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Um povo zeloso de obras excelentesA Sentinela — 1975 | 15 de novembro
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dele a impede de tentar forçá-lo a fazer o que ele já rejeitou. Ela realiza alegremente suas tarefas domésticas, recompensada pelo apreço da parte de sua família. A preparação das refeições não é apenas uma tarefa de rotina, mas uma oportunidade excelente de satisfazer uma necessidade que contribui muito para o bem-estar daqueles a quem ela ama. Ela tem satisfação em manter o lar bonito e atraente, porque sua família gosta dum ambiente agradável. Estas são obras excelentes apreciadas pela sua família, e por meio delas corretamente “procura louvor para si”. — Pro. 31:30.
15. De que modo pode o marido mostrar zelo?
15 O marido zeloso expressa amor à sua esposa. Procura agradar-lhe numa multidão de modos pequenos, sem sacrificar sua chefia ou os melhores interesses da família. Não insiste em que tudo seja feito do modo dele; tem consideração com os sentimentos dela. Estima muito a sua esposa, não a considerando simplesmente como meio de satisfazer sua paixão sexual. Faz com que ela se sinta necessária, o que a ajuda a ser esposa e ajudadora ainda mais apta. O zelo na expressão de afeto, por sua vez, traz benefícios que aumentam imensuravelmente a sua própria felicidade.
16. (a) Como pode o cristão mostrar zelo pelo seu serviço secular? (b) Que benefícios resultam disso?
16 É correto que o cristão seja zeloso no seu serviço secular. Isto não quer dizer empenho árduo por coisas materiais, a fim de garantir a segurança financeira da família. Antes, cumprem-se as obrigações necessárias para com o patrão de toda a alma, “como para Jeová”. (Col. 3:22, 23) Há o desejo de produzir trabalho que se destaque pela qualidade. Ele procura ser empregado que coopera, é prestimoso e honesto. Aproveita as horas de trabalho ao melhor possível, sem desperdício desnecessário de tempo ou de materiais. Esforça-se a granjear a reputação de ser de confiança e fiel à sua palavra. Por motivos assim, os empregadores muitas vezes expressaram sua preferência em contratar nossos irmãos espirituais. O que é ainda mais importante é que tais qualidades aumentam o atrativo das boas novas que levamos aos outros.
17. O que pode o exame pessoal revelar a respeito de nós mesmos?
17 O apreço mais profundo das obras excelentes descritas na Palavra de Deus deve induzir-nos a dar uma boa olhada em nós mesmos. Nossas obras poderão mostrar, em muitos sentidos, que temos fervor por aquilo que é excelente. Em outros pontos talvez tenhamos de admitir que temos sido um pouco menos do que zelosos. Se quisermos ser seguidores dignos de nosso Exemplo, Jesus, talvez se precise de mais em matéria de tempo e esforço para cultivar maior zelo. O progresso pessoal talvez exija muito empenho, mas os benefícios satisfatórios e úteis bem que valerão a pena.
EXEMPLOS MODERNOS DE ZELO
18. Como demonstrou certo chefe de família o seu zelo?
18 Dá encorajamento ver outros zelosos de obras excelentes. Ficamos animados quando vemos nossos irmãos mostrar seu zelo mesmo quando em circunstâncias provadoras. Por exemplo, um irmão num estado do sudoeste dos Estados Unidos serve como ancião designado e tem uma grande família. Requer-se dele muita coisa, em vista das responsabilidades congregacionais, obrigações familiares e um emprego secular exigente. Não obstante, ele tem encarado as atividades seculares e não teocráticas apenas como meio para um fim, a saber, ajudar a tornar possível que ele e sua família participem o mais plenamente possível nas obras excelentes da congregação. Seu serviço secular foi limitado às necessidades de sua família, deixando-lhe tempo para servir qual pioneiro temporário em quatro ocasiões durante o ano passado. Quando se lhe perguntou por que fez isso, simplesmente respondeu: “É apenas uma questão do que se põe em primeiro lugar na vida . . . o que ocupa realmente o primeiro lugar no coração.” Os benefícios de longo alcance de seu zelo podem ser vistos em que vinte e nove publicadores daquela congregação participaram com ele no serviço de pioneiro temporário durante o mesmo ano.
19. Como mostrou uma irmã casada seu zelo, com que bênção para sua família?
19 Certa irmã casada demonstrou zelo similar. Tendo três filhos e um marido incrédulo, ela dedicou sua vida a Jeová há uns cinco anos atrás. Seu marido, homem de negócios bem sucedido, com pouca inclinação para a religião, estava cético a respeito da qualidade genuína da fé que ela professava ter. No passado, ela muitas vezes deixara de mostrar um “espírito quieto e brando” nas relações familiares e nas associações com outros. (1 Ped. 3:1-4) A mudança nos modos e na conduta dela convenceram-no logo. Ele via menos ênfase em coisas materiais e mais preocupação com a conduta cristã correta. Embora grande parte do tempo dela fosse desviada para atividades no desempenho de sua religião, ao mesmo tempo, verificou ele, ela tomava crescente interesse nele. A disposição sincera de se sujeitar agora à chefia dele assinalou uma mudança definitiva para melhor na relação entre eles. Ele via um renovado entusiasmo de cuidar bem do lar. A preocupação com os filhos ia além das necessidades materiais ou da educação secular; períodos de instrução bíblica tornaram-se parte integrante da rotina diária. Os amigos da família não podiam deixar de notar a mudança, não só no espírito mais feliz da família, mas também na conduta dela fora do lar, que incluía visitas dela aos seus lares, para transmitir-lhes a mensagem do Reino. O zelo dela na aplicação de princípios bíblicos tornou-a esposa e mãe melhor, fortaleceu os vínculos familiares e recomendou muito a virtude da adoração pura aos outros.
