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  • Zimbabwe (continuação)
  • Despertai! — 1985
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  • Regulamentos de Emergência Afetam as Assembléias de Circuito
  • Resolvida uma Questão Existente Há Muito
  • Missionários Vindos de Malaui
  • Designação Ímpar
  • Perseguição em Malaui
  • Assistência Material aos Necessitados
Despertai! — 1985
g85 22/7 pp. 23-25

Anuário das Testemunhas de Jeová

Zimbabwe (continuação)

[Seriado com base no Yearbook de 1985.]

Regulamentos de Emergência Afetam as Assembléias de Circuito

Quando o governo da Rodésia declarou sua independência em 11 de novembro de 1965, foram instituídos regulamentos de emergência. Estes afetaram nossas atividades. Por um lado, o governo requereu de nós apresentarmos ao Conselho de Censura um exemplar de todas as publicações, inclusive cada número das revistas, que entravam no país. Isto importunava mais do que qualquer outra coisa, pois nenhuma vez encontraram algo em nossas publicações que impedisse a entrada de literatura no país.

O que mais nos afetou foram os rígidos controles impostos às reuniões públicas. Reuniões de mais do que um punhado de pessoas estavam proibidas, exceto por permissão da Autoridade de Regulamentação. Embora, falando-se estritamente, isso não se aplicasse às reuniões puramente religiosas, tais reuniões foram proibidas em algumas áreas de agitação.

Isto tornou-se bastante frustrador. Pois, quase que toda vez que a filial requereu à Autoridade de Regulamentação licença para realizar uma assembléia de circuito, esta foi rejeitada. Assim, por fim, decidiu-se não realizar assembléias de circuito. Em vez disso, nos concentraríamos nas assembléias de distrito, que eram realizadas em lugares bem protegidos.

Imagine nossa surpresa quando, certo dia em 1969, recebemos carta de algumas congregações em Bulavaio, e junto à mesma um programa de assembléia de circuito! Sim, eles providenciaram sua própria assembléia, elaboraram seu próprio programa, fazendo as designações e providenciando um restaurante. Embora talvez não devessem ter tomado tal iniciativa por conta própria, resultou num bem. Centenas de nossos irmãos reuniram-se naquela assembléia.

Isso deu-nos idéias. Em vez de a Sociedade peticionar à Autoridade de Regulamentação a favor dos circuitos, por que não deixar os irmãos locais fazer os requerimentos às autoridades locais? Assim, novamente programaram-se assembléias de circuito. O superintendente de circuito escolheu irmãos locais bem conhecidos para fazer o requerimento. Toda vez deu certo. De lá para cá temos tido nossas assembléias de circuito em todas as áreas, apesar de continuarem os regulamentos de emergência. Obviamente, esta foi a orientação de Jeová.

Resolvida uma Questão Existente Há Muito

Neste ponto, retornemos à batalha em prol do pleno reconhecimento qual organização religiosa. Talvez se lembre de que o povo de Jeová já obtivera este reconhecimento de dois órgãos governamentais, o Ministério de Assuntos Nativos e o Ministério da Justiça e de Assuntos Internos, mas não do Ministério da Educação.

Foi assim que, em fevereiro de 1966, a filial trouxe este assunto de novo a lume por enviar detalhada petição solicitando nosso reconhecimento qual organização religiosa. A resposta veio em 8 de março: “Após consideração, lamento não poder deferir a sua petição.”

Imediatamente pegamos o telefone e, depois de muito conversar, marcamos uma audiência com o Ministro. Esta se deu em 23 de março. Depois da audiência, passaram-se quatro meses e nenhuma resposta. Iriam ignorar nossa petição?

Então, em 21 de julho, recebemos um ofício do Ministro da Educação: “Tomamos pleno conhecimento desta questão e decidimos incluir as Testemunhas de Jeová na lista oficial de denominações religiosas reconhecidas pelo Ministério da Educação.” Vitória após 16 anos de batalha! Isso não só abriu o caminho para as Testemunhas de Jeová darem instrução religiosa nas escolas, mas também solucionou o problema de nossos filhos serem expulsos da escola. Nós demos graças a Jeová por esta vitória!

Missionários Vindos de Malaui

O ano de 1968 abriu um novo capítulo para a nossa filial, a supervisão dos interesses do Reino em Malaui. O motivo inicial para isso era a proscrição imposta às Testemunhas naquele país, em outubro de 1967. Em novembro de 1967, os missionários foram expulsos de Malaui. Desses missionários, dois casais foram por fim designados para Zimbabwe, Keith e Anne Eaton e Hal e Joyce Bentley.

Designação Ímpar

Os Bentleys tiveram uma designação ímpar. Foi servir em Moçambique, que, até a proscrição, estivera sob a direção da filial de Malaui. Se verificar um mapa da África, observará que Moçambique é um país longo e um tanto estreito, na costa leste da África. Estende-se da África do Sul, ao longo da fronteira oriental de Zimbabwe, e daí por ambos os lados de Malaui. O governo de Moçambique jamais reconheceu a organização das Testemunhas de Jeová. Até agora, falharam todos os esforços para obter o reconhecimento legal. Mas, escutemos o irmão Bentley à medida que ele nos fala de sua designação:

“Foi por volta de fevereiro de 1962, quando eu e Joyce fomos primeiramente designados para Moçambique. Nossa primeira viagem foi de avião, de Blantyre, em Malaui, a Lourenço Marques (atual Maputo), capital de Moçambique. Ali encontramos um pequeno grupo de pessoas interessadas que se reuniam dentro do acampamento do exército, na casa dum sargento do exército.

“Depois de viajarmos algumas vezes assim, decidiu-se que deveríamos viajar por estrada de rodagem e levar conosco o nosso equipamento de camping, entrando no país como turistas. Para fazermos isso, utilizamos um furgão Volkswagen. As estradas até a costa, passando por Beira, eram na maior parte de piçarra e tremendamente onduladas. A distância é de cerca de 1.600 quilômetros.”

Devido às condições de guerra em Moçambique, os Bentleys mais tarde acharam necessário ir de Beira a Lourenço Marques via Salisbury. Isto significava uma viagem, só de ida, de mais de 2.080 quilômetros. Faziam esta viagem a cada seis meses. Uma viagem e tanto por estradas de rodagem! Não obstante, foram abençoados, ao passo que observavam a congregação crescer.

Depois de alguns anos, os Bentleys limitaram suas viagens à parte setentrional do país. “Verificamos mais tarde que esta mudança foi provavelmente uma manobra de Jeová”, disse o irmão Bentley, “visto que a polícia secreta em Lourenço Marques estava esperando para deitar a mão em nós da próxima vez que fôssemos ali.”

Os Bentleys tiveram muitas experiências emocionantes — prisões, quase-prisões, ordens para deixar o país. Mas puderam realizar um excelente trabalho, fortalecendo muitos novos publicadores e interessados. A irmã Bentley fala-nos duma experiência em Beira:

“Uma jovem senhora que estudava em Portugal se mudou para Moçambique. Ela escreveu à Sociedade, perguntando se poderia continuar o estudo. Foi-nos fornecido seu nome e endereço. Quando chegamos ao apartamento, uma senhora nos atendeu. Perguntamos-lhe: ‘É a senhora Clotilde de Gomes?’ ‘Sou Clotilde, mas não de Gomes’, foi a resposta. ‘Sou Clotilde de Almeida.’ Não querendo perder a oportunidade de dar testemunho, explicamos por que estávamos à procura da outra senhora.” Rapidamente esta senhora foi chamar a vizinha. Mais tarde, a Clotilde original também foi contatada. Qual foi o resultado?

A irmã Bentley nos conta: “A pessoa original que queríamos ver é agora Testemunha dedicada; seu marido é ancião; seus cinco filhos, os sogros dela e um irmão do marido são todos Testemunhas. A segunda senhora é batizada, bem como a vizinha, e seu marido e filho.”

Ao ser indagado sobre o que achavam daquela designação, o irmão Bentley resumiu: “Houve ocasiões em que achávamos que seria bom estar em algum lugar longe do calor e da umidade, e livre da sensação de poder ser presos a qualquer momento. Olhando para trás, contudo, percebemos que tivemos um maravilhoso privilégio de serviço naquela designação e que jamais deixamos de ter as bênçãos e a proteção de Jeová.”

Os Bentleys foram mais tarde transferidos para Botsuana, onde continuam a dar bom exemplo quais missionários.

Perseguição em Malaui

Mas, reportemo-nos agora à proscrição das Testemunhas de Jeová em Malaui, em outubro de 1967. Após esta proscrição, houve uma onda de perseguição, descrita numa revista como “a mais brutal e desumana perseguição de cristãos neste século vinte”. Este mesmo editorial declarou: “Para igualar os angustiantes relatos de sofrimento, crueldade e obscenidade . . ., a pessoa precisaria voltar ao extermínio dos primitivos protestantes valdenses, no sudeste da França e na Itália, nos séculos quinze e dezesseis.”

Por que foram cometidas tais atrocidades? Por causa da posição estritamente neutra que o povo de Jeová mantém em assuntos políticos. Perguntado na época por que estes cristãos verdadeiros foram sujeitos a tal tratamento, certa Testemunha, o irmão Justin Zacuruka, declarou: “Porque nos recusamos a comprar um cartão político.” Sim, como no caso das Testemunhas de Jeová em todo o mundo, estes cristãos recusavam violar sua neutralidade cristã, mesmo que tivessem de suportar o mais cruel dos tratamentos. Com efeito, alguns até mesmo perderam a vida.

A atitude de todos os leais poderia muito bem ser resumida nas palavras dum irmão idoso, Samson Khumbanyiwa, que perdeu sua casa, mobília, roupa e tudo que possuía. Ele disse: “Eu sei que nunca estou sozinho, e Jeová tem-me protegido.” Realmente, conforme diz o salmista: “Muitas são as calamidades do justo, mas Jeová o livra de todas elas.” — Salmo 34:19.

Assistência Material aos Necessitados

Devido à intensidade da perseguição, milhares de Testemunhas em Malaui viram-se obrigadas a fugir do país. Algumas foram para Zâmbia, só para serem enviadas de volta a Malaui. Milhares de outras fugiram para Moçambique, para Milange, do outro lado da fronteira de Malaui. Ficaram ali até por volta de 1970, quando começaram a infiltrar-se novamente em seu país de origem.

Em Moçambique nossos irmãos estavam a salvo das mãos de seus perseguidores. Mas, então, depararam com outros problemas. Estavam sem alimento, roupa ou abrigo. Tudo isso foi deixado para trás na fuga. Portanto, o que deveriam fazer?

Felizmente, embora as Testemunhas jamais tivessem reconhecimento legal em Moçambique, estes refugiados foram tratados com a maior bondade. As autoridades de Moçambique forneceram caminhões para conduzir nossos irmãos para dentro do país, a um lugar chamado Mocuba, cerca de 160 quilômetros da fronteira de Malaui. Ali deram-lhes terra e forneceram casas, machados, enxadas, e sementes. Também supriram sacos de 90 quilos de mantimento (fubá), diariamente, para sua alimentação. Esta foi uma grande medida de assistência para nossos irmãos e os fez sentir que era a maneira de Jeová fazer provisões para eles.

Exigia-se, porém, mais medidas de assistência material. Em adição ao que estava sendo fornecido pelo governo de Moçambique, havia uma premente necessidade de alimentos, roupas, cobertores e remédios. Como se satisfariam tais necessidades? A única forma de transportar tais coisas de Zimbabwe era por estrada, e isso através de Malaui! Com o que acabara de acontecer em Malaui, haveria alguma chance de passar com as coisas necessárias?

[Continua na próxima edição.]

[Foto na página 24]

Depois de servirem em Malaui, Hal e Joyce Bentley foram designados para Zimbabwe.

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