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    • de algo por Deus em conexão com a fé”. (1 Tim. 1:4) A força deste aviso é melhor avaliada quando sabemos dos extremos a que os judeus mais tarde chegavam para pesquisar genealogias, e quão minuciosamente investigavam qualquer possível discrepância. Assim, o Talmude faz a declaração de que “900 cargas de camelo de comentários existiam sobre 1 Crô. viii. 37 a ix. 44” (trecho genealógico da Bíblia). The Jewish Enciclopédia (Enciclopédia Judaica; 1903, Vol. 5, p. 597) também deplora o orgulho manifestado por muitos judeus quanto à sua estirpe.

      Não tinha sentido empenhar-se em estudar e em discutir tais assuntos, e ainda mais na época em que Paulo escreveu a Timóteo. Pois não era mais vital manter registros genealógicos, visto que Deus não reconhecia então qualquer diferença entre judeus e gentios na congregação cristã. (Gál. 3:28) E os registros genealógicos já tinham estabelecido a ascendência de Cristo através da linhagem de Davi. Também, não demoraria muito, depois que Paulo escreveu esta admoestação, para que Jerusalém fosse destruída, e, junto com ela, os registros judaicos. Deus não os preservou. Assim sendo, Paulo estava ansioso que Timóteo e as congregações não se desviassem em gastar tempo em pesquisas e em controvérsias sobre assuntos de estirpe pessoal, que nada contribuíam para a fé cristã. Basta a genealogia fornecida pela Bíblia para provar que Cristo é o Messias, o assunto genealógico de primária importância para os cristãos. As outras genealogias bíblicas constituem um testemunho da autenticidade do registro das Escrituras, indicando claramente que elas são um relato genuinamente histórico.

  • Genealogia De Jesus Cristo
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • GENEALOGIA DE JESUS CRISTO

      Em Mateus, capítulo 1, encontramos a genealogia de Jesus desde Abraão. Em Lucas, capítulo 3, há uma genealogia que remonta a “Adão, filho de Deus”. A genealogia de Jesus é a única fornecida nas Escrituras Gregas Cristãs. Parte desta genealogia aparece em 1 Crônicas, capítulos 1 a 3, indo desde Adão até os filhos de Elioenai, por meio de Jeconias (Joaquim) e de Zorobabel, descendentes régios de Salomão. Os livros de Gênesis e de Rute, combinados, suprem a linhagem desde Adão até Davi.

      As últimas três listas concordam plenamente de Adão até Arpaxade (Arfaxade, Al), havendo pequenas diferenças quanto a certos nomes, tais como Quenã, que é “Cainã” em Lucas 3:37. As listas de Crônicas e de Gênesis-Rute concordam até Davi, ao passo que Lucas insere outro “Cainã” entre Arpaxade e Selá. (Luc. 3:35, 36) De Salomão até Zorobabel, o registro de Crônicas e o de Mateus concordam no fundamental, Mateus omitindo alguns nomes.

      PROBLEMAS NA GENEALOGIA DE JESUS REGISTRADA POR MATEUS

      Mateus divide a genealogia de Abraão até Jesus em três seções de quatorze gerações cada uma. (Mat. 1:17) Esta divisão pode ter sido feita como ajuda para a memória. No entanto, ao contar os nomes, verificamos que somam 41, ao invés de 42. Uma sugestão a respeito de como podem ser contados é a seguinte:

      Por tomarmos os nomes de Abraão a Davi, quatorze nomes, e então usarmos Davi como o nome inicial para os seguintes quatorze, tendo a Josias como o último; por fim, encabeçar a terceira série de quatorze nomes com Jeconias (Joaquim) e terminá-la com Jesus. Observe que Mateus repete o nome de Davi como sendo o último dos primeiros quatorze nomes, e como o primeiro dos próximos quatorze. Daí, repete a expressão “a deportação para Babilônia”, que ele relaciona com Josias e os filhos dele. — Mat. 1:17.

      Mateus pode ter copiado sua lista exatamente do registro público que usou, ou pode ter intencionalmente omitido alguns elos, objetivando auxiliar a memória. No entanto, uma sugestão quanto à razão da omissão, feita aqui, de três reis da linhagem de Davi entre Jeorão e Uzias (Azarias) é a de que Jeorão casou-se com a iníqua Atalia, da casa de Acabe, a filha de Jezabel, desta forma trazendo esta estirpe condenada por Deus à linhagem dos reis de Judá. (1 Reis 21:20-26; 2 Reis 8:25-27) Após citar Jeorão como o primeiro nesta aliança iníqua, Mateus omite os nomes dos próximos três reis até a quarta geração, Acazias, Jeoás e Amazias, os frutos desta aliança. — Compare Mateus 1:8 com 1 Crônicas 3:10-12.

      Mateus indica que Zorobabel é o filho de Sealtiel (Mat. 1:12), e isto coincide com outras referências. (Esd. 3:2; Nee. 12:1; Ageu 1:14; Luc. 3:27) No entanto, em 1 Crônicas 3:19, menciona-se Zorobabel como filho de Pedaías. Evidentemente Zorobabel era filho natural de Pedaías, e o filho legítimo de Sealtiel por motivo do casamento levirato; ou, possivelmente, depois que Pedaías, o pai de Zorobabel, morreu, Zorobabel foi criado por Sealtiel como seu filho, e, portanto, tornou-se legalmente reconhecido como filho de Sealtiel.

      UM PROBLEMA NA GENEALOGIA DE JESUS REGISTRADA POR LUCAS

      Lucas insere um segundo “Cainã” entre os nomes Arpaxade e Selá. (Luc. 3:35, 36; compare com Gênesis 10:24; 11:12; 1 Crô. 1:18, 24.) A maioria dos peritos consideram isto como sendo um erro de cópia. “Cainã” não é encontrado nesta posição relativa nas listas genealógicas contidas nos textos hebraicos ou samaritanos, nem em qualquer dos Targuns ou das versões, exceto na Septuaginta. E não parece que se achava nem mesmo nas cópias iniciais da Septuaginta. Josefo, que geralmente segue a Septuaginta, alista Salá (Selá) em seguida como sendo filho de Arpaxade. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro I, cap. VI, par. 4] Irineu, Africano, Eusébio e Jerônimo, escritores primitivos, rejeitaram o segundo “Cainã” em cópias do relato de Lucas como sendo uma interpolação.

      COMPARAÇÃO DAS GENEALOGIAS REGISTRADAS POR MATEUS E POR LUCAS

      A diferença em quase todos os nomes constantes da genealogia de Jesus, registrada por Lucas, quando comparados com a registrada por Mateus, é prontamente resolvida pelo fato de que Lucas reconstituiu a linhagem de Jesus por meio de Natã, filho de Davi, ao invés de por Salomão, como o fez Mateus. (Luc. 3:31; Mat. 1:6, 7) Lucas evidentemente segue os ancestrais de Maria, mostrando assim a descendência real ou natural de Jesus desde Davi, ao passo que Mateus mostra o direito legal de Jesus ao trono de Davi por descender de Salomão através de José, que era legalmente o pai de Jesus. Tanto Mateus como Lucas indicam que José não era o pai verdadeiro de Jesus, mas apenas o seu pai adotivo, que lhe concedeu o direito legal. Mateus abandona o estilo que usou em toda a sua genealogia ao chegar a Jesus, dizendo: “Jacó tornou-se pai de José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.” (Mat. 1:16) Observe que ele não diz: ‘José tornou-se pai de Jesus’, mas que José era “marido de Maria, da qual nasceu Jesus”. Lucas é ainda mais incisivo quando, depois de já ter mostrado que Jesus era realmente o Filho de Deus por meio de Maria (Luc. 1:32-35), ele afirma: “Jesus . . . sendo, como era a opinião, filho de Eli.” — Luc. 3:23.

      Visto que Jesus não era um verdadeiro filho de José, mas era o Filho de Deus, a genealogia de Jesus registrada por Lucas provaria que ele era, deveras, por nascimento humano, um filho de Davi por meio de sua mãe verdadeira, Maria. É interessante que o Talmude (Haghigha, 77, 4) refere-se a Maria como sendo filha de Eli (Heli).

      Na realidade, cada genealogia (a tabela de Mateus e a de Lucas) mostra que Jesus descendia de Davi, por meio de Salomão e por meio de Natã. (Mat. 1:6; Luc. 3:31) Ao examinar as listas de Mateus e de Lucas, verificamos que, depois de se separarem em Salomão e Natã, voltam a convergir em duas pessoas, Sealtiel e Zorobabel. Isto pode ser explicado da seguinte forma: Sealtiel era filho de Jeconias; talvez por casamento com a filha de Néri, ele se tornou genro de Néri, sendo assim chamado de “filho de Néri”. É possível também que Néri não tivesse filhos varões, de modo que Sealtiel fosse considerado como seu “filho” também por esse motivo. Zorobabel, que era provavelmente filho verdadeiro de Pedaías, foi reconhecido legalmente como filho de Sealtiel, conforme já declaramos antes. — Compare com Mateus 1:12; Lucas 3:27; 1 Crônicas 3:17-19.

      Daí, os relatos indicam que Zorobabel teve dois filhos, Resa e Abiúde, as linhagens se separando de novo nesse ponto. (Estes poderiam ser, não filhos verdadeiros, mas descendentes, ou um deles, pelo menos, poderia ter sido genro.) (Luc. 3:27; Mat. 1:13) Tanto a genealogia de Jesus registrada por Mateus como a por Lucas variam aqui quando comparadas com a registrada em 1 Crônicas, capítulo 3. Isto pode ser devido a que vários nomes foram intencionalmente omitidos por Mateus e, possivelmente, também por Lucas. Mas deve-se ter presente que tais diferenças nas listas genealógicas de Mateus e de Lucas são, com toda probabilidade, as que já existiam nos registros genealógicos então usados, e que eram plenamente aceitos pelos judeus, e não foram mudanças feitas por Mateus e por Lucas.

      Podemos concluir, portanto, que as duas listas de Mateus e de Lucas fundem as duas verdades, a saber: (1) Que Jesus era realmente o Filho de Deus, e o herdeiro natural do reino, através do nascimento miraculoso por meio da virgem Maria, da linhagem de Davi, e (2) que Jesus também era o herdeiro legal da linhagem de varões que descendiam de Davi e de Salomão, por meio de seu pai adotivo, José. (Luc. 1:32, 35; Rom. 1:1-4) Caso houvesse alguma acusação da parte dos judeus hostis de que o nascimento de Jesus era ilegítimo, o fato de que José, cônscio das circunstâncias, casou-se com Maria e lhe deu a proteção de seu bom nome e de sua linhagem régia, refutava tal calúnia.

      [Tabela nas páginas 662, 663]

      LISTAS BÍBLICAS DA GENEALOGIA DE JESUS

      Gênesis 1 Crônicas Mateus Lucas

      e Rute Caps. 1, 2, 3 Cap. 1 Cap. 3

      Adão Adão Adão

      Sete Sete Sete

      Enos Enos Enos

      Quenã Quenã Cainã

      Malalel Malalel Malaleel

      Jarede Jarede Jarede

      Enoque Enoque Enoque

      Metusalém Metusalém Metusalém

      Lameque Lameque Lameque

      Noé Noé Noé

      Sem Sem Sem

      Arpaxade Arpaxade Arpaxade

      Cainã

      Selá Selá Selá

      Éber Éber Éber

      Pelegue Pelegue Pelegue

      Reú Reú Reú

      Serugue Serugue Serugue

      Naor Naor Naor

      Tera Tera Tera

      Abrão Abraão Abraão Abraão

      (Abraão)

      Isaque Isaque Isaque Isaque

      Jacó (Israel) Jacó Jacó Jacó

      Judá Judá Judá Judá

      (e Tamar) (e Tamar)

      Peres Peres Peres Peres

      Esrom Esrom Esrom Esrom

      Rão Rão Rão Arni (Rão?)

      Aminadabe Aminadabe Aminadabe Aminadabe

      Nasom Nasom Nasom Nasom

      Salmom Salmom (Salma, Salmom Salmom

      1 Crô. 2:11) (e Raabe)

      Boaz Boaz Boaz Boaz

      (e Rute) (e Rute)

      Obede Obede Obede Obede

      Jessé Jessé Jessé Jessé

      Davi Davi Davi Davi

      (e Bate-Seba)

      Salomão Salomão Natãa

      Roboão Roboão Matatá

      Abias Abias Mena

      Asa Asa Meleá

      Jeosofá Jeosofá Eliaquim

      Jeorão Jeorão Jonã

      Acazias José

      Judas

      Jeoás Simeão

      Amazias Levi

      Azarias (Uzias) Uzias Matate

      (Azarias)

      Jotão Jotão Jorim

      Acaz Acaz Eliézer

      Ezequias Ezequias Jesus

      Manassés Manassés Er

      Amom Amom Elmadã

      Josias Josias Cosã

      Jeoiaquim Adi

      Melqui

      Jeconias Jeconias Néri

      (Joaquim)

      Sealtiel Sealtiel Sealtielb

      (Pedaías)c

      Zorababeld Zorababel Zorababel

      Resa

      Hananias Abiúde Joanã

      Jesaías Jodá

      Eliaquim Joseque

      Refaías Semei

      Arnã Azor Matatias

      Maate

      Obadias Zadoque Nagai

      Esli

      Secanias Aquim Naum

      Amós

      Semaías Eliúde Matatias

      José

      Nearias Eleazar Janai

      Elioenai Melqui

      Matã Levi

      Matate

      Jacó Eli (Heli)

      (pai de Maria)

      José José

      (genro)

      Jesus Jesus

      (filho adotivo) (filho de Maria)

      [Nota(s) de rodapé]

      a Natã, veja p. 662, § 1.

      b Veja p. 661, col. 2 § 3.

      c Veja p. 662, § 3.

      d Veja p. 662, § 3; col. 2, § 1.

  • Generosidade
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • GENEROSIDADE

      Trata-se daquela disposição nobre, acalentadora, de abençoar os outros por dar livremente, de mão aberta, ilimitadamente. Este é o significado que os escritores da Bíblia muitas vezes expressaram em seus escritos, um significado mais profundo do que é geralmente abrangido pelas nossas palavras portuguesas ‘generoso’ ou ‘liberal’. O próprio Jeová é a personificação da generosidade, sendo Aquele que supre plenamente todas as necessidades de suas criaturas obedientes, “segundo a sua vontade”. (1 João 5:14; Fil. 4:19) Toda boa dádiva e todo presente perfeito provêm dele, incluindo uma dádiva tão intangível como a sabedoria. — Tia. 1:5, 17.

      Moisés instou com seus co-israelitas a que cultivassem esta qualidade divina da generosidade, mesmo ao fazerem um empréstimo sob fiança. (Deut. 15:7-11) Afirma o provérbio: “Far-se-á que a própria alma generosa [literalmente, “a alma com uma dádiva de bênção”] engorde [seja próspera], e aquele que rega liberalmente [os outros] também será regado liberalmente.” (Pro. 11:25) Jesus Cristo expressou-se da seguinte forma: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” — Atos 20:35; veja também Lucas 6:38.

      Note-se que estes textos sobre a generosidade e a liberalidade não colidem, nem estão em discordância com outros que condenam os ingratos, os preguiçosos e os indolentes. À guisa de exemplo, o preguiçoso que não arar em tempo frio não merecerá nada quando mendigar na época da colheita; aquele que se recusa a trabalhar não tem direito à generosidade dos outros. (Pro. 20:4; 2 Tes. 3:10) Não se devia colocar viúvas na lista para ajuda material a menos que estivessem habilitadas.

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