20. Como mostra um irmão idoso o seu zelo?
20 Já estarem avançados em anos não diminuiu o zelo de muitos de nossos irmãos mais idosos. Um fiel irmão ungido, associado com uma das congregações na cidade de Nova Iorque, tem sido zelosamente ativo no serviço de Jeová desde que dedicou a sua vida em 1915. A passagem dos anos trouxe-lhe encargos de responsabilidade, incluindo praticamente todo cargo de supervisão na congregação. Apesar de situações provadoras, não permite que nada diminua seu zelo de obras excelentes. Atualmente, mesmo à idade de setenta e oito anos, seu zelo é exemplar. Quando a saúde fraca lhe impede assistir às reuniões ou participar no serviço de campo, nota-se a sua ausência. Suas palestras e seus comentários nas reuniões, bem como suas orações, caraterizam-se por contínuas expressões de apreço da verdade, seu amor à organização e sua preocupação com o bem-estar dos outros. Para ele, é inconcebível seguir voluntariamente um proceder que diminua sua participação na atividade da congregação. A congregação é abençoada pela presença de alguém cujas obras excelentes tão obviamente o identificam como um dos “irmãos” ungidos do Rei messiânico. — Mat. 25:40.
AGORA É O TEMPO DE SER ZELOSO DE OBRAS EXCELENTES
21. O que deverão os outros poder ver em nós?
21 A crescente urgência dos tempos salienta o valor das obras excelentes. Nós, como testemunhas de Jeová, tornamo-nos uma brilhante ‘luz do mundo’. (Mat. 5:14-16) As obras e as qualidades que os outros vêem em nós devem induzi-los a honrar a Jeová. O próprio Jeová deve poder ver refletido em nós Seu próprio zelo de obras excelentes. Os professos cristãos mostram tais obras apenas periodicamente e por motivos duvidosos. Se formos verdadeiros cristãos, tudo o que fizermos, cada dia, mostrará que temos zelo do que é bom, reto e correto. Os frutos do espírito de Jeová serão claramente identificáveis em tudo o que fizermos e dissermos. — Gál. 5:22, 23.
22. Se formos realmente zelosos, em que teremos prazer?
22 A declaração pública de nossa esperança não se limitará a uma ou duas horas ocasionais, esquecida em outras ocasiões. Consideraremos qualquer contato com outra pessoa como possível oportunidade de transmitirmos a nossa fé. A preocupação pessoal com os semelhantes a ovelhas nos dará alegria em podermos usar nosso tempo e nossa capacidade para ensiná-los. Convencidos do valor supremo das boas novas, continuaremos a oferecê-las bondosamente, mesmo aos que inicialmente as rejeitam. Sim, “em todas as coisas” nos esforçaremos a mostrar-nos “exemplo de obras excelentes”. — Tito 2:7.
23. O que nos motiva a persistir em obras excelentes dando-nos que esperança do futuro?
23 Nossa motivação em fazer obras excelentes provém do desejo profundo de demonstrar nosso amor a Jeová e provar que o interesse que temos no nosso próximo é igual ao que temos em nós mesmos. (Mat. 22:37-39) Com a aproximação da “grande tribulação”, tentaremos ainda mais arduamente fazer “o que é bom para com todos”. (Gál. 6:10; Rev. 7:14, 15) Confiamos em que nossa persistência em obras excelentes seja recompensada ricamente. Aguardamos alegremente o dia vindouro em que todos os homens, em toda a terra, praticarão zelosamente obras excelentes, em apoio do governo do Reino de Cristo.
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“Prontos para toda boa obra”A Sentinela — 1975 | 15 de novembro
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“Prontos para toda boa obra”
AS ESCRITURAS inspiradas admoestam os cristãos a estarem “prontos para toda boa obra”. (Tito 3:1) O que exige isso dos servos devotos de Deus? Exige reação sem hesitação diante das necessidades dos outros. Se pudermos fazer algo de positivo para prestar ajuda, certamente não desejaremos adiar isso para outro tempo, nem deixá-lo entregue a outra pessoa. Antes, até mesmo devemos estar dispostos a negar-nos a nós mesmos, se isto for necessário, para ajudar os que o merecem.
Há muitas atividades que podem ser descritas como “boa obra”, proveitosas para nosso próximo e agradáveis ao nosso Deus. Por exemplo, há a obra de animar concrentes por palavras e exemplos. Uma oportunidade excelente para isso são as reuniões cristãs. O apóstolo Paulo exortou: “Olhemos uns pelos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras; não desertemos as nossas reuniões [cristãs], como alguns costumam, mas encorajemo-nos mutuamente. Isto com maior razão agora que vedes aproximar-se o dia.” (Heb. 10:24, 25, Taizé) Sim, é uma “boa obra” estar regularmente presente às reuniões da congregação cristã, para alegrar, animar e edificar nossos irmãos. E mesmo que não sejamos bem aptos fisicamente, quanta inspiração podemos ser para os outros que observam nossa fraqueza ceder o lugar à força pela ajuda do espírito de Jeová!
Talvez haja nessas reuniões alguns deprimidos, magoados, acabrunhados ou tristes. Se você estiver presente, estará em condições de ajudá-los. Sua expressão de solicitude com o bem-estar deles e sua palestra cordial poderá animá-los a pensar em coisas melhores. Nem se deve desperceber a animação que podem derivar das respostas que dá às perguntas feitas da tribuna.
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