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  • Zimbabwe (Continuação)
  • Despertai! — 1985
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  • Evidências de Interesse Inicial
  • Desenvolvimentos Distintos
  • Primórdios Começos no Campo Inglês
  • Na Década de 30
Despertai! — 1985
g85 8/5 pp. 25-27

Anuário das Testemunhas de Jeová

Zimbabwe (Continuação)

[Seriado com base no Yearbook de 1985.]

Recursos Naturais

Quanto ao clima, Zimbabwe tem tudo o que alguém poderia desejar e mais: chuvas refrescantes no verão, e, no inverno, dias ensolarados, tépidos. E quanto à temperatura? Quase ideal na maior parte do país. Na capital, Harare (outrora chamada Salisbury), a temperatura média máxima é de 28° C no verão e de 18° C no inverno.

Este clima ameno tem contribuído muito para o crescimento da agricultura no país, que tem quase de tudo. O que mais estimula suas papilas gustativas? As luxuriantes e doces frutas dos trópicos, tais como bananas, mamões ou mangas? Nós as temos. Ou prefere as frutas mais refrescantes tais como maçãs, pêras, pêssegos ou nectarinas? Se assim for, Zimbabwe também as possui.

Quanto à beleza pitoresca, a oeste acham-se as famosas Cataratas de Vitória, uma das sete maravilhas do mundo moderno. A leste estão as belas regiões montanhosas classificadas de as Highlands (“Terras Altas”, denominação dada às regiões montanhosas da Escócia) do Leste. No meio, espalhados por várias partes do país, há parques de caça bem sortidos de animais selvagens.

Mas, embora haja muito para atrair os olhos, o que queremos realmente lhe contar é sobre algo mais desejável. Tem que ver com os mencionados por Jeová, mediante o profeta Ageu (2:7), como “as coisas desejáveis de todas as nações”. Sim, também temos estas “coisas desejáveis” em Zimbabwe — pessoas que abraçam a verdadeira adoração. Mas, como chegaram aqui?

Evidências de Interesse Inicial

É muito difícil determinar com exatidão quando a mensagem do Reino alcançou pela primeira vez este país. Não obstante, é fato consumado que por volta de 1910 circulava literatura em inglês, da Sociedade, em Malaui (então Niassalândia), ao norte, bem como na África do Sul. No mínimo, em princípios da década de 20 a mensagem contida nessa literatura já se infiltrava em Zimbabwe (então Rodésia do Sul) através de trabalhadores itinerantes. Deste pequeno começo, foram formados grupos de estudo em vários lugares desde Mutare, na fronteira com Moçambique, até Hwange, uma grande cidade de mineração próxima das Cataratas de Vitória, a oeste.

Um dos que aprenderam a verdade naqueles primórdios foi Hamilton K. Maseko, que ainda serve fielmente como ancião em Pretória, África do Sul. Ele conta: “Em 1924, viajei de Niassalândia até Bulavaio, onde comecei a associar-me com os Estudantes da Bíblia. O que essas pessoas estudavam fazia sentido e deu-me entendimento das promessas da Bíblia.” Ele permaneceu por dois anos antes de prosseguir para a África do Sul.

Outro antigo pregador da verdade de Deus em Zimbabwe foi Nason Mukaronda. Com efeito, parece ter sido o primeiro a ser batizado neste país. Isso foi em 1924. Ele ingressou no ministério de tempo integral em 1947, tornou-se superintendente de circuito em 1948 e ainda continua firme como pioneiro especial, aos 82 anos.

Desenvolvimentos Distintos

Devido às circunstâncias neste país, o desenvolvimento do interesse na mensagem do Reino ocorreu em dois planos, segundo a raça. Primeiro, consideremos o progresso inicial feito no campo de língua africana.

Parece que o ano em que a verdade começou realmente a firmar-se foi 1924. Foi então que Nathan Muchinguri aprendeu a verdade, nos Distritos Orientais. Ele conta: “Quem nos trouxe a verdade foram dois homens de Niassalândia. Não só nos ensinaram verdades doutrinais, mas também disseram que se quiséssemos ser povo de Deus deveríamos ser puros de coração e em ação.” Ele foi batizado naquele ano e mais tarde foi usado pela Sociedade como o primeiro tradutor da literatura bíblica para o chona, língua falada pela maioria das pessoas.

Dois outros que se sobressaíram naqueles dias foram Wilson Stima e Robin Manyochi. O irmão Stima veio a interessar-se na verdade em Malaui, em 1925. Daí veio a Zimbabwe e fixou-se em Mutare, onde mostrou ser de grande ajuda ao grupo recém-formado ali. Mais tarde mudou-se para Bulavaio, e, em 1948, tornou-se um dos nossos primeiros pioneiros. O irmão Stima, que está agora com 76 anos, serve como pioneiro especial desde 1955.

