sendo fervorosos em razão do espírito de Deus, cheios de zelo que atice outros a querer tornar-se louvadores de Jeová Deus.

      COMO SE PODE TORNAR ZELOSO POR JEOVÁ

      23, 24. (a) De que modo é o zelo cristão uma força sustentadora no ministério? (b) Portanto, que necessidade se salienta?

      23 O genuíno zelo cristão exige muita energia. Esta energia ou força vital é renovada pelo fato de o cristão absorver verdades da Palavra de Deus, a Bíblia. Pois “a palavra de Deus é viva e exerce poder”. (Heb. 4:12) E o poder é necessário para manter o zelo cristão. Quando Jeremias, o profeta, pensou em abandonar seu posto como profeta de Deus, ele disse: “[A palavra de Deus] mostrou ser no meu coração como um fogo aceso encerrado nos meus ossos; e fiquei fatigado de contê-lo e não pude mais suportá-lo.” (Jer. 20:9) Quando se crê nela, a Palavra de Deus exerce uma força que não se pode reter. O testemunho persuasivo do apóstolo Paulo, perante o Rei Agripa, induziu Agripa a dizer: “Em pouco tempo me persuadirias a tornar-me cristão.” (Atos 26:28) E em nosso tempo, quando certa testemunha de Jeová deu a um jornalista carona até o seu hotel, num dia frio de inverno, o jornalista sentiu-se induzido a escrever sobre a sua experiência, concluindo seu artigo do seguinte modo: “Não é muitas vezes que se encontra um homem agradável, excelente e amistoso assim — e tal boa Testemunha de Jeová.”

      24 Portanto, é necessário estudar a Palavra de Deus diariamente e meditar sobre esta Palavra, para que ela se possa tornar “como um fogo aceso encerrado nos [nossos] ossos”. A Palavra de Deus pode inspirar, porque é inspirada por Deus. Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa.” (2 Tim. 3:16, 17) Jesus Cristo declarou: “O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.” (Mat. 4:4) Visto que o homem precisa viver segundo esta Palavra, é bom que a conheçamos.

      25. Que outro fator se precisa ter em mente para manter o zelo, e por quê?

      25 Se quisermos ser zelosos, há também a necessidade de termos bem em mente a presença do dia de Jeová. O conhecimento deste fato nos induz a obras corretas e a conduta excelente. O apóstolo Pedro exorta: “Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová . . . visto que aguardais estas coisas, fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz.” (2 Ped. 3:11-14) Estarem apercebidos da proximidade do Armagedom serve de aviso para os que têm zelo cristão, não só para pregarem a Cristo, mas também para levarem uma vida que indique os tempos em que vivemos. Tal vida exemplar atiça os irmãos.

      26, 27. (a) Por que requer o zelo que se tenha perspicácia espiritual? (b) Por que se precisa fazer distinção entre a perspicácia espiritual e o sentimentalismo e a preocupação com formas e frases religiosas?

      26 Portanto, o zelo requer perspicácia espiritual — a percepção que pode distinguir entre o verdadeiro e o falso, entre o certo e o errado. Precisamos ser capazes de ver os valores espirituais como realmente são, sem confundi-los com substitutos ilusórios. (Mat. 16:5-12) Precisamos também reconhecer o que é genuinamente importante e evitar confundi-lo com o que é plausível, mas de importância secundária. Do ponto de vista físico, o modo materialista de vida, quer dizer, comer, beber e casar-se, talvez pareça realmente muito importante, mas Jesus Cristo acautelou que não estivéssemos ansiosos demais destas coisas. Antes, “persisti . . . em buscar primeiro o reino [do Pai celestial] e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas”. (Mat. 6:25-33; 24:38, 39) Jeová cuida dos zelosos.

      27 A genuína perspicácia espiritual também precisa ser distinguida tanto do sentimentalismo, que induz ao sono, como da preocupação com formas e frases religiosas que não têm significado duradouro. Quando Jesus convocou homens para ‘serem seus seguidores’, algumas das respostas deles mostraram falta de perspicácia espiritual e falta de apreço do privilégio que se lhes oferecia. Muitos responderam de modo bastante sentimental, quando chamados. Um homem disse: “Permite-me primeiro ir e enterrar meu pai.” Outro disse: “Eu te seguirei, Senhor; mas permite-me primeiro que eu me despeça dos da minha família.” Jesus respondeu: “Ninguém que tiver posto a mão num arado e olhar para as coisas atrás é bem apto para o reino de Deus.” (Luc. 9:59-62) O apóstolo Paulo achou necessário aconselhar os irmãos a ‘não lutarem sobre palavras, coisa que não é de nenhuma utilidade, porque subverte os que estão escutando’. (2 Tim. 2:14) Altercar sobre palavras e sentimentalidade esgota a energia vital da pessoa. É preciso perspicácia para conservar esta energia para o serviço zeloso de Jeová.

