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Dúvidas sobre a existência do Diabo — têm fundamento?Despertai! — 1975 | 8 de abril
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Subseqüentemente, o psicanalista Sigmundo Freud associou a crença no Diabo aos males que as pessoas sofriam às mãos dum pai duro no início da vida. Tornou-se popular considerar as referências bíblicas a Satanás, o Diabo, como se referindo apenas a uma personificação do mal.
Muitos peritos bíblicos chegaram a afirmar que os escritores bíblicos copiaram crenças pagãs ao pintar seu quadro do “Maligno”. Uma fonte de tais crenças é supostamente a religião do antigo Irã (Pérsia), fundada por Zoroastro no sexto século A. E. C. O zoroastrismo ensina um “dualismo” em que o Deus supremo, Ahura-Mazdâ, possui um inimigo, Ahriman, a quem Ahura-Mazdâ irá fazer sumir no fim dos tempos.
Outros peritos afirmam que as Escrituras, ao falarem sobre Satanás, o Diabo, não exigem que se creia realmente em tal ente, mas simplesmente refletem os sentimentos que eram populares no antigo Israel.
Conceitos Modernos Aumentam Confusão
A confusão aumentou graças aos ensinos modernos sobre o Diabo. Ao passo que muitos ainda acham que Satanás é uma pessoa espiritual iníqua, outros afirmam que o Diabo pode ser de genuíno proveito para a humanidade. Membros do grupo religioso chamado “O Processo”, por exemplo, afirmam que Satanás “foi perdoado, e agora trabalha em união junto com Cristo”.
Há desacordo até mesmo entre os que sustentam que o Diabo é uma personificação de algo. Ao passo que muitos pensam que Satanás personifica forças ruins, outros crêem que podem usar o poder de Satanás em proveito próprio. Uma “sacerdotisa” da “Igreja de Satanás” declarou: “Para nós, Satanás é apenas um símbolo da força de vida que podemos usar para nos ajudar a conseguir o que queremos.”
Assim, muitos crêem que o Diabo seja uma pessoa; outros, uma força. Alguns encaram Satanás como inveterado inimigo de Deus e do homem, ao passo que outros o consideram como um benfeitor.
Motivos Sólidos de Duvidar?
Serão estas teorias conflitantes motivos sólidos para se duvidar da realidade do Diabo? Examinemo-las mais de perto.
A Bíblia, embora mencione Satanás, o Diabo, dezenas de vezes, nunca descreve a aparência do Diabo. A idéia popular de que um Diabo alado, com rabo pontiagudo e um forcado, é o guardião dum inferno de fogo é grandemente atribuída à imaginação de artistas, muitos dos quais foram influenciados pelo Inferno do poeta católico italiano Dante Alighieri.
As pessoas que acham repugnante tal concepção podem sentir-se felizes em saber que a Bíblia não ensina tais coisas absurdas sobre o Diabo; nem ensina a existência dum inferno de fogo. Pelo contrário, as Escrituras declaram meridianamente que ‘os mortos não estão cônscios de coisa alguma’; estão completamente inconscientes. (Ecl. 9:5, 10) Assim, as noções populares sobre o Diabo não raro não têm qualquer base na Bíblia.
O que dizer da chamada rejeição “esclarecida” do sobrenatural? Melhorou realmente isso o quinhão da humanidade? Será que o raciocínio humano, sem ajuda, levou a um mundo mais seguro, de melhor moral, em que as necessidades básicas do homem quanto a alimento, roupa, abrigo e uma forma significativa de vida recebem os cuidados adequados? Não. E deve ser óbvio à qualquer pessoa razoável que simplesmente negar a realidade de algo não refuta sua existência.
Carece de evidência, também, a suposição de que a Bíblia obteve sua doutrina sobre o Diabo do zoroastrismo. Segundo Jacques Duchesne-Guillemin, professor de estudos indo-iranianos, tanto Ahura-Mazdâ (o deus supremo dos zoroastrianos) e seu inimigo, Ahriman, “parecem ter existido desde toda a eternidade”. A Bíblia não afirma isto sobre o Diabo. Antes, ensina que o Diabo teve começo e que “não permaneceu firme na verdade”. — João 8:44
Assim, muitas das dúvidas que as pessoas nutrem sobre a existência do Diabo não têm base além das superstições populares e o raciocínio arbitrário. Tais coisas não constituem base válida para se negar a realidade do Diabo, ou recusar considerar evidência fidedigna sobre o assunto. Mas, onde se pode achar tal evidência? Como se pode saber com certeza se realmente existe um Diabo?
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Quão real é o Diabo?Despertai! — 1975 | 8 de abril
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Quão real é o Diabo?
“É PRECISO ver para crer”, diz um ditado popular. É bem conhecido que o melhor testemunho de qualquer fato é o duma fidedigna testemunha ocular. Será que dispomos de tal testemunha ocular que nos possa ajudar a responder à pergunta: Quão real é o Diabo?
Isso poderia parecer impossível; mas é mesmo? Sabia que Jesus Cristo viveu no céu antes de vir a terra? Era testemunha ocular de coisas que se passavam no domínio espiritual e ele teve muito que dizer sobre o Diabo. — João 8:23; 17:5.
Seria o cúmulo da tolice pôr de lado o testemunho de Jesus. Sempre disse a verdade. Deu sua vida por causa da verdade. (João 18:37; 8:40) As palavras de sabedoria de Jesus, em especial em seu Sermão do Monte, granjearam os mais altos elogios, até mesmo de não-cristãos. Todavia, naquele sermão, Jesus ensinou seus seguidores a orar: “Livra-nos do iníquo.” — Mat. 6:13.
E o que dizer do próprio Deus? Certamente deve saber se existe um Diabo. A Bíblia como um todo contém o ponto de vista do Criador. Ela, também, tem todos os sinais de credibilidade. Quando relata eventos, fornece a época, o lugar e os nomes das pessoas envolvidas. A exatidão dos relatos históricos da Bíblia surpreendem até mesmo seus críticos. Centenas de profecias bíblicas têm-se cumprido até nos mínimos pormenores. E o conselho bíblico sobre relações humanas se prova insuperado.
O que, portanto diz a Bíblia, que inclui o testemunho de Jesus Cristo, sobre Satanás? Será “o Diabo” simples abstração, um princípio ou força? Ou este termo se refere a uma pessoa espiritual inteligente que pode influenciar os humanos? Segundo a Bíblia, quão real é o Diabo?
Abstração ou Pessoa?
As Escrituras se referem coerentemente ao Diabo como pessoa. O livro bíblico de Jó se inicia com um relato de os angélicos “filhos do verdadeiro Deus” se reunirem perante Jeová. Sobre tal reunião, que sem dúvida incluía Jesus em sua forma pré-humana, lemos: “Satanás passou a entrar no meio deles.” (Jó 1:6) A vinda de Satanás para entre os “filhos” de Deus, que são pessoas, indica
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