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Ovnis — antigos e modernosDespertai! — 1990 | 8 de novembro
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em seu estado. O resultado foi outro estudo realizado pela Universidade do Colorado. O Dr. Edward U. Condon, destacado físico, assumiu a supervisão desse trabalho. Em 1969, ao se concluir o estudo, publicou-se o Relatório Condon. Entre outras coisas, este dizia que “não surgiu nada, do estudo dos OVNIs nestes últimos 21 anos, que tenha contribuído para o aumento do conhecimento científico . . . que extensivos estudos adicionais dos OVNIs provavelmente não possam ser justificados, na expectativa de que a ciência progrida desse modo”.
Isto pôs fim ao envolvimento oficial do Governo dos EUA no estudo dos OVNIs, e, em adição, tendeu a esfriar a curiosidade pública. No entanto, não pôs fim à controvérsia sobre os OVNIs, nem foi o fim das visões de OVNIs. Segundo certo informe, “20 por cento dos noventa e cinco casos discutidos no documento permaneceram ‘sem explicação’”.
O interesse pelos OVNIs parecia aumentar e diminuir conforme as ondas de visões de objetos. Notáveis foram os anos de 1973 e 1974, quando se observaram OVNIs. Com a chegada dos anos 80, informes ganharam de novo as notícias. Mas, qual foi a conclusão de cientistas e de outros peritos, nos anos recentes?
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Ovnis — podem ser identificados?Despertai! — 1990 | 8 de novembro
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Ovnis — podem ser identificados?
Como é que os cientistas explicam os OVNIs (ou UFOs)? O falecido Dr. Donald H. Menzel, astrônomo de Harvard, e Philip Klass, antigo editor sênior do semanário Aviation Week, acham-se entre os que estudaram o assunto das vistas de OVNIs. Eles afirmam que os OVNIs são, realmente, OVIs (objetos voadores identificados). Quando investigados, verificou-se que os OVNIs eram coisas ou efeitos identificáveis, tais como balões meteorológicos, aviões e helicópteros de propaganda noturna, meteoros, ou parélios.a
Philip Klass explicou os OVNIs como fenômenos naturais, ou como identificações incorretas. Como exemplo, segundo ele, suspeitou-se que alguns OVNIs eram uma espécie de relâmpago-bola, ou um plasma. Seus críticos logo disseram, porém, que os plasmas, ou gases altamente ionizados, podem ter um período de vida muito curto e não explicam adequadamente o problema. Ele afirma que alguns OVNIs vistos no radar são obra de fenômenos meteorológicos. No entanto, segundo alguns operadores de radar, esta explicação não condiz com o seu comportamento, aparentemente inteligente, às vezes observado. A idéia de Klass é de que as pessoas que ficam subitamente expostas a um breve evento inesperado “podem ser tremendamente inexatas ao tentarem descrever com precisão aquilo que viram”.
Em seu livro Pseudoscience and the Paranormal (A Pseudociência e o Paranormal), Terence Hines declara que “a investigação cuidadosa tem resultado em explicações naturais diretas até mesmo de informes muito impressionantes de OVNIs. . . . Todos esses casos deixam clara a quase total falta de fidedignidade dos relatos de testemunhas oculares. Em quase todo caso, os relatos das testemunhas diferiam substancialmente do real estímulo, mas apenas em raríssimos casos é que as testemunhas mentiam deliberadamente. O conhecimento delas sobre que aparência os OVNIs ‘deviam’ ter influenciara seus relatos, junto com os efeitos das ilusões óticas”.
OVNIs — Guiados por Seres Espaciais?
Uma teoria popular é a de que os OVNIs podem estar ligados a seres inteligentes do espaço sideral. O falecido Dr. James McCampbell era um líder entre aqueles que chegaram a esta conclusão. Avisava ele: “Parece que uma espécie superinteligente de alienígenas está, deveras, tornando-se uma parte mais íntima do meio ambiente de nossa Terra.” O Major Donald E. Keyhoe, “um oficial aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais, que se tornou um escritor freelance . . . foi quem primeiramente popularizou os OVNIs e afirmou serem eles espaçonaves extraterrestres”, segundo Philip Klass, escritor da obra UFOs—The Public Deceived. Keyhoe também propôs a teoria dos “seres espaciais” e avisou: “Caso o objetivo dos alienígenas fosse a migração para a Terra, isso provocaria uma onda de temor e de histeria.”