      28. Por que se precisa também cuidar das associações que se mantém, quando se quer tornar zeloso por Jeová?

      28 Quando alguém quer tornar-se zeloso por Jeová, precisa cuidar das associações. Más associações não só podem estragar hábitos úteis, mas também abafar nosso zelo e extinguir-lhe o fogo. (1 Cor. 15:33) A associação com os que duvidam não só atrasa a pessoa, mas até mesmo destrói a mente crente. Quantas vezes acontece que cristãos de “tempo bom” desinclinam os de boas intenções de ir às reuniões cristãs e do serviço de Deus, em dias frios, quentes ou chuvosos! No entanto, o servo de Deus, zeloso, de espírito animado, não somente perseverará em tempos tais como estes, mas atiçará os que duvidam a maior fé, e os inativos, a maior zelo. Atiça seu zelo os seus irmãos desta maneira? Devia fazê-lo.

      29. Em que queremos ser encontrados empenhados nestes tempos muito urgentes?

      29 É impreterível estarmos apercebidos de que vivemos num tempo muito crítico e urgente da história humana. As religiões da cristandade, segundo a sua própria admissão, ou já estão mortas ou estão morrendo. O tempo atual, antes da destruição de Babilônia, a Grande, e da guerra do Armagedom, requer participação zelosa, da nossa parte, na melhor obra que se pode fazer agora, a saber, indicar às pessoas de coração sincero o reino de Deus como única esperança da humanidade. Que o Capitão de nossa salvação nos encontre empenhados nela na hora da sua inspeção.

  • Ter apreço para com Jeová
    A Sentinela — 1969 | 1.° de agosto
    • [Foto na página 76]

      Jacó teve apreço para com Jeová e sua promessa a Abraão, mas Esaú não apreciava coisas sagradas e vendeu sua primogenitura por um prato de cozido.

  • “Ele quase morreu ali mesmo”
    A Sentinela — 1969 | 1.° de fevereiro
    • “Ele quase morreu ali mesmo”

      ● A boa conduta cristã das jovens testemunhas de Jeová recebe às vezes publicidade da maneira mais incomum e divertida. Veja a seguinte notícia sobre um incidente ocorrido numa escola secundária de Michigan, E. U. A.:

      “Débora e Elisabete são ambas alunas do sétimo ano. Hoje faltou seu professor regular da aula de inglês. Em desespero, a escola fez que um sacerdote católico, de colarinho virado para trás, preenchesse a vaga neste dia. Como costuma acontecer com qualquer professor substituto, os estudantes realmente lhe deram trabalho, com seu mau comportamento e turbulência. Mas, Débora e Elisabete, que são testemunhas de Jeová, destacavam-se em nítido contraste pelo seu bom comportamento.

      Em desespero, o sacerdote católico, notando estas duas estudantes, virou-se para a turma e clamou: ‘Por que é que vocês não podem fazer como aquelas duas mocinhas? Elas estão tão bem comportadas, que devem ser católicas!’

      Um dos rapazes disse em resposta: ‘Elas estão tão longe de serem católicas como é possível ser!’ Quando o sacerdote foi informado de que elas eram testemunhas de Jeová, ele quase morreu ali mesmo.”

  • “Não amante do dinheiro”
    A Sentinela — 1969 | 1.° de fevereiro
    • “Não amante do dinheiro”

      ✔ Uma testemunha de Jeová conta como se sentiu atraída à verdade pela atitude demonstrada pelas Testemunhas que visitaram seu lugar de trabalho: “Na barbearia onde trabalho, as testemunhas de Jeová sempre vinham e me ofereciam as revistas A Sentinela e Despertai! Sempre as recusei, por ter sido católico fervoroso e espírita. Um dia, porém, um dos meus fregueses ficou com as revistas, contribuindo certa quantia e dispensando o troco. A Testemunha respondeu que não podia ficar com o troco, e isto despertou a minha curiosidade.”

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar