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ZoãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ao relembrar os atos miraculosos de Jeová a favor de Israel, que levaram ao Êxodo. Isto tem feito com que alguns peritos sustentem que as reuniões de Moisés com Faraó ocorreram em Zoã.
Ao passo que não se pode eliminar por completo uma possível ligação com a corte de Faraó, é também inteiramente possível que a grande idade da cidade tenha movido o salmista a empregar Zoã de tal modo, ela sendo, aparentemente, uma das primeiras cidades fundadas no Egito. Ou, talvez seja de vido à sua proeminência e à sua localização na “entrada” do Egito para os procedentes da Palestina, sendo talvez a primeira grande cidade que a família de Jacó encontrou ao entrar no Egito. (Compare com Isaías 30:2-4.) Estando situada na costa do Mediterrâneo, no extremo N do Egito, seu “campo” podería até mesmo figuradamente referir-se a todo o vale do Nilo que se estende ao S dela, chegando até a fronteira S do Egito.
Não resta dúvida da importância da cidade de Zoã (Tânis), especialmente quanto ao intercâmbio comercial e às estruturas religiosas. Há evidência de muitas construções régias ali, desde a época das primitivas “dinastias” dos reis egípcios. Um grande templo foi construído, medindo c. 305 m de comprimento. O faraó Ramsés II ergueu imensa estátua monolítica de si mesmo, em Tânis, que media c. 29 m de altura e pesava por volta de 817 toneladas métricas. Os reis assírios, Esar-Hadom e Assurbanipal se referem a Zoã (chamada Sa’nu ou Si’nu nas inscrições cuneiformes) como cidade real sob um príncipe. Antes deles, o profeta Isaías, no pronunciamento divino contra o Egito, tinha-se referido aos “príncipes de Zoã” e os classificado junto com os de Nofe (Mênfis), desta forma indicando também a importância política de Zoã. (Isa. 19:1, 11-13) Diz-se que Tiraca, o governante etíope do Egito e contemporâneo de Isaías, utilizava-se de Zoã (Tânis) como base administrativa para o Egito setentrional.
A conquista assíria do Egito, por Esar-Hadom e Assurbanipal, comprovou a ‘tolice’ dos conselheiros de Zoã. (Isa. 19:13) Daí, em 591 AEC, o profeta Ezequiel avisou a respeito de outra conquista por parte do Rei Nabucodonosor, de Babilônia, sendo ‘aceso um fogo em Zoã’. (Eze. 29:17; 30:1, 10, 14) Contudo, evidentemente Zoã (Tânis) se recuperou, e continuou a ser a principal cidade costeira do Egito até o período de Alexandre Magno. Depois disso, a nova cidade de Alexandria ofuscou a importância comercial de Zoã (Tânis) e ela declinou continuamente. Atualmente, apenas uma vila de pescadores permanece ali, e aquela área, certa vez uma rica região de pastos, é agora um charco e banhado de água salgada.
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ZoarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZOAR
[pequenez].
Cidade do “Distrito”, evidentemente situada, outrora, na beirada duma planície fértil. (Gên. 13:10-12) Pelo visto, o nome anterior de Zoar era Bela. Nos dias de Abraão, era governada por um rei que se rebelou, junto com os outros quatro do distrito, depois de doze anos de domínio por parte de Quedorlaomer, apenas para ser derrotado pelo monarca elamita e seus três aliados. (Gên. 14:1-11) Quando Jeová estava prestes a destruir Sodoma, Ló solicitou e obteve permissão para fugir de lá para Zoar, e esta cidade foi poupada. (Gên. 19:18-25) O medo fez com que, mais tarde, ele e suas duas filhas partissem de Zoar e se tornassem cavernícolas na região montanhosa próxima. — Gên. 19:30.
Predisse-se que, quando a catástrofe sobreviesse a Moabe, os que fugiríam de lá iriam para Zoar, e que o clamor por causa da devastação daquela nação seria ouvido “desde Zoar até Horonaim, até Eglate-Selisaia”, talvez indicando que Zoar era então uma cidade moabita. — Isa. 15:5; Jer. 48:34.
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ZodíacoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZODÍACO
A respeito do Rei Josias, de Judá, 2 Reis 23:5 afirma: “E acabou com a atividade dos sacerdotes de deuses estrangeiros, a quem os reis de Judá haviam constituído para fazerem fumaça sacrificial nos altos nas cidades de Judá e nas cercanias de Jerusalém, e também dos que faziam fumaça sacrificial a Baal, ao sol e à lua, e às constelações do zodíaco, e a todo o exército dos céus.“ A expressão aqui traduzida “constelações do zodíaco” provém do vocábulo hebraico mazzalóhth, que ocorre apenas uma vez na Bíblia, embora a palavra Mazzaróhth, encontrada em Jó 38:32, possa estar relacionada. É o contexto que ajuda a tornar claro o seu significado.
A descoberta do que possa ser chamado de faixa zodiacal é geralmente atribuída aos primitivos babilônios. Eles, sem dúvida, observavam a trajetória anual aparente do sol entre as estrelas, trajetória esta conhecida agora como a eclíptica. Nesta faixa de 16 graus de largura, que se estende por 8 graus de cada lado da eclíptica, acha-se a área chamada zodíaco. Os primitivos astrônomos podiam observar que, no âmbito desta faixa ou cinturão, achavam-se as trajetórias aparentes do sol, da lua e dos principais planetas, conforme vislumbrados da terra. Não foi senão no século II AEC, contudo, que um astrônomo grego dividiu o zodíaco em doze partes iguais de 30 graus cada uma, e estas partes vieram a ser chamadas de “signos do zodíaco”, e receberam nomes segundo as constelações relacionadas. A palavra “zodíaco” provém do grego e significa “circulo dos animaizinhos”, uma vez que as doze constelações do zodíaco eram todas, originalmente, chamadas por nomes da vida animal ou marinha.
Estes signos, atualmente, não se assemelham às constelações cujos nomes lhes foram originalmente dados. Isto se deve ao que é conhecido como precessão dos equinócios, que resulta numa alteração gradual para O, por parte das constelações, de um grau a cada 70 anos, num ciclo que se diz levar 25.800 anos para completar-se. Assim, o signo de Áries, nos últimos 2.000 anos, recuou 30 graus, penetrando no signo de Peixes (Pisces), a constelação a O de Áries (Carneiro).
CONEXÃO COM A ASTROLOGIA
As constelações do zodíaco se transformaram em objetos da adoração falsa desde os primevos tempos mesopotâmicos. Certas qualidades foram atribuídas a cada uma das diferentes constelações, e estas foram então empregadas em predições astrológicas baseadas na determinada posição ou relação dos corpos celestes para com os signos do zodíaco, em qualquer tempo específico. Conforme indicado pelo texto de 2 Reis 23:5, esse emprego da astrologia foi introduzido em Judá pelos sacerdotes de deuses estrangeiros que certos reis haviam trazido para o país. Jeová Deus, muito antes disso, já havia proibido tal adoração das estrelas, sob pena de morte. (Deut. 17:2-7) Enquanto que as constelações mencionadas em Jó 9:9; 38:31, 32 e Amós 5:8 sem dúvida figuram entre as da faixa zodiacal, estes textos, todavia, tornam claro que tais corpos celestes são apenas criados por Jeová Deus, e estão todos sujeitos às Suas leis e estatutos divinos.
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ZofarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZOFAR
Um dos três “companheiros” de Jó; o naamatita. O significado de seu nome é um tanto indefinido. (Jó 2:11) Zofar foi o terceiro a falar, em seqüência, no debate com Jó. A linha geral de raciocínio dele seguia a de Elifaz e de Bildade; ele acusou a Jó de iniqüidade, mandando que cessasse suas práticas pecaminosas. (Jó, caps. 11, 20) Mas, depois de duas fases, Zofar desistiu; ele proferira suas palavras denunciatórias e nada mais tinha a acrescentar na terceira fase. Por fim, Jeová ordenou que ele e seus companheiros oferecessem um grande sacrifício, e que Jó orasse em favor deles. — Jó 42:7-9.
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ZombariaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZOMBARIA
Veja ESCÁRNIO (ZOMBARIA) .
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ZorobabelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZOROBABEL
[semente de Babilônia].
Primeiro governador dos judeus repatriados (Ageu 2:21); um descendente do Rei Davi, e ancestral de Jesus Cristo; provavelmente era filho verdadeiro de Pedaías, mas, legalmente, era reconhecido como filho de Sealtiel. (1 Crô. 3:19; Mat. 1:12, 13; Luc. 3:27; veja GENEALOGIA DE JESUS CRISTO [Problemas na Genealogia de Jesus Registrada por Mateus]. ) A listagem genealógica de 1 Crônicas (3:19, 20) cita sete filhos de Zorobabel (Mesulão, Hananias, Hasubá, Oel, Berequias, Hasadias, Jusabe-Hesede) e uma filha (Selomite). O nome oficial ou babilônico de Zorobabel parece ter sido Sesbazar. — Esd. 1:8, 11; 5:14, 16; compare com Esdras 3:8.
Depois da libertação do exílio babilônico, Zorobabel, em 537 AEC, liderou um restante judeu na volta a Jerusalém e Judá. (Esd. 2:1, 2; Nee. 7:6, 7; 12:1) Como governador nomeado pelo Rei Ciro, confiou-se a Zorobabel os vasos sagrados de ouro e de prata que, anos antes, tinham sido tirados do templo por Nabucodonosor. (Esd. 5:14, 15) Em Jerusalém, sob a direção de Zorobabel e do sumo sacerdote Jesua, erigiu-se o altar do templo no sétimo mês (etanim, ou tisri, setembro-outubro) (Esd. 3:1, 2), e, no segundo ano, no segundo mês (zive, ou iyyar, abril-maio, de 536 AEC) começou a real construção do templo. (Esd. 3:8) Reconhecendo a motivação ruim dos não-judeus que pediram para participar na obra de reconstrução, Zorobabel, Jesua e os cabeças das casas paternas declararam: “Não tendes nada que ver conosco na construção de uma casa ao nosso Deus, pois nós mesmos, juntos, construiremos para Jeová, o Deus de Israel, assim como nos mandou o Rei Ciro, rei da Pérsia.” — Esd. 4:1-3.
Estes não-judeus, contudo, continuaram a desencorajar os edificadores do templo, e, por fim, tiveram êxito em conseguir um embargo oficial da obra. Mais tarde, Zorobabel e Jesua (Josué), estimulados pelos profetas Ageu e Zacarias, corajosamente reiniciaram a construção do templo, apesar da proscrição. (Esd. 4:23, 24; 5:1, 2; Ageu 1:1, 12, 14; Zac. 1:1) Depois disso, uma investigação feita nos arquivos persas vindicou a legalidade do trabalho deles. (Esd. 6:1-12) Por toda a obra, os profetas Ageu e Zacarias continuaram a incentivar Zorobabel, fortalecendo-o para tal trabalho e garantindo-lhe o favor divino. (Ageu 2:2-4, 21-23; Zac. 4:6-10) Por fim (provavelmente em 515 AEC), o templo foi concluído. (Esd. 6:13-15) Também, durante a governança de Zorobabel, cuidou-se das necessidades dos levitas, os cantores e os porteiros recebendo seu quinhão, “conforme a necessidade diária”. — Nee. 12:47.
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