Outro conceito que tem granjeado o interesse de alguns investigadores é que os OVNIs são seres superiores que habitam um “universo paralelo”. De acordo com tal teoria, estes seres podem ser “capazes de manipular os circuitos elétricos da mente humana”. Tendo tal capacidade, eles poderiam, presumivelmente, controlar os governos humanos. Alguns afirmam que eles podem estar ligados a “inteligências [que envolvem] os principais movimentos religiosos do mundo, milagres, anjos, fantasmas, fadas, poltergeists, e coisas semelhantes”. — UFO and The Limits of Science (O OVNI e os Limites da Ciência), de Ronald D. Story.
OVNIs — Podemos Identificá-los?
Como observamos, alguns investigadores são bem positivos quanto a poderem identificar todos os OVNIs como coisas naturais ou fenômenos conhecidos. Outros, contudo, apresentam suas próprias teorias especiais.
Quando o Relatório Condon e o assunto dos OVNIs ainda era uma questão de interesse público, Despertai! proveu uma recapitulação do assunto, junto com a discussão de alguns dos casos mais espetaculares.b Despertai! chegou à conclusão que “a grande maioria de todas as notícias [sobre OVNIs] se originam das mesmas espécies de coisas que o Projeto Livro Azul [um anterior estudo promovido pelo Governo dos EUA] citou: Planetas, aviões, balões, meteoritos, miragens”.
O artigo prosseguia: “A investigação mais cabal [resumida no Relatório Condon] esclareceu a parte desempenhada pelas distorções físicas e psicológicas. Explicou como objetos comuns, vistos no céu por pessoas que não os reconhecem sob as circunstâncias talvez incomuns, podem ser concebidos erroneamente na percepção, ampliados na narração dos fatos, exagerados ainda mais pelos jornais, e terminar como espaçonaves em que aterrissam pequenos homens verdes de Marte.”
O Relatório Condon, oficial, e conclusões como as acima, junto com decrescentes relatos de OVNIs, pareciam liquidar o assunto para muitos. Todavia, duas décadas depois, notamos que os OVNIs ainda granjeiam a atenção do público. Conforme mencionamos em nosso primeiro artigo, um escritor de um jornal de destaque comentou que um novo elemento foi acrescentado. Vivemos diante dum fundo de “temores arraigados e apocalípticos”, ao nos acercarmos do ano 2000.
Ainda mais incertezas resultaram das recentes afirmações de que, no passado, os Estados Unidos, e até mesmo outros governos, talvez ignorassem ou encobrissem algumas evidências de OVNIs. O autor de uma publicação de 1988 tirou vantagem da Lei de Liberdade de Informação, promulgada em 1966 nos Estados Unidos, junto com fontes provenientes de outros países, para juntar informações que, segundo ele, “provam, além de qualquer dúvida, que existe um monumental encobrimento do assunto OVNI”. — Above Top Secret (Acima do Sigilo Absoluto), de Timothy Good.
Gary Kinder, em seu livro Light Years (Anos-Luz), suscita questões quanto a de que prova se precisa para convencer as autoridades da existência de OVNIs. Ele comenta que um observador pergunta: “O que constitui prova [dos OVNIs]? Será que um OVNI precisa pousar na Entrada do Rio do Pentágono, perto dos Escritórios do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas? Ou constitui prova quando uma estação terrestre de radar detecta um OVNI, envia um jato para interceptá-lo, o piloto do jato o vê, e o localiza em seu radar, apenas para ver o OVNI desaparecer numa velocidade fenomenal?”
Por outro lado, o Professor Hines argumenta que as 997 páginas de documentos
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