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Deuteronômio, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Deuteronômio ressalta que Jeová é o único Deus (Deut. 6:4), que Israel é seu povo ímpar (Deut. 4:7, 8), e o estabelecimento dum único local central de adoração. (12:4-7) Prediz aquele que seria suscitado como profeta e líder semelhante a Moisés, e que falaria em nome de Jeová, e a quem todos deviam estar sujeitos. — 18:18, 19.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Primeiro discurso de Moisés
A. Cenário (1:1-5)
B. História da peregrinação de 40 anos (1:6–3:29)
C. Exortação de servir somente a Jeová por guardar o pacto (4:1-40)
D. Reservadas 3 cidades de refúgio, a E do Jordão (4:41-49)
II. Segundo discurso de Moisés
A. Os Dez Mandamentos, junto com a narração de como a Lei foi dada no monte Sinai (5:1-33)
1. Explanação sobre primeiro mandamento, com exortações para ensinarem seus filhos (6:1-25)
B. Sete nações da terra de Canaã deviam ser destruídas; nenhuma aliança de qualquer natureza devia ser feita com elas; seus altares e seus ídolos deviam ser destruídos (7:1-6)
C. Amor de Jeová, e requisito de amor e de fidelidade da parte de Israel para seu êxito futuro (7:7-26)
1. Necessidade de sempre lembrarem os modos como Jeová lidou com eles no deserto (8:1-20)
2. Fidelidade de Jeová ao pacto, e não a justiça de Israel, é razão de possuírem tal terra (9:1-6)
3. Bezerro de ouro e outros casos de desobediência são relembrados; segundo conjunto de tábuas da lei (9:7–10:11)
4. Amor e temor a Deus, de coração, eram essenciais para possuírem a terra (10:12–11:12)
5. Postas diante de Israel bênçãos e maldições (11:13-32)
D. Instruções aplicáveis a Israel após entrarem na Terra Prometida
1. Regulamentos sobre comer carne e quanto ao sangue (12:1-27)
2. Apostasia, falsos profetas, e julgamento de tais (12:28–13:18)
3. Regulamentos sobre separação, alimento, cadáveres e dízimo (14:1-29)
4. Ano de livramento (15:1-15); escravidão voluntária, permanente (15:16-18)
5. Apresentação dos primogênitos dentre animais (15:19-23)
6. Três festividades anuais (16:1-17)
7. Sistema judiciário (16:18–17:13)
8. Regulamento para reis (17:14-20)
9. Regulamentos para levitas (18:1-8)
10. Avisos sobre adivinhação; predito profeta semelhante a Moisés; como identificar profeta de Jeová (18:9-22)
11. Regulamentos para cidades de refúgio (19:1-13)
12. Marcos divisórios e regras sobre evidência (19:14-21)
13. Leis militares (20:1-20)
14. Isentar-se da culpa de sangue por causa de homicídio não solucionado (21:1-9); casamento com mulheres tomadas cativas (21:10-14)
15. Direito de primogênito; como lidar com filhos rebeldes; pendurar numa estaca (21:15-23)
16. Respeito pela propriedade do vizinho; moral; bondade e consideração com vida; pureza (22:1-12)
17. Relações matrimoniais (22:13-30)
18. Os inelegíveis como membros da congregação (23:1-8)
19. Limpeza do acampamento do exército; leis sobre escravos, prostitutas, juros, juramentos (votos) e amor ao próximo (23:9-25)
20. Divórcio, empréstimos, salários, bondade com órfãos e viúvas (24:1-22)
21. Ministrar açoites; casamento com cunhado; pesos e medidas; Amaleque deve ser destruído (25:1-19)
22. Primícias e dízimo (26:1-19)
III. Terceiro discurso de Moisés
A. Lei a ser escrita em pedras (27:1-10)
B. Bênçãos a ser declaradas do monte Gerizim, e maldições do monte Ebal (27:11-26)
C. Profecia de bênçãos pela obediência aos mandamentos de Deus e maldições pela desobediência (28:1-68)
IV. Quarto discurso de Moisés; renovação do pacto
A. Narração dos cuidados de Jeová no deserto (29:1-9)
B. Aviso sobre desobediência (29:10-29)
C. Misericórdia de Deus para os que se arrependerem (30:1-10)
D. Posta diante de Israel a escolha da vida ou da morte (30:11-20)
V. Instruções finais de Jeová a Moisés
A. Comissionado Josué qual líder; profecia sobre rebelião de Israel (31:1-30)
VI. Cântico de Moisés (32:1-52)
VII. Bençãos finais de Moisés (33:1-29)
VIII. Morte e enterro de Moisés (34:1-12)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 34-40.
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Devoção ExclusivaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DEVOÇÃO EXCLUSIVA
[Heb. , qanná’ (usada exclusivamente em relação a Deus), ciumento, que exige serviço exclusivo; qin’áh, zelo, ciúme, ardor], Qanná’ é traduzida de maneira variada por “ciumento”, NM; “zeloso”, Al, CBC, So, e “que exige devoção exclusiva”, NM. Qin’áh é também traduzida pelas mesmas palavras portuguesas. Sem dúvida, a ideia básica de ciúme é ardor, calor. Baseia-se no sentimento do direito exclusivo de um marido sobre sua esposa. Quando esta palavra é usada em relação a Deus, refere-se à sua intolerância de qualquer rivalidade, da adoração de quaisquer outros deuses. Ele não transferirá a outro a honra devida a si mesmo. (Isa. 42:8) O afastar-se da devoção exclusiva a ele incorreria no calor de sua ira ardorosa. (Êxo. 20:5; Deut. 4:24; 5:9; 6:15) A nação de Israel era considerada como que casada com Jeová. Qual esposo, Jeová exigia de Israel a devoção exclusiva, a lealdade, a fidelidade. Ele seria zeloso, cheio de ardor em benefício dela, em defesa dela. (Eze. 36:5) Do contrário, a desobediência, seguir outros deuses, seria adultério, destarte merecendo a ira justa de Jeová e o ciúme dele por seu próprio nome. — Deut. 32:16, 21; Eze. 16:38, 42.
JEOVÁ DEUS NÃO TOLERA RIVALIDADE
A devoção exclusiva é exigida por Jeová na segunda das “Dez Palavras” ou dez mandamentos escritos pelo dedo de Deus: “Eu sou Jeová, teu Deus . . . Nunca deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa [ou, quaisquer outros deuses em desafio a mim]. . . . porque eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige devoção exclusiva.” (Deut. 5:6-9) Sobre Êxodo 34:14 a Versão Abbé Drioux, francesa, de 1884, diz: “Deus quer ser amado de modo único”, isto é, à parte, de modo singular. Jesus apoiou este conceito quando falou a um judeu que tentou submetê-lo à prova. — Mat. 22:37.
RELACIONAMENTO ENTRE AMO E ESCRAVO
Devoção exclusiva sugere também a relação entre amo e escravo. Jeová, qual Criador, é Proprietário e Amo. Ele é Deus em razão de sua qualidade de Criador; portanto, tem direito de receber a devoção exclusiva de súditos por Ele criados e estes devem fazer a vontade dele. A pessoa bem intencionada, ao aprender sobre Jeová e prezar seu relacionamento com Deus, voluntariamente renderá devoção exclusiva, de coração, sendo isto o que Jeová deseja. Ele odeia devoção ou adoração por mera formalidade. — Mat. 15:8, 9.
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Devoção PiedosaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DEVOÇÃO PIEDOSA
Reverência, adoração e serviço a Deus, em lealdade à sua soberania universal. As Escrituras usam a palavra grega eusébeia e as formas adjetiva, adverbial e verbal relacionadas. O substantivo, conforme usado na Bíblia, pode ser traduzido literalmente por “bem-reverente” e aplica-se à reverência ou devoção àquilo que é genuinamente santo e justo. O antônimo de “devoção piedosa” é “impiedade” ou “irreverência” (Gr., asébeia). O Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de Vine, faz uma comparação de anomia, “contra a lei” (2 Cor. 6:14; aqui contrastado com justiça), com asébeia, “impiedade” (Tito 2:12; aqui contrastado com devoção piedosa). A explicação dada é que anomia significa desrespeito ou desafio às leis de Deus, ao passo que asébeia denota a mesma atitude para com a pessoa de Deus. Disso vemos que o uso bíblico da expressão “devoção piedosa” refere-se à devoção pessoal a Jeová Deus. Na verdade, o apóstolo Pedro nos assegura de que é no conhecimento exato de Deus que residem as coisas relacionadas com a devoção piedosa. — 2 Ped. 1:3.
A forma verbal eusebeín é empregada em 1 Timóteo 5:4 a respeito da conduta dos filhos ou dos netos em relação às suas mães ou avós enviuvadas. Deus é o Instituidor do sistema familiar (Efé. 3:14, 15) e a Bíblia assemelha a família de Deus à unidade familiar. Portanto, a reverência ou devoção piedosa nos relacionamentos domésticos na família cristã seria, na verdade, reverência a Deus e obediência aos mandamentos de Deus a respeito da família e da conduta correta de seus membros.
O ‘SEGREDO SAGRADO DA DEVOÇÃO PIEDOSA’
O exemplo primário de devoção piedosa é Jesus Cristo. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “Deveras, o segredo sagrado desta devoção piedosa é admitidamente grande: ‘Ele foi manifestado em carne, foi declarado justo em espírito, apareceu a anjos, foi pregado entre nações, foi crido no mundo, foi recebido acima em glória.’” (1 Tim. 3:16) Adão, o homem perfeito, não dera o exemplo perfeito de devoção piedosa. Nenhum de seus filhos, nascidos imperfeitos, poderia fazer isso. Quem seria capaz de fazer isso? A vinda do Filho de Deus à terra e seu proceder de integridade forneceu a resposta, revelando a solução do segredo sagrado.
Jesus Cristo foi o único homem a demonstrar perfeitamente a devoção piedosa, em todo sentido, provando que o homem na carne pode manter tal devoção. Ao fim de sua carreira terrestre, marcada por severas provações, Jesus era “leal, cândido, imaculado, separado dos pecadores”. (Heb. 7:26) Era impossível encontrar alguma falha na sua integridade, a fim de acusá-lo perante Deus. Ele disse, antes de sua morte: “Eu venci o mundo”, também, “o governante do mundo está chegando. E ele não tem nenhum poder sobre mim”. (João 16:33; 14:30) Não se podia achar nele nenhuma injustiça. Pôde com razão dizer aos seus inimigos: “Quem de vós me declara culpado de pecado?” (João 8:46) A solução do “segredo sagrado desta devoção piedosa” é tão grandiosa, e significa tanto para a humanidade, que deve ser proclamada mundialmente. É a base a partir da qual a devoção piedosa e a conduta cristãs na congregação são padronizadas.
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