O outro irmão, Robin Manyochi, iniciou sua carreira teocrática em 1929. Isto se deu em Bulavaio, segunda maior cidade de Zimbabwe. Contudo, foi batizado em Salisbury (a atual Harare), em 1932. Quando chegou a Harare não demorou muito para entrar em contato com Willie Kuchocha e alguns outros que formavam a única congregação na região.

Não obstante, logo descobriram que nem todos na congregação eram genuínas testemunhas de Jeová. Mas, deixemos que o irmão Manyochi relate o que aconteceu:

“Em 1932, recebeu-se uma carta do escritório da Cidade do Cabo dizendo que deveríamos começar a pregar de casa em casa; até então não havíamos feito isto. Apenas o irmão Kaunda, sua esposa, Willie Kuchocha e eu, dentre todos na congregação, achamos que devíamos seguir as instruções. Mas, por isso, fomos expulsos da congregação. Mais tarde, porém, outros reconheceram que a pregação de casa em casa era bíblica, e começaram a associar-se conosco. E que dizer dos que se opunham a esta modalidade de pregação? Posteriormente, em 1933, as autoridades, perturbadas pelo aumento da atividade, deportaram o ex-superintendente e seu ajudante, pensando que fossem ainda os ‘líderes’ da congregação.”

O irmão Manyochi teve muitas experiências pitorescas em seus anos iniciais na verdade. Numa ocasião ele foi levado perante o comissário distrital local devido à sua pregação. Ao ser perguntado onde aprendera tais coisas, ele disse ao comissário distrital: “Da Bíblia, o livro que os senhores trouxeram a nós aqui na África. Estou apenas explicando às pessoas o que aprendi da Bíblia.”

Robin Manyochi tem agora 85 anos. Ele e sua esposa, Rosie, ainda trabalham no serviço de pioneiro especial, depois de muitos anos no serviço de circuito. É de interesse um relatório recente do superintendente de circuito sobre o irmão Manyochi. Ele diz: “Este homem idoso está fazendo um excelente trabalho. Ele tem muitos estudos bíblicos. A maioria dos publicadores conta com ele.”

Primórdios Começos no Campo Inglês

Passemos agora para o campo inglês. Estranhamente, as sementes da verdade começaram a ser plantadas por volta da mesma época em que no campo nativo, embora de diferentes origens. Começou em 1921, quando três irmãos da filial da África do Sul, na Cidade do Cabo, Henry Ancketill, P. J. deJager e P. Williams, fizeram uma curta viagem a este país e proferiram discursos em Bulavaio e Salisbury. A estes seguiram-se outros, em 1924 e 1925, principalmente com o objetivo de tentar estabelecer legalmente a obra, mas sem resultados.

Estas Testemunhas de língua inglesa eram todas muitíssimo limitadas no que podiam fazer, visto que estavam proibidas de contatar o povo africano, que compunha, sem sombra de dúvida, a maior parte da população. Não obstante, as sementes da verdade estavam sendo semeadas.

Um lugar onde estas sementes da verdade do Reino realmente criaram raízes foi numa grande fazenda de 610.000 hectares, num canto remoto do país, onde Jack McLuckie trabalhava. Isso foi em 1928. A esposa de Jack, Dorell, estava na África do Sul nessa época, e foi ali que entrou em contato com a mensagem do Reino, por intermédio do irmão de Jack, Bert. Em resultado, Jack recebeu os sete volumes dos Estudos das Escrituras.

Jack gostou deles tanto que imediatamente teve grande desejo de passar adiante estas boas novas aos seus amigos. Mas esta não era uma tarefa fácil. O correio mais próximo ficava a 90 quilômetros de distância, e os vizinhos eram raros. O único transporte era mula ou carro de boi. Destemido, Jack pediu folhetos para distribuir. Nas reuniões sociais na fazenda, jamais perdeu uma oportunidade de dar testemunho acerca do Reino. Com efeito, Jack, seu irmão Bert (conhecidos carinhosamente como “Tio Jack” e “Tio Bertie”), e suas famílias tornaram-se tão zelosos que em toda a parte sul do país a verdade tornou-se conhecida como “a religião dos McLuckie”.

Na Década de 30

Ainda determinada a fazer com que a mensagem do Reino fosse firmemente estabelecida entre todas as raças, a filial da África do Sul enviou quatro pioneiros em 1932, um dos quais era Robert Nisbet, atualmente na Austrália. Esta viagem não ocorreu sem problemas. Esses pioneiros estavam no país apenas há dez dias quando foram intimados pelo Departamento de Investigação Criminal. Alguns dias depois, ordenou-se-lhes que partissem em 48 horas e foi-lhes dito que não haveria recurso. Porém, interpuseram recurso, e, conforme relatou o irmão Nisbet: “Permitiu-se-nos permanecer seis meses contanto que não trabalhássemos entre os africanos.” Este parecia ser o grande temor das autoridades naquele tempo.

Surgiram poucos resultados dessa visita em 1932. Contudo, fez-se outra viagem em 1938 e esta produziu mais frutos. Nessa época havia suficientes publicadores para se formar a primeira congregação de língua inglesa.

[Continua na próxima edição.